COMO A NBA PODE SER CRUEL…

O técnico Monty Williams, após a dura derrota para o Sixers: um desânimo só

* Por Lucas Ottoni

Hoje, 08 de novembro de 2012, é um daqueles dias que o torcedor do Hornets gostaria que “voasse” bem rápido. Afinal, como explicar o que se passou na New Orleans Arena na noite anterior? Como esquecer o segundo tempo tétrico da derrota para o Philadelphia 76ers? Como digerir a pior pontuação em um jogo oficial de toda a história da franquia? E o mais intrigante é que os zangões vinham jogando bem, saíram de uma ótima vitória fora de casa sobre o forte Chicago Bulls e estavam recebendo elogios, não só da imprensa como dos torcedores rivais. O duelo de ontem, contra o Sixers, foi transmitido em rede nacional (nos EUA), e o Hornets teve uma bela chance de consolidar o seu bom momento diante das vistas de todo o país. No entanto, a única coisa que se viu foi um jogo tecnicamente fraquíssimo, com uma atuação pífia (para dizer o mínimo) dos donos da casa. É justamente nessas horas que a gente vê como a NBA pode ser cruel…

Lance Thomas foi muito mal

Sim, cruel. O time do Hornets que atuou diante do Sixers não foi nem sombra da equipe que havia impressionado a todos nas três primeiras partidas do campeonato de 2012-13. Os erros ofensivos foram inúmeros (apenas 33.3% de acerto nos arremessos, 23-69), a inexperiência do nosso grupo ficou bem evidenciada, os 24 turnovers saltaram aos olhos (negativamente, é claro) e a incapacidade de escapar da forte marcação do adversário ficou escancarada. Enfim, uma noite tenebrosa, que culminou na pior pontuação da História da franquia em um jogo de temporada regular: 62 pontos. É isso mesmo, 62 pontos, pior da História. O placar do confronto? Pois não: 77 a 62. A baixa produção do time vencedor, o Sixers, também indica que tivemos uma partida digna das piores peladas.

O primeiro tempo – que já havia sido ruim – terminou com a vitória do Hornets, por 37 a 36. E aí veio a segunda etapa para “coroar” um jogo que todos os fãs de basquete desejariam apagar da História. O Hornets voltou para o 3º quarto totalmente fora de sintonia e anotou apenas 10 pontos, eu disse 10 pontos, em 12 minutos! No último período, a equipe foi um pouco menos pior e marcou 15 tentos. Eu não vou citar nomes ou atuações individuais (perdoe-me, Aminu), pois o Hornets foi péssimo como um todo. Sim, é fato que o Philadelphia 76ers defendeu muito bem, mas os zangões demonstraram o pior de seu repertório nos 24 minutos derradeiros. Um terror! Chateado após o jogo, o técnico Monty Williams não conseguiu esconder a frustração com o que viu em quadra: Eu só acho que faltou conhecimento e experiência (aos jogadores) de como lidar com os rigores da NBA. Você teve sucesso em Chicago. Então, você chega em casa e você acha que vai ser o que for. Nós não demonstramos a mesma força e energia características da nossa equipe“, disse ele. O Monty falou, e eu concordo.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida contra o Sixers

Enfim, foi uma noite para ser esquecida. Como também é para ser esquecida a imagem do Anthony Davis sentado no banco de reservas, totalmente apto a jogar e sem poder exercer a sua profissão. “Grande” política de concussão da NBA! Trata-se o basquete como se ele não fosse um esporte de contato! E quem se volta contra esse absurdo acaba multado, o que é ainda pior. Outro que não atuou foi o ala-armador Austin Rivers, com uma entorse no dedo indicador esquerdo. Sorte para ele, que escapou da noitada vexatória.

Austin Rivers e Anthony Davis não atuaram contra o Sixers

OBS 1: Em 2011, a NBA determinou uma nova política voltada para “proteger” jogadores com suspeita de concussão. Algo parecido com o que se faz na NFL (a liga profissional de futebol americano), onde os contatos costumam ocorrer de forma muito mais traumática do que no basquete. De acordo com essa política, o jogador deve ser afastado das quadras – por tempo indeterminado – para passar por uma bateria de exames e ser acompanhado por um médico contratado pela liga. Só após ser aprovado nesses exames, o atleta é liberado para jogar. No caso de Anthony Davis, ele foi atingido involuntariamente no rosto pelo próprio companheiro (Austin Rivers), mas sem maiores consequências. O ala-pivô só não está jogando porque a liga não permite.

OBS 2: Parece que o Anthony Davis terá condição de jogo nesta sexta-feira, contra o Bobcats. Aí está uma bela notícia dentro de um post nada animador, não é mesmo?

Para terminar este texto amargo, é preciso salientar que a nossa campanha é 2-2 e que não há necessidade de uma “caça às bruxas”. A equipe que jogou ontem acabou entrando para a História da franquia – mas de forma negativa -, com os míseros 62 pontos. Aconteceu, não há como voltar atrás e o melhor a se fazer agora é caminhar para frente. O Hornets ainda tem 78 jogos aí para encarar. O jeito é esquecer o que passou e olhar adiante. GO HORNETS!!!

No vídeo abaixo, os highlights da derrota dos zangões:

* Clique aqui e leia o pós-jogo do blog At The Hive (em inglês)

* HORNETS VS BOBCATS: O próximo duelo dos zangões acontece nesta sexta-feira (09/11), às 23h (horário de verão – Brasília), contra o time de Charlotte, na New Orleans Arena. É hora de voltarmos a vencer em casa, vocês não acham? Eu acho.

* AS SURPRESAS!: Demorou mais que o previsto, mas eu fui soltando as atualizações aos pouquinhos, via Twitter e Facebook do BH. Confiram aí a História, o Elenco, os Destaques e os Calouros do Hornets (todos atualizados!). E comentem, né? Obrigado.

* SÁBIA FRASE: Nada como um dia após o outro…

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E O FILME SE REPETE…

Anthony Davis vestiu o uniforme Away dos zangões

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Adivinhem só? Ontem à noite, o New Orleans Hornets bateu novamente o Charlotte  Bobcats e segue invicto na pré-temporada 2012 da NBA. Com a suada vitória por 90 a 87, lá no North Charleston Coliseum, em Charleston, os zangões somam agora 3 triunfos em 3 jogos. E adivinhem só? Pois é, como havíamos alertado no post anterior, a partida diante do Cats novamente foi ignorada pelas câmeras da “dona” NBA. É isso mesmo. Novo duelo contra o time de Charlotte; nova ausência de imagens em vídeo. Quem tentou assistir ao jogo na NBA TV, por exemplo, recebeu o singelo recado: “Preseason Game Not Televised” (jogo de pré-temporada não televisionado). Século XXI, pessoal! Sem comentários…

Brian Roberts: cestinha outra vez

Infelizmente, não dá para falar sobre a partida ou destacar alguma evolução no nosso time, já que é impossível analisar aquilo que não se viu (embora muitos jornalistas sejam mestres nessa prática). Então, vamos ter de recorrer novamente ao nosso amigo Box Score, que jeito? Através dele, uma coisa interessante já pôde ser percebida. Sim, o treinador Monty Williams resolveu começar a contenda com o Brian Roberts armando a equipe no lugar do Greivis Vasquez (que, aliás, jogou apenas 15 minutos). O restante dos titulares é o mesmo que já vinha atuando nos duelos anteriores. Roberts, Rivers, Aminu, Davis e Lopez. Esse foi o quinteto inicial que nos rendeu um primeiro quarto animador: 23 a 7. Só que o Bobcats reagiu, e o jogo parecia bastante equilibrado até o último período, quando então os zangões novamente dispararam no placar, com um 36 a 23 que nos rendeu a vitória.

* Confira aqui o Box Score (sem vídeos) da partida

Voltando a falar no Brian Roberts, os números de ontem indicam que ele foi novamente muito bem (a exemplo do que havia ocorrido no último domingo, contra o Orlando Magic). O armador “achado” no basquete alemão anotou 16 pontos (cestinha) e distribuiu 8 assistências, em 29 minutos diante do Cats. Outro atleta com algo a mostrar foi o ala-pivô Anthony Davis (alguma novidade?): 12 pontos e 9 rebotes. Ryan Anderson e Lance Thomas, ambos com 14 pontos, também contribuíram para a nossa vitória. Do lado oposto, o ala-armador Ben Gordon e o ala-pivô Byron Mullens apareceram com 15 pontinhos cada um. E é isso. Eu gostaria de seguir falando sobre o jogo, mas não tenho subsídios – leia-se imagens em vídeo – para empreender tal façanha (clique aqui e boa sorte). A “dona” NBA não colaborou e deixou os fãs de Hornets e Bobcats chupando o dedo. Uma vez mais.

* Entre aqui e siga o Brazilian Hornet no Twitter!

* HORNETS @ ROCKETS: Joguinho ontem; joguinho hoje. É exatamente isso. O Hornets estará de volta à quadra logo mais, lá em Houston, para realizar a sua quarta partida na pré-temporada. Um back-to-back, meus amigos. A bola está prevista para subir às 21h (de Brasília). O Jeremy Lin que se cuide, pois o Davis vem aí!

* O QUE FALTA…: Confiram – no quadrinho abaixo – os jogos que restam para o fim da pré-temporada dos zangões (horários de Brasília):

Outubro Rival Hora
Sex 12 Houston 21:00
Qui 18 Atlanta 20:30
Seg 22 Dallas 21:30
Qua 24 vs Houston 21:00
Sex 26 Miami 21:00

* VOLTAREMOS NA SEGUNDA (15/10): Bom feriado a todos!

ESTÁ CHEGANDO A HORA…

A família Benson e os principais jogadores do novo elenco do New Orleans Hornets

* Por Lucas Ottoni

De olho em 2012-13, o grupo do New Orleans Hornets já se apresentou para os trabalhos de pré-temporada. De forma descontraída, os atletas falaram com a imprensa, posaram para fotografias e mostraram um otimismo muito grande em relação ao início do campeonato (o time estreará no dia 31 de outubro, contra o San Antonio Spurs, na New Orleans Arena). Confiram algumas fotos da nova equipe dos zangões!

Anthony Davis e Ryan Anderson: nada de interpretações maldosas, por favor…

O pivô Robin Lopez, com suas enormes mãos e o cabelo esquisito de sempre

A dupla de Kentucky a serviço do Hornets: Anthony Davis e Darius Miller

O estiloso Lance Thomas, destaque do Hornets na Summer League de Las Vegas

Não reconhecem o rapaz? Ele é o (sempre sério) Al-Farouq Aminu, ala do Hornets

OBS: As fotografias acima foram tiradas durante o “Media Day” realizado no dia 01 de outubro, no Alario Center. É o dia em que os elencos da NBA se apresentam uniformizados para os jornalistas, falam com a imprensa e posam para as câmeras antes do início dos amistosos de pré-temporada.

* Clique aqui e assista a um vídeo sobre o “Media Day” do Hornets

* HORNETS VS MAGIC: Neste domingo (07/10), o jovem Anthony Davis finalmente jogará com o nosso belo uniforme! Os zangões irão realizar o seu primeiro duelo na pré-temporada, contra o rival de Orlando, lá na Cidade do México. A pelota está programada para subir às 15h30m (de Brasília). Simplesmente imperdível!

* DE APOIO: O Hornets anunciou a chegada de três atletas que, a princípio, participarão dos treinos de pré-temporada da equipe. São eles: Solomon Alabi (pivô), Chris Wright (armador) e Dominique Morrison (ala). Clique aqui para conhecer um pouquinho sobre eles.

* HORNETS247: O pessoal do blog americano especializado nos zangões teve acesso aos jogadores, falou com cada um deles, gravou vídeos e fez até o Anthony Davis cantar (aliás, como cantor, o Davis é um excelente jogador de basquete). É tudo em inglês, mas ainda assim vale a pena dar uma boa conferida. Clique aqui e aqui.

* EM BREVE: Eu sei que estamos devendo, mas antes de a temporada 2012-13 da NBA começar (amém), o cabeçalho do BH estará cheirando a novo! Nós atualizaremos a História da franquia (e faremos alguns consertos e alterações), o Elenco e os Calouros. Aguardem!

AS LIÇÕES DA SUMMER LEAGUE

O ala-pivô Lance Thomas foi o destaque do Hornets em Las Vegas

* Por Lucas Ottoni

A Summer League de Las Vegas 2012 acabou no último domingo (22/07), e os fãs do New Orleans Hornets (1-4) definitivamente não têm muitos motivos para celebração. Sob o comando do auxiliar técnico James Borrego (lá vem o sobrenome esquisito!), a jovem equipe dos zangões jogou cinco partidas e venceu apenas uma. Mas isso não é o pior. Como nós havíamos comentado no post anterior, resultado de jogo em Summer League não merece grande importância, pois o principal é a avaliação individual da molecada. E foi justamente aí que o negócio não foi nada legal. A verdade é que o Hornets montou um time bem fraquinho para essa Summer League, e a ausência do astro da companhia, o ala-pivô Anthony Davis, também foi muito sentida. Davis irá disputar os Jogos Olímpicos com a seleção americana, e será o segundo representante do Hornets em Londres (o outro é o ala Al-Farouq Aminu, da Nigéria), mas isso já é uma outra história. Voltando ao torneio de verão em Las Vegas, os nossos resultados foram os seguintes:

Dia e hora (de Brasília)

Jogo

Resultado

15 de julho, às 23h30m

vs Portland Trail Blazers

82 – 85 (derrota)

16 de julho, às 23h30m

vs Milwaukee Bucks

68 – 76 (derrota)

18 de julho, às 21h30m

vs Phoenix Suns

78 – 61 (vitória)

20 de julho, às 23h30m

vs Dallas Mavericks

 65  78 (derrota)

21 de julho, às 19h30m

vs Golden State Warriors

 72  80 (derrota)

Chato, né? Afinal, ninguém gosta de perder. Mas o objetivo aqui não é analisar tais jogos, e sim os desempenhos dos nossos principais jovens nesses jogos – já projetando o que eles vão precisar fazer para ajudarem a equipe quando a temporada realmente começar para valer. Então, a partir de agora, nós vamos falar sobre alguns nomes do Hornets no torneio de verão e discutir as atuações individuais dessa turma, correto? Aliás, no post anterior, eu já tinha colocado quais eram os jogadores mais importantes do jovem elenco, vocês lembram? Aqui está o trecho que mostra isso:

Como os resultados não são o mais importante aqui, nós vamos direcionar a atenção aos nossos principais jogadores que estão participando do torneio. São eles: Austin Rivers e Darius Miller, recém-escolhidos pela franquia da Louisiana no último draft, e Jerome DysonXavier Henry e Lance Thomas, que fizeram parte do elenco dos zangões na última temporada.

Além dos cinco, há mais dois jogadores que merecem menção neste post. São eles: Brian Roberts e Denzel Bowles. Sem mais delongas, vamos começar a analisar cada um dos mancebos nessa Summer League e entender por que o desempenho, no geral, não foi dos melhores:

– Austin Rivers: O jovem ala-armador é uma das grandes apostas do Hornets para os próximos anos. Contudo, os primeiros jogos na Summer League não foram nada fáceis para o rapaz. Como a ideia do técnico Monty Williams é transformá-lo em PG (já falamos sobre isso), o filho do Doc está tendo que se adaptar a uma posição nova, com funções diferentes para ele – armar o jogo e envolver os companheiros, e não apenas pontuar. Dessa forma, ficou nítida a dificuldade do Austin em carregar o piano como armador nas duas partidas em que atuou (contra Blazers e Bucks) – ele, aliás, machucou o tornozelo diante do time de Milwaukee e acabou poupado do restante do torneio. O garoto tem apenas 19 anos, está aprendendo a jogar como PG, e vai levar algum tempo até que possa render – na posição – tudo o que se espera dele. Nessa fase de aprendizado, ele cometeu alguns turnovers, forçou muitos arremessos (errando a grande maioria deles) e se complicou na defesa. Mas como o Austin é talentoso, a tendência é que evolua com o passar do tempo e esteja mais seguro para atuar como PG do Hornets. As suas médias na Summer League (duas partidas) foram bem modestas: 10.0 ppg, 3.5 apg e 2.5 rpg, em 32 minutos. Vamos combinar? Como armador, ele não mandou bem e precisa trabalhar muito duro para vir a ocupar um papel importante no elenco dos zangões.

– Darius Miller: Uma Summer League burocrática, é o que se pode dizer a respeito do jovem ala de 22 anos dos zangões. É um rapaz forte e atlético, que apresentou disposição defensiva, mas foi bastante inconsistente e “se escondeu” do jogo em vários momentos. Faltou intensidade, sobretudo em termos ofensivos. Pessoalmente, eu esperava um pouco mais do Darius Miller, só que ele nem de longe lembrou aquele jogador dedicado e participativo dos tempos de Kentucky. As suas médias na liga de verão foram absolutamente pífias: 4.4 ppg, 2.4 rpg e 0.4 apg, em 18 minutos. Bem discreto, não acham? Pois é, o Miller precisa se envolver mais nos jogos e igualmente trabalhar muito duro, caso queira o mínimo de espaço na equipe do Hornets para 2012-13.

– Jerome Dyson: Não há muito o que falar. Ele sai do banco, joga um pouquinho, comete erros e volta para o banco. O Dyson atuou – até de forma razoável – pelo Hornets no fim da última temporada e acabou ganhando essa oportunidade de mostrar serviço na Summer League de 2012. No entanto, o armador não entusiasmou muito e começa a ver um novo contrato com os zangões ficar cada vez mais distante. Após duas apresentações fraquíssimas (contra Blazers e Bucks), ele até que foi bem na vitória sobre o Suns (anotou 13 pontinhos e pegou 7 rebotes), mas voltou a decepcionar nas partidas derradeiras (diante de Mavericks e Warriors). As suas médias na liga de verão também não foram nada legais: 4.6 ppg, 2.6 rpg e 0.6 apg, em 14 minutos. Diante de tal panorama, fica difícil acreditar que o armador de 25 anos marcará presença em New Orleans na próxima temporada.

– Xavier Henry: Frustração? Talvez. O jovem ala-armador já vai para o seu terceiro ano na NBA, mas continua com o mesmo joguinho de sempre e uma dificuldade absurda para evoluir. Honestamente? Eu esperava que o Henry fosse ser o comandante da equipe do Hornets nessa Summer League, mais até do que o próprio Austin Rivers. Entretanto, o que se vê é o oposto. Algumas boas jogadas aqui, outros erros infantis ali, arremessos sem muito critério, e só. Onde estão os sinais de melhora em seu jogo? Eu vejo muito pouco. O Henry tem apenas 21 anos, mas vai chegar uma hora em que esse papo de “é jovem demais” não vai colar. Repito: ele já vai para a sua terceira temporada na NBA. Se serve de consolo, o rapaz fez um jogo de 21 pontos (contra o Warriors) nessa liga de verão e se saiu melhor do que os recém-selecionados Rivers e Miller (o que não quer dizer grande coisa). As suas médias foram as seguintes: 12.2 ppg, 4.8 rpg e 2.2 apg, em 29 minutos. Um desastre? Até que não. Mas ficou novamente no ar a sensação de que o Henry (leiam mais sobre ele) perdeu outra excelente oportunidade de fazer o seu jogo desabrochar.

– Lance Thomas: Aí está o MVP (Most Valuable Player) do Hornets na Summer League de Las Vegas 2012. Por mais incrível que possa parecer, o ala-pivô de 24 anos foi o grande comandante dos jovens zangões nas cinco partidas da liga de verão. Foi muito interessante acompanhar o desempenho do bravo Thomas dentro de quadra e constatar as melhoras substanciais (!) que ele apresentou em seu jogo, sobretudo no ataque. Ótimos arremessos de média distância (!), eficiência embaixo da cesta (onde ele conseguiu pontuar bem) e uma movimentação que incomodou as defesas adversárias. Além disso, ele também conseguiu pegar muitos rebotes, algo que sempre agrada. O cara obteve médias de 14.0 ppg e 7.2 rpg, e acertou nada menos que 93.3% de seus arremessos na linha de lances livres (28-30). Uma insanidade! Pode-se dizer que o Thomas fez um belo trabalho e deixou encaminhada a sua situação. Eu acho que o Hornets vai mantê-lo no grupo para 2012-13. No entanto, há uma diferença enorme entre Summer League e os grandes jogos da temporada regular. No último ano, o Thomas mostrou limitações e não entusiasmou com o uniforme do Hornets (leiam mais sobre o atleta). Mas ele é um rapaz trabalhador, que aproveitou bem o torneio de verão e fez por merecer uma nova chance na Louisiana.

Os highlights da única vitória do Hornets na Summer League:

* Clique aqui e saiba mais sobre a Summer League de Las Vegas 2012

Agora que analisamos os cinco principais jogadores do nosso jovem elenco, vale destacar dois sujeitos desconhecidos que vieram de fora dos EUA e chamaram a atenção ao longo da Summer League:

– Brian Roberts: Ele é um armador de 26 anos que estava jogando na liga germânica (vídeo), após passagem pelo basquete de Israel. Revelado pela Universidade de Dayton (Ohio, EUA), Roberts esteve com o New Orleans Hornets nessa Summer League de Las Vegas e acabou se tornando o PG mais consistente da nossa equipe (principalmente após a lesão de Austin Rivers). O carinha apresentou uma boa mecânica de arremesso, facilidade para pontuar e também alguns passes bem legaizinhos. O problema é o físico franzino, algo que sempre compromete em uma liga forte como a NBA. Conseguiu médias de 13.8 ppg e 2.2 apg, manteve uma regularidade ao longo dos cinco jogos e deixou uma boa impressão. Tem tudo para ganhar a vaga de Jerome Dyson e compor o banco de reservas dos zangões em 2012-13. Quem sabe?

– Denzel Bowles: Apesar dos 23 anos, esse ala-pivô gordinho já possui alguma rodagem na carreira. Produto da James Madison University (Virginia, EUA), o cara chegou a jogar no basquete lituano e também nas Filipinas, e é mais um a sonhar com um contrato na NBA (vídeo). Convidado pelo Hornets a integrar o time na Summer League de Las Vegas, Bowles impressionou logo em sua primeira partida: foram 18 pontos e 12 rebotes diante do Portland Trail Blazers. Após a estreia impactante, ele caiu um pouco de rendimento, mas mostrou que sabe apanhar rebotes e distribuir alguns bloqueios. Terminou a competição com médias de 7.2 ppg e 6.6 rpg. É um nome a ser observado (pelo menos, para participar dos treinos de pré-temporada).

Após todas as análises feitas acima, algumas lições tiradas em Las Vegas ficaram bem nítidas, e eu vou descrevê-las aqui:

1) Os nossos recém-escolhidos (Austin Rivers e Darius Miller) são inexperientes e precisam trabalhar muito duro. Austin terá um longo caminho até se tornar um PG confiável, e Darius precisa ser mais participativo em quadra, caso queira um espaço no elenco do Hornets.

2) O processo de evolução do jovem Xavier Henry continua bem devagar, devagarinho. Eu, se fosse ele, trabalharia demais nas férias. Treinaria de forma exaustiva, a fim de mostrar algum upgrade na pré-temporada.

3) Treinar forte e ser um cara aplicado e trabalhador vale muito a pena. O Lance Thomas deixou claro que pretende permanecer na NBA, e demonstrou isso no melhor lugar possível: em quadra.

4) Alguns jogadores pouco conhecidos podem ser bem úteis, caso recebam uma chance. Brian Roberts mostrou muito mais serviço do que Jerome Dyson, e o gordinho Denzel Bowles também fez um bom trabalho.

5) O Anthony Davis faz uma falta danada!

Enfim, a Summer League de 2012 pode ter sido um pouquinho cruel com o Hornets, mas é nas dificuldades e derrotas que se cresce e aprende, não é verdade? Independentemente dos resultados dos jogos, a experiência em Las Vegas nos deixou uma certeza: a caminhada é longa e penosa. Motivos para desânimo? Que nada! Se fosse fácil, que graça teria?

* CONTRATOS ASSINADOS: Os fãs do Hornets já podem comemorar. Anthony Davis e Austin Rivers são, oficialmente, jogadores profissionais da franquia de New Orleans. Que essa dupla faça muito sucesso!

* MARCO BELINELLI: O ala-armador italiano, que jogou as duas últimas temporadas da NBA com o uniforme do Hornets, é o novo reforço do Chicago Bulls. Ele era agente livre irrestrito, e os zangões acabaram optando por não mantê-lo no elenco. Enquanto esteve conosco, o Belinelli foi irregular, mas esforçado. Ao menos, honrou a franquia da Louisiana. Boa sorte para ele na Cidade dos Ventos.

* ROBIN LOPEZ?: Olha, eu sei que o Hornets necessita de um pivô. Mas tudo tem um limite, né? Esse cara é fraquíssimo, e eu espero honestamente que ele não desembarque em New Orleans. De qualquer forma, os zangões parecem interessados nele. Fazer o quê?

OS ZANGÕES E A SUMMER LEAGUE

Jovens do Hornets procuram mostrar serviço em Las Vegas

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Hojé é dia de falarmos rapidamente sobre a garotada do New Orleans Hornets na Sumer League de Las Vegas 2012. Para quem não sabe, a Summer League (como o próprio nome indica) é uma espécie de liga de verão (nos EUA) que a NBA promove a cada ano – geralmente, no mês de julho. E qual o objetivo desse torneio? Melhor definição que a do excelente blog Bola Presa, impossível…

As famosas Summer Leagues são campeonatos organizados durantes as férias da NBA, a offseason, e servem para dar ritmo de jogo aos recém-draftados, colocar para jogar atletas jovens que tiveram pouco tempo de quadra na temporada anterior e também para dar chance a jovens que sonham em jogar na NBA.

Sim, é basicamente isso. O legal das Summer Leagues é ver em ação os jovens que acabaram de ser escolhidos no draft. Mas não é só isso… De vez em quando, algum jogador que não foi selecionado e que ninguém conhece acaba roubando a cena, impressionando olheiros e treinadores e ganhando um contrato na NBA. O exemplo mais famoso é o do armador Jeremy Lin, hoje no Houston Rockets. Pode-se dizer que o Lin foi “revelado” pela Summer League. As boas atuações que ele teve na liga de verão (em 2010) lhe abriram portas, e agora o garoto de origem asiática acaba de se tornar um milionário do basquete. Portanto, a Summer League é importante e pode ser o primeiro passo de muitos atletas rumo à fama e ao estrelato.

Austin Rivers é uma atração do Hornets

Atualmente, existem duas Summer Leagues: a de Orlando e a de Las Vegas. Como o New Orleans Hornets está disputando a de Las Vegas, é nela que nós iremos nos concentrar (mas se você quiser saber sobre a Summer League de Orlando, é só clicar aqui). Então, a liga de verão de Las Vegas começou há uma semana (13/07) e irá terminar neste domingo (22/07). Ela está sendo disputada por 24 times da NBA atuando com os seus uniformes de treinamento (afinal, são jovens e aprendizes em quadra), e os duelos acontecem em dois ginásios: o COX Pavilion e o Thomas & Mack Center. É importante destacar que o que se olha mesmo nessas partidas são as atuações individuais dos jogadores, e não o time que foi melhor. Claro, todo mundo quer vencer, mas os resultados desses jogos são o que menos importa. As franquias estão de olho é no rendimento de seus jovens e na possibilidade (mesmo que pequena) de encontrarem um “novo Jeremy Lin”.  Bem, feita essa rápida explicação sobre o torneio, vamos agora falar sobre os zangões…

* Clique aqui e siga o Austin Rivers no Twitter!

A garotada do New Orleans Hornets já disputou 3 partidas nessa Summer League de Las Vegas, com 1 vitória (sobre o Phoenix Suns) e 2 derrotas (para Portland Trail Blazers e Milwaukee Bucks). Como os resultados não são o mais importante aqui, nós vamos direcionar a atenção aos nossos principais jogadores que estão participando do torneio. São eles: Austin Rivers e Darius Miller, recém-escolhidos pela franquia da Louisiana no último draft, e Jerome Dyson, Xavier Henry e Lance Thomas, que fizeram parte do elenco dos zangões na última temporada. Na imagem abaixo, observamos a lista dos atletas inscritos pelo Hornets:

Como vocês puderam reparar, o nome do ala-pivô Anthony Davis consta na lista para a Summer League, mas ele está com a seleção dos EUA e, por isso, desfalca o jovem elenco dos zangões. Outro nome mais conhecido que está na relação e não participa da liga de verão é o do pivô Darryl Watkins, que acabou transferido para o Philadelphia 76ers – e já foi dispensado. Então, as principais atrações do Hornets no torneio são mesmo os novatos (Rivers e Miller), além de Dyson, Henry e Thomas. E o cara que está no banco de reservas comandando essa pirralhada é o James Borrego (eita, sobrenome esquisito!), um dos auxiliares do técnico Monty Williams. Assim que a competição acabar (neste domingo, 22/07), nós iremos publicar um post comentando os destaques (positivos e negativos) da equipe e as atuações dos principais atletas desse grupo. Confiram agora o calendário do Hornets na Summer League de Las Vegas (com as três partidas já cumpridas – todas no Thomas & Mack Center):

Dia e hora (de Brasília)

Jogo

Resultado

15 de julho, às 23h30m

vs Portland Trail Blazers

82 – 85 (derrota)

16 de julho, às 23h30m

vs Milwaukee Bucks

68 – 76 (derrota)

18 de julho, às 21h30m

vs Phoenix Suns

78 – 61 (vitória)

20 de julho, às 23h30m

vs Dallas Mavericks

21 de julho, às 19h30m

vs Golden State Warriors

Deu para perceber que hoje tem jogo, não é mesmo? Pois é, a partir das 23h30m (horário de Brasília), os zangões entram em quadra e enfrentam o Dallas Mavericks, no nosso quarto duelo nessa liga de verão. Vale a pena ficar de olho na garotada e torcer para que eles nos brindem com um futuro promissor. GO HORNETS!!!

* ANTHONY DAVIS: E não é que o jovem ala-pivô do Hornets andou aprontando novamente das suas? No amistoso de ontem, entre EUA e Grã-Bretanha, lá em Manchester (ING), ele anotou 11 pontos, apanhou 3 rebotes e distribuiu nada menos que 4 bloqueios, em 13 minutos! Além disso, deu um show de enterradas (veja aqui)! É simplesmente impossível não se empolgar com o rapaz. E como é bom saber que ele é um zangão!

* ARRIBA, HORNETS!: A NBA confirmou que os zangões farão um jogo de pré-temporada na Cidade do México. O adversário será o Orlando Magic (nova equipe do nosso ex-ala-pivô mexicano Gustavo Ayon), e a partida está marcada para o próximo dia 07 de outubro. Quer mais informações (em português) a respeito do assunto? É só ler aqui.

* CARL LANDRY: Sem espaço para permanecer no Hornets, o ala-pivô – que é um agente livre irrestrito – estaria negociando com o Golden State Warriors e o Charlotte Bobcats. A definição quanto ao futuro do atleta deverá sair nas próximas horas. É mais um que vai se despedindo de New Orleans.