RETROSPECTIVA 2011-12 # 1

Jarrett Jack e Greivis Vasquez: armadores com estilos diferentes

* Por Lucas Ottoni

Conforme prometido (e mesmo que com atraso), vamos iniciar agora a análise do elenco do New Orleans Hornets na temporada 2011-12 da NBA. A primeira parte da nossa retrospectiva será dedicada aos ARMADORES, essa posição tão essencial para o sucesso de qualquer equipe de basquete. Os armadores geralmente são os cérebros de seus times, os caras que armam o jogo e ditam o ritmo em quadra. Será que os armadores do Hornets deram conta do recado? Ou acabaram decepcionando? Vamos falar um pouquinho sobre eles…

* JARRETT JACK #2

Médias: 34.0 mpg / 15.6 ppg / 6.3 apg / 3.9 rpg / 0.7 spg / 0.2 bpg

Número de jogos: 45 (39 como titular)

A temporada 2011-12 da NBA acabou nos mostrando dois lados bem distintos do armador Jarrett Jack. Primeiro, ficou bastante claro que ele não é o PG que o New Orleans Hornets precisa para ser mais consistente e lutar por voos mais altos. No entanto, ele é tão bom, mas tão bom atacando a cesta que fica até difícil criticar o cara. Também é preciso dizer que o Jack foi o armador titular do time enquanto esteve saudável e fez algumas partidas individualmente muito boas. Além disso, ele foi o principal cestinha dos zangões no campeonato – com mais de 15 pontos por partida – e mostrou facilidade para pontuar e perturbar as defesas rivais. É óbvio que o JJ é um jogador com algum talento ofensivo e que pode ser muito útil à maioria das equipes da NBA. Afinal, ele tem velocidade, um bom arremesso e sabe infiltrar. Contudo, a pergunta que cabe aqui é a seguinte: pode o Jack permanecer como PG titular do Hornets para a próxima temporada? Na minha modesta opinião, apesar das boas atuações individuais, ele definitivamente não é o tipo de armador que faz o time ser melhor. O JJ não é o jogador cerebral para atuar ao lado do Eric Gordon, ele tem um cheiro de Sexto Homem, aquele cara que sai do banco para colocar faísca nos jogos. Muitas vezes, ele enfiou a bola debaixo do braço e tentou decidir as partidas, sem grande sucesso. Falta ao Jack um melhor QI de basquete e saber que a função de um armador é muito mais do que atacar a cesta e pontuar. Embora tenha distribuído mais de 6 assistências por jogo (atuando 34 minutos em média), ele sempre colocou o passe em segundo plano. Em 2011-12, ele mostrou que é um jogador capaz de marcar pontos, mas incapaz de armar com eficiência ou de fazer a coisa certa nos momentos decisivos das partidas. A campanha ruim do Hornets (21-45) também é reflexo disso. Portanto, a temporada do JJ foi ótima INDIVIDUALMENTE, mas não tão prodigiosa COLETIVAMENTE.

PONTO POSITIVO: Sem dúvida, foi o triplo-duplo que ele obteve na partida contra o Golden State Warriors, no último dia 21 de março: 17 pontos, 11 assistências e 10 rebotes (veja o vídeo abaixo). Foi o único TD de um jogador do Hornets na temporada e o primeiro do Jack como profissional. Além disso, ele atingiu as médias mais altas da carreira em minutos jogados, pontos, assistências, rebotes e bloqueios. Individualmente, um rendimento espetacular.

PONTO NEGATIVO: Além da pouca eficiência na armação do time, o Jack sofreu uma fratura por stress no pé direito que o tirou da reta final da temporada regular. Quase não jogou ao lado do ala-armador Eric Gordon, jogador mais talentoso do Hornets.

O FUTURO: Eu acho pouco provável que o Jarrett Jack siga como PG titular do Hornets. Então, ou ele continuará no elenco como um Sexto Homem, ou ele será negociado. O Jack é um jogador de 28 anos que se valorizou e que pode ser interessante para muitas equipes que precisam essencialmente de pontuadores. Além do mais, tem um contrato que será expirante. É uma moeda de troca bem atrativa que o Hornets possui. Querem a minha opinião? Eu acho que ele será envolvido em alguma negociação…

* GREIVIS VASQUEZ #21

Médias: 25.8 mpg / 8.9 ppg / 5.4 apg / 2.6 rpg / 0.9 spg / 0.1 bpg

Número de jogos: 66 (26 como titular)

Foi o meu jogador favorito do elenco do Hornets na temporada 2011-12. Em seu segundo ano na NBA, o Vasquez mostrou que pode ser um cara bastante útil aos zangões daqui para frente. O estilo de jogo do armador venezuelano me agrada em cheio e é exatamente o oposto do titular Jarrett Jack. Ao contrário do JJ, o Greivis Vasquez prioriza o conjunto e joga essencialmente para o time. Ele tem um passe extremamente bom, costuma ditar o ritmo do jogo e procura sempre um companheiro melhor colocado em posição de “chute”. Além disso, não é o tipo de jogador que persegue a cesta desesperadamente. Não ficou fora de nenhuma partida do time no campeonato e é – muito provavelmente – o atleta mais vibrante do elenco. O fato é que o Hornets foi uma equipe muito mais competitiva quando o Vasquez esteve responsável pela armação, e é isso o que mais me agrada nesse jogador. Ele não apareceu tanto no Box Score como o Jarrett Jack, mas a sua presença em quadra foi extremamente benéfica para os zangões, coletivamente falando. Para completar, tem uma boa envergadura para a posição 1 e é dono de uma ótima leitura do jogo com a bola nas mãos. A pergunta que eu faço aqui é a seguinte: estaria o Vasquez pronto para assumir a função de PG titular do Hornets? O fato é que o venezuelano tem defeitos relevantes para corrigir em seu jogo. Ele possui deficiências na defesa – principalmente para marcar armadores mais velozes -, não apresenta um arremesso tão preciso quanto o do Jack e, vez por outra, comete alguns turnovers desnecessários e até irritantes. O jogo do Vasquez ainda precisa ser lapidado, e ele tem que ter em mente que é um atleta em evolução. Colocá-lo de vez como titular do time é uma aposta de risco que pode dar muito certo (ou não). No entanto, ele ainda precisa melhorar demais para ser aquele armador confiável e inquestionável dentro do Hornets. Por enquanto, o Vasquez conquistou a simpatia e a admiração dos fãs por ser um cara vibrante, habilidoso e que ajuda o time. Aos 25 anos, ele vai para a sua terceira temporada na NBA com a missão de ser um jogador ainda melhor. E é o Hornets quem tem a ganhar com isso.

PONTO POSITIVO: O Vasquez manteve uma boa regularidade ao longo de toda a temporada (no vídeo, ele em ação contra o New York Knicks), mas foi na reta final que ficou clara a sua eficiência na armação do time. Com o Jarrett Jack afastado por lesão, o venezuelano assumiu de vez a titularidade, e o Hornets venceu 8 de suas últimas 13 partidas – com alguns duplos-duplos e belas assistências do Vasquez. Ele também praticamente triplicou as suas médias de pontos, assistências, rebotes e roubos, em relação a seu ano de estreia na NBA (pelo Memphis Grizzlies, em 2010).

PONTO NEGATIVO: Armadores de excelente nível – como Chris Paul, Tony Parker, Steve Nash e John Wall – expuseram as graves deficiências do Vasquez na defesa. Muitas vezes, ele careceu de agilidade para acompanhar o PG adversário e não conseguiu fazer uma boa leitura do ataque rival, sendo facilmente surpreendido. Isso é algo que o técnico Monty Williams certamente trabalhará com o venezuelano antes de o próximo campeonato começar.

O FUTURO: Precisa ser em New Orleans. O Vasquez é um jogador que tem um potencial enorme e está em processo de evolução. Ele é um dos jogadores favoritos da torcida do Hornets e deve permanecer na equipe para 2012-13. Antes disso, ele jogará o Torneio Pré-Olímpico Mundial com a seleção da Venezuela, entre os dias 02 e 08 de julho. Vale a pena conferi-lo em ação.

– Outros armadores que passaram pelo Hornets (sem grande repercussão) na temporada 2011-12: Carldell “Squeaky” Johnson, Donald Sloan e Jerome Dyson.

* PLAYOFFS: A pós-temporada 2011-12 segue rolando, e algumas equipes importantes caíram fora da disputa. Los Angeles Lakers, Chicago Bulls, Orlando Magic, Los Angeles Clippers e o atual campeão Dallas Mavericks já estão de férias. Bem, o meu palpite segue o mesmo, Spurs vs Heat na grande decisão. E vocês? O que acham?

* BOATARIA: Já tem gente falando sobre Goran Dragic, Raymond Felton, Omer Asik e Ersan Ilyasova no Hornets. Só esqueceram de avisar isso para o gerente-geral Dell Demps…

UM DETALHE CHAMADO DURANT

A ótima performance do cracaço Kevin Durant complicou a vida do Hornets

* Por Lucas Ottoni

O New Orleans Hornets (3-7) até que jogou bem, mas não resistiu ao forte Oklahoma City Thunder (10-2). A vitória dos visitantes, por 95 a 85, em plena New Orleans Arena, teve a marca de um jogador cada vez mais decisivo dentro da NBA: Kevin Durant. Esse nome foi o detalhe que tirou o triunfo das mãos dos zangões, na última madrugada. O Thunder vem de cinco vitórias consecutivas e é o líder da Conferência Oeste e de todo o campeonato (ao lado do Chicago Bulls). Um time forte e preparado para disputar o título da temporada 2011-12. E eu tenho certeza que muitos imaginaram que o Hornets seria massacrado dentro de casa, mas não foi isso o que aconteceu. O terceiro quarto terminou com o placar de 73 a 70, a favor do Thunder, e a vantagem poderia ter sido ainda menor, se Carldell “Squeaky” Johnson não errasse dois lances livres, com o cronômetro praticamente zerado. Coisas que acontecem. Aí, no último período, a turma de Oklahoma apertou a marcação, forçou o Hornets a alguns erros nos minutos finais e saiu de quadra com o resultado positivo. Venceu a equipe mais preparada, mais pronta, eu diria. E, principalmente, venceu a equipe que tinha Kevin Durant em seu quinteto. Esse foi o detalhe primordial.

* Veja aqui as avaliações (em inglês) dos jogadores do Hornets e algumas imagens da partida contra o Thunder – blog Hornets247

A estrela do Thunder, de apenas 23 anos, jogou uma barbaridade. Foram 29 pontos, 10 rebotes, 3 assistências, 1 roubo e 4 bloqueios, em 38 minutos. Durant mostrou o seu repertório completo, diante do Hornets. Mesmo bem marcado, ele conseguiu dar um jeito de criar os seus arremessos e colocar a bola dentro da cesta (das mais variadas maneiras, diga-se de passagem). Tentou quatro “chutes” da linha dos três pontos, e errou apenas um. Terminou com um 11-17, em FG. Claro,  ele foi muito bem assessorado pelo ótimo armador Russell Westbrook, que terminou a partida com 22 pontos e 7 assistências. Contudo, foi Kevin Durant o responsável direto pela derrota do Hornets. Se KD não fosse o jogador que é, os zangões certamente teriam saído de quadra com a sua quarta vitória na competição.

Carl Landry teve outra bela atuação

Já o time do Hornets não me surpreendeu. Fez mais uma boa partida, cometeu alguns erros bem conhecidos (mas, dessa vez, em menor escala), marcou muito bem (em 10 partidas, levou mais de 100 pontos em apenas uma), mostrou um melhor conjunto e jogou de igual para igual contra um dos favoritos ao título da NBA. Não se engane. Os zangões não são tão ruins quanto você pensa, apesar da campanha 3-7. Fizemos um outro jogo equilibrado e perdemos nos detalhes, ou melhor, no detalhe: Kevin Durant, ele mesmo. Amigos, o rapaz esteve imparável. Quase tudo o que ele jogava para o alto, caía. Enfim, perdemos, mas eu gostei da atuação da equipe de New Orleans. Podemos não ter um KD, mas temos um time em evolução. Eu sigo confiando nesse trabalho implantado pelo técnico Monty Williams. Agora, é seguir em frente. E de cabeça erguida.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida

Passando os olhos rapidamente pelos números do Hornets na partida, podemos observar aspectos positivos e negativos. Vejam só, que coisa legal: cinco jogadores dos zangões marcaram 10 ou mais pontos (Chris Kaman, Carl Landry, Marco Belinelli, Emeka Okafor e DaJuan Summers). Kaman e Landry, mais uma vez, se destacaram e foram fundamentais no nosso ataque (cada um marcou 17 pontos). Por outro lado, e mais uma vez, o time nos “brindou” com um dado assustador: 1-16, na linha de três pontos. Quer dizer, de 16 arremessos, apenas um teve endereço certo. O felizardo da bola única? DaJuan Summers! Palmas para ele! Bem, ironias à parte, o Hornets ainda sofre com as suas deficiências ofensivas. Se conseguíssemos um 5-16 nos três pontos (o que não é nenhum exagero), teríamos derrotado o Thunder, com KD e tudo. Pois é, essa limitação não chega a ser novidade, e o Monty Williams precisa dar um jeito de fazer a equipe encestar mais bolas. Eu acho até que já melhoramos nesse sentido, mas não tanto. Afinal, 1-16 é de fazer chorar!

Um dos melhores em quadra, Kaman acertou belos arremessos

Ah, e os desfalques foram os de sempre: Eric Gordon, Trevor Ariza, Xavier Henry (lesionados) e Jason Smith (com problemas familiares). Ausências importantes, é verdade, mas que não chegaram a tirar a competitividade dos zangões. E isso é bem legal, né?

No vídeo abaixo, alguns highlights da derrota dos zangões:

Para terminar, eu queria explicar o motivo de não termos acompanhado essa partida pelo nosso Twitter. É que eu assisti ao jogo pela TV (SKY) e estava sem internet, na ocasião. Sempre que possível, o BH acompanhará as atuações do Hornets, via Twitter. Mas isso não é regra, ok? E hoje não encontrei nada muito relevante para colocar na sessão Ferroadas. Então… Aquele abraço!

PACIÊNCIA: A PALAVRA DA VEZ

O belo uniforme do Greivis Vasquez foi o que tivemos de bom, em Dallas

* Por Lucas Ottoni

Primeiramente, eu gostaria de me desculpar com o pessoal que acompanha o Brazilian Hornet. A intenção era atualizar o blog neste último domingo (08/01), mas não foi possível. Compromissos importantes surgiram e me impossibilitaram de escrever. Coisas que acontecem, não é mesmo? Aliás, nem há muito o que falar nesse momento. O New Orleans Hornets perdeu mais dois jogos e já está com uma sequência terrível de seis derrotas na temporada 2011-12 da NBA. Dessa forma, os zangões dividem a lanterna da Conferência Oeste com Houston Rockets e Golden State Warriors, todos com 2-6. Nosso time começou vencendo (surpreendentemente) as duas primeiras partidas do campeonato, e tudo parecia fantástico. No entanto, a NBA não perdoa certas situações: desentrosamento, inexperiência, lesões de jogadores importantes, erros infantis, apagões em momentos cruciais, etc. O Hornets começou a sofrer com tudo isso de uma vez só, as limitações do elenco não tardaram a surgir, e os resultados positivos sumiram do mapa. O momento é de transição, de reconstrução. A palavra da vez, em New Orleans, chama-se PACIÊNCIA.

No nosso segundo back-to-back, contra Denver Nuggets (na sexta-feira) e Dallas Mavericks (no sábado para domingo), o que se viu foi um time que parece não saber como ganhar seus jogos. Vou falar, rapidamente, sobre cada partida:

Carl Landry, na derrota para o Nuggets

Contra a boa equipe do Nuggets, na última sexta-feira (06/01), na New Orleans Arena, o Hornets já entrou em quadra prejudicado pela ausência de dois titulares: Eric Gordon e Trevor Ariza, ambos lesionados. A partir daí, muitos poderiam achar que os zangões seriam dominados do começo ao fim, mas não foi isso o que aconteceu. O time liderou a partida até o início do último quarto, quando, em outro apagão terrível, cedeu ao Denver uma inacreditável corrida de 19 a 0 no placar. Não há como resistir a isso! Mais uma vez faltou malandragem, experiência, marcação, tranquilidade e uma boa dose de sorte também. O resultado não poderia ser outro: vitória dos visitantes, por 96 a 88.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Nuggets)

* Veja o pós-jogo do blog New Orleans Hornets Brasil

Um dia depois, na madrugada (de Brasília) de sábado para domingo (08/01), o Hornets foi até o American Airlines Center, no Texas, para enfrentar o atual campeão da NBA, o Dallas Mavericks. A equipe de Dallas nem vive um momento assim tão bom, mas não teve muitos problemas para decretar a sexta derrota consecutiva dos zangões. Errando demais, o time de New Orleans se viu atrás no placar durante toda a partida. Foram 21 TO, no total! É muita coisa! Além disso, Eric Gordon, Trevor Ariza e Jason Smith (com problemas familiares) também não jogaram. Isso abriu espaço para atletas menos experientes, como Carldell Johnson, Al-Farouq Aminu (que até fez boa partida) e Gustavo Ayon. É importante colocar esses jogadores em quadra, para que eles possam adquirir experiência jogando, e o técnico Monty Williams está correto ao fazer isso. Contudo, ele sabe que o preço a ser pago pode ser alto, como vem sendo. Os desfalques importantes e inúmeros erros em quadra acabaram sendo decisivos. Muito mais experiente, e com jogadores do quilate de um Dirk Nowitzki e de um Jason Terry, o Mavericks dominou o duelo inteiro e saiu de quadra com uma vitória tranquila: 96 a 81.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Mavs)

* Veja o pós-jogo do blog New Orleans Hornets Brasil

Ofensivamente, o Hornets vem apresentando graves problemas. Sem Eric Gordon, o time não possui um shooter confiável. Além disso, falta um armador mais cerebral, que controle o jogo e tranquilize a equipe nos momentos críticos das partidas. Jarrett Jack não é esse jogador. E, no garrafão, os zangões sofrem com as limitações de Emeka Okafor no ataque. Como consequência, a franquia da Louisiana possui um dos piores aproveitamentos ofensivos de todo o campeonato. Trabalho para Monty Williams…

Na defesa, os zangões permitiram mais de 100 pontos ao adversário, em apenas uma das oito partidas disputadas até o momento. Esse fato aconteceu na derrota de 101 a 93 para o Philadelphia 76ers, na última quarta-feira. Isso é um bom sinal, a filosofia defensiva implantada na equipe vem dando resultados. Entretanto, o desempenho terrível do nosso ataque está comprometendo todos os nossos esforços defensivos. Afinal, de nada adianta você tomar 80 pontos e fazer 79, não é mesmo?

O jovem Al-Farouq Aminu escapa do experiente Vince Carter, do Dallas Mavericks

Além disso, os inúmeros erros de passes, faltas ofensivas e arremessos equivocados que podemos observar a cada partida do Hornets mostram uma equipe que ainda não encontrou o entrosamento ideal e a maturidade para vencer muitos jogos na NBA. Diante desse panorama, o que eu posso dizer? Para o Monty Williams e os jogadores, trabalho. Para nós, torcedores, paciência. Muita paciência.

Ah, e daqui a pouco tem mais! O Hornets voltará à quadra para enfrentar o Denver Nuggets, à meia-noite (de Brasília) desta segunda para terça-feira (10/01), no Pepsi Center, em Denver. Mais um jogo complicadíssimo para os zangões. Já é hora de pensar em draft? Acho que não. Vamos dar tempo ao tempo…

* New Orleans Hornets Brasil: a prévia do jogo

Abaixo, um vídeo do armador Greivis Vasquez, no jogo da última sexta-feira, contra o mesmo Denver Nuggets. O Hornets acertou em cheio, com a contratação desse jovem venezuelano. Curte aí:


OBS:
Contra o Dallas Mavericks, o ala-pivô mexicano Gustavo Ayon anotou os seus dois primeiros pontos na NBA. E que venham muitos outros!


 FERROADAS

* NOVO DONO?: Está rolando pela internet uma entrevista do ex-jogador do Hornets Jamal Mashburn (aliás, foi um excelente jogador), em que ele afirma que vem conversando há algum tempo com o David Stern, comissário da NBA, sobre a possibilidade de adquirir a franquia da Louisiana (vale lembrar que o Hornets pertence à NBA). Se isso acontecer, será fantástico! Após se aposentar (em 2004), o Mashburn se tornou um empresário bem sucedido, está milionário e disse que pretende investir alguns dólares nessa brincadeira de basquetebol. Ainda não há nada concreto, mas tomara que aconteça, né? Leia mais sobre esse assunto entrando no blog New Orleans Hornets Brasil!

* TWITTER: Estaremos de volta com as informações do jogo de logo mais, contra o Denver Nuggets. Se você não puder assistir à partida, é só nos seguir para saber tudo o que irá rolar, lá no Colorado. Até mais!

UM TIME QUE SABE DEFENDER!

O desespero estampado no rosto do Kevin Garnett diz tudo

* Por Lucas Ottoni

Sim, amigos. Podem acreditar. O New Orleans Hornets tirou o poderoso Boston Celtics para nada e aplicou-lhe uma belíssima surra, com direito a uma aula completa de defesa, ontem, na New Orleans Arena. A vitória dos zangões, por 97 a 78, poderia ter sido ainda mais expressiva, se Eric Gordon estivesse em quadra. É isso mesmo, o nosso heroi da estreia sentiu dores no joelho direito e acabou desfalcando o time minutos antes de a bola subir, na Louisiana. Quando eu soube, até comentei com alguns amigos: “É, hoje será impossível vencermos”. E as minhas previsões pessimistas começavam a se concretizar logo no início da partida. Rapidamente, o Celtics abriu 9 a 2 no placar, e aí eu pensei: “A noite será longa, muito longa”. Nesse momento, o treinador Monty Williams (uma salva de palmas para ele!) pediu tempo técnico, e o que se viu, desde então, foi a conjugação do verbo DEFENDER das mais variadas maneiras dentro de uma quadra de basquete. Eu defendo, tu defendes, ele defende! Nós defendemos, vós defendeis, eles defendem! Por zona, homem a homem, combinada, mista, por pressão, e por aí vaí… Uma coisa linda de se ver, meus caros.

Que o Hornets tem suas limitações técnicas e ainda carece de mais entrosamento, todo mundo sabe. Porém, a filosofia defensiva implantada pelo Monty Williams (mais palmas!) faz dos zangões um adversário dos mais chatos para qualquer equipe. Além disso, os jogadores demonstraram uma vontade tão grande nesses primeiros jogos, que a falta de conjunto acabou relegada à segundo plano. Claro que ainda é muito cedo para sairmos soltando fogos, mas o que se viu contra o Celtics é para deixar qualquer torcedor do Hornets muitíssimo animado. Depois do tempo técnico pedido pelo Monty Williams (continuem com as palmas!), os donos da casa tomaram a dianteira da partida e não a largaram mais. As feras Rajon Rondo, Ray Allen e Kevin Garnett tiveram dificuldades imensas com a forte marcação aplicada pelos rapazes do tio Monty. Certamente, o Celtics sentiu o desfalque do ala Paul Pierce e o desgaste por ter enfrentado o Miami Heat na noite anterior, mas nem o mais pessimista torcedor de Boston poderia prever a surra que o time sofreu em New Orleans. Com uma campanha 0-3, o sinal de alerta já está mais do que aceso em Massachusetts. Sim, mas o que nós temos a ver com isso? Ora, eu creio que a aula de ontem é uma bela resposta, não?

Uma enorme frustração tomou conta das estrelas do Boston Celtics

Com o desfalque de Eric Gordon, esse foi o Hornets que entrou em quadra: Jarrett Jack (que voltou de suspensão), Marco Belinelli, Trevor Ariza, Carl Landry e Emeka Okafor. Mas, na verdade, bonito de se ver foi o show que o Monty Williams (clap, clap, clap!) deu modificando a rotação do time de várias maneiras ao longo da partida, sem que, com isso, houvesse quebra de rendimento. Foi muito legal ver Jack e Greivis Vasquez juntos, confundindo a marcação do Celtics, bem como a dupla Kaman e Okafor defendendo o nosso garrafão com autoridade. O que falar de Carl Landry, que chegou até a jogar de pivô, quando preciso? E tudo isso funcionou perfeitamente bem, dentro de um sistema com defesa forte e muita movimentação no ataque, e contra um adversário de muitíssimo respeito. O Hornets controlou o jogo de todas as formas, chegando a abrir 11, 16, 18, 19 pontos de vantagem sobre um Celtics que não se encontrava em quadra. No fim, vitória por 19 pontinhos de frente. 2-0, amigos! Restam 64…

* Veja o pós-jogo do blog New Orleans Hornets Brasil

Para se ter uma ideia de quão agressiva e intensa foi a defesa dos zangões, o time terminou a partida com 12 bloqueios, a melhor marca do Hornets desde 2005. Analisar as atuações individuais nem é algo muito justo, já que a equipe inteira merece aplausos pela exibição de gala. No entanto, eu não posso deixar de citar o armador Jarrett Jack e o ala-pivô Carl Landry. Para mim, ambos foram os destaques da nossa vitória. Jack coroou sua participação com 21 pontos, 9 assistências, 4 rebotes, 1 roubo e 2 bloqueios, em 38 minutos. E Landry anotou 20 pontos, 11 rebotes e 1 bloqueio, em 29 minutos. Dois monstros! Eles abrilhantaram o triunfo de uma equipe que jogou muito bem. Do lado do Celtics, os 13 pontos e 6 assistências do armador Rajon Rondon não foram suficientes para evitar a surra, tampouco os 15 pontos do ala-armador Ray Allen. A noite foi mesmo da franquia da Louisiana.

Carl Landry festeja, enquanto Marquis Daniels lamenta

E por falar em Louisiana, os fãs do Hornets também fizeram as suas partes. Um público de 17.802 torcedores ajudou o time o tempo inteiro. Mais uma demonstração de força da galera de New Orleans. Como prêmio, eles brindaram o primeiro ponto do armador Carldell “Squeaky” Johnson, em uma partida oficial da NBA. Vale lembrar que Johnson é nativo de New Orleans, então a comemoração foi muito grande quando ele encestou um lance livre no fim da partida. Ah, e o “Squeaky” também segue o Brazilian Hornet no Twitter. Um abraço para ele!

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida

Seremos os campeões dessa temporada? (Muitíssimo provavelmente) Não. Tecnicamente, somos o melhor time do campeonato? De jeito nenhum. Temos alguma estrela badalada? Ela se foi. Figuramos entre os favoritos da imprensa? Passamos longe! Mas, e daí? O fato é que estamos montando um bom time de basquete, com uma enorme intensidade defensiva e com atletas que estão dando o máximo dentro de quadra. 2-0. Isso já é um começo.

No vídeo abaixo, alguns highlights da vitória dos zangões:

Ah, e eu não poderia esquecer: 84 pontos para o Suns, e 78 pontos para o Celtics. O vídeo abaixo é para você, Monty Williams!

Bem, hoje o post será grande. É que eu encontrei um trecho que achei muito legal, escrito pelo Joe Gerrity (aquele abraço, Joe!), no blog americano Hornets247. Está escrito em inglês, e eu traduzi abaixo:

“Você, ou alguém que você ama, pode ter notado que muitas vezes se refere à equipe no sentido possessivo, usando palavras como “nós” e “nosso”. Quando eu comecei a escrever assim, era algo não-intencional, uma mistura de um estilo refinado e edição descuidada. Não é mais. Não tem sido por um tempo.

Mais de 18 meses se passaram, desde que Chouest teria finalizado um acordo para comprar a equipe e então nunca o fez, e as coisas têm sido difíceis por aqui. Os fãs do Hornets têm sido constantemente sacrificados por não terem um dono claro para a franquia – algo que foi perfeitamente ilustrado durante a troca com o Lakers que falhou – ou um futuro definido (Aquiiiiiiiii, proprietário, proprietário, proprietário…)

Nos deixaram sabendo apenas de uma coisa real: certifique-se de que os lotes de bilhetes serão vendidos ou, então, há uma boa chance de a equipe desaparecer. O destino do Hornets foi e é finalmente deixado nas mãos de pessoas como você (eu estou olhando para os funcionários da franquia, os portadores de bilhetes sazonais, outras pessoas da mídia, os participantes ocasionais, os superfãs internacionais, os Bee-Zanies, etc) e eu.

Por isso, desculpe-me por pensar no Hornets como a nossa equipe. Isso não é um hábito que eu estou pensando em quebrar”.

Legal, né? Ao mesmo tempo em que tem seus problemas, o Hornets também tem a sorte de possuir fãs como nós. E ser fã do Hornets, acreditem, é uma grande alegria, ganhando ou perdendo.

* OBS: Se você leu o trecho que eu postei, naturalmente você deve estar se perguntando: “Quem são os Bee-Zanies?”. Bem, os Bee-Zanies são uma espécie de torcida organizada do Hornets. É um grupo de fãs selecionado pela franquia (ou por alguém indicado por ela) para fazer muito barulho nos jogos dos zangões na New Orleans Arena. Normalmente, essa turma se veste com perucas, pinturas, camisetas do Hornets e outros acessórios diferentes para fazerem a festa nas partidas. Veja aqui um vídeo com algumas dessas figuras.


 FERROADAS

* HORNETS VS SUNS: Amanhã (30/12) os zangões voltam à quadra novamente. O duelo será com o velho conhecido Phoenix Suns, aquele que derrotamos na nossa estreia na temporada 2011-12. O time dos caras vai muito mal das pernas, e rivais nessas condições são sempre perigosos. A partida começará às 23h (de Brasília), na New Orleans Arena. Rumo ao 3-0!