FATO OU MERA COINCIDÊNCIA?

Sem Anthony Davis por perto, o Robin Lopez quase tomou um “tocaço” do Lin

* Por Lucas Ottoni

O feriado acabou, mas nós voltaremos até a última sexta-feira (12/10) para falarmos sobre a primeira derrota do New Orleans Hornets na pré-temporada 2012 da NBA. Os zangões foram ao Texas e realizaram uma partida repleta de erros. Resultado: vitória do Houston Rockets de Jeremy Lin, por 95 a 75. Essa diferença de 20 pontos no placar pode ser fruto do péssimo 2º tempo apresentado pelo time da Louisiana, como também pode indicar o quão ruim nós fomos nos arremessos de quadra. Anotem e pasmem: 28-83 em FG, um aproveitamento canhestro de apenas 33.7%. Querem saber como os atletas do Hornets se saíram nos “chutes” de três pontos? Pois não: 8-30 (26.7%). Tais números falam por si só, e eu poderia terminar o post por aqui. Afinal, todos já entenderam que a derrota lá em Houston não aconteceu por obra do acaso. Contudo, é necessário salientar que o Hornets atuou sem um dos principais responsáveis pela (até então) campanha invicta da equipe – agora nós somos 3-1. O nome dele está logo aí, no parágrafo abaixo…

Anthony Davis, o nosso talentoso “monocelha”. Ele sentiu um incômodo na região da virilha e acabou poupado pelo técnico Monty Williams. Mas vamos fazer o seguinte? Deixemos o Davis para o fim do post, ok? Eu quero falar rapidamente sobre o duelo com o Rockets e a tunda que levamos:

Brian Roberts ficou entre os reservas

Diferentemente do que havia acontecido diante do Charlotte Bobcats (aqui e aqui), dessa vez o jogo do New Orleans Hornets foi transmitido. Satisfeito, eu logo reparei no nosso quinteto inicial, mais uma vez modificado pelo “coach” Monty Williams: Austin Rivers, Greivis Vasquez, Al-Farouq Aminu, Ryan Anderson e Robin Lopez. O filho do Doc começou a partida como PG, e o Vasquez passou para a posição 2. Aminu manteve-se na ala, com o Anderson substituindo o Anthony Davis no garrafão e fazendo dupla com o Lopez. Os zangões até que não foram tão mal e perderam o 1º quarto por apenas 4 pontinhos (20 a 24). No 2º período, os reservas entraram e mantiveram o nível. Sendo assim, o Rockets foi para o intevalo vencendo por 48 a 41. E é agora que começam os problemas…

O Hornets voltou muitíssimo mal para o 3º quarto, errando demais no ataque e permitindo pontos fáceis ao time texano. As mexidas do técnico Monty Williams não deram certo, o armador reserva Brian Roberts não brilhou dessa vez, e os zangões anotaram apenas 10 pontos e sofreram 22. Com isso, o Rockets entrou no período derradeiro vencendo por 70 a 51 e só teve o trabalho de administrar o resultado. O cestinha da contenda foi o ala-armador Kevin Martin, da equipe de Houston, com 17 pontos. Do nosso lado, o ala Al-Farouq Aminu foi o destaque: 15 pontos e 5 rebotes, em 30 minutos. O pivô Robin Lopez, com 11 pontos e 8 rebotes, também apareceu razoavelmente bem. Já o restante do time foi horrível nos arremessos de quadra. Não dá para citar mais ninguém. O Jeremy Lin? Ok, 9 pontos e 7 assistências (em 23 minutos) para o armador do Rockets. Apenas razoável.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida

Anthony Davis não jogou

Agora sim, vamos voltar a falar sobre o Anthony Davis. Bem, nos três jogos em que participou, o jovem e talentoso ala-pivô obteve 14.0 ppg e 8.7 rpg atuando 27.6 minutos (em média). São ótimos números, principalmente se levarmos em conta que o time de New Orleans venceu todas as três partidas. Você, que costuma ler o Brazilian Hornet, sabe que eu não tenho por hábito valorizar resultados de jogos da pré-temporada, é verdade. Só que a comparação se torna inevitável, não tem jeito. Foi só o Davis não jogar, que o Hornets levou uma sova – errando muito no ataque e batendo cabeça na defesa (tomamos vários pontos bobos, alguns em jogadas de contragolpe). Ah, mas é preciso deixar bem claro que eu não estou querendo colocar nas costas desse rapaz de 19 anos a responsabilidade pelo nosso sucesso (ou não) no campeonato que se avizinha. Eu apenas apresento um fato e um questionamento: “ele não jogou; o time perdeu feio. Mas e se ele tivesse jogado?” Pois é, a derrota para o Rockets me afundou em dúvidas (eu disse dúvidas, e não dívidas). Será que o Anthony Davis já faz tanta falta assim? Ou tudo o que aconteceu no Texas não passa de mera coincidência? Aguardo os comentários de vocês.

No vídeo abaixo, os highlights da derrota do Hornets:

OBS: O armador – filho de brasileiros – Scott Machado, do Rockets, jogou apenas 6 minutos e distribuiu 5 assistências contra o Hornets! Só como comparação, o nosso melhor passador no jogo foi o Greivis Vasquez, que teve as mesmas 5 assistências que o Machado, mas passou muito mais tempo em quadra: 30 minutos.

* ERIC GORDON: De acordo com o técnico Monty Williams, o Hornets segue apostando no habilidoso (e polêmico) ala-armador para ser o líder do time dentro de quadra. Só resta saber se é isso o que o atleta deseja. Sinceramente? Eu já nem sei mais o que pensar.

* OUTROS DESFALQUES: O ala-pivô Jason Smith (dores nas costas) e o ala-armador Xavier Henry (joelho direito) não atuaram nas últimas três partidas do Hornets na pré-temporada. Smith deverá reaparecer nesta quinta-feira (18/10), contra o Atlanta Hawks, mas Henry ainda não tem previsão de retorno. Boa recuperação a ambos.

* AVISO: Alguns torcedores de outras equipes têm aparecido aqui no BH e deixado comentários, o que é muito bacana. O problema é que nem todos se apresentam com boas intenções. Portanto, eu informo aos que comentam no intuito de participar, debater ou até mesmo criticar (desde que com o respeito que nós, fãs do Hornets, merecemos), que a visita de vocês é extremamente bem-vinda e nos enche de alegria. Já a galerinha que vem para tumultuar não terá os comentários publicados no blog. Portanto, nem tentem. Obrigado.

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E O FILME SE REPETE…

Anthony Davis vestiu o uniforme Away dos zangões

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Adivinhem só? Ontem à noite, o New Orleans Hornets bateu novamente o Charlotte  Bobcats e segue invicto na pré-temporada 2012 da NBA. Com a suada vitória por 90 a 87, lá no North Charleston Coliseum, em Charleston, os zangões somam agora 3 triunfos em 3 jogos. E adivinhem só? Pois é, como havíamos alertado no post anterior, a partida diante do Cats novamente foi ignorada pelas câmeras da “dona” NBA. É isso mesmo. Novo duelo contra o time de Charlotte; nova ausência de imagens em vídeo. Quem tentou assistir ao jogo na NBA TV, por exemplo, recebeu o singelo recado: “Preseason Game Not Televised” (jogo de pré-temporada não televisionado). Século XXI, pessoal! Sem comentários…

Brian Roberts: cestinha outra vez

Infelizmente, não dá para falar sobre a partida ou destacar alguma evolução no nosso time, já que é impossível analisar aquilo que não se viu (embora muitos jornalistas sejam mestres nessa prática). Então, vamos ter de recorrer novamente ao nosso amigo Box Score, que jeito? Através dele, uma coisa interessante já pôde ser percebida. Sim, o treinador Monty Williams resolveu começar a contenda com o Brian Roberts armando a equipe no lugar do Greivis Vasquez (que, aliás, jogou apenas 15 minutos). O restante dos titulares é o mesmo que já vinha atuando nos duelos anteriores. Roberts, Rivers, Aminu, Davis e Lopez. Esse foi o quinteto inicial que nos rendeu um primeiro quarto animador: 23 a 7. Só que o Bobcats reagiu, e o jogo parecia bastante equilibrado até o último período, quando então os zangões novamente dispararam no placar, com um 36 a 23 que nos rendeu a vitória.

* Confira aqui o Box Score (sem vídeos) da partida

Voltando a falar no Brian Roberts, os números de ontem indicam que ele foi novamente muito bem (a exemplo do que havia ocorrido no último domingo, contra o Orlando Magic). O armador “achado” no basquete alemão anotou 16 pontos (cestinha) e distribuiu 8 assistências, em 29 minutos diante do Cats. Outro atleta com algo a mostrar foi o ala-pivô Anthony Davis (alguma novidade?): 12 pontos e 9 rebotes. Ryan Anderson e Lance Thomas, ambos com 14 pontos, também contribuíram para a nossa vitória. Do lado oposto, o ala-armador Ben Gordon e o ala-pivô Byron Mullens apareceram com 15 pontinhos cada um. E é isso. Eu gostaria de seguir falando sobre o jogo, mas não tenho subsídios – leia-se imagens em vídeo – para empreender tal façanha (clique aqui e boa sorte). A “dona” NBA não colaborou e deixou os fãs de Hornets e Bobcats chupando o dedo. Uma vez mais.

* Entre aqui e siga o Brazilian Hornet no Twitter!

* HORNETS @ ROCKETS: Joguinho ontem; joguinho hoje. É exatamente isso. O Hornets estará de volta à quadra logo mais, lá em Houston, para realizar a sua quarta partida na pré-temporada. Um back-to-back, meus amigos. A bola está prevista para subir às 21h (de Brasília). O Jeremy Lin que se cuide, pois o Davis vem aí!

* O QUE FALTA…: Confiram – no quadrinho abaixo – os jogos que restam para o fim da pré-temporada dos zangões (horários de Brasília):

Outubro Rival Hora
Sex 12 Houston 21:00
Qui 18 Atlanta 20:30
Seg 22 Dallas 21:30
Qua 24 vs Houston 21:00
Sex 26 Miami 21:00

* VOLTAREMOS NA SEGUNDA (15/10): Bom feriado a todos!

UM AGRADECIMENTO COM OS 10 +!

* Por Lucas Ottoni

Olá, caros amigos. A temporada 2011-12, enfim, terminou para o New Orleans Hornets. Com a derrota de 84 a 77 sofrida diante do Houston Rockets (34-32), na última quinta-feira, os zangões fecharam a sua participação no campeonato com um registro 21-45, na lanterna da Conferência Oeste (4ª pior campanha no geral). Motivo para pessimismo? De maneira alguma! Eu acho que vocês sabem o que se passou ao longo da competição: a saída de Chris Paul e David West, a formação de um novo time, a inexperiência e a falta de entrosamento do elenco, as inúmeras lesões que devastaram a nossa campanha, os vários jogos que perdemos nos detalhes, o crescimento na reta final, etc. Em meio a tudo isso, tivemos uma equipe que trabalhou duro comandada por um excelente treinador. Eu considero que essa temporada foi o primeiro passo rumo a um futuro prodigioso. Um passo difícil e sacrificante, mas que inevitavelmente teria que ser dado. Que tal uma breve retrospectiva no parágrafo abaixo? Ok…

Lá atrás, em dezembro, a franquia perdeu o seu maior ídolo, estava sem um dono e com o futuro totalmente indefinido. Agora, olhem para o Hornets hoje! Chegou um novo (e bilionário) dono disposto a investir, a franquia está garantida em New Orleans pelos próximos 12 anos, o time vem crescendo, com jovens em plena evolução, e ainda há duas prováveis escolhas Top 10 no próximo draft a caminho (obrigado, Wolves!). Quer mais? Pois não: o trabalho excepcional do Monty Williams está mantido, o talentosíssimo Eric Gordon será um agente livre restrito e deverá permanecer com o Hornets, e o GM Dell Demps voltou a ter autonomia para realizar negociações que qualifiquem o time (não estamos mais nas mãos da NBA!). Alguém aí será capaz de dizer que as coisas não estão caminhando muito melhor? Então, essa temporada 2011-12 nada mais foi do que o pontapé inicial para algo muito legal que virá pela frente. O futuro é nosso! GO HORNETS!!!

Para terminar, eu gostaria de agradecer a todos vocês, amigos que sempre deram força ao Brazilian Hornet, que acompanham o blog desde o início e que interagem conosco de forma bacana e inteligente. Foi muito legal ter passado por essa temporada (a nossa prova de fogo!) na companhia de vocês. A participação dos parceiros foi fundamental para que tudo desse certo e o blog fosse para frente. Uma temporada já foi vencida! E que venham muitas outras! A vocês todos… MUITO OBRIGADO!!!

E agora fiquem com 10 ótimas jogadas do Hornets em 2011-12! A gente merece!

10) DA VENEZUELA AO MÉXICO!

9) ERIC GORDON DECIDINDO!

8) NO-LOOK PASS!

7) VAI AONDE, KEVIN DURANT?

6) STEVE NASH VAI AO CHÃO!

5) WESTBROOK QUEM?

4) CARL LANDRY IGNORA NENÊ!

3) AL-FAROUQ!

2) JASON SMITH NÃO PERDOA!

1) PARA FECHAR BONITO…

OBS: Lembrou de alguma jogada que não entrou na relação dos vídeos? Ok, é só postar nos comentário aí embaixo! Novas sugestões serão bem-vindas!


* O QUE VEM POR AÍ: Se tudo der certo, na próxima semana o BH iniciará a avaliação do elenco do Hornets (jogador por jogador). Além disso, teremos o nosso terceiro debate e voltaremos as nossas baterias para o aguardado draft de 2012. Vocês não perdem por esperar!

* PALPITE: Bem, vocês sabem que o nosso foco não é playoffs. Afinal, o Hornets não irá participar dessa pós-temporada. Mas a gente pode cornetar, não é mesmo? Então, vamos lá! Eu vejo o San Antonio Spurs muito forte, com pinta de campeão. E vou além: acho que eles vencem a Conferência Oeste até com certa facilidade. Já no Leste, eu estava apostando no Chicago Bulls, mas com essa lesão do Derrick Rose… O caminho agora está escancarado para o Miami Heat! Spurs vs Heat seria uma belíssima final. E vocês? O que acham?

ENFIM, O ÚLTIMO ATO

Greivis Vasquez e Jason Smith celebram outra vitória do Hornets na reta final

* Por Lucas Ottoni

Sem qualquer chance de alcançar os playoffs da temporada 2011-12 da NBA, o New Orleans Hornets (21-44) vai se despedir do campeonato nesta quinta-feira, às 21h (de Brasília), diante do também eliminado Houston Rockets (33-32), lá no Texas. O jogo é uma mera formalidade, assim como as partidas que os zangões encararam nos últimos dias. Afinal, a notícia da compra da franquia pelo bilionário Tom Benson e as possíveis consequências disso (aqui e aqui) acabaram colocando os acontecimentos dentro de quadra em segundo plano. Nada mais compreensível, já que esses jogos derradeiros têm servido apenas para que o técnico Monty Williams realize avaliações no elenco e coloque os jogadores mais jovens ou em fim de contrato para mostrarem serviço. Portanto, o comportamento desses caras na reta final é o principal alvo da nossa análise. Mas antes de entrarmos nisso, vamos falar rapidamente sobre os resultados que a equipe da Louisiana obteve de uma semana para cá…

* Clique aqui e confira a prévia do nosso jogo de despedida (em inglês) 

Eric Gordon bate um papo com CP3

Na quarta-feira passada (18/04), o Hornets foi até o Tennessee e perdeu para o bom time do Memphis Grizzlies (40-25): 103 a 91. Um resultado absolutamente normal, tendo em vista que atletas como Jarrett Jack (lesionado), Chris Kaman (lesionado), Eric Gordon (poupado) e Trevor Ariza (poupado) não atuaram. Como havia prometido, o Monty Williams colocou em quadra uma equipe recheada de jovens e jogadores pouco experimentados na NBA. Um dia depois, os zangões voltaram para New Orleans, enfrentaram o Houston Rockets e venceram na prorrogação: 105 a 99. O ala-armador Eric Gordon atuou, foi o destaque (com 27 pontos) e brindou o público no último jogo que fizemos em casa na temporada. Após a boa vitória, o time teve dois dias sem jogos antes de viajar para Los Angeles e bater de frente com o LA Clippers (40-26), no último domingo (22/04). O Hornets se apresentou muito bem e chegou a ir para o último período vencendo por 10 pontos de diferença. No entanto, o nosso velho conhecido Chris Paul resolveu acabar com a festa e comandou a reação dos angelinos: 107 a 98, com 33 pontos, 13 assistências e 8 roubos (!) do CP3. Creio que essa derrota foi um belo aprendizado para a nossa garotada, e acho que o técnico Monty Williams pensa exatamente como eu. E para fechar a retrospectiva semanal, os zangões deram uma passada em Oakland e conseguiram um triunfo suado sobre o Golden State Warriors, na nossa penúltima aparição na temporada: 83 a 81. Vejam o lance esquisito (um bloqueio com a bola na descendente!) que decretou a 21ª vitória do Hornets, na madrugada desta quarta-feira (25/04):

Bem, você não precisa ser fera em matemática para saber que nós saímos com 2 vitórias e 2 derrotas, nos últimos 4 jogos. Contudo, o mais importante foi o comportamento do time. O Monty testou algumas formações, deu mais tempo em quadra a alguns jogadores e – como consequência – observou qualidades e defeitos a serem trabalhados daqui para frente. O fato é que o Hornets joga duro todas as noites, não importando a situação em que se encontre. E isso é reflexo da excelente atuação do Monty Williams, não resta a menor dúvida. Mesmo tendo o seu trabalho brutalmente comprometido pelas lesões no elenco ao longo de todo o campeonato, ele soube transformar os zangões em um grupo competitivo com o que tinha em mãos. E o resultado disso virá a longo prazo, podem ter certeza. Nós temos uma equipe jovem, em evolução, e que está sendo muito bem conduzida pelo nosso treinador. Para vocês não acharem que eu estou viajando, vou tentar fundamentar o meu otimismo com algumas coisas que eu tenho observado. Lá vai…

Vasquez amadureceu

1) A maturidade do Greivis Vasquez: o armador venezuelano tem sido uma peça importante para o time nessa reta final do campeonato. Em seu segundo ano na NBA, ele praticamente triplicou as suas médias de pontos, assistências e rebotes, em relação à sua temporada de estreia na liga, onde – pouco – atuou pelo Memphis Grizzlies. No New Orleans Hornets, o Vasquez vem aproveitando bem as chances que tem recebido e está conduzindo a armação da equipe com eficiência. Essa tem sido uma temporada de bastante amadurecimento para o jogador de 25 anos, e ele vem segurando muito bem a onda na ausência do titular Jarrett Jack (lesionado).

Belinelli recebeu elogios

2) O crescimento do Marco Belinelli: o ala-armador italiano começou muito mal a temporada, tendo um baixo aproveitamento no quesito em que é especialista: os arremessos. Muitas vezes o Belinelli foi questionado e criticado, mas o técnico Monty Williams seguiu confiando no jogador de 26 anos para substituir o lesionado Eric Gordon. Hoje, além de se mostrar um artilheiro cada vez mais eficiente, o italiano tem apresentado uma melhora substancial como defensor (ele não é mais aquela “peneira” que era na temporada passada!). Nos últimos 5 jogos como titular, obteve uma média de 18.6 pontos. Inclusive, a ética de trabalho do Belinelli foi bastante elogiada pelo Monty, e o crescimento desse jogador é nítido.

Aminu: em ascensão

3) A evolução defensiva do Al-Farouq Aminu: o ala ex-Clippers é um jovem de 21 anos que chegou cedo demais à liga profissional. Há aspectos em seu jogo que precisam ser muito trabalhados. Ele ainda apresenta sérias deficiências quando tem a bola nas mãos e segue cometendo erros no ataque, onde não raramente é vítima de bloqueios e roubos fáceis (embora tenha melhorado o seu arremesso de média e longa distância). Apesar desses defeitos, o Aminu vem mostrando um enorme potencial defensivo, algo que o técnico Monty Williams aprecia bastante. Tanto que ele afastou o Trevor Ariza das últimas partidas só para observar melhor o desempenho do Aminu, e essa decisão já vem rendendo frutos. A energia para defender tem sido a marca registrada desse jogador. Além de ser um “carrapato”, o Aminu tem boa altura (2,06 metros) e ajuda o time também na luta pelos rebotes. A ideia é que ele siga em constante evolução.

Smith é um jogador melhor

4) O desenvolvimento do Jason Smith: esse ala-pivô de 26 anos é um jogador muito melhor hoje do que quando chegou no Hornets, há quase dois anos. Vocês lembram? Ele é um cara que tem um bom arremesso, mas era afobado demais na defesa e cometia diversas faltas infantis, além de não ter um bom jogo de pernas. Com o passar do tempo, o Smith foi melhorando essas deficiências, aprendendo a evitar algumas faltas por excesso de empolgação e a trabalhar melhor a bola perto da cesta. Além disso, ele tem apresentado um pacote de bloqueios e enterradas animais, algo que não era tão comum em seu jogo quando ele desembarcou na Louisiana, em 2010. Na atual temporada, o Smith possui médias de mais de 10 pontos e quase 5 rebotes por jogo. Eu me arrisco a dizer que esse rapaz é hoje um dos jogadores favoritos dos fãs do Hornets. E certamente isso não é obra do acaso.

Dos últimos 12 jogos, o Hornets venceu oito e teve uma sequência de quatro triunfos consecutivos. É óbvio que o retorno do Eric Gordon também foi fundamental para essa enorme melhora no desempenho do time, mas também é preciso lembrar que ele vem sendo poupado em algumas partidas, e jogadores como Vasquez, Belinelli, Aminu e Smith têm conduzido o Hornets a boas partidas e resultados positivos. Daqui a pouco, teremos o nosso último ato, a nossa despedida do campeonato de 2011-12. E a equipe do técnico Monty Williams encerrará a sua participação deixando o seguinte recado: “estamos começando a ganhar forma para a próxima temporada! Se preparem!”. Amigos, eu estou prevendo algo muito, muito legal vindo por aí…

OBS: Eu não esqueci do ala-pivô mexicano Gustavo Ayon. Ele está sentindo as dificuldades de sua primeira temporada na NBA, mas tem qualidades e já demonstrou isso em alguns jogos. Ele é mais uma peça que poderá ser muito útil à equipe dos zangões. Eu confio demais nisso.

* A SEGUIR: Assim que a temporada terminar, o Brazilian Hornet fará a avaliação do elenco – jogador por jogador – (quem se destacou, quem decepcionou, quem merece ficar, quem deve sair) e também começará a voltar todas as baterias para o draft de 2012 e os jovens talentos que estarão ao alcance dos zangões na noite da seleção. Aguardem!

* TRÊS PERGUNTINHAS: O ala Trevor Ariza foi afastado até do nosso banco de reservas e disse que entende a opção do técnico Monty Williams, que preferiu poupá-lo para dar chance aos jovens jogadores. Agora, vamos às interrogações…

1) Será que o clima entre Ariza e Monty é dos melhores?

2) O Ariza seguirá em New Orleans na próxima temporada?

3) O Michael Kidd-Gilchrist está cada vez mais perto dos zangões?

E então? O que vocês acham? Opinem aí…

E SEGUE O CALVÁRIO…

A fisionomia do Marco Belinelli diz tudo: o Hornets não sabe como vencer os jogos

* Por Lucas Ottoni

Ninguém pode dizer que o time do New Orleans Hornets não está batalhando com todas as suas forças dentro de quadra. Os jogadores lutam, se sacrificam e até mostram união e vibração durante as partidas, mesmo com os resultados ruins ocorrendo em sequência, uma noite após a outra. O fato é que nada vem dando certo para os zangões, nesse momento. Além dos desfalques (estou olhando para você, Eric Gordon), a equipe vem mostrando uma série de limitações em seu jogo (tanto coletivas, quanto individuais) e não tem conseguido buscar as vitórias. Alguns jogadores vivem uma péssima fase, não estão rendendo o que podem, e isso vem se refletindo na nossa campanha: 3 -12 (com 1 triunfo e 12 derrotas, nos últimos 13 jogos!). Nesta madrugada, fomos ao Toyota Center e fizemos uma partida equilibradíssima com o Houston Rockets (8-7). Levamos para a prorrogação e chegamos a estar vencendo, por 88 a 83, com menos de 2 minutos no relógio. Entretanto, sofremos a virada, e os donos da casa festejaram: 90 a 88. Na noite anterior, outro tropeço. Dessa vez, foi o Memphis Grizzlies (7-6) quem nos superou, dentro da New Orleans Arena: 93 a 87. Quer dizer, mais um back-to-back terrível. E segue o calvário…

No vídeo abaixo, os highlights da derrota sofrida na prorrogação:

Das 66 partidas dessa temporada regular, 15 já foram disputadas. Vamos voltar no tempo e relembrar rapidamente a caminhada do Hornets até aqui: começamos o campeonato com duas vitórias (uau!), e depois perdemos seis partidas consecutivas. Aí, vencemos o Denver Nuggets e, em seguida, acabamos de perder mais seis jogos.  Se der a lógica sequencial, venceremos a próxima peleja, diante do campeão Dallas Mavericks, em New Orleans. Ok, claro que isso é bobagem. Mas o que eu quero dizer é que, em todos esses duelos, eu não me lembro de ter visto o Hornets sofrer sequer uma derrota acachapante, humilhante. E olhem que eu assisti a 14 desses 15 jogos! Vi um time lutador, vibrante, que não desiste. Um time que sofreu poucos pontos na maioria dessas partidas, que vendeu caro muitas dessas derrotas. Os adversários tiveram que correr para nos arrancar os resultados positivos. Sim, eu estou olhando para tudo o que nos aconteceu até o momento e procurando analisar isso por um prisma otimista. Só que as vitórias não estão vindo, a falta de qualidade do nosso elenco (principalmente no ataque) começa a saltar aos olhos e todo o esforço em quadra não tem sido suficiente. E segue o calvário…

Derrota dolorosa de um time brigador

Não vou me alongar sobre essas derrotas para Grizzlies e Rockets, pois os motivos que as ocasionaram são, basicamente, os mesmos de sempre: erros infantis no ataque, desentrosamento, imaturidade, falta de uma referência nos momentos decisivos, aproveitamentos baixíssimos em determinados fundamentos, e por aí vai. O Hornets tem um time brigador e valente, disso eu não tenho a menor dúvida. Contudo, ainda me parece um pouco inseguro, em busca de um rumo dentro do campeonato. Estamos lutando contra as nossas limitações em quase todas as noites, estamos procurando descobrir meios de melhorar e acertar dentro das próprias partidas. Também vale lembrar que, dos 15 atletas que compõem o nosso roster, nove chegaram há apenas dois meses (ou menos). Não temos uma equipe pronta, entendem? E a NBA é uma liga onde só os elencos prontos, “cascudos”, conseguem se sobressair. Times em formação, geralmente, sofrem bastante. E o técnico Monty Williams (eu continuo fã desse cara!) sabe muito bem disso. Ele parece buscar algo (um padrão para a sua equipe) que ele ainda não sabe direito como encontrar. A gente tem visto muitas mudanças na rotação, substituições que não surtem o efeito desejado (algumas vezes, na hora errada), mexidas aqui e ali que acabam prejudicando o entrosamento do time, e até apostas salvadoras que não se concretizam. O fato é que o nosso treinador demonstra que ainda está descobrindo essa equipe, e como tirar o melhor dela. O Kaio Kleinhans, do blog Hornets Brasil, uma vez escreveu que tudo isso faz parte de um processo (e eu concordo totalmente). Os zangões perderam as suas referências de anos (estou olhando para vocês, Chris Paul e David West) e começam um novo trabalho, com pouquíssimo tempo de preparação. E todo mundo sabia que não seria fácil. Estamos aprendendo na base da pancada, em meio aos jogos mesmo. É uma oportunidade de crescer, de ganhar maturidade (como time), e isso é bom. Por outro lado, as derrotas acabam se sucedendo. É o preço a ser pago. E segue o calvário…

Ariza retornou contra o Grizzlies

Não estou aqui para crucificar os nossos jogadores (quando eu os critico, é no calor das partidas) e nem, tampouco, o trabalho do técnico Monty Williams. Como o amigo Kaio disse, isso é um processo. E estamos no início dessa nova caminhada. Tudo o que está acontecendo – embora eu pense que já podíamos ter melhorado em alguns aspectos do jogo, como o setor ofensivo – faz parte desse processo. Uma campanha 3-12 obviamente é muito ruim, mas o nosso time não tem jogado tão mal e não tem sido vencido com tanta facilidade assim, apesar de suas limitações técnicas. Falta qualidade, falta entrosamento e até um pouco de padrão, concordo. Mas estamos iniciando um trabalho, e eu acho legal nos segurarmos naquilo que temos mostrado de bom (a luta, a garra, a vontade, a união e, sobretudo, a defesa sólida). Eu sei que isso não é o suficiente, mas é um começo. No dia em que conseguirmos nos acertar e descobrirmos o jeito de buscar vitórias com mais frequência (e eu acredito que isso acontecerá ainda nessa temporada), começaremos a perceber que o início doloroso já apresentará alguns resultados compensadores. E seguindo nessa linha, a tendência é crescer com o passar do tempo. Aliás, por falar nisso, ainda há 51 jogos pela frente. Provavelmente, sofreremos mais um pouco, faz parte do processo. E o calvário seguirá…

* Box Score (com vídeos): contra o Grizzlies / contra o Rockets

Ah, mas um dia nós vamos pegar ele (o tal calvário), encará-lo de frente (como o time já vem fazendo) e bloqueá-lo, no melhor estilo Emeka Okafor! Brincadeiras à parte, o mau momento não vai durar para sempre. Principalmente, quando o trabalho é sério (estou olhando para você, Monty Williams). Por isso, eu continuo otimista e confiando na evolução dessa jovem equipe do New Orleans Hornets. Pode demorar um pouco, e a gente ainda vai ver aqueles problemas e defeitos em quadra. Mas não se desanime agora: algo muito bom está a caminho. Eu acredito. E você?


 FERROADAS

* HORNETS VS MAVERICKS: Os zangões voltarão à quadra, neste sábado (21/01), às 23h (de Brasília). O adversário é o forte Dallas (atual campeão da NBA), e o duelo acontecerá na New Orleans Arena. O Brazilian Hornet só será atualizado no domingo (22/01), e nós não acompanharemos a partida, via Twitter. Tenham um bom fim de semana!

* CONTINUE VOTANDO…: A eleição dos quintetos do Oeste e do Leste para o All-Star Game 2012 segue firme e forte. Clique aqui e dê aquela força aos jogadores do Hornets!