COMO A NBA PODE SER CRUEL…

O técnico Monty Williams, após a dura derrota para o Sixers: um desânimo só

* Por Lucas Ottoni

Hoje, 08 de novembro de 2012, é um daqueles dias que o torcedor do Hornets gostaria que “voasse” bem rápido. Afinal, como explicar o que se passou na New Orleans Arena na noite anterior? Como esquecer o segundo tempo tétrico da derrota para o Philadelphia 76ers? Como digerir a pior pontuação em um jogo oficial de toda a história da franquia? E o mais intrigante é que os zangões vinham jogando bem, saíram de uma ótima vitória fora de casa sobre o forte Chicago Bulls e estavam recebendo elogios, não só da imprensa como dos torcedores rivais. O duelo de ontem, contra o Sixers, foi transmitido em rede nacional (nos EUA), e o Hornets teve uma bela chance de consolidar o seu bom momento diante das vistas de todo o país. No entanto, a única coisa que se viu foi um jogo tecnicamente fraquíssimo, com uma atuação pífia (para dizer o mínimo) dos donos da casa. É justamente nessas horas que a gente vê como a NBA pode ser cruel…

Lance Thomas foi muito mal

Sim, cruel. O time do Hornets que atuou diante do Sixers não foi nem sombra da equipe que havia impressionado a todos nas três primeiras partidas do campeonato de 2012-13. Os erros ofensivos foram inúmeros (apenas 33.3% de acerto nos arremessos, 23-69), a inexperiência do nosso grupo ficou bem evidenciada, os 24 turnovers saltaram aos olhos (negativamente, é claro) e a incapacidade de escapar da forte marcação do adversário ficou escancarada. Enfim, uma noite tenebrosa, que culminou na pior pontuação da História da franquia em um jogo de temporada regular: 62 pontos. É isso mesmo, 62 pontos, pior da História. O placar do confronto? Pois não: 77 a 62. A baixa produção do time vencedor, o Sixers, também indica que tivemos uma partida digna das piores peladas.

O primeiro tempo – que já havia sido ruim – terminou com a vitória do Hornets, por 37 a 36. E aí veio a segunda etapa para “coroar” um jogo que todos os fãs de basquete desejariam apagar da História. O Hornets voltou para o 3º quarto totalmente fora de sintonia e anotou apenas 10 pontos, eu disse 10 pontos, em 12 minutos! No último período, a equipe foi um pouco menos pior e marcou 15 tentos. Eu não vou citar nomes ou atuações individuais (perdoe-me, Aminu), pois o Hornets foi péssimo como um todo. Sim, é fato que o Philadelphia 76ers defendeu muito bem, mas os zangões demonstraram o pior de seu repertório nos 24 minutos derradeiros. Um terror! Chateado após o jogo, o técnico Monty Williams não conseguiu esconder a frustração com o que viu em quadra: Eu só acho que faltou conhecimento e experiência (aos jogadores) de como lidar com os rigores da NBA. Você teve sucesso em Chicago. Então, você chega em casa e você acha que vai ser o que for. Nós não demonstramos a mesma força e energia características da nossa equipe“, disse ele. O Monty falou, e eu concordo.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida contra o Sixers

Enfim, foi uma noite para ser esquecida. Como também é para ser esquecida a imagem do Anthony Davis sentado no banco de reservas, totalmente apto a jogar e sem poder exercer a sua profissão. “Grande” política de concussão da NBA! Trata-se o basquete como se ele não fosse um esporte de contato! E quem se volta contra esse absurdo acaba multado, o que é ainda pior. Outro que não atuou foi o ala-armador Austin Rivers, com uma entorse no dedo indicador esquerdo. Sorte para ele, que escapou da noitada vexatória.

Austin Rivers e Anthony Davis não atuaram contra o Sixers

OBS 1: Em 2011, a NBA determinou uma nova política voltada para “proteger” jogadores com suspeita de concussão. Algo parecido com o que se faz na NFL (a liga profissional de futebol americano), onde os contatos costumam ocorrer de forma muito mais traumática do que no basquete. De acordo com essa política, o jogador deve ser afastado das quadras – por tempo indeterminado – para passar por uma bateria de exames e ser acompanhado por um médico contratado pela liga. Só após ser aprovado nesses exames, o atleta é liberado para jogar. No caso de Anthony Davis, ele foi atingido involuntariamente no rosto pelo próprio companheiro (Austin Rivers), mas sem maiores consequências. O ala-pivô só não está jogando porque a liga não permite.

OBS 2: Parece que o Anthony Davis terá condição de jogo nesta sexta-feira, contra o Bobcats. Aí está uma bela notícia dentro de um post nada animador, não é mesmo?

Para terminar este texto amargo, é preciso salientar que a nossa campanha é 2-2 e que não há necessidade de uma “caça às bruxas”. A equipe que jogou ontem acabou entrando para a História da franquia – mas de forma negativa -, com os míseros 62 pontos. Aconteceu, não há como voltar atrás e o melhor a se fazer agora é caminhar para frente. O Hornets ainda tem 78 jogos aí para encarar. O jeito é esquecer o que passou e olhar adiante. GO HORNETS!!!

No vídeo abaixo, os highlights da derrota dos zangões:

* Clique aqui e leia o pós-jogo do blog At The Hive (em inglês)

* HORNETS VS BOBCATS: O próximo duelo dos zangões acontece nesta sexta-feira (09/11), às 23h (horário de verão – Brasília), contra o time de Charlotte, na New Orleans Arena. É hora de voltarmos a vencer em casa, vocês não acham? Eu acho.

* AS SURPRESAS!: Demorou mais que o previsto, mas eu fui soltando as atualizações aos pouquinhos, via Twitter e Facebook do BH. Confiram aí a História, o Elenco, os Destaques e os Calouros do Hornets (todos atualizados!). E comentem, né? Obrigado.

* SÁBIA FRASE: Nada como um dia após o outro…

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LEITURAS RECOMENDADAS # 3

Feliz na Louisiana, Monty Williams já planeja o futuro do Hornets

* Por Lucas Ottoni

Já faz um tempinho que o New Orleans Hornets entrou de férias, e as notícias acerca da equipe são cada vez mais escassas. É o famoso período de entressafra dos zangões. No entanto, como eu sou um cara chato e persistente, acabei catando algumas informações interessantes para vocês. Confiram aí:

Los Angeles Clippers teria interesse no técnico Monty Williams

Monty mantém os “pés no chão” em relação ao draft (em inglês)

Hornets segue em busca de novos talentos (em inglês)

Lance Thomas treinará com a seleção olímpica (em inglês)

Hornets participará da NBA Summer League 2012 (em inglês)

Satisfeito em New Orleans, Monty Williams não entra em polêmica sobre a mudança do nome da franquia (em inglês)

Hornets foi o segundo time mais afetado por lesões (em inglês)

Ok, eu sei que ninguém aqui é obrigado a entender o idioma inglês. É para isso que existe o tradutor do Google. É só jogar o texto nele e passar para o português. Boa leitura!

* DRAFT 2012: Ainda falaremos muito sobre isso nas próximas semanas. Sorteio, prospectos, prováveis escolhas, o efeito dessas escolhas sobre a equipe do Hornets, a possibilidade de troca dessas escolhas, etc. Tudo está bem guardadinho na nossa pauta. Aguardem!

* SUGESTÃO: De acordo com o site HoopsWorld, o Philadelphia 76ers estaria disposto a negociar o bom ala Andre Iguodala no próximo verão americano. Eu acredito que ele seria um encaixe bem interessante para o time do Hornets. Temos Jarrett Jack, Trevor Ariza e Emeka Okafor como possíveis moedas de troca. E aí? O que vocês acham? Dá para pensar em algo? Opinem lá nos comentários…

ALL-STAR GAME: OS INDICADOS

Clique nesta imagem e escolha os jogadores do New Orleans Hornets!

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Eu já havia dado a deixa na sessão Ferroadas do post de ontem, mas resolvi destacar aqui a indicação dos jogadores do New Orleans Hornets para o All-Star Game 2012, que acontecerá no dia 26 de fevereiro, no Amway Center, em Orlando. As feras do nosso time que fazem parte da lista de votação aberta ao público são o ala-armador Eric Gordon, o ala-pivô Carl Landry e os pivôs Chris Kaman e Emeka Okafor. Vamos dar uma força para eles? Qualquer um pode votar! É só entrar no site da NBA, se cadastrar (é rapidíssimo) e escolher o seu quinteto favorito no Oeste, e também no Leste. Clique na imagem acima e comece logo!

OBS: Restam 25 dias para participar, antes que as votações sejam encerradas. Até lá, você pode escolher os seus quintetos de 24 em 24 horas, isto é, uma votação por dia. Quer dizer, dá para votar todos os dias! E então? Vamos escolher os jogadores dos zangões? Conto com a participação do pessoal que acompanha o Brazilian Hornet, hein?

Eu acabei de escolher os meus quintetos, mas vou seguir votando em outros (sempre com os jogadores do Hornets) nos próximos dias. Aqui estão os jogadores que eu selecionei na minha primeira votação:

ARMADORES: Eric Gordon (New Orleans Hornets) e Marcus Thornton (Sacramento Kings). BH: O Gordon é o ídolo do meu time, não poderia ficar fora, né? Sobre o Thornton, resolvi dar aquela força a um velho conhecido.

ALAS: Carl Landry (New Orleans Hornets) e LaMarcus Aldridge (Portland Trail Blazers). BH: A garra do Landry tem me enchido os olhos. E o Aldridge já deveria ter participado do All-Star Game do ano passado. Joga muito.

PIVÔ: Chris Kaman (New Orleans Hornets). BH: É pivô do Hornets. Não há motivo melhor que esse. Na minha próxima votação, escolherei o Okafor, só para alternar um pouco.


ARMADORES:
 Derrick Rose (Chicago Bulls) e Ray Allen (Boston Celtics). BH:O Rose é um monstrinho (no bom sentido, joga muito!). Além disso, ele parece ser um cara tranquilo, sem aquele ego enorme de certas estrelas que se julgam acima do bem e do mal. Já o Allen é um dos jogadores que eu mais curto. O meu time já foi vítima dele, tantas e tantas vezes, mas não consigo deixar de admirar sua qualidade em quadra.

ALAS: Danny Granger (Indiana Pacers) e Andrea Bargnani (Toronto Raptors). BH: O Granger é um jogador bem completo, sobretudo no ataque. Sempre gostei do jogo dele. E o Bargnani… Bem, o que posso dizer? Finalmente, um italiano bom de cesta!

PIVÔ: Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers). BH: Eu não podia deixar de escolher um brasuca. Nem acho o Varejão esse jogador todo, mas ele é brasileiro, né? Isso já valeu o voto.

Pronto, esses foram os meus quintetos escolhidos. Claro que, nas próximas votações, eu farei algumas mudanças (menos em relação aos jogadores do Hornets, sempre com três). Gosto de feras como Kevin Durant, Blake Griffin, Darren Collison, Russell Westbrook, Dwight Howard, Joe Johnson, Dirk Nowitzki, e por aí vai. Chris Paul? David West? Ah, eu estou dando um tempo desses caras…

O importante é tentarmos conseguir, pelo menos, colocar um jogador do Hornets no All-Star Game. É difícil? Muito improvável. Mas façamos a nossa parte: contribuir e votar, só isso. E eu ainda sonho com o Eric Gordon beliscando uma vaguinha na reserva do Oeste (os reservas são escolhidos pelos treinadores dos 30 times que integram a NBA). Quem sabe?

Ah, e antes que eu me esqueça… Hoje tem jogo! Os zangões estarão em quadra, às 23h (de Brasília), para o duelo contra o Denver Nuggets, do brasileiro Nenê (que, machucado, não deve atuar). A bola subirá na New Orleans Arena. E, claro, só a vitória interessa!

* New Orleans Hornets Brasil: a prévia do jogo

 
 FERROADAS

* DESFALQUE: O ala Trevor Ariza segue afastado do time e não enfrentará o Denver Nuggets, logo mais. Ele ainda sente dores na virilha e já havia desfalcado o Hornets na última quarta-feira, na derrota para o Philadelphia 76ers. O jovem Al-Farouq Aminu deve ser, novamente, o substituto de Ariza. Boa sorte para o garoto! Torceremos por ele!

* COMUNICADO: O pós-jogo do duelo contra o Denver sairá apenas neste domingo, com um pequeno atraso, no Brazilian Hornet. Como na madrugada de sábado para domingo (08/01), o Hornets também enfrentará o Dallas Mavericks (nosso segundo back-to-back na temporada), o pós-jogo no BH será duplo (falando um pouco sobre as duas partidas). O motivo? Tenho alguns compromissos e não poderei me dedicar ao blog no sabadão. Mas, hoje, contra o Nuggets, estaremos enviando normalmente informações sobre a partida, via Twitter. É só acompanhar. Um bom fim de semana para todos! Até mais!

*** DE ÚLTIMA HORA!!!: Notícia terrível para o Hornets. O ala-armador Eric Gordon será desfalque por mais duas ou três semanas. Ele, que havia retornado ao time na derrota de quarta-feira, para o Philadelphia 76ers, agravou a lesão sofrida no joelho direito (na estreia dos zangões, contra o Suns). O local apresenta inchaço, e o jogador já está cortado da partida de hoje, contra o Nuggets. O italiano Marco Belinelli deve substituir Gordon, durante esse período. O que eu posso dizer? Lamentável, absolutamente lamentável. Semanas duras, muito duras pela frente…

PECANDO EM MOMENTOS CRUCIAIS

Landry vs Hawes: ambos foram bem, mas o visitante riu por último

* Por Lucas Ottoni

Pense em um time que vai para o último período de uma partida vencendo por 73 a 67. Pensou? Ok. Agora, pense em um time que cede a virada ao adversário em apenas dois minutos desse mesmo último período: 73 a 74. É isso mesmo, em apenas dois minutos. Para terminar o raciocínio, pense em um time que leva uma cipoada de 34 a 20 nesse mesmo último período e perde o seu 4º jogo consecutivo na temporada 2011-12 da NBA. Aí está o New Orleans Hornets (2-4). Os zangões pecaram nos minutos finais e perderam, em casa, para o Philadelphia 76ers (3-2), por 101 a 93. Vale lembrar que, na partida anterior, contra o Utah Jazz, a mesma coisa aconteceu: muitas falhas nos momentos decisivos, e derrota em Salt Lake City. O Hornets é um time a ser lapidado. Quanto a isso, não resta a menor dúvida. Muitos erros devem ser trabalhados, e, como não há tempo suficiente, o jeito é tentar corrigi-los dentro dos próprios jogos. Por isso, a nossa equipe vem batendo cabeça, apanhando e (eu espero) aprendendo. É preciso ter paciência e seguir confiando no trabalho implantado pelo técnico Monty Williams.

O que me deixou realmente decepcionado, nesse jogo de ontem, foi a postura da defesa do Hornets no último quarto. Frouxa, sem intensidade, permitindo que o bom armador Jrue Holiday fizesse a festa na linha dos três pontos e abrisse larga vantagem no placar, a favor do Sixers. Quer dizer, marcação de perímetro? Nenhuma. Resultado: 34 a 20, e a primeira vez que os zangões sofrem mais de 100 pontos na temporada. O Monty Williams, um entusiasta da defesa, também deve ter ficado bastante aborrecido (eu espero) com o que viu no derradeiro período. O Hornets, praticamente, entregou o jogo para o adversário, e, mais uma vez, as alterações no time não surtiram o efeito esperado nos momentos finais. O jeito é seguir trabalhando…

Eric Gordon voltou com boa atuação

O Hornets começou a partida com o seguinte quinteto: Jarrett Jack, Eric Gordon, Al-Farouq Aminu, Carl Landry e Emeka Okafor. Você pode notar duas novidades nessa escalação. Sim, o Eric Gordon voltou! E voltou jogando bem (embora tenha caído um pouco de rendimento no segundo tempo): 22 pontos, 6 rebotes, 3 roubos e 2 bloqueios, em 39 minutos. E a outra novidade foi o ala Aminu, que iniciou o jogo substituindo o lesionado Trevor Ariza (virilha). Olhem, o Aminu é tão “cru”, mas tão “cru”, que chega a dar arrepios quando a bola está nas mãos do garoto. Precisa ser muito, muito trabalhado antes de receber um tempo maior em quadra ou iniciar partidas com a camiseta do Hornets: 19 minutos, 4 rebotes e nenhum pontinho. Já o Jack e o Landry foram bem e vêm mostrando que serão importantes para o desenvolvimento desse time, ao longo da temporada. E o nosso pivô, Emeka Okafor, é o de sempre: decente na defesa, mas sem a menor inspiração no ataque. Da turma que saiu do banco, destaque apenas para o pivozão Chris Kaman (apesar do pouco entusiasmo defensivo), com seus 10 pontos e 8 rebotes, em 24 minutos.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida

Para terminar, eu gostaria de falar sobre o Emeka Okafor. Todos os que conversam comigo sobre o time do Hornets sabem que eu nunca fui (e nunca serei) um fã do basquete do Okafor. Ele é um atleta com uma disposição defensiva grande, sabe defender, pega seus rebotes e distribui seus bloqueios, ok. Contudo, um cara que recebe U$ 12,5 milhões / ano não pode ser jogador de uma nota só. A verdade é que o Okafor é fraquíssimo ofensivamente. Talvez seja o único pivô titular da NBA que passa um jogo inteirinho sem enterrar. É muito “soft”, quando o assunto é ataque. Pivô de gancho e bandeja. Isso mesmo. Seu arsenal ofensivo é tão limitado, que a gente torce para o Okafor passar a bola, mesmo quando está embaixo da cesta. Sem contar o fato de que ele é péssimo na linha de lances livres (nessa temporada, o seu aproveitamento é de apenas 50% de acertos em FT). Na realidade, se o Okafor fosse minimamente bom no ataque, ele seria um dos pivôs mais dominantes da NBA. No entanto, ele está beirando os 30 anos de idade e, durante todo esse tempo, não evoluiu em nada o seu jogo ofensivo. E, com o belo salário que recebe (mesmo que salário de pivô seja inflacionado), eu acho que ele tinha que mostrar bem mais do que vem mostrando. É o meu candidato número 1 para ser trocado pelo Hornets, em um futuro próximo.

* Veja o pós-jogo do blog New Orleans Hornets Brasil

Ah, e antes que eu me esqueça, aqui estão os números do Okafor (diante do Sixers): 5 pontos, 7 rebotes, 1 roubo e 2 bloqueios, em 27 minutos. Na minha opinião, muito pouco para um cara que recebe mais de U$ 1 milhão por mês. É como um parceiro meu diz: “A equipe que tomar 20 pontos do Okafor pode fechar as portas”. Brincadeiras à parte, o ímpeto ofensivo do Emeka é realmente decepcionante. E o pior: em quase três anos de Hornets, ele não mostrou nenhuma evolução nesse aspecto. Jogador defensivo. De uma nota só.

No vídeo abaixo, alguns highlights da derrota dos zangões:

OBS: Antes das Ferroadas, eu gostaria de agradecer ao pessoal que vem comentando direto e dando força e audiência ao Brazilian Hornet. A participação e o companheirismo de vocês é que me dão força para seguir com este espaço. Muito obrigado!


 FERROADAS

* HORNETS VS NUGGETS: Os zangões voltarão à quadra, nesta sexta-feira (06/01), às 23h (de Brasília), contra o Denver, do brasileiro Nenê (que, machucado, não deve atuar). O jogo acontecerá na New Orleans Arena. Será a sétima partida da equipe da Louisiana, na atual temporada. E só a vitória interessa!

* ALL-STAR GAME: O Hornets já tem os seus indicados para a votação do público. São eles: Eric Gordon, Emeka Okafor, Carl Landry e Chris Kaman. Para votar nos quatro e colocar os zangões no Jogo das Estrelas, é só clicar aqui. O evento ocorrerá entre os dias 24 e 26 de fevereiro, em Orlando.

* DE MOLHO: O ala-armador Xavier Henry, novo reforço do Hornets, já apareceu sentado no banco de reservas do time, ontem, contra o Sixers. Só que de terno. É que o jogador se recupera de uma entorse no tornozelo direito e  volta a jogar apenas em duas semanas. Até lá, espero que a equipe já esteja mais acertada e com melhores resultados. Eu sou um eterno otimista.

UM TIME CHAMADO BUCCANEERS

A logo do New Orleans Buccaneers

*Por Lucas Ottoni

Noite de jogo, amigos! O New Orleans Hornets volta à quadra, logo mais, para a sua sexta partida na temporada 2011-12 da NBA. O adversário é o perigoso Philadelphia 76ers, e a bola subirá na New Orleans Arena, às 23h (de Brasília). Espero que, com o provável retorno do ala-armador Eric Gordon, os zangões interrompam a série de três derrotas consecutivas. Ok, mas este post aqui vai destacar um outro assunto, uma outra época, uma outra liga, um outro time. Talvez você nunca tenha ouvido falar, mas, em meados da década de 1960, existiu, na terra do jazz, uma equipe de basquetebol profissional chamada New Orleans (depois Louisiana) Buccaneers. Os Bucaneiros (traduzindo o nome para o nosso idioma) jogavam no campeonato promovido pela ABA (American Basketball Association), uma espécie de liga rival da NBA naqueles tempos.

ABA: uma liga diferente

Falando sobre a ABA, essa liga foi fundada em 1967, contava com 11 times e era voltada para um basquetebol mais ofensivo, com algumas regras que a diferenciavam de sua rival, a NBA. Por exemplo, nos jogos da ABA, o tempo de ataque permitido a uma equipe era de 30 segundos, diferente dos 24 usados (até hoje) na NBA. E foi na ABA que surgiram os primeiros arremessos da linha de três pontos, algo que revolucionou o basquete. Além disso, a bola utilizada nessa liga era toda colorida, uma mistura de vermelho, branco e azul. Bastante diferente da consagrada bola laranja, não é? Essas discrepâncias colocaram a ABA como uma alternativa mais exuberante para os fãs de basquete. Contudo, apesar do número crescente de torcedores, essa liga “rebelde” acabou não se sustentando. A falta de um contrato televisivo de proporções nacionais e as grandes perdas financeiras significaram o fim da linha. Em 1976, menos de uma década após sua criação, a ABA se fundiu à NBA.

Então, o New Orleans Buccaneers era um desses 11 times que integravam a ABA, em 1967.  O símbolo da equipe era um pirata (o bucaneiro) quicando uma bola e segurando um facão (conforme pode ser visto na imagem lá em cima), e o proprietário da franquia, na verdade, era um grupo formado por sete investidores. Na camiseta, a abreviação “Bucs” aparecia em destaque, e os uniformes apresentavam as cores da ABA (azul, vermelho e branco). O Buccaneers jogava na Divisão Oeste da ABA e mandava seus jogos em uma arena chamada Loyola Field House, com uma média de pouco mais de 2 mil torcedores por partida (em seu último ano na Louisiana, o time jogou no Tulane Gym, atual Fogelman Arena).

Em sua primeira temporada, 1967-68, a equipe terminou na liderança da Divisão Oeste, com 48 vitórias e 30 derrotas. Na final da divisão, derrotou o Dallas Chaparrals, em cinco jogos (4 a 1), e sagrou-se campeão do Oeste da ABA. Na grande decisão do campeonato, o Buccaneers chegou muito perto do título da liga, mas acabou derrotado pelo Pittsburgh Pipers, por 4 a 3, em uma série duríssima de sete jogos. Um dos destaques daquele time do Buccaneers era o armador Larry Brown, hoje renomado técnico da NBA.


Após o belo ano de estreia, o Buccaneers existiria por apenas mais duas temporadas. Em 1968-69, o time fez outra boa campanha na Divisão Oeste, terminando na segunda colocação, com 46 vitórias e 32 derrotas. A média de público nos jogos da equipe aumentou para quase 3 mil fãs. Liderado por Red Robbins e Steve Jones, o Buccaneers avançou novamente às finais da Divisão Oeste. No entanto, dessa vez, caiu diante do Oakland Oaks (novo time de Larry Brown), por incontestáveis 4-0.

Na temporada 1969-70, o Bucs obteve 42 vitórias e 42 derrotas. Isso colocou o time em quinto lugar (último) na já altamente competitiva Divisão Oeste, deixando o Buccaneers fora dos playoffs. Os jogos do time apresentaram média de 2.599 torcedores (em casa).

* Confira aqui os três elencos completos do Buccaneers

Já em 1970-71, a franquia teve seu nome rebatizado e se tornou Louisiana Buccaneers. A ideia era realizar jogos por todo o Estado, atuando em lugares como Shreveport, Lafayette, Monroe e Baton Rouge, além de New Orleans. Como a maioria das equipes da ABA, o Bucs não era forte financeiramente, e, por isso, esperava-se que o plano de tornar a franquia “regional” pudesse dar certo e gerar mais renda aos cofres do time. No entanto, o fim do Louisiana Buccaneers foi decretado em 21 de agosto de 1970. Sufocada por problemas financeiros, a franquia acabou comprada por um novo proprietário e, dez dias depois, foi transferida para Memphis, Tennessee, recebendo o nome de Memphis Pros.

CP3, com um belo uniforme do Bucs

Atual time de basquete profissional da cidade de New Orleans, o nosso Hornets já se tornou Buccaneers, em algumas ocasiões. Deixa eu explicar: em 10 de dezembro de 2008, em um jogo contra o Charlotte Bobcats, os zangões reviveram (pela primeira vez) o Buccaneers e jogaram com uniformes idênticos aos da temporada 1967-68. O intuito ali era relembrar os 40 anos da criação daquele time. Muitos torcedores do Hornets também estavam vestidos com roupas do Bucs, um vídeo com os antigos destaques da equipe foi mostrado ao longo da partida, e alguns jogadores e treinadores daquela época foram homenageados no intervalo. O Hornets acabou derrotando o Bobcats, por 105 a 89. Após a novidade, o Hornets atuou com o uniforme do Buccaneers em apenas mais três oportunidades (sinceramente, não me recordo de outras):

16/01/2009: derrota para o Cleveland Cavaliers (78 a 92)

28/01/2009: vitória sobre o Denver Nuggets (94 a 81)

27/02/2009: vitória sobre o Milwaukee Bucks (95 a 94)

Um saldo de 3 vitórias e 1 derrota não é nada mal. De repente, seria uma ótima ideia revivermos esses uniformes do Bucs nessa temporada 2011-12, não é mesmo? Um pouquinho de superstição não faz mal a ninguém. Principalmente, quando o retrospecto é positivo.

* Clique aqui e saiba mais sobre o Buccaneers (em inglês)

OBS: Quando estive na loja do Hornets, na New Orleans Arena, em 2010, eu peguei uma camiseta do Bucs, olhei para ela e pensei: “Compro, ou não compro?”. Não comprei. E esse é um dos arrependimentos que tenho até hoje.


 FERROADAS

* NOVO REFORÇO: O New Orleans Hornets acaba de contratar o ala-armador Xavier Henry, 20 anos, do Memphis Grizzlies. Para ceder Henry aos zangões, a franquia do Tennessee recebeu uma escolha de segunda rodada no draft de 2013 e a repassou ao Philadelphia 76ers, em troca do pivô Marreese Speights, em uma negociação envolvendo as três equipes. O Sixers ficou com duas escolhas de segunda rodada. Henry está em seu segundo ano na NBA e ainda não jogou nenhuma partida na atual temporada. Ele fez 38 jogos em 2010-11, com média de 7.8 pontos. Foi adquirido pelo Grizzlies, na 12ª escolha do draft de 2010. E eu acho que o Trey Johnson vai rodar…

* New Orleans Hornets Brasil: a prévia do jogo (contra o Sixers)

* DÚVIDA E CERTEZA: A participação do ala-armador Eric Gordon no jogo de daqui a pouco, contra o Sixers, ainda é um ponto de interrogação. Ele se recupera de uma lesão no joelho direito e tem chance de retornar ao time. Já o ala Trevor Ariza está mesmo fora da partida de hoje. Ele sente dores na virilha e deve ser substituído por Al-Farouq Aminu (mas eu não descartaria o Belinelli). Se o Gordon não jogar…