AS LIÇÕES DA SUMMER LEAGUE

O ala-pivô Lance Thomas foi o destaque do Hornets em Las Vegas

* Por Lucas Ottoni

A Summer League de Las Vegas 2012 acabou no último domingo (22/07), e os fãs do New Orleans Hornets (1-4) definitivamente não têm muitos motivos para celebração. Sob o comando do auxiliar técnico James Borrego (lá vem o sobrenome esquisito!), a jovem equipe dos zangões jogou cinco partidas e venceu apenas uma. Mas isso não é o pior. Como nós havíamos comentado no post anterior, resultado de jogo em Summer League não merece grande importância, pois o principal é a avaliação individual da molecada. E foi justamente aí que o negócio não foi nada legal. A verdade é que o Hornets montou um time bem fraquinho para essa Summer League, e a ausência do astro da companhia, o ala-pivô Anthony Davis, também foi muito sentida. Davis irá disputar os Jogos Olímpicos com a seleção americana, e será o segundo representante do Hornets em Londres (o outro é o ala Al-Farouq Aminu, da Nigéria), mas isso já é uma outra história. Voltando ao torneio de verão em Las Vegas, os nossos resultados foram os seguintes:

Dia e hora (de Brasília)

Jogo

Resultado

15 de julho, às 23h30m

vs Portland Trail Blazers

82 – 85 (derrota)

16 de julho, às 23h30m

vs Milwaukee Bucks

68 – 76 (derrota)

18 de julho, às 21h30m

vs Phoenix Suns

78 – 61 (vitória)

20 de julho, às 23h30m

vs Dallas Mavericks

 65  78 (derrota)

21 de julho, às 19h30m

vs Golden State Warriors

 72  80 (derrota)

Chato, né? Afinal, ninguém gosta de perder. Mas o objetivo aqui não é analisar tais jogos, e sim os desempenhos dos nossos principais jovens nesses jogos – já projetando o que eles vão precisar fazer para ajudarem a equipe quando a temporada realmente começar para valer. Então, a partir de agora, nós vamos falar sobre alguns nomes do Hornets no torneio de verão e discutir as atuações individuais dessa turma, correto? Aliás, no post anterior, eu já tinha colocado quais eram os jogadores mais importantes do jovem elenco, vocês lembram? Aqui está o trecho que mostra isso:

Como os resultados não são o mais importante aqui, nós vamos direcionar a atenção aos nossos principais jogadores que estão participando do torneio. São eles: Austin Rivers e Darius Miller, recém-escolhidos pela franquia da Louisiana no último draft, e Jerome DysonXavier Henry e Lance Thomas, que fizeram parte do elenco dos zangões na última temporada.

Além dos cinco, há mais dois jogadores que merecem menção neste post. São eles: Brian Roberts e Denzel Bowles. Sem mais delongas, vamos começar a analisar cada um dos mancebos nessa Summer League e entender por que o desempenho, no geral, não foi dos melhores:

– Austin Rivers: O jovem ala-armador é uma das grandes apostas do Hornets para os próximos anos. Contudo, os primeiros jogos na Summer League não foram nada fáceis para o rapaz. Como a ideia do técnico Monty Williams é transformá-lo em PG (já falamos sobre isso), o filho do Doc está tendo que se adaptar a uma posição nova, com funções diferentes para ele – armar o jogo e envolver os companheiros, e não apenas pontuar. Dessa forma, ficou nítida a dificuldade do Austin em carregar o piano como armador nas duas partidas em que atuou (contra Blazers e Bucks) – ele, aliás, machucou o tornozelo diante do time de Milwaukee e acabou poupado do restante do torneio. O garoto tem apenas 19 anos, está aprendendo a jogar como PG, e vai levar algum tempo até que possa render – na posição – tudo o que se espera dele. Nessa fase de aprendizado, ele cometeu alguns turnovers, forçou muitos arremessos (errando a grande maioria deles) e se complicou na defesa. Mas como o Austin é talentoso, a tendência é que evolua com o passar do tempo e esteja mais seguro para atuar como PG do Hornets. As suas médias na Summer League (duas partidas) foram bem modestas: 10.0 ppg, 3.5 apg e 2.5 rpg, em 32 minutos. Vamos combinar? Como armador, ele não mandou bem e precisa trabalhar muito duro para vir a ocupar um papel importante no elenco dos zangões.

– Darius Miller: Uma Summer League burocrática, é o que se pode dizer a respeito do jovem ala de 22 anos dos zangões. É um rapaz forte e atlético, que apresentou disposição defensiva, mas foi bastante inconsistente e “se escondeu” do jogo em vários momentos. Faltou intensidade, sobretudo em termos ofensivos. Pessoalmente, eu esperava um pouco mais do Darius Miller, só que ele nem de longe lembrou aquele jogador dedicado e participativo dos tempos de Kentucky. As suas médias na liga de verão foram absolutamente pífias: 4.4 ppg, 2.4 rpg e 0.4 apg, em 18 minutos. Bem discreto, não acham? Pois é, o Miller precisa se envolver mais nos jogos e igualmente trabalhar muito duro, caso queira o mínimo de espaço na equipe do Hornets para 2012-13.

– Jerome Dyson: Não há muito o que falar. Ele sai do banco, joga um pouquinho, comete erros e volta para o banco. O Dyson atuou – até de forma razoável – pelo Hornets no fim da última temporada e acabou ganhando essa oportunidade de mostrar serviço na Summer League de 2012. No entanto, o armador não entusiasmou muito e começa a ver um novo contrato com os zangões ficar cada vez mais distante. Após duas apresentações fraquíssimas (contra Blazers e Bucks), ele até que foi bem na vitória sobre o Suns (anotou 13 pontinhos e pegou 7 rebotes), mas voltou a decepcionar nas partidas derradeiras (diante de Mavericks e Warriors). As suas médias na liga de verão também não foram nada legais: 4.6 ppg, 2.6 rpg e 0.6 apg, em 14 minutos. Diante de tal panorama, fica difícil acreditar que o armador de 25 anos marcará presença em New Orleans na próxima temporada.

– Xavier Henry: Frustração? Talvez. O jovem ala-armador já vai para o seu terceiro ano na NBA, mas continua com o mesmo joguinho de sempre e uma dificuldade absurda para evoluir. Honestamente? Eu esperava que o Henry fosse ser o comandante da equipe do Hornets nessa Summer League, mais até do que o próprio Austin Rivers. Entretanto, o que se vê é o oposto. Algumas boas jogadas aqui, outros erros infantis ali, arremessos sem muito critério, e só. Onde estão os sinais de melhora em seu jogo? Eu vejo muito pouco. O Henry tem apenas 21 anos, mas vai chegar uma hora em que esse papo de “é jovem demais” não vai colar. Repito: ele já vai para a sua terceira temporada na NBA. Se serve de consolo, o rapaz fez um jogo de 21 pontos (contra o Warriors) nessa liga de verão e se saiu melhor do que os recém-selecionados Rivers e Miller (o que não quer dizer grande coisa). As suas médias foram as seguintes: 12.2 ppg, 4.8 rpg e 2.2 apg, em 29 minutos. Um desastre? Até que não. Mas ficou novamente no ar a sensação de que o Henry (leiam mais sobre ele) perdeu outra excelente oportunidade de fazer o seu jogo desabrochar.

– Lance Thomas: Aí está o MVP (Most Valuable Player) do Hornets na Summer League de Las Vegas 2012. Por mais incrível que possa parecer, o ala-pivô de 24 anos foi o grande comandante dos jovens zangões nas cinco partidas da liga de verão. Foi muito interessante acompanhar o desempenho do bravo Thomas dentro de quadra e constatar as melhoras substanciais (!) que ele apresentou em seu jogo, sobretudo no ataque. Ótimos arremessos de média distância (!), eficiência embaixo da cesta (onde ele conseguiu pontuar bem) e uma movimentação que incomodou as defesas adversárias. Além disso, ele também conseguiu pegar muitos rebotes, algo que sempre agrada. O cara obteve médias de 14.0 ppg e 7.2 rpg, e acertou nada menos que 93.3% de seus arremessos na linha de lances livres (28-30). Uma insanidade! Pode-se dizer que o Thomas fez um belo trabalho e deixou encaminhada a sua situação. Eu acho que o Hornets vai mantê-lo no grupo para 2012-13. No entanto, há uma diferença enorme entre Summer League e os grandes jogos da temporada regular. No último ano, o Thomas mostrou limitações e não entusiasmou com o uniforme do Hornets (leiam mais sobre o atleta). Mas ele é um rapaz trabalhador, que aproveitou bem o torneio de verão e fez por merecer uma nova chance na Louisiana.

Os highlights da única vitória do Hornets na Summer League:

* Clique aqui e saiba mais sobre a Summer League de Las Vegas 2012

Agora que analisamos os cinco principais jogadores do nosso jovem elenco, vale destacar dois sujeitos desconhecidos que vieram de fora dos EUA e chamaram a atenção ao longo da Summer League:

– Brian Roberts: Ele é um armador de 26 anos que estava jogando na liga germânica (vídeo), após passagem pelo basquete de Israel. Revelado pela Universidade de Dayton (Ohio, EUA), Roberts esteve com o New Orleans Hornets nessa Summer League de Las Vegas e acabou se tornando o PG mais consistente da nossa equipe (principalmente após a lesão de Austin Rivers). O carinha apresentou uma boa mecânica de arremesso, facilidade para pontuar e também alguns passes bem legaizinhos. O problema é o físico franzino, algo que sempre compromete em uma liga forte como a NBA. Conseguiu médias de 13.8 ppg e 2.2 apg, manteve uma regularidade ao longo dos cinco jogos e deixou uma boa impressão. Tem tudo para ganhar a vaga de Jerome Dyson e compor o banco de reservas dos zangões em 2012-13. Quem sabe?

– Denzel Bowles: Apesar dos 23 anos, esse ala-pivô gordinho já possui alguma rodagem na carreira. Produto da James Madison University (Virginia, EUA), o cara chegou a jogar no basquete lituano e também nas Filipinas, e é mais um a sonhar com um contrato na NBA (vídeo). Convidado pelo Hornets a integrar o time na Summer League de Las Vegas, Bowles impressionou logo em sua primeira partida: foram 18 pontos e 12 rebotes diante do Portland Trail Blazers. Após a estreia impactante, ele caiu um pouco de rendimento, mas mostrou que sabe apanhar rebotes e distribuir alguns bloqueios. Terminou a competição com médias de 7.2 ppg e 6.6 rpg. É um nome a ser observado (pelo menos, para participar dos treinos de pré-temporada).

Após todas as análises feitas acima, algumas lições tiradas em Las Vegas ficaram bem nítidas, e eu vou descrevê-las aqui:

1) Os nossos recém-escolhidos (Austin Rivers e Darius Miller) são inexperientes e precisam trabalhar muito duro. Austin terá um longo caminho até se tornar um PG confiável, e Darius precisa ser mais participativo em quadra, caso queira um espaço no elenco do Hornets.

2) O processo de evolução do jovem Xavier Henry continua bem devagar, devagarinho. Eu, se fosse ele, trabalharia demais nas férias. Treinaria de forma exaustiva, a fim de mostrar algum upgrade na pré-temporada.

3) Treinar forte e ser um cara aplicado e trabalhador vale muito a pena. O Lance Thomas deixou claro que pretende permanecer na NBA, e demonstrou isso no melhor lugar possível: em quadra.

4) Alguns jogadores pouco conhecidos podem ser bem úteis, caso recebam uma chance. Brian Roberts mostrou muito mais serviço do que Jerome Dyson, e o gordinho Denzel Bowles também fez um bom trabalho.

5) O Anthony Davis faz uma falta danada!

Enfim, a Summer League de 2012 pode ter sido um pouquinho cruel com o Hornets, mas é nas dificuldades e derrotas que se cresce e aprende, não é verdade? Independentemente dos resultados dos jogos, a experiência em Las Vegas nos deixou uma certeza: a caminhada é longa e penosa. Motivos para desânimo? Que nada! Se fosse fácil, que graça teria?

* CONTRATOS ASSINADOS: Os fãs do Hornets já podem comemorar. Anthony Davis e Austin Rivers são, oficialmente, jogadores profissionais da franquia de New Orleans. Que essa dupla faça muito sucesso!

* MARCO BELINELLI: O ala-armador italiano, que jogou as duas últimas temporadas da NBA com o uniforme do Hornets, é o novo reforço do Chicago Bulls. Ele era agente livre irrestrito, e os zangões acabaram optando por não mantê-lo no elenco. Enquanto esteve conosco, o Belinelli foi irregular, mas esforçado. Ao menos, honrou a franquia da Louisiana. Boa sorte para ele na Cidade dos Ventos.

* ROBIN LOPEZ?: Olha, eu sei que o Hornets necessita de um pivô. Mas tudo tem um limite, né? Esse cara é fraquíssimo, e eu espero honestamente que ele não desembarque em New Orleans. De qualquer forma, os zangões parecem interessados nele. Fazer o quê?

RETROSPECTIVA 2011-12 # 2

Marco Belinelli, Eric Gordon e Xavier Henry acabaram não brilhando

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. É hora de prosseguirmos com a análise dos jogadores do New Orleans Hornets na temporada 2011-12 da NBA. A nossa primeira retrospectiva destacou os ARMADORES que atuaram pelos zangões na campanha 21-45 que fizemos. Agora, chegou a vez de falarmos sobre os ALAS-ARMADORES, os caras da posição 2. No idioma inglês, eles são conhecidos como shooting guards (SG), e aí já dá para perceber o que normalmente esses sujeitos costumam fazer em uma quadra de basquete: pontuar. Salvo raras exceções, os alas-armadores são atletas com aptidão ofensiva e capacidade para serem artilheiros. Será que os alas-armadores do Hornets cumpriram essa tarefa no último campeonato? Senão vejamos…

* ERIC GORDON #10

Médias: 34.4 mpg / 20.6 ppg / 3.4 apg / 2.8 rpg / 1.4 spg / 0.4 bpg

Número de jogos: 9 (todos como titular)

Se há algo de bom a se falar sobre o Eric Gordon na temporada 2011-12, é que ficou nítida a falta que ele fez à equipe do Hornets ao longo da competição. O Gordon é um ala-armador talentosíssimo e – como vocês bem sabem – veio como o “prato principal” da troca que enviou o nosso ex-armador All-Star Chris Paul para o Los Angeles Clippers. E o cartão de visitas do novo reforço dos zangões foi o melhor possível: um arremesso nos segundos finais – lá em Phoenix – que garantiu uma estreia emocionante e vitoriosa para a nossa equipe na temporada, lembram? Pois é, o problema é que nesse mesmo jogo contra o Suns ele se chocou com o ala Grant Hill e acabou estranhamente lesionando o joelho direito (alguns dizem que ele já vinha sentindo incômodos no local quando ainda estava no Clippers). A partir daí, o que vimos foi um verdadeiro calvário para o Eric Gordon. Ele tentou voltar a jogar em janeiro, mas as dores no joelho aumentaram. Com isso, o atleta foi afastado do time por algumas semanas, e uma cirurgia para remover fragmentos ósseos da área lesionada foi inevitável. Após quase dois meses se recuperando, o Gordon retornou aos jogos somente nas últimas semanas da temporada regular, que já estava totalmente comprometida para o Hornets. No fim das contas, ele jogou apenas 9 partidas em seu ano de estreia com os zangões e não foi o comandante do time, como todos esperavam.

PONTO POSITIVO:  Dos 9 jogos em que o Gordon atuou (e bem), o Hornets venceu seis. Isso mostra claramente a importância desse jogador para o time de New Orleans e a falta que ele fez ao longo do campeonato. Nessas 9 ocasiões, o Gordon obteve uma incrível média de mais de 20 pontos por partida e atuações espetaculares (veja uma delas no vídeo abaixo). Ele é, sem dúvida, o melhor e mais talentoso jogador do elenco dos zangões, e a campanha do Hornets teria sido muito melhor, caso o Gordon não tivesse se lesionado. Estando saudável, ele tem totais condições de ser o líder da nossa jovem equipe.

PONTO NEGATIVO: Apesar do enorme talento, o Eric Gordon é um jogador com a carreira marcada – precocemente – por lesões. Ele chegou à NBA em 2008 e nunca conseguiu cumprir uma temporada completa. Sempre sofreu com problemas físicos ou contusões e vem jogando cada vez menos partidas, ano após ano. Para um atleta jovem, de apenas 23 anos de idade, isso é algo preocupante. A ausência dele em quadra comprometeu seriamente a campanha do Hornets. Além disso, não se sabe se o joelho dele estará 100% recuperado para o futuro.

O FUTURO: O Eric Gordon será agente livre restrito no próximo verão americano. Isso quer dizer que ele estará disponível para ouvir propostas de outros times, mas o Hornets tem o direito de igualar qualquer oferta para manter o jogador em New Orleans. Pela qualidade que possui, o Gordon deve ser assediado por diversas equipes com propostas financeiramente tentadoras, e aí cabe ao Hornets avaliar se vale a pena igualar grandes cifras e comprometer a sua folha salarial com um jogador que, apesar de talentosíssimo, é propenso a lesões. Querem a minha opinião? O Hornets vai apostar as suas fichas no Gordon e vai dar um jeito ($) de mantê-lo na Louisiana.

* MARCO BELINELLI #8

Médias: 29.8 mpg / 11.8 ppg / 1.5 apg / 2.6 rpg / 0.7 spg / 0.1 bpg

Número de jogos: 66 (55 como titular)

Esse ala-armador italiano chegou ao Hornets em 2010 com a promessa de ser um artilheiro em potencial para a equipe de New Orleans. Após 2 anos, ficou bastante claro que o Marco Belinelli nada mais é do que um jogador para ser reserva na NBA – e com minutos limitados. Na última temporada, ele tirou proveito da lesão do Eric Gordon e da inexperiência do Xavier Henry para assumir de vez a titularidade na posição 2. Após um péssimo início de campeonato – recheado de críticas -, ele foi crescendo aos poucos (principalmente nas últimas semanas de competição) e apresentou uma pequena evolução defensiva e uma melhora em sua média de pontos (a mais alta da carreira). No entanto, isso está longe de ser suficiente para tornar o Belinelli um jogador de destaque ou importante dentro do nosso elenco. Os seus índices de aproveitamento em arremessos de quadra (41.7%) e 3 pontos (37.7%) foram bem decepcionantes para um atleta que atua como ala-armador e que tem como principal função pontuar. Além disso, o italiano jogou praticamente 30 minutos em média e não obteve números expressivos ou atuações sólidas que justificassem todo esse tempo em quadra. O técnico Monty Williams admira a ética de trabalho do Belinelli e até o chamou de “monstro” (positivamente) em uma entrevista. Ok, ética de trabalho é um negócio muito bonito. Mas o que acontece se toda essa ética de trabalho não está servindo para tornar o Belinelli um jogador melhor? Isso certamente – e infelizmente – não está se refletindo nos jogos. Aos 26 anos, o ala-armador italiano não me passa a menor pinta de que poderá evoluir ou se transformar em um jogador consistente. O Marco Belinelli é isso aí: um reserva para compor elenco na NBA, e nada mais.

PONTO POSITIVO: O que eu posso destacar aqui é a ética de trabalho do italiano. De acordo com o técnico Monty Williams, o Belinelli é um cara esforçado, que treina muito e nunca reclama de nada. Ele é um sujeito que quer melhorar, mas falta talento. Esse é o problema. Tem coisas que nem todo o treinamento do mundo pode te dar. Também é digno de elogios o fato de o Belinelli ter atuado em todas as partidas da temporada, algo raríssimo dentro do elenco do Hornets (veja no vídeo uma boa atuação dele na reta final da temporada).

PONTO NEGATIVO: A inconsistência e a falta de solidez em seu jogo. As boas partidas que ele fez na temporada foram exceções, e não regra. No início do campeonato, ele teve atuações tenebrosas, com aproveitamentos pífios, que também contribuíram para que a campanha do Hornets desandasse logo de cara.

O FUTURO: O Marco Belinelli será um agente livre irrestrito no verão americano que se aproxima. Ele estará absolutamente à vontade para ir para onde quiser. Eu, honestamente, acho que o Hornets não deveria procurá-lo atrás de uma renovação de contrato. O italiano não é essencial à equipe e não acrescentaria nada de muito relevante, nem saindo do banco. Contudo, eu acho que o Monty Williams vai pedir a permanência do atleta, e ele deverá receber uma oferta do Hornets para reassinar com a franquia.

* XAVIER HENRY #4

Médias: 16.9 mpg / 5.3 ppg / 0.8 apg / 2.4 rpg / 0.6 spg / 0.2 bpg

Número de jogos: 45 (nenhum como titular)

A temporada 2011-12 nada mais foi do que um mero prosseguimento do aprendizado do Xavier Henry dentro da NBA. O ala-armador nascido na Bélgica ainda é muito jovem, tem apenas 21 anos e está se familiarizando ao jogo dos profissionais. Apesar de possuir talento, ele ainda mostra uma certa imaturidade em quadra, e isso ficou bem claro no último campeonato. Algumas faltas de ataque infantis, afobação com a bola nas mãos, desperdícios, seleção equivocada dos arremessos, etc. Algo natural para um jovem que entrou na NBA com apenas 19 anos de idade. O Henry foi draftado pelo Memphis Grizzlies em 2010, e acabou desembarcando em New Orleans no início de 2012, em uma troca envolvendo as duas franquias e o Philadelphia 76ers. Com um time já pronto, o Grizzlies resolveu não dedicar o seu tempo a desenvolver as habilidades de Henry. Agora, é o Hornets quem tem a oportunidade de tornar o ala-armador um jogador preparado para a NBA. Caso obtenham sucesso, os zangões poderão ganhar um atleta realmente interessante. Nessa temporada, Xavier Henry mostrou que é rápido, atlético, tem boa impulsão e é bom nas infiltrações. Além disso, o seu arremesso é decente (embora ainda não seja 100% confiável). O garoto tem aspectos positivos em seu jogo que precisam ser lapidados. Em março, Henry chegou a ser mandado para a Liga de Desenvolvimento (D-League), onde jogou uma partida pelo Iowa Energy. Isso mostra que o Hornets não tem pressa para desenvolver o talento do ala-armador. Ele está ainda em um momento de adquirir experiência e confiança. A palavra aqui é PACIÊNCIA.

PONTO POSITIVO: O Henry tem apenas 21 anos, e, nesse caso, o tempo corre a seu favor. O importante é que ele já mostrou que tem talento e que pode ser um jogador cada vez melhor nas próximas temporadas. No início de março, ele anotou 19 pontos em uma partida contra o atual campeão Dallas Mavericks (veja o vídeo) e deixou muito claro do que é capaz, caso a franquia da Louisiana aposte no desenvolvimento do seu jogo.

PONTO NEGATIVO: A inexperiência. O Henry ainda não está pronto para ser parte constante na rotação de um time com ambições de vencer o campeonato. Isso ficou nítido nas vezes em que ele esteve em quadra com o uniforme dos zangões. Você sabe que o talento está ali, mas que é preciso muita paciência para que os erros também sejam corrigidos. O Henry não é um atleta que causará impacto a curto prazo.

O FUTURO: Tudo indica que ele permanecerá no Hornets. A franquia está em um momento de investir e desenvolver novos jogadores, e o Henry se encaixa perfeitamente nesse perfil. Se ele fizer parte de algum comércio, eu ficarei bastante surpreso.

– Outros alas-armadores que passaram pelo Hornets (sem grande repercussão) na temporada 2011-12: Trey Johnson.

* IMPERDÍVEL!: Nesta quarta-feira (30/05), a NBA realizará o sorteio da ordem de escolha das equipes no draft de 2012. Esse acontecimento é muito importante para o futuro do Hornets, que poderá ter a oportunidade de selecionar dois jovens talentos entre as 10 primeiras escolhas. É hora de torcermos muito para que a sorte esteja do lado dos zangões! Quem sabe não conseguiremos a escolha nº 1? As chances e percentuais de cada equipe estão aqui e aqui. Então, fica o convite aos amigos. Nesta quarta, a partir das 21h (de Brasília), o BH estará ligado no sorteio e passará as informações via Twitter. Cruzem os dedos!

ENFIM, O ÚLTIMO ATO

Greivis Vasquez e Jason Smith celebram outra vitória do Hornets na reta final

* Por Lucas Ottoni

Sem qualquer chance de alcançar os playoffs da temporada 2011-12 da NBA, o New Orleans Hornets (21-44) vai se despedir do campeonato nesta quinta-feira, às 21h (de Brasília), diante do também eliminado Houston Rockets (33-32), lá no Texas. O jogo é uma mera formalidade, assim como as partidas que os zangões encararam nos últimos dias. Afinal, a notícia da compra da franquia pelo bilionário Tom Benson e as possíveis consequências disso (aqui e aqui) acabaram colocando os acontecimentos dentro de quadra em segundo plano. Nada mais compreensível, já que esses jogos derradeiros têm servido apenas para que o técnico Monty Williams realize avaliações no elenco e coloque os jogadores mais jovens ou em fim de contrato para mostrarem serviço. Portanto, o comportamento desses caras na reta final é o principal alvo da nossa análise. Mas antes de entrarmos nisso, vamos falar rapidamente sobre os resultados que a equipe da Louisiana obteve de uma semana para cá…

* Clique aqui e confira a prévia do nosso jogo de despedida (em inglês) 

Eric Gordon bate um papo com CP3

Na quarta-feira passada (18/04), o Hornets foi até o Tennessee e perdeu para o bom time do Memphis Grizzlies (40-25): 103 a 91. Um resultado absolutamente normal, tendo em vista que atletas como Jarrett Jack (lesionado), Chris Kaman (lesionado), Eric Gordon (poupado) e Trevor Ariza (poupado) não atuaram. Como havia prometido, o Monty Williams colocou em quadra uma equipe recheada de jovens e jogadores pouco experimentados na NBA. Um dia depois, os zangões voltaram para New Orleans, enfrentaram o Houston Rockets e venceram na prorrogação: 105 a 99. O ala-armador Eric Gordon atuou, foi o destaque (com 27 pontos) e brindou o público no último jogo que fizemos em casa na temporada. Após a boa vitória, o time teve dois dias sem jogos antes de viajar para Los Angeles e bater de frente com o LA Clippers (40-26), no último domingo (22/04). O Hornets se apresentou muito bem e chegou a ir para o último período vencendo por 10 pontos de diferença. No entanto, o nosso velho conhecido Chris Paul resolveu acabar com a festa e comandou a reação dos angelinos: 107 a 98, com 33 pontos, 13 assistências e 8 roubos (!) do CP3. Creio que essa derrota foi um belo aprendizado para a nossa garotada, e acho que o técnico Monty Williams pensa exatamente como eu. E para fechar a retrospectiva semanal, os zangões deram uma passada em Oakland e conseguiram um triunfo suado sobre o Golden State Warriors, na nossa penúltima aparição na temporada: 83 a 81. Vejam o lance esquisito (um bloqueio com a bola na descendente!) que decretou a 21ª vitória do Hornets, na madrugada desta quarta-feira (25/04):

Bem, você não precisa ser fera em matemática para saber que nós saímos com 2 vitórias e 2 derrotas, nos últimos 4 jogos. Contudo, o mais importante foi o comportamento do time. O Monty testou algumas formações, deu mais tempo em quadra a alguns jogadores e – como consequência – observou qualidades e defeitos a serem trabalhados daqui para frente. O fato é que o Hornets joga duro todas as noites, não importando a situação em que se encontre. E isso é reflexo da excelente atuação do Monty Williams, não resta a menor dúvida. Mesmo tendo o seu trabalho brutalmente comprometido pelas lesões no elenco ao longo de todo o campeonato, ele soube transformar os zangões em um grupo competitivo com o que tinha em mãos. E o resultado disso virá a longo prazo, podem ter certeza. Nós temos uma equipe jovem, em evolução, e que está sendo muito bem conduzida pelo nosso treinador. Para vocês não acharem que eu estou viajando, vou tentar fundamentar o meu otimismo com algumas coisas que eu tenho observado. Lá vai…

Vasquez amadureceu

1) A maturidade do Greivis Vasquez: o armador venezuelano tem sido uma peça importante para o time nessa reta final do campeonato. Em seu segundo ano na NBA, ele praticamente triplicou as suas médias de pontos, assistências e rebotes, em relação à sua temporada de estreia na liga, onde – pouco – atuou pelo Memphis Grizzlies. No New Orleans Hornets, o Vasquez vem aproveitando bem as chances que tem recebido e está conduzindo a armação da equipe com eficiência. Essa tem sido uma temporada de bastante amadurecimento para o jogador de 25 anos, e ele vem segurando muito bem a onda na ausência do titular Jarrett Jack (lesionado).

Belinelli recebeu elogios

2) O crescimento do Marco Belinelli: o ala-armador italiano começou muito mal a temporada, tendo um baixo aproveitamento no quesito em que é especialista: os arremessos. Muitas vezes o Belinelli foi questionado e criticado, mas o técnico Monty Williams seguiu confiando no jogador de 26 anos para substituir o lesionado Eric Gordon. Hoje, além de se mostrar um artilheiro cada vez mais eficiente, o italiano tem apresentado uma melhora substancial como defensor (ele não é mais aquela “peneira” que era na temporada passada!). Nos últimos 5 jogos como titular, obteve uma média de 18.6 pontos. Inclusive, a ética de trabalho do Belinelli foi bastante elogiada pelo Monty, e o crescimento desse jogador é nítido.

Aminu: em ascensão

3) A evolução defensiva do Al-Farouq Aminu: o ala ex-Clippers é um jovem de 21 anos que chegou cedo demais à liga profissional. Há aspectos em seu jogo que precisam ser muito trabalhados. Ele ainda apresenta sérias deficiências quando tem a bola nas mãos e segue cometendo erros no ataque, onde não raramente é vítima de bloqueios e roubos fáceis (embora tenha melhorado o seu arremesso de média e longa distância). Apesar desses defeitos, o Aminu vem mostrando um enorme potencial defensivo, algo que o técnico Monty Williams aprecia bastante. Tanto que ele afastou o Trevor Ariza das últimas partidas só para observar melhor o desempenho do Aminu, e essa decisão já vem rendendo frutos. A energia para defender tem sido a marca registrada desse jogador. Além de ser um “carrapato”, o Aminu tem boa altura (2,06 metros) e ajuda o time também na luta pelos rebotes. A ideia é que ele siga em constante evolução.

Smith é um jogador melhor

4) O desenvolvimento do Jason Smith: esse ala-pivô de 26 anos é um jogador muito melhor hoje do que quando chegou no Hornets, há quase dois anos. Vocês lembram? Ele é um cara que tem um bom arremesso, mas era afobado demais na defesa e cometia diversas faltas infantis, além de não ter um bom jogo de pernas. Com o passar do tempo, o Smith foi melhorando essas deficiências, aprendendo a evitar algumas faltas por excesso de empolgação e a trabalhar melhor a bola perto da cesta. Além disso, ele tem apresentado um pacote de bloqueios e enterradas animais, algo que não era tão comum em seu jogo quando ele desembarcou na Louisiana, em 2010. Na atual temporada, o Smith possui médias de mais de 10 pontos e quase 5 rebotes por jogo. Eu me arrisco a dizer que esse rapaz é hoje um dos jogadores favoritos dos fãs do Hornets. E certamente isso não é obra do acaso.

Dos últimos 12 jogos, o Hornets venceu oito e teve uma sequência de quatro triunfos consecutivos. É óbvio que o retorno do Eric Gordon também foi fundamental para essa enorme melhora no desempenho do time, mas também é preciso lembrar que ele vem sendo poupado em algumas partidas, e jogadores como Vasquez, Belinelli, Aminu e Smith têm conduzido o Hornets a boas partidas e resultados positivos. Daqui a pouco, teremos o nosso último ato, a nossa despedida do campeonato de 2011-12. E a equipe do técnico Monty Williams encerrará a sua participação deixando o seguinte recado: “estamos começando a ganhar forma para a próxima temporada! Se preparem!”. Amigos, eu estou prevendo algo muito, muito legal vindo por aí…

OBS: Eu não esqueci do ala-pivô mexicano Gustavo Ayon. Ele está sentindo as dificuldades de sua primeira temporada na NBA, mas tem qualidades e já demonstrou isso em alguns jogos. Ele é mais uma peça que poderá ser muito útil à equipe dos zangões. Eu confio demais nisso.

* A SEGUIR: Assim que a temporada terminar, o Brazilian Hornet fará a avaliação do elenco – jogador por jogador – (quem se destacou, quem decepcionou, quem merece ficar, quem deve sair) e também começará a voltar todas as baterias para o draft de 2012 e os jovens talentos que estarão ao alcance dos zangões na noite da seleção. Aguardem!

* TRÊS PERGUNTINHAS: O ala Trevor Ariza foi afastado até do nosso banco de reservas e disse que entende a opção do técnico Monty Williams, que preferiu poupá-lo para dar chance aos jovens jogadores. Agora, vamos às interrogações…

1) Será que o clima entre Ariza e Monty é dos melhores?

2) O Ariza seguirá em New Orleans na próxima temporada?

3) O Michael Kidd-Gilchrist está cada vez mais perto dos zangões?

E então? O que vocês acham? Opinem aí…

O NOVO DONO, ENFIM, CHEGOU!

Tom Benson e David Stern: a NBA passa a bola (e o Hornets) para o dono do Saints

* Por Lucas Ottoni

Na última sexta-feira (13/04), a NBA fez o anúncio que todos os fãs do New Orleans Hornets aguardavam há tempos. A nossa franquia, enfim, tem um novo proprietário: o bilionário Tom Benson, de 84 anos. Essa notícia é para ser bastante comemorada por quem torce pelos zangões, pois agora muita coisa vai mudar (para melhor) no basquete profissional de New Orleans. Quem acompanha o Brazilian Hornet desde as primeiras linhas do blog sabe o quanto eu destacava a importância de o nosso time ter um dono e de quão prejudicial era estar sendo controlado pela NBA. O Hornets era uma franquia sem autonomia nenhuma e mal vista pela imprensa, torcedores e profissionais da liga, incluindo aí os jogadores. No entanto, a aquisição da equipe pelo Tom Benson é um indicativo de que dias melhores estão a caminho para quem veste e quem torce pela nossa camiseta. Nos parágrafos abaixo, nós vamos conhecer um pouco mais o Tom Benson e os objetivos dele como proprietário dos zangões…

Nascido em New Orleans, no ano de 1927, Tom Benson construiu um império no ramo automobilístico, pode-se assim dizer. Atualmente, ele é proprietário de várias concessionárias de automóveis em New Orleans e San Antonio, no Texas. Ficou rico investindo os lucros de suas concessionárias em bancos locais, e depois partiu para a compra de pequenos bancos expandindo assim os seus negócios. Formou a Benson Financial, que ele vendeu para a Wells Fargo (multinacional americana que presta serviços financeiros em todo o mundo), no ano de 1996. Hoje em dia, Benson tem uma fortuna avaliada em U$ 1,1 bilhão e está entre as 400 personalidades mais ricas dos EUA.

Tom Benson: campeão com o Saints

Apaixonado por esportes desde muito jovem, Benson comprou o New Orleans Saints (franquia da NFL – futebol americano profissional) em 1985 e passou por períodos de altos e baixos com o time e os torcedores. Contudo, a consagração veio no dia 7 de fevereiro de 2010, quando o Saints derrotou o Indianapolis Colts e conquistou o inédito Super Bowl XLIV (título mais importante dos esportes americanos). O triunfo fez com que o bilionário se tornasse uma figura muito querida e popular para os fãs de esportes e entretenimento em New Orleans. Após o sucesso com o Saints, o próximo passo de Benson foi a aquisição da equipe de basquete profissional da cidade, o Hornets, fato que aconteceu na última sexta-feira. Por U$ 338 milhões, ele tirou os zangões das mãos da NBA e agora é o proprietário das duas grandes equipes de sua cidade natal (Saints e Hornets). Bom, e o que isso acarreta para o futuro do nosso time? Essa é uma boa pergunta, que eu tentarei responder (em parte) no parágrafo seguinte…

* Clique aqui e leia um excelente texto do site Jumper Brasil sobre o futuro do New Orleans Hornets

Como vocês devem lembrar, o antigo proprietário (e fundador do Hornets) George Shinn se declarou impossibilitado de seguir conduzindo a franquia e acabou vendendo o time para a NBA, em dezembro de 2010. Com isso, a própria liga passou a controlar o Hornets. De lá para cá, uma tempestade de indefinições fez parte do cotidiano dos zangões. Houve de tudo: risco de a equipe se mover de cidade, saída de jogadores importantes receosos quanto ao futuro da franquia, várias especulações envolvendo possíveis donos para o time (Gary Chouest, Raj Bhathal, Jamal Mashburn), etc. Durante todo esse período, o Hornets foi alvo de matérias pessimistas e muito desdém. Portanto, o primeiro efeito que eu posso notar com o surgimento de um novo dono é a modificação da imagem da franquia. Com o Tom Benson no comando, todos passam a ver os zangões com outros olhos, um pouco mais otimistas e um pouco menos brutais. Isso já é muito bom, principalmente se levarmos em conta que o Hornets está em pleno processo de reconstrução, com jovens jogadores evoluindo e duas prováveis escolhas Top 10 no próximo draft. Vale lembrar também que temos um cara talentoso como o Eric Gordon inserido nesse projeto, além do trabalho competente da dupla Dell Demps (GM) e Monty Williams (treinador). O que faltava, então, era o suporte de um dono, e o Tom Benson assumiu o leme justamente em um momento tão importante para o futuro dos zangões.

Com Tom Benson à frente, New Orleans sediará o All-Star Game de 2014

* Veja também o post do jornalista Fábio Sormani sobre a venda do Hornets  

Nos últimos três dias, eu li uma enormidade de matérias a respeito da chegada do Tom Benson e o que isso traria de bom para o Hornets. Eu procurei me informar bastante antes de escrever sobre o assunto aqui no Brazilian Hornet. Ao ser anunciado como novo proprietário do time, o Benson disse algumas coisas muito interessantes. Eu separei o principal. Vejam só…

Ambições para o time: “Meu objetivo será trazer um campeonato aqui (para o Hornets). Eu quero ganhar campeonatos e colocar multidões de 19 mil pessoas na nossa arena. Temos uma grande oportunidade. New Orleans mostrou que uma cidade de pequeno mercado torna-se grande quando se trata de esportes. Agora temos que seguir provando isso. Basta assistir. O sucesso da nossa equipe de futebol (americano) vai ajudar o nosso time de basquete a construir patrocínios corporativos. O céu é o limite“.

Investimento em estrutura: “Com a ajuda do Estado (da Louisiana), nós esperamos construir uma nova instalação para os treinamentos. Eu não gosto da idéia de treinar em um ginásio de escola (o polivalente Alario Center, em Westwego). Os jogadores não gostam disso. Nós vamos ter algo que todo mundo pode se orgulhar, assim como com os Saints. Vai ser muito emocionante… tempos excitantes. Eu adoro isso. Minha família poderia pensar que eu gasto muito dinheiro e todas essas coisas, mas eu não“.

Mudança do nome da franquia: “Precisamos encontrar um nome como Jazz. Queremos conseguir isso ou vamos usar isso, você tem que saber que estamos trabalhando nisso. Nós gostaríamos de mudar o nome amanhã. Nós não tivemos aprovação (para modificar o nome), mas não estamos deixando isso de lado, de forma alguma. Pois nós temos um bom relacionamento com o comissário (David Stern) e as pessoas em torno dele, e nós vamos estar com eles diariamente para fazer alguma coisa (a respeito do nome)“.

Benson promete investir no time

Além do que foi dito acima, o Benson enviou um recado otimista aos fãs de New Orleans e outro aos executivos da franquia, Hugh Weber e Jac Sperling. O novo dono também teria garantido as permanências de Dell Demps e Monty Williams em seus cargos (o que é ótimo!) e prometido investir em um time vencedor. Portanto, diante de tudo o que eu li e escrevi aqui a respeito desses novos rumos que o Hornets deverá tomar sob o comando do octogenário Tom Benson, a primeira palavra que me vem à mente é OTIMISMO. À exceção da tentativa de mudança no nome (ainda vamos falar sobre isso), eu gostei demais do fato de termos um proprietário disposto a transformar os zangões em algo grandioso. É claro que não dá para ter 100% de certeza sobre o que pode acontecer daqui para frente, mas, para quem tinha o futuro completamente indefinido, o panorama atual é bastante animador, concordam? O dono que todos nós tanto queríamos foi apresentado oficialmente ontem (16/04) e já pode se considerar, desde então, parte da família Hornets. Seja bem-vindo, Tom Benson!

OBS 1: A chegada do Benson já rendeu os primeiros frutos práticos para New Orleans. Na apresentação dele como novo dono do Hornets – na última segunda-feira -, a NBA anunciou que a cidade sediará o All-Star Game de 2014. Além disso, reformas para a modernização da New Orleans Arena também estão previstas.

OBS 2: Sobre a polêmica mudança de nome que o Benson quer na equipe, eu deixarei para falar nos nossos próximos posts, pois isso é um assunto que rende e merece uma atenção exclusiva, não é mesmo?

OBS 3: Este post foi escrito com uma ajuda fundamental do sites Wikipedia e NOLA.com (do jornal The Times-Picayune).

Marco Belinelli encara o Bobcats

* SÉRIE DE VITÓRIAS: Nos últimos dias, o Tom Benson ganhou praticamente todos os noticiários envolvendo o Hornets, mas o nosso time não deixou de jogar por causa disso. E não é que a fase é excelente? Já são quatro vitórias consecutivas nessa reta final de temporada, o que significa um recorde de triunfos seguidos (quem diria!) para nós, no atual campeonato. Além daquele duelo em homenagem ao meu 31º aniversário (não entendeu a brincadeirinha? Clique aqui), os zangões derrotaram o Utah Jazz (96 a 85), o Memphis Grizzlies (88 a 75) e o Charlotte Bobcats (75 a 67), em um jogo que rolou ontem à noite.

* APESAR DISSO…: O Hornets segue na lanterna da Conferência Oeste, mas esse fato pouco importa. O principal é que o técnico Monty Williams está usando essas partidas derradeiras para observar o elenco e dar chances aos mais jovens. E, pelo visto, a estratégia vem surtindo o efeito desejado. Agora, teremos apenas mais 5 jogos antes do fim da temporada 2011-12. E que o Monty continue realizando as suas observações…

* CHRIS KAMAN: A temporada 2011-12 chegou ao fim para o pivô alemão. Com uma lesão na tíbia esquerda, ele não deve mais entrar em quadra nos 5 jogos restantes do Hornets no campeonato. Com o contrato perto de expirar, Kaman mostrou o seu valor nas partidas em que vestiu a nossa camiseta. Suas médias foram de 13.1 pontos, 7.7 rebotes e 1.6 bloqueios (melhor marca do time) por jogo. Honestamente, eu espero que os zangões o mantenham para 2012-13. É um excelente jogador, técnico, experiente e profissional, que poderá ajudar muito o nosso jovem elenco.

LEITURAS RECOMENDADAS # 1

O dono e o monstro: dois personagens do atual momento do Hornets

* Por Lucas Ottoni

A temporada regular 2011-12 da NBA vai chegando ao fim, e os mais diversos assuntos começam a pipocar de todos os lados. Tem tanta coisa sobre o New Orleans Hornets saindo por aí, que fica simplesmente impossível analisar, opinar e escrever parágrafos e mais parágrafos  sobre todas as notícias que têm aparecido. Portanto, para que a gente não perca nada do que vem sendo divulgado, eu resolvi criar este post só com links para as mais variadas matérias envolvendo o nosso amado time. De Eric Gordon até o futuro dono da franquia (olá, Tom Benson! Como vai o senhor?), material sobre os zangões é o que não tem faltado. Confiram aí:

Venda do New Orleans Hornets deve ser fechada ainda hoje

Hornets deverá cobrir propostas por Eric Gordon

Hornets tem grandes planos para Gordon (em inglês)

O futuro de Monty Williams e Dell Demps no Hornets (em inglês)

Dez “chaves” para o Hornets na reta final (em inglês)

Monty Williams: “Marco Belinelli é um monstro” (em inglês)

Entrevista completa de Monty Williams (em inglês)

O nome “Hornets” deve permanecer com a franquia? (em inglês)

Dono do New Orleans Saints deve comprar o Hornets (em inglês)

Monty Williams e o alívio com a venda do Hornets (em inglês)

Benson comprar o Hornets significa uma boa notícia (em inglês)

Jason Smith mostra qualidades como artilheiro (em inglês)

Ok, eu sei que ninguém aqui é obrigado a entender o idioma inglês. É para isso que existe o tradutor do Google. É só jogar o texto nele e passar para o português. Boa leitura!

* HORNETS VS JAZZ: Nesta sexta-feira 13, os zangões voltarão à quadra. O adversário é o Utah Jazz. O duelo acontecerá às 21h (de Brasília), na New Orleans Arena, e o Brazilian Hornet deve acompanhar, via Twitter. Siga o BH e fique por dentro de tudo o que rolará ao longo da partida.

* TOM BENSON: É, meus amigos… Parece que essa novela sobre o futuro comprador do Hornets finalmente vai chegar ao fim! O dono do New Orleans Saints (franquia da NFL) será anunciado na tarde desta sexta-feira como o novo proprietário dos zangões! Com isso, a nossa equipe permanecerá na Louisiana e terá autonomia novamente, saindo das mãos da NBA. Essa é uma excelente notícia, com toda a certeza! Em breve, teremos um post muito especial aqui no BH. Aguardem!

*** CONFIRMADO!!!: Acaba de ser anunciada a venda da franquia New Orleans Hornets para o magnata Tom Benson, dono do New Orleans Saints (da NFL)! Mais informações aqui!