ENFIM, O ÚLTIMO ATO

Greivis Vasquez e Jason Smith celebram outra vitória do Hornets na reta final

* Por Lucas Ottoni

Sem qualquer chance de alcançar os playoffs da temporada 2011-12 da NBA, o New Orleans Hornets (21-44) vai se despedir do campeonato nesta quinta-feira, às 21h (de Brasília), diante do também eliminado Houston Rockets (33-32), lá no Texas. O jogo é uma mera formalidade, assim como as partidas que os zangões encararam nos últimos dias. Afinal, a notícia da compra da franquia pelo bilionário Tom Benson e as possíveis consequências disso (aqui e aqui) acabaram colocando os acontecimentos dentro de quadra em segundo plano. Nada mais compreensível, já que esses jogos derradeiros têm servido apenas para que o técnico Monty Williams realize avaliações no elenco e coloque os jogadores mais jovens ou em fim de contrato para mostrarem serviço. Portanto, o comportamento desses caras na reta final é o principal alvo da nossa análise. Mas antes de entrarmos nisso, vamos falar rapidamente sobre os resultados que a equipe da Louisiana obteve de uma semana para cá…

* Clique aqui e confira a prévia do nosso jogo de despedida (em inglês) 

Eric Gordon bate um papo com CP3

Na quarta-feira passada (18/04), o Hornets foi até o Tennessee e perdeu para o bom time do Memphis Grizzlies (40-25): 103 a 91. Um resultado absolutamente normal, tendo em vista que atletas como Jarrett Jack (lesionado), Chris Kaman (lesionado), Eric Gordon (poupado) e Trevor Ariza (poupado) não atuaram. Como havia prometido, o Monty Williams colocou em quadra uma equipe recheada de jovens e jogadores pouco experimentados na NBA. Um dia depois, os zangões voltaram para New Orleans, enfrentaram o Houston Rockets e venceram na prorrogação: 105 a 99. O ala-armador Eric Gordon atuou, foi o destaque (com 27 pontos) e brindou o público no último jogo que fizemos em casa na temporada. Após a boa vitória, o time teve dois dias sem jogos antes de viajar para Los Angeles e bater de frente com o LA Clippers (40-26), no último domingo (22/04). O Hornets se apresentou muito bem e chegou a ir para o último período vencendo por 10 pontos de diferença. No entanto, o nosso velho conhecido Chris Paul resolveu acabar com a festa e comandou a reação dos angelinos: 107 a 98, com 33 pontos, 13 assistências e 8 roubos (!) do CP3. Creio que essa derrota foi um belo aprendizado para a nossa garotada, e acho que o técnico Monty Williams pensa exatamente como eu. E para fechar a retrospectiva semanal, os zangões deram uma passada em Oakland e conseguiram um triunfo suado sobre o Golden State Warriors, na nossa penúltima aparição na temporada: 83 a 81. Vejam o lance esquisito (um bloqueio com a bola na descendente!) que decretou a 21ª vitória do Hornets, na madrugada desta quarta-feira (25/04):

Bem, você não precisa ser fera em matemática para saber que nós saímos com 2 vitórias e 2 derrotas, nos últimos 4 jogos. Contudo, o mais importante foi o comportamento do time. O Monty testou algumas formações, deu mais tempo em quadra a alguns jogadores e – como consequência – observou qualidades e defeitos a serem trabalhados daqui para frente. O fato é que o Hornets joga duro todas as noites, não importando a situação em que se encontre. E isso é reflexo da excelente atuação do Monty Williams, não resta a menor dúvida. Mesmo tendo o seu trabalho brutalmente comprometido pelas lesões no elenco ao longo de todo o campeonato, ele soube transformar os zangões em um grupo competitivo com o que tinha em mãos. E o resultado disso virá a longo prazo, podem ter certeza. Nós temos uma equipe jovem, em evolução, e que está sendo muito bem conduzida pelo nosso treinador. Para vocês não acharem que eu estou viajando, vou tentar fundamentar o meu otimismo com algumas coisas que eu tenho observado. Lá vai…

Vasquez amadureceu

1) A maturidade do Greivis Vasquez: o armador venezuelano tem sido uma peça importante para o time nessa reta final do campeonato. Em seu segundo ano na NBA, ele praticamente triplicou as suas médias de pontos, assistências e rebotes, em relação à sua temporada de estreia na liga, onde – pouco – atuou pelo Memphis Grizzlies. No New Orleans Hornets, o Vasquez vem aproveitando bem as chances que tem recebido e está conduzindo a armação da equipe com eficiência. Essa tem sido uma temporada de bastante amadurecimento para o jogador de 25 anos, e ele vem segurando muito bem a onda na ausência do titular Jarrett Jack (lesionado).

Belinelli recebeu elogios

2) O crescimento do Marco Belinelli: o ala-armador italiano começou muito mal a temporada, tendo um baixo aproveitamento no quesito em que é especialista: os arremessos. Muitas vezes o Belinelli foi questionado e criticado, mas o técnico Monty Williams seguiu confiando no jogador de 26 anos para substituir o lesionado Eric Gordon. Hoje, além de se mostrar um artilheiro cada vez mais eficiente, o italiano tem apresentado uma melhora substancial como defensor (ele não é mais aquela “peneira” que era na temporada passada!). Nos últimos 5 jogos como titular, obteve uma média de 18.6 pontos. Inclusive, a ética de trabalho do Belinelli foi bastante elogiada pelo Monty, e o crescimento desse jogador é nítido.

Aminu: em ascensão

3) A evolução defensiva do Al-Farouq Aminu: o ala ex-Clippers é um jovem de 21 anos que chegou cedo demais à liga profissional. Há aspectos em seu jogo que precisam ser muito trabalhados. Ele ainda apresenta sérias deficiências quando tem a bola nas mãos e segue cometendo erros no ataque, onde não raramente é vítima de bloqueios e roubos fáceis (embora tenha melhorado o seu arremesso de média e longa distância). Apesar desses defeitos, o Aminu vem mostrando um enorme potencial defensivo, algo que o técnico Monty Williams aprecia bastante. Tanto que ele afastou o Trevor Ariza das últimas partidas só para observar melhor o desempenho do Aminu, e essa decisão já vem rendendo frutos. A energia para defender tem sido a marca registrada desse jogador. Além de ser um “carrapato”, o Aminu tem boa altura (2,06 metros) e ajuda o time também na luta pelos rebotes. A ideia é que ele siga em constante evolução.

Smith é um jogador melhor

4) O desenvolvimento do Jason Smith: esse ala-pivô de 26 anos é um jogador muito melhor hoje do que quando chegou no Hornets, há quase dois anos. Vocês lembram? Ele é um cara que tem um bom arremesso, mas era afobado demais na defesa e cometia diversas faltas infantis, além de não ter um bom jogo de pernas. Com o passar do tempo, o Smith foi melhorando essas deficiências, aprendendo a evitar algumas faltas por excesso de empolgação e a trabalhar melhor a bola perto da cesta. Além disso, ele tem apresentado um pacote de bloqueios e enterradas animais, algo que não era tão comum em seu jogo quando ele desembarcou na Louisiana, em 2010. Na atual temporada, o Smith possui médias de mais de 10 pontos e quase 5 rebotes por jogo. Eu me arrisco a dizer que esse rapaz é hoje um dos jogadores favoritos dos fãs do Hornets. E certamente isso não é obra do acaso.

Dos últimos 12 jogos, o Hornets venceu oito e teve uma sequência de quatro triunfos consecutivos. É óbvio que o retorno do Eric Gordon também foi fundamental para essa enorme melhora no desempenho do time, mas também é preciso lembrar que ele vem sendo poupado em algumas partidas, e jogadores como Vasquez, Belinelli, Aminu e Smith têm conduzido o Hornets a boas partidas e resultados positivos. Daqui a pouco, teremos o nosso último ato, a nossa despedida do campeonato de 2011-12. E a equipe do técnico Monty Williams encerrará a sua participação deixando o seguinte recado: “estamos começando a ganhar forma para a próxima temporada! Se preparem!”. Amigos, eu estou prevendo algo muito, muito legal vindo por aí…

OBS: Eu não esqueci do ala-pivô mexicano Gustavo Ayon. Ele está sentindo as dificuldades de sua primeira temporada na NBA, mas tem qualidades e já demonstrou isso em alguns jogos. Ele é mais uma peça que poderá ser muito útil à equipe dos zangões. Eu confio demais nisso.

* A SEGUIR: Assim que a temporada terminar, o Brazilian Hornet fará a avaliação do elenco – jogador por jogador – (quem se destacou, quem decepcionou, quem merece ficar, quem deve sair) e também começará a voltar todas as baterias para o draft de 2012 e os jovens talentos que estarão ao alcance dos zangões na noite da seleção. Aguardem!

* TRÊS PERGUNTINHAS: O ala Trevor Ariza foi afastado até do nosso banco de reservas e disse que entende a opção do técnico Monty Williams, que preferiu poupá-lo para dar chance aos jovens jogadores. Agora, vamos às interrogações…

1) Será que o clima entre Ariza e Monty é dos melhores?

2) O Ariza seguirá em New Orleans na próxima temporada?

3) O Michael Kidd-Gilchrist está cada vez mais perto dos zangões?

E então? O que vocês acham? Opinem aí…

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O QUE TEM ROLADO POR AÍ…

Não gostou da logo? Calma, espere até ver o que há aí embaixo...

* Por Lucas Ottoni

Como vocês já sabem, o novo dono do New Orleans Hornets, Tom Benson, anunciou planos ambiciosos para a franquia e demonstrou o desejo de mudar o nome da equipe, fato que gerou uma enorme repercussão e um grande rebuliço entre os fãs dos zangões no mundo inteiro. Eu ainda falarei melhor sobre esse possível “assassinato” do Hornets em um post futuro, mas não dá para ignorar algumas imagens – a respeito do assunto – que eu tenho visto rolando por aí na internet. Nomes, camisetas, uniformes, logotipos… Enfim, sugestões das mais variadas para a substituição do “HORNETS“. Deem uma olhadinha e depois me digam: honestamente, vocês torceriam para isso?

Ok, eu vou repetir a pergunta: honestamente, vocês torceriam para isso?

* HORNETS @ GRIZZLIES: Nesta quarta-feira (18/04), os zangões voltarão à quadra. O adversário é o time de Memphis, e o duelo acontecerá às 21h (de Brasília), no FedExForum (Tennessee). O Brazilian Hornet deve acompanhar, via Twitter. Será que conseguiremos a nossa quinta vitória consecutiva na reta final da temporada 2011-12? A conferir…

*** BOBEADA!: Esqueci de citar que o Hornets terá, na verdade, um back-to-back! O time joga também nesta quinta-feira(19/04), contra o Houston Rockets, na New Orleans Arena. A bola subirá às 21h (de Brasília).

* New Orleans Hornets Brasil: a prévia do jogo

* DARRYL WATKINS: O Hornets acaba de contratá-lo – por 10 dias – para atuar nos cinco jogos restantes do campeonato. Watkins, 27 anos, é pivô e já atuou na NBA com as cores do Sacramento Kings, na temporada 2007-08. Em 2010-11, ele esteve com os zangões na pré-temporada, mas acabou dispensado. E por falar em dispensa, o pivô Chris Johnson não faz mais parte do nosso elenco (e também não deixa saudades).

* PERGUNTAR NÃO OFENDE: Será que está chegando a hora de eu tirar a minha antiga camiseta do Larry Johnson do armário? O que vocês acham?

O NOVO DONO, ENFIM, CHEGOU!

Tom Benson e David Stern: a NBA passa a bola (e o Hornets) para o dono do Saints

* Por Lucas Ottoni

Na última sexta-feira (13/04), a NBA fez o anúncio que todos os fãs do New Orleans Hornets aguardavam há tempos. A nossa franquia, enfim, tem um novo proprietário: o bilionário Tom Benson, de 84 anos. Essa notícia é para ser bastante comemorada por quem torce pelos zangões, pois agora muita coisa vai mudar (para melhor) no basquete profissional de New Orleans. Quem acompanha o Brazilian Hornet desde as primeiras linhas do blog sabe o quanto eu destacava a importância de o nosso time ter um dono e de quão prejudicial era estar sendo controlado pela NBA. O Hornets era uma franquia sem autonomia nenhuma e mal vista pela imprensa, torcedores e profissionais da liga, incluindo aí os jogadores. No entanto, a aquisição da equipe pelo Tom Benson é um indicativo de que dias melhores estão a caminho para quem veste e quem torce pela nossa camiseta. Nos parágrafos abaixo, nós vamos conhecer um pouco mais o Tom Benson e os objetivos dele como proprietário dos zangões…

Nascido em New Orleans, no ano de 1927, Tom Benson construiu um império no ramo automobilístico, pode-se assim dizer. Atualmente, ele é proprietário de várias concessionárias de automóveis em New Orleans e San Antonio, no Texas. Ficou rico investindo os lucros de suas concessionárias em bancos locais, e depois partiu para a compra de pequenos bancos expandindo assim os seus negócios. Formou a Benson Financial, que ele vendeu para a Wells Fargo (multinacional americana que presta serviços financeiros em todo o mundo), no ano de 1996. Hoje em dia, Benson tem uma fortuna avaliada em U$ 1,1 bilhão e está entre as 400 personalidades mais ricas dos EUA.

Tom Benson: campeão com o Saints

Apaixonado por esportes desde muito jovem, Benson comprou o New Orleans Saints (franquia da NFL – futebol americano profissional) em 1985 e passou por períodos de altos e baixos com o time e os torcedores. Contudo, a consagração veio no dia 7 de fevereiro de 2010, quando o Saints derrotou o Indianapolis Colts e conquistou o inédito Super Bowl XLIV (título mais importante dos esportes americanos). O triunfo fez com que o bilionário se tornasse uma figura muito querida e popular para os fãs de esportes e entretenimento em New Orleans. Após o sucesso com o Saints, o próximo passo de Benson foi a aquisição da equipe de basquete profissional da cidade, o Hornets, fato que aconteceu na última sexta-feira. Por U$ 338 milhões, ele tirou os zangões das mãos da NBA e agora é o proprietário das duas grandes equipes de sua cidade natal (Saints e Hornets). Bom, e o que isso acarreta para o futuro do nosso time? Essa é uma boa pergunta, que eu tentarei responder (em parte) no parágrafo seguinte…

* Clique aqui e leia um excelente texto do site Jumper Brasil sobre o futuro do New Orleans Hornets

Como vocês devem lembrar, o antigo proprietário (e fundador do Hornets) George Shinn se declarou impossibilitado de seguir conduzindo a franquia e acabou vendendo o time para a NBA, em dezembro de 2010. Com isso, a própria liga passou a controlar o Hornets. De lá para cá, uma tempestade de indefinições fez parte do cotidiano dos zangões. Houve de tudo: risco de a equipe se mover de cidade, saída de jogadores importantes receosos quanto ao futuro da franquia, várias especulações envolvendo possíveis donos para o time (Gary Chouest, Raj Bhathal, Jamal Mashburn), etc. Durante todo esse período, o Hornets foi alvo de matérias pessimistas e muito desdém. Portanto, o primeiro efeito que eu posso notar com o surgimento de um novo dono é a modificação da imagem da franquia. Com o Tom Benson no comando, todos passam a ver os zangões com outros olhos, um pouco mais otimistas e um pouco menos brutais. Isso já é muito bom, principalmente se levarmos em conta que o Hornets está em pleno processo de reconstrução, com jovens jogadores evoluindo e duas prováveis escolhas Top 10 no próximo draft. Vale lembrar também que temos um cara talentoso como o Eric Gordon inserido nesse projeto, além do trabalho competente da dupla Dell Demps (GM) e Monty Williams (treinador). O que faltava, então, era o suporte de um dono, e o Tom Benson assumiu o leme justamente em um momento tão importante para o futuro dos zangões.

Com Tom Benson à frente, New Orleans sediará o All-Star Game de 2014

* Veja também o post do jornalista Fábio Sormani sobre a venda do Hornets  

Nos últimos três dias, eu li uma enormidade de matérias a respeito da chegada do Tom Benson e o que isso traria de bom para o Hornets. Eu procurei me informar bastante antes de escrever sobre o assunto aqui no Brazilian Hornet. Ao ser anunciado como novo proprietário do time, o Benson disse algumas coisas muito interessantes. Eu separei o principal. Vejam só…

Ambições para o time: “Meu objetivo será trazer um campeonato aqui (para o Hornets). Eu quero ganhar campeonatos e colocar multidões de 19 mil pessoas na nossa arena. Temos uma grande oportunidade. New Orleans mostrou que uma cidade de pequeno mercado torna-se grande quando se trata de esportes. Agora temos que seguir provando isso. Basta assistir. O sucesso da nossa equipe de futebol (americano) vai ajudar o nosso time de basquete a construir patrocínios corporativos. O céu é o limite“.

Investimento em estrutura: “Com a ajuda do Estado (da Louisiana), nós esperamos construir uma nova instalação para os treinamentos. Eu não gosto da idéia de treinar em um ginásio de escola (o polivalente Alario Center, em Westwego). Os jogadores não gostam disso. Nós vamos ter algo que todo mundo pode se orgulhar, assim como com os Saints. Vai ser muito emocionante… tempos excitantes. Eu adoro isso. Minha família poderia pensar que eu gasto muito dinheiro e todas essas coisas, mas eu não“.

Mudança do nome da franquia: “Precisamos encontrar um nome como Jazz. Queremos conseguir isso ou vamos usar isso, você tem que saber que estamos trabalhando nisso. Nós gostaríamos de mudar o nome amanhã. Nós não tivemos aprovação (para modificar o nome), mas não estamos deixando isso de lado, de forma alguma. Pois nós temos um bom relacionamento com o comissário (David Stern) e as pessoas em torno dele, e nós vamos estar com eles diariamente para fazer alguma coisa (a respeito do nome)“.

Benson promete investir no time

Além do que foi dito acima, o Benson enviou um recado otimista aos fãs de New Orleans e outro aos executivos da franquia, Hugh Weber e Jac Sperling. O novo dono também teria garantido as permanências de Dell Demps e Monty Williams em seus cargos (o que é ótimo!) e prometido investir em um time vencedor. Portanto, diante de tudo o que eu li e escrevi aqui a respeito desses novos rumos que o Hornets deverá tomar sob o comando do octogenário Tom Benson, a primeira palavra que me vem à mente é OTIMISMO. À exceção da tentativa de mudança no nome (ainda vamos falar sobre isso), eu gostei demais do fato de termos um proprietário disposto a transformar os zangões em algo grandioso. É claro que não dá para ter 100% de certeza sobre o que pode acontecer daqui para frente, mas, para quem tinha o futuro completamente indefinido, o panorama atual é bastante animador, concordam? O dono que todos nós tanto queríamos foi apresentado oficialmente ontem (16/04) e já pode se considerar, desde então, parte da família Hornets. Seja bem-vindo, Tom Benson!

OBS 1: A chegada do Benson já rendeu os primeiros frutos práticos para New Orleans. Na apresentação dele como novo dono do Hornets – na última segunda-feira -, a NBA anunciou que a cidade sediará o All-Star Game de 2014. Além disso, reformas para a modernização da New Orleans Arena também estão previstas.

OBS 2: Sobre a polêmica mudança de nome que o Benson quer na equipe, eu deixarei para falar nos nossos próximos posts, pois isso é um assunto que rende e merece uma atenção exclusiva, não é mesmo?

OBS 3: Este post foi escrito com uma ajuda fundamental do sites Wikipedia e NOLA.com (do jornal The Times-Picayune).

Marco Belinelli encara o Bobcats

* SÉRIE DE VITÓRIAS: Nos últimos dias, o Tom Benson ganhou praticamente todos os noticiários envolvendo o Hornets, mas o nosso time não deixou de jogar por causa disso. E não é que a fase é excelente? Já são quatro vitórias consecutivas nessa reta final de temporada, o que significa um recorde de triunfos seguidos (quem diria!) para nós, no atual campeonato. Além daquele duelo em homenagem ao meu 31º aniversário (não entendeu a brincadeirinha? Clique aqui), os zangões derrotaram o Utah Jazz (96 a 85), o Memphis Grizzlies (88 a 75) e o Charlotte Bobcats (75 a 67), em um jogo que rolou ontem à noite.

* APESAR DISSO…: O Hornets segue na lanterna da Conferência Oeste, mas esse fato pouco importa. O principal é que o técnico Monty Williams está usando essas partidas derradeiras para observar o elenco e dar chances aos mais jovens. E, pelo visto, a estratégia vem surtindo o efeito desejado. Agora, teremos apenas mais 5 jogos antes do fim da temporada 2011-12. E que o Monty continue realizando as suas observações…

* CHRIS KAMAN: A temporada 2011-12 chegou ao fim para o pivô alemão. Com uma lesão na tíbia esquerda, ele não deve mais entrar em quadra nos 5 jogos restantes do Hornets no campeonato. Com o contrato perto de expirar, Kaman mostrou o seu valor nas partidas em que vestiu a nossa camiseta. Suas médias foram de 13.1 pontos, 7.7 rebotes e 1.6 bloqueios (melhor marca do time) por jogo. Honestamente, eu espero que os zangões o mantenham para 2012-13. É um excelente jogador, técnico, experiente e profissional, que poderá ajudar muito o nosso jovem elenco.

E SEGUE O CALVÁRIO…

A fisionomia do Marco Belinelli diz tudo: o Hornets não sabe como vencer os jogos

* Por Lucas Ottoni

Ninguém pode dizer que o time do New Orleans Hornets não está batalhando com todas as suas forças dentro de quadra. Os jogadores lutam, se sacrificam e até mostram união e vibração durante as partidas, mesmo com os resultados ruins ocorrendo em sequência, uma noite após a outra. O fato é que nada vem dando certo para os zangões, nesse momento. Além dos desfalques (estou olhando para você, Eric Gordon), a equipe vem mostrando uma série de limitações em seu jogo (tanto coletivas, quanto individuais) e não tem conseguido buscar as vitórias. Alguns jogadores vivem uma péssima fase, não estão rendendo o que podem, e isso vem se refletindo na nossa campanha: 3 -12 (com 1 triunfo e 12 derrotas, nos últimos 13 jogos!). Nesta madrugada, fomos ao Toyota Center e fizemos uma partida equilibradíssima com o Houston Rockets (8-7). Levamos para a prorrogação e chegamos a estar vencendo, por 88 a 83, com menos de 2 minutos no relógio. Entretanto, sofremos a virada, e os donos da casa festejaram: 90 a 88. Na noite anterior, outro tropeço. Dessa vez, foi o Memphis Grizzlies (7-6) quem nos superou, dentro da New Orleans Arena: 93 a 87. Quer dizer, mais um back-to-back terrível. E segue o calvário…

No vídeo abaixo, os highlights da derrota sofrida na prorrogação:

Das 66 partidas dessa temporada regular, 15 já foram disputadas. Vamos voltar no tempo e relembrar rapidamente a caminhada do Hornets até aqui: começamos o campeonato com duas vitórias (uau!), e depois perdemos seis partidas consecutivas. Aí, vencemos o Denver Nuggets e, em seguida, acabamos de perder mais seis jogos.  Se der a lógica sequencial, venceremos a próxima peleja, diante do campeão Dallas Mavericks, em New Orleans. Ok, claro que isso é bobagem. Mas o que eu quero dizer é que, em todos esses duelos, eu não me lembro de ter visto o Hornets sofrer sequer uma derrota acachapante, humilhante. E olhem que eu assisti a 14 desses 15 jogos! Vi um time lutador, vibrante, que não desiste. Um time que sofreu poucos pontos na maioria dessas partidas, que vendeu caro muitas dessas derrotas. Os adversários tiveram que correr para nos arrancar os resultados positivos. Sim, eu estou olhando para tudo o que nos aconteceu até o momento e procurando analisar isso por um prisma otimista. Só que as vitórias não estão vindo, a falta de qualidade do nosso elenco (principalmente no ataque) começa a saltar aos olhos e todo o esforço em quadra não tem sido suficiente. E segue o calvário…

Derrota dolorosa de um time brigador

Não vou me alongar sobre essas derrotas para Grizzlies e Rockets, pois os motivos que as ocasionaram são, basicamente, os mesmos de sempre: erros infantis no ataque, desentrosamento, imaturidade, falta de uma referência nos momentos decisivos, aproveitamentos baixíssimos em determinados fundamentos, e por aí vai. O Hornets tem um time brigador e valente, disso eu não tenho a menor dúvida. Contudo, ainda me parece um pouco inseguro, em busca de um rumo dentro do campeonato. Estamos lutando contra as nossas limitações em quase todas as noites, estamos procurando descobrir meios de melhorar e acertar dentro das próprias partidas. Também vale lembrar que, dos 15 atletas que compõem o nosso roster, nove chegaram há apenas dois meses (ou menos). Não temos uma equipe pronta, entendem? E a NBA é uma liga onde só os elencos prontos, “cascudos”, conseguem se sobressair. Times em formação, geralmente, sofrem bastante. E o técnico Monty Williams (eu continuo fã desse cara!) sabe muito bem disso. Ele parece buscar algo (um padrão para a sua equipe) que ele ainda não sabe direito como encontrar. A gente tem visto muitas mudanças na rotação, substituições que não surtem o efeito desejado (algumas vezes, na hora errada), mexidas aqui e ali que acabam prejudicando o entrosamento do time, e até apostas salvadoras que não se concretizam. O fato é que o nosso treinador demonstra que ainda está descobrindo essa equipe, e como tirar o melhor dela. O Kaio Kleinhans, do blog Hornets Brasil, uma vez escreveu que tudo isso faz parte de um processo (e eu concordo totalmente). Os zangões perderam as suas referências de anos (estou olhando para vocês, Chris Paul e David West) e começam um novo trabalho, com pouquíssimo tempo de preparação. E todo mundo sabia que não seria fácil. Estamos aprendendo na base da pancada, em meio aos jogos mesmo. É uma oportunidade de crescer, de ganhar maturidade (como time), e isso é bom. Por outro lado, as derrotas acabam se sucedendo. É o preço a ser pago. E segue o calvário…

Ariza retornou contra o Grizzlies

Não estou aqui para crucificar os nossos jogadores (quando eu os critico, é no calor das partidas) e nem, tampouco, o trabalho do técnico Monty Williams. Como o amigo Kaio disse, isso é um processo. E estamos no início dessa nova caminhada. Tudo o que está acontecendo – embora eu pense que já podíamos ter melhorado em alguns aspectos do jogo, como o setor ofensivo – faz parte desse processo. Uma campanha 3-12 obviamente é muito ruim, mas o nosso time não tem jogado tão mal e não tem sido vencido com tanta facilidade assim, apesar de suas limitações técnicas. Falta qualidade, falta entrosamento e até um pouco de padrão, concordo. Mas estamos iniciando um trabalho, e eu acho legal nos segurarmos naquilo que temos mostrado de bom (a luta, a garra, a vontade, a união e, sobretudo, a defesa sólida). Eu sei que isso não é o suficiente, mas é um começo. No dia em que conseguirmos nos acertar e descobrirmos o jeito de buscar vitórias com mais frequência (e eu acredito que isso acontecerá ainda nessa temporada), começaremos a perceber que o início doloroso já apresentará alguns resultados compensadores. E seguindo nessa linha, a tendência é crescer com o passar do tempo. Aliás, por falar nisso, ainda há 51 jogos pela frente. Provavelmente, sofreremos mais um pouco, faz parte do processo. E o calvário seguirá…

* Box Score (com vídeos): contra o Grizzlies / contra o Rockets

Ah, mas um dia nós vamos pegar ele (o tal calvário), encará-lo de frente (como o time já vem fazendo) e bloqueá-lo, no melhor estilo Emeka Okafor! Brincadeiras à parte, o mau momento não vai durar para sempre. Principalmente, quando o trabalho é sério (estou olhando para você, Monty Williams). Por isso, eu continuo otimista e confiando na evolução dessa jovem equipe do New Orleans Hornets. Pode demorar um pouco, e a gente ainda vai ver aqueles problemas e defeitos em quadra. Mas não se desanime agora: algo muito bom está a caminho. Eu acredito. E você?


 FERROADAS

* HORNETS VS MAVERICKS: Os zangões voltarão à quadra, neste sábado (21/01), às 23h (de Brasília). O adversário é o forte Dallas (atual campeão da NBA), e o duelo acontecerá na New Orleans Arena. O Brazilian Hornet só será atualizado no domingo (22/01), e nós não acompanharemos a partida, via Twitter. Tenham um bom fim de semana!

* CONTINUE VOTANDO…: A eleição dos quintetos do Oeste e do Leste para o All-Star Game 2012 segue firme e forte. Clique aqui e dê aquela força aos jogadores do Hornets!

UM POUCO DE INSPIRAÇÃO

* Por Lucas Ottoni

Logo mais, o New Orleans Hornets (3-10) voltará à quadra para iniciar o seu quart0 back-to-back na temporada 2011-12 da NBA. Esta noite, às 23h (de Brasília), na New Orleans Arena, os zangões irão enfrentar o Memphis Grizzlies (6-6). Amanhã, no mesmo horário, o time estará no Texas para jogar contra o Houston Rockets (7-7). Nossa campanha não é nada boa, estamos na lanterna da Conferência Oeste e precisamos melhorar muito no ataque (tá bom, estou sendo repetitivo, mais uma vez), se quisermos vencer alguns jogos.  E eu espero que tudo comece a dar certo, a partir de hoje, contra o Grizzlies, em New Orleans.

* New Orleans Hornets Brasil: a prévia do jogo

Grizzlies, New Orleans. New Orleans, Grizzlies. O vídeo postado acima não poderia ter lugar e adversário melhores, para nos inspirar para o jogo de daqui a pouco. Foi justamente em uma emocionante partida contra o Memphis Grizzlies (do jovem espanhol Pau Gasol), dentro da New Orleans Arena, que, no dia 21/02/2003, a torcida dos zangões presenciou uma das grandes atuações individuais da história da nossa franquia. O ala Jamal Mashburn, o “Monster Mash” (aquele mesmo, que se transformou em mega empresário após se aposentar, e cogitou até comprar o Hornets), simplesmente destruiu o rival de Memphis. Ele anotou 50 pontos e ainda fez a cesta da vitória, no fim da prorrogação. Naquele jogo, o Mashburn deu uma verdadeira aula de como atacar a cesta e desmontar completamente a defesa oponente. Pontuou das mais diversas maneiras e tirou o seu marcador para nada. Shane Battier, considerado um dos grandes defensores da NBA na atualidade, era quem estava tentando parar o ótimo ala do Hornets, na ocasião. Pobre Battier…

Pois é. Em tempo de vacas magras no ataque, assistir a um vídeo como esse serve de alento, não é mesmo? Ah, mas eu não estou cobrando uma atuação de 50 pontos de nenhum jogador nosso, que isso fique bem claro. Acertar a mão e vencer o jogo de logo mais já é o suficiente. Rumo ao 4-10!


 FERROADAS

* BOA NOTÍCIA: O ala Trevor Ariza voltou aos treinos e poderá estar em quadra, daqui a pouco, contra o Memphis Grizzlies. O jogador do Hornets não atua desde o dia 02 de janeiro, quando machucou a virilha, em uma partida contra o Utah Jazz. Caso Ariza jogue hoje, só vai faltar o retorno do ala-armador Eric Gordon (lesão no joelho direito), para que o técnico Monty Williams, enfim, tenha o elenco completo à disposição. O problema é que Gordon deve ficar afastado por mais uma semana.

* A VOLTA POR CIMA?: Pouco aproveitado nos últimos jogos, o ala-pivô Carl Landry reconhece que teve uma queda de rendimento e que precisa se esforçar mais para reconquistar a confiança do técnico Monty Williams. “Eu acho que eles (comissão técnica) querem o melhor para mim, assim como a franquia. Vou ouvi-los e fazer o melhor que posso“, disse o atleta, ao site NOLA.com. Tomara que se recupere, e logo. O Landry é um ótimo jogador e pode fazer bem mais do que vem fazendo. O time precisa dele, e ele sabe disso.

* SIGA O BH: Nós vamos acompanhar o jogo de hoje, contra o Grizzlies, e passar as informações, via Twitter. É só ficar conosco para conferir o andamento da partida, na New Orleans Arena. Até lá!