COMO A NBA PODE SER CRUEL…

O técnico Monty Williams, após a dura derrota para o Sixers: um desânimo só

* Por Lucas Ottoni

Hoje, 08 de novembro de 2012, é um daqueles dias que o torcedor do Hornets gostaria que “voasse” bem rápido. Afinal, como explicar o que se passou na New Orleans Arena na noite anterior? Como esquecer o segundo tempo tétrico da derrota para o Philadelphia 76ers? Como digerir a pior pontuação em um jogo oficial de toda a história da franquia? E o mais intrigante é que os zangões vinham jogando bem, saíram de uma ótima vitória fora de casa sobre o forte Chicago Bulls e estavam recebendo elogios, não só da imprensa como dos torcedores rivais. O duelo de ontem, contra o Sixers, foi transmitido em rede nacional (nos EUA), e o Hornets teve uma bela chance de consolidar o seu bom momento diante das vistas de todo o país. No entanto, a única coisa que se viu foi um jogo tecnicamente fraquíssimo, com uma atuação pífia (para dizer o mínimo) dos donos da casa. É justamente nessas horas que a gente vê como a NBA pode ser cruel…

Lance Thomas foi muito mal

Sim, cruel. O time do Hornets que atuou diante do Sixers não foi nem sombra da equipe que havia impressionado a todos nas três primeiras partidas do campeonato de 2012-13. Os erros ofensivos foram inúmeros (apenas 33.3% de acerto nos arremessos, 23-69), a inexperiência do nosso grupo ficou bem evidenciada, os 24 turnovers saltaram aos olhos (negativamente, é claro) e a incapacidade de escapar da forte marcação do adversário ficou escancarada. Enfim, uma noite tenebrosa, que culminou na pior pontuação da História da franquia em um jogo de temporada regular: 62 pontos. É isso mesmo, 62 pontos, pior da História. O placar do confronto? Pois não: 77 a 62. A baixa produção do time vencedor, o Sixers, também indica que tivemos uma partida digna das piores peladas.

O primeiro tempo – que já havia sido ruim – terminou com a vitória do Hornets, por 37 a 36. E aí veio a segunda etapa para “coroar” um jogo que todos os fãs de basquete desejariam apagar da História. O Hornets voltou para o 3º quarto totalmente fora de sintonia e anotou apenas 10 pontos, eu disse 10 pontos, em 12 minutos! No último período, a equipe foi um pouco menos pior e marcou 15 tentos. Eu não vou citar nomes ou atuações individuais (perdoe-me, Aminu), pois o Hornets foi péssimo como um todo. Sim, é fato que o Philadelphia 76ers defendeu muito bem, mas os zangões demonstraram o pior de seu repertório nos 24 minutos derradeiros. Um terror! Chateado após o jogo, o técnico Monty Williams não conseguiu esconder a frustração com o que viu em quadra: Eu só acho que faltou conhecimento e experiência (aos jogadores) de como lidar com os rigores da NBA. Você teve sucesso em Chicago. Então, você chega em casa e você acha que vai ser o que for. Nós não demonstramos a mesma força e energia características da nossa equipe“, disse ele. O Monty falou, e eu concordo.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida contra o Sixers

Enfim, foi uma noite para ser esquecida. Como também é para ser esquecida a imagem do Anthony Davis sentado no banco de reservas, totalmente apto a jogar e sem poder exercer a sua profissão. “Grande” política de concussão da NBA! Trata-se o basquete como se ele não fosse um esporte de contato! E quem se volta contra esse absurdo acaba multado, o que é ainda pior. Outro que não atuou foi o ala-armador Austin Rivers, com uma entorse no dedo indicador esquerdo. Sorte para ele, que escapou da noitada vexatória.

Austin Rivers e Anthony Davis não atuaram contra o Sixers

OBS 1: Em 2011, a NBA determinou uma nova política voltada para “proteger” jogadores com suspeita de concussão. Algo parecido com o que se faz na NFL (a liga profissional de futebol americano), onde os contatos costumam ocorrer de forma muito mais traumática do que no basquete. De acordo com essa política, o jogador deve ser afastado das quadras – por tempo indeterminado – para passar por uma bateria de exames e ser acompanhado por um médico contratado pela liga. Só após ser aprovado nesses exames, o atleta é liberado para jogar. No caso de Anthony Davis, ele foi atingido involuntariamente no rosto pelo próprio companheiro (Austin Rivers), mas sem maiores consequências. O ala-pivô só não está jogando porque a liga não permite.

OBS 2: Parece que o Anthony Davis terá condição de jogo nesta sexta-feira, contra o Bobcats. Aí está uma bela notícia dentro de um post nada animador, não é mesmo?

Para terminar este texto amargo, é preciso salientar que a nossa campanha é 2-2 e que não há necessidade de uma “caça às bruxas”. A equipe que jogou ontem acabou entrando para a História da franquia – mas de forma negativa -, com os míseros 62 pontos. Aconteceu, não há como voltar atrás e o melhor a se fazer agora é caminhar para frente. O Hornets ainda tem 78 jogos aí para encarar. O jeito é esquecer o que passou e olhar adiante. GO HORNETS!!!

No vídeo abaixo, os highlights da derrota dos zangões:

* Clique aqui e leia o pós-jogo do blog At The Hive (em inglês)

* HORNETS VS BOBCATS: O próximo duelo dos zangões acontece nesta sexta-feira (09/11), às 23h (horário de verão – Brasília), contra o time de Charlotte, na New Orleans Arena. É hora de voltarmos a vencer em casa, vocês não acham? Eu acho.

* AS SURPRESAS!: Demorou mais que o previsto, mas eu fui soltando as atualizações aos pouquinhos, via Twitter e Facebook do BH. Confiram aí a História, o Elenco, os Destaques e os Calouros do Hornets (todos atualizados!). E comentem, né? Obrigado.

* SÁBIA FRASE: Nada como um dia após o outro…

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A VIRADA NO FIM DE SEMANA: 2-1

Greivis Vasquez liderou o Hornets e anotou 18 pontos na vitória sobre o Bulls

* Por Lucas Ottoni

Na última quarta-feira, o New Orleans Hornets iniciou a temporada 2012-13 da NBA jogando muito bem, mas acabou derrotado em casa pelo fortíssimo San Antonio Spurs. Só que bastou um fim de semana para que o registro de 0-1 se transformasse em 2-1. Mantendo o bom nível da estreia, os zangões superaram o Utah Jazz e o Chicago Bulls para saírem vitoriosos de seu primeiro back-to-back (jogos em dias consecutivos) no campeonato. Eu vou falar rapidamente sobre ambos os triunfos fazendo uma análise geral a respeito do time nas duas partidas. Então, vamos lá

Na última sexta-feira (02/11), o Hornets recebeu o Utah Jazz e teve de cortar um dobrado para arrancar a vitória na New Orleans Arena: 88 a 86. O jogo seguiu equilibrado até o fim, com as duas equipes se alternando no placar. Os zangões não faziam uma boa marcação no perímetro, o que possibilitava os arremessos de três pontos muitas vezes certeiros do ala Gordon Hayward e do ala-armador Randy Foye (até o ala-pivô Paul Millsap acertou um chute de longe que quase nos complicou!). Além disso, o time do Jazz apanhou alguns rebotes ofensivos que poderiam ter definido o confronto. Mesmo com as dificuldades impostas por um adversário com jogadores mais altos, o Hornets se superou e conseguiu arrancar o resultado na base da raça. A poucos segundos do fim, as equipes empatavam em 86 a 86, quando o armador venezuelano Greivis Vasquez arquitetou uma linda jogada e finalizou com precisão para nos dar o primeiro triunfo em 2012-13. Confiram – no vídeo abaixo – o lance que decidiu o duelo a nosso favor:

Além da cesta vitoriosa de Vasquez, outro fato que chamou a atenção foi a saída do ala-pivô Anthony Davis ainda no primeiro tempo da partida. Ele recebeu uma cotovelada involuntária do companheiro Austin Rivers, colocou as mãos no rosto e foi para o vestiário com suspeita de concussão. Não voltou. E o Hornets teve de arrancar a vitória sem o seu jogador mais talentoso: 1-1.

Os nossos destaques diante do adversário de Salt Lake City foram o armador Greivis Vasquez (duplo-duplo, com 13 pontos e 10 assistências), o ala-pivô Ryan Anderson (19 pontos e 6 rebotes), o pivô Robin Lopez (19 pontos e 7 rebotes) e o ala Al-Farouq Aminu (15 pontos, 8 rebotes e 2 roubos).

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida contra o Jazz

Um dia depois (03/11), lá em Chicago, o Hornets se apresentou sem Anthony Davis diante do – até então invicto – Bulls. A equipe da casa vinha de uma vitória expressiva sobre o promissor Cleveland Cavaliers na noite anterior (115 a 86), e muitos pensavam que os zangões seriam apenas a próxima vítima. Ledo engano. Atuando em um ritmo fortíssimo no início da partida, o Hornets logo abriu 10 a 2 no placar. No entanto, os pedidos de tempo técnico do treinador Tom Thibodeau surtiram efeito, o Bulls equilibrou o duelo e conseguiu virar o marcador no 2º quarto. Só que dois arremessos certeiros do armador Greivis Vasquez da linha dos três pontos deixaram o Hornets em vantagem antes do intervalo: 46 a 44.

No segundo tempo, os visitantes conseguiam se manter na frente ao longo da partida, e o Bulls não encontrava um jeito para reagir. E assim foi até o fim. O Hornets obteve uma surpreendente vitória, lá dentro de Chicago: 89 a 82. É certo que o Bulls não contou com o seu principal jogador, o armador Derrick Rose, que está lesionado. Mas a equipe da Louisiana também não tinha Anthony Davis e Eric Gordon. E então? Qual foi o segredo para a nossa vitória? Simples, uma defesa fortíssima. Conhecido por armar sistemas defensivos eficientes, o técnico do Bulls, Tom Thibodeau, provou de seu próprio veneno diante dos zangões. Dessa vez, quem brilhou foi o treinador Monty Williams, e o Hornets limitou o rival a apenas 33% de suas tentativas de arremessos. O trio de grandalhões formado por Robin Lopez, Ryan Anderson e Jason Smith se alternava defendendo o nosso garrafão com muita competência, enquanto o armador Greivis Vasquez e o ala Al-Farouq Aminu davam poucos espaços para os “chutes” de longa distância. E o mais interessante é que todos também contribuíram no ataque – como vocês podem reparar no parágrafo abaixo. Portanto, o Hornets venceu jogando um basquete muito solidário: 2-1.

No vídeo abaixo, os highlights da vitória dos zangões em Chicago:

Os nossos principais destaques diante do Chicago Bulls foram o armador Greivis Vasquez (18 pontos e 6 assistências) e o ala-pivô Ryan Anderson (duplo-duplo, com 12 pontos e 13 rebotes), além dos gigantes Robin Lopez e Jason Smith (ambos com 16 pontos – Lopez também anotou 4 bloqueios).

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida contra o Bulls

É claro que nós ainda temos uma longa jornada pela frente, e que os altos e baixos irão acontecer. Afinal, assim é a NBA. Mas o time do Hornets vem jogando muito bem e deixando uma excelente impressão nesse início de temporada. Não há vaidades, e os caras acreditam mesmo no que estão fazendo. Que continuem assim! GO HORNETS!!!

* ANTHONY DAVIS: Após deixar o jogo no primeiro tempo contra o Jazz, ele não enfrentou o Bulls e deve ficar mais alguns jogos afastado. O ala-pivô do Hornets está com suspeita de ter sofrido concussão, e a nova política da NBA para esses casos prevê que o atleta precisa passar por uma bateria de exames afim de provar que o problema não retornará. Assim sendo, Davis não está liberado para voltar a jogar e precisa do aval de especialistas da liga. O jeito é aguardar um desfecho rápido para isso, pois o craque faz muita, muita falta ao nosso time. Aliás, o técnico Monty Williams não gostou nada da notícia…

* ERIC GORDON: De 4 a 6 semanas afastado. O motivo? “Algum tipo de problema” no joelho operado. Ele disse que precisa fortalecer e reabilitar o local (ora, será que não poderia ter feito isso nas férias?), mas nada é muito claro. Enfim, o fato é que o cara está fora de ação até meados de dezembro. E o comprometimento dele com o time? É outro ponto que também não está claro. Nem um pouco.

* AUSTIN RIVERS: O garoto é talentoso e infiltra bem. Contudo, não pode jogar como armador (ainda). Ele não sabe cadenciar o jogo, se afoba em muitos lances e tem sentido enorme dificuldade ao encarar o basquete profissional. Só para resumir, o filho do Doc está cru para a NBA. Mãos à obra, sr. Monty…

NOITE DE ESTREIA E DE NOVIDADE!

O Hornets está pronto para as travessuras em pleno Halloween. Te cuida, Spurs!

* Por Lucas Ottoni

E aí? Vocês repararam em algo diferente aqui no Brazilian Hornet? Pois é… Estamos de cara nova! O blog está visualmente mais bonito, com novo banner, novas cores e muito mais interativo, vocês não acham? O projeto de mudança já vinha sendo idealizado há algum tempo, mas faltava justamente isso (tempo!) para que a coisa se concretizasse. E não há dia melhor para uma novidade do que hoje, não é mesmo? Afinal, daqui a pouco, às 22h (horário de verão – Brasília), lá na New Orleans Arena, o nosso Hornets realizará a sua tão aguardada estreia na temporada 2012-13 da NBA (em noite de Halloween nos EUA). E o adversário será ninguém menos que o fortíssimo e velho conhecido San Antonio Spurs. Um jogão! E o melhor de tudo é que a peleja terá transmissão para o Brasil através do canal ESPN. Então, eu não preciso nem dizer (mas digo mesmo assim): lugar de fã do Hornets hoje à noite é em frente à telinha! Rumo ao 1-0!!!

* Clique aqui e leia o pré-jogo do site Spurs Brasil

Bem, como o tempo (sempre ele!) anda curto, eu vou colocar aí embaixo o roster dos zangões que iniciará o campeonato e – para não dizerem que eu fico em cima do muro – dar os meus palpites em relação ao futuro do nosso time nessa longa jornada que começa logo mais. E ficaremos nisso. Confiram o nosso roster:


OBS: Desconsiderem os gloriosos Solomon Alabi, Dominique Morrison e Chris Wright. Eles foram dispensados e não fazem mais parte do elenco do Hornets.

* Veja aqui o calendário de jogos do New Orleans Hornets

Bem, agora eu vou dar os meus pitacos a respeito da nossa equipe para a temporada 2012-13. Aliás, eu observei algumas previsões de outros sites e blogs, e o pessoal realmente não está levando muita fé no Hornets. Então, é aquilo: “se eu não me valorizar, quem é que irá?“. Confiram aí os palpites e previsões do BH:

– Campanha na temporada regular: entre 35 e 45 vitórias (de um total de 82 jogos)

– Melhor das hipóteses: 8º lugar do Oeste (playoffs)

– Pior das hipóteses: 13º lugar do Oeste

– MVP do time: Anthony Davis

– MIP do time: Greivis Vasquez

– “Bust” do time: Eric Gordon

– All-Star Weekend: Anthony Davis e Austin Rivers (calouros)

– ROY: Anthony Davis receberá o prêmio

– COY: Monty Williams será um dos cinco melhores técnicos em 2012-13

– Executivo do Ano: Dell Demps receberá o prêmio

OBS: Para quem não sabe, MVP é o jogador mais valioso, MIP é o jogador que mais evoluiu, “Bust” é a decepção, ROY é o calouro do ano e COY é o treinador do ano.

Pronto, eu creio que já está de ótimo tamanho. E aí, amigos? Vocês concordam ou discordam dos meus pitacos? Eu esqueci de destacar alguém em especial? Opinem aí embaixo, nos comentários! Vamos debater!

Um bom jogo para todos nós! E que a estreia seja vitoriosa! GO HORNETS!!!

FATO OU MERA COINCIDÊNCIA?

Sem Anthony Davis por perto, o Robin Lopez quase tomou um “tocaço” do Lin

* Por Lucas Ottoni

O feriado acabou, mas nós voltaremos até a última sexta-feira (12/10) para falarmos sobre a primeira derrota do New Orleans Hornets na pré-temporada 2012 da NBA. Os zangões foram ao Texas e realizaram uma partida repleta de erros. Resultado: vitória do Houston Rockets de Jeremy Lin, por 95 a 75. Essa diferença de 20 pontos no placar pode ser fruto do péssimo 2º tempo apresentado pelo time da Louisiana, como também pode indicar o quão ruim nós fomos nos arremessos de quadra. Anotem e pasmem: 28-83 em FG, um aproveitamento canhestro de apenas 33.7%. Querem saber como os atletas do Hornets se saíram nos “chutes” de três pontos? Pois não: 8-30 (26.7%). Tais números falam por si só, e eu poderia terminar o post por aqui. Afinal, todos já entenderam que a derrota lá em Houston não aconteceu por obra do acaso. Contudo, é necessário salientar que o Hornets atuou sem um dos principais responsáveis pela (até então) campanha invicta da equipe – agora nós somos 3-1. O nome dele está logo aí, no parágrafo abaixo…

Anthony Davis, o nosso talentoso “monocelha”. Ele sentiu um incômodo na região da virilha e acabou poupado pelo técnico Monty Williams. Mas vamos fazer o seguinte? Deixemos o Davis para o fim do post, ok? Eu quero falar rapidamente sobre o duelo com o Rockets e a tunda que levamos:

Brian Roberts ficou entre os reservas

Diferentemente do que havia acontecido diante do Charlotte Bobcats (aqui e aqui), dessa vez o jogo do New Orleans Hornets foi transmitido. Satisfeito, eu logo reparei no nosso quinteto inicial, mais uma vez modificado pelo “coach” Monty Williams: Austin Rivers, Greivis Vasquez, Al-Farouq Aminu, Ryan Anderson e Robin Lopez. O filho do Doc começou a partida como PG, e o Vasquez passou para a posição 2. Aminu manteve-se na ala, com o Anderson substituindo o Anthony Davis no garrafão e fazendo dupla com o Lopez. Os zangões até que não foram tão mal e perderam o 1º quarto por apenas 4 pontinhos (20 a 24). No 2º período, os reservas entraram e mantiveram o nível. Sendo assim, o Rockets foi para o intevalo vencendo por 48 a 41. E é agora que começam os problemas…

O Hornets voltou muitíssimo mal para o 3º quarto, errando demais no ataque e permitindo pontos fáceis ao time texano. As mexidas do técnico Monty Williams não deram certo, o armador reserva Brian Roberts não brilhou dessa vez, e os zangões anotaram apenas 10 pontos e sofreram 22. Com isso, o Rockets entrou no período derradeiro vencendo por 70 a 51 e só teve o trabalho de administrar o resultado. O cestinha da contenda foi o ala-armador Kevin Martin, da equipe de Houston, com 17 pontos. Do nosso lado, o ala Al-Farouq Aminu foi o destaque: 15 pontos e 5 rebotes, em 30 minutos. O pivô Robin Lopez, com 11 pontos e 8 rebotes, também apareceu razoavelmente bem. Já o restante do time foi horrível nos arremessos de quadra. Não dá para citar mais ninguém. O Jeremy Lin? Ok, 9 pontos e 7 assistências (em 23 minutos) para o armador do Rockets. Apenas razoável.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida

Anthony Davis não jogou

Agora sim, vamos voltar a falar sobre o Anthony Davis. Bem, nos três jogos em que participou, o jovem e talentoso ala-pivô obteve 14.0 ppg e 8.7 rpg atuando 27.6 minutos (em média). São ótimos números, principalmente se levarmos em conta que o time de New Orleans venceu todas as três partidas. Você, que costuma ler o Brazilian Hornet, sabe que eu não tenho por hábito valorizar resultados de jogos da pré-temporada, é verdade. Só que a comparação se torna inevitável, não tem jeito. Foi só o Davis não jogar, que o Hornets levou uma sova – errando muito no ataque e batendo cabeça na defesa (tomamos vários pontos bobos, alguns em jogadas de contragolpe). Ah, mas é preciso deixar bem claro que eu não estou querendo colocar nas costas desse rapaz de 19 anos a responsabilidade pelo nosso sucesso (ou não) no campeonato que se avizinha. Eu apenas apresento um fato e um questionamento: “ele não jogou; o time perdeu feio. Mas e se ele tivesse jogado?” Pois é, a derrota para o Rockets me afundou em dúvidas (eu disse dúvidas, e não dívidas). Será que o Anthony Davis já faz tanta falta assim? Ou tudo o que aconteceu no Texas não passa de mera coincidência? Aguardo os comentários de vocês.

No vídeo abaixo, os highlights da derrota do Hornets:

OBS: O armador – filho de brasileiros – Scott Machado, do Rockets, jogou apenas 6 minutos e distribuiu 5 assistências contra o Hornets! Só como comparação, o nosso melhor passador no jogo foi o Greivis Vasquez, que teve as mesmas 5 assistências que o Machado, mas passou muito mais tempo em quadra: 30 minutos.

* ERIC GORDON: De acordo com o técnico Monty Williams, o Hornets segue apostando no habilidoso (e polêmico) ala-armador para ser o líder do time dentro de quadra. Só resta saber se é isso o que o atleta deseja. Sinceramente? Eu já nem sei mais o que pensar.

* OUTROS DESFALQUES: O ala-pivô Jason Smith (dores nas costas) e o ala-armador Xavier Henry (joelho direito) não atuaram nas últimas três partidas do Hornets na pré-temporada. Smith deverá reaparecer nesta quinta-feira (18/10), contra o Atlanta Hawks, mas Henry ainda não tem previsão de retorno. Boa recuperação a ambos.

* AVISO: Alguns torcedores de outras equipes têm aparecido aqui no BH e deixado comentários, o que é muito bacana. O problema é que nem todos se apresentam com boas intenções. Portanto, eu informo aos que comentam no intuito de participar, debater ou até mesmo criticar (desde que com o respeito que nós, fãs do Hornets, merecemos), que a visita de vocês é extremamente bem-vinda e nos enche de alegria. Já a galerinha que vem para tumultuar não terá os comentários publicados no blog. Portanto, nem tentem. Obrigado.

BEM LONGE DO IDEAL

O pivô Robin Lopez teve uma estreia modesta na vitória do Hornets sobre o Magic

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Há poucas horas, o New Orleans Hornets estreou na pré-temporada de 2012 da NBA. O embate foi com o Orlando Magic, lá na Cidade do México. Quem não assistiu ao jogo e leu o título deste post deve estar pensando que tomamos uma “traulitada” daquelas, não é mesmo? Negativo. O Hornets venceu o duelo: 85 a 80. Estrear com vitória é sempre bom, mas o mais importante foi a constatação de que o nosso time ainda está bem longe do ideal e que precisará trabalhar bastante para acertar os ponteiros antes do grande campeonato que se avizinha. Mas vamos agora falar sobre o jogo, e aí vocês verão aonde eu quero chegar…

A Arena da Cidade do México recebeu um grande público (18.133 presentes) para o amistoso entre Hornets e Magic. A maioria esmagadora, claro, estava apoiando a turma de Orlando, novo time do mexicano (e nosso ex-ala-pivô) Gustavo Ayon. Mas esse foi o menor dos problemas do técnico Monty Williams. Assim que a bola subiu, o Magic fez rapidamente 10 a 0 no placar. Com uma equipe totalmente reformulada (e sem Eric Gordon, poupado), o Hornets sofreu com a falta de entrosamento e errou demais no primeiro período. Os zangões iniciaram com: Greivis Vasquez, Austin Rivers, Al-Farouq Aminu, Anthony Davis e Robin Lopez. O que se via em solo mexicano era a indecisão da dupla Vasquez e Rivers, que parecia não saber quem armava o jogo e quem abria para o “chute”, um Aminu burocrático (que logo deu lugar a um Ryan Anderson que amassou o aro, 1-11 em FG!) e um Lopez errando tudo o que tentava. Anthony Davis? Sim, o Top 1 do draft de 2012 finalmente estreou com a camiseta do Hornets e sentiu dificuldades, sobretudo no ataque. Do outro lado, o Magic contava com um quinteto que já se conhece há um bom tempo (Nelson, Redick, Turkoglu…), e isso fez toda a diferença ao longo do duelo. Jogando mal, os zangões foram para o intervalo 15 pontos atrás do rival da Florida (31 a 46).

Brian Roberts foi o “cara” dos zangões

Vale destacar que a vantagem do Magic chegou a 21 pontos de diferença, e tudo parecia estar perdido para o Hornets. No entanto, após um tempo técnico pedido pelo treinador Monty Williams, o time da Louisiana melhorou a defesa e passou a organizar melhor as suas jogadas de ataque na segunda metade do jogo. Reagindo no momento certo, os zangões foram para o último quarto “apenas” 12 pontinhos atrás do adversário. E como em jogo de pré-temporada o resultado final é o que menos interessa, os técnicos de ambas as equipes resolveram colocar os seus reservas para assumirem a responsabilidade na hora “H”, nos minutos derradeiros. E foi logo aí que brilhou a estrela do armador Brian Roberts (lembra dele?), que comandou a virada dos zangões anotando 17 pontos (cestinha da partida, 3-4 em bolas de três pontos), com 4 assistências, 4 rebotes e 2 roubos, em 27 minutos. Enfim, a grande reação do New Orleans Hornets é digna de aplausos, mas as dificuldades que o time apresentou ficaram evidenciadas lá no México.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida

* Clique aqui e veja outras fotos de Hornets vs Magic

Além da juventude e da falta de entrosamento dos jogadores (foram 9 os que atuaram com a camiseta do Hornets pela primeira vez), alguns equívocos frequentes que o time já vinha apresentando no passado retornaram como fantasmas para atormentar o técnico Monty Williams: inúmeros arremessos forçados, baixo aproveitamento na linha de lances livres (61.8% contra 78.6% do Magic) e desperdícios infantis da posse de bola. Individualmente, alguns jogadores renderam abaixo do que podem, o que também indica que um longo trabalho precisa ser feito para que todo o elenco atinja o nível desejado. Estrear com a vitória no México foi agradável, mas ficou no ar a sensação de que o Hornets ainda tem muito a melhorar antes do início da temporada 2012-13. Manos a la obra, Sr. Monty!

No vídeo abaixo, os highlights da vitória do Hornets:

OBS 1O Anthony Davis é tão bom, mas tão bom, que mesmo sem brilhar e jogando apenas 23 minutos, ele quase conseguiu um duplo-duplo em sua estreia pelo Hornets: foram 8 pontos, 8 rebotes e 2 bloqueios contra o Magic. E isso é só o começo…

Anthony Davis ficou perto de obter um duplo-duplo no México

OBS 2: Se o Brian Roberts mantiver esse nível atual ao longo da temporada, ele poderá se tornar um dos maiores achados da NBA nos últimos anos. Eu posso estar me apressando demais, eu sei. Mas o que ele nos mostrou hoje – e também na Summer League de Las Vegas – só me dá motivos para estar bastante otimista. Ponto para o GM Dell Demps!

* HORNETS VS BOBCATS: Nesta terça-feira (09/10), o Hornets voltará à quadra para a sua segunda partida na pré-temporada. Os zangões vão encarar o Charlotte Bobcats, na New Orleans Arena, a partir das 21h (de Brasília).

* VASQUEZ EM ALTA: Lembram da nossa última enquete? O BH perguntou qual foi o melhor comércio realizado pelo GM Dell Demps no Hornets, e a resposta vencedora (até o momento) foi “Quincy Pondexter por Greivis Vasquez (2011)”, que obteve 28 votos (36.84%) de um total de 76. Na segunda colocação, com 16 votos (21.05%), ficou a opção “Gustavo Ayon por Ryan Anderson – sign and trade (2012)”. Clique aqui e confira os demais resultados (e vote também, se quiser! A enquete segue aberta).

* FUNDO NOVO: Conforme havíamos postado no nosso Twitter, tiramos do blog aquela “parte” do “finado” Chris Paul e resolvemos prestigiar os nossos calouros Austin Rivers e Anthony Davis. Agora sim, o BH está mais com cara de Hornets versão 2012-13, concordam?