O NOVO DONO, ENFIM, CHEGOU!

Tom Benson e David Stern: a NBA passa a bola (e o Hornets) para o dono do Saints

* Por Lucas Ottoni

Na última sexta-feira (13/04), a NBA fez o anúncio que todos os fãs do New Orleans Hornets aguardavam há tempos. A nossa franquia, enfim, tem um novo proprietário: o bilionário Tom Benson, de 84 anos. Essa notícia é para ser bastante comemorada por quem torce pelos zangões, pois agora muita coisa vai mudar (para melhor) no basquete profissional de New Orleans. Quem acompanha o Brazilian Hornet desde as primeiras linhas do blog sabe o quanto eu destacava a importância de o nosso time ter um dono e de quão prejudicial era estar sendo controlado pela NBA. O Hornets era uma franquia sem autonomia nenhuma e mal vista pela imprensa, torcedores e profissionais da liga, incluindo aí os jogadores. No entanto, a aquisição da equipe pelo Tom Benson é um indicativo de que dias melhores estão a caminho para quem veste e quem torce pela nossa camiseta. Nos parágrafos abaixo, nós vamos conhecer um pouco mais o Tom Benson e os objetivos dele como proprietário dos zangões…

Nascido em New Orleans, no ano de 1927, Tom Benson construiu um império no ramo automobilístico, pode-se assim dizer. Atualmente, ele é proprietário de várias concessionárias de automóveis em New Orleans e San Antonio, no Texas. Ficou rico investindo os lucros de suas concessionárias em bancos locais, e depois partiu para a compra de pequenos bancos expandindo assim os seus negócios. Formou a Benson Financial, que ele vendeu para a Wells Fargo (multinacional americana que presta serviços financeiros em todo o mundo), no ano de 1996. Hoje em dia, Benson tem uma fortuna avaliada em U$ 1,1 bilhão e está entre as 400 personalidades mais ricas dos EUA.

Tom Benson: campeão com o Saints

Apaixonado por esportes desde muito jovem, Benson comprou o New Orleans Saints (franquia da NFL – futebol americano profissional) em 1985 e passou por períodos de altos e baixos com o time e os torcedores. Contudo, a consagração veio no dia 7 de fevereiro de 2010, quando o Saints derrotou o Indianapolis Colts e conquistou o inédito Super Bowl XLIV (título mais importante dos esportes americanos). O triunfo fez com que o bilionário se tornasse uma figura muito querida e popular para os fãs de esportes e entretenimento em New Orleans. Após o sucesso com o Saints, o próximo passo de Benson foi a aquisição da equipe de basquete profissional da cidade, o Hornets, fato que aconteceu na última sexta-feira. Por U$ 338 milhões, ele tirou os zangões das mãos da NBA e agora é o proprietário das duas grandes equipes de sua cidade natal (Saints e Hornets). Bom, e o que isso acarreta para o futuro do nosso time? Essa é uma boa pergunta, que eu tentarei responder (em parte) no parágrafo seguinte…

* Clique aqui e leia um excelente texto do site Jumper Brasil sobre o futuro do New Orleans Hornets

Como vocês devem lembrar, o antigo proprietário (e fundador do Hornets) George Shinn se declarou impossibilitado de seguir conduzindo a franquia e acabou vendendo o time para a NBA, em dezembro de 2010. Com isso, a própria liga passou a controlar o Hornets. De lá para cá, uma tempestade de indefinições fez parte do cotidiano dos zangões. Houve de tudo: risco de a equipe se mover de cidade, saída de jogadores importantes receosos quanto ao futuro da franquia, várias especulações envolvendo possíveis donos para o time (Gary Chouest, Raj Bhathal, Jamal Mashburn), etc. Durante todo esse período, o Hornets foi alvo de matérias pessimistas e muito desdém. Portanto, o primeiro efeito que eu posso notar com o surgimento de um novo dono é a modificação da imagem da franquia. Com o Tom Benson no comando, todos passam a ver os zangões com outros olhos, um pouco mais otimistas e um pouco menos brutais. Isso já é muito bom, principalmente se levarmos em conta que o Hornets está em pleno processo de reconstrução, com jovens jogadores evoluindo e duas prováveis escolhas Top 10 no próximo draft. Vale lembrar também que temos um cara talentoso como o Eric Gordon inserido nesse projeto, além do trabalho competente da dupla Dell Demps (GM) e Monty Williams (treinador). O que faltava, então, era o suporte de um dono, e o Tom Benson assumiu o leme justamente em um momento tão importante para o futuro dos zangões.

Com Tom Benson à frente, New Orleans sediará o All-Star Game de 2014

* Veja também o post do jornalista Fábio Sormani sobre a venda do Hornets  

Nos últimos três dias, eu li uma enormidade de matérias a respeito da chegada do Tom Benson e o que isso traria de bom para o Hornets. Eu procurei me informar bastante antes de escrever sobre o assunto aqui no Brazilian Hornet. Ao ser anunciado como novo proprietário do time, o Benson disse algumas coisas muito interessantes. Eu separei o principal. Vejam só…

Ambições para o time: “Meu objetivo será trazer um campeonato aqui (para o Hornets). Eu quero ganhar campeonatos e colocar multidões de 19 mil pessoas na nossa arena. Temos uma grande oportunidade. New Orleans mostrou que uma cidade de pequeno mercado torna-se grande quando se trata de esportes. Agora temos que seguir provando isso. Basta assistir. O sucesso da nossa equipe de futebol (americano) vai ajudar o nosso time de basquete a construir patrocínios corporativos. O céu é o limite“.

Investimento em estrutura: “Com a ajuda do Estado (da Louisiana), nós esperamos construir uma nova instalação para os treinamentos. Eu não gosto da idéia de treinar em um ginásio de escola (o polivalente Alario Center, em Westwego). Os jogadores não gostam disso. Nós vamos ter algo que todo mundo pode se orgulhar, assim como com os Saints. Vai ser muito emocionante… tempos excitantes. Eu adoro isso. Minha família poderia pensar que eu gasto muito dinheiro e todas essas coisas, mas eu não“.

Mudança do nome da franquia: “Precisamos encontrar um nome como Jazz. Queremos conseguir isso ou vamos usar isso, você tem que saber que estamos trabalhando nisso. Nós gostaríamos de mudar o nome amanhã. Nós não tivemos aprovação (para modificar o nome), mas não estamos deixando isso de lado, de forma alguma. Pois nós temos um bom relacionamento com o comissário (David Stern) e as pessoas em torno dele, e nós vamos estar com eles diariamente para fazer alguma coisa (a respeito do nome)“.

Benson promete investir no time

Além do que foi dito acima, o Benson enviou um recado otimista aos fãs de New Orleans e outro aos executivos da franquia, Hugh Weber e Jac Sperling. O novo dono também teria garantido as permanências de Dell Demps e Monty Williams em seus cargos (o que é ótimo!) e prometido investir em um time vencedor. Portanto, diante de tudo o que eu li e escrevi aqui a respeito desses novos rumos que o Hornets deverá tomar sob o comando do octogenário Tom Benson, a primeira palavra que me vem à mente é OTIMISMO. À exceção da tentativa de mudança no nome (ainda vamos falar sobre isso), eu gostei demais do fato de termos um proprietário disposto a transformar os zangões em algo grandioso. É claro que não dá para ter 100% de certeza sobre o que pode acontecer daqui para frente, mas, para quem tinha o futuro completamente indefinido, o panorama atual é bastante animador, concordam? O dono que todos nós tanto queríamos foi apresentado oficialmente ontem (16/04) e já pode se considerar, desde então, parte da família Hornets. Seja bem-vindo, Tom Benson!

OBS 1: A chegada do Benson já rendeu os primeiros frutos práticos para New Orleans. Na apresentação dele como novo dono do Hornets – na última segunda-feira -, a NBA anunciou que a cidade sediará o All-Star Game de 2014. Além disso, reformas para a modernização da New Orleans Arena também estão previstas.

OBS 2: Sobre a polêmica mudança de nome que o Benson quer na equipe, eu deixarei para falar nos nossos próximos posts, pois isso é um assunto que rende e merece uma atenção exclusiva, não é mesmo?

OBS 3: Este post foi escrito com uma ajuda fundamental do sites Wikipedia e NOLA.com (do jornal The Times-Picayune).

Marco Belinelli encara o Bobcats

* SÉRIE DE VITÓRIAS: Nos últimos dias, o Tom Benson ganhou praticamente todos os noticiários envolvendo o Hornets, mas o nosso time não deixou de jogar por causa disso. E não é que a fase é excelente? Já são quatro vitórias consecutivas nessa reta final de temporada, o que significa um recorde de triunfos seguidos (quem diria!) para nós, no atual campeonato. Além daquele duelo em homenagem ao meu 31º aniversário (não entendeu a brincadeirinha? Clique aqui), os zangões derrotaram o Utah Jazz (96 a 85), o Memphis Grizzlies (88 a 75) e o Charlotte Bobcats (75 a 67), em um jogo que rolou ontem à noite.

* APESAR DISSO…: O Hornets segue na lanterna da Conferência Oeste, mas esse fato pouco importa. O principal é que o técnico Monty Williams está usando essas partidas derradeiras para observar o elenco e dar chances aos mais jovens. E, pelo visto, a estratégia vem surtindo o efeito desejado. Agora, teremos apenas mais 5 jogos antes do fim da temporada 2011-12. E que o Monty continue realizando as suas observações…

* CHRIS KAMAN: A temporada 2011-12 chegou ao fim para o pivô alemão. Com uma lesão na tíbia esquerda, ele não deve mais entrar em quadra nos 5 jogos restantes do Hornets no campeonato. Com o contrato perto de expirar, Kaman mostrou o seu valor nas partidas em que vestiu a nossa camiseta. Suas médias foram de 13.1 pontos, 7.7 rebotes e 1.6 bloqueios (melhor marca do time) por jogo. Honestamente, eu espero que os zangões o mantenham para 2012-13. É um excelente jogador, técnico, experiente e profissional, que poderá ajudar muito o nosso jovem elenco.

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INVADINDO O ALL-STAR WEEKEND

O Hornets não tem representantes na festa, mas vamos escolher alguém!

* Por Lucas Ottoni

O fim de semana das estrelas da NBA começa hoje, lá em Orlando. É o famoso All-Star Weekend 2012, que envolve diversos eventos com os craques da liga e algumas celebridades, e que tem como ponto máximo o famoso Jogo das Estrelas, que acontecerá neste domingo (26/02). Quem torce pelo New Orleans Hornets não tem muitos motivos para dar uma atenção especial ao All-Star Weekend. Afinal, além de não possuírem nenhum jogador selecionado para o elenco do Oeste, os zangões também não contam com representantes no Jogo dos Calouros (que acontece hoje) e nem nos eventos que agitarão o sábado (incluindo os torneios de arremessos, três pontos, habilidades e enterradas). Portanto, o Hornets não marcará presença neste fim de semana especial para os fãs da NBA. O jeito, então, é a gente levar essa ausência na esportiva e fantasiar um pouquinho. Vamos brincar de invadir a festa? Ok.

* Clique aqui e saiba mais sobre o All-Star Weekend 2012 (blog JFC)

Digamos que a NBA resolvesse incluir de última hora algum jogador do New Orleans Hornets no All-Star Weekend. E digamos que o ala-armador Eric Gordon estivesse saudável e jogando bem. Então, eu quero saber qual atleta vocês acham que seria merecedor da honra de nos representar lá em Orlando. Vamos dar uma de “penetras”! Votem aí!


OBS 1:
 Se possível, expliquem o porquê da escolha lá embaixo, nos comentários. Assim, poderemos debater. A minha escolha, e o motivo, já estão explicados lá.

* Clique aqui e participe das enquetes do blog New Orleans Hornets Brasil 

OBS 2: Por conta do fim de semana das estrelas, não teremos jogos da temporada regular da NBA nos próximos dias. Hornets em quadra, então, só na semana que vem. Falaremos sobre isso no post seguinte.


 FERROADAS

* GUARDE ESSES NOMES: Raj Bhatal, Larry J. Benson, Mike Dunleavy, Gary Chouest, Morris Bart. O futuro da franquia Hornets deverá estar nas mãos desses senhores. O tão sonhado proprietário dos zangões sairá daí. E, muito provavelmente, nas próximas semanas. É cruzar os dedos e aguardar…

* CALADO É UM POETA: Em entrevista recente, o pivô Andrew Bynum, do Los Angeles Lakers, foi taxativo: caso se torne agente livre no próximo verão americano, ele não cogita ir jogar em New Orleans. “Eu definitivamente não sei o que está acontecendo com a equipe (do Hornets), mas eu definitivamente não quero estar lá“, disse o grandalhão. É uma pena que você pense assim, Andrew. Só não se esqueça de uma coisa: o mundo dá muitas voltas. O que é ruim hoje pode ser bom demais amanhã. E o arrependimento pode causar uma sensação muito amarga. Faz você se sentir meio idiota, às vezes.

UMA SEMANA DE DERROTAS

Jarrett Jack parece meio perdidão, diante da forte marcação do Chicago Bulls

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Eu sei que a paralisação forçada do Brazilian Hornet durou mais que o esperado, mas é que cirurgia no joelho é uma coisa chata, muito chata. Os primeiros dias do período pós-cirúrgico são extremamente complicados. Até para tomar um simples banho é preciso um esforço enorme. E tem a fisioterapia, os remédios, as posições para sentar e dormir, etc, etc, etc. Devido a toda essa situação, o blog ficou meio às moscas por mais de uma semana. Peço sinceras desculpas ao pessoal que sempre vem aqui à procura de novos posts e informações sobre o New Orleans Hornets. Contudo, aos poucos, nós estaremos voltando à nossa rotina normal. E por falar em rotina, os zangões seguem tomando traulitadas na temporada 2011-12 da NBA. Desde que o BH deu essa parada, o nosso time jogou cinco partidas e perdeu todas elas. Como não dá para falar sobre cada um desses jogos, eu vou analisar de uma maneira geral esse momento terrível pelo qual passa a franquia da Louisiana.

Com as cinco últimas derrotas (já são sete consecutivas), o Hornets segue isoladíssimo na lanterna da forte Conferência Oeste. A campanha 4-22 é absolutamente trágica para uma equipe que iniciou a temporada com duas vitórias e depois desaprendeu a ganhar jogos. Muitos fatores levaram a esse panorama que observamos hoje. A inexperiência de alguns jogadores, a falta de entrosamento, as limitações técnicas, as contusões (alô, Eric Gordon! Como vai você?), alguns equívocos do treinador, a ausência de um proprietário para a franquia, e por aí vai. São coisas que já estamos cansados de saber. A conclusão de tudo isso (embora seja duro admitir) parece ser bem clara: nossa temporada foi para o ralo, para o beleléu. O momento é de esquecer os playoffs (chance zero) e aproveitar os jogos para colocar a molecada em quadra e desenvolver os nossos talentos em potencial (com destaque para os latinos Gustavo Ayon e Greivis Vasquez). Pelo menos, é o que eu penso. Acho que esse tem que ser o foco, a partir de agora.

Jason Smith, na derrota para o Pistons

Eu sei também que muita gente vai me cobrar uma posição em relação ao draft de 2012. Eu fui um dos que defendiam que o Hornets precisava dar o máximo nos jogos e buscar os playoffs, vocês sabem. No entanto, do jeito que as coisas caminham (muito mal), diante de todos esses acontecimentos (dentro e fora de quadra), fica impossível não pensar em nomes valiosos, como Anthony Davis, Harrison Barnes, Michael Kidd-Gilchrist, Jeremy Lamb, Jared Sullinger, Andre Drummond, etc. Eu não pretendo discorrer sobre esses moleques talentosos agora, mas confesso que já enxergo todos eles com bonés do Hornets no próximo draft, lá em junho. E isso, infelizmente, acabou acontecendo mais cedo do que eu pensava. Afinal, ainda estamos no início de fevereiro. Mas, com o que temos visto em quadra, fica simplesmente impossível ignorar essa possibilidade do draft. Impossível.

Na noite em que eu fui para o hospital, madrugada do dia 01 para o dia 02 de fevereiro, o Hornets levou um 120 a 103 do Phoenix Suns, em plena New Orleans Arena. Um dia depois, derrota no Texas para o San Antonio Spurs, que fez 93 a 81. No dia 04, em Michigan, foi o Detroit Pistons quem nos superou, por apenas dois pontinhos: 89 a 87. Voltando para casa, mais dois tropeços: 100 a 92, para o Sacramento Kings, e o último, ontem, uma surra sofrida para o forte Chicago Bulls: 90 a 67. Péssimos resultados, sem a menor sombra de dúvida. Durante esse período, a equipe penou com novos problemas de contusão (Jarrett Jack, Jason Smith e Carl Landry), trouxe o pivô Chris Kaman e o ala-pivô Lance Thomas de volta, dispensou o armador Carldell “Squeaky” Johnson e o ala DaJuan Summers e contratou (por dez dias) o armador Donald Sloan, ex-Atlanta Hawks. Quer dizer, muitas mexidas, muitas indefinições e nenhuma excelente notícia (embora o Kaman seja um bom jogador). Dá para entender, então, o porquê dessas derrotas, não é mesmo?

* Facebook: clique aqui e adicione o Brazilian Hornet!

Se tivemos algo de bom nesses últimos jogos, ele atende pelo nome de Greivis Vasquez. O armador venezuelano tem jogado bem e vem mostrando evolução a cada partida. Embora tenha dificuldades defensivas, o seu talento é inegável. Gosto bastante desse jogador, e acho que encontramos um PG reserva interessante para os próximos anos. No vídeo abaixo, confiram alguns belos lances do Vasquez, em um jogo da semana passada, contra o Phoenix Suns:

Ah, e amanhã (10/02) o Hornets voltará à quadra. Jogo difícil, diante do Portland Trail Blazers, na New Orleans Arena. A bola subirá às 23h (de Brasília), e não acompanharemos pelo Twitter. Fica para a próxima.

* New Orleans Hornets Brasil: a prévia do jogo

OBS: As votações para os quintetos do All-Star Game foram encerradas, e o Hornets não teve representantes escolhidos para o evento. Os técnicos ainda irão definir os reservas, mas eu não acredito que tenhamos algum jogador nosso selecionado. Paciência.

Vou terminar este post por aqui. Hoje não teremos a sessão Ferroadas, pois não há nada muito relevante para se destacar. Dizer que o Eric Gordon permanece no estaleiro não chega a ser novidade para ninguém, não é mesmo? Pois é…

QUEM VOCÊ ESCOLHERIA?

Jarrett Jack encara o Tim Duncan. E o brasileiro Tiago Splitter só observa...

* Por Lucas Ottoni

Na noite da última segunda-feira (23/01), o New Orleans Hornets (3-14) fez uma de suas melhores partidas na temporada, mas acabou perdendo o seu oitavo jogo consecutivo. E, novamente, por apenas 2 pontos de diferença. O veterano, mas não menos genial, Tim Duncan mostrou que ainda tem muita lenha para queimar e foi o responsável direto pela vitória do San Antonio Spurs (11-7), em plena New Orleans Arena: 104 a 102. Com 28 pontos, 7 rebotes e uma bela atuação, o ala-pivô fez a cesta que garantiu o triunfo dos texanos, nos segundos finais. Os zangões ainda tiveram a última bola e tentaram responder, mas não trabalharam bem a jogada derradeira e viram Carl Landry (ele voltou mesmo!) errar o arremesso de três pontos. Mais um tropeço nos detalhes. E no Spurs, além de Duncan, nós vimos também as 17 assistências do armador francês Tony Parker, a melhor marca de sua carreira. Confere aí os highlights desse jogão:

O resultado mantém o Hornets isolado na lanterna da Conferência Oeste, é claro. No entanto, o que observamos foi um time que, mais uma vez, jogou de igual para igual com o adversário. Aliás, pela primeira vez na temporada, nós conseguimos ultrapassar a marca dos 100 pontos em uma partida, e a nossa defesa também não fez feio. Os zangões são um time que vende caríssimo as suas derrotas. O problema é que isso não resolve nada. Vencer, de vez em quando, também é legal, e não podemos nos desacostumar a isso. Olhando para o Tim Duncan em quadra, eu fico imaginando como seria se o Hornets tivesse um All-Star de primeiríssima grandeza para jogar ao lado do Eric Gordon. Mesmo aos 35 anos (quase 36), Duncan mostra o gigante que é. Quem é craque, não desaprende. A idade chega, mas o talento continua ali, intacto. E foi o talento do Duncan que, mais uma vez, nos roubou a vitória. Talento, talento, talento…

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida

* Veja aqui o pós-jogo do blog Spurs Brasil (é nosso rival, mas é bem bacana)

No meu mundo perfeito, o Hornets teria o direito de escolher qualquer jogador da NBA para reforçar o seu elenco. Um privilégio, digamos assim, por ser a única equipe de propriedade da liga. Tudo bem, o meu mundo perfeito beira a insanidade, eu sei, mas digamos que isso pudesse acontecer. A NBA vira para o nosso GM, Dell Demps, e diz: “Meu filho, vai lá e escolhe qualquer jogador da nossa liga. Qualquer um. É só escolher. Ele é seu”. E é aí que entra a palavra TALENTO. É óbvio que se fosse o Demps, você iria olhar para o cara mais talentoso, aquele que ganha jogos sozinho e que, ao lado do Eric Gordon, dos nossos jovens atletas e das nossas futuras escolhas no draft, poderá nos levar ao tão sonhado título do campeonato. Eu fico pensando o seguinte: quem seria esse nome? Ele seria o ajuste ideal para o nosso time? Ele seria a peça que falta para transformarmos derrotas apertadas em vitórias? Quem seria esse sujeito? Vamos sonhar um pouco…

Abaixo, eu fiz uma relação com alguns dos maiores nomes da NBA, na atualidade. Os caras que mandam muito bem. Agora, a palavra está com os amigos. E aí? Quem você escolheria?

OBS: Se possível, expliquem o porquê da escolha lá embaixo, nos comentários. Assim, poderemos debater. A minha escolha, e o motivo, já estão explicados lá.

Para terminar, eu lembro que o nosso time voltará à quadra, dentro de algumas horas! O Hornets irá até Oklahoma City, onde enfrentará a forte equipe do Thunder, de um tal Kevin Durant. A bola vai subir, daqui a pouco, às 23h (de Brasília), no Chesapeake Energy Arena. O Brazilian Hornet deve acompanhar a partida e postar o andamento dela, via Twitter. Apareçam e sigam conosco!

* New Orleans Hornets Brasil: a prévia do jogo


 FERROADAS

* ERIC GORDON: Parece que a lesão no joelho direito do jogador não é tão grave. Então, o New Orleans Hornets resolveu arriscar e ofereceu uma extensão de contrato ao ala-armador. A NBA já liberou a negociação. Agora, só basta o Gordon dizer “sim”. O novo acordo é de 4 temporadas, e os valores ainda não foram divulgados. Ah, e o Gordon tem até a noite desta quarta-feira (hoje) para dar uma resposta. Se não aceitar (ou não responder), ele se tornará agente livre restrito, ao fim do campeonato. E eu errei o meu palpite…

* DUAS RENOVAÇÕES: O Hornets anunciou, na tarde de ontem (24/01), que exerceu as opções de renovar com o armador Greivis Vasquez e o ala-armador Xavier Henry, por mais uma temporada (algo já previsto em contrato). Dessa forma, os dois permanecerão garantidos no elenco dos zangões até o fim do campeonato de 2012-13 (a não ser que sejam trocados antes). Para mim, é uma ótima notícia. São jovens que tem talentos a serem desenvolvidos. Que cresçam conosco e nos ajudem ainda mais no futuro.

* CONTINUE VOTANDO…: A eleição dos quintetos do Oeste e do Leste para o All-Star Game 2012 vai chegando à sua reta final. Clique aqui e dê aquela força aos jogadores do Hornets!

E SEGUE O CALVÁRIO…

A fisionomia do Marco Belinelli diz tudo: o Hornets não sabe como vencer os jogos

* Por Lucas Ottoni

Ninguém pode dizer que o time do New Orleans Hornets não está batalhando com todas as suas forças dentro de quadra. Os jogadores lutam, se sacrificam e até mostram união e vibração durante as partidas, mesmo com os resultados ruins ocorrendo em sequência, uma noite após a outra. O fato é que nada vem dando certo para os zangões, nesse momento. Além dos desfalques (estou olhando para você, Eric Gordon), a equipe vem mostrando uma série de limitações em seu jogo (tanto coletivas, quanto individuais) e não tem conseguido buscar as vitórias. Alguns jogadores vivem uma péssima fase, não estão rendendo o que podem, e isso vem se refletindo na nossa campanha: 3 -12 (com 1 triunfo e 12 derrotas, nos últimos 13 jogos!). Nesta madrugada, fomos ao Toyota Center e fizemos uma partida equilibradíssima com o Houston Rockets (8-7). Levamos para a prorrogação e chegamos a estar vencendo, por 88 a 83, com menos de 2 minutos no relógio. Entretanto, sofremos a virada, e os donos da casa festejaram: 90 a 88. Na noite anterior, outro tropeço. Dessa vez, foi o Memphis Grizzlies (7-6) quem nos superou, dentro da New Orleans Arena: 93 a 87. Quer dizer, mais um back-to-back terrível. E segue o calvário…

No vídeo abaixo, os highlights da derrota sofrida na prorrogação:

Das 66 partidas dessa temporada regular, 15 já foram disputadas. Vamos voltar no tempo e relembrar rapidamente a caminhada do Hornets até aqui: começamos o campeonato com duas vitórias (uau!), e depois perdemos seis partidas consecutivas. Aí, vencemos o Denver Nuggets e, em seguida, acabamos de perder mais seis jogos.  Se der a lógica sequencial, venceremos a próxima peleja, diante do campeão Dallas Mavericks, em New Orleans. Ok, claro que isso é bobagem. Mas o que eu quero dizer é que, em todos esses duelos, eu não me lembro de ter visto o Hornets sofrer sequer uma derrota acachapante, humilhante. E olhem que eu assisti a 14 desses 15 jogos! Vi um time lutador, vibrante, que não desiste. Um time que sofreu poucos pontos na maioria dessas partidas, que vendeu caro muitas dessas derrotas. Os adversários tiveram que correr para nos arrancar os resultados positivos. Sim, eu estou olhando para tudo o que nos aconteceu até o momento e procurando analisar isso por um prisma otimista. Só que as vitórias não estão vindo, a falta de qualidade do nosso elenco (principalmente no ataque) começa a saltar aos olhos e todo o esforço em quadra não tem sido suficiente. E segue o calvário…

Derrota dolorosa de um time brigador

Não vou me alongar sobre essas derrotas para Grizzlies e Rockets, pois os motivos que as ocasionaram são, basicamente, os mesmos de sempre: erros infantis no ataque, desentrosamento, imaturidade, falta de uma referência nos momentos decisivos, aproveitamentos baixíssimos em determinados fundamentos, e por aí vai. O Hornets tem um time brigador e valente, disso eu não tenho a menor dúvida. Contudo, ainda me parece um pouco inseguro, em busca de um rumo dentro do campeonato. Estamos lutando contra as nossas limitações em quase todas as noites, estamos procurando descobrir meios de melhorar e acertar dentro das próprias partidas. Também vale lembrar que, dos 15 atletas que compõem o nosso roster, nove chegaram há apenas dois meses (ou menos). Não temos uma equipe pronta, entendem? E a NBA é uma liga onde só os elencos prontos, “cascudos”, conseguem se sobressair. Times em formação, geralmente, sofrem bastante. E o técnico Monty Williams (eu continuo fã desse cara!) sabe muito bem disso. Ele parece buscar algo (um padrão para a sua equipe) que ele ainda não sabe direito como encontrar. A gente tem visto muitas mudanças na rotação, substituições que não surtem o efeito desejado (algumas vezes, na hora errada), mexidas aqui e ali que acabam prejudicando o entrosamento do time, e até apostas salvadoras que não se concretizam. O fato é que o nosso treinador demonstra que ainda está descobrindo essa equipe, e como tirar o melhor dela. O Kaio Kleinhans, do blog Hornets Brasil, uma vez escreveu que tudo isso faz parte de um processo (e eu concordo totalmente). Os zangões perderam as suas referências de anos (estou olhando para vocês, Chris Paul e David West) e começam um novo trabalho, com pouquíssimo tempo de preparação. E todo mundo sabia que não seria fácil. Estamos aprendendo na base da pancada, em meio aos jogos mesmo. É uma oportunidade de crescer, de ganhar maturidade (como time), e isso é bom. Por outro lado, as derrotas acabam se sucedendo. É o preço a ser pago. E segue o calvário…

Ariza retornou contra o Grizzlies

Não estou aqui para crucificar os nossos jogadores (quando eu os critico, é no calor das partidas) e nem, tampouco, o trabalho do técnico Monty Williams. Como o amigo Kaio disse, isso é um processo. E estamos no início dessa nova caminhada. Tudo o que está acontecendo – embora eu pense que já podíamos ter melhorado em alguns aspectos do jogo, como o setor ofensivo – faz parte desse processo. Uma campanha 3-12 obviamente é muito ruim, mas o nosso time não tem jogado tão mal e não tem sido vencido com tanta facilidade assim, apesar de suas limitações técnicas. Falta qualidade, falta entrosamento e até um pouco de padrão, concordo. Mas estamos iniciando um trabalho, e eu acho legal nos segurarmos naquilo que temos mostrado de bom (a luta, a garra, a vontade, a união e, sobretudo, a defesa sólida). Eu sei que isso não é o suficiente, mas é um começo. No dia em que conseguirmos nos acertar e descobrirmos o jeito de buscar vitórias com mais frequência (e eu acredito que isso acontecerá ainda nessa temporada), começaremos a perceber que o início doloroso já apresentará alguns resultados compensadores. E seguindo nessa linha, a tendência é crescer com o passar do tempo. Aliás, por falar nisso, ainda há 51 jogos pela frente. Provavelmente, sofreremos mais um pouco, faz parte do processo. E o calvário seguirá…

* Box Score (com vídeos): contra o Grizzlies / contra o Rockets

Ah, mas um dia nós vamos pegar ele (o tal calvário), encará-lo de frente (como o time já vem fazendo) e bloqueá-lo, no melhor estilo Emeka Okafor! Brincadeiras à parte, o mau momento não vai durar para sempre. Principalmente, quando o trabalho é sério (estou olhando para você, Monty Williams). Por isso, eu continuo otimista e confiando na evolução dessa jovem equipe do New Orleans Hornets. Pode demorar um pouco, e a gente ainda vai ver aqueles problemas e defeitos em quadra. Mas não se desanime agora: algo muito bom está a caminho. Eu acredito. E você?


 FERROADAS

* HORNETS VS MAVERICKS: Os zangões voltarão à quadra, neste sábado (21/01), às 23h (de Brasília). O adversário é o forte Dallas (atual campeão da NBA), e o duelo acontecerá na New Orleans Arena. O Brazilian Hornet só será atualizado no domingo (22/01), e nós não acompanharemos a partida, via Twitter. Tenham um bom fim de semana!

* CONTINUE VOTANDO…: A eleição dos quintetos do Oeste e do Leste para o All-Star Game 2012 segue firme e forte. Clique aqui e dê aquela força aos jogadores do Hornets!