DOIS ANOS DE PURO XADREZ

A imagem bem legal aí foi achada no blog Hornets247

* Por Lucas Ottoni

Como eu havia prometido no post anterior, nós traremos agora uma enquete para os leitores do Brazilian Hornet. Contratado no dia 21 de julho de 2010, o nosso General Manager Dell Demps completou 2 anos de New Orleans Hornets no mês passado. De lá para cá, ele já fechou inúmeros negócios para tentar melhorar o plantel dos zangões, e não raramente tem sido alvo de muitos elogios por parte dos fãs do time da Louisiana. Alguns o chamam até de “Chessmaster” (o mestre de xadrez)! Diante disso, o BH quer saber qual foi a melhor transação que o sr. Demps fechou para o Hornets nesses 2 anos de trabalho. Estão prontos para a nossa enquete? Aí vai…

OBS 1: Foram consideradas apenas as negociações mais relevantes feitas pelo Dell Demps entre 2010 e 2012. Trocas apenas por escolhas de draft e/ou dinheiro não fazem parte da nossa enquete.

OBS 2: O comércio que levou o armador Chris Paul para o Los Angeles Clippers não foi considerado na enquete por ter sofrido intervenção decisiva da NBA, que até então detinha o controle sobre a franquia Hornets.

OBS 3: Se for possível, expliquem o porquê da escolha lá embaixo, nos comentários. Assim, poderemos debater. A minha escolha, e o motivo, já estão explicados lá.

* Veja aqui a linha do tempo de Dell Demps no Hornets

Para terminar, o BH também gostaria de saber qual foi a pior negociação realizada pelo Dell Demps como GM do Hornets. Opinem e escrevam aí embaixo, nos comentários. O espaço é de vocês!

ENFIM, O ÚLTIMO ATO

Greivis Vasquez e Jason Smith celebram outra vitória do Hornets na reta final

* Por Lucas Ottoni

Sem qualquer chance de alcançar os playoffs da temporada 2011-12 da NBA, o New Orleans Hornets (21-44) vai se despedir do campeonato nesta quinta-feira, às 21h (de Brasília), diante do também eliminado Houston Rockets (33-32), lá no Texas. O jogo é uma mera formalidade, assim como as partidas que os zangões encararam nos últimos dias. Afinal, a notícia da compra da franquia pelo bilionário Tom Benson e as possíveis consequências disso (aqui e aqui) acabaram colocando os acontecimentos dentro de quadra em segundo plano. Nada mais compreensível, já que esses jogos derradeiros têm servido apenas para que o técnico Monty Williams realize avaliações no elenco e coloque os jogadores mais jovens ou em fim de contrato para mostrarem serviço. Portanto, o comportamento desses caras na reta final é o principal alvo da nossa análise. Mas antes de entrarmos nisso, vamos falar rapidamente sobre os resultados que a equipe da Louisiana obteve de uma semana para cá…

* Clique aqui e confira a prévia do nosso jogo de despedida (em inglês) 

Eric Gordon bate um papo com CP3

Na quarta-feira passada (18/04), o Hornets foi até o Tennessee e perdeu para o bom time do Memphis Grizzlies (40-25): 103 a 91. Um resultado absolutamente normal, tendo em vista que atletas como Jarrett Jack (lesionado), Chris Kaman (lesionado), Eric Gordon (poupado) e Trevor Ariza (poupado) não atuaram. Como havia prometido, o Monty Williams colocou em quadra uma equipe recheada de jovens e jogadores pouco experimentados na NBA. Um dia depois, os zangões voltaram para New Orleans, enfrentaram o Houston Rockets e venceram na prorrogação: 105 a 99. O ala-armador Eric Gordon atuou, foi o destaque (com 27 pontos) e brindou o público no último jogo que fizemos em casa na temporada. Após a boa vitória, o time teve dois dias sem jogos antes de viajar para Los Angeles e bater de frente com o LA Clippers (40-26), no último domingo (22/04). O Hornets se apresentou muito bem e chegou a ir para o último período vencendo por 10 pontos de diferença. No entanto, o nosso velho conhecido Chris Paul resolveu acabar com a festa e comandou a reação dos angelinos: 107 a 98, com 33 pontos, 13 assistências e 8 roubos (!) do CP3. Creio que essa derrota foi um belo aprendizado para a nossa garotada, e acho que o técnico Monty Williams pensa exatamente como eu. E para fechar a retrospectiva semanal, os zangões deram uma passada em Oakland e conseguiram um triunfo suado sobre o Golden State Warriors, na nossa penúltima aparição na temporada: 83 a 81. Vejam o lance esquisito (um bloqueio com a bola na descendente!) que decretou a 21ª vitória do Hornets, na madrugada desta quarta-feira (25/04):

Bem, você não precisa ser fera em matemática para saber que nós saímos com 2 vitórias e 2 derrotas, nos últimos 4 jogos. Contudo, o mais importante foi o comportamento do time. O Monty testou algumas formações, deu mais tempo em quadra a alguns jogadores e – como consequência – observou qualidades e defeitos a serem trabalhados daqui para frente. O fato é que o Hornets joga duro todas as noites, não importando a situação em que se encontre. E isso é reflexo da excelente atuação do Monty Williams, não resta a menor dúvida. Mesmo tendo o seu trabalho brutalmente comprometido pelas lesões no elenco ao longo de todo o campeonato, ele soube transformar os zangões em um grupo competitivo com o que tinha em mãos. E o resultado disso virá a longo prazo, podem ter certeza. Nós temos uma equipe jovem, em evolução, e que está sendo muito bem conduzida pelo nosso treinador. Para vocês não acharem que eu estou viajando, vou tentar fundamentar o meu otimismo com algumas coisas que eu tenho observado. Lá vai…

Vasquez amadureceu

1) A maturidade do Greivis Vasquez: o armador venezuelano tem sido uma peça importante para o time nessa reta final do campeonato. Em seu segundo ano na NBA, ele praticamente triplicou as suas médias de pontos, assistências e rebotes, em relação à sua temporada de estreia na liga, onde – pouco – atuou pelo Memphis Grizzlies. No New Orleans Hornets, o Vasquez vem aproveitando bem as chances que tem recebido e está conduzindo a armação da equipe com eficiência. Essa tem sido uma temporada de bastante amadurecimento para o jogador de 25 anos, e ele vem segurando muito bem a onda na ausência do titular Jarrett Jack (lesionado).

Belinelli recebeu elogios

2) O crescimento do Marco Belinelli: o ala-armador italiano começou muito mal a temporada, tendo um baixo aproveitamento no quesito em que é especialista: os arremessos. Muitas vezes o Belinelli foi questionado e criticado, mas o técnico Monty Williams seguiu confiando no jogador de 26 anos para substituir o lesionado Eric Gordon. Hoje, além de se mostrar um artilheiro cada vez mais eficiente, o italiano tem apresentado uma melhora substancial como defensor (ele não é mais aquela “peneira” que era na temporada passada!). Nos últimos 5 jogos como titular, obteve uma média de 18.6 pontos. Inclusive, a ética de trabalho do Belinelli foi bastante elogiada pelo Monty, e o crescimento desse jogador é nítido.

Aminu: em ascensão

3) A evolução defensiva do Al-Farouq Aminu: o ala ex-Clippers é um jovem de 21 anos que chegou cedo demais à liga profissional. Há aspectos em seu jogo que precisam ser muito trabalhados. Ele ainda apresenta sérias deficiências quando tem a bola nas mãos e segue cometendo erros no ataque, onde não raramente é vítima de bloqueios e roubos fáceis (embora tenha melhorado o seu arremesso de média e longa distância). Apesar desses defeitos, o Aminu vem mostrando um enorme potencial defensivo, algo que o técnico Monty Williams aprecia bastante. Tanto que ele afastou o Trevor Ariza das últimas partidas só para observar melhor o desempenho do Aminu, e essa decisão já vem rendendo frutos. A energia para defender tem sido a marca registrada desse jogador. Além de ser um “carrapato”, o Aminu tem boa altura (2,06 metros) e ajuda o time também na luta pelos rebotes. A ideia é que ele siga em constante evolução.

Smith é um jogador melhor

4) O desenvolvimento do Jason Smith: esse ala-pivô de 26 anos é um jogador muito melhor hoje do que quando chegou no Hornets, há quase dois anos. Vocês lembram? Ele é um cara que tem um bom arremesso, mas era afobado demais na defesa e cometia diversas faltas infantis, além de não ter um bom jogo de pernas. Com o passar do tempo, o Smith foi melhorando essas deficiências, aprendendo a evitar algumas faltas por excesso de empolgação e a trabalhar melhor a bola perto da cesta. Além disso, ele tem apresentado um pacote de bloqueios e enterradas animais, algo que não era tão comum em seu jogo quando ele desembarcou na Louisiana, em 2010. Na atual temporada, o Smith possui médias de mais de 10 pontos e quase 5 rebotes por jogo. Eu me arrisco a dizer que esse rapaz é hoje um dos jogadores favoritos dos fãs do Hornets. E certamente isso não é obra do acaso.

Dos últimos 12 jogos, o Hornets venceu oito e teve uma sequência de quatro triunfos consecutivos. É óbvio que o retorno do Eric Gordon também foi fundamental para essa enorme melhora no desempenho do time, mas também é preciso lembrar que ele vem sendo poupado em algumas partidas, e jogadores como Vasquez, Belinelli, Aminu e Smith têm conduzido o Hornets a boas partidas e resultados positivos. Daqui a pouco, teremos o nosso último ato, a nossa despedida do campeonato de 2011-12. E a equipe do técnico Monty Williams encerrará a sua participação deixando o seguinte recado: “estamos começando a ganhar forma para a próxima temporada! Se preparem!”. Amigos, eu estou prevendo algo muito, muito legal vindo por aí…

OBS: Eu não esqueci do ala-pivô mexicano Gustavo Ayon. Ele está sentindo as dificuldades de sua primeira temporada na NBA, mas tem qualidades e já demonstrou isso em alguns jogos. Ele é mais uma peça que poderá ser muito útil à equipe dos zangões. Eu confio demais nisso.

* A SEGUIR: Assim que a temporada terminar, o Brazilian Hornet fará a avaliação do elenco – jogador por jogador – (quem se destacou, quem decepcionou, quem merece ficar, quem deve sair) e também começará a voltar todas as baterias para o draft de 2012 e os jovens talentos que estarão ao alcance dos zangões na noite da seleção. Aguardem!

* TRÊS PERGUNTINHAS: O ala Trevor Ariza foi afastado até do nosso banco de reservas e disse que entende a opção do técnico Monty Williams, que preferiu poupá-lo para dar chance aos jovens jogadores. Agora, vamos às interrogações…

1) Será que o clima entre Ariza e Monty é dos melhores?

2) O Ariza seguirá em New Orleans na próxima temporada?

3) O Michael Kidd-Gilchrist está cada vez mais perto dos zangões?

E então? O que vocês acham? Opinem aí…

O ASSASSINATO DOS ZANGÕES

* Por Lucas Ottoni

Sexta-feira, 13 de abril de 2012. A compra do New Orleans Hornets pelo bilionário Tom Benson encheu os fãs dos zangões de otimismo em relação ao futuro da nossa amada equipe. De lá para cá, as notícias têm sido as melhores possíveis: a franquia permanecerá na Louisiana, a New Orleans Arena será remodelada, o NBA All-Star Weekend de 2014 acontecerá na cidade, haverá investimento na montagem de um time forte e competitivo, etc. Uau! O futuro tende a ser muitíssimo promissor, não é mesmo? Agora, pegue essas magníficas notícias e imagine que a franquia Hornets não estará viva a tempo de desfrutá-las… É isso mesmo, meus amigos. Junto com o Tom Benson e o seu pacote de promessas veio a ideia de mudar o nome, a logomarca e as cores dos zangões! O famoso rebrand, como eles gostam de dizer lá nos EUA. E o pior: os torcedores locais, lá de New Orleans, apoiam esse plano com um tremendo entusiasmo e já planejam nomes, logos e uniformes para o “novo time” que surgirá na terra do jazz (no nosso post anterior, vocês viram algumas dessas “belezinhas”). A justificativa para o tal rebrand é a seguinte: o Benson – que agora é o “rei da cocada preta” – não gosta do nome “HORNETS” e quer um que tenha mais a ver com a cidade de New Orleans. Pensamentos desse tipo me levam a uma constatação bastante entristecedora: é inacreditável que alguns donos de franquias da NBA ainda enxerguem as suas equipes como algo meramente local. Eles restringem os seus próprios negócios e não entendem que possuem em mãos uma coisa que desperta paixões em fãs do mundo inteiro. O Hornets é uma equipe de dimensão internacional, e é absolutamente lamentável que o Tom Benson não enxergue isso. Essa visão simplória e obtusa acabará sendo a responsável pelo assassinato dos zangões!

Mensagem deixada pelos fãs italianos

Eu não vou usar este post para ficar contando a longa caminhada que eu tenho como um fã internacional do Hornets (quem tiver interesse, é só clicar aqui), mas é importante destacar que esse time não nasceu ontem. Já são quase duas décadas e meia de estrada, sendo que a franquia está na Louisiana há praticamente dez anos. E dez anos não são dez dias. Antes de pensar em acabar com tudo o que me fez seguir essa equipe, a história deveria ser considerada. Até onde eu sei, além do Brasil, o Hornets possui fãs em países como Austrália, Itália, Argentina, Suíça, China, Portugal, Espanha, México e Alemanha. E deve haver muitos outros espalhados pelo globo. Fãs de longa data, fãs que sempre foram Hornets e que sempre acompanharam o time ao longo dos anos, estivesse ele em Charlotte ou em New Orleans. Fãs que pagam League Pass, que encomendam camisetas e outros produtos oficiais, que juntam dinheiro para viajar e ver os jogos nos EUA, ou que simplesmente viram noites torcendo na frente da TV ou do computador. E agora querem arrancar isso de nós. Querem assassinar uma das nossas paixões sob a alegação estapafúrdia de que o Hornets nada tem a ver com New Orleans. Como não tem? E os quase dez anos em que as cores dos zangões honraram essa cidade? Isso não conta? E o fato de o nome “JAZZ” ter tudo a ver com New Orleans? Evitou que a franquia se transferisse para Utah nos longínquos anos 70 e por lá permanecesse até hoje? Pois é…

* Veja aqui o texto do blog New Orleans Hornets Brasil sobre o rebrand

Eu poderia ficar aqui citando outros exemplos que tornariam essa ideia de rebrand uma tremenda babaquice, me desculpem o termo. Mas de que adiantaria? Pelo visto, o Tom Benson está realmente determinado a mudar o nome do nosso time, e eu acho que a NBA não fará grande oposição a isso. Pode ser dentro de um ano, dois anos, sei lá… Mas parece que irá mesmo acontecer. Com os zangões sumindo de New Orleans, levanta-se a hipótese de que o Charlotte Bobcats – franquia que  definitivamente não emplacou – possa adotar o nome “HORNETS“. Aí teríamos de novo o Charlotte Hornets, não é uma beleza? Mas espere aí… Isso realmente seria o verdadeiro Hornets? Ou seria o Bobcats fantasiado de Hornets? Onde estaria a nossa história? Em Charlotte, com o “novo” Hornets, ou lá em New Orleans? Já pensaram nisso? Você, que é fã de longa data dos zangões, torceria por um Bobcats disfarçado de Hornets?

* Clique aqui e confira um texto interessante do blog Hornets247 (em inglês)

Uma dúvida cruel: Bobcats ou Hornets?

Desde que o Tom Benson comprou a franquia (em uma sugestiva Sexta-Feira 13) e disse que iria mudar o nome do time (que tal New Orleans Jasons ou New Orleans Blackcats?), esse assunto de rebrand ganhou uma repercussão enorme no mundo inteiro. A grande maioria dos torcedores internacionais do Hornets (e eu me incluo aí) não gostou nem um pouquinho da ideia e certamente vai se posicionar (ou já se posicionou) das mais diversas formas, caso o rebrand realmente se concretize. Teremos aqueles fãs mais radicais, que passarão a torcer por uma outra equipe da NBA ou que simplesmente deixarão de acompanhar a liga. Haverá também os que “voltarão” a torcer para o Charlotte Hornets, se o Bobcats resolver “se disfarçar”. E, por fim, vai ter gente que seguirá torcendo pela equipe de New Orleans, não importa que nome ou cores a franquia adote. E vocês? Em qual grupo vocês se encaixam?

* Vote nas enquetes do blog New Orleans Hornets Brasil!

Bem, eu confesso que andei pensando em todas essas situações. No início, eu fiquei indignado e estava no grupo dos radicais: “se acabarem com o Hornets, a NBA morreu para mim!”. Depois, procurei um paliativo e passei para a turma dos “BobHornets”, mas sem muita convicção. O fato é que eu ainda não havia tomado uma decisão concreta e não sabia o que fazer em relação ao provável fim do meu amado time. É simplesmente difícil imaginar que o Hornets pode sumir do mapa ou aparecer em uma outra equipe que, no fundo, não é o verdadeiro Hornets. Por que as coisas têm de ser assim? Ah, Tom Benson… Então, após muito refletir, eu acabei tomando a minha decisão (provisória): CURTIR OS ZANGÕES ENQUANTO ELES EXISTIREM E EVITAR FALAR SOBRE REBRAND, ATÉ QUE O ASSASSINATO ESTEJA CONSUMADO. Eu deixei de pensar no fim e passei a pensar no legado. E olhando por esse ângulo, eu percebi que a história do Hornets não morrerá. Eu olho para Larry Johnson, Alonzo Mourning, Muggsy Bogues, Dell Curry, Glen Rice, Vlade Divac, Eddie Jones, Paul Silas, Baron Davis, Jamal Mashburn, PJ Brown, David West, Byron Scott, Chris Paul… Isso é o que fica. Então, vamos apenas seguir em frente. É o melhor a se fazer no momento, acreditem.

OBSHoje não teremos a sessão Ferroadas e nem falaremos sobre os últimos jogos do Hornets, fato que acontecerá no nosso próximo post.

TUDO IGUAL: HORNETS 1 X 1 CP3

Chris Paul tenta defender Blake Griffin da fúria de Trevor Ariza

* Por Lucas Ottoni

Na última segunda-feira (26/03), o New Orleans Hornets foi até o Staples Center, em LA, e não resistiu ao Los Angeles Clippers (28-21) de Chris Paul. O placar de 97 a 85 acabou servindo como uma espécie de revanche para CP3, que havia sido derrotado pelos zangões na semana anterior. Agora, o duelo entre o Hornets e seu ex-principal jogador está empatado em 1 a 1. Porém, o registro que nos interessa aqui é esse: 12-37. Essa é a campanha da equipe da Louisiana na temporada 2011-12 da NBA. Tais números indicam que o Hornets segue amargando a lanterna isolada da Conferência Oeste e – é claro – já não possui a menor chance de lutar por uma vaga aos playoffs. Restando apenas 17 partidas para o fim da nossa participação no campeonato, a palavra “draft” ganha cada vez mais força entre os fãs dos zangões. Mas ainda é cedo para entrarmos de cabeça nesse assunto. Por ora, vamos falar sobre o nosso segundo encontro com o (rival) Chris Paul…

Blake Griffin enfrenta Carl Landry

Assim que a bola foi para o alto, o Clippers mostrou que não havia digerido bem a derrota para o Hornets, na última quinta-feira, lá em New Orleans. Jogando com muita vontade – e contando com os inúmeros erros e desperdícios do time visitante -, os angelinos abriram logo 18 a 2 nos minutos iniciais. Apesar da boa reação dos zangões, que chegaram a empatar a partida (28 a 28) no segundo quarto, o Clippers esteve em uma noite muito feliz e comandou o placar durante o restante do duelo. Chris Paul jogou o fino, e Blake Griffin dominou as ações dentro do garrafão. Já o time do Hornets não teve uma grande performance, e muitos jogadores nossos renderam abaixo do habitual, como Jarrett Jack, Trevor Ariza, Gustavo Ayon e Greivis Vasquez. Os anfitriões chegaram a abrir quase 30 pontos de vantagem, mas aí o ameaçado técnico Vinny Del Negro resolveu colocar reservas em quadra no último período e viu o Hornets diminuir a tunda sofrida. No fim, vitória de CP3 e cia., por 12 pontos de diferença. Pronto, o jogo está resumido. O Clippers atuou bem e contou com os seus principais jogadores em noite inspirada. Já o Hornets não fez uma boa partida e saiu de quadra derrotado.  Nada mais a comentar, a não ser algumas pequenas coisinhas no próximo parágrafo…

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida

Sem o pivô Chris Kaman (gripado) e o ala-pivô Jason Smith (suspenso), o garrafão do Hornets sofreu nas mãos de Blake Griffin. Gustavo Ayon, Carl Landry (apesar do duplo-duplo, com 14 pontos e 10 rebotes), Lance Thomas e Chris Johnson até que se esforçaram, mas não fizeram um bom trabalho defensivo. Isso quer dizer que, mais uma vez, os desfalques prejudicaram o Hornets. Essa será a grande marca da nossa campanha: lesões, doenças, suspensões, etc. Mas há um outro fator a se lamentar nessa partida: o Hornets cometeu 27 TO (!) contra 14 do Clippers. Quase o dobro de erros! Isso só mostra que a noite da equipe de New Orleans realmente não foi das melhores. Para terminar, um fã do Clippers atirou um amendoim no técnico Monty Williams e acabou convidado a se retirar do Staples Center (lá nos EUA essas coisas também acontecem durante os jogos, meus caros). E o Blake Griffin fez isso aqui com o Trevor Ariza, que aliás não gostou nada:

Seria algum tipo de vingança pela falta que ele sofreu do Jason Smith (e que rendeu uma suspensão de dois jogos ao nosso ala-pivô) no jogo da semana passada? Olha, eu prefiro acreditar que não. Pois descontar a raiva em um outro jogador que nada teve a ver com o episódio anterior é coisa de covarde. E, honestamente, eu espero que esse não seja o caso do sr. Griffin.

Ok, vamos ficar por aqui? Vamos. Com os seus 25 pontos e 10 assistências, o Chris Paul conseguiu dar o troco nos zangões, e o técnico dele, Vinny Del Negro, deve ter respirado aliviado. Já eu – que não estou nem aí para o Clippers – ficarei ligadinho no NCAA Final Four, que começará neste próximo fim de semana, em New Orleans. Preciso explicar o motivo?

* BACK-TO-BACK: Hoje à noite (23h30m de Brasília), o New Orleans Hornets estará em Oakland, para o duelo contra o Golden State Warriors. Um dia depois, nesta quinta-feira, os zangões terão pela frente o Blazers, lá em Portland. A bola subirá às 23h (de Brasília). O Brazilian Hornet deve passar informações, via Twitter. Siga o BH e fique por dentro de tudo o que acontecerá em quadra.

* New Orleans Hornets Brasil: a prévia do jogo (contra o Warriors)

* PASSEIO PELO VELHO OESTE: Os zangões estão em uma dura sequência de 5 jogos longe de casa. Após a derrota para o Clippers e os jogos contra Warriors e Blazers, o nosso time voltará a Los Angeles para encarar o Lakers (no sábado) e depois seguirá para Phoenix, onde baterá de frente com o Suns (no domingo). Outro back-to-back, e tudo isso em menos de uma semana. Loucura total! É aquilo: jogador da NBA ganha muito bem, mas tem que suar por cada centavo. Não há como negar isso.

TROPEÇANDO NOS DETALHES

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Hoje o tempo está curto, então o post será breve (ou vice-versa). No último sábado (24/03), o Hornets (12-36) recebeu o forte San Antonio Spurs (33-14), na New Orleans Arena, e fez um jogo de igual para igual até os segundos finais. Aí aconteceu o que quase sempre acontece com o nosso amado time quando chegam esses momentos decisivos: erros, precipitações e jogadas extremamente mal planejadas. O resultado da partida? Vitória do Spurs, é claro: 89 a 86. Primeiramente, eu gostaria de dizer que os zangões sofreram com os desfalques – só para variar. Sem o pivô Chris Kaman (gripado) e o ala Trevor Ariza (lesão no tornozelo direito), o Hornets iniciou o duelo contra o rival de divisão com a seguinte escalação: Jarrett Jack, Greivis Vasquez, Marco Belinelli, Lance Thomas e Gustavo Ayon. Quer dizer, uma formação muito modificada e que tinha tudo para dar errado. Mas o fato é que o trabalho do técnico Monty Williams é muito bom, e o time jogou bem e fez jus à fama de adversário indigesto para qualquer um. Porém, isso não foi o suficiente para conquistarmos a almejada vitória. E por que não vencemos? Vejam vocês mesmos no vídeo lá em cima…

Observaram os highlights do jogo? Pois é, amigos. Restando menos de 8 segundos no relógio, o Spurs vencia por 89 a 86, e o Monty Williams pediu um tempo técnico para organizar a nossa última jogada, a que teoricamente nos daria o empate. Até aí tudo correto. Só que a execução foi completamente equivocada! O Jarrett Jack pegou a bola, tentou uma infiltração que ninguém entendeu e errou! Será que o Monty e os jogadores acharam que a gente estivesse apenas 2 pontos atrás no placar? Por que não foi armada uma jogada para o “chute” de três pontos que nos salvaria? Não entendi patavina! Após o erro do Jack (que fez uma partida estupenda, é verdade), o Spurs ficou com a bola, o Danny Green recebeu a falta e errou os dois lances livres. Essa generosidade ainda nos rendeu 2 míseros segundos para o arremesso de três que deveria ter sido executado no lance anterior. Por fim, o Marco Belinelli tentou a salvação todo desequilibrado e errou. Um desastre! O vídeo lá em cima não mente. E, mais uma vez, nós tropeçamos nos detalhes.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida

* Clique aqui e veja o pós-jogo do blog Spurs Brasil

OBS: Apesar dos desfalques, o Hornets teve o retorno do ala-pivô Carl Landry. Ele não jogava desde o dia 04 de fevereiro, quando lesionou o joelho esquerdo  na partida contra o Detroit Pistons. E o Landry voltou cumprindo boa atuação diante do Spurs: 15 pontos, 5 rebotes, 1 assistência e 1 roubo, em 29 minutos.

* REVANCHE?: Daqui a pouquinho, Chris Paul e o Hornets estarão frente a frente pela segunda vez, em menos de uma semana. Os zangões irão encarar novamente o Los Angeles Clippers, só que agora no famoso Staples Center. A bola subirá logo mais, às 23h30m (de Brasília). No jogo da última quinta-feira, CP3 amargou a derrota em New Orleans. Cheiro de vingança no ar? Sei lá… O que eu sei é que um novo tropeço para o Hornets poderá custar o emprego do técnico angelino Vinny Del Negro, que está “balançando” no cargo. O Brazilian Hornet irá acompanhar tudinho e jogar informações sobre a partida no nosso Twitter. Não percam!

* New Orleans Hornets Brasil: a prévia do jogo

* New Orleans Hornets Brasil: Caso Eric Gordon – opinem!

* A FÓRMULA DO MONTY: O técnico do Hornets explicou como o time tem que fazer para superar Chris Paul pela segunda vez e buscar uma vitória lá em Los Angeles. “Obviamente, quando você está jogando contra Chris, você tem que jogar por 48 minutos, você tem que ser fundamentalmente sólido“, disse o nosso treinador. E, de preferência, sem vacilar nos segundos finais. Que o passado recente sirva de exemplo, né?