BEM LONGE DO IDEAL

O pivô Robin Lopez teve uma estreia modesta na vitória do Hornets sobre o Magic

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Há poucas horas, o New Orleans Hornets estreou na pré-temporada de 2012 da NBA. O embate foi com o Orlando Magic, lá na Cidade do México. Quem não assistiu ao jogo e leu o título deste post deve estar pensando que tomamos uma “traulitada” daquelas, não é mesmo? Negativo. O Hornets venceu o duelo: 85 a 80. Estrear com vitória é sempre bom, mas o mais importante foi a constatação de que o nosso time ainda está bem longe do ideal e que precisará trabalhar bastante para acertar os ponteiros antes do grande campeonato que se avizinha. Mas vamos agora falar sobre o jogo, e aí vocês verão aonde eu quero chegar…

A Arena da Cidade do México recebeu um grande público (18.133 presentes) para o amistoso entre Hornets e Magic. A maioria esmagadora, claro, estava apoiando a turma de Orlando, novo time do mexicano (e nosso ex-ala-pivô) Gustavo Ayon. Mas esse foi o menor dos problemas do técnico Monty Williams. Assim que a bola subiu, o Magic fez rapidamente 10 a 0 no placar. Com uma equipe totalmente reformulada (e sem Eric Gordon, poupado), o Hornets sofreu com a falta de entrosamento e errou demais no primeiro período. Os zangões iniciaram com: Greivis Vasquez, Austin Rivers, Al-Farouq Aminu, Anthony Davis e Robin Lopez. O que se via em solo mexicano era a indecisão da dupla Vasquez e Rivers, que parecia não saber quem armava o jogo e quem abria para o “chute”, um Aminu burocrático (que logo deu lugar a um Ryan Anderson que amassou o aro, 1-11 em FG!) e um Lopez errando tudo o que tentava. Anthony Davis? Sim, o Top 1 do draft de 2012 finalmente estreou com a camiseta do Hornets e sentiu dificuldades, sobretudo no ataque. Do outro lado, o Magic contava com um quinteto que já se conhece há um bom tempo (Nelson, Redick, Turkoglu…), e isso fez toda a diferença ao longo do duelo. Jogando mal, os zangões foram para o intervalo 15 pontos atrás do rival da Florida (31 a 46).

Brian Roberts foi o “cara” dos zangões

Vale destacar que a vantagem do Magic chegou a 21 pontos de diferença, e tudo parecia estar perdido para o Hornets. No entanto, após um tempo técnico pedido pelo treinador Monty Williams, o time da Louisiana melhorou a defesa e passou a organizar melhor as suas jogadas de ataque na segunda metade do jogo. Reagindo no momento certo, os zangões foram para o último quarto “apenas” 12 pontinhos atrás do adversário. E como em jogo de pré-temporada o resultado final é o que menos interessa, os técnicos de ambas as equipes resolveram colocar os seus reservas para assumirem a responsabilidade na hora “H”, nos minutos derradeiros. E foi logo aí que brilhou a estrela do armador Brian Roberts (lembra dele?), que comandou a virada dos zangões anotando 17 pontos (cestinha da partida, 3-4 em bolas de três pontos), com 4 assistências, 4 rebotes e 2 roubos, em 27 minutos. Enfim, a grande reação do New Orleans Hornets é digna de aplausos, mas as dificuldades que o time apresentou ficaram evidenciadas lá no México.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida

* Clique aqui e veja outras fotos de Hornets vs Magic

Além da juventude e da falta de entrosamento dos jogadores (foram 9 os que atuaram com a camiseta do Hornets pela primeira vez), alguns equívocos frequentes que o time já vinha apresentando no passado retornaram como fantasmas para atormentar o técnico Monty Williams: inúmeros arremessos forçados, baixo aproveitamento na linha de lances livres (61.8% contra 78.6% do Magic) e desperdícios infantis da posse de bola. Individualmente, alguns jogadores renderam abaixo do que podem, o que também indica que um longo trabalho precisa ser feito para que todo o elenco atinja o nível desejado. Estrear com a vitória no México foi agradável, mas ficou no ar a sensação de que o Hornets ainda tem muito a melhorar antes do início da temporada 2012-13. Manos a la obra, Sr. Monty!

No vídeo abaixo, os highlights da vitória do Hornets:

OBS 1O Anthony Davis é tão bom, mas tão bom, que mesmo sem brilhar e jogando apenas 23 minutos, ele quase conseguiu um duplo-duplo em sua estreia pelo Hornets: foram 8 pontos, 8 rebotes e 2 bloqueios contra o Magic. E isso é só o começo…

Anthony Davis ficou perto de obter um duplo-duplo no México

OBS 2: Se o Brian Roberts mantiver esse nível atual ao longo da temporada, ele poderá se tornar um dos maiores achados da NBA nos últimos anos. Eu posso estar me apressando demais, eu sei. Mas o que ele nos mostrou hoje – e também na Summer League de Las Vegas – só me dá motivos para estar bastante otimista. Ponto para o GM Dell Demps!

* HORNETS VS BOBCATS: Nesta terça-feira (09/10), o Hornets voltará à quadra para a sua segunda partida na pré-temporada. Os zangões vão encarar o Charlotte Bobcats, na New Orleans Arena, a partir das 21h (de Brasília).

* VASQUEZ EM ALTA: Lembram da nossa última enquete? O BH perguntou qual foi o melhor comércio realizado pelo GM Dell Demps no Hornets, e a resposta vencedora (até o momento) foi “Quincy Pondexter por Greivis Vasquez (2011)”, que obteve 28 votos (36.84%) de um total de 76. Na segunda colocação, com 16 votos (21.05%), ficou a opção “Gustavo Ayon por Ryan Anderson – sign and trade (2012)”. Clique aqui e confira os demais resultados (e vote também, se quiser! A enquete segue aberta).

* FUNDO NOVO: Conforme havíamos postado no nosso Twitter, tiramos do blog aquela “parte” do “finado” Chris Paul e resolvemos prestigiar os nossos calouros Austin Rivers e Anthony Davis. Agora sim, o BH está mais com cara de Hornets versão 2012-13, concordam?

UNS CHEGAM, OUTROS VÃO…

O sorridente Anderson está U$ 36 milhões mais rico

* Por Lucas Ottoni

O mês de julho chegou, e o mercado de agentes livres vem agitando o mundo da NBA. As equipes correm atrás de reforços e apresentam ofertas aos jogadores sem contrato que buscam enriquecer as suas contas bancárias. É o momento mágico das especulações, das cifras sobre a mesa, das trocas entre as franquias  e até dos leilões (quem dá mais?). Enfim, coisa que americano adora…  Como o que interessa para nós são os movimentos feitos pelo New Orleans Hornets, já há algum material para discutirmos a respeito da Free Agency. O primeiro deles chama-se Ryan Anderson. Isso, é o rapaz branquelo e contente da foto aí de cima. Ele é a principal contratação dos zangões – até o momento – para a temporada 2012-13. No parágrafo abaixo, eu vou falar rapidamente sobre essa chegada do Anderson em New Orleans…

O ala-pivô de 24 anos vem de uma temporada excelente, que lhe rendeu, inclusive, o prêmio de atleta que mais evoluiu, o MIP (Most Improved Player). Atuando (e bem) pelo Orlando Magic, o Ryan Anderson obteve algumas médias e aproveitamentos muito interessantes. Anotem aí: 16.1 ppg e 7.7 rpg, com 87.7% na linha dos lances livres, 43.9% nos arremessos de quadra e 39.3% nos três pontos. Legal, né? Porém, como nem tudo são flores (meio gay, eu acho), é preciso registrar que os seus números sofreram forte queda nos playoffs: 9.6 ppg e 4.6 rpg, com 34.1% de acerto nas tentativas de quadra. Mas, nesse momento, isso pouco importa para nós. Vamos esquecer o passado, combinado? O principal aqui é analisar o que esse sujeito poderá fazer para ajudar o time do Hornets em 2012-13. E ele tem requisitos de sobra para tornar a nossa equipe melhor, acreditem.

O nosso novo PF brilhou no Magic

Em primeiro lugar, o Ryan Anderson é um jogador alto (2,08m) e que possui um arremesso muito bom. Ele sabe “matar” bolas de três pontos, tem uma dinâmica bem razoável embaixo da cesta e também pega os seus rebotes. Só por causa disso, já dá para dizer que ele se encaixa dentro daquilo que o nosso Hornets tanto precisa: altura, mas com capacidade de pontuação – principalmente de longa distância. E eu creio que foi justamente para isso que ele veio, e não há muito mais a se destacar. Foi uma excelente aquisição, pois preenche algumas carências do elenco e é um ajuste que definitivamente poderá nos ajudar a vencer uns jogos. Ah, e não esperem ver o nosso novo ala-pivô enterrando nas cabeças adversárias ou distribuindo tocos, ok? Deixemos isso para o garoto Anthony Davis. O lance do Anderson é – a princípio – aparecer nos arremessos e ajudar nos rebotes. E isso já é algo que soa bem demais para os zangões.

Outra coisa a se pensar: onde o Anderson entraria nesse time? Ele é ala-pivô, assim como o Anthony Davis, e eu não acredito que tenha vindo para ser reserva. Então, o técnico Monty Williams tem duas opções aí: passar o Davis para a posição de pivô (isso não me agrada), ou colocar o Anderson como ala (não é o ideal, mas vá lá…). Enfim, o Monty que se vire! O fato é que botar o ex-jogador do Magic para atuar como pivozão seria o mesmo que “assassinar” a sua característica mais legal: os arremessos de longa distância. E isso o Hornets não vai fazer (eu acho). “Quebre” a cabeça aí, sr. Monty!

No vídeo, a maior pontuação do Ryan Anderson na carreira:

A gente já vinha falando sobre a contratação do Ryan Anderson ao longo dos últimos posts aqui no BH. A negociação que o trouxe ao Hornets foi a seguinte:  ele era um agente livre restrito, e o Magic poderia igualar qualquer proposta que fizessem para mantê-lo. Contudo, o jogador recebeu dos zangões uma ótima oferta de aproximadamente U$ 36 milhões por 4 temporadas  e entrou em um acordo com a franquia de Orlando para ser negociado, o famoso sign-and-trade. Por esse acordo, a equipe da Florida obteve do Hornets o bom ala-pivô mexicano Gustavo Ayon, e o comércio acabou sendo concretizado na última quarta-feira (11/07).

Pois é, o Ryan Anderson vai faturar o equivalente a U$ 9 milhões por cada uma das quatro temporadas em New Orleans. É muito dinheiro! Será que ele vale tudo isso? Bem, agora cabe a ele responder e provar que cada centavo foi bem investido. E que as respostas venham, de preferência, dentro de quadra! SEJA MUITO BEM-VINDO À FAMÍLIA HORNETS, RYAN ANDERSON!!!

* Clique aqui e saiba mais sobre o novo jogador do Hornets

Jarrett Jack foi para o Warriors

Peraí… Está pensando que acabou? Nada disso. No mesmo dia em que o sr. Ryan Anderson se apresentou ao Hornets, a franquia da Louisiana realizou outro negócio. Vocês se lembram do armador Jarrett Jack? Pois é, ele agora é o novo reforço do Golden State Warriors. Com o objetivo de abrir mais espaço na folha salarial do nosso time, o GM Dell Demps mandou o Jack para Oakland, em troca de… nada! Quer dizer, o Hornets ganhou os direitos sobre um misterioso ala-pivô bósnio chamado Edin Bavcic, que foi selecionado pelo Toronto Raptors no draft de 2006 (56ª escolha), mas que nem sequer jogou uma partida na NBA. O cara já tem 28 anos de idade, e as últimas informações sobre ele dão conta de que o seu desempenho no basquete europeu tem sido bem modesto. Enfim, o Hornets – naturalmente – não contará com os serviços do tal Bavcic. A troca foi fechada exclusivamente para economizar na folha de pagamentos e dar mais espaço ao jovem Austin Rivers, que deverá atuar como PG em 2012-13 (já discutimos isso, né?). O que me desagradou nesse comércio foi o fato de o Jarrett Jack ter sido trocado apenas por alívio salarial. O Hornets não recebeu nenhum ativo interessante, nem uma escolhazinha de draft. Ora essa, o JJ vem de uma temporada com 15.6 ppg, 3.9 rpg, 6.3 apg e 45.6% de aproveitamento nos arremessos de quadra. Valia mais, vocês não acham?

Antes de encerrarmos o post, vamos destacar a transação mais recente feita pelo Hornets. Nesta Sexta-feira 13, a franquia da Louisiana recebeu do Minnesota Timberwolves o contrato – de aproximadamente U$ 5 milhões para 2012-13 – do pivô aposentado Brad Miller, além de duas escolhas de segunda rodada no draft (2013 e 2016) e algum dinheiro. Em troca, o Wolves ganhou uma escolha de segunda rodada (2017) dos zangões. O comércio serviu basicamente para aliviar a folha de pagamentos da equipe de Minneapolis. Com isso, o Hornets obteve uma graninha e também escolhas de draft para usar ou negociar no futuro. E aí? Será que foi uma boa jogada? Creio que sim.

Hoje o post fica por aqui. Mas vai a dica: acompanhem o nosso Twitter, pois a gente sempre está postando novidades e notícias sobre o Hornets lá. Abraços e bom fim de semana a todos!

* SUMMER LEAGUE 2012: Assim que for possível, faremos um post sobre o torneio de verão. Algumas mudanças ocorreram, e não há como explicar isso na sessão Ferroadas. O importante é que a garotada do Hornets estreará em Las Vegas, neste domingo (15/07), contra o Portland Trail Blazers, às 23h30m (de Brasília). O horário é ruim, eu sei, mas vale a pena dar uma conferida. Alguém se habilita?

* ANTHONY DAVIS: No post anterior, nós dissemos que ele havia sido cortado da seleção americana que irá às Olimpíadas, correto? Pois é, mas a sorte parece caminhar bem ao lado do nosso jovem ala-pivô. Ele está cada vez mais perto da vaga em Londres, e nós também falaremos sobre isso em breve.

* ERIC GORDON: Ele assinou um contrato com o Phoenix Suns, e o Hornets tem até o fim deste sábado (14/07) para igualar a oferta da franquia do Arizona e manter o ala-armador em New Orleans. Suspense total…

RETROSPECTIVA 2011-12 # 4

Os alas-pivôs: Carl Landry, Jason Smith, Gustavo Ayon e Lance Thomas

* Por Lucas Ottoni

Após a loucura do draft (We got Anthony Davis!), estamos de volta com a nossa avaliação do elenco do New Orleans Hornets (21-45, último colocado da Conferência Oeste) na temporada 2011-12 da NBA. Até o momento, já analisamos os ARMADORES, os ALAS-ARMADORES e os ALAS da equipe dos zangões. Então, hoje é um ótimo dia para falarmos sobre os ALAS-PIVÔS, aqueles caras altos que atuam na posição 4 – mais perto da cesta – e gostam de dar umas trombadas, apanhar rebotes, enterrar e mostrar que também sabem arremessar de média distância, quando preciso for. No caso do Hornets, quatro jogadores desse setor acabaram tendo alguma história para contar no último campeonato. Vamos a eles? Ok…

* CARL LANDRY #24

Médias: 24.4 mpg / 12.5 ppg / 0.9 apg / 5.2 rpg / 0.3 spg / 0.3 bpg

Número de jogos: 41 (8 como titular)

No fim do ano passado, o bom ala-pivô Carl Landry recebeu do Hornets um vantajoso contrato de U$ 9 milhões para jogar a última temporada. Uma verdadeira bolada! O fato é que ele teve um ótimo desempenho na primeira fase dos playoffs de 2011 (quando os zangões perderam para o Los Angeles Lakers, em seis partidas), o que acabou motivando a franquia da Louisiana a oferecer esse montão de dinheiro para contar com os seus serviços por mais um campeonato. Honestamente, amigos? Eu posso conviver com isso. Afinal, o Hornets foi coerente e apostou as fichas em um jogador que havia rendido muito bem e deixado uma impressão positiva. Mas então a bola subiu para 2011-12, e não demorou muito para que o Carl Landry começasse a não justificar o acordo milionário. O atleta de 28 anos iniciou a temporada como titular e obteve minutos consideráveis do treinador Monty Williams. Porém, com o passar dos jogos, ele foi perdendo espaço e acabou relegado ao banco de reservas. O que o fez cair em desgraça com o sr. Monty teria sido a sua falta de aplicação e comprometimento ao longo das partidas e treinos. O técnico dos zangões deixou de ver o Landry como uma liderança dentro do elenco, vamos colocar assim. E além do mais, o ala-pivô também sofreu uma contusão no joelho esquerdo no início de fevereiro e ficou afastado do time por quase 2 meses. Voltou e alternou belas partidas com atuações discretas. E foi isso. Resumo da ópera: não ajudou o Hornets como poderia (e deveria). Tecnicamente, o Landry é um ótimo jogador e possui inúmeros recursos ofensivos, não há dúvidas quanto a isso. Tem um bom arremesso, se movimenta bem e sabe jogar embaixo da cesta.  Porém, a sua ética de trabalho duvidosa indica que ele não vale o que recebeu na última temporada.

PONTO POSITIVO: O Landry chegou a fazer algumas partidas muito boas. Estando focado e comprometido, ele pode representar um verdadeiro tormento para as defesas adversárias. O seu arsenal ofensivo é bem completinho (veja uma bela enterrada dele no vídeo abaixo), e ele conseguiu alguns duplos-duplos em 2011-12.

PONTO NEGATIVO: Foi a falta de aplicação e comprometimento do ala-pivô em determinados momentos da temporada. Algo que rendeu, inclusive, críticas públicas – ainda que indiretas – do técnico Monty Williams. A postura do Landry, principalmente fora de quadra, teria deixado o treinador do Hornets bastante incomodado.

O FUTURO: Com a chegada do promissor Anthony Davis e a contratação do eficiente Ryan Anderson, tudo leva a crer que o Carl Landry não estará em um uniforme do Hornets em 2012-13. O ala-pivô é agente livre irrestrito e pode se transferir para onde bem entender, basta que haja ofertas. E os zangões não deverão apresentar uma a ele.

* JASON SMITH #14

Médias: 23.7 mpg / 9.9 ppg / 0.8 apg / 4.9 rpg / 0.5 spg / 1.0 bpg

Número de jogos: 40 (29 como titular)

Aí está um jogador que eu gostei demais de assistir na última temporada. O Jason Smith parece ter melhorado absolutamente todos os aspectos do seu jogo, principalmente em relação ao seu ano de estreia no Hornets (2010). As médias de pontos, assistências, rebotes, roubos, bloqueios e minutos por partida que ele apresentou em 2011-12 são as melhores de sua carreira (ele está na NBA desde 2007), e isso não é somente um festival de números e dados que você olha, compara e logo depois esquece. Saindo das estatísticas e observando as atuações dele, dá para notar que o sujeito mostrou uma ótima evolução em quadra. Ele sempre teve muita energia e um bom arremesso de média distância, e só. Mas o que vimos no campeonato que passou foi um Jason Smith defendendo com muito mais consciência e consistência (aquelas faltinhas infantis diminuíram demais), se notabilizando por bloquear grandes jogadores e apresentando alguns dunks (enterradas) bem legais – algo que ele não fazia com tanta frequência. O ala-pivô de 26 anos melhorou o seu tempo de bola e principalmente a sua movimentação na quadra e o trabalho de pernas. E o arremesso continua ali, eficiente. É claro que o Jason Smith não virou o “novo Tim Duncan” da noite para o dia, não é isso. Eu o vejo como uma peça para compor o elenco e ajudar saindo do banco de reservas. Mas é muito legal quando a gente nota que um atleta trabalhou duro e mostrou evoluções. E é justamente esse o caso do Jason Smith. Não é um jogador brilhante, mas é esforçado e – graças a isso – consegue ter lapsos de brilho no seu jogo. O Hornets “ganhou” um bom nome.

PONTO POSITIVO: Em uma temporada nada vitoriosa para o Hornets, o desempenho do Jason Smith foi um dos poucos motivos que os fãs dos zangões tiveram para celebrar. Os bloqueios maravilhosos e os dunks animais do nosso ala-pivô merecem ser lembrados (no vídeo abaixo, um pouco do arsenal ofensivo do Smith).

PONTO NEGATIVO: Eu posso destacar dois aqui. O primeiro foi uma concussão que ele sofreu no início de fevereiro, que o afastou dos jogos por mais de 1 mês. O segundo foi uma suspensão de duas partidas, após ter cometido uma falta um pouco mais forte em cima do ala-pivô Blake Griffin, do Los Angeles Clippers. Enfim, coisas que acontecem em um campeonato longo e disputado como a NBA, não é mesmo?

O FUTURO: Eu não vejo o Smith jogando em outro lugar que não seja New Orleans – pelo menos, na próxima temporada (ele tem mais 2 anos de contrato com o Hornets). Claro, na NBA tudo pode acontecer, e nunca dá para descartar uma troca surpreendente ou algo do tipo. Todavia, nós temos aqui um atleta que apresentou uma bela evolução, e eu estou bastante curioso para saber como ele irá se apresentar em 2012-13. Esperamos que ele continue conosco, correto?

* GUSTAVO AYON #15

Médias: 20.1 mpg / 5.9 ppg / 1.4 apg / 4.9 rpg / 1.0 spg / 0.8 bpg

Número de jogos: 54 (24 como titular)

É estranho estar aqui escrevendo a respeito do Gustavo Ayon, quando ele nem é mais jogador do Hornets (aliás, boa sorte para ele em Orlando). Porém, como o que vale neste espaço é a análise do que o cara fez em 2011-12, nós vamos ter de falar sobre o ala-pivô mexicano. Afinal, o Ayon jogou a sua temporada de estreia na NBA com um uniforme dos zangões e não decepcionou. Para princípio de conversa, o bravo atleta já chegou nos EUA tendo que superar uma enorme barreira: ele não falava quase nada de inglês e deve ter sofrido um bocado nos primeiros treinamentos, viagens e partidas do Hornets. Aos 27 anos de idade e com boa experiência no basquete espanhol, o Ayon teve de se adaptar minimamente ao estilo de jogo da NBA e também ao idioma e modo de vida dos americanos. Complicado, não é mesmo? Pois é, mas o rapaz não correu do desafio e fez jogos bem interessantes (alguns até como titular) quando foi solicitado pelo técnico Monty Williams. É preciso dizer que a adaptação do Ayon à NBA ainda não está concluída (mas isso agora é um problema do Orlando Magic), e a primeira temporada que ele teve com o Hornets deve ter sido um bom aprendizado para o mexicano. O que eu mais gostei de ver no “Goose” (apelido inventado pelo armador Jarrett Jack) foi a sua energia e vontade em quadra, tanto para defender quanto para atacar a cesta. Digamos que ele seja aquele jogador voluntarioso, que se esmera para aprender um pouquinho a cada noite. Ele cometeu um monte de erros, é claro, mas também mostrou algumas qualidades. É um bom reboteiro, é ágil para o tamanho que tem (2,08m) e possui um arremesso decente e um trabalho de pernas adequado, além de defender com disposição. Enfim, o Ayon é o tipo de atleta que ainda precisa pegar um pouco mais de cancha na NBA para render tudo o que sabe. Eu não acredito que ele chegue a ser um nome muito relevante na liga algum dia, mas tem tudo para se tornar um reserva dos mais eficientes para muitos times. O Hornets deu apenas o primeiro empurrãozinho, e ele não se saiu tão mal. Mis mejores deseos en la Florida, estimado Gustavo!

PONTO POSITIVO: O “Goose” conseguiu anotar duplos-duplos em duas partidas na última temporada. No dia 15 de fevereiro, ele obteve 12 pontos e 12 rebotes no jogo contra o Milwaukee Bucks. Dois dias depois, foram 13 pontos e 11 rebotes diante do New York Knicks. Detalhe: o Hornets venceu ambos os duelos atuando fora de casa (no vídeo abaixo, outra boa partida do Ayon pelos zangões).

PONTO NEGATIVO: As dificuldades de adaptação ao estilo de jogo da NBA e ao idioma inglês acabaram representando um entrave para o Ayon em sua temporada de estreia. Mesmo aos 27 anos, ele é um atleta inexperiente dentro da liga e dificilmente mostrará grandes evoluções em 2012-13.

O FUTURO: Será na Disney. O Gustavo Ayon acabou incluído na transação que enviou o ala-pivô Ryan Anderson de Orlando para New Orleans. O negócio foi concretizado nesta quarta-feira e ganhará – em breve – um post exclusivo aqui no BH (ver na sessão Ferroadas). Portanto, o Anderson se torna jogador do Hornets, enquanto o mexicano atuará pelo Magic.

* LANCE THOMAS #42

Médias: 15.0 mpg / 4.0 ppg / 0.3 apg / 3.0 rpg / 0.2 spg / 0.2 bpg

Número de jogos: 42 (10 como titular)

Eu sei que alguns aí irão “torcer o nariz” para uma análise sobre o Lance Thomas, mas é preciso dizer que o cara jogou 42 jogos com o uniforme do Hornets na última temporada regular, ou seja, mais da metade das partidas que os  zangões realizaram no campeonato (um total de 66). Então, meus amigos, falemos sobre o glorioso Thomas: ele é um ala-pivô de 24 anos que teve passagens pela Liga de Desenvolvimento da NBA (NBDL) e acabou recebendo uma chance de mostrar serviço no nosso time. O fato é que o Lance Thomas parece aquele tipo de jogador que você contrata para ficar ali, compondo o seu elenco, ajudando nos treinos e entrando em quadra o menos possível. Se houver um eventual desfalque, ele vai lá e tenta se virar com os minutinhos que receber. E foi exatamente isso o que ele fez para o Hornets em 2011-12. Foi uma espécie de “tapador de buracos”, sem querer desmerecer o rapaz. E o mais estranho de tudo é que ele iniciou a temporada com os zangões, foi dispensado no dia 31 de dezembro de 2011 e recontratado pouco mais de 1 mês depois. Uma verdadeira loucura, não é mesmo? Enfim, ele voltou e foi ficando na equipe até o término do campeonato. Obviamente, as lesões sofridas pelo Carl Landry e pelo Jason Smith (que renderam semanas de inatividade a ambos) foram decisivas para que o Lance Thomas fosse permanecendo em New Orleans. Dentro de quadra, ele mostrou ser um atleta esforçado, porém limitado tecnicamente. Fez uma ou duas partidas interessantes e nada mais. Logo, dizer que ele decepcionou nem seria correto, pois já não se esperava muita coisa mesmo.

PONTO POSITIVO: No dia 09 de março, contra o Denver Nuggets, o Lance Thomas fez a sua melhor partida com o uniforme do Hornets. Ele saiu do banco de reservas para anotar 18 pontos (cestinha do time) e apanhar 5 rebotes, em 30 minutos de ação. Os zangões acabaram perdendo o jogo no Colorado (veja o vídeo com os melhores momentos), mas o ala-pivô teve a sua noite de fama em 2011-12.

PONTO NEGATIVO: Infelizmente, o jogo do nosso parceiro Lance Thomas carece de inúmeros recursos. Ele é um cara batalhador, mas possui falhas gritantes do ponto de vista técnico. Não tem grande habilidade na condução da bola – o que torna a sua movimentação previsível -, apresenta uma defesa apenas razoável, raramente consegue criar o próprio arremesso e é baixo para a posição de ala-pivô (2,03m), fato que dificulta bastante o seu trabalho perto da cesta. Enfim, o Thomas é o típico atleta para compor o elenco, caso não haja opções melhores.

O FUTURO: Por ser um jogador que trabalha duro e possui experiência em seleções de base, o Thomas participou de alguns treinamentos da equipe americana que se prepara para as Olimpíadas de Londres. E o cara segue batalhando… Ele também jogará a Summer League de Las Vegas com o Hornets sabendo que um bom desempenho poderá significar um novo contrato. Vale lembrar que o ala-pivô é um agente livre irrestrito e não tem vínculo com qualquer franquia.

* CORTES: Isso é da semana passada, mas vale o registro. O ala-armador Eric Gordon e o ala-pivô Anthony Davis foram convocados para os treinamentos da seleção americana em Las Vegas, mas acabaram não entrando na lista final do grupo que disputará as Olimpíadas de Londres. O Davis se apresentou com um tornozelo machucado (nada grave), e o Gordon perdeu a vaga – provavelmente – para o ótimo James Harden, do Oklahoma City Thunder.

* TANTA COISA PARA FALAR…: Ryan Anderson chegando, Jarrett Jack e Chris Kaman saindo, Eric Gordon querendo sair, Summer League com Anthony Davis, etc. Nesta Sexta-feira 13 (sugestivo?), teremos um post que reunirá todos esses assuntos aqui no Brazilian Hornet. Não percam!

ENFIM, O ÚLTIMO ATO

Greivis Vasquez e Jason Smith celebram outra vitória do Hornets na reta final

* Por Lucas Ottoni

Sem qualquer chance de alcançar os playoffs da temporada 2011-12 da NBA, o New Orleans Hornets (21-44) vai se despedir do campeonato nesta quinta-feira, às 21h (de Brasília), diante do também eliminado Houston Rockets (33-32), lá no Texas. O jogo é uma mera formalidade, assim como as partidas que os zangões encararam nos últimos dias. Afinal, a notícia da compra da franquia pelo bilionário Tom Benson e as possíveis consequências disso (aqui e aqui) acabaram colocando os acontecimentos dentro de quadra em segundo plano. Nada mais compreensível, já que esses jogos derradeiros têm servido apenas para que o técnico Monty Williams realize avaliações no elenco e coloque os jogadores mais jovens ou em fim de contrato para mostrarem serviço. Portanto, o comportamento desses caras na reta final é o principal alvo da nossa análise. Mas antes de entrarmos nisso, vamos falar rapidamente sobre os resultados que a equipe da Louisiana obteve de uma semana para cá…

* Clique aqui e confira a prévia do nosso jogo de despedida (em inglês) 

Eric Gordon bate um papo com CP3

Na quarta-feira passada (18/04), o Hornets foi até o Tennessee e perdeu para o bom time do Memphis Grizzlies (40-25): 103 a 91. Um resultado absolutamente normal, tendo em vista que atletas como Jarrett Jack (lesionado), Chris Kaman (lesionado), Eric Gordon (poupado) e Trevor Ariza (poupado) não atuaram. Como havia prometido, o Monty Williams colocou em quadra uma equipe recheada de jovens e jogadores pouco experimentados na NBA. Um dia depois, os zangões voltaram para New Orleans, enfrentaram o Houston Rockets e venceram na prorrogação: 105 a 99. O ala-armador Eric Gordon atuou, foi o destaque (com 27 pontos) e brindou o público no último jogo que fizemos em casa na temporada. Após a boa vitória, o time teve dois dias sem jogos antes de viajar para Los Angeles e bater de frente com o LA Clippers (40-26), no último domingo (22/04). O Hornets se apresentou muito bem e chegou a ir para o último período vencendo por 10 pontos de diferença. No entanto, o nosso velho conhecido Chris Paul resolveu acabar com a festa e comandou a reação dos angelinos: 107 a 98, com 33 pontos, 13 assistências e 8 roubos (!) do CP3. Creio que essa derrota foi um belo aprendizado para a nossa garotada, e acho que o técnico Monty Williams pensa exatamente como eu. E para fechar a retrospectiva semanal, os zangões deram uma passada em Oakland e conseguiram um triunfo suado sobre o Golden State Warriors, na nossa penúltima aparição na temporada: 83 a 81. Vejam o lance esquisito (um bloqueio com a bola na descendente!) que decretou a 21ª vitória do Hornets, na madrugada desta quarta-feira (25/04):

Bem, você não precisa ser fera em matemática para saber que nós saímos com 2 vitórias e 2 derrotas, nos últimos 4 jogos. Contudo, o mais importante foi o comportamento do time. O Monty testou algumas formações, deu mais tempo em quadra a alguns jogadores e – como consequência – observou qualidades e defeitos a serem trabalhados daqui para frente. O fato é que o Hornets joga duro todas as noites, não importando a situação em que se encontre. E isso é reflexo da excelente atuação do Monty Williams, não resta a menor dúvida. Mesmo tendo o seu trabalho brutalmente comprometido pelas lesões no elenco ao longo de todo o campeonato, ele soube transformar os zangões em um grupo competitivo com o que tinha em mãos. E o resultado disso virá a longo prazo, podem ter certeza. Nós temos uma equipe jovem, em evolução, e que está sendo muito bem conduzida pelo nosso treinador. Para vocês não acharem que eu estou viajando, vou tentar fundamentar o meu otimismo com algumas coisas que eu tenho observado. Lá vai…

Vasquez amadureceu

1) A maturidade do Greivis Vasquez: o armador venezuelano tem sido uma peça importante para o time nessa reta final do campeonato. Em seu segundo ano na NBA, ele praticamente triplicou as suas médias de pontos, assistências e rebotes, em relação à sua temporada de estreia na liga, onde – pouco – atuou pelo Memphis Grizzlies. No New Orleans Hornets, o Vasquez vem aproveitando bem as chances que tem recebido e está conduzindo a armação da equipe com eficiência. Essa tem sido uma temporada de bastante amadurecimento para o jogador de 25 anos, e ele vem segurando muito bem a onda na ausência do titular Jarrett Jack (lesionado).

Belinelli recebeu elogios

2) O crescimento do Marco Belinelli: o ala-armador italiano começou muito mal a temporada, tendo um baixo aproveitamento no quesito em que é especialista: os arremessos. Muitas vezes o Belinelli foi questionado e criticado, mas o técnico Monty Williams seguiu confiando no jogador de 26 anos para substituir o lesionado Eric Gordon. Hoje, além de se mostrar um artilheiro cada vez mais eficiente, o italiano tem apresentado uma melhora substancial como defensor (ele não é mais aquela “peneira” que era na temporada passada!). Nos últimos 5 jogos como titular, obteve uma média de 18.6 pontos. Inclusive, a ética de trabalho do Belinelli foi bastante elogiada pelo Monty, e o crescimento desse jogador é nítido.

Aminu: em ascensão

3) A evolução defensiva do Al-Farouq Aminu: o ala ex-Clippers é um jovem de 21 anos que chegou cedo demais à liga profissional. Há aspectos em seu jogo que precisam ser muito trabalhados. Ele ainda apresenta sérias deficiências quando tem a bola nas mãos e segue cometendo erros no ataque, onde não raramente é vítima de bloqueios e roubos fáceis (embora tenha melhorado o seu arremesso de média e longa distância). Apesar desses defeitos, o Aminu vem mostrando um enorme potencial defensivo, algo que o técnico Monty Williams aprecia bastante. Tanto que ele afastou o Trevor Ariza das últimas partidas só para observar melhor o desempenho do Aminu, e essa decisão já vem rendendo frutos. A energia para defender tem sido a marca registrada desse jogador. Além de ser um “carrapato”, o Aminu tem boa altura (2,06 metros) e ajuda o time também na luta pelos rebotes. A ideia é que ele siga em constante evolução.

Smith é um jogador melhor

4) O desenvolvimento do Jason Smith: esse ala-pivô de 26 anos é um jogador muito melhor hoje do que quando chegou no Hornets, há quase dois anos. Vocês lembram? Ele é um cara que tem um bom arremesso, mas era afobado demais na defesa e cometia diversas faltas infantis, além de não ter um bom jogo de pernas. Com o passar do tempo, o Smith foi melhorando essas deficiências, aprendendo a evitar algumas faltas por excesso de empolgação e a trabalhar melhor a bola perto da cesta. Além disso, ele tem apresentado um pacote de bloqueios e enterradas animais, algo que não era tão comum em seu jogo quando ele desembarcou na Louisiana, em 2010. Na atual temporada, o Smith possui médias de mais de 10 pontos e quase 5 rebotes por jogo. Eu me arrisco a dizer que esse rapaz é hoje um dos jogadores favoritos dos fãs do Hornets. E certamente isso não é obra do acaso.

Dos últimos 12 jogos, o Hornets venceu oito e teve uma sequência de quatro triunfos consecutivos. É óbvio que o retorno do Eric Gordon também foi fundamental para essa enorme melhora no desempenho do time, mas também é preciso lembrar que ele vem sendo poupado em algumas partidas, e jogadores como Vasquez, Belinelli, Aminu e Smith têm conduzido o Hornets a boas partidas e resultados positivos. Daqui a pouco, teremos o nosso último ato, a nossa despedida do campeonato de 2011-12. E a equipe do técnico Monty Williams encerrará a sua participação deixando o seguinte recado: “estamos começando a ganhar forma para a próxima temporada! Se preparem!”. Amigos, eu estou prevendo algo muito, muito legal vindo por aí…

OBS: Eu não esqueci do ala-pivô mexicano Gustavo Ayon. Ele está sentindo as dificuldades de sua primeira temporada na NBA, mas tem qualidades e já demonstrou isso em alguns jogos. Ele é mais uma peça que poderá ser muito útil à equipe dos zangões. Eu confio demais nisso.

* A SEGUIR: Assim que a temporada terminar, o Brazilian Hornet fará a avaliação do elenco – jogador por jogador – (quem se destacou, quem decepcionou, quem merece ficar, quem deve sair) e também começará a voltar todas as baterias para o draft de 2012 e os jovens talentos que estarão ao alcance dos zangões na noite da seleção. Aguardem!

* TRÊS PERGUNTINHAS: O ala Trevor Ariza foi afastado até do nosso banco de reservas e disse que entende a opção do técnico Monty Williams, que preferiu poupá-lo para dar chance aos jovens jogadores. Agora, vamos às interrogações…

1) Será que o clima entre Ariza e Monty é dos melhores?

2) O Ariza seguirá em New Orleans na próxima temporada?

3) O Michael Kidd-Gilchrist está cada vez mais perto dos zangões?

E então? O que vocês acham? Opinem aí…

UMA VITÓRIA NO DIA CERTO

Todos os parceiros estão convidados a repartir este fantástico bolo!

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Antes de qualquer coisa, eu gostaria de agradecer a todos vocês, visitantes ilustres do Brazilian Hornet, pelas lembranças destinadas ao aniversariante aqui. Muito obrigado mesmo, por cada palavra. Como vocês sabem, eu acabei de completar 31 anos (no último dia 11 de abril). Uma idade boa, em que você já não se sente mais tão garoto, mas também não se considera velho e acabado. Fica-se ali, perto do meio-termo, e isso está de bom tamanho para mim. Ok, chega de egocentrismo. Vamos “hablar” de Hornets? O nosso time abriu a semana na segunda-feira, 09/04, encarando o Los Angeles Lakers (37-22) e perdendo para os angelinos na New Orleans Arena: 93 a 91 (e lá se foi o meu presente de aniversário antecipado). Pelo placar, vocês puderam perceber que a partida foi duríssima. No entanto, falaremos dela mais abaixo. Eu quero começar este post com um resultado positivo no dia certo. Ontem, 11/04 (essa data não me é estranha), os zangões enfrentaram o Sacramento Kings (19-40) e me presentearam (só mais um pouco de egocentrismo, vai?) com um belo resultado na Colmeia: 105 a 96. Que me desculpem os outros fãs do Hornets, mas essa vitória foi para mim! Bem, agora que eu já estou começando a me sentir importante, vamos refletir um pouquinho no parágrafo abaixo…

Após os jogos contra Lakers e Kings, apenas 8 duelos separam o New Orleans Hornets (16-42) do fim da linha na temporada 2011-12 da NBA. A nossa equipe segue na lanterna da Conferência Oeste e já não possui qualquer chance de alcançar os playoffs. Portanto, essas partidas restantes não mudarão a situação dos zangões no campeonato, mas podem servir para que o técnico Monty Williams faça as últimas observações e conclua algumas ideias a respeito do atual elenco. Então, vale a pena conferir o comportamento dos nossos jogadores nessa reta final de temporada regular. Devemos encarar esses 8 jogos como uma espécie de início do processo de formação do time para 2012-13. E isso, acreditem, pode ser muito interessante daqui para frente. Vejam o que falta para nós (horários de Brasília):

Abril

Adversário Horário
 Sex 13  vs Utah    21:00
 Dom 15  vs Memphis    20:00
 Seg 16  @ Charlotte    20:00
 Qua 18  @ Memphis    21:00
 Qui 19  vs Houston    21:00
 Dom 22  @ LA Clippers    22:30
 Ter 24  @ Golden State    23:30
 Qui 26  @ Houston    21:00

Essas partidas poderão representar o começo de uma nova equipe para o basquete profissional de New Orleans, mais competitiva, forte e entrosada. Eu sugiro aos amigos que acompanhem os 8 jogos restantes. O calendário está aí em cima. Não tem erro. Agora, vamos entrar rapidamente na vitória em homenagem a mim (eu acredito!) e na derrota para o Lakers…

Marco Belinelli foi bem contra o Kings

Ontem à noite, quando eu soprei 31 velinhas, o Jason Smith e o Marco Belinelli resolveram comandar a festa, e quem acabou pagando a conta foi o Sacramento Kings (eles vêm de 6 derrotas seguidas!). Com 22 pontos e enterradas chocantes, o nosso ala-pivô branquelo mostrou que vive uma ótima fase e que merece fazer parte do futuro do nosso time. E vocês, o que acham? Já o ala-armador italiano anotou 21 pontos e também vem jogando muito bem (ele se apresenta muito melhor quando atua ao lado do armador Greivis Vasquez). É impressionante como o Belinelli parece mais confiante do que no início da temporada, e eu tenho a impressão de que ele conseguirá estender o seu contrato com os zangões. Se isso realmente acontecer, méritos para ele. Outro atleta que me causou boa impressão foi o jovem ala Al-Farouq Aminu. Ele vem mostrando uma capacidade defensiva muito boa e aproveitando os minutos a mais que vem recebendo, já que o técnico Monty Williams resolveu poupar o Trevor Ariza. Mais um jovem, o ala-armador Xavier Henry, também apareceu bem contra os Reis: ele anotou 14 pontos e mostrou intensidade. No lado adversário, o ala-armador Marcus Thornton – um velho conhecido – foi quem nos deu mais trabalho (só para variar): foram 25 pontos. Enfim, foi com boas atuações de jogadores menos cotados que o Hornets conseguiu me presentear com uma bela vitória. Após um primeiro quarto ruim, os zangões se acertaram e conseguiram bater a turma de Sacramento: 105 a 96.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Kings)

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Lakers)

Greivis "Davi" Vasquez vs Pau "Golias"

Voltando lá para a segunda-feira (09/04), o Hornets também jogou na New Orleans Arena, mas acabou perdendo. O duelo com o tradicional Los Angeles Lakers foi equilibradíssimo e decidido nos segundos finais. Os angelinos estavam sem o astro Kobe Bryant (lesão na canela esquerda), e os zangões não contaram com o ótimo Eric Gordon (dores na parte inferior das costas). Dentro de quadra, as grandes atuações do trio Greivis Vasquez (18 pontos e 11 assistências), Carl Landry (20 pontos e 11 rebotes) e Marco Belinelli (20 pontos) não foram suficientes para conter a dupla de garrafão mais poderosa da NBA. O ala-pivô espanhol Pau Gasol saiu de quadra com 25 pontos e 9 rebotes, enquanto o pivô Andrew Bynum conseguiu 18 pontos e 11 rebotes. Nada mal, não é mesmo? Apesar disso, foram dois arremessos certeiros – um do ala Metta World Peace, e outro do armador Ramon Sessions – da linha dos três pontos que definiram o confronto a favor dos visitantes. Fim de jogo: 93 para o Lakers, 91 para o Hornets. Perder por míseros dois pontinhos de diferença é sempre ruim. E para o Lakers é ainda pior, concordam? Mas tudo bem, não tem problema. O meu presente de aniversário não foi antecipado (por muito pouco!), mas acabou chegando no dia exato: 11 de abril. Portanto, eu não tenho do que me queixar. Obrigado, Hornets!

No vídeo abaixo, os highlights de Hornets vs Lakers:

Para terminar, vocês viram no parágrafo acima que o Eric Gordon se lesionou novamente. Ele sentiu um problema nas costas na partida do último sábado (07/04), contra o Minnesota Timberwolves, e acabou desfalcando o Hornets contra Lakers e Kings. Não parece ser nada sério, mas é muito chato ver o cara que deveria ser o nosso principal jogador não conseguindo ter uma sequência na temporada. Por falar nisso, o resultado parcial da nossa última enquete indica que apenas 2 pessoas (6.9%) acham que o Hornets seria um dos líderes do Oeste, caso o Gordon estivesse sempre saudável. Já 7 participantes (24.14%) acreditam que o time chegaria aos playoffs com dificuldade. A maioria absoluta – 17 votos (58.62%) – colocou o Hornets fora dos playoffs, mas com uma campanha bem melhor que a atual. E 3 ilustres companheiros (10.34%) determinaram que nada mudaria, mesmo com o Gordon comandando a equipe. No total, 29 votos foram computados (será que alguém votou mais de uma vez?). Bem, quem ainda não votou, é só clicar aqui. A enquete não tem data de término. Votem à vontade!

* JARRETT JACK: O armador titular do Hornets está fora do restante da temporada 2011-12 da NBA. Ele se encontra com uma fratura no pé direito causada por stress (leia-se excesso de esforço). E é a palavra ESFORÇO que define bem o que foi o Jack para os zangões nesse campeonato. Quem torce pelo time de New Orleans deve aplaudir de pé o JJ. Acertando ou errando, ele jogou duro todas as noites em que esteve em quadra. O comprometimento com a equipe e o espírito de liderança foram as marcas registradas dele. Valeu, Jack!

* JEROME DYSON: Com o afastamento do JJ, o Hornets contratou o armador Jerome Dyson por dez dias. Ele havia participado dos treinamentos de pré-temporada com o time, mas acabou dispensado pouco antes de o campeonato começar. Dyson, de 24 anos, estreou (na NBA) ontem, contra o Kings, e saiu de quadra com 3 pontos, 5 assistências, 3 rebotes e 1 roubo, em 23 minutos. Nada mal para um marinheiro de primeira viagem, hein?

* PERGUNTAR NÃO OFENDE: Alguém aí sabe por que o Gustavo Ayon tem jogado tão pouquinho? A franquia da Louisiana pretende continuar com ele, mas o mexicano quase não tem aparecido nos jogos. Dá para entender?