RETROSPECTIVA 2011-12 # 3

Trevor Ariza e Al-Farouq Aminu: alas com potencial defensivo

* Por Lucas Ottoni

Dando prosseguimento ao nosso trabalho de avaliação do elenco do New Orleans Hornets na temporada 2011-12 da NBA, chegou a hora de falarmos sobre os ALAS da equipe. Já analisamos os ARMADORES e os ALAS-ARMADORES, e agora vamos destacar os jogadores da posição 3, aqueles que costumam jogar abertos, pelas laterais da quadra. Geralmente, os alas possuem inúmeras funções dentro de um time de basquete. Eles defendem o perímetro e atacam a cesta adversária – seja “chutando” ou infiltrando – sem concentrar o jogo dentro do garrafão, como também podem se movimentar abrindo espaços para outros jogadores encontrarem a cesta com mais facilidade. De fato, essa é uma posição que exige muito do atleta. E então? Será que os alas do Hornets mandaram bem? É isso o que iremos avaliar agora…

* TREVOR ARIZA #1

Médias: 32.9 mpg / 10.8 ppg / 3.3 apg / 5.2 rpg / 1.7 spg / 0.6 bpg

Número de jogos: 41 (todos como titular)

A temporada 2011-12 acabou não sendo das mais marcantes para o ala Trevor Ariza. Resumindo: alguns problemas físicos, as habituais dificuldades (técnicas) no setor ofensivo, uma defesa – até certo ponto – eficiente e raras atuações de destaque. Essa combinação de fatores aponta para uma carência importante dentro do elenco do Hornets. Pois é, está muitíssimo claro que a franquia da Louisiana necessita de um ala mais gabaritado tecnicamente. Não que o Ariza seja um mau jogador, longe disso. Ele é um ala com uma energia defensiva e uma entrega tremenda dentro de quadra. Além disso, é um atleta que não costuma se esconder ou se omitir durante os jogos. Porém, o Hornets é uma equipe sedenta por talento ofensivo, algo que é justamente o ponto fraco do Ariza. Na verdade, ele não possui um arremesso dos mais confiáveis e também mostra enormes dificuldades técnicas no controle da bola e na execução das jogadas. E para piorar a situação do Ariza, o técnico Monty Williams o afastou da reta final do campeonato para poder observar melhor o desempenho do seu reserva, o jovem Al-Farouq Aminu. E o que fez o Aminu? Bem, ele apresentou uma grande energia defensiva e algumas deficiências ofensivas. Isso te lembra alguém? Pois é… Então, o dilema que cabe aqui é o seguinte: o que é melhor para a franquia? manter um jogador de quase 27 anos que não é essencial ao elenco, ou investir em um jovem de 21 anos, com potencial de crescimento e características similares às de seu titular, além de um contrato bem mais barato? Enfim, essa temporada deu todos os indicativos de que o Trevor Ariza poderá estar vestindo um outro uniforme em 2012-13.

PONTO POSITIVO: O Ariza é um cara trabalhador, além de um bom defensor. O grande valor dele está em sua energia para a marcação e sua entrega em quadra (veja um belo roubo dele no vídeo abaixo). E é exatamente por causa disso que o ala do Hornets sempre terá mercado na NBA – enquanto tiver condições físicas, é claro. Muitas equipes admiram a disposição defensiva do Ariza, que, inclusive, já foi campeão da liga com o Los Angeles Lakers (na temporada 2008-09).

PONTO NEGATIVO: Se você procura por um ala talentoso, que possa marcar pontos e se tornar um dos condutores do seu time dentro de quadra, então risque o Trevor Ariza da sua lista de compras. Ele não pode (de jeito algum!) ser o ala titular de uma equipe que careça de poder ofensivo – como o Hornets. As dificuldades técnicas desse jogador são bem nítidas, e ele demonstrou isso novamente em 2011-12. No fim das contas, o Ariza seria o nome ideal para franquias que precisam de um bom reserva para entrar e defender o perímetro. E nada mais.

O FUTURO: Honestamente, eu não vejo a menor necessidade de se manter o Ariza no elenco do Hornets. A equipe já conta com o Aminu para ser reserva e desempenhar um papel bem similar recebendo muito menos dinheiro por isso. Além do mais, os zangões necessitam de um ala titular com mais poder ofensivo, algo que está muito claro. Então, o Ariza poderia até ser envolvido em uma troca que nos traga o jogador que tanto precisamos. Quem sabe?

* AL-FAROUQ AMINU #0

Médias: 22.4 mpg / 6.0 ppg / 1.0 apg / 4.7 rpg / 0.9 spg / 0.5 bpg

Número de jogos: 66 (21 como titular)

Temos um longo caminho a ser percorrido aqui. A temporada 2011-12 mostrou que o Al-Farouq Aminu é um jogador ainda em formação, que precisa trabalhar muito para alcançar o mínimo de consistência dentro de uma quadra da NBA. Como vocês devem lembrar, ele chegou ao Hornets como parte daquela negociação que enviou o nosso ex-armador Chris Paul ao Los Angeles Clippers. Assim sendo, logo nos primeiros jogos com o time dos zangões, o Aminu deu mostras de que é um atleta “cru” para atuar entre os profissionais. Eu acho que ele acabou indo para a NBA antes da hora (aos 19 anos) e está pagando o preço por ter adiantado o seu processo de desenvolvimento como jogador. Talvez, mais um ou dois anos jogando na universidade (Wake Forest) poderiam ter feito muito bem ao ala de descendência nigeriana. Ele tem apenas 21 anos, acabou de cumprir a sua segunda temporada na liga (a primeira com o Hornets) e vem apresentando alguns defeitos em seu jogo, principalmente quando tem a bola nas mãos. No ataque – onde não raramente foi vítima de bloqueios e roubos fáceis -, ficou evidente a sua falta de maturidade. Além disso, ele possui um arremesso que precisa ser trabalhado, embora não seja tão ruim. Apesar dessas deficiências, o Aminu é um jogador com algum potencial, principalmente no setor defensivo. Ele é atlético, longilíneo, tem muita energia para marcar o perímetro e consegue apanhar rebotes com alguma facilidade, devido à sua estatura (2,06 metros) e boa impulsão. Na reta final da temporada – quando recebeu chances como titular -, mostrou qualidades (sobretudo defensivas) para se tornar um reserva útil. Se bem trabalhado, o Aminu pode vir a ser uma peça interessante para compor o nosso elenco a longo prazo. Mas vale repetir: há um longo caminho a ser percorrido aqui.

PONTO POSITIVO: É jovem, atlético, bom para apanhar rebotes e apresenta potencial defensivo (veja um bloqueio dele no vídeo abaixo). Com um pouco mais de maturidade e lapidação em seu jogo, o Aminu tem tudo para ser um jogador muito legal de se assistir nos próximos anos. Se ele conseguir aliar alguma técnica ao seu atletismo, o New Orleans Hornets ganhará um ala verdadeiramente capaz de fazer a diferença em suas partidas, mesmo que saindo do banco de reservas.

PONTO NEGATIVO: Imaturidade, inexperiência e pouca técnica com a bola nas mãos. Existem jovens jogadores que já entram na NBA com um QI fora do normal e possuem uma facilidade extrema para evoluir e causar impacto com alguma rapidez. Exemplos? Chris Paul, LeBron James, Kevin Durant, Kobe Bryant, etc. Só que esse – obviamente – não é o caso do Aminu. Ele é “cru” demais e precisa ser trabalhado de forma intensa para desenvolver o seu jogo. Além disso, não há garantia alguma de que ele se tornará um grande atleta no futuro. Chegou na NBA de forma precoce (escolhido pelo Clippers, em 2010) e teve dificuldades em sua temporada de estreia com o Hornets.

O FUTURO: Com a provável saída do Trevor Ariza, é muito seguro afirmar que o Aminu seguirá em New Orleans como um ala reserva dentro do elenco dos zangões. Ele é mais uma aposta do técnico Monty Williams, que pretende transformá-lo em um defensor eficiente, além de desenvolver o seu jogo como um todo. Portanto, eu creio que a Louisiana deve ser a casa do atleta pelas próximas temporadas.

– Outros alas que passaram pelo Hornets (sem grande repercussão) na temporada 2011-12: DaJuan Summers.

* PRÉ-DRAFT: O New Orleans Hornets já está começando a avaliar alguns jovens atletas que poderão ser candidatos à escolha de número 10 da franquia da Louisiana. Nomes como John Henson, Jeremy Lamb, Austin Rivers, Tyler Zeller e Terrence Jones estiveram no Alario Center esta semana e realizaram treinos sob as vistas do técnico Monty Williams e do GM Dell Demps. Nos próximos dias, o BH falará um pouco sobre cada um desses rapazes (e também sobre outros) – e o que eles poderão fazer pelo Hornets. Aguardem!

* PLAYOFFS: E não é que o San Antonio Spurs acabou eliminado pelo Oklahoma City Thunder? Com isso, o meu palpite (Spurs vs Heat na final) virou fumaça. Acontece que o Kevin Durant é um jogador impressionante. Jogar basquete parece algo facílimo para ele, e o Thunder agora pinta como um forte candidato ao título da temporada. Contudo, eu prefiro não palpitar mais. Vamos deixar a coisa rolar… O certo mesmo é que teremos  excelentes jogos na decisão, seja contra Miami Heat ou Boston Celtics.

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RETROSPECTIVA 2011-12 # 1

Jarrett Jack e Greivis Vasquez: armadores com estilos diferentes

* Por Lucas Ottoni

Conforme prometido (e mesmo que com atraso), vamos iniciar agora a análise do elenco do New Orleans Hornets na temporada 2011-12 da NBA. A primeira parte da nossa retrospectiva será dedicada aos ARMADORES, essa posição tão essencial para o sucesso de qualquer equipe de basquete. Os armadores geralmente são os cérebros de seus times, os caras que armam o jogo e ditam o ritmo em quadra. Será que os armadores do Hornets deram conta do recado? Ou acabaram decepcionando? Vamos falar um pouquinho sobre eles…

* JARRETT JACK #2

Médias: 34.0 mpg / 15.6 ppg / 6.3 apg / 3.9 rpg / 0.7 spg / 0.2 bpg

Número de jogos: 45 (39 como titular)

A temporada 2011-12 da NBA acabou nos mostrando dois lados bem distintos do armador Jarrett Jack. Primeiro, ficou bastante claro que ele não é o PG que o New Orleans Hornets precisa para ser mais consistente e lutar por voos mais altos. No entanto, ele é tão bom, mas tão bom atacando a cesta que fica até difícil criticar o cara. Também é preciso dizer que o Jack foi o armador titular do time enquanto esteve saudável e fez algumas partidas individualmente muito boas. Além disso, ele foi o principal cestinha dos zangões no campeonato – com mais de 15 pontos por partida – e mostrou facilidade para pontuar e perturbar as defesas rivais. É óbvio que o JJ é um jogador com algum talento ofensivo e que pode ser muito útil à maioria das equipes da NBA. Afinal, ele tem velocidade, um bom arremesso e sabe infiltrar. Contudo, a pergunta que cabe aqui é a seguinte: pode o Jack permanecer como PG titular do Hornets para a próxima temporada? Na minha modesta opinião, apesar das boas atuações individuais, ele definitivamente não é o tipo de armador que faz o time ser melhor. O JJ não é o jogador cerebral para atuar ao lado do Eric Gordon, ele tem um cheiro de Sexto Homem, aquele cara que sai do banco para colocar faísca nos jogos. Muitas vezes, ele enfiou a bola debaixo do braço e tentou decidir as partidas, sem grande sucesso. Falta ao Jack um melhor QI de basquete e saber que a função de um armador é muito mais do que atacar a cesta e pontuar. Embora tenha distribuído mais de 6 assistências por jogo (atuando 34 minutos em média), ele sempre colocou o passe em segundo plano. Em 2011-12, ele mostrou que é um jogador capaz de marcar pontos, mas incapaz de armar com eficiência ou de fazer a coisa certa nos momentos decisivos das partidas. A campanha ruim do Hornets (21-45) também é reflexo disso. Portanto, a temporada do JJ foi ótima INDIVIDUALMENTE, mas não tão prodigiosa COLETIVAMENTE.

PONTO POSITIVO: Sem dúvida, foi o triplo-duplo que ele obteve na partida contra o Golden State Warriors, no último dia 21 de março: 17 pontos, 11 assistências e 10 rebotes (veja o vídeo abaixo). Foi o único TD de um jogador do Hornets na temporada e o primeiro do Jack como profissional. Além disso, ele atingiu as médias mais altas da carreira em minutos jogados, pontos, assistências, rebotes e bloqueios. Individualmente, um rendimento espetacular.

PONTO NEGATIVO: Além da pouca eficiência na armação do time, o Jack sofreu uma fratura por stress no pé direito que o tirou da reta final da temporada regular. Quase não jogou ao lado do ala-armador Eric Gordon, jogador mais talentoso do Hornets.

O FUTURO: Eu acho pouco provável que o Jarrett Jack siga como PG titular do Hornets. Então, ou ele continuará no elenco como um Sexto Homem, ou ele será negociado. O Jack é um jogador de 28 anos que se valorizou e que pode ser interessante para muitas equipes que precisam essencialmente de pontuadores. Além do mais, tem um contrato que será expirante. É uma moeda de troca bem atrativa que o Hornets possui. Querem a minha opinião? Eu acho que ele será envolvido em alguma negociação…

* GREIVIS VASQUEZ #21

Médias: 25.8 mpg / 8.9 ppg / 5.4 apg / 2.6 rpg / 0.9 spg / 0.1 bpg

Número de jogos: 66 (26 como titular)

Foi o meu jogador favorito do elenco do Hornets na temporada 2011-12. Em seu segundo ano na NBA, o Vasquez mostrou que pode ser um cara bastante útil aos zangões daqui para frente. O estilo de jogo do armador venezuelano me agrada em cheio e é exatamente o oposto do titular Jarrett Jack. Ao contrário do JJ, o Greivis Vasquez prioriza o conjunto e joga essencialmente para o time. Ele tem um passe extremamente bom, costuma ditar o ritmo do jogo e procura sempre um companheiro melhor colocado em posição de “chute”. Além disso, não é o tipo de jogador que persegue a cesta desesperadamente. Não ficou fora de nenhuma partida do time no campeonato e é – muito provavelmente – o atleta mais vibrante do elenco. O fato é que o Hornets foi uma equipe muito mais competitiva quando o Vasquez esteve responsável pela armação, e é isso o que mais me agrada nesse jogador. Ele não apareceu tanto no Box Score como o Jarrett Jack, mas a sua presença em quadra foi extremamente benéfica para os zangões, coletivamente falando. Para completar, tem uma boa envergadura para a posição 1 e é dono de uma ótima leitura do jogo com a bola nas mãos. A pergunta que eu faço aqui é a seguinte: estaria o Vasquez pronto para assumir a função de PG titular do Hornets? O fato é que o venezuelano tem defeitos relevantes para corrigir em seu jogo. Ele possui deficiências na defesa – principalmente para marcar armadores mais velozes -, não apresenta um arremesso tão preciso quanto o do Jack e, vez por outra, comete alguns turnovers desnecessários e até irritantes. O jogo do Vasquez ainda precisa ser lapidado, e ele tem que ter em mente que é um atleta em evolução. Colocá-lo de vez como titular do time é uma aposta de risco que pode dar muito certo (ou não). No entanto, ele ainda precisa melhorar demais para ser aquele armador confiável e inquestionável dentro do Hornets. Por enquanto, o Vasquez conquistou a simpatia e a admiração dos fãs por ser um cara vibrante, habilidoso e que ajuda o time. Aos 25 anos, ele vai para a sua terceira temporada na NBA com a missão de ser um jogador ainda melhor. E é o Hornets quem tem a ganhar com isso.

PONTO POSITIVO: O Vasquez manteve uma boa regularidade ao longo de toda a temporada (no vídeo, ele em ação contra o New York Knicks), mas foi na reta final que ficou clara a sua eficiência na armação do time. Com o Jarrett Jack afastado por lesão, o venezuelano assumiu de vez a titularidade, e o Hornets venceu 8 de suas últimas 13 partidas – com alguns duplos-duplos e belas assistências do Vasquez. Ele também praticamente triplicou as suas médias de pontos, assistências, rebotes e roubos, em relação a seu ano de estreia na NBA (pelo Memphis Grizzlies, em 2010).

PONTO NEGATIVO: Armadores de excelente nível – como Chris Paul, Tony Parker, Steve Nash e John Wall – expuseram as graves deficiências do Vasquez na defesa. Muitas vezes, ele careceu de agilidade para acompanhar o PG adversário e não conseguiu fazer uma boa leitura do ataque rival, sendo facilmente surpreendido. Isso é algo que o técnico Monty Williams certamente trabalhará com o venezuelano antes de o próximo campeonato começar.

O FUTURO: Precisa ser em New Orleans. O Vasquez é um jogador que tem um potencial enorme e está em processo de evolução. Ele é um dos jogadores favoritos da torcida do Hornets e deve permanecer na equipe para 2012-13. Antes disso, ele jogará o Torneio Pré-Olímpico Mundial com a seleção da Venezuela, entre os dias 02 e 08 de julho. Vale a pena conferi-lo em ação.

– Outros armadores que passaram pelo Hornets (sem grande repercussão) na temporada 2011-12: Carldell “Squeaky” Johnson, Donald Sloan e Jerome Dyson.

* PLAYOFFS: A pós-temporada 2011-12 segue rolando, e algumas equipes importantes caíram fora da disputa. Los Angeles Lakers, Chicago Bulls, Orlando Magic, Los Angeles Clippers e o atual campeão Dallas Mavericks já estão de férias. Bem, o meu palpite segue o mesmo, Spurs vs Heat na grande decisão. E vocês? O que acham?

* BOATARIA: Já tem gente falando sobre Goran Dragic, Raymond Felton, Omer Asik e Ersan Ilyasova no Hornets. Só esqueceram de avisar isso para o gerente-geral Dell Demps…

LEITURAS RECOMENDADAS # 2

Carl Landry se sente feliz em New Orleans e pretende ficar no Hornets

* Por Lucas Ottoni

Eu sei que a NBA está respirando playoffs, mas o Brazilian Hornet não vai parar por causa disso. Então, eu coletei algumas informações e curiosidades interessantes relacionadas ao nosso time nesse período de entressafra e postei aí embaixo para vocês. Deem uma olhada:

Veja quais são as chances de o Hornets obter a 1ª escolha no draft

Hornets: jovens, espaço salarial e picks para o futuro (em inglês)

Monty Williams é 12º na eleição para Coach of the Year (em inglês)

Dicas para o Hornets: playoffs da Conferência Leste (em inglês)

Dicas para o Hornets: playoffs da Conferência Oeste (em inglês)

Eric Gordon bate um papo com os fãs do Hornets (em inglês)

Carl Landry deseja permanecer em New Orleans (em inglês)

Al-Farouq Aminu prestes a tirar o passaporte nigeriano (em inglês)

Ok, eu sei que ninguém aqui é obrigado a entender o idioma inglês. É para isso que existe o tradutor do Google. É só jogar o texto nele e passar para o português. Boa leitura!

* SWARM & STING: O antigo blog está cheio de novidades e se transformou definitivamente em um site (em inglês). Vale a pena dar uma conferida e prestigiar o trabalho do Christian Blanks. Clique aqui!

* VIDA NOVA: Amigos, eu estou de mudança. Após quase 21 anos no mesmo apartamento, vou trocar de endereço ainda essa semana. Isso pode atrasar um pouquinho as postagens no BH, mas nada que comprometa o andamento do nosso blog, ok? Até a próxima!

UM AGRADECIMENTO COM OS 10 +!

* Por Lucas Ottoni

Olá, caros amigos. A temporada 2011-12, enfim, terminou para o New Orleans Hornets. Com a derrota de 84 a 77 sofrida diante do Houston Rockets (34-32), na última quinta-feira, os zangões fecharam a sua participação no campeonato com um registro 21-45, na lanterna da Conferência Oeste (4ª pior campanha no geral). Motivo para pessimismo? De maneira alguma! Eu acho que vocês sabem o que se passou ao longo da competição: a saída de Chris Paul e David West, a formação de um novo time, a inexperiência e a falta de entrosamento do elenco, as inúmeras lesões que devastaram a nossa campanha, os vários jogos que perdemos nos detalhes, o crescimento na reta final, etc. Em meio a tudo isso, tivemos uma equipe que trabalhou duro comandada por um excelente treinador. Eu considero que essa temporada foi o primeiro passo rumo a um futuro prodigioso. Um passo difícil e sacrificante, mas que inevitavelmente teria que ser dado. Que tal uma breve retrospectiva no parágrafo abaixo? Ok…

Lá atrás, em dezembro, a franquia perdeu o seu maior ídolo, estava sem um dono e com o futuro totalmente indefinido. Agora, olhem para o Hornets hoje! Chegou um novo (e bilionário) dono disposto a investir, a franquia está garantida em New Orleans pelos próximos 12 anos, o time vem crescendo, com jovens em plena evolução, e ainda há duas prováveis escolhas Top 10 no próximo draft a caminho (obrigado, Wolves!). Quer mais? Pois não: o trabalho excepcional do Monty Williams está mantido, o talentosíssimo Eric Gordon será um agente livre restrito e deverá permanecer com o Hornets, e o GM Dell Demps voltou a ter autonomia para realizar negociações que qualifiquem o time (não estamos mais nas mãos da NBA!). Alguém aí será capaz de dizer que as coisas não estão caminhando muito melhor? Então, essa temporada 2011-12 nada mais foi do que o pontapé inicial para algo muito legal que virá pela frente. O futuro é nosso! GO HORNETS!!!

Para terminar, eu gostaria de agradecer a todos vocês, amigos que sempre deram força ao Brazilian Hornet, que acompanham o blog desde o início e que interagem conosco de forma bacana e inteligente. Foi muito legal ter passado por essa temporada (a nossa prova de fogo!) na companhia de vocês. A participação dos parceiros foi fundamental para que tudo desse certo e o blog fosse para frente. Uma temporada já foi vencida! E que venham muitas outras! A vocês todos… MUITO OBRIGADO!!!

E agora fiquem com 10 ótimas jogadas do Hornets em 2011-12! A gente merece!

10) DA VENEZUELA AO MÉXICO!

9) ERIC GORDON DECIDINDO!

8) NO-LOOK PASS!

7) VAI AONDE, KEVIN DURANT?

6) STEVE NASH VAI AO CHÃO!

5) WESTBROOK QUEM?

4) CARL LANDRY IGNORA NENÊ!

3) AL-FAROUQ!

2) JASON SMITH NÃO PERDOA!

1) PARA FECHAR BONITO…

OBS: Lembrou de alguma jogada que não entrou na relação dos vídeos? Ok, é só postar nos comentário aí embaixo! Novas sugestões serão bem-vindas!


* O QUE VEM POR AÍ: Se tudo der certo, na próxima semana o BH iniciará a avaliação do elenco do Hornets (jogador por jogador). Além disso, teremos o nosso terceiro debate e voltaremos as nossas baterias para o aguardado draft de 2012. Vocês não perdem por esperar!

* PALPITE: Bem, vocês sabem que o nosso foco não é playoffs. Afinal, o Hornets não irá participar dessa pós-temporada. Mas a gente pode cornetar, não é mesmo? Então, vamos lá! Eu vejo o San Antonio Spurs muito forte, com pinta de campeão. E vou além: acho que eles vencem a Conferência Oeste até com certa facilidade. Já no Leste, eu estava apostando no Chicago Bulls, mas com essa lesão do Derrick Rose… O caminho agora está escancarado para o Miami Heat! Spurs vs Heat seria uma belíssima final. E vocês? O que acham?

PAUL SILAS: UM SENHOR TÉCNICO

Silas contornou crises e fez do Hornets um time de respeito

* Por Lucas Ottoni

Ok, eu sei que este post deveria estar no ar há dois dias, mas eu fiquei totalmente sem tempo para me dedicar ao blog. Sabe quando você precisa fazer um monte de coisas urgentes e acaba tendo que estabelecer prioridades para não enlouquecer? Pois é, dessa vez o Brazilian Hornet teve que esperar. Mas tudo bem, estamos de volta com a prometida homenagem a um treinador que fez um belo trabalho no Charlotte/New Orleans Hornets. Antes de falarmos sobre isso, eu lembro que os zangões (11-35) voltaram à quadra na noite de ontem (21/03) e perderam em casa para o fraco Golden State Warriors (19-25): 101 a 92. Nem vale a pena tecer grandes comentários sobre esse duelo. Joguinho morno, pouco público e duas equipes sem grandes pretensões. Aliás, por falar em pretensões, vocês sabem quantos jogos nos restam para o fim da temporada regular? Sim, exatamente 20 jogos. Contagem regressiva para o draft…

Bem, agora vamos ao que interessa. Aqui no Brasil – parece que é regra -, há o costume de precisar o sujeito morrer para que todos o homenageiem e se lembrem das grandes obras que ele construiu ao longo da vida. Homenagens póstumas são um hábito por essas bandas. Então, eu resolvi mudar um pouquinho isso e lembrar de um técnico que ainda está na ativa e que fez um grande trabalho na nossa franquia. Eu estou falando do mestre Paul Silas. Esse senhor, hoje com 68 anos, conduziu o Charlotte/New Orleans Hornets a grandes campanhas entre as décadas de 1990 e 2000. Poucos sabem disso, mas Silas levou o Hornets aos playoffs por 4 temporadas consecutivas e em meio a inúmeros problemas extra-quadra, como os “ataques” pesados (da mídia e do público) ao então dono da franquia (George Shinn), o boicote dos torcedores ao time, a morte trágica do jogador Bobby Phills, a mudança de cidade, etc. No meio desse turbilhão, lá estava Paul Silas trabalhando firme e tentando “blindar” os seus atletas. Com todas essas situações adversas, o que se esperava era que o desempenho do Hornets em quadra despencasse. Mas não com Silas no comando. Ele agiu com extrema sabedoria, contornou situações aqui e ali, montou times competitivos, conseguiu a lealdade dos jogadores e acabou se tornando – na minha modesta opinião – o treinador mais importante da franquia em seus quase 24 anos de existência. O trabalho que ele realizou com os zangões é digno de aplausos. E é por isso que eu o chamo respeitosamente de mestre.

Como jogador, Silas brilhou com o Celtics

Nascido no dia 12 de julho de 1943, na cidade de Prescott (Arizona), Paul Theron Silas teve uma carreira extremamente bem sucedida como jogador de basquete. Entre 1960 e 1964, jogou na Universidade de Creighton e foi o líder nos rebotes em três temporadas da NCAA (liga nacional universitária). Em 1963, por exemplo, teve média de 20.6 rebotes por jogo. A partir do ano de 1964, o jovem Silas se tornou um jogador profissional da NBA. Ele acabou selecionado (10ª escolha da segunda rodada) pelo Saint Louis (hoje Atlanta) Hawks e atuou por quatro equipes diferentes ao longo de  aproximadamente 16 anos. Foi três vezes campeão da NBA, sendo duas com o Boston Celtics (1974 e 1976) e uma com o Seattle SuperSonics (1979). Além disso, jogou os All-Star Games de 1972 e 1975 e conquistou nomeações para as equipes defensivas da liga em cinco ocasiões. Encerrou a sua vitoriosa carreira de jogador em 1980, vestindo a camiseta de número 36 do SuperSonics. Naquele mesmo ano, iniciou a trajetória como treinador comandando o San Diego (hoje Los Angeles) Clippers até 1983. Depois, ele passou várias temporadas adquirindo experiência como assistente-técnico em diversos times (inclusive o Charlotte Hornets). E agora vem a parte que mais nos interessa…

Durante a temporada 1998-99 da NBA, Paul Silas assumiu interinamente o comando do Charlotte Hornets. Ele era o assistente do então treinador Dave Cowens, que acabou demitido por causa da má campanha da equipe no campeonato: 4-11. Silas, então, ocupou a função de técnico até que a franquia pudesse conseguir um outro nome para treinar o elenco. No entanto, o desempenho do time melhorou bastante com o trabalho de Silas, e os resultados começaram a aparecer. O registro de 22-13 no restante daquela temporada fez com que a direção do Hornets desistisse de contratar um novo treinador e efetivasse Paul Silas no cargo. Era a chance que ele precisava para mostrar que a sua competência ia além do fato de ter sido um ótimo jogador.

A morte de Phills abalou o Hornets

Em 1999-00, logo em sua primeira temporada completa como técnico do Charlotte Hornets, Paul Silas levou o time de volta aos playoffs após o fracasso no campeonato anterior. Com um registro convincente de 49-33, os zangões realizaram a 4ª melhor campanha de toda a Conferência Leste. Porém, a equipe acabaria eliminada ainda na primeira fase da pós-temporada, com uma derrota por 3 a 1 para o Philadelphia 76ers, do craque Allen Iverson. A morte trágica do ala-armador Bobby Phills em um acidente automobilístico marcou aquela temporada para os zangões. Silas conseguiu usar o terrível acontecimento para unir ainda mais os seus jogadores e fazê-los dedicar cada vitória ao companheiro falecido. Com o ala-armador Eddie Jones inspirado, o Hornets cumpriu uma bela trajetória e fez com que Silas conquistasse ainda mais a confiança da direção da franquia.

* Clique aqui e veja alguns números de Paul Silas como jogador

Na temporada seguinte, 2000-01, o trabalho do mestre Paul Silas iria, enfim, se consolidar. O elenco do campeonato anterior sofreria mudanças importantes, e um novo time teria que ser montado. Silas não só montou essa nova equipe como fez as suas engrenagens funcionarem de forma rápida e bastante eficiente. Surgiam no grupo jogadores como Jamal Mashburn, PJ Brown e Jamaal Magloire, e Silas explorou o talento ofensivo desses atletas utilizando uma marcação forte e a valorização da posse de bola. O resultado foi excepcional, e o Hornets atingiu novamente os playoffs realizando a 6ª melhor campanha da Conferência Leste (46-36). Entretanto, tudo isso acabou sendo ofuscado pelos acontecimentos fora da quadra. A popularidade do time começava a cair devido à insatisfação do público de Charlotte com o dono da franquia, o empresário George Shinn. Ele estava sendo acusado de estupro e ficou com a reputação irremediavelmente abalada junto aos torcedores locais. O comparecimento dos fãs aos jogos da equipe caiu drasticamente e nunca se recuperou. Em meio a essa desagradável situação, o mestre Silas agiu e evitou que o “incêndio” se alastrasse para dentro de quadra. Confiante, 0 time foi aos playoffs decidido a provar o seu valor. E assim foi feito. Confira alguns slides abaixo:

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Na primeira fase da pós-temporada de 2000-01, os zangões encararam o favorito Miami Heat, do famoso técnico Pat Riley. Não deu nem para a saída. A equipe de Silas atropelou o Heat em todos os jogos da série e “varreu” o adversário com um sonoro 3 a 0 (naquela época, a primeira fase dos playoffs era disputada em melhor de 5 partidas). Nas semifinais, o Hornets enfrentaria outro favorito, o Milwaukee Bucks, do craque Ray Allen. Foi uma série duríssima, em que o Bucks fez 2 a 0 e abriu boa vantagem. Porém, a turma de Charlotte virou incrivelmente o duelo para 3 a 2 e estava a uma vitória da final do Leste. Seria a coroação do trabalho do mestre Silas. Só que Ray Allen e Glenn Robinson não permitiram essa alegria aos torcedores do Hornets. Ambos jogaram demais nos dois últimos confrontos da série, e o Bucks venceu por 4 a 3. Terminava aí a melhor campanha da franquia da Carolina do Norte em uma temporada da NBA, até aquele momento. O feito de Silas e dos jogadores foi magnífico, e os zangões encontraram uma base muito forte para os anos seguintes.

* Clique aqui e veja alguns números de Paul Silas como técnico

Em 2001-02, outra bela temporada do Hornets (a última em Charlotte) sob o comando de Paul Silas. A base do campeonato anterior foi mantida, e o time novamente foi aos playoffs e alcançou as semifinais da Conferência Leste. Mesmo sem o apoio da torcida local, os zangões fizeram uma campanha 44-38 (4ª melhor do Leste) e se credenciaram à disputa da pós-temporada. Após eliminar o Orlando Magic por 3 a 1, o time sofreu um 4 a 1 e caiu diante do forte New Jersey Nets, do craque Jason Kidd. Procurando contornar os problemas vividos pela franquia, Paul Silas tocava o barco de forma magnífica. Apesar de tudo o que acontecia fora de quadra, o Hornets era um time respeitado.

No vídeo abaixo, os últimos momentos da classificação do Charlotte Hornets às semifinais da Conferência Leste – temporada 2001-02 (narração em português!). Confira:

A situação em Charlotte estava insuportável, e, por isso, George Shinn conseguiu o consentimento da NBA para transferir o Hornets para New Orleans. E esse fato aconteceu na temporada 2002-03. Paul Silas, então, foi o primeiro técnico do New Orleans Hornets. Durante a mudança de cidade, Silas ainda teve mais um “pepino” para descascar: ele precisou conversar com alguns jogadores preocupados com a situação da franquia e convencê-los de que o trabalho não seria alterado, independentemente da nova realidade. Dessa forma, os principais atletas da equipe se “fecharam” com o treinador e foram para New Orleans. Em consequência disso, o Hornets alcançou os playoffs pela quarta vez consecutiva – e logo em seu primeiro ano na Louisiana. Com um registro de 47-35, os zangões realizaram a quinta melhor campanha do Leste, mas caíram na primeira fase da pós-temporada: 4 a 2 para o Philadelphia 76ers. A mudança de cidade não impossibilitou o mestre Silas de levar o time novamente a um belo resultado. Porém, após a primeira (e boa) temporada do Hornets em New Orleans, Paul Silas foi inexplicavelmente demitido pela direção da franquia. Para o seu lugar, entrou o contestado Tim Floyd. Pegando carona no ótimo trabalho deixado por seu antecessor, Floyd levou o Hornets aos playoffs pela quinta vez seguida, mas a equipe foi logo eliminada pelo Miami Heat, embora a série tenha sido bastante equilibrada: 4 a 3. Após a eliminação, Floyd acabou substituído por Byron Scott. Mas isso já é uma outra história…

Silas: o eterno treinador dos zangões

Paul Silas comandou o Charlotte/New Orleans Hornets de 1999 a 2003. Em 390 jogos, ele obteve 221 vitórias e 169 derrotas, além de quatro participações (consecutivas) nos playoffs da NBA e duas aparições na fase semifinal da Conferência Leste. Atualmente, é o treinador do Charlotte Bobcats (ele não merecia um timezinho tão ruim!). Eu acompanhei bastante o Hornets durante esse período em que o mestre Silas conduzia a equipe a belas campanhas. Eram outros tempos, mas dava gosto de torcer pelos zangões. Posso dizer que tive muito mais alegrias do que tristezas com o Hornets de Paul Silas, sem a menor sombra de dúvida. Aliás, tristeza mesmo foi vê-lo covardemente demitido pela antiga direção do Hornets. O mestre Silas não merecia isso, e sim muitos aplausos. Para mim, é o maior de todos da nossa franquia. O nosso eterno treinador. Sem mais delongas, termina aqui a homenagem do Brazilian Hornet a uma pessoa que tanta alegria deu aos fãs de longa data dos zangões. Ele merece cada letra. Obrigado, mestre!

* O REENCONTRO: Daqui a pouquinho, Chris Paul e o Hornets estarão frente a frente dentro da New Orleans Arena. Os zangões vão encarar o Los Angeles Clippers e terão que duelar pela primeira vez com o – para muitos – melhor jogador que já vestiu a nossa camiseta. Imperdível! Estou absolutamente curioso para saber como o CP3 será recebido pelos fãs da Louisiana. O jogão acontecerá logo mais, às 21h (de Brasília). O Brazilian Hornet irá acompanhar tudo e jogar informações no nosso Twitter. Não percam!

* New Orleans Hornets Brasil: a prévia do jogo

Jack teve uma bela atuação

* TRIPLO-DUPLO: Foi o que conseguiu o armador Jarrett Jack no jogo de ontem (o primeiro de mais um back-to-back), contra o Warriors. Ele anotou 17 pontos, distribuiu 11 assistências e apanhou 10 rebotes. Uma bela marca. É o primeiro jogador do Hornets a atingir o dígito duplo em três quesitos nessa temporada (e eu li no Hornets247 que é a primeira vez na carreira que ele consegue isso!). Portanto, eu seria injusto se não desse um destaque para o feito do JJ. Apesar da derrota para a turma de Oakland, vão os meus parabéns para ele! Eu não costumo colocar foto na sessão Ferroadas, mas o Jack realmente mandou bem demais. Essa é por conta da casa!

* MAIS UM: Após dispensar o pivô Jeff Foote, o Hornets contratou um novo jogador para a posição. Trata-se de Chris Johnson, 26 anos, ex-atleta da LSU (Louisiana State University). Johnson não é marinheiro de primeira viagem na NBA. Antes do Hornets, ele chegou a atuar no Portland Trail Blazers e no Boston Celtics. Além disso, também possui experiência no basquete europeu. Os termos do contrato com os zangões não foram divulgados.