PAUL SILAS: UM SENHOR TÉCNICO

Silas contornou crises e fez do Hornets um time de respeito

* Por Lucas Ottoni

Ok, eu sei que este post deveria estar no ar há dois dias, mas eu fiquei totalmente sem tempo para me dedicar ao blog. Sabe quando você precisa fazer um monte de coisas urgentes e acaba tendo que estabelecer prioridades para não enlouquecer? Pois é, dessa vez o Brazilian Hornet teve que esperar. Mas tudo bem, estamos de volta com a prometida homenagem a um treinador que fez um belo trabalho no Charlotte/New Orleans Hornets. Antes de falarmos sobre isso, eu lembro que os zangões (11-35) voltaram à quadra na noite de ontem (21/03) e perderam em casa para o fraco Golden State Warriors (19-25): 101 a 92. Nem vale a pena tecer grandes comentários sobre esse duelo. Joguinho morno, pouco público e duas equipes sem grandes pretensões. Aliás, por falar em pretensões, vocês sabem quantos jogos nos restam para o fim da temporada regular? Sim, exatamente 20 jogos. Contagem regressiva para o draft…

Bem, agora vamos ao que interessa. Aqui no Brasil – parece que é regra -, há o costume de precisar o sujeito morrer para que todos o homenageiem e se lembrem das grandes obras que ele construiu ao longo da vida. Homenagens póstumas são um hábito por essas bandas. Então, eu resolvi mudar um pouquinho isso e lembrar de um técnico que ainda está na ativa e que fez um grande trabalho na nossa franquia. Eu estou falando do mestre Paul Silas. Esse senhor, hoje com 68 anos, conduziu o Charlotte/New Orleans Hornets a grandes campanhas entre as décadas de 1990 e 2000. Poucos sabem disso, mas Silas levou o Hornets aos playoffs por 4 temporadas consecutivas e em meio a inúmeros problemas extra-quadra, como os “ataques” pesados (da mídia e do público) ao então dono da franquia (George Shinn), o boicote dos torcedores ao time, a morte trágica do jogador Bobby Phills, a mudança de cidade, etc. No meio desse turbilhão, lá estava Paul Silas trabalhando firme e tentando “blindar” os seus atletas. Com todas essas situações adversas, o que se esperava era que o desempenho do Hornets em quadra despencasse. Mas não com Silas no comando. Ele agiu com extrema sabedoria, contornou situações aqui e ali, montou times competitivos, conseguiu a lealdade dos jogadores e acabou se tornando – na minha modesta opinião – o treinador mais importante da franquia em seus quase 24 anos de existência. O trabalho que ele realizou com os zangões é digno de aplausos. E é por isso que eu o chamo respeitosamente de mestre.

Como jogador, Silas brilhou com o Celtics

Nascido no dia 12 de julho de 1943, na cidade de Prescott (Arizona), Paul Theron Silas teve uma carreira extremamente bem sucedida como jogador de basquete. Entre 1960 e 1964, jogou na Universidade de Creighton e foi o líder nos rebotes em três temporadas da NCAA (liga nacional universitária). Em 1963, por exemplo, teve média de 20.6 rebotes por jogo. A partir do ano de 1964, o jovem Silas se tornou um jogador profissional da NBA. Ele acabou selecionado (10ª escolha da segunda rodada) pelo Saint Louis (hoje Atlanta) Hawks e atuou por quatro equipes diferentes ao longo de  aproximadamente 16 anos. Foi três vezes campeão da NBA, sendo duas com o Boston Celtics (1974 e 1976) e uma com o Seattle SuperSonics (1979). Além disso, jogou os All-Star Games de 1972 e 1975 e conquistou nomeações para as equipes defensivas da liga em cinco ocasiões. Encerrou a sua vitoriosa carreira de jogador em 1980, vestindo a camiseta de número 36 do SuperSonics. Naquele mesmo ano, iniciou a trajetória como treinador comandando o San Diego (hoje Los Angeles) Clippers até 1983. Depois, ele passou várias temporadas adquirindo experiência como assistente-técnico em diversos times (inclusive o Charlotte Hornets). E agora vem a parte que mais nos interessa…

Durante a temporada 1998-99 da NBA, Paul Silas assumiu interinamente o comando do Charlotte Hornets. Ele era o assistente do então treinador Dave Cowens, que acabou demitido por causa da má campanha da equipe no campeonato: 4-11. Silas, então, ocupou a função de técnico até que a franquia pudesse conseguir um outro nome para treinar o elenco. No entanto, o desempenho do time melhorou bastante com o trabalho de Silas, e os resultados começaram a aparecer. O registro de 22-13 no restante daquela temporada fez com que a direção do Hornets desistisse de contratar um novo treinador e efetivasse Paul Silas no cargo. Era a chance que ele precisava para mostrar que a sua competência ia além do fato de ter sido um ótimo jogador.

A morte de Phills abalou o Hornets

Em 1999-00, logo em sua primeira temporada completa como técnico do Charlotte Hornets, Paul Silas levou o time de volta aos playoffs após o fracasso no campeonato anterior. Com um registro convincente de 49-33, os zangões realizaram a 4ª melhor campanha de toda a Conferência Leste. Porém, a equipe acabaria eliminada ainda na primeira fase da pós-temporada, com uma derrota por 3 a 1 para o Philadelphia 76ers, do craque Allen Iverson. A morte trágica do ala-armador Bobby Phills em um acidente automobilístico marcou aquela temporada para os zangões. Silas conseguiu usar o terrível acontecimento para unir ainda mais os seus jogadores e fazê-los dedicar cada vitória ao companheiro falecido. Com o ala-armador Eddie Jones inspirado, o Hornets cumpriu uma bela trajetória e fez com que Silas conquistasse ainda mais a confiança da direção da franquia.

* Clique aqui e veja alguns números de Paul Silas como jogador

Na temporada seguinte, 2000-01, o trabalho do mestre Paul Silas iria, enfim, se consolidar. O elenco do campeonato anterior sofreria mudanças importantes, e um novo time teria que ser montado. Silas não só montou essa nova equipe como fez as suas engrenagens funcionarem de forma rápida e bastante eficiente. Surgiam no grupo jogadores como Jamal Mashburn, PJ Brown e Jamaal Magloire, e Silas explorou o talento ofensivo desses atletas utilizando uma marcação forte e a valorização da posse de bola. O resultado foi excepcional, e o Hornets atingiu novamente os playoffs realizando a 6ª melhor campanha da Conferência Leste (46-36). Entretanto, tudo isso acabou sendo ofuscado pelos acontecimentos fora da quadra. A popularidade do time começava a cair devido à insatisfação do público de Charlotte com o dono da franquia, o empresário George Shinn. Ele estava sendo acusado de estupro e ficou com a reputação irremediavelmente abalada junto aos torcedores locais. O comparecimento dos fãs aos jogos da equipe caiu drasticamente e nunca se recuperou. Em meio a essa desagradável situação, o mestre Silas agiu e evitou que o “incêndio” se alastrasse para dentro de quadra. Confiante, 0 time foi aos playoffs decidido a provar o seu valor. E assim foi feito. Confira alguns slides abaixo:

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Na primeira fase da pós-temporada de 2000-01, os zangões encararam o favorito Miami Heat, do famoso técnico Pat Riley. Não deu nem para a saída. A equipe de Silas atropelou o Heat em todos os jogos da série e “varreu” o adversário com um sonoro 3 a 0 (naquela época, a primeira fase dos playoffs era disputada em melhor de 5 partidas). Nas semifinais, o Hornets enfrentaria outro favorito, o Milwaukee Bucks, do craque Ray Allen. Foi uma série duríssima, em que o Bucks fez 2 a 0 e abriu boa vantagem. Porém, a turma de Charlotte virou incrivelmente o duelo para 3 a 2 e estava a uma vitória da final do Leste. Seria a coroação do trabalho do mestre Silas. Só que Ray Allen e Glenn Robinson não permitiram essa alegria aos torcedores do Hornets. Ambos jogaram demais nos dois últimos confrontos da série, e o Bucks venceu por 4 a 3. Terminava aí a melhor campanha da franquia da Carolina do Norte em uma temporada da NBA, até aquele momento. O feito de Silas e dos jogadores foi magnífico, e os zangões encontraram uma base muito forte para os anos seguintes.

* Clique aqui e veja alguns números de Paul Silas como técnico

Em 2001-02, outra bela temporada do Hornets (a última em Charlotte) sob o comando de Paul Silas. A base do campeonato anterior foi mantida, e o time novamente foi aos playoffs e alcançou as semifinais da Conferência Leste. Mesmo sem o apoio da torcida local, os zangões fizeram uma campanha 44-38 (4ª melhor do Leste) e se credenciaram à disputa da pós-temporada. Após eliminar o Orlando Magic por 3 a 1, o time sofreu um 4 a 1 e caiu diante do forte New Jersey Nets, do craque Jason Kidd. Procurando contornar os problemas vividos pela franquia, Paul Silas tocava o barco de forma magnífica. Apesar de tudo o que acontecia fora de quadra, o Hornets era um time respeitado.

No vídeo abaixo, os últimos momentos da classificação do Charlotte Hornets às semifinais da Conferência Leste – temporada 2001-02 (narração em português!). Confira:

A situação em Charlotte estava insuportável, e, por isso, George Shinn conseguiu o consentimento da NBA para transferir o Hornets para New Orleans. E esse fato aconteceu na temporada 2002-03. Paul Silas, então, foi o primeiro técnico do New Orleans Hornets. Durante a mudança de cidade, Silas ainda teve mais um “pepino” para descascar: ele precisou conversar com alguns jogadores preocupados com a situação da franquia e convencê-los de que o trabalho não seria alterado, independentemente da nova realidade. Dessa forma, os principais atletas da equipe se “fecharam” com o treinador e foram para New Orleans. Em consequência disso, o Hornets alcançou os playoffs pela quarta vez consecutiva – e logo em seu primeiro ano na Louisiana. Com um registro de 47-35, os zangões realizaram a quinta melhor campanha do Leste, mas caíram na primeira fase da pós-temporada: 4 a 2 para o Philadelphia 76ers. A mudança de cidade não impossibilitou o mestre Silas de levar o time novamente a um belo resultado. Porém, após a primeira (e boa) temporada do Hornets em New Orleans, Paul Silas foi inexplicavelmente demitido pela direção da franquia. Para o seu lugar, entrou o contestado Tim Floyd. Pegando carona no ótimo trabalho deixado por seu antecessor, Floyd levou o Hornets aos playoffs pela quinta vez seguida, mas a equipe foi logo eliminada pelo Miami Heat, embora a série tenha sido bastante equilibrada: 4 a 3. Após a eliminação, Floyd acabou substituído por Byron Scott. Mas isso já é uma outra história…

Silas: o eterno treinador dos zangões

Paul Silas comandou o Charlotte/New Orleans Hornets de 1999 a 2003. Em 390 jogos, ele obteve 221 vitórias e 169 derrotas, além de quatro participações (consecutivas) nos playoffs da NBA e duas aparições na fase semifinal da Conferência Leste. Atualmente, é o treinador do Charlotte Bobcats (ele não merecia um timezinho tão ruim!). Eu acompanhei bastante o Hornets durante esse período em que o mestre Silas conduzia a equipe a belas campanhas. Eram outros tempos, mas dava gosto de torcer pelos zangões. Posso dizer que tive muito mais alegrias do que tristezas com o Hornets de Paul Silas, sem a menor sombra de dúvida. Aliás, tristeza mesmo foi vê-lo covardemente demitido pela antiga direção do Hornets. O mestre Silas não merecia isso, e sim muitos aplausos. Para mim, é o maior de todos da nossa franquia. O nosso eterno treinador. Sem mais delongas, termina aqui a homenagem do Brazilian Hornet a uma pessoa que tanta alegria deu aos fãs de longa data dos zangões. Ele merece cada letra. Obrigado, mestre!

* O REENCONTRO: Daqui a pouquinho, Chris Paul e o Hornets estarão frente a frente dentro da New Orleans Arena. Os zangões vão encarar o Los Angeles Clippers e terão que duelar pela primeira vez com o – para muitos – melhor jogador que já vestiu a nossa camiseta. Imperdível! Estou absolutamente curioso para saber como o CP3 será recebido pelos fãs da Louisiana. O jogão acontecerá logo mais, às 21h (de Brasília). O Brazilian Hornet irá acompanhar tudo e jogar informações no nosso Twitter. Não percam!

* New Orleans Hornets Brasil: a prévia do jogo

Jack teve uma bela atuação

* TRIPLO-DUPLO: Foi o que conseguiu o armador Jarrett Jack no jogo de ontem (o primeiro de mais um back-to-back), contra o Warriors. Ele anotou 17 pontos, distribuiu 11 assistências e apanhou 10 rebotes. Uma bela marca. É o primeiro jogador do Hornets a atingir o dígito duplo em três quesitos nessa temporada (e eu li no Hornets247 que é a primeira vez na carreira que ele consegue isso!). Portanto, eu seria injusto se não desse um destaque para o feito do JJ. Apesar da derrota para a turma de Oakland, vão os meus parabéns para ele! Eu não costumo colocar foto na sessão Ferroadas, mas o Jack realmente mandou bem demais. Essa é por conta da casa!

* MAIS UM: Após dispensar o pivô Jeff Foote, o Hornets contratou um novo jogador para a posição. Trata-se de Chris Johnson, 26 anos, ex-atleta da LSU (Louisiana State University). Johnson não é marinheiro de primeira viagem na NBA. Antes do Hornets, ele chegou a atuar no Portland Trail Blazers e no Boston Celtics. Além disso, também possui experiência no basquete europeu. Os termos do contrato com os zangões não foram divulgados.

UMA NOITE PARA ESQUECER

Essa imagem sintetiza claramente a exibição dos zangões

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Dessa vez, o post será um pouquinho mais curto, ok? Eu explico: o sujeito que vos escreve vai curtir o Ano Novo na praia de Copacabana, no Rio, vendo todos aqueles fogos estourarem na passagem de 2011 para 2012. Por isso, esse mesmo sujeito não terá como se dedicar ao blog nas próximas horas. Agora que a situação está esclarecida, eu gostaria que alguém me explicasse o que aconteceu há pouco, na New Orleans Arena. Confesso que ainda estou atordoado com a cipoada que o Hornets levou do Phoenix Suns, em plena Louisiana. O placar de 93 a 78 construído pela equipe do Arizona nos mostra dados alarmantes de uma noite para esquecer. Apertem os cintos e anotem aí alguns números do nosso time:

– Field Goal (os tiros de quadra): 26-90. Isso mesmo. De 90 arremessos, acertamos apenas 26! Quer o percentual de acertos? Aí está: 28.9%! Sabem o que isso significa? De acordo com a ESPN (fonte mais confiável que eu achei), é O SEGUNDO PIOR APROVEITAMENTO DE ARREMESSOS DA HISTÓRIA DA FRANQUIA!!! Assustador, pavoroso, embaraçoso!

– Arremessos da linha dos 3 pontos: 3-14. Podes crer. De 14 “chutes”, apenas 3 com endereço certo. O percentual? 21.4%! Doloroso, não é mesmo?

– Assistências: 14. O time inteiro do Hornets computou isso aí, 14. Pelo Suns, o Steve Nash, sozinho, distribuiu 12 passes que culminaram em pontos! E o jogador dos zangões que mais assistiu os companheiros, Greivis Vasquez, ficou em quadra por míseros 17 minutos. Você entendeu? Eu também não.

– Pontos vindos do banco: 24. Essa foi a contribuição do nosso banco de reservas. A do Suns? Pois não: 38. Uma diferença considerável.

A marcação de Aminu não funcionou

Está de “bom” tamanho, não é? Esses números e percentuais desagradáveis mostram como o ataque do Hornets funcionou (?) terrivelmente mal nessa partida. Saindo das estatísticas e olhando para o que aconteceu dentro de quadra, eu pude observar um time que acabou expondo as suas deficiências técnicas das mais variadas formas. Erros bizarros embaixo da cesta, arremessos tortos e imprecisos, desperdícios de todos os tipos e mudanças que não surtiram efeito. Foi isso o que eu vi. Não, eu não estou dizendo que os jogadores do New Orleans Hornets são umas porcarias. Nada disso. O que eu quero dizer é que a nossa última atuação não condiz com a realidade da nossa equipe. O time do Hornets tem seus defeitos evidentes, mas pode (e deve) se apresentar muito melhor do que o que vimos nesse terceiro jogo da temporada. E defensivamente, não fomos nem sombra do esquadrão que esmagou o Boston Celtics, há apenas dois dias. Sofremos 93 pontos, e poderia ter sido mais. Repito: uma noite para esquecer.

O Phoenix Suns é uma equipe previsível, muito dependente das jogadas do velho Steve Nash e dos arremessos de longa distância. Jogo de garrafão? Quase nenhum. Defesa? Decente seria muito. Mas, dessa vez, as bolas caíram. E foi justamente isso o que fez a diferença. As deles, caíram. As nossas, não. Até o Monty Williams, técnico de quem eu sou fã declarado, acabou tendo uma noite infeliz. Suas mudanças não surtiram o efeito esperado, e ele mexeu mal em alguns momentos da partida. No último quarto, com Jack e Vasquez juntos em quadra, o Hornets começava a esboçar uma reação. E o que o Monty fez? Tirou o Vasquez e colocou o Belinelli. Eu, sinceramente, não entendi. Julgar as ações do treinador pode até ser pretensão de minha parte. Afinal, o Monty Williams é extremamente competente (eu não canso de elogiá-lo aqui) e conhece o elenco dele melhor do que ninguém. No entanto, a mexida não surtiu o menor efeito, e acabamos vendo o Suns retomar as rédeas do jogo até garantir a vitória (e a revanche), de forma confortável. São infelicidades que acontecem, é claro. Se tudo tivesse dado certo, esse chato aqui não estaria cornetando, não é mesmo?

FG: 26-90. Provavelmente, o Jason Smith errou esse arremesso

Para terminar, não vou falar sobre quintetos, atuações individuais, nem sobre os 18 pontos do Hakim Warrick e, muito menos, sobre o joelho do Eric Gordon (que tanto nos fez falta). Eu quero é dizer que jogos como o de ontem (para hoje) acontecem. Noites para se esquecer são inevitáveis, e todos os times passam por isso. Vejam os casos do Dallas, do Boston, do próprio Lakers. Viram só? O Hornets perdeu jogando mal, mas isso não é motivo para desespero ou para acharmos que, a partir de agora, iniciaremos nossa caminhada rumo ao 2-64. Muita calma nessa hora. Não podemos jogar fora tudo o que foi feito de bom, por causa desse tropeço (mesmo que tenha sido um tropeço feio, com uma marca negativa). Nossa campanha é 2-1, um início melhor do que muitos esperavam. Portanto, confiar no belo trabalho do Monty e no potencial da nossa equipe é o melhor que devemos fazer. E rezar pelo retorno do Eric Gordon também não cairia mal…

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida

Ah, e se serve de consolo, o Marco Belinelli bateu o seu recorde de rebotes na carreira, em um jogo de NBA: foram 10. Melhor que isso, só o cross over desmoralizante que o Jarrett Jack aplicou para cima do pobre Steve Nash. Uma queda cinematográfica do armador do Suns. Valeu o ingresso. Dá só uma olhada:

OBS: O próximo adversário do Hornets será o Sacramento Kings. As duas equipes se enfrentarão à meia-noite (de Brasília) de domingo (01/01) para segunda (02/01), no Power Balance Pavilion, em Sacramento. O Brazilian Hornet acompanhará a partida e mandará informações, via Twitter.

Só mais um recado: o BH volta com força total nesta segunda-feira (02/01)!

Feliz Ano Novo! Muita prosperidade e um 2012 cheio de alegrias!

ALGUMAS FOTOS PARA CURTIR

1988-89: a primeira logo da história do Hornets

* Por Lucas Ottoni

A surra aplicada no Celtics é passado. O New Orleans Hornets já entrará em quadra, daqui a pouco, às 23h (de Brasília), para enfrentar (novamente) o Phoenix Suns, na New Orleans Arena. O Suns, você sabe, foi o primeiro adversário dos zangões na temporada 2011-12 da NBA. E o resultado, você também sabe, foi uma vitória suada do nosso time, em pleno Arizona. Enquanto a bola não sobe na Louisiana, eu separei umas fotografias legais e resolvi postar aqui no Brazilian Hornet. Catei algumas imagens “jurássicas” dos tempos de Charlotte Hornets (lembra?), tem Kobe Bryant, “Grandmama”, David West, Monty Williams, etc. Curte aí (é só clicar)…

OBS: O BH estará mandando informações do jogo de logo mais, contra o Phoenix Suns, via Twitter. Quem não puder assistir à partida, nos acompanhe!


 FERROADAS

* ERIC GORDON POUPADO: Sentindo leves dores no joelho direito, o nosso SG titular continuará fora do time e não entrará em quadra, hoje, contra o Suns. A decisão foi do técnico Monty Williams, que teme que a lesão de Gordon possa se agravar. Se o Hornets vencer, o técnico será bestial. Se o Hornets tropeçar, ele será uma besta. Brincadeiras à parte, é melhor perder o Gordon por mais um jogo, do que não tê-lo por semanas. Um pouco de precaução não faz mal.

* MAL DAS PERNAS: O Phoenix Suns, nosso rival de logo mais, vem de duas derrotas em casa (uma delas para o Hornets), nessa temporada. Anote aí: há 15 anos (!), o Suns não sabia o que era iniciar uma campanha com 0-2, na NBA. A maré é das piores para o time do Arizona, mas respeitar é sempre de bom grado. Esse tipo de jogo é perigoso, e os zangões não podem vacilar.

* New Orleans Hornets Brasil: a prévia do jogo

* REFORÇO E DESFALQUE: O Suns contratou o Michael Redd, ala-armador campeão olímpico e ex-All-Star, conhecido por seus arremessos precisos e suas lesões brutais nos joelhos. O cara é uma aposta de risco, pois vem jogando pouquíssimo nos últimos anos, por conta de seus problemas físicos. Ele não estará em quadra contra o Hornets, daqui a pouco.

* AGORA É SEM ACENTO: Gustavo Ayón virou Ayon. Eu vinha escrevendo o sobrenome dele com acento agudo no O, que é o correto. Entretanto, nos EUA esse acento passa batido, ninguém quer saber dele. A partir de agora, o Brazilian Hornet apresenta o sr. Gustavo Ayon. Seja bem-vindo! Ah, o Ayon joga logo mais? Não faço a menor ideia. Se alguém souber, me avise. Esse lance de visto já está virando novela mexicana.

UM TIME QUE SABE DEFENDER!

O desespero estampado no rosto do Kevin Garnett diz tudo

* Por Lucas Ottoni

Sim, amigos. Podem acreditar. O New Orleans Hornets tirou o poderoso Boston Celtics para nada e aplicou-lhe uma belíssima surra, com direito a uma aula completa de defesa, ontem, na New Orleans Arena. A vitória dos zangões, por 97 a 78, poderia ter sido ainda mais expressiva, se Eric Gordon estivesse em quadra. É isso mesmo, o nosso heroi da estreia sentiu dores no joelho direito e acabou desfalcando o time minutos antes de a bola subir, na Louisiana. Quando eu soube, até comentei com alguns amigos: “É, hoje será impossível vencermos”. E as minhas previsões pessimistas começavam a se concretizar logo no início da partida. Rapidamente, o Celtics abriu 9 a 2 no placar, e aí eu pensei: “A noite será longa, muito longa”. Nesse momento, o treinador Monty Williams (uma salva de palmas para ele!) pediu tempo técnico, e o que se viu, desde então, foi a conjugação do verbo DEFENDER das mais variadas maneiras dentro de uma quadra de basquete. Eu defendo, tu defendes, ele defende! Nós defendemos, vós defendeis, eles defendem! Por zona, homem a homem, combinada, mista, por pressão, e por aí vaí… Uma coisa linda de se ver, meus caros.

Que o Hornets tem suas limitações técnicas e ainda carece de mais entrosamento, todo mundo sabe. Porém, a filosofia defensiva implantada pelo Monty Williams (mais palmas!) faz dos zangões um adversário dos mais chatos para qualquer equipe. Além disso, os jogadores demonstraram uma vontade tão grande nesses primeiros jogos, que a falta de conjunto acabou relegada à segundo plano. Claro que ainda é muito cedo para sairmos soltando fogos, mas o que se viu contra o Celtics é para deixar qualquer torcedor do Hornets muitíssimo animado. Depois do tempo técnico pedido pelo Monty Williams (continuem com as palmas!), os donos da casa tomaram a dianteira da partida e não a largaram mais. As feras Rajon Rondo, Ray Allen e Kevin Garnett tiveram dificuldades imensas com a forte marcação aplicada pelos rapazes do tio Monty. Certamente, o Celtics sentiu o desfalque do ala Paul Pierce e o desgaste por ter enfrentado o Miami Heat na noite anterior, mas nem o mais pessimista torcedor de Boston poderia prever a surra que o time sofreu em New Orleans. Com uma campanha 0-3, o sinal de alerta já está mais do que aceso em Massachusetts. Sim, mas o que nós temos a ver com isso? Ora, eu creio que a aula de ontem é uma bela resposta, não?

Uma enorme frustração tomou conta das estrelas do Boston Celtics

Com o desfalque de Eric Gordon, esse foi o Hornets que entrou em quadra: Jarrett Jack (que voltou de suspensão), Marco Belinelli, Trevor Ariza, Carl Landry e Emeka Okafor. Mas, na verdade, bonito de se ver foi o show que o Monty Williams (clap, clap, clap!) deu modificando a rotação do time de várias maneiras ao longo da partida, sem que, com isso, houvesse quebra de rendimento. Foi muito legal ver Jack e Greivis Vasquez juntos, confundindo a marcação do Celtics, bem como a dupla Kaman e Okafor defendendo o nosso garrafão com autoridade. O que falar de Carl Landry, que chegou até a jogar de pivô, quando preciso? E tudo isso funcionou perfeitamente bem, dentro de um sistema com defesa forte e muita movimentação no ataque, e contra um adversário de muitíssimo respeito. O Hornets controlou o jogo de todas as formas, chegando a abrir 11, 16, 18, 19 pontos de vantagem sobre um Celtics que não se encontrava em quadra. No fim, vitória por 19 pontinhos de frente. 2-0, amigos! Restam 64…

* Veja o pós-jogo do blog New Orleans Hornets Brasil

Para se ter uma ideia de quão agressiva e intensa foi a defesa dos zangões, o time terminou a partida com 12 bloqueios, a melhor marca do Hornets desde 2005. Analisar as atuações individuais nem é algo muito justo, já que a equipe inteira merece aplausos pela exibição de gala. No entanto, eu não posso deixar de citar o armador Jarrett Jack e o ala-pivô Carl Landry. Para mim, ambos foram os destaques da nossa vitória. Jack coroou sua participação com 21 pontos, 9 assistências, 4 rebotes, 1 roubo e 2 bloqueios, em 38 minutos. E Landry anotou 20 pontos, 11 rebotes e 1 bloqueio, em 29 minutos. Dois monstros! Eles abrilhantaram o triunfo de uma equipe que jogou muito bem. Do lado do Celtics, os 13 pontos e 6 assistências do armador Rajon Rondon não foram suficientes para evitar a surra, tampouco os 15 pontos do ala-armador Ray Allen. A noite foi mesmo da franquia da Louisiana.

Carl Landry festeja, enquanto Marquis Daniels lamenta

E por falar em Louisiana, os fãs do Hornets também fizeram as suas partes. Um público de 17.802 torcedores ajudou o time o tempo inteiro. Mais uma demonstração de força da galera de New Orleans. Como prêmio, eles brindaram o primeiro ponto do armador Carldell “Squeaky” Johnson, em uma partida oficial da NBA. Vale lembrar que Johnson é nativo de New Orleans, então a comemoração foi muito grande quando ele encestou um lance livre no fim da partida. Ah, e o “Squeaky” também segue o Brazilian Hornet no Twitter. Um abraço para ele!

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida

Seremos os campeões dessa temporada? (Muitíssimo provavelmente) Não. Tecnicamente, somos o melhor time do campeonato? De jeito nenhum. Temos alguma estrela badalada? Ela se foi. Figuramos entre os favoritos da imprensa? Passamos longe! Mas, e daí? O fato é que estamos montando um bom time de basquete, com uma enorme intensidade defensiva e com atletas que estão dando o máximo dentro de quadra. 2-0. Isso já é um começo.

No vídeo abaixo, alguns highlights da vitória dos zangões:

Ah, e eu não poderia esquecer: 84 pontos para o Suns, e 78 pontos para o Celtics. O vídeo abaixo é para você, Monty Williams!

Bem, hoje o post será grande. É que eu encontrei um trecho que achei muito legal, escrito pelo Joe Gerrity (aquele abraço, Joe!), no blog americano Hornets247. Está escrito em inglês, e eu traduzi abaixo:

“Você, ou alguém que você ama, pode ter notado que muitas vezes se refere à equipe no sentido possessivo, usando palavras como “nós” e “nosso”. Quando eu comecei a escrever assim, era algo não-intencional, uma mistura de um estilo refinado e edição descuidada. Não é mais. Não tem sido por um tempo.

Mais de 18 meses se passaram, desde que Chouest teria finalizado um acordo para comprar a equipe e então nunca o fez, e as coisas têm sido difíceis por aqui. Os fãs do Hornets têm sido constantemente sacrificados por não terem um dono claro para a franquia – algo que foi perfeitamente ilustrado durante a troca com o Lakers que falhou – ou um futuro definido (Aquiiiiiiiii, proprietário, proprietário, proprietário…)

Nos deixaram sabendo apenas de uma coisa real: certifique-se de que os lotes de bilhetes serão vendidos ou, então, há uma boa chance de a equipe desaparecer. O destino do Hornets foi e é finalmente deixado nas mãos de pessoas como você (eu estou olhando para os funcionários da franquia, os portadores de bilhetes sazonais, outras pessoas da mídia, os participantes ocasionais, os superfãs internacionais, os Bee-Zanies, etc) e eu.

Por isso, desculpe-me por pensar no Hornets como a nossa equipe. Isso não é um hábito que eu estou pensando em quebrar”.

Legal, né? Ao mesmo tempo em que tem seus problemas, o Hornets também tem a sorte de possuir fãs como nós. E ser fã do Hornets, acreditem, é uma grande alegria, ganhando ou perdendo.

* OBS: Se você leu o trecho que eu postei, naturalmente você deve estar se perguntando: “Quem são os Bee-Zanies?”. Bem, os Bee-Zanies são uma espécie de torcida organizada do Hornets. É um grupo de fãs selecionado pela franquia (ou por alguém indicado por ela) para fazer muito barulho nos jogos dos zangões na New Orleans Arena. Normalmente, essa turma se veste com perucas, pinturas, camisetas do Hornets e outros acessórios diferentes para fazerem a festa nas partidas. Veja aqui um vídeo com algumas dessas figuras.


 FERROADAS

* HORNETS VS SUNS: Amanhã (30/12) os zangões voltam à quadra novamente. O duelo será com o velho conhecido Phoenix Suns, aquele que derrotamos na nossa estreia na temporada 2011-12. O time dos caras vai muito mal das pernas, e rivais nessas condições são sempre perigosos. A partida começará às 23h (de Brasília), na New Orleans Arena. Rumo ao 3-0!

COLEÇÃO: AIR JORDAN CP3.III

Assinado pelo armador Chris Paul, esse par de tênis foi lançado em meados de 2010

* Por Lucas Ottoni

Seguindo com a apresentação do acervo do Brazilian Hornet, hoje a gente mostra aqui um par de tênis Air Jordan CP3.III. Eles são próprios para a prática do basquete, é claro. Fabricados na China, esses pisantes levam a assinatura do cracaço Chris Paul, negociado pelo New Orleans Hornets antes do início da temporada 2011-12 da NBA. Ok, ele não é mais um jogador dos zangões, só que esses tênis foram lançados na época em que o Paul ainda desfilava sua categoria com uma camiseta do Hornets. Eu os adquiri em 2011, mas eles chegaram no mercado em meados de 2010. E, se vocês perceberem pelas fotos, as cores e alguns desenhos realmente remetem à franquia da Louisiana. É óbvio que existem diversas outras cores para esse modelo, mas, na coleção do BH, esses aí são peças únicas. Confiram os slides:

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A fabricante Air Jordan vem lançando, ano após ano, tênis assinados pelo Chris Paul e outros astros da NBA. E os preços e modelos são dos mais variados. Mas como eu não sou garoto-propaganda e não recebo “jabá” algum para ficar falando sobre os lançamentos de determinada empresa, vou parar por aqui. Afinal de contas, a única intenção deste post é mostrar um pouquinho mais do acervo do BH para vocês.

Espero que tenham curtido o segundo item da coleção. Para ver o primeiro item, é só clicar aqui. Em breve, eu seguirei postando outros objetos. Aquele abraço!

OBS: Você tem algum objeto ou relíquia dos zangões? Mande imagens para o Brazilian Hornet, através do nosso e-mail: br_hornet@hotmail.com. Assim que possível, eu postarei aqui no blog.


 FERROADAS

* HORNETS VS CELTICS: Logo mais, às 23h (de Brasília), os zangões voltam à quadra para o segundo jogo da temporada 2011-12. Enfrentaremos a duríssima e experiente equipe de Boston, na New Orleans Arena. Após cumprir suspensão, o armador Jarrett Jack deve entrar no quinteto titular. Já o ala-pivô mexicano Gustavo Ayón está resolvendo problemas com seu visto e tem chance de ser integrado ao elenco do técnico Monty Williams. Vale lembrar que o Hornets estreou no campeonato vencendo o Suns, em Phoenix, na última segunda-feira.

* O ADVERSÁRIO: Na equipe visitante, o experiente ala Paul Pierce será um importante desfalque. Ele sente dores no calcanhar direito e não terá condições de jogar. Entretanto, o time do técnico Doc Rivers conta com excelentes atletas, como o armador Rajon Rondo, o ala-armador Ray Allen e o ala-pivô Kevin Garnett. Esses três precisam ser muito bem vigiados. Por incrível que possa parecer, o Celtics está em busca de seu primeiro triunfo nessa temporada. Eles vêm de duas derrotas (contra os fortes Knicks e Heat) e irão partir com tudo para cima dos zangões. É hora de jogar com inteligência e mandar o desespero para o lado de lá. Rumo ao 2-0!

* Clique aqui e veja o pré-jogo do blog New Orleans Hornets Brasil

OBS: Durante a partida, é provável que o Brazilian Hornet solte alguma coisa no Twitter. Quem não tiver condições de assistir ao jogo, é só ficar ligado nas nossas tuitadas, ok?