PAUL SILAS: UM SENHOR TÉCNICO

Silas contornou crises e fez do Hornets um time de respeito

* Por Lucas Ottoni

Ok, eu sei que este post deveria estar no ar há dois dias, mas eu fiquei totalmente sem tempo para me dedicar ao blog. Sabe quando você precisa fazer um monte de coisas urgentes e acaba tendo que estabelecer prioridades para não enlouquecer? Pois é, dessa vez o Brazilian Hornet teve que esperar. Mas tudo bem, estamos de volta com a prometida homenagem a um treinador que fez um belo trabalho no Charlotte/New Orleans Hornets. Antes de falarmos sobre isso, eu lembro que os zangões (11-35) voltaram à quadra na noite de ontem (21/03) e perderam em casa para o fraco Golden State Warriors (19-25): 101 a 92. Nem vale a pena tecer grandes comentários sobre esse duelo. Joguinho morno, pouco público e duas equipes sem grandes pretensões. Aliás, por falar em pretensões, vocês sabem quantos jogos nos restam para o fim da temporada regular? Sim, exatamente 20 jogos. Contagem regressiva para o draft…

Bem, agora vamos ao que interessa. Aqui no Brasil – parece que é regra -, há o costume de precisar o sujeito morrer para que todos o homenageiem e se lembrem das grandes obras que ele construiu ao longo da vida. Homenagens póstumas são um hábito por essas bandas. Então, eu resolvi mudar um pouquinho isso e lembrar de um técnico que ainda está na ativa e que fez um grande trabalho na nossa franquia. Eu estou falando do mestre Paul Silas. Esse senhor, hoje com 68 anos, conduziu o Charlotte/New Orleans Hornets a grandes campanhas entre as décadas de 1990 e 2000. Poucos sabem disso, mas Silas levou o Hornets aos playoffs por 4 temporadas consecutivas e em meio a inúmeros problemas extra-quadra, como os “ataques” pesados (da mídia e do público) ao então dono da franquia (George Shinn), o boicote dos torcedores ao time, a morte trágica do jogador Bobby Phills, a mudança de cidade, etc. No meio desse turbilhão, lá estava Paul Silas trabalhando firme e tentando “blindar” os seus atletas. Com todas essas situações adversas, o que se esperava era que o desempenho do Hornets em quadra despencasse. Mas não com Silas no comando. Ele agiu com extrema sabedoria, contornou situações aqui e ali, montou times competitivos, conseguiu a lealdade dos jogadores e acabou se tornando – na minha modesta opinião – o treinador mais importante da franquia em seus quase 24 anos de existência. O trabalho que ele realizou com os zangões é digno de aplausos. E é por isso que eu o chamo respeitosamente de mestre.

Como jogador, Silas brilhou com o Celtics

Nascido no dia 12 de julho de 1943, na cidade de Prescott (Arizona), Paul Theron Silas teve uma carreira extremamente bem sucedida como jogador de basquete. Entre 1960 e 1964, jogou na Universidade de Creighton e foi o líder nos rebotes em três temporadas da NCAA (liga nacional universitária). Em 1963, por exemplo, teve média de 20.6 rebotes por jogo. A partir do ano de 1964, o jovem Silas se tornou um jogador profissional da NBA. Ele acabou selecionado (10ª escolha da segunda rodada) pelo Saint Louis (hoje Atlanta) Hawks e atuou por quatro equipes diferentes ao longo de  aproximadamente 16 anos. Foi três vezes campeão da NBA, sendo duas com o Boston Celtics (1974 e 1976) e uma com o Seattle SuperSonics (1979). Além disso, jogou os All-Star Games de 1972 e 1975 e conquistou nomeações para as equipes defensivas da liga em cinco ocasiões. Encerrou a sua vitoriosa carreira de jogador em 1980, vestindo a camiseta de número 36 do SuperSonics. Naquele mesmo ano, iniciou a trajetória como treinador comandando o San Diego (hoje Los Angeles) Clippers até 1983. Depois, ele passou várias temporadas adquirindo experiência como assistente-técnico em diversos times (inclusive o Charlotte Hornets). E agora vem a parte que mais nos interessa…

Durante a temporada 1998-99 da NBA, Paul Silas assumiu interinamente o comando do Charlotte Hornets. Ele era o assistente do então treinador Dave Cowens, que acabou demitido por causa da má campanha da equipe no campeonato: 4-11. Silas, então, ocupou a função de técnico até que a franquia pudesse conseguir um outro nome para treinar o elenco. No entanto, o desempenho do time melhorou bastante com o trabalho de Silas, e os resultados começaram a aparecer. O registro de 22-13 no restante daquela temporada fez com que a direção do Hornets desistisse de contratar um novo treinador e efetivasse Paul Silas no cargo. Era a chance que ele precisava para mostrar que a sua competência ia além do fato de ter sido um ótimo jogador.

A morte de Phills abalou o Hornets

Em 1999-00, logo em sua primeira temporada completa como técnico do Charlotte Hornets, Paul Silas levou o time de volta aos playoffs após o fracasso no campeonato anterior. Com um registro convincente de 49-33, os zangões realizaram a 4ª melhor campanha de toda a Conferência Leste. Porém, a equipe acabaria eliminada ainda na primeira fase da pós-temporada, com uma derrota por 3 a 1 para o Philadelphia 76ers, do craque Allen Iverson. A morte trágica do ala-armador Bobby Phills em um acidente automobilístico marcou aquela temporada para os zangões. Silas conseguiu usar o terrível acontecimento para unir ainda mais os seus jogadores e fazê-los dedicar cada vitória ao companheiro falecido. Com o ala-armador Eddie Jones inspirado, o Hornets cumpriu uma bela trajetória e fez com que Silas conquistasse ainda mais a confiança da direção da franquia.

* Clique aqui e veja alguns números de Paul Silas como jogador

Na temporada seguinte, 2000-01, o trabalho do mestre Paul Silas iria, enfim, se consolidar. O elenco do campeonato anterior sofreria mudanças importantes, e um novo time teria que ser montado. Silas não só montou essa nova equipe como fez as suas engrenagens funcionarem de forma rápida e bastante eficiente. Surgiam no grupo jogadores como Jamal Mashburn, PJ Brown e Jamaal Magloire, e Silas explorou o talento ofensivo desses atletas utilizando uma marcação forte e a valorização da posse de bola. O resultado foi excepcional, e o Hornets atingiu novamente os playoffs realizando a 6ª melhor campanha da Conferência Leste (46-36). Entretanto, tudo isso acabou sendo ofuscado pelos acontecimentos fora da quadra. A popularidade do time começava a cair devido à insatisfação do público de Charlotte com o dono da franquia, o empresário George Shinn. Ele estava sendo acusado de estupro e ficou com a reputação irremediavelmente abalada junto aos torcedores locais. O comparecimento dos fãs aos jogos da equipe caiu drasticamente e nunca se recuperou. Em meio a essa desagradável situação, o mestre Silas agiu e evitou que o “incêndio” se alastrasse para dentro de quadra. Confiante, 0 time foi aos playoffs decidido a provar o seu valor. E assim foi feito. Confira alguns slides abaixo:

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Na primeira fase da pós-temporada de 2000-01, os zangões encararam o favorito Miami Heat, do famoso técnico Pat Riley. Não deu nem para a saída. A equipe de Silas atropelou o Heat em todos os jogos da série e “varreu” o adversário com um sonoro 3 a 0 (naquela época, a primeira fase dos playoffs era disputada em melhor de 5 partidas). Nas semifinais, o Hornets enfrentaria outro favorito, o Milwaukee Bucks, do craque Ray Allen. Foi uma série duríssima, em que o Bucks fez 2 a 0 e abriu boa vantagem. Porém, a turma de Charlotte virou incrivelmente o duelo para 3 a 2 e estava a uma vitória da final do Leste. Seria a coroação do trabalho do mestre Silas. Só que Ray Allen e Glenn Robinson não permitiram essa alegria aos torcedores do Hornets. Ambos jogaram demais nos dois últimos confrontos da série, e o Bucks venceu por 4 a 3. Terminava aí a melhor campanha da franquia da Carolina do Norte em uma temporada da NBA, até aquele momento. O feito de Silas e dos jogadores foi magnífico, e os zangões encontraram uma base muito forte para os anos seguintes.

* Clique aqui e veja alguns números de Paul Silas como técnico

Em 2001-02, outra bela temporada do Hornets (a última em Charlotte) sob o comando de Paul Silas. A base do campeonato anterior foi mantida, e o time novamente foi aos playoffs e alcançou as semifinais da Conferência Leste. Mesmo sem o apoio da torcida local, os zangões fizeram uma campanha 44-38 (4ª melhor do Leste) e se credenciaram à disputa da pós-temporada. Após eliminar o Orlando Magic por 3 a 1, o time sofreu um 4 a 1 e caiu diante do forte New Jersey Nets, do craque Jason Kidd. Procurando contornar os problemas vividos pela franquia, Paul Silas tocava o barco de forma magnífica. Apesar de tudo o que acontecia fora de quadra, o Hornets era um time respeitado.

No vídeo abaixo, os últimos momentos da classificação do Charlotte Hornets às semifinais da Conferência Leste – temporada 2001-02 (narração em português!). Confira:

A situação em Charlotte estava insuportável, e, por isso, George Shinn conseguiu o consentimento da NBA para transferir o Hornets para New Orleans. E esse fato aconteceu na temporada 2002-03. Paul Silas, então, foi o primeiro técnico do New Orleans Hornets. Durante a mudança de cidade, Silas ainda teve mais um “pepino” para descascar: ele precisou conversar com alguns jogadores preocupados com a situação da franquia e convencê-los de que o trabalho não seria alterado, independentemente da nova realidade. Dessa forma, os principais atletas da equipe se “fecharam” com o treinador e foram para New Orleans. Em consequência disso, o Hornets alcançou os playoffs pela quarta vez consecutiva – e logo em seu primeiro ano na Louisiana. Com um registro de 47-35, os zangões realizaram a quinta melhor campanha do Leste, mas caíram na primeira fase da pós-temporada: 4 a 2 para o Philadelphia 76ers. A mudança de cidade não impossibilitou o mestre Silas de levar o time novamente a um belo resultado. Porém, após a primeira (e boa) temporada do Hornets em New Orleans, Paul Silas foi inexplicavelmente demitido pela direção da franquia. Para o seu lugar, entrou o contestado Tim Floyd. Pegando carona no ótimo trabalho deixado por seu antecessor, Floyd levou o Hornets aos playoffs pela quinta vez seguida, mas a equipe foi logo eliminada pelo Miami Heat, embora a série tenha sido bastante equilibrada: 4 a 3. Após a eliminação, Floyd acabou substituído por Byron Scott. Mas isso já é uma outra história…

Silas: o eterno treinador dos zangões

Paul Silas comandou o Charlotte/New Orleans Hornets de 1999 a 2003. Em 390 jogos, ele obteve 221 vitórias e 169 derrotas, além de quatro participações (consecutivas) nos playoffs da NBA e duas aparições na fase semifinal da Conferência Leste. Atualmente, é o treinador do Charlotte Bobcats (ele não merecia um timezinho tão ruim!). Eu acompanhei bastante o Hornets durante esse período em que o mestre Silas conduzia a equipe a belas campanhas. Eram outros tempos, mas dava gosto de torcer pelos zangões. Posso dizer que tive muito mais alegrias do que tristezas com o Hornets de Paul Silas, sem a menor sombra de dúvida. Aliás, tristeza mesmo foi vê-lo covardemente demitido pela antiga direção do Hornets. O mestre Silas não merecia isso, e sim muitos aplausos. Para mim, é o maior de todos da nossa franquia. O nosso eterno treinador. Sem mais delongas, termina aqui a homenagem do Brazilian Hornet a uma pessoa que tanta alegria deu aos fãs de longa data dos zangões. Ele merece cada letra. Obrigado, mestre!

* O REENCONTRO: Daqui a pouquinho, Chris Paul e o Hornets estarão frente a frente dentro da New Orleans Arena. Os zangões vão encarar o Los Angeles Clippers e terão que duelar pela primeira vez com o – para muitos – melhor jogador que já vestiu a nossa camiseta. Imperdível! Estou absolutamente curioso para saber como o CP3 será recebido pelos fãs da Louisiana. O jogão acontecerá logo mais, às 21h (de Brasília). O Brazilian Hornet irá acompanhar tudo e jogar informações no nosso Twitter. Não percam!

* New Orleans Hornets Brasil: a prévia do jogo

Jack teve uma bela atuação

* TRIPLO-DUPLO: Foi o que conseguiu o armador Jarrett Jack no jogo de ontem (o primeiro de mais um back-to-back), contra o Warriors. Ele anotou 17 pontos, distribuiu 11 assistências e apanhou 10 rebotes. Uma bela marca. É o primeiro jogador do Hornets a atingir o dígito duplo em três quesitos nessa temporada (e eu li no Hornets247 que é a primeira vez na carreira que ele consegue isso!). Portanto, eu seria injusto se não desse um destaque para o feito do JJ. Apesar da derrota para a turma de Oakland, vão os meus parabéns para ele! Eu não costumo colocar foto na sessão Ferroadas, mas o Jack realmente mandou bem demais. Essa é por conta da casa!

* MAIS UM: Após dispensar o pivô Jeff Foote, o Hornets contratou um novo jogador para a posição. Trata-se de Chris Johnson, 26 anos, ex-atleta da LSU (Louisiana State University). Johnson não é marinheiro de primeira viagem na NBA. Antes do Hornets, ele chegou a atuar no Portland Trail Blazers e no Boston Celtics. Além disso, também possui experiência no basquete europeu. Os termos do contrato com os zangões não foram divulgados.

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UM TIME CHAMADO BUCCANEERS

A logo do New Orleans Buccaneers

*Por Lucas Ottoni

Noite de jogo, amigos! O New Orleans Hornets volta à quadra, logo mais, para a sua sexta partida na temporada 2011-12 da NBA. O adversário é o perigoso Philadelphia 76ers, e a bola subirá na New Orleans Arena, às 23h (de Brasília). Espero que, com o provável retorno do ala-armador Eric Gordon, os zangões interrompam a série de três derrotas consecutivas. Ok, mas este post aqui vai destacar um outro assunto, uma outra época, uma outra liga, um outro time. Talvez você nunca tenha ouvido falar, mas, em meados da década de 1960, existiu, na terra do jazz, uma equipe de basquetebol profissional chamada New Orleans (depois Louisiana) Buccaneers. Os Bucaneiros (traduzindo o nome para o nosso idioma) jogavam no campeonato promovido pela ABA (American Basketball Association), uma espécie de liga rival da NBA naqueles tempos.

ABA: uma liga diferente

Falando sobre a ABA, essa liga foi fundada em 1967, contava com 11 times e era voltada para um basquetebol mais ofensivo, com algumas regras que a diferenciavam de sua rival, a NBA. Por exemplo, nos jogos da ABA, o tempo de ataque permitido a uma equipe era de 30 segundos, diferente dos 24 usados (até hoje) na NBA. E foi na ABA que surgiram os primeiros arremessos da linha de três pontos, algo que revolucionou o basquete. Além disso, a bola utilizada nessa liga era toda colorida, uma mistura de vermelho, branco e azul. Bastante diferente da consagrada bola laranja, não é? Essas discrepâncias colocaram a ABA como uma alternativa mais exuberante para os fãs de basquete. Contudo, apesar do número crescente de torcedores, essa liga “rebelde” acabou não se sustentando. A falta de um contrato televisivo de proporções nacionais e as grandes perdas financeiras significaram o fim da linha. Em 1976, menos de uma década após sua criação, a ABA se fundiu à NBA.

Então, o New Orleans Buccaneers era um desses 11 times que integravam a ABA, em 1967.  O símbolo da equipe era um pirata (o bucaneiro) quicando uma bola e segurando um facão (conforme pode ser visto na imagem lá em cima), e o proprietário da franquia, na verdade, era um grupo formado por sete investidores. Na camiseta, a abreviação “Bucs” aparecia em destaque, e os uniformes apresentavam as cores da ABA (azul, vermelho e branco). O Buccaneers jogava na Divisão Oeste da ABA e mandava seus jogos em uma arena chamada Loyola Field House, com uma média de pouco mais de 2 mil torcedores por partida (em seu último ano na Louisiana, o time jogou no Tulane Gym, atual Fogelman Arena).

Em sua primeira temporada, 1967-68, a equipe terminou na liderança da Divisão Oeste, com 48 vitórias e 30 derrotas. Na final da divisão, derrotou o Dallas Chaparrals, em cinco jogos (4 a 1), e sagrou-se campeão do Oeste da ABA. Na grande decisão do campeonato, o Buccaneers chegou muito perto do título da liga, mas acabou derrotado pelo Pittsburgh Pipers, por 4 a 3, em uma série duríssima de sete jogos. Um dos destaques daquele time do Buccaneers era o armador Larry Brown, hoje renomado técnico da NBA.


Após o belo ano de estreia, o Buccaneers existiria por apenas mais duas temporadas. Em 1968-69, o time fez outra boa campanha na Divisão Oeste, terminando na segunda colocação, com 46 vitórias e 32 derrotas. A média de público nos jogos da equipe aumentou para quase 3 mil fãs. Liderado por Red Robbins e Steve Jones, o Buccaneers avançou novamente às finais da Divisão Oeste. No entanto, dessa vez, caiu diante do Oakland Oaks (novo time de Larry Brown), por incontestáveis 4-0.

Na temporada 1969-70, o Bucs obteve 42 vitórias e 42 derrotas. Isso colocou o time em quinto lugar (último) na já altamente competitiva Divisão Oeste, deixando o Buccaneers fora dos playoffs. Os jogos do time apresentaram média de 2.599 torcedores (em casa).

* Confira aqui os três elencos completos do Buccaneers

Já em 1970-71, a franquia teve seu nome rebatizado e se tornou Louisiana Buccaneers. A ideia era realizar jogos por todo o Estado, atuando em lugares como Shreveport, Lafayette, Monroe e Baton Rouge, além de New Orleans. Como a maioria das equipes da ABA, o Bucs não era forte financeiramente, e, por isso, esperava-se que o plano de tornar a franquia “regional” pudesse dar certo e gerar mais renda aos cofres do time. No entanto, o fim do Louisiana Buccaneers foi decretado em 21 de agosto de 1970. Sufocada por problemas financeiros, a franquia acabou comprada por um novo proprietário e, dez dias depois, foi transferida para Memphis, Tennessee, recebendo o nome de Memphis Pros.

CP3, com um belo uniforme do Bucs

Atual time de basquete profissional da cidade de New Orleans, o nosso Hornets já se tornou Buccaneers, em algumas ocasiões. Deixa eu explicar: em 10 de dezembro de 2008, em um jogo contra o Charlotte Bobcats, os zangões reviveram (pela primeira vez) o Buccaneers e jogaram com uniformes idênticos aos da temporada 1967-68. O intuito ali era relembrar os 40 anos da criação daquele time. Muitos torcedores do Hornets também estavam vestidos com roupas do Bucs, um vídeo com os antigos destaques da equipe foi mostrado ao longo da partida, e alguns jogadores e treinadores daquela época foram homenageados no intervalo. O Hornets acabou derrotando o Bobcats, por 105 a 89. Após a novidade, o Hornets atuou com o uniforme do Buccaneers em apenas mais três oportunidades (sinceramente, não me recordo de outras):

16/01/2009: derrota para o Cleveland Cavaliers (78 a 92)

28/01/2009: vitória sobre o Denver Nuggets (94 a 81)

27/02/2009: vitória sobre o Milwaukee Bucks (95 a 94)

Um saldo de 3 vitórias e 1 derrota não é nada mal. De repente, seria uma ótima ideia revivermos esses uniformes do Bucs nessa temporada 2011-12, não é mesmo? Um pouquinho de superstição não faz mal a ninguém. Principalmente, quando o retrospecto é positivo.

* Clique aqui e saiba mais sobre o Buccaneers (em inglês)

OBS: Quando estive na loja do Hornets, na New Orleans Arena, em 2010, eu peguei uma camiseta do Bucs, olhei para ela e pensei: “Compro, ou não compro?”. Não comprei. E esse é um dos arrependimentos que tenho até hoje.


 FERROADAS

* NOVO REFORÇO: O New Orleans Hornets acaba de contratar o ala-armador Xavier Henry, 20 anos, do Memphis Grizzlies. Para ceder Henry aos zangões, a franquia do Tennessee recebeu uma escolha de segunda rodada no draft de 2013 e a repassou ao Philadelphia 76ers, em troca do pivô Marreese Speights, em uma negociação envolvendo as três equipes. O Sixers ficou com duas escolhas de segunda rodada. Henry está em seu segundo ano na NBA e ainda não jogou nenhuma partida na atual temporada. Ele fez 38 jogos em 2010-11, com média de 7.8 pontos. Foi adquirido pelo Grizzlies, na 12ª escolha do draft de 2010. E eu acho que o Trey Johnson vai rodar…

* New Orleans Hornets Brasil: a prévia do jogo (contra o Sixers)

* DÚVIDA E CERTEZA: A participação do ala-armador Eric Gordon no jogo de daqui a pouco, contra o Sixers, ainda é um ponto de interrogação. Ele se recupera de uma lesão no joelho direito e tem chance de retornar ao time. Já o ala Trevor Ariza está mesmo fora da partida de hoje. Ele sente dores na virilha e deve ser substituído por Al-Farouq Aminu (mas eu não descartaria o Belinelli). Se o Gordon não jogar…