“ELES SERÃO ASSUSTADORES”

Foto do Tony Parker abrindo o post?! Sim, há um motivo…

* Por Lucas Ottoni

O jovem time do Hornets teve uma atuação animadora estreando na temporada 2012-13 da NBA, mas não deu. Acabamos derrotados pelo forte e experiente San Antonio Spurs, ontem, lá na New Orleans Arena. Restando 50 segundos para o fim, os zangões venciam por 95 a 94, mas o armador francês Tony Parker acertou um “chute” de três pontos para virar o placar. Mais calejada, a equipe texana apertou a marcação, induziu os anfitriões ao erro e saiu de quadra com uma vitória suada: 99 a 95. Há motivos para decepção? Nenhum. A verdade é que o Hornets jogou muito bem na noite de Halloween, apresentou uma boa defesa, jogadas rápidas em transição e brindou o público presente na Colmeia (aliás, mais uma vez nós vimos assentos vazios) com belos lances como esse:

Falando sobre a partida, o Hornets chegou a liderar o placar por 11 pontos no 2º quarto, e iria para o intervalo vencendo por 10, se o limitado ala-pivô Matt Bonner não tivesse acertado um arremesso de três no estouro do cronômetro (é a única coisa que esse sujeito sabe fazer dentro de uma quadra de basquete, azar o nosso). Depois, tivemos aquela tradicional queda de rendimento no 3º quarto e permitimos a virada do Spurs. Mas nos reencontramos no jogo e levamos a disputa equilibrada até o fim, quando a experiência e a frieza dos texanos falaram mais alto. Eu poderia ficar aqui lamentando a ausência do Eric Gordon – que continua dizendo que está com o joelho ruim e não tem previsão para atuar – ou poderia dizer que fulaninho jogou bem ou que sicrano  foi mal. Só que eu prefiro exaltar o bom trabalho que fizemos ontem. O renovado time do Hornets perdeu “só” para a equipe de melhor campanha do Oeste na temporada passada, que chegou a ficar mais de 20 partidas sem perder, que varreu o ótimo Los Angeles Clippers de Chris Paul e Blake Griffin nos playoffs e que possui o treinador que é aclamado por muitos como o melhor da NBA (Gregg Popovich). Então, não tem como lamentar nada e nem apontar culpados para essa derrota, que era tão esperada quanto aceitável. Perdemos, mas jogamos um ótimo basquete. E isso é o importante aqui. Somos 0-1, mas deixamos uma impressão muito positiva. Que venha o próximo duelo…

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida contra o Spurs

Pensa que acabou? Nada disso! A gente precisa destacar os elogios que o pessoal da ESPN – que transmitiu o jogo para o Brasil – direcionou ao jovem time do Hornets. Em especial, o comentarista Eduardo Agra. Isso é muito legal e enche de alegria os fãs dos zangões aqui na Pátria Amada. Os mais elogiados foram o nosso ala-pivô fantástico Anthony Davis (21 pontos e 7 rebotes), o ala Al-Farouq Aminu – que teve uma atuação surpreendente! – (17 pontos, 7 rebotes, 3 assistências, 2 roubos e 3 bloqueios) e o armador Greivis Vasquez (13 assistências, uma mais linda que a outra). Os grandalhões Jason Smith (como eu gosto desse cara!), Ryan Anderson e Robin Lopez também foram citados. Mas o melhor, eu deixo para o final. Vejam o parágrafo abaixo

Após o jogo, o excelente armador Tony Parker, um dos destaques do Spurs (23 pontos e 6 assistências), disse o seguinte: “Ele (Anthony Davis) é muito talentoso, e eles (Hornets) serão assustadores nos próximos 2 ou 3 anos“. Pronto, encerro por aqui.

No vídeo abaixo, os highlights da estreia dos zangões:

* ERIC GORDON: O que falar desse sujeito? Após o jogo de ontem (ele foi vaiado pelo público, quando a sua imagem apareceu no telão do ginásio), o cara disse que está muito frustrado por causa do joelho que ainda o limita, mas que está ansioso para jogar pelo Hornets e fazer parte do nosso futuro de sucesso. Perfeito, não é mesmo? Mas olhem o que o jornalista John Hollinger escreveu em seu chat: “Algo não está certo lá (em New Orleans), com certeza. É extremamente raro um treinador basicamente dizer em voz alta que os médicos pensam que o cara está bem, mas que ele ainda não vai jogar“. Tirem as suas próprias conclusões…

* AUSTIN RIVERS: Diferentemente do restante do time, o garoto não fez uma boa estreia ontem. Ele parecia nervoso e se cobrava demais quando errava. Contudo, ele quer jogar. A gana, o profissionalismo e a ética de trabalho do rapaz são invejáveis e deveriam servir de exemplo outros jogadores, não é mesmo? Vale lembrar que ele machucou o mesmo tornozelo em dois jogos diferentes na última semana, mas fez questão de estrear com o time e de dar a sua contribuição em quadra. Portanto, é merecedor de todos os elogios.

* Leia aqui o pós-jogo do site Spurs Brasil

* TIM DUNCAN: Como joga esse ala-pivô do Spurs! Aos 36 anos, ele continua em excelente nível e mostra que, de fato, é um dos maiores alas-pivôs da NBA em todos os tempos. Ontem, contra o nosso Hornets, (infelizmente!) foram 24 pontos, 11 rebotes, 3 assistências e 3 bloqueios. Um monstro!

* OUTRA NOVIDADE: Amanhã é dia de jogo dos zangões, né? Então, teremos um post rápido e uma surpresinha para vocês. Aguardem!

Anúncios

DEZ JOGOS PARA O FIM

O "balé" da NBA: Al-Farouq Aminu e Michael Beasley, na vitória do Hornets

* Por Lucas Ottoni

A atual temporada não está sendo nada fácil para o New Orleans Hornets (15-41), vocês sabem. Após o fim da era Chris Paul/David West, a franquia entrou em um processo de reconstrução e passou por inúmeros problemas ao longo do campeonato de 2011-12, problemas esses que cansamos de expor aqui desde que o Brazilian Hornet entrou oficialmente no ar, em dezembro do ano passado: a ausência de um proprietário, as intervenções da NBA em qualquer movimento realizado pela franquia, a dificuldade em negociar com outras equipes, a inexperiência e falta de entrosamento do novo time, os vários desfalques e contusões, as deficiências técnicas (sobretudo ofensivas) do elenco, etc. Enfim, percalços de uma temporada que acabou sendo cruel conosco, mas que serviu também para que começássemos a arrumar a “casa”. Passados quase 4 meses, estamos a apenas 10 jogos do fim dessa caminhada. Afinal, das 66 partidas previstas no calendário, o Hornets cumpriu 56, e o técnico Monty Williams certamente já tirou algumas conclusões de tudo aquilo que foi vivido ao longo desse período. Isso é bom, pois passa a sensação de que não começaremos do zero. Algo positivo foi construído, avaliações foram feitas, e nós vamos seguir a partir daí. Que esses 10 jogos restantes sejam o princípio de um futuro promissor que está a caminho. É o que todos os fãs dos zangões esperam, estou correto? Vamos, então, falar sobre o nosso último back-to-back…

Eric Gordon encara Manu Ginobili

O New Orleans Hornets vem de duas partidas emblemáticas, tanto pelos rivais quanto pelos resultados em quadra. Ok, vamos por partes: na última sexta-feira (06/04), o nosso time foi até o Texas para enfrentar o poderoso San Antonio Spurs (40-14), novo líder da Conferência Oeste, que curte uma sequência de “apenas” 11 vitórias consecutivas! “Molezinha”, não é mesmo? Pois bem, aconteceu aquilo que a gente já esperava, mas não queria: uma derrota. E não foi qualquer derrota. Ao fim do primeiro tempo, o placar indicava 72 a 45 em favor dos texanos! É isso mesmo, nós sofremos 72 pontos na etapa inicial, certamente um recorde negativo na nossa temporada. Precisamos reconhecer que o time do Spurs é “cascudo” e vive um grande momento, o banco de reservas dos caras teve cinco jogadores com 10 pontos ou mais, o veterano Tim Duncan continua desfilando toda a sua categoria, e eles ainda têm o técnico Gregg Popovich, um dos melhores e mais experientes da NBA. Enfim, nós perdemos para uma equipe superior e muitíssimo mais rodada que a nossa. O placar de 128 a 103 não foi exagerado, principalmente pela surra que recebemos no primeiro tempo. Apesar disso, o cestinha desse duelo foi o nosso ala-armador Eric Gordon: 31 pontos para ele! Mas vamos esquecer o Spurs e partir para o dia (e o parágrafo) seguinte…

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Spurs)

* Veja aqui o pós-jogo do site Spurs Brasil

No sábado (07/04), o Hornets voltou para casa e recebeu o Minnesota Timberwolves (25-32) – outro rival ilustre – na New Orleans Arena. O Wolves é, na verdade, um adversário muito especial. Não entendeu? Ok, então veja:

Como vocês sabem, o Hornets é detentor de duas escolhas de primeira rodada no próximo draft, que acontecerá no fim de junho. Uma delas, é a nossa escolha de direito (que deverá ser bem preciosa, tendo em vista a nossa campanha). E a outra, nós conseguimos na transação que enviou o Chris Paul para o Los Angeles Clippers. Acontece que essa escolha que o Clippers nos cedeu é originária do Minnesota Timberwolves. Portanto, o valor dessa escolha está intrinsecamente ligado ao desempenho do Wolves na atual temporada. Quanto mais derrotas os Lobos tiverem, maiores são as chances de essa escolha – que agora nos pertence – estar entre as primeiras na noite do draft. Então, com as duas escolhas, poderíamos selecionar dois dos jogadores mais promissores disponíveis no projeto, sacaram? O raciocínio é esse, e, por isso, os torcedores do Hornets estão bastante interessados na campanha (e no fracasso) do Wolves.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Wolves)

Jason Smith: uma atuação de gala

O trecho acima foi escrito em um post do BH no último dia 12/03 (clique aqui para ler) e mostra exatamente o porquê de estar aberta a temporada de caça aos lobos em New Orleans. Brincadeiras (sem graça) à parte, o Hornets encarou o Wolves – no último sábado – sabendo que uma vitória seria muitíssimo importante para as nossas pretensões no próximo draft. Como era de se esperar, o jogo foi duro. O ala-pivô Kevin Love é um monstro, e jogar contra ele nunca é tarefa das mais agradáveis. Entretanto, apesar dos 29 pontos e 12 rebotes do Mr. “Amor”, os bravos zangões não perderam a oportunidade de empurrar o Wolves cada vez mais para longe dos playoffs. Com três jogadores atingindo a marca de duplo-duplo (Jason Smith, Chris Kaman e Greivis Vasquez), o Hornets saiu de quadra com uma vitória de 99 a 90 e deixou o rival de Minneapolis praticamente sem chances de alcançar a pós-temporada. Devido a isso, aumenta demais a nossa possibilidade de conquistar duas escolhas Top 10 no draft de 2012, que deverá rolar lá no fim de junho. Então, eu só posso abrir aquele sorriso e dizer que foi um resultado fantástico, que une o útil ao agradável!

No vídeo abaixo, os highlights de Hornets vs Wolves:

OBS: Eu não poderia deixar de destacar o ala-pivô Jason Smith. Ele jogou demais contra o Wolves e foi indispensável para a nossa grande vitória. Smith anotou nada menos que 26 pontos (recorde como profissional!), apanhou 10 rebotes e ainda conseguiu 3 roubos, tudo isso em 36 minutos. Bravíssimo!

Para terminar este post, eu vou deixar um registro aqui para vocês: desde que o Eric Gordon retornou ao time, na quarta-feira passada, nós conseguimos duas vitórias em três jogos. Seria coincidência? Talvez. Mas, de qualquer forma, eu fiz uma enquete sobre esse assunto no post anterior e gostaria de convidar o pessoal (que ainda não votou) a participar. É só clicar aqui e mandar ver! Em breve, eu vou comentar as parciais, ok? Fui!

* HORNETS VS LAKERS: Nesta segunda-feira (09/04), os zangões voltarão à quadra. O adversário é o Los Angeles Lakers. O duelo acontecerá às 21h (de Brasília), na New Orleans Arena, e o Brazilian Hornet deve acompanhar, via Twitter. Siga o BH e fique por dentro de tudo o que rolará ao longo da partida. Ganhar dos amarelinhos seria muito bom!

* New Orleans Hornets Brasil: a prévia do jogo

* O FUTURO É LOGO ALI: A temporada (para o Hornets) está chegando ao fim, algumas mudanças deverão acontecer, gente nova chega, outros vão embora, etc. Olha, é só uma impressão minha, mas eu acho que Carl Landry e Trevor Ariza estão vivendo os seus últimos momentos com uniformes dos zangões. É apenas uma sensação, ok? O tempo vai dizer se eu estou certo…

UMA DÚVIDA PERTINENTE

Podem acreditar! É o Eric Gordon mesmo! Ele voltou e derrubou o Nuggets!

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Eu sei que o post está – há três jogos – atrasado, pois uma série de questões particulares me impediram de tocar o Brazilian Hornet nos últimos dias. Então, peço desculpas ao pessoal que aguardava o texto do nosso último back-to-back (Lakers e Suns), que eu havia prometido para a segunda-feira (02/04) e que acabou não aparecendo por aqui. Fiquem sossegados, que eu vou tentar recuperar o tempo perdido e falar (muito) rapidamente sobre essas duas partidas hoje. No entanto, o assunto principal deste post não pode ser outro que não o retorno do ala-armador Eric Gordon às quadras. Sim, ele voltou nesta última quarta-feira, contra o Denver Nuggets (29-25), na New Orleans Arena. E o que aconteceu? O Hornets fez 94 a 92 (ufa!) sobre a turma do Colorado e alcançou a sua 14ª vitória na temporada 2011-12 da NBA (14-40). Com o Gordon em ação, os zangões venceram dois dos três jogos em que ele atuou. E esse fato levanta uma dúvida para lá de pertinente na cabeça dos fãs da equipe da Louisiana: se o Eric Gordon estivesse saudável ao longo de todo o campeonato, a campanha do Hornets teria sido diferente? Bem, eu resolvi criar aí embaixo uma enquete sobre o assunto. Votem à vontade!


OBS:
 Se possível, expliquem o porquê da escolha lá embaixo, nos comentários. Assim, poderemos debater. A minha escolha, e o motivo, já estão explicados lá.

Todo mundo sabe que o Eric Gordon chegou ao Hornets como parte da negociação que levou o armador Chris Paul para o Los Angeles Clippers. E todo mundo sabe também que ele machucou o joelho direito na estreia dos zangões na atual temporada, diante do Phoenix Suns. De lá para cá, o Gordon jogou apenas mais uma partida (contra o Philadelphia 76ers), passou por uma cirurgia (no joelho) e ficou uns 3 meses afastado das quadras. O fato é que esse jogador tem um enorme potencial, é talentoso e poderia ter sido o grande nome do New Orleans Hornets no campeonato. Ele fez uma falta tremenda ao time nesse período em que esteve longe dos jogos, e é uma pena que tenha retornado apenas agora, restando menos de 15 compromissos para o fim da nossa campanha. Porém, antes tarde do que nunca. Como eu já havia escrito lá em cima, o Gordon voltou na quarta-feira (04/04), contra o Nuggets, na New Orleans Arena. Ele jogou por quase 34 minutos, marcou 15 pontos e – mais uma vez – foi decisivo para a vitória suada dos zangões. É só ver o vídeo:

É bom saber que nós temos novamente um jogador que não se furta de decidir os jogos e que sabe exatamente o que fazer para que o lance derradeiro seja concluído com sucesso, não é mesmo? Afinal, perdemos diversas partidas nessa temporada nos segundos finais, nos momentos de definição, e isso mostra a falta que o Mr. Gordon fez à equipe do Hornets. Tuitadas infelizes à parte, que ele seja muito bem-vindo de volta!

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Nuggets)

O "chute" certeiro de Kobe Bryant

Para terminar o post (eu não esqueci), vamos falar rapidamente sobre o back-to-back do último final de semana, que encerrou uma excursão de cinco jogos do Hornets pela Costa Oeste. No sábado passado (31/03), os zangões foram ao Staples Center e fizeram um jogo duríssimo com o Los Angeles Lakers (35-20). Eu não assisti ao duelo, mas soube que o astro Kobe Bryant esteve em um dia para (quase) se esquecer. Ele errou uma penca de arremessos e apresentou um basquete até irreconhecível. No entanto, o Kobe é o Kobe. Ele acabou fazendo isso aqui no momento decisivo, e os angelinos acabaram saindo com uma vitória sofrida: 88 a 85. Um dia depois, no último domingo, a nossa equipe parecia bastante desgastada pelo duelo em LA e acabou sendo presa tranquila para o Phoenix Suns (28-26), lá no Arizona. Steve Nash e cia. fizeram 92 a 75 e encerraram o nosso back-to-back com duas derrotas. De repente, com o Eric Gordon em quadra, as coisas poderiam ter sido bem diferentes… Alguém aí duvida?

* BACK-TO-BACK: Hoje à noite (21h30m de Brasília), o New Orleans Hornets estará em San Antonio, para o duelo contra o Spurs do bom e velho Tim Duncan. Um dia depois, neste sábado (07/04), os zangões terão pela frente o Timberwolves, na Louisiana. A bola subirá às 21h (de Brasília). O Brazilian Hornet deve passar informações, via Twitter. Siga o BH e fique por dentro de tudo o que acontecerá em quadra.

* Spurs Brasil: a prévia do jogo contra o San Antonio Spurs

GAROTADA BOA: Na última segunda-feira (02/04), a Universidade de Kentucky derrotou Kansas e conquistou o título nacional universitário lá nos EUA. Porém, isso é o que menos importa para nós. O que interessa, na verdade, são os jovens talentos que pudemos observar: Anthony Davis, Michael Kidd-Gilchrist, Thomas Robinson, Doron Lamb, Terrence Jones… Dois deles poderão estar vestindo uniformes do Hornets muito em breve. O draft vem aí!

Um ótimo feriado de Páscoa a todos!

QUEM VOCÊ ESCOLHERIA?

Jarrett Jack encara o Tim Duncan. E o brasileiro Tiago Splitter só observa...

* Por Lucas Ottoni

Na noite da última segunda-feira (23/01), o New Orleans Hornets (3-14) fez uma de suas melhores partidas na temporada, mas acabou perdendo o seu oitavo jogo consecutivo. E, novamente, por apenas 2 pontos de diferença. O veterano, mas não menos genial, Tim Duncan mostrou que ainda tem muita lenha para queimar e foi o responsável direto pela vitória do San Antonio Spurs (11-7), em plena New Orleans Arena: 104 a 102. Com 28 pontos, 7 rebotes e uma bela atuação, o ala-pivô fez a cesta que garantiu o triunfo dos texanos, nos segundos finais. Os zangões ainda tiveram a última bola e tentaram responder, mas não trabalharam bem a jogada derradeira e viram Carl Landry (ele voltou mesmo!) errar o arremesso de três pontos. Mais um tropeço nos detalhes. E no Spurs, além de Duncan, nós vimos também as 17 assistências do armador francês Tony Parker, a melhor marca de sua carreira. Confere aí os highlights desse jogão:

O resultado mantém o Hornets isolado na lanterna da Conferência Oeste, é claro. No entanto, o que observamos foi um time que, mais uma vez, jogou de igual para igual com o adversário. Aliás, pela primeira vez na temporada, nós conseguimos ultrapassar a marca dos 100 pontos em uma partida, e a nossa defesa também não fez feio. Os zangões são um time que vende caríssimo as suas derrotas. O problema é que isso não resolve nada. Vencer, de vez em quando, também é legal, e não podemos nos desacostumar a isso. Olhando para o Tim Duncan em quadra, eu fico imaginando como seria se o Hornets tivesse um All-Star de primeiríssima grandeza para jogar ao lado do Eric Gordon. Mesmo aos 35 anos (quase 36), Duncan mostra o gigante que é. Quem é craque, não desaprende. A idade chega, mas o talento continua ali, intacto. E foi o talento do Duncan que, mais uma vez, nos roubou a vitória. Talento, talento, talento…

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida

* Veja aqui o pós-jogo do blog Spurs Brasil (é nosso rival, mas é bem bacana)

No meu mundo perfeito, o Hornets teria o direito de escolher qualquer jogador da NBA para reforçar o seu elenco. Um privilégio, digamos assim, por ser a única equipe de propriedade da liga. Tudo bem, o meu mundo perfeito beira a insanidade, eu sei, mas digamos que isso pudesse acontecer. A NBA vira para o nosso GM, Dell Demps, e diz: “Meu filho, vai lá e escolhe qualquer jogador da nossa liga. Qualquer um. É só escolher. Ele é seu”. E é aí que entra a palavra TALENTO. É óbvio que se fosse o Demps, você iria olhar para o cara mais talentoso, aquele que ganha jogos sozinho e que, ao lado do Eric Gordon, dos nossos jovens atletas e das nossas futuras escolhas no draft, poderá nos levar ao tão sonhado título do campeonato. Eu fico pensando o seguinte: quem seria esse nome? Ele seria o ajuste ideal para o nosso time? Ele seria a peça que falta para transformarmos derrotas apertadas em vitórias? Quem seria esse sujeito? Vamos sonhar um pouco…

Abaixo, eu fiz uma relação com alguns dos maiores nomes da NBA, na atualidade. Os caras que mandam muito bem. Agora, a palavra está com os amigos. E aí? Quem você escolheria?

OBS: Se possível, expliquem o porquê da escolha lá embaixo, nos comentários. Assim, poderemos debater. A minha escolha, e o motivo, já estão explicados lá.

Para terminar, eu lembro que o nosso time voltará à quadra, dentro de algumas horas! O Hornets irá até Oklahoma City, onde enfrentará a forte equipe do Thunder, de um tal Kevin Durant. A bola vai subir, daqui a pouco, às 23h (de Brasília), no Chesapeake Energy Arena. O Brazilian Hornet deve acompanhar a partida e postar o andamento dela, via Twitter. Apareçam e sigam conosco!

* New Orleans Hornets Brasil: a prévia do jogo


 FERROADAS

* ERIC GORDON: Parece que a lesão no joelho direito do jogador não é tão grave. Então, o New Orleans Hornets resolveu arriscar e ofereceu uma extensão de contrato ao ala-armador. A NBA já liberou a negociação. Agora, só basta o Gordon dizer “sim”. O novo acordo é de 4 temporadas, e os valores ainda não foram divulgados. Ah, e o Gordon tem até a noite desta quarta-feira (hoje) para dar uma resposta. Se não aceitar (ou não responder), ele se tornará agente livre restrito, ao fim do campeonato. E eu errei o meu palpite…

* DUAS RENOVAÇÕES: O Hornets anunciou, na tarde de ontem (24/01), que exerceu as opções de renovar com o armador Greivis Vasquez e o ala-armador Xavier Henry, por mais uma temporada (algo já previsto em contrato). Dessa forma, os dois permanecerão garantidos no elenco dos zangões até o fim do campeonato de 2012-13 (a não ser que sejam trocados antes). Para mim, é uma ótima notícia. São jovens que tem talentos a serem desenvolvidos. Que cresçam conosco e nos ajudem ainda mais no futuro.

* CONTINUE VOTANDO…: A eleição dos quintetos do Oeste e do Leste para o All-Star Game 2012 vai chegando à sua reta final. Clique aqui e dê aquela força aos jogadores do Hornets!

O FUTURO DE ERIC GORDON

Trevor Ariza vai para a bandeja, na derrota para o Mavericks

* Por Lucas Ottoni

Olá, caros amigos. O Brazilian Hornet seria atualizado ontem (22/01), mas questões particulares me impossibilitaram de tocar o blog. Então, a gente volta nesta segunda-feira para falar sobre o ala-armador Eric Gordon. Antes disso, vamos olhar rapidamente para o nosso time. No último sábado, o New Orleans Hornets (3-13) perdeu, em casa, para o forte Dallas Mavericks (10-7). Mesmo sem o astro alemão Dirk Nowitzki (que sente dores no joelho direito), o atual campeão da NBA se impôs e conseguiu a vitória, por 83 a 81. Eu não pude assistir ao jogo, mas vi que o ala-pivô Carl Landry voltou a ter uma participação de destaque com os zangões: 19 pontos, em 27 minutos. Se serve de consolo, essa é uma boa notícia. Landry é um ótimo jogador e não pode passar tanto tempo sentado no banco de reservas (como vinha acontecendo nas partidas anteriores). Portanto, é muito bom tê-lo de volta. No mais, outra derrota apertadíssima, no estouro do cronômetro. Limitamos o Mavs a 83 pontos, mas (novamente!) acabamos pontuando menos e amargamos a nossa 13ª derrota, em 16 jogos. A defesa do Hornets continua  sólida, mas o ataque é aquela miséria de sempre. O armador Jarrett Jack até que tentou nos salvar no fim, mas a jogada (infelizmente) não deu certo. Confira os highlights abaixo:

Mais uma vez, o Hornets sentiu falta de um artilheiro, um cara que conseguisse alavancar a nossa produção ofensiva. E o pior, é que temos esse jogador no nosso elenco, mas ele jogou apenas duas das 16 partidas que realizamos na temporada. Alguém aí tem alguma dúvida de que o Hornets estaria com uma campanha melhor, se o Eric Gordon estivesse regularmente em quadra? Pois é, nos dois jogos em que atuou (uma vitória e uma derrota), o ala-armador titular dos zangões obteve uma média de 21 pontos e chamou a responsabilidade nos momentos decisivos. No entanto, faz tempo que ele não entra em ação (a última vez foi contra o Philadelphia 76ers, no dia 04 de janeiro). Uma lesão no joelho direito, sofrida logo na estreia do Hornets no campeonato (diante do Phoenix Suns), acabou prejudicando o Eric Gordon e, por tabela, todo o time de New Orleans. Ele tentou voltar no jogo contra o Sixers e teve uma boa atuação, mas depois as dores no joelho aumentaram. Com isso, Gordon foi afastado das partidas e teve uma previsão de retorno em três semanas. Acontece que esse prazo já está vencendo, e o que se lê agora é que ele ainda não está em condições de retornar, que isso talvez leve mais um tempinho. Como os zangões já estão com a temporada comprometida, esperar mais um pouco não parece ser problema. Só que, nesse momento, a franquia precisa tomar uma decisão importante a respeito do futuro do atleta (e, provavelmente, da própria franquia). Não entendeu? Eu explicarei no parágrafo abaixo…

Eric Gordon procura uma valorização

O lance é o seguinte, parceiros: o New Orleans Hornets tem até esta quarta-feira (dia 25/01) para oferecer uma extensão de contrato ao Eric Gordon. Se não o fizer, Gordon poderá se tornar um agente livre restrito, no dia 01 de julho, e negociar com outras equipes. Caso isso aconteça, os zangões poderão igualar qualquer oferta que o jogador receba, para, assim, mantê-lo em New Orleans. O Gordon já se manifestou a respeito do assunto e deixou claro que está aberto à possibilidade de permanecer na Louisiana. Para isso, basta que os zangões reconheçam o seu valor. Vocês já entenderam tudo, né? O ala-armador receberá “apenas” U$ 3,8 milhões nessa temporada e pretende conseguir um contrato muito mais vantajoso para o futuro. Agora, a situação está nas mãos da franquia e do nosso GM, o Dell Demps. O Hornets tem somente dois dias para bater o martelo e garantir a permanência (a longo prazo) do Gordon. Ou, então, a franquia irá esperar o contrato dele se encerrar no próximo verão americano, para igualar as ofertas que (certamente) o atleta receberá. Abaixo, eu traduzi um trecho do que o Eric Gordon falou sobre essa situação (ao site NOLA.com, do jornal The Times-Picayune):

Estou muito aberto a uma extensão de longo prazo (com o Hornets). Você sabe, eles (a franquia) me disseram que me querem aqui (em New Orleans), eles querem uma extensão. Mas é tudo sobre o que eles pensam a respeito do meu valor. Eles enxergam que eu sou capaz de ajudar esta equipe a vencer, capaz de jogar duro todas as noites, ofensivamente e defensivamente. Agora, é tudo sobre como lidar com o que eu valho“.

Eric Gordon fez apenas 2 jogos em 2011-12

Certo, agora vamos analisar toda essa situação. Como vocês já puderam perceber, o Hornets tem duas opções aí: oferecer logo um novo (e polpudo) contrato ao Gordon e garantir o futuro do atleta na Louisiana, ou esperar até o meio do ano e igualar a maior oferta que ele receberá de uma outra equipe. São duas opções que apresentam os seus prós e contras, a meu ver. Antes de falarmos sobre o pacote de  vantagens e desvantagens, é importante pensarmos naquilo que disse o Eric Gordon. Tudo é sobre o quanto ele vale. Sim, a questão aí é grana, muita grana. O Gordon é um ala-armador jovem (23 anos), de grande talento, jogador de seleção americana, que muitos acreditam ser um futuro All-Star dentro da NBA. Mesmo sem atuar frequentemente, ele é, hoje em dia, o principal jogador do elenco do New Orleans Hornets. Aí estão alguns motivos suficientemente convincentes para que os zangões renovem logo o vínculo com o atleta. Porém, temos um porém (péssima, essa): o histórico de lesões desse jogador. Gordon convive com graves problemas no pulso direito, desde a época em que era universitário. Também já se lesionou na virilha, no período em que atuava pelo Los Angeles Clippers. Agora, ele sofre com uma contusão no joelho direito, que o afastou de 14, dos 16 jogos do Hornets na temporada 2011-12. Partindo dessas duas realidades (o talento e as lesões), analisemos os prós e os contras das duas opções que o Hornets tem em mãos:

1ª opção: Assinar uma extensão de contrato com o Eric Gordon, até esta quarta-feira (25/01)

Ao pensar em fazer isso, o Hornets precisa levar algumas situações em consideração. Primeiro, o atleta espera ser valorizado e pretende assinar um contrato vantajoso, em termos financeiros. Sem dúvida, o Eric Gordon é um excelente jogador, que vale muito mais do que recebe atualmente (os U$ 3,8 milhões nessa temporada). Depois, ele já mostrou interesse em permanecer com os zangões. Ok, isso é muito bom, só que, por outro lado, ele fez apenas duas partidas pela franquia, até o momento. Teve uma lesão no joelho direito que o afastou de vários jogos e que ainda não se sabe se poderá ressurgir no futuro. Então, será que vale a pena oferecer um contrato três vezes maior (isso é “chute”, ok?) e de longo prazo a um jogador que fez somente dois jogos conosco e que não está 100% saudável nesse momento? Eu faço essa pergunta, porque me lembro do caso do Michael Redd.  Em 2005, o Milwaukee Bucks ofereceu ao Redd um contrato de U$ 91 milhões de dólares, por seis anos. E ele acabou passando os três últimos anos desse acordo praticamente sem jogar, sofrendo com uma lesão gravíssima no joelho esquerdo. Voltando ao nosso caso, o Hornets precisa ter certeza de que vale a pena assumir os riscos. E os riscos existem, apesar de o Eric Gordon ser (indiscutivelmente) um excepcional jogador de basquete. Então, é colocar na balança e dar o “tiro”. Ou não.

2ª opção: esperar o contrato do Eric Gordon expirar no próximo verão americano e igualar a maior oferta pelo jogador

Como já falamos lá em cima, se o Hornets não oferecer um novo contrato até esta quarta-feira, o Gordon poderá (e deverá) se tornar um agente livre restrito, ao final dessa temporada. Se isso acontecer, a maior oferta que fizerem por ele no mercado poderá ser igualada pelo Hornets, o que manteria o ala-armador em New Orleans. Acho que essa 2ª opção seria mais segura e coerente para a nossa franquia, principalmente se observarmos os riscos implícitos na 1ª opção. Contudo, isso também não quer dizer que estaremos livres de problemas, caso optemos por esperar o contrato do Gordon chegar ao fim. Vamos admitir a seguinte hipótese: o Hornets não propõe a extensão de contrato agora e aguarda o verão americano. Nesse meio tempo, o Gordon volta de contusão, faz uma belíssima temporada conosco (pelo menos, os jogos que restarem) e entra valorizado no mercado de agentes livres. Aí, uma equipe qualquer, desesperada por talento, oferece um contrato “insano” ao jogador. Nesse caso, o Hornets se veria obrigado a igualar a oferta e arcar com essa “insanidade” para não perder o atleta de mão beijada. Moral da história? Pegaríamos de volta um jogador talentosíssimo, mas com um histórico de lesões, que receberia uma enorme fortuna e poderia vir a ser um novo Michael Redd (só para ficarmos no mesmo exemplo). Se isso vier a acontecer (o novo Redd), a nossa franquia se arrependerá amargamente por não ter assinado a extensão com o Gordon (por um valor menor que a “insanidade”), ou até mesmo por ter igualado a oferta “insana”. E ainda há a possibilidade (essa, mais improvável) de o Hornets resolver não igualar nada, perder o jogador de graça, e ele arrebentar em outra equipe (ou se tornar o novo Redd lá, para a nossa sorte). Pois é, mais riscos a serem levados em conta. Temos que pensar em tudo, não é mesmo?

O SG do Hornets tem sido presença constante nas convocações da seleção americana

O Dell Demps, nosso GM, certamente está olhando para essas duas opções e trabalhando com as possibilidades, pesando as situações, antes de tomar qualquer decisão (ou não) até quarta-feira. A minha opinião? Ok, eu optaria pela 2ª opção e correria os riscos que eu exemplifiquei no parágrafo acima. Afinal, mesmo sendo um senhor jogador, o Eric Gordon fez apenas 2 jogos, está contundido e ainda não tem previsão de retorno. Acho que, diante desse quadro, não seria sensato, nesse momento, oferecer um novo contrato (bem mais vantajoso $$$) a ele. Enfim, isso é o que eu faria. E eu tenho a impressão de que é exatamente assim que o Demps irá proceder. O nosso GM não falou sobre essa situação e nem deu pistas de como conduzirá o caso, mas eu acho que ele vai esperar o Gordon se tornar agente livre restrito, para igualar a maior oferta que aparecer no mercado. E até lá, eu espero que o Hornets já possua um novo proprietário, pois qualquer movimento do Demps ainda depende do aval da NBA (e isso pode acabar nos prejudicando).

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Mavs)

Ah, vale lembrar que o Eric Gordon tem, em seu contrato, uma oferta de qualificação automática de U$ 5,1 milhões, para cumprir mais um ano com a sua atual equipe, isto é, o Hornets. Entretanto, é óbvio que ele não vai topar essa situação. Afinal, ele sabe que pode conseguir algo muito mais vantajoso, seja dos zangões ou do mercado de agentes livres. Independente do que for acontecer, vamos ficar na torcida para que o desfecho seja o melhor possível para o Hornets. E eu me alonguei nesse assunto, porque vejo que o futuro do Eric Gordon é algo relevante demais para a nossa franquia. Esse cara pode ser um dos líderes de uma equipe vencedora, que está prestes a surgir em New Orleans. E vocês? O que pensam a respeito?


 FERROADAS

* HORNETS VS SPURS: Os zangões voltarão à quadra, nesta segunda-feira (23/01), às 23h (de Brasília). O adversário é a experiente equipe de San Antonio, do veterano Tim Duncan, e o duelo acontecerá na New Orleans Arena. O Brazilian Hornet acompanhará, via Twitter. Siga o BH e saiba tudo o que acontecerá, ao longo da partida. Vencer um rival de divisão é sempre uma boa pedida para começar a semana com o pé direito, não é mesmo?

* New Orleans Hornets Brasil: a prévia do jogo

* PERTO DE ESTREAR: O ala-armador Xavier Henry, adquirido pelo Hornets em uma troca tripla com o Memphis Grizzlies e o Philadelphia 76ers, no início desse mês, está em fase final de recuperação de uma lesão no tornozelo direito. Ele deve jogar pela primeira vez, com os zangões, nos próximos dias. Eu espero que o Henry apareça bem. Afinal, precisamos (e muito!) de um reserva confiável para o Eric Gordon.