A VIRADA NO FIM DE SEMANA: 2-1

Greivis Vasquez liderou o Hornets e anotou 18 pontos na vitória sobre o Bulls

* Por Lucas Ottoni

Na última quarta-feira, o New Orleans Hornets iniciou a temporada 2012-13 da NBA jogando muito bem, mas acabou derrotado em casa pelo fortíssimo San Antonio Spurs. Só que bastou um fim de semana para que o registro de 0-1 se transformasse em 2-1. Mantendo o bom nível da estreia, os zangões superaram o Utah Jazz e o Chicago Bulls para saírem vitoriosos de seu primeiro back-to-back (jogos em dias consecutivos) no campeonato. Eu vou falar rapidamente sobre ambos os triunfos fazendo uma análise geral a respeito do time nas duas partidas. Então, vamos lá

Na última sexta-feira (02/11), o Hornets recebeu o Utah Jazz e teve de cortar um dobrado para arrancar a vitória na New Orleans Arena: 88 a 86. O jogo seguiu equilibrado até o fim, com as duas equipes se alternando no placar. Os zangões não faziam uma boa marcação no perímetro, o que possibilitava os arremessos de três pontos muitas vezes certeiros do ala Gordon Hayward e do ala-armador Randy Foye (até o ala-pivô Paul Millsap acertou um chute de longe que quase nos complicou!). Além disso, o time do Jazz apanhou alguns rebotes ofensivos que poderiam ter definido o confronto. Mesmo com as dificuldades impostas por um adversário com jogadores mais altos, o Hornets se superou e conseguiu arrancar o resultado na base da raça. A poucos segundos do fim, as equipes empatavam em 86 a 86, quando o armador venezuelano Greivis Vasquez arquitetou uma linda jogada e finalizou com precisão para nos dar o primeiro triunfo em 2012-13. Confiram – no vídeo abaixo – o lance que decidiu o duelo a nosso favor:

Além da cesta vitoriosa de Vasquez, outro fato que chamou a atenção foi a saída do ala-pivô Anthony Davis ainda no primeiro tempo da partida. Ele recebeu uma cotovelada involuntária do companheiro Austin Rivers, colocou as mãos no rosto e foi para o vestiário com suspeita de concussão. Não voltou. E o Hornets teve de arrancar a vitória sem o seu jogador mais talentoso: 1-1.

Os nossos destaques diante do adversário de Salt Lake City foram o armador Greivis Vasquez (duplo-duplo, com 13 pontos e 10 assistências), o ala-pivô Ryan Anderson (19 pontos e 6 rebotes), o pivô Robin Lopez (19 pontos e 7 rebotes) e o ala Al-Farouq Aminu (15 pontos, 8 rebotes e 2 roubos).

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida contra o Jazz

Um dia depois (03/11), lá em Chicago, o Hornets se apresentou sem Anthony Davis diante do – até então invicto – Bulls. A equipe da casa vinha de uma vitória expressiva sobre o promissor Cleveland Cavaliers na noite anterior (115 a 86), e muitos pensavam que os zangões seriam apenas a próxima vítima. Ledo engano. Atuando em um ritmo fortíssimo no início da partida, o Hornets logo abriu 10 a 2 no placar. No entanto, os pedidos de tempo técnico do treinador Tom Thibodeau surtiram efeito, o Bulls equilibrou o duelo e conseguiu virar o marcador no 2º quarto. Só que dois arremessos certeiros do armador Greivis Vasquez da linha dos três pontos deixaram o Hornets em vantagem antes do intervalo: 46 a 44.

No segundo tempo, os visitantes conseguiam se manter na frente ao longo da partida, e o Bulls não encontrava um jeito para reagir. E assim foi até o fim. O Hornets obteve uma surpreendente vitória, lá dentro de Chicago: 89 a 82. É certo que o Bulls não contou com o seu principal jogador, o armador Derrick Rose, que está lesionado. Mas a equipe da Louisiana também não tinha Anthony Davis e Eric Gordon. E então? Qual foi o segredo para a nossa vitória? Simples, uma defesa fortíssima. Conhecido por armar sistemas defensivos eficientes, o técnico do Bulls, Tom Thibodeau, provou de seu próprio veneno diante dos zangões. Dessa vez, quem brilhou foi o treinador Monty Williams, e o Hornets limitou o rival a apenas 33% de suas tentativas de arremessos. O trio de grandalhões formado por Robin Lopez, Ryan Anderson e Jason Smith se alternava defendendo o nosso garrafão com muita competência, enquanto o armador Greivis Vasquez e o ala Al-Farouq Aminu davam poucos espaços para os “chutes” de longa distância. E o mais interessante é que todos também contribuíram no ataque – como vocês podem reparar no parágrafo abaixo. Portanto, o Hornets venceu jogando um basquete muito solidário: 2-1.

No vídeo abaixo, os highlights da vitória dos zangões em Chicago:

Os nossos principais destaques diante do Chicago Bulls foram o armador Greivis Vasquez (18 pontos e 6 assistências) e o ala-pivô Ryan Anderson (duplo-duplo, com 12 pontos e 13 rebotes), além dos gigantes Robin Lopez e Jason Smith (ambos com 16 pontos – Lopez também anotou 4 bloqueios).

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida contra o Bulls

É claro que nós ainda temos uma longa jornada pela frente, e que os altos e baixos irão acontecer. Afinal, assim é a NBA. Mas o time do Hornets vem jogando muito bem e deixando uma excelente impressão nesse início de temporada. Não há vaidades, e os caras acreditam mesmo no que estão fazendo. Que continuem assim! GO HORNETS!!!

* ANTHONY DAVIS: Após deixar o jogo no primeiro tempo contra o Jazz, ele não enfrentou o Bulls e deve ficar mais alguns jogos afastado. O ala-pivô do Hornets está com suspeita de ter sofrido concussão, e a nova política da NBA para esses casos prevê que o atleta precisa passar por uma bateria de exames afim de provar que o problema não retornará. Assim sendo, Davis não está liberado para voltar a jogar e precisa do aval de especialistas da liga. O jeito é aguardar um desfecho rápido para isso, pois o craque faz muita, muita falta ao nosso time. Aliás, o técnico Monty Williams não gostou nada da notícia…

* ERIC GORDON: De 4 a 6 semanas afastado. O motivo? “Algum tipo de problema” no joelho operado. Ele disse que precisa fortalecer e reabilitar o local (ora, será que não poderia ter feito isso nas férias?), mas nada é muito claro. Enfim, o fato é que o cara está fora de ação até meados de dezembro. E o comprometimento dele com o time? É outro ponto que também não está claro. Nem um pouco.

* AUSTIN RIVERS: O garoto é talentoso e infiltra bem. Contudo, não pode jogar como armador (ainda). Ele não sabe cadenciar o jogo, se afoba em muitos lances e tem sentido enorme dificuldade ao encarar o basquete profissional. Só para resumir, o filho do Doc está cru para a NBA. Mãos à obra, sr. Monty…

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JORNADA RUMO AO SUCESSO

* Por Lucas Ottoni

A frase que ilustra o título deste post eu peguei emprestada do amigo Kaio Kleinhans, do blog New Orleans Hornets Brasil. Em um comentário deixado aqui no BH, o cara mandou bem e escreveu o seguinte: “… poderiamos ter ganho (do Spurs), mas esse foi apenas o primeiro passo, de uma longa jornada, ate o sucesso“. Mais perfeito que isso, impossível. A frase retrata exatamente o momento do Hornets. Somos um time que está trabalhando e que não poupará esforços para melhorar e atingir um alto nível. A caminhada está apenas começando, mas as projeções são as melhores possíveis. Aliás, para corroborar com a frase do Kaio e o momento do time, nada melhor que o vídeo bacana ali de cima. Confiram lá, pois vale a pena!

Daqui a pouco, às 22h (horário de verão – Brasília), o Hornets volta à quadra para a sua segunda partida na temporada 2012-13 da NBA. A nossa rapaziada irá enfrentar o Utah Jazz, na New Orleans Arena. Os visitantes estrearam com vitória no campeonato (sobre o Dallas Mavericks) e estão motivados. Contudo, se repetirmos a boa atuação que tivemos diante do Spurs, o 1-1 será inevitável. GO HORNETS!!!

* Clique aqui e leia o pré-jogo (com enquete) do blog New Orleans Hornets Brasil

OBS: No post de ontem, eu disse que teríamos uma surpresa para vocês hoje. Na verdade, a surpresa ainda não chegou, mas está a caminho. Eu irei anunciá-la no Twitter do BH a qualquer momento. Fiquem ligados!

LEITURAS RECOMENDADAS # 5

Passado e futuro: Tyson Chandler e Anthony Davis

* Por Lucas Ottoni

Os Jogos Olímpicos de 2012 já são página virada, e o nosso blog está aí de volta para alegrar a vida de vocês, torcedores dos zangões em todo o Brasil (quantos seriam?). O fato é que o noticiário do New Orleans Hornets tem estado morno, bem morno, quase gelado. Depois das contratações de Robin Lopez, Hakim Warrick e Roger Mason Jr., nada de muito impressionante aconteceu lá pelos lados da Louisiana. Então, após um belo garimpo, eu consegui reunir algumas coisinhas para o pessoal ler e se manter minimamente informado a respeito do nosso amado time. Confiram aí:

Anthony Davis (19 anos) é o jogador mais jovem da história do basquete americano a ganhar o ouro olímpico (em inglês)

Como a experiência olímpica de Anthony Davis poderá beneficiar o New Orleans Hornets (em inglês)

Pivô Dwight Howard se torna mais um obstáculo para o Hornets na Conferência Oeste (em inglês)

Ex-armador David Wesley comentará as partidas do New Orleans Hornets na TV (em inglês)

Recém-contratado, Roger Mason Jr. espera se tornar um líder para o jovem elenco dos zangões (em inglês)

Chicago Bulls contrata executivo que era do Hornets (em inglês)

Ryan Anderson, ala-pivô do Hornets, interessava ao Utah Jazz

Ok, eu sei que ninguém aqui é obrigado a entender o idioma inglês. É para isso que existe o tradutor do Google. É só jogar o texto nele e passar para o português. Boa leitura!

* CALENDÁRIO 2012-13: A NBA já divulgou as datas, locais e horários dos jogos do Hornets na próxima temporada. A nossa estreia acontecerá no dia 31 de outubro, contra o San Antonio Spurs, na New Orleans Arena. Veja tudo aqui.

OBS: Em breve, colocaremos o link com a nova programação no ícone do calendário aí na direita.

* PENDÊNCIAS: Retrospectiva dos pivôs, Eric Gordon na agência livre, os calouros do Hornets… Nada disso foi esquecido. Está tudo na nossa pauta, ok?

* New Orleans Hornets Brasil: quem foi o grande vencedor da FA?

* CAMISETA DO DAVIS: Ainda continuamos tentando viabilizar tal peça (e que peça!) para podermos estrear uma promoção bem bacana aqui no BH. Está complicado, mas a luta continua!

O ASSASSINATO DOS ZANGÕES

* Por Lucas Ottoni

Sexta-feira, 13 de abril de 2012. A compra do New Orleans Hornets pelo bilionário Tom Benson encheu os fãs dos zangões de otimismo em relação ao futuro da nossa amada equipe. De lá para cá, as notícias têm sido as melhores possíveis: a franquia permanecerá na Louisiana, a New Orleans Arena será remodelada, o NBA All-Star Weekend de 2014 acontecerá na cidade, haverá investimento na montagem de um time forte e competitivo, etc. Uau! O futuro tende a ser muitíssimo promissor, não é mesmo? Agora, pegue essas magníficas notícias e imagine que a franquia Hornets não estará viva a tempo de desfrutá-las… É isso mesmo, meus amigos. Junto com o Tom Benson e o seu pacote de promessas veio a ideia de mudar o nome, a logomarca e as cores dos zangões! O famoso rebrand, como eles gostam de dizer lá nos EUA. E o pior: os torcedores locais, lá de New Orleans, apoiam esse plano com um tremendo entusiasmo e já planejam nomes, logos e uniformes para o “novo time” que surgirá na terra do jazz (no nosso post anterior, vocês viram algumas dessas “belezinhas”). A justificativa para o tal rebrand é a seguinte: o Benson – que agora é o “rei da cocada preta” – não gosta do nome “HORNETS” e quer um que tenha mais a ver com a cidade de New Orleans. Pensamentos desse tipo me levam a uma constatação bastante entristecedora: é inacreditável que alguns donos de franquias da NBA ainda enxerguem as suas equipes como algo meramente local. Eles restringem os seus próprios negócios e não entendem que possuem em mãos uma coisa que desperta paixões em fãs do mundo inteiro. O Hornets é uma equipe de dimensão internacional, e é absolutamente lamentável que o Tom Benson não enxergue isso. Essa visão simplória e obtusa acabará sendo a responsável pelo assassinato dos zangões!

Mensagem deixada pelos fãs italianos

Eu não vou usar este post para ficar contando a longa caminhada que eu tenho como um fã internacional do Hornets (quem tiver interesse, é só clicar aqui), mas é importante destacar que esse time não nasceu ontem. Já são quase duas décadas e meia de estrada, sendo que a franquia está na Louisiana há praticamente dez anos. E dez anos não são dez dias. Antes de pensar em acabar com tudo o que me fez seguir essa equipe, a história deveria ser considerada. Até onde eu sei, além do Brasil, o Hornets possui fãs em países como Austrália, Itália, Argentina, Suíça, China, Portugal, Espanha, México e Alemanha. E deve haver muitos outros espalhados pelo globo. Fãs de longa data, fãs que sempre foram Hornets e que sempre acompanharam o time ao longo dos anos, estivesse ele em Charlotte ou em New Orleans. Fãs que pagam League Pass, que encomendam camisetas e outros produtos oficiais, que juntam dinheiro para viajar e ver os jogos nos EUA, ou que simplesmente viram noites torcendo na frente da TV ou do computador. E agora querem arrancar isso de nós. Querem assassinar uma das nossas paixões sob a alegação estapafúrdia de que o Hornets nada tem a ver com New Orleans. Como não tem? E os quase dez anos em que as cores dos zangões honraram essa cidade? Isso não conta? E o fato de o nome “JAZZ” ter tudo a ver com New Orleans? Evitou que a franquia se transferisse para Utah nos longínquos anos 70 e por lá permanecesse até hoje? Pois é…

* Veja aqui o texto do blog New Orleans Hornets Brasil sobre o rebrand

Eu poderia ficar aqui citando outros exemplos que tornariam essa ideia de rebrand uma tremenda babaquice, me desculpem o termo. Mas de que adiantaria? Pelo visto, o Tom Benson está realmente determinado a mudar o nome do nosso time, e eu acho que a NBA não fará grande oposição a isso. Pode ser dentro de um ano, dois anos, sei lá… Mas parece que irá mesmo acontecer. Com os zangões sumindo de New Orleans, levanta-se a hipótese de que o Charlotte Bobcats – franquia que  definitivamente não emplacou – possa adotar o nome “HORNETS“. Aí teríamos de novo o Charlotte Hornets, não é uma beleza? Mas espere aí… Isso realmente seria o verdadeiro Hornets? Ou seria o Bobcats fantasiado de Hornets? Onde estaria a nossa história? Em Charlotte, com o “novo” Hornets, ou lá em New Orleans? Já pensaram nisso? Você, que é fã de longa data dos zangões, torceria por um Bobcats disfarçado de Hornets?

* Clique aqui e confira um texto interessante do blog Hornets247 (em inglês)

Uma dúvida cruel: Bobcats ou Hornets?

Desde que o Tom Benson comprou a franquia (em uma sugestiva Sexta-Feira 13) e disse que iria mudar o nome do time (que tal New Orleans Jasons ou New Orleans Blackcats?), esse assunto de rebrand ganhou uma repercussão enorme no mundo inteiro. A grande maioria dos torcedores internacionais do Hornets (e eu me incluo aí) não gostou nem um pouquinho da ideia e certamente vai se posicionar (ou já se posicionou) das mais diversas formas, caso o rebrand realmente se concretize. Teremos aqueles fãs mais radicais, que passarão a torcer por uma outra equipe da NBA ou que simplesmente deixarão de acompanhar a liga. Haverá também os que “voltarão” a torcer para o Charlotte Hornets, se o Bobcats resolver “se disfarçar”. E, por fim, vai ter gente que seguirá torcendo pela equipe de New Orleans, não importa que nome ou cores a franquia adote. E vocês? Em qual grupo vocês se encaixam?

* Vote nas enquetes do blog New Orleans Hornets Brasil!

Bem, eu confesso que andei pensando em todas essas situações. No início, eu fiquei indignado e estava no grupo dos radicais: “se acabarem com o Hornets, a NBA morreu para mim!”. Depois, procurei um paliativo e passei para a turma dos “BobHornets”, mas sem muita convicção. O fato é que eu ainda não havia tomado uma decisão concreta e não sabia o que fazer em relação ao provável fim do meu amado time. É simplesmente difícil imaginar que o Hornets pode sumir do mapa ou aparecer em uma outra equipe que, no fundo, não é o verdadeiro Hornets. Por que as coisas têm de ser assim? Ah, Tom Benson… Então, após muito refletir, eu acabei tomando a minha decisão (provisória): CURTIR OS ZANGÕES ENQUANTO ELES EXISTIREM E EVITAR FALAR SOBRE REBRAND, ATÉ QUE O ASSASSINATO ESTEJA CONSUMADO. Eu deixei de pensar no fim e passei a pensar no legado. E olhando por esse ângulo, eu percebi que a história do Hornets não morrerá. Eu olho para Larry Johnson, Alonzo Mourning, Muggsy Bogues, Dell Curry, Glen Rice, Vlade Divac, Eddie Jones, Paul Silas, Baron Davis, Jamal Mashburn, PJ Brown, David West, Byron Scott, Chris Paul… Isso é o que fica. Então, vamos apenas seguir em frente. É o melhor a se fazer no momento, acreditem.

OBSHoje não teremos a sessão Ferroadas e nem falaremos sobre os últimos jogos do Hornets, fato que acontecerá no nosso próximo post.

O NOVO DONO, ENFIM, CHEGOU!

Tom Benson e David Stern: a NBA passa a bola (e o Hornets) para o dono do Saints

* Por Lucas Ottoni

Na última sexta-feira (13/04), a NBA fez o anúncio que todos os fãs do New Orleans Hornets aguardavam há tempos. A nossa franquia, enfim, tem um novo proprietário: o bilionário Tom Benson, de 84 anos. Essa notícia é para ser bastante comemorada por quem torce pelos zangões, pois agora muita coisa vai mudar (para melhor) no basquete profissional de New Orleans. Quem acompanha o Brazilian Hornet desde as primeiras linhas do blog sabe o quanto eu destacava a importância de o nosso time ter um dono e de quão prejudicial era estar sendo controlado pela NBA. O Hornets era uma franquia sem autonomia nenhuma e mal vista pela imprensa, torcedores e profissionais da liga, incluindo aí os jogadores. No entanto, a aquisição da equipe pelo Tom Benson é um indicativo de que dias melhores estão a caminho para quem veste e quem torce pela nossa camiseta. Nos parágrafos abaixo, nós vamos conhecer um pouco mais o Tom Benson e os objetivos dele como proprietário dos zangões…

Nascido em New Orleans, no ano de 1927, Tom Benson construiu um império no ramo automobilístico, pode-se assim dizer. Atualmente, ele é proprietário de várias concessionárias de automóveis em New Orleans e San Antonio, no Texas. Ficou rico investindo os lucros de suas concessionárias em bancos locais, e depois partiu para a compra de pequenos bancos expandindo assim os seus negócios. Formou a Benson Financial, que ele vendeu para a Wells Fargo (multinacional americana que presta serviços financeiros em todo o mundo), no ano de 1996. Hoje em dia, Benson tem uma fortuna avaliada em U$ 1,1 bilhão e está entre as 400 personalidades mais ricas dos EUA.

Tom Benson: campeão com o Saints

Apaixonado por esportes desde muito jovem, Benson comprou o New Orleans Saints (franquia da NFL – futebol americano profissional) em 1985 e passou por períodos de altos e baixos com o time e os torcedores. Contudo, a consagração veio no dia 7 de fevereiro de 2010, quando o Saints derrotou o Indianapolis Colts e conquistou o inédito Super Bowl XLIV (título mais importante dos esportes americanos). O triunfo fez com que o bilionário se tornasse uma figura muito querida e popular para os fãs de esportes e entretenimento em New Orleans. Após o sucesso com o Saints, o próximo passo de Benson foi a aquisição da equipe de basquete profissional da cidade, o Hornets, fato que aconteceu na última sexta-feira. Por U$ 338 milhões, ele tirou os zangões das mãos da NBA e agora é o proprietário das duas grandes equipes de sua cidade natal (Saints e Hornets). Bom, e o que isso acarreta para o futuro do nosso time? Essa é uma boa pergunta, que eu tentarei responder (em parte) no parágrafo seguinte…

* Clique aqui e leia um excelente texto do site Jumper Brasil sobre o futuro do New Orleans Hornets

Como vocês devem lembrar, o antigo proprietário (e fundador do Hornets) George Shinn se declarou impossibilitado de seguir conduzindo a franquia e acabou vendendo o time para a NBA, em dezembro de 2010. Com isso, a própria liga passou a controlar o Hornets. De lá para cá, uma tempestade de indefinições fez parte do cotidiano dos zangões. Houve de tudo: risco de a equipe se mover de cidade, saída de jogadores importantes receosos quanto ao futuro da franquia, várias especulações envolvendo possíveis donos para o time (Gary Chouest, Raj Bhathal, Jamal Mashburn), etc. Durante todo esse período, o Hornets foi alvo de matérias pessimistas e muito desdém. Portanto, o primeiro efeito que eu posso notar com o surgimento de um novo dono é a modificação da imagem da franquia. Com o Tom Benson no comando, todos passam a ver os zangões com outros olhos, um pouco mais otimistas e um pouco menos brutais. Isso já é muito bom, principalmente se levarmos em conta que o Hornets está em pleno processo de reconstrução, com jovens jogadores evoluindo e duas prováveis escolhas Top 10 no próximo draft. Vale lembrar também que temos um cara talentoso como o Eric Gordon inserido nesse projeto, além do trabalho competente da dupla Dell Demps (GM) e Monty Williams (treinador). O que faltava, então, era o suporte de um dono, e o Tom Benson assumiu o leme justamente em um momento tão importante para o futuro dos zangões.

Com Tom Benson à frente, New Orleans sediará o All-Star Game de 2014

* Veja também o post do jornalista Fábio Sormani sobre a venda do Hornets  

Nos últimos três dias, eu li uma enormidade de matérias a respeito da chegada do Tom Benson e o que isso traria de bom para o Hornets. Eu procurei me informar bastante antes de escrever sobre o assunto aqui no Brazilian Hornet. Ao ser anunciado como novo proprietário do time, o Benson disse algumas coisas muito interessantes. Eu separei o principal. Vejam só…

Ambições para o time: “Meu objetivo será trazer um campeonato aqui (para o Hornets). Eu quero ganhar campeonatos e colocar multidões de 19 mil pessoas na nossa arena. Temos uma grande oportunidade. New Orleans mostrou que uma cidade de pequeno mercado torna-se grande quando se trata de esportes. Agora temos que seguir provando isso. Basta assistir. O sucesso da nossa equipe de futebol (americano) vai ajudar o nosso time de basquete a construir patrocínios corporativos. O céu é o limite“.

Investimento em estrutura: “Com a ajuda do Estado (da Louisiana), nós esperamos construir uma nova instalação para os treinamentos. Eu não gosto da idéia de treinar em um ginásio de escola (o polivalente Alario Center, em Westwego). Os jogadores não gostam disso. Nós vamos ter algo que todo mundo pode se orgulhar, assim como com os Saints. Vai ser muito emocionante… tempos excitantes. Eu adoro isso. Minha família poderia pensar que eu gasto muito dinheiro e todas essas coisas, mas eu não“.

Mudança do nome da franquia: “Precisamos encontrar um nome como Jazz. Queremos conseguir isso ou vamos usar isso, você tem que saber que estamos trabalhando nisso. Nós gostaríamos de mudar o nome amanhã. Nós não tivemos aprovação (para modificar o nome), mas não estamos deixando isso de lado, de forma alguma. Pois nós temos um bom relacionamento com o comissário (David Stern) e as pessoas em torno dele, e nós vamos estar com eles diariamente para fazer alguma coisa (a respeito do nome)“.

Benson promete investir no time

Além do que foi dito acima, o Benson enviou um recado otimista aos fãs de New Orleans e outro aos executivos da franquia, Hugh Weber e Jac Sperling. O novo dono também teria garantido as permanências de Dell Demps e Monty Williams em seus cargos (o que é ótimo!) e prometido investir em um time vencedor. Portanto, diante de tudo o que eu li e escrevi aqui a respeito desses novos rumos que o Hornets deverá tomar sob o comando do octogenário Tom Benson, a primeira palavra que me vem à mente é OTIMISMO. À exceção da tentativa de mudança no nome (ainda vamos falar sobre isso), eu gostei demais do fato de termos um proprietário disposto a transformar os zangões em algo grandioso. É claro que não dá para ter 100% de certeza sobre o que pode acontecer daqui para frente, mas, para quem tinha o futuro completamente indefinido, o panorama atual é bastante animador, concordam? O dono que todos nós tanto queríamos foi apresentado oficialmente ontem (16/04) e já pode se considerar, desde então, parte da família Hornets. Seja bem-vindo, Tom Benson!

OBS 1: A chegada do Benson já rendeu os primeiros frutos práticos para New Orleans. Na apresentação dele como novo dono do Hornets – na última segunda-feira -, a NBA anunciou que a cidade sediará o All-Star Game de 2014. Além disso, reformas para a modernização da New Orleans Arena também estão previstas.

OBS 2: Sobre a polêmica mudança de nome que o Benson quer na equipe, eu deixarei para falar nos nossos próximos posts, pois isso é um assunto que rende e merece uma atenção exclusiva, não é mesmo?

OBS 3: Este post foi escrito com uma ajuda fundamental do sites Wikipedia e NOLA.com (do jornal The Times-Picayune).

Marco Belinelli encara o Bobcats

* SÉRIE DE VITÓRIAS: Nos últimos dias, o Tom Benson ganhou praticamente todos os noticiários envolvendo o Hornets, mas o nosso time não deixou de jogar por causa disso. E não é que a fase é excelente? Já são quatro vitórias consecutivas nessa reta final de temporada, o que significa um recorde de triunfos seguidos (quem diria!) para nós, no atual campeonato. Além daquele duelo em homenagem ao meu 31º aniversário (não entendeu a brincadeirinha? Clique aqui), os zangões derrotaram o Utah Jazz (96 a 85), o Memphis Grizzlies (88 a 75) e o Charlotte Bobcats (75 a 67), em um jogo que rolou ontem à noite.

* APESAR DISSO…: O Hornets segue na lanterna da Conferência Oeste, mas esse fato pouco importa. O principal é que o técnico Monty Williams está usando essas partidas derradeiras para observar o elenco e dar chances aos mais jovens. E, pelo visto, a estratégia vem surtindo o efeito desejado. Agora, teremos apenas mais 5 jogos antes do fim da temporada 2011-12. E que o Monty continue realizando as suas observações…

* CHRIS KAMAN: A temporada 2011-12 chegou ao fim para o pivô alemão. Com uma lesão na tíbia esquerda, ele não deve mais entrar em quadra nos 5 jogos restantes do Hornets no campeonato. Com o contrato perto de expirar, Kaman mostrou o seu valor nas partidas em que vestiu a nossa camiseta. Suas médias foram de 13.1 pontos, 7.7 rebotes e 1.6 bloqueios (melhor marca do time) por jogo. Honestamente, eu espero que os zangões o mantenham para 2012-13. É um excelente jogador, técnico, experiente e profissional, que poderá ajudar muito o nosso jovem elenco.