JORNADA RUMO AO SUCESSO

* Por Lucas Ottoni

A frase que ilustra o título deste post eu peguei emprestada do amigo Kaio Kleinhans, do blog New Orleans Hornets Brasil. Em um comentário deixado aqui no BH, o cara mandou bem e escreveu o seguinte: “… poderiamos ter ganho (do Spurs), mas esse foi apenas o primeiro passo, de uma longa jornada, ate o sucesso“. Mais perfeito que isso, impossível. A frase retrata exatamente o momento do Hornets. Somos um time que está trabalhando e que não poupará esforços para melhorar e atingir um alto nível. A caminhada está apenas começando, mas as projeções são as melhores possíveis. Aliás, para corroborar com a frase do Kaio e o momento do time, nada melhor que o vídeo bacana ali de cima. Confiram lá, pois vale a pena!

Daqui a pouco, às 22h (horário de verão – Brasília), o Hornets volta à quadra para a sua segunda partida na temporada 2012-13 da NBA. A nossa rapaziada irá enfrentar o Utah Jazz, na New Orleans Arena. Os visitantes estrearam com vitória no campeonato (sobre o Dallas Mavericks) e estão motivados. Contudo, se repetirmos a boa atuação que tivemos diante do Spurs, o 1-1 será inevitável. GO HORNETS!!!

* Clique aqui e leia o pré-jogo (com enquete) do blog New Orleans Hornets Brasil

OBS: No post de ontem, eu disse que teríamos uma surpresa para vocês hoje. Na verdade, a surpresa ainda não chegou, mas está a caminho. Eu irei anunciá-la no Twitter do BH a qualquer momento. Fiquem ligados!

MAIS UMA PARA A COLEÇÃO

A belezinha aí vai ganhar um lugar de destaque!

* Por Lucas Ottoni

A bela camisa da foto acima está prestes a se tornar a mais nova peça do acervo do Brazilian Hornet. O número 23 – vocês sabem – é do Anthony Davis, ala-pivô talentosíssimo que tem tudo para se tornar a “cara” da franquia de New Orleans nos próximos anos. Como eu ainda não estou com a camisa e tenho apenas a foto, resolvi compartilhá-la com os amigos que curtem o nosso blog. E aí, gostaram? Opinem lá embaixo, nos comentários!

OBS 1: O responsável direto por essa nova relíquia que está desembarcando na nossa coleção é o amigo Kaio Kleinhans, do blog New Orleans Hornets Brasil. Ele tem parentes que residem nos EUA e vieram ao Brasil trazendo algumas “coisinhas” do nosso time. Uma delas, a bela camisa que ilustra este post. Eu fiz um pedido, e o Kaio, muito gentilmente, atendeu e viabilizou a chegada da peça. Um super obrigado a você, Kaio, e aos seus familiares!

OBS 2: A camisa que vocês estão vendo NÃO é a da promoção que eu pretendo realizar aqui no blog. Explica-se: no aniversário de 1 ano do BH (nós entramos no ar no dia 08/12/2011), iremos contemplar um leitor com uma camiseta de jogo do Anthony Davis. Portanto, a camisa deste post será apresentada – em breve – apenas como parte integrante do nosso acervo. Para consultar os itens já expostos da nossa coleção, é só clicar aqui.

* HORNETS @ HAWKS: Nesta quinta-feira (18/10), o Hornets voltará à quadra para a sua partida de número cinco na pré-temporada – mais uma fora de casa. Os zangões vão encarar o time de Atlanta, na Philips Arena, a partir das 20h30m (de Brasília). E eu espero que o Anthony Davis esteja em ação.

PERGUNTAS E RESPOSTAS # 4

Os promissores Austin Rivers e Anthony Davis dominam as atenções no nosso debate

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. O período de entressafra da NBA chegou ao seu auge de escassez, ou seja, não há muita coisa relevante acontecendo nas franquias, e as notícias são pouquíssimas. Parece que o mundo do basquetebol profissional norte-americano entrou de férias, mas o Brazilian Hornet não para por causa disso. Então, chegou a hora de apresentarmos o nosso quarto debate! Tomando como base o draft ocorrido no fim de junho, a montagem do nosso futuro time e a atuação da franquia da Louisiana na agência livre, eu convidei três parceiros para a nossa rodada de perguntas. São eles: Kaio Kleinhans, grande amigo do blog New Orleans Hornets Brasil e um habitué dos nossos debates, Rodrigo Gomes, forista da comunidade do Hornets no Orkut, parceiro no Facebook e torcedor fanático do Santos Futebol Clube (não podia faltar isso, né Rodrigão?), e Kadu, membro do excelente blog AtDbuzzer, que posta textos super bacanas sobre o universo da NBA. Cinco questões foram levantadas e devidamente debatidas. Eu aproveitei e também entrei na festa. Enjoy!

1 – Os jovens Anthony Davis (1ª escolha) e Austin Rivers (10ª escolha) foram as grandes atrações do Hornets na noite do draft de 2012. Qual o impacto que esses dois atletas poderão causar – de imediato – dentro da equipe dos zangões?

Rodrigo Gomes: Primeiramente, é importante lembrar que esse foi um draft bastante comentado (desde 2003 não se tinha uma quantidade tão grande de bons prospectos), e a sorte sorriu para o Hornets! Foram 2 escolhas no Top 10! Anthony Davis é um nome que muito me agrada, pois ele tem um potencial enorme e tem tudo para ser dominante na liga. Desde LeBron James, não se falava tanto de um jovem como estão falando do Davis. Portanto, ele dispensa maiores comentários e vai causar impacto imediato (para o público, para a mídia e para os adversários). A chegada dele foi uma grande notícia para o Hornets. Quanto ao Austin Rivers, pelo que vi é o jogador mais talentoso do draft. Mesmo tendo fama de marrento e temperamental, se bem trabalhado, dará liga no Hornets. Mas se jogar improvisado como PG, não terá um impacto imediato e levará tempo até que se adapte à nova função. Eu acho que ele seria um excelente reserva para o Eric Gordon.

Kadu: Ambos são grandes promessas que irão se transformar na cara da franquia Hornets, eu não tenho dúvidas quanto a isso. O que se espera é que Davis e Rivers elevem o Hornets a um patamar mais alto já na próxima temporada. Logo, eles vão levar torcida aos jogos, vão “vender” camisetas e ajudar a equipe, tanto dentro quanto fora de quadra. Serão de grande valia.

Kaio Kleinhans: Anthony Davis causará impacto imediato, tanto para o time do Hornets quanto para toda a NBA. O garoto é um dos melhores prospectos da década! Não é por acaso que ele vem sendo comparado a nomes como Kevin Garnett e Tim Duncan. Logo no ano de novato, deverá ser um dos melhores defensores da liga. Com algum tempo na NBA, irá se tornar uma das grandes estrelas. Já o Austin Rivers é um garoto que precisa ser trabalhado com cuidado, e eu acredito que ele é como uma bomba: se bem assessorado, instruído e orientado, poderá se tornar mortal para os adversários. Entretanto, se não tiver o acompanhamento necessário, ele vai se sair como um tiro no pé. Acredito que não teria melhor lugar para o Rivers estar, do que com Monty Williams e Dell Demps. Ao lado dessa dupla, eu acredito que ele possa desenvolver o seu basquete e ainda se tornar um dos melhores jogadores da liga, em um futuro não muito distante.

Lucas Ottoni: Campeão universitário, jogador universitário do ano, defensor universitário do ano, calouro do ano na NCAA e medalha de ouro nas Olimpíadas de Londres, com o timaço dos EUA. Tudo isso em 2012, e tudo isso aos 19 anos. Sim, esse rapaz causará impacto imediato na NBA. Sim, esse rapaz jogará pelo New Orleans Hornets. E sim, esse rapaz chama-se Anthony Davis. Quanto ao promissor Austin Rivers, a minha opinião não chega a ser uma novidade: se atuar como SG, posição que ele conhece e gosta, poderá rapidamente se tornar uma das sensações da liga. Por outro lado, se o Hornets (leia-se Monty Williams) persistir na ideia de transformá-lo em PG, nós poderemos ver um talento sendo desperdiçado e tendo desempenho bastante modesto em seu ano de estreia. Talvez o impacto que o Rivers possa causar dependa mais do treinador do que dele próprio.

2 – Você acha que Anthony Davis tem condições de alcançar um patamar mais elevado que o do armador Chris Paul na história recente do Hornets?

Rodrigo Gomes: O Davis tem um talento enorme, e eu sei que é consciente em relação a isso. CP3 foi um mito em New Orleans, mas esse menino tem tudo para arrebentar e colocar o time do Hornets em um patamar jamais visto. Especialistas e ex-jogadores rasgam elogios ao seu potencial e à sua enorme habilidade em defender a cesta e tomar conta do garrafão. Ele é dominante, algo raro na NBA de hoje.

Kadu: Sim. O Anthony Davis, além de ser um ótimo jogador (os seus prêmios provam o quanto ele é bom), atua em uma posição que favorece muito o trabalho do time. Ele pode ser o cara que levará uma equipe ao título, coisa que o Chris Paul, apesar de ter sido o astro do Hornets, não conseguiu.

Kaio Kleinhans: Nessa, eu fico em cima do muro. CP3 é o maior ídolo do Hornets, é um jogador Superstar, Hall Of Fame, tudo de bom que se possa atribuir a um PG. Paul levou o Hornets até as semifinais da Conferencia Oeste, que foi o máximo que conseguimos. Além disso, fez uma temporada de MVP naquele ano de 2008 e deveria ter ganho o prêmio (dado a Kobe Bryant). Vamos torcer para que o CP3 retorne e, junto com o Davis, ganhe o tão sonhado anel da liga para nós, torcedores. E que, juntos, os dois cheguem ao patamar máximo de idolatria dentro da franquia, JUNTOS. Isso seria o ideal.

Lucas Ottoni: E por que não? Para mim, o Chris Paul foi um grande ídolo e um dos maiores nomes da história do Hornets. Mas isso não impede que um outro jogador o supere. E esse jogador pode ser perfeitamente o Anthony Davis. Se o Davis entender a importância que ele terá para o futuro da franquia e não se deixar levar por más influências fora de quadra, ele tem tudo para se tornar um grande mito para os fãs do Hornets. E se conseguir nos levar até o título, será o maior nome da história dos zangões. Quer motivação maior que essa? Ser campeão pelo Lakers ou pelo Heat é fácil. Mas o cara que conduzir uma equipe como a do Hornets ao troféu, será imortalizado. Claro que ninguém ganha nada sozinho. Ele vai precisar de um elenco forte em torno dele. Algo que o genial Chris Paul, talvez, não teve. Fica a mensagem para os dirigentes do Hornets.

3 – Se você fosse o técnico do Hornets, qual jogador do elenco seria escalado como ala (SF) titular para o início da temporada 2012-13?

Rodrigo Gomes: Pergunta “cavernosa”! Infelizmente, nós não temos um SF de confiança. Isso é nítido. Na falta de um, eu improvisaria o ala-pivô Ryan Anderson, pois ele possui um ótimo arremesso e sabe jogar longe da cesta. Escutando e debatendo com alguns amigos, eu cheguei à conclusão de que o Anderson seria a melhor escolha para iniciar o campeonato na ala.

Kadu: Na verdade, eu improvisaria o Ryan Anderson nessa posição, pois é um bom shooter e pode facilmente jogar aberto na ala. É uma aposta que poderia dar muito certo. Ainda mais que o Hornets não tem grandes nomes para ocupar a titularidade no setor.

Kaio Kleinhans: Pergunta difícil, viu? Nós temos Al-Farouq Aminu, Darius Miller, e até Ryan Anderson e Hakim Warrick poderiam fazer essa função. Para ser honesto, nenhum desses nomes faz os meus olhos brilharem. Acho que o Aminu deve começar na ala, por já estar na equipe desde a temporada passada e por vir com uma boa sequência. Aos poucos, os outros podem ser testados, e aí veremos quem dará certo.

Lucas Ottoni: Diante dos nomes disponíveis, eu improvisaria o ala-pivô Ryan Anderson na posição. Al-Farouq Aminu, que possui duas temporadas de experiência na NBA, ainda não é confiável, sobretudo no ataque. E o Darius Miller é um novato que não me enche os olhos e não está preparado para assumir tamanha responsabilidade. O Anderson é um cara que pode jogar longe da cesta e tem um arremesso de três pontos muito bom. O Hornets não pode abrir mão disso. Perderemos em mobilidade e defesa, mas ganharemos (e muito) em poder de fogo. Se der certo, os adversários terão que se desdobrar para defender o perímetro dos “chutes” certeiros do Ryan.

4 – Greivis Vasquez ou Austin Rivers? Quem você acha que deveria ser o PG titular do Hornets para a temporada 2012-13?

Rodrigo Gomes: Greivis Vasquez, sem dúvida. Não podemos trocar o certo pelo duvidoso. Além disso, atuar como PG “queimaria” o talento do Austin Rivers, que é um SG pontuador, e não um cara que arma o time. Meter os pés pelas mãos poderá custar caro!!!

Kadu: Austin Rivers, por considerá-lo o mais apto a assumir essa posição e por ser um jogador mais bem preparado. O Vasquez seria muito bom saindo do banco e comandando a segunda unidade.

Kaio Kleinhans: Vasquez como PG, ou Rivers como combo guard? Eu acho que essa deveria ter sido a pergunta. Na minha opinião, o Rivers deve começar, já que foi selecionado para isso, e o técnico Monty Williams acredita realmente que dará certo. Rivers ataca a cesta o tempo todo, e com o Eric Gordon fazendo exatamente o mesmo a seu lado, não sofreremos ofensivamente como nas últimas temporadas. Mas o Vasquez deve dividir bem os minutos com Gordon e Rivers, para poder organizar melhor o time.

Lucas Ottoni: Greivis Vasquez. Por quê? A explicação está aqui, aqui e aqui.

5 – Como você avalia a atuação do Hornets na offseason de 2012, até o momento?

Rodrigo Gomes: Eu avalio como normal. No draft, a franquia selecionou dois excelentes prospectos, reforçou o elenco com jogadores razoáveis, e o projeto é para o futuro, estamos em um período que vai servir de aprendizado para esse jovem time. O principal é que temos flexibilidade na folha salarial para buscar algum grande reforço nas próximas temporadas. E também podemos nos sair bem em outros drafts.

Kadu: Eu acho complicado fazer uma avaliação. Ainda estamos em setembro, e só depois que o campeonato começar é que poderemos dizer se tudo foi realmente bem feito, ou não. Mas é claro que a maior expectativa cai sobre os jovens obtidos no draft, Davis e Rivers. Se eles mostrarem o que podem, o Hornets terá uma base bem forte pelos próximos anos.

Kaio Kleinhans: Todos nós, torcedores, sempre ficamos na esperança de um grande reforço, um nome que cause realmente impacto vindo da agência livre. Isso não aconteceu, mas gostei das movimentações do GM Dell Demps. Dentro das limitações que tínhamos, ele conseguiu grandes negócios. Como o próprio Lucas (Ottoni) disse, é um jogo de xadrez, e temos de ser pacientes. Creio que vamos precisar de mais uma ou duas temporadas ainda, para vermos um time que vai brigar por título, ou algo perto disso.

Lucas Ottoni: Eu confesso que esperava um pouco mais. A gente sempre espera mais, né? Eu adorei a contratação do Ryan Anderson, mas não gostei da saída do Chris Kaman e, principalmente, da chegada do Robin Lopez. Não gostei da troca do Jarrett Jack por nada, mas aplaudi a extensão do contrato do excelente técnico Monty Williams. Enfim, apesar da vinda do Anthony Davis, essa não foi a offseason dos meus sonhos, mas eu acho que o Hornets está construindo algo especial. E para uma franquia sem grande mercado e mídia (que não pode contratar Steve Nash e Dwight Howard em uma só tacada), os movimentos acabaram sendo razoavelmente bons. Eu ia dar uma nota 6,0 para a nossa entressafra. Mas acabei de me lembrar que nós finalmente nos livramos do contrato do Emeka Okafor! Então, dou uma nota 7,0 para o Demps passar de ano. Estamos no caminho certo, embora ele me pareça longo e tortuoso.

Pronto, finalizamos o quarto debate no Brazilian Hornet. Eu aproveito para deixar os meus agradecimentos aos bravos Rodrigão, Kadu e Kaio. Vocês abrilhantaram este nosso post! E espero que os leitores tenham gostado. Quem quiser discordar de alguma coisa que foi escrita, ou mesmo expor as suas próprias opiniões, é só escrever aí embaixo, nos comentários. Seria uma bela maneira de prolongarmos um pouquinho os assuntos abordados. Até o próximo debate!

OBS: Agradeço ao amigo Mogli, do blog AtDbuzzer, que me ajudou a viabilizar este post. Obrigado, chefe!

* DARIUS MILLER: Selecionado pelo Hornets, com a 46ª escolha do draft de 2012, o ex-ala da Universidade de Kentucky acabou de assinar contrato com os zangões. Segundo o site NOLA.com (do jornal The Times-Picayune), o acordo terá duração de duas temporadas (só a primeira sendo garantida). Clique aqui e saiba mais a respeito. Boa sorte ao Miller!

* SCOTT MACHADO: O armador filho de brasileiros não foi selecionado no draft (surpreendentemente) e estava por aí, dando sopa para que qualquer franquia da NBA o contratasse. O Houston Rockets apostou no moleque, o convocou para a Summer League e gostou do que viu. Nos últimos dias, o time texano assinou um contrato com Machado e garantiu os serviços do ex-jogador da Universidade de Iona. Eu acho que o Hornets vacilou feio ao não apostar no Scott. E parece que não fui o único a lamentar. Olhem isso.

* SUGESTÃO: O BH recebeu, através de e-mail, um texto muito legal sobre 4 coisas que o futebol brasileiro pode aprender com a NBA. O material pertence originalmente ao blog Entrando no Jogo e é de autoria da jovem jornalista Gabriela Ribeiro. Vale a leitura!

* INDEPENDÊNCIA OU MORTE!: Um ótimo Sete de Setembro a todos!

PERGUNTAS E RESPOSTAS # 3

Hornets em 2011-12: Tom Benson (centro) e assentos vazios na New Orleans Arena

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Após longo e tenebroso inverno, eu finalmente consegui dedicar um pouco do meu (apertado) tempo ao Brazilian Hornet. Como havia explicado no post anterior, eu estou na fase final da minha mudança de endereço, e a vida de quem vos escreve está literalmente de pernas para o ar. Contudo, o mundo não para por causa disso, e à medida do possível a gente vai tocando o nosso querido BH. Como vocês bem sabem, o  New Orleans Hornets encerrou a sua participação na temporada 2011-12 da NBA na última semana de abril. Os zangões registraram uma campanha 21-45, mas – apesar disso – deixaram uma boa impressão em relação ao futuro. Tomando como base tudo o que aconteceu com o time ao longo da competição, eu resolvi promover o nosso terceiro debate. Para esta nova rodada de perguntas, eu convidei três parceiros. São eles: Kaio Kleinhans, grande amigo do blog New Orleans Hornets Brasil, Rafael Politi, ilustríssimo forista da comunidade do Hornets no Orkut, e Gustavo Lima, membro do sensacional site Jumper Brasil, que fala sobre basquetebol em geral (sobretudo NBA), sempre com matérias e opiniões super bacanas. Cinco questões foram levantadas e devidamente debatidas. Eu aproveitei e também entrei neste debate. Confiram!

1 – O que representa para o New Orleans Hornets a chegada de um novo dono (o bilionário Tom Benson)?

Gustavo Lima: A chegada de um novo dono dá mais tranqüilidade aos funcionários e torcedores da equipe. O clima de incerteza pairava no ar enquanto o Hornets estava sob a tutela da NBA. O novo proprietário, Tom Benson, já disse que a franquia vai permanecer em New Orleans e que o técnico Monty Williams e o gerente-geral Dell Demps darão continuidade aos seus trabalhos. E, claro, ele quer transformar a equipe em potencial candidata ao título em breve. Portanto, os fãs do Hornets devem ficar animados com o futuro da franquia, que é muito promissor.

Kaio Kleinhans: Pode representar muita coisa. Tanto o fim de uma era das abelhas (com a mudança de nome da franquia), quanto o início de um futuro promissor e até vitorioso. Tudo vai depender das próximas decisões do novo dono. O fato é que a presença de um proprietário poderá representar um time mais forte e competitivo. Por enquanto, é nisso que devemos pensar e nos preocupar.

Rafael Politi: Vida nova. A franquia ainda estava impregnada de Sh!t (opa, Shinn, é fácil se confundir, não é?!), e nem a chegada de Demps, Monty e comissão técnica nova – com Randy Ayers e cia. – parecia ter limpado a abelha dessa sujeira. Com capital para oferecer contratos interessantes e a mentalidade e experiência de quem elevou o New Orleans Saints a campeão do Superbowl, será interessante ver como ele atrairá fãs de futebol americano para a New Orleans Arena. Tudo o que Benson precisa fazer é não morrer, afinal o nosso novo (?!) dono já tem 84 anos, e não sabemos o que poderá acontecer quando ele não mais estiver no comando do Hornets.

Lucas Ottoni: Estabilidade e otimismo. Eu sempre afirmei que, enquanto o Hornets não possuísse um dono disposto a investir, o time continuaria sem condições de lutar por algo grandioso. E, pior ainda, a franquia seguiria mal vista e sem oferecer nenhum atrativo para os grandes jogadores da liga. Afinal, quem gostaria de atuar em uma equipe sem dono, controlada e – sobretudo – limitada pela NBA? A chegada do Benson traz essa estabilidade para o Hornets, algo que é muito necessário para se obter sucesso. Além disso, ele prometeu investir para formar um time campeão, e as notícias que têm aparecido são as melhores possíveis. A franquia estará garantida em New Orleans – no mínimo – até 2024, a cidade receberá o NBA All-Star Weekend de 2014, a New Orleans Arena será remodelada, Dell Demps e Monty Williams seguirão trabalhando, etc. O futuro é nosso!

2 – O Tom Benson já avisou que está tentando mudar o nome da franquia Hornets. O que você acha dessa ideia? É a favor ou contra?

Gustavo Lima: Eu sou a favor, pois o nome “HORNETS” não tem nada a ver com a cidade de New Orleans ou com o Estado da Louisiana, sede da franquia. É preciso criar uma identidade com os torcedores locais. Muita gente ainda se lembra do Charlotte Hornets, não é verdade? O desejo do Benson é ver a franquia com um nome que esteja relacionado ao ambiente e à cultura de New Orleans, o que é perfeitamente legítimo e compreensível. O difícil vai ser escolher um nome que agrade à maioria dos fãs da equipe. O nome Jazz seria o ideal, mas aí o time de Utah teria que mudar de nome, o que eu acho muito difícil de acontecer.

Kaio Kleinhans: Eu não tenho uma posição definida sobre o assunto. Ainda vou esperar a situação ser oficializada. Ao mesmo tempo, sou a favor e contra. Concordo com os motivos do torcedor de New Orleans (local), que acredita que o time não possui identidade com a cidade, e nós sabemos que isso é uma verdade. Quando se fala em Hornets, a minha cabeça automaticamente se lembra de Charlotte. Por exemplo, nós fomos muito mais apoiados em Oklahoma (naquele período pós-Katrina) do que em New Orleans. Mas, por outro lado, a franquia, a logomarca e o mascote do Hornets são muito conhecidos e até adorados mundialmente, e seria triste acabar com tudo isso. Vamos esperar para ver o que vai acontecer. Esse é o meu conselho para os outros torcedores.

Rafael Politi: Contra, muito contra, totalmente contra. Acabar com uma franquia é apagar um legado, uma parte da história da NBA e do basquete. Entendo que fãs casuais queiram uma marca que seja mais característica, que retrate mais a cidade em que a franquia se situa (e que fãs casuais são a maioria!), porém o nome Jazz já tem dono, GET OVER IT. Entrem na New Orleans Arena, olhem para o teto do ginásio e vejam o cartaz de campeão de divisão (Sudoeste, em 2008), os números do Bobby Phills e do Pete Maravich aposentados. Procurem saber quem foi Bobby Phills, o que aconteceu com ele, quem foi “Pistol” Pete, o que ele fez pela tão querida LSU (Louisiana State University) e por New Orleans. Mudar o nome joga tudo isso fora, e já são 10 anos de Hornets em New Orleans. Isso não é pouca coisa.

Lucas Ottoni: Quem lê o BH com frequência, já sabe a minha posição a respeito do assunto. Está tudo aqui.

3 – O Eric Gordon é dono de um talento indiscutível, mas passou a maior parte da temporada lesionado (joelho direito), sem conseguir ajudar o Hornets (atuou em apenas 9 ocasiões). Se você fosse o GM, montaria o novo time dos zangões em torno dele?

Gustavo Lima: Sem sombra de dúvida. O Gordon já mostrou que é um excelente jogador e que pode sim liderar a franquia. Em quatro anos de NBA, o ala-armador tem médias de 18.2 pontos, 2.7 rebotes e 3.3 assistências. Com ele em quadra, o Hornets ganhou seis de nove partidas. Gordon tem apenas 23 anos, é o melhor jogador da equipe e, mesmo tendo atuado pouco, já mostrou que será peça-chave nessa reconstrução do elenco de New Orleans.

Kaio Kleinhans: Sim. Gordon é um dos jogadores mais talentosos da liga. Ele nunca teve lesões iguais, é importante destacar isso. Nessa última temporada, a situação da lesão dele foi muito mal conduzida. Joelho é sempre uma área preocupante, mas – como deu para ver, e ele mesmo relatou – a recuperação foi boa. Ele pode ficar agora por 10 anos sem sentir qualquer lesão, a gente não sabe o que está para acontecer. No entanto, em matéria de talento, ele e o James Harden (Oklahoma City Thunder) estão em um patamar que poderá levá-los ao posto de melhores SGs da liga em 2 anos. Não podemos nunca abrir mão de um talento como esse. Ele é um jogador que adiciona 20 pontos por jogo tranquilamente. O técnico Monty Williams disse recentemente que ficou encantado com o talento e a ética de trabalho do guri e que espera muito mais dele e, consequentemente, do time.

Rafael Politi: Definitivamente. Dois exemplos recentes de jogadores que tiveram problemas graves no joelho são velhos conhecidos nossos. David West (Indiana Pacers) e Chris Paul (Los Angeles Clippers) estão jogando muito pelos seus times. Tudo bem, Gordon já teve vários problemas na sua breve carreira, mas é muito talento para se desperdiçar. Nesse ponto em que estamos, ou arriscamos para ganhar grande ou ficamos presos naquela mediocridade de primeiro ou segundo round de playoffs, sempre batendo na trave. Com pré-temporada e um fortalecimento muscular, mais a provável participação nos Jogos Olímpicos (ainda que jogando pouco), o Gordon será o centro do time nas próximas e promissoras temporadas. Aliás, esse ambiente de seleção olímpica, rodeado de vencedores e “work harders” (caras que trabalham duro), poderá fazer tão bem ao nosso novo xodó quanto fez ao Chris Paul, quando ele ainda era um zangão.

Lucas Ottoni: Confesso que essa série de lesões que o Gordon vem sofrendo ao longo da carreira me preocupa. Eu tenho a impressão de que ele poderá nos deixar na mão a qualquer momento, e isso não é legal. Por outro lado, só um completo tapado para não perceber o quanto de talento tem esse cara. Quando joga, ele faz a diferença sim, e isso ficou muito nítido nas poucas vezes em que ele esteve em quadra na última temporada. O Gordon tem tudo para ser um dos grandes astros da NBA em um futuro próximo, e o Hornets não pode abrir mão de uma fera como ele. Isso é ponto fora de questão. É claro que eu temo que as lesões possam voltar e atrapalhar demais o trabalho dele e (principalmente!) do time, mas é um risco que vale a pena correr. O cara é novo (23 anos) e muito bom de bola, e eu creio que ele ainda nos dará alegrias.

4 – Quais os três jogadores que você não manteria no elenco do Hornets para a próxima temporada, caso fosse o GM dos zangões?

Gustavo Lima: O primeiro seria o Emeka Okafor. Ganha muito e não produz o esperado. Para o garrafão, a minha prioridade seria renovar com Chris Kaman, e, se sobrasse dinheiro, com Carl Landry. O time ainda tem Jason Smith e Gustavo Ayon, além da esperança de conseguir um certo Anthony Davis no draft… O segundo cara que eu não manteria é o Marco Belinelli. Será agente livre irrestrito, e eu não o vejo como prioridade para a equipe. E o terceiro é o Jarrett Jack. Fez uma boa temporada e tem contrato expirante. Será uma ótima oportunidade para o Hornets trocá-lo. A equipe já avisou que vai buscar um armador de qualidade na agência livre (Goran Dragic ou Raymond Felton). E, na reserva, o time ainda teria o venezuelano Greivis Vasquez, que pode ser bem útil na rotação. Ou, quem sabe, a equipe ainda poderá conseguir um armador vindo do draft (Damian Lillard ou Kendall Marshall).

Kaio Kleinhans: Emeka Okafor, Trevor Ariza e Jarrett Jack. O Okafor tem um alto salário, pelo que ele rende em quadra. Prefiro mil vezes o Chris Kaman a ele. O ideal seria renovar com o Kaman por algo em torno de U$ 10-12 milhões e trocar o Okafor pelo que der. Já o Ariza é um bom jogador, tem uma boa defesa, mas não ajuda tanto no ataque. Precisamos de um ala que contribua mais ofensivamente. Ariza seria bem útil em equipes prontas para brigarem por título, além de não ter um contrato ruim. Deve ser trocado facilmente. Para terminar, o Jack não pode ser o PG principal do time. Ele poderia ficar para ser o Sexto Homem, já que terá contrato expirante. Mas também pode ser envolvido em alguma troca, para diminuir a nossa folha salarial.

Rafael Politi: Fora os D-Leaguers (jogadores que vieram da Liga de Desenvolvimento da NBA) – que não têm condições de atuar em alto nível -, acho que o Trevor Ariza tem um contrato desproporcional ao que apresentou em New Orleans até o momento, e não é titular de um time que disputa título. Eu o envolveria em alguma troca para “subir” no draft ou, se caíssemos fora do Top 3, por uma estrela + a nossa primeira escolha. O Marco Belinelli também já deu o que tinha que dar (raiva?). Ele é, no máximo, um role player (jogador de compor elenco), para entrar em quadra, amassar o aro e sentar. Uns 10 minutos por jogo são mais que suficientes para o italiano. Não nos torture com 28 minutos TODA NOITE. Já o Emeka Okafor é útil, mas com esse contrato não dá, né amigão? Muito baixo para ser C e sem habilidade ou mobilidade para ser PF, Okafor é o famoso BACKUP, e backups não ganham 12 milhões de doletas por temporada, nem jogam 30 minutos por jogo também. GO KAMAN!

Lucas Ottoni: O primeiro nome que me vem à mente é Emeka Okafor. Ele esteve em New Orleans nas últimas três temporadas e jamais convenceu. Okafor é apenas um bom defensor, é só. Não vejo nele qualidades para ser pivô titular de uma equipe que luta por título na NBA. Além disso, tem um contrato bastante oneroso. O Hornets precisa dar um jeito de arranjar uma nova equipe para o Emeka. Isso é fato. O segundo da minha lista chama-se Trevor Ariza. Gosto dele, de sua energia defensiva e personalidade em quadra. Mas, assim como acontece com o Okafor, o Ariza é um jogador com limitações ofensivas e é um titular com cheiro de reserva. O Hornets precisa de um ala mais consistente, e o Ariza é uma boa moeda de troca, além de não ser indispensável para o elenco. O terceiro nome é o Jarrett Jack. Ele é um bom jogador, mas não pode ser o armador titular do time. O que me chama a atenção é o seu contrato, que será expirante. O Jack é – muito provavelmente – a nossa melhor moeda de troca. Podemos fazer um bom negócio envolvendo ele em um comércio.

5 – Cite dois destaques e duas decepções do Hornets na temporada 2011-12.

Gustavo Lima: Os meus destaques são o Eric Gordon e o Jarrett Jack. Apesar de apenas nove jogos disputados, o Gordon mostrou que é o franchise player. Com ele saudável em boa parte da temporada, o Hornets não teria feito uma campanha tão ruim. Já o Jack fez a sua melhor temporada na NBA (os números mostram isso), pois foi beneficiado pela saída do então titular da posição, Chris Paul. No entanto, é um jogador para vir do banco e não para ser armador principal de um time que pensa em brigar por conquistas. Nas decepções, eu vou de Emeka Okafor e Marco Belinelli. O Okafor fez o seu pior campeonato na NBA. Os números não correspondem a um jogador que ganhou U$ 12,5 milhões na temporada. Para completar o ano abaixo da expectativa, ficou fora dos últimos 39 jogos da equipe por causa de uma “estranha” lesão no joelho. Enfim, temporada para se esquecer. E o Belinelli teve mais tempo de quadra do que em relação ao seu primeiro ano pelo Hornets (29:48 contra os 24:30 do ano passado), e seus números não mudaram muito. Seu aproveitamento nos arremessos de quadra e nas bolas de três pontos foram menores do que em 2010-11. Foi titular em boa parte da temporada – por causa da lesão do Eric Gordon – e mostrou que é apenas um jogador para vir do banco.

Kaio Kleinhans: Eu destaco o Chris Kaman e o Greivis Vasquez. O Kaman simplesmente nos lembrou o que é ter um pivô com capacidade ofensiva. Fazia muito tempo que eu não via alguém assim no Hornets. É um cara que pode contribuir com 20 ppg e 10 rpg tranquilamente. Eu acho que seria muito importante contar com um jogador desses no nosso elenco. Quanto ao Vasquez, ele é um jogador novo (25 anos) e que ainda pode evoluir em alguns aspectos. Eu sou simplesmente muito fã do jogo desse rapaz. Ele tem boa visão de quadra e sabe criar jogadas para os companheiros e para ele mesmo. Tem boa altura, mas precisa ainda melhorar a sua defesa. O time rendeu muito bem com ele na quadra. Na parte de decepções, sinceramente não posso citar ninguém. A maioria rendeu o que eu esperava, ou até mais. O Jarrett Jack, que é contestado, foi o cestinha do time com mais de 15 ppg. Já Trevor Ariza e Emeka Okafor, apesar de serem defensores, mostraram evolução na parte ofensiva. O time sofreu demais com as lesões e o “fantasma” do draft, e vimos muitos jogadores de D-League na equipe. No geral, não houve nenhuma grande surpresa negativa.

Rafael Politi: Sem dúvida, o Greivis Vasquez foi uma grata surpresa e um dos destaques do Hornets nessa péssima temporada. Desenvolveu um controle do ritmo de jogo, é alto para a posição de armador e melhorou a seleção de arremessos, embora ainda tenha um longo caminho para percorrer nesse quesito. No geral, se firmou como uma opção confiável na rotação e pode defender tanto PGs quanto SGs. Me sinto tentado a indicar Jarrett Jack ou Carl Landry como segundo destaque, mas vou dar uma moral para o Al-Farouq Aminu e para o Jason Smith. Os dois melhoraram muito e deram esperança aos torcedores no próximo campeonato. Smith se tornou um sólido arremessador de média distância e um defensor confiável, além de causar pesadelos em “Flop” Griffin e Kevin Durant. Aminu começou muito mal e sem confiança, mas foi crescendo ao longo da temporada e terminou forte, jogando mais de 30 minutos por partida nas últimas semanas e se mostrando um pesadelo na defesa para os adversários, além de ter desenvolvido mais o seu arremesso. Falar de decepções é falar de Marco Belinelli e Emeka Okafor. Os motivos eu já citei na quarta questão.

Lucas Ottoni: Eu preciso destacar o Jason Smith aqui. Ele melhorou absurdamente em relação à sua temporada de estreia no Hornets (2010-11). Defende infinitamente melhor, parece mais confiante no ataque, tem aparecido com dunks animais e está se especializando em bloquear grandes jogadores. Fora o seu arremesso de meia distância, que é acima da média para atletas da posição 4. O Smith é um cara que será muito útil para os zangões ainda. O meu segundo destaque vai para o Greivis Vasquez. Ele é o tipo de armador que não aparece muito no Box Score, mas desempenha um trabalho muito eficiente em quadra. Joga para o time, faz os companheiros renderem melhor e pontua com segurança – não sai atacando a cesta que nem um louco. Eu gosto muito desse jogador e acho que ele pode melhorar ainda mais. Claro, o venezuelano ainda precisa defender melhor e arremessar com mais precisão, mas isso são coisas que ele tem tudo para acertar, principalmente sendo treinado pelo Monty Williams. Quanto às decepções, eu vou colocar o Emeka Okafor e a falta de público nos jogos do Hornets. O caso do Okafor eu expliquei na pergunta anterior, e a torcida ausente de New Orleans é algo que me incomoda. A média de público dos zangões na temporada 2011-12 é apenas a 24ª das 30 equipes da NBA. Algo bastante decepcionante. Uma cidade que lutou tanto para manter um time de basquete profissional deveria valorizar isso. Mas eu sou um eterno otimista e espero ver o público comparecendo em massa no próximo campeonato.

Pronto, finalizamos o terceiro debate no Brazilian Hornet. Eu aproveito para deixar os meus agradecimentos aos bravos Gustavo, Kaio e Rafa Politi. Vocês abrilhantaram este nosso post! E espero que os leitores tenham gostado. Quem quiser discordar de alguma coisa que foi escrita, ou mesmo expor as suas próprias opiniões, é só escrever aí embaixo, nos comentários. Seria uma bela maneira de prolongarmos um pouquinho estes assuntos abordados. E hoje não teremos a sessão Ferroadas, pois não há nada muito relevante a se falar. Até o próximo debate!

PERGUNTAS E RESPOSTAS # 1

O New Orleans Hornets tem sofrido para se encontrar na temporada 2011-12

* Por Lucas Ottoni

Olá, caros amigos. Nosso post de hoje inaugura uma série de debates que eu pretendo promover com outros blogueiros e o pessoal especialista em New Orleans Hornets e NBA. O objetivo aqui é expor opiniões, interagir e responder perguntas sobre a franquia, os jogadores, a atual temporada, etc. A partir de diferentes pontos de vista, tentaremos trocar ideias sobre assuntos relacionados aos zangões. Para este post de estreia, eu convidei três amigos. São eles: Kaio Kleinhans e Rafael Bittencourt, membros do blog New Orleans Hornets Brasil, e Michael Wawrzycki, do blog americano Hornets Hype. Seis questões foram levantadas, e eles não “ficaram em cima do muro”. Eu aproveitei e também entrei neste debate. Peguem uma cervejinha e confiram!

1 – Antes do início da temporada regular, qual a sua expectativa em relação à campanha do Hornets nos 66 jogos? Chegou a acreditar em classificação para os playoffs?

Kaio Kleinhans: Olha, depende muito. Se o Chris Paul tivesse permanecido conosco, eu arriscaria uma campanha 36-30. Sem ele, e jogando para ganhar, eu iria de 28-38. Agora, jogando como está (o time parece que quer perder), eu vou de 12-54.

Michael Wawrzycki: Com um Eric Gordon saudável, além de Monty Williams no comando, eu não duvidaria que o Hornets pudesse vencer  entre 30 e 40 jogos.  Chegaríamos aos playoffs, mas cairíamos logo na primeira rodada.

Lucas Ottoni: Com todo o time saudável, eu acreditava (sendo bastante otimista) em um 7º ou 8º lugar no Oeste. Entre 32 e 36 vitórias. O fato é que o Eric Gordon se machucou, o time começou a perder os jogos e não vem apresentando o menor padrão. Você não sabe se os atuais titulares do Hornets continuarão titulares daqui a uma semana. Um jogador que hoje joga 10 minutos por jogo, pode estar jogando 30 na próxima semana (e vice-versa). O Monty Williams vem realizando muitas mudanças na rotação, mexendo, testando demais. Então, eu vejo que o planejamento é para o futuro mesmo.

Rafael Bittencourt: Confesso que a expectativa não era das maiores. Playoffs, eu já descartava desde o início. Mesmo assim, esperava uma campanha mais equilibrada, talvez um 28-38.

2 – Qual o principal fator que levou o Hornets a uma campanha tão ruim, até o momento?

Kaio Kleinhans: Para mim,  o principal fator é a má vontade nos momentos decisivos. O time não parece empenhado em vencer os jogos. Além disso, eu destaco a falta de experiência do treinador e de alguns jogadores.

Michael Wawrzycki: As lesões têm sido o nosso maior problema nessa temporada. Eric Gordon é o melhor pontuador da nossa equipe. Essa perda foi realmente brutal. Já tivemos ausências de Trevor Ariza e Jarrett Jack, e, agora, Carl Landry e Jason Smith. Dói demais quando o seu elenco não tem profundidade. As lesões estão arrasando com a nossa campanha.

Lucas Ottoni: Eu poderia listar, pelo menos, uns cinco fatores. Mas creio que o principal deles é a nossa falta de talento ofensivo. Perdemos inúmeros jogos por não termos poder de fogo. Nosso ataque foi simplesmente horrível em várias e várias partidas, e eu creio que isso acabou por comprometer totalmente a nossa temporada. A ausência do Eric Gordon também está ligada a esse fator, é claro.

Rafael Bittencourt: O principal motivo para estarmos no fundo do poço (e da tabela) é o péssimo rendimento dos jogadores que vieram na troca pelo Chris Paul. Mesmo que o time tenha perdido os seus dois maiores jogadores (CP3 e David West) na offseason, Eric Gordon e Chris Kaman tinham nome para, pelo menos, fazerem do Hornets uma equipe competitiva. O Gordon deu mostras (pequenas) de que tem talento e pode render ainda com a nossa camiseta, mas esteve a maior parte do tempo afastado por lesão. Já o Kaman nem chegou aos pés do que era esperado: uma liderança ofensiva e de qualidade no garrafão. Ele teve alguns bons jogos no início, mas logo virou um jogador ridículo, colocado, inclusive, de lado pela diretoria do Hornets. Por fim, o Al-Farouq Aminu, que dava alguma esperança de crescimento e afirmação para alguns, mas mostrou-se um jogador fora de sua “liga natural”, que deveria ser um NBB da vida, no máximo.

3 – Na sua opinião, que jogador é a surpresa positiva do time nessa temporada?

Kaio Kleinhans: Greivis Vasquez. Na minha opinião, ele é o melhor jogador do nosso time na temporada.

Michael Wawrzycki: A surpresa positiva é a melhor participação do Emeka Okafor no setor ofensivo. Ele tem executado bem os “chutes” de média distância e os ganchos, algo que ele sempre teve enorme dificuldade para fazer ao longo da carreira. É difícil entender o motivo pelo qual  ele não vem sendo acionado no ataque com mais freqüência. Eu também destaco o crescimento contínuo de Jason Smith como um jogador, especialmente a sua habilidade defensiva (evidenciada por uma taxa maior de bloqueios nos jogos) e a evolução de suas jogadas ofensivas, explorando melhor o bom arremesso que ele sempre teve.

Lucas Ottoni: Eu fico com o Gustavo Ayon. Eu simplesmente não conhecia nada sobre esse jogador, então ele é uma boa surpresa para mim. O mexicano tem qualidade com a bola nas mãos, sabe como encontrar espaços e criar o próprio arremesso. Além disso, é esforçado na defesa e sempre traz muita energia quando sai do banco de reservas. Como titular, ele não conseguiu reeditar as suas boas atuações anteriores, mas eu não vejo problema algum nisso. Afinal, ele está iniciando a sua caminhada na NBA. Também vou destacar o Greivis Vasquez, armador habilidoso e de boa estatura. Adoro o jogo desse cara, e ele vem realizando boas atuações.

Rafael Bittencourt: A surpresa positiva são os latinos do Hornets. Greivis Vasquez e Gustavo Ayon vêm jogando muito bem e mostrando que podem ter lugar em um futuro de sucesso do time. Para o armador venezuelano, cabe ainda ressaltar a excelente troca que conseguimos: o Quincy Pondexter por ele. Foi um ótimo negócio, a meu ver.

4 – E a surpresa negativa? Quem é?

Kaio Kleinhans: É difícil apontar um. Eu acho que, talvez, o técnico Monty Williams, com suas trocas estranhas, formações erradas e teimosias, em alguns casos. Os jogadores estão rendendo o que já se esperava deles. Pelo menos, o que eu esperava.

Michael Wawrzycki: Dessa vez, eu não vou olhar para os jogadores. A surpresa negativa, para mim, é o técnico Monty Williams. Algumas decisões dele são desconcertantes, na minha opinião. No ano passado, foi a preferência sem sentido por Willie Green sobre Marcus Thornton. Agora, é a sua hesitação em dar minutos a Gustavo Ayon e Xavier Henry. Uma vez que DaJuan Summers foi cortado, esperávamos que Henry obtivesse mais tempo em quadra. Só que, em vez disso, vemos Marco Belinelli monopolizando os minutos, bem como os combo guards (Jarrett Jack e Greivis Vasquez), que têm jogado juntos. Da mesma forma, com Jason Smith e Carl Landry lesionados, esperávamos muito mais tempo para o Ayon, que tem se apresentado bem. Em vez disso, ver caras como Lance Thomas jogando é decepcionante, apesar de que Ayon tem aparecido no time titular. Honestamente, eu acho que Ayon deveria começar os jogos para o resto da temporada, independentemente da saúde de Smith ou Landry.

Lucas Ottoni: Eu poderia ir de Eric Gordon, mas esse cara se lesionar já não é surpresa para ninguém. Eu poderia ir de Chris Kaman, que não é no Hornets o mesmo jogador que era no Clippers. Eu poderia ir de Marco Belinelli, caso eu realmente acreditasse em uma grande evolução dele. Eu poderia ir até de Monty Williams, mas escolhi um jogador que eu gosto demais: Carl Landry. Justamente pelo fato de conhecer e adorar a qualidade desse cara, eu estou decepcionado com a participação dele nessa temporada. Eu esperava bem mais desse jogador. Irregular é a palavra que encontro aqui.

Rafael Bittencourt: Chris Kaman, sem sombra de dúvidas. Pode até não ser o pior jogador, em termos de rendimento, mas se considerarmos o seu potencial e o papel que vem cumprindo no time, ele não realizou 10% do que pode. E números enganam. Mesmo com alguns duplos-duplos, Kaman foi inútil até agora e já deveria estar afundando outra equipe.

5 – Que tipo de troca (realista) você faria hoje para melhorar o elenco do Hornets?

Kaio Kleinhans: Um pacote com Emeka Okafor, Trevor Ariza ou Jarrett Jack e a escolha do Wolves no draft, por um jogador All-Star. Talvez, Okafor + Ariza + a escolha do Wolves = Andre Iguodala + alguém. Ou pelo Danny Granger.

Michael Wawrzycki: Pessoalmente, eu gosto do Chris Kaman. No entanto, hoje eu o trocaria por, pelo menos, um jogador jovem (de preferência um ala-armador) + uma escolha de primeira rodada no draft.

Lucas Ottoni: Eu até pensei em trocarmos o Trevor Ariza, mas o Al-Farouq Aminu ainda é muito “cru” para assumir a titularidade da nossa ala. O Chris Kaman deverá ser trocado, então isso já é praticamente uma realidade. Portanto, a minha bola da vez chama-se Jarrett Jack. Ele seria um bom Sexto Homem em muitas equipes fortes, um combo guard para sair do banco e dar o “soco” de pontuação. Vê-lo como armador titular do Hornets não me agrada. Ele pontua bem, mas não sabe organizar o nosso ataque, além de defender pessimamente. E o Greivis Vasquez está mais do que pronto para ser o armador titular desse nosso time atual. Afinal, o objetivo agora é desenvolver os jovens que temos. Então, eu tentaria colocar o Jack nesse comércio do Kaman e conseguir algo melhor do que alguns jovens de talento questionável + uma escolha no draft.

Rafael Bittencourt: Só vejo dois jogadores possíveis para serem trocados: Chris Kaman e Jarrett Jack. Kaman deveria ser negociado por alguma escolha do draft de 2012 + algum jogador jovem, seja ele promissor e/ou expirante. O Hornets até tentou, porém não conseguiu nada de concreto para se livrar do pivô alemão. Já o Jack, eu acredito que tenha espaço em algum time forte da NBA, para ser um bom jogador vindo do banco. Mesmo assim, as opções de troca não são das mais amplas, e ele deve ficar em New Orleans mesmo (o que é uma pena, pois atrasa o crescimento do Greivis Vasquez).

6 – Cite três fatos que, na sua opinião, precisam acontecer para o Hornets se tornar um candidato ao título da NBA.

Kaio Kleinhans: Em primeiro lugar, um dono que queira investir no time. Depois, Eric Gordon e os calouros que selecionarmos precisam se tornar tudo o que esperamos deles. Por fim, talvez mudar para um grande centro, uma cidade que possa atrair grandes jogadores.

Michael Wawrzycki: A equipe precisa estar saudável, esse é o primeiro ponto. Depois, temos que conseguir uma futura grande estrela no draft de 2012.  Além disso, Monty Williams deve se descobrir como treinador, mostrar mais convicção em suas decisões e se sentir mais seguro, confortável com suas escalações .

Lucas Ottoni: O primeiro deles é fácil: um dono disposto a investir no time. O segundo fato é a aquisição de duas futuras estrelas (provavelmente no draft) para se juntarem ao Eric Gordon (caso ele permaneça em New Orleans para as próximas temporadas). E o terceiro fato é a evolução bem sucedida de jogadores como Smith, Ayon, Vasquez, Aminu e Henry. Pois, com isso, teríamos também uma base forte.

Rafael Bittencourt: Um comprador precisa aparecer e investir realmente no time, sem ligar para tetos ou multas, como o Mark Cuban fez com o Dallas Mavericks. Isso é o principal. Depois, temos de usar a nossa provável escolha top 5 para draftar “o novo LeBron James”, algum jogador que já entre na liga dominante e que lidere o nosso time rumo às vitórias. Se não der para ser “o novo LeBron”, um Kyrie Irving um pouquinho melhor já seria o suficiente. Se essas duas situações derem errado ou não acontecerem, a única esperança é mudar de ares: uma nova cidade, nova torcida, etc, talvez fizessem bem para a franquia, podendo até ajudar na busca por um dono, caso ele não apareça em New Orleans.

Pronto, finalizamos o primeiro debate no Brazilian Hornet. Eu aproveito para deixar os meus agradecimentos ao Kaio e ao Rafael, parceiros de longa data, e também ao nosso participante internacional, o Michael (thanks, man!). Vocês abrilhantaram este nosso post! E espero que os leitores tenham gostado. Quem quiser discordar de alguma coisa que foi escrita, ou mesmo expor as suas próprias opiniões, é só escrever aí embaixo, nos comentários. Seria uma bela maneira de prolongarmos um pouquinho estes assuntos abordados. No próximo debate, deveremos ter novos convidados participando. Aguardem!


 FERROADAS

* HORNETS VS JAZZ: Os zangões voltarão à quadra, nesta segunda-feira (13/02), às 23h (de Brasília). O adversário é a equipe de Utah, e o duelo acontecerá na New Orleans Arena. O Brazilian Hornet deve acompanhar, via Twitter. Siga o BH e fique por dentro de tudo o que acontecerá ao longo da partida. É hora de voltar a vencer!

* New Orleans Hornets Brasil: a prévia do jogo

* JARRETT JACK DE MOLHO: O armador titular do Hornets está com o joelho esquerdo lesionado e desfalcará o time por, pelo menos, uma semana. Com isso, o venezuelano Greivis Vasquez começará as próximas partidas na armação dos zangões. Donald Sloan aparece como opção imediata no banco de reservas. Eu gostei da estreia do Sloan, na partida contra o Portland Trail Blazers. Me pareceu ter mais qualidade do que o “Squeaky” Johnson.