LEITURAS RECOMENDADAS # 5

Passado e futuro: Tyson Chandler e Anthony Davis

* Por Lucas Ottoni

Os Jogos Olímpicos de 2012 já são página virada, e o nosso blog está aí de volta para alegrar a vida de vocês, torcedores dos zangões em todo o Brasil (quantos seriam?). O fato é que o noticiário do New Orleans Hornets tem estado morno, bem morno, quase gelado. Depois das contratações de Robin Lopez, Hakim Warrick e Roger Mason Jr., nada de muito impressionante aconteceu lá pelos lados da Louisiana. Então, após um belo garimpo, eu consegui reunir algumas coisinhas para o pessoal ler e se manter minimamente informado a respeito do nosso amado time. Confiram aí:

Anthony Davis (19 anos) é o jogador mais jovem da história do basquete americano a ganhar o ouro olímpico (em inglês)

Como a experiência olímpica de Anthony Davis poderá beneficiar o New Orleans Hornets (em inglês)

Pivô Dwight Howard se torna mais um obstáculo para o Hornets na Conferência Oeste (em inglês)

Ex-armador David Wesley comentará as partidas do New Orleans Hornets na TV (em inglês)

Recém-contratado, Roger Mason Jr. espera se tornar um líder para o jovem elenco dos zangões (em inglês)

Chicago Bulls contrata executivo que era do Hornets (em inglês)

Ryan Anderson, ala-pivô do Hornets, interessava ao Utah Jazz

Ok, eu sei que ninguém aqui é obrigado a entender o idioma inglês. É para isso que existe o tradutor do Google. É só jogar o texto nele e passar para o português. Boa leitura!

* CALENDÁRIO 2012-13: A NBA já divulgou as datas, locais e horários dos jogos do Hornets na próxima temporada. A nossa estreia acontecerá no dia 31 de outubro, contra o San Antonio Spurs, na New Orleans Arena. Veja tudo aqui.

OBS: Em breve, colocaremos o link com a nova programação no ícone do calendário aí na direita.

* PENDÊNCIAS: Retrospectiva dos pivôs, Eric Gordon na agência livre, os calouros do Hornets… Nada disso foi esquecido. Está tudo na nossa pauta, ok?

* New Orleans Hornets Brasil: quem foi o grande vencedor da FA?

* CAMISETA DO DAVIS: Ainda continuamos tentando viabilizar tal peça (e que peça!) para podermos estrear uma promoção bem bacana aqui no BH. Está complicado, mas a luta continua!

MUITO CABELO E POUCO BASQUETE

O “estiloso” Robin Lopez será o novo pivô do Hornets

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Vivemos um clima olímpico, e todo (o) mundo está ligado nos Jogos de Londres – o que é absolutamente normal. Por isso, demos uma paradinha necessária no Brazilian Hornet nesses últimos dias (afinal, não há mesmo nenhuma notícia muito relevante no momento). Depois da participação da molecada do Hornets na Summer League, tivemos apenas uma novidade (agora, nem tão novidade assim): os zangões já arrumaram um pivô. Sim, após uma negociação envolvendo três franquias, o cabeludo Robin Lopez foi adquirido pela nossa equipe. Além dele, o ala-pivô Hakim Warrick também desembarcará em New Orleans. Vejam aqui os detalhes da transação, que ocorreu no dia 25 de julho, vulgo semana passada.

Nos EUA, muitos fãs do Hornets estão elogiando o GM Dell Demps pelas movimentações que têm deixado a equipe, digamos, flexível para o futuro. Ok, eu concordo com isso e acho que o Demps, de fato, está realizando um belo trabalho. Na NBA, muitas vezes você adquire um jogador pensando no amanhã, olhando para cifras e tempo de contrato. Há casos em que o ponto de vista técnico fica relegado a segundo plano. E eu creio que é justamente isso o que ocorre nessa contratação do Robin Lopez. O Demps trouxe um pivô jovem (24 anos), barato (U$ 5 milhões por temporada) e com um contrato de 3 anos, que pode ser facilmente trocado no futuro. Até aí, tudo bem. O problema é que o Lopez é um jogador limitadíssimo, medíocre, que faz o “trabalho sujo”, e olhe lá. Se formos para dentro de quadra e pensarmos exclusivamente na (falta de) qualidade do atleta, foi uma contratação a se lamentar. Claro, o Hornets necessitava de um pivô de ofício, mas o cabeludo ex-Phoenix Suns está longe de ser aquele grandalhão que a torcida dos zangões tanto sonha. Enfim, tudo pelo futuro. Tudo pela flexibilidade. O planejamento do Demps está corretíssimo, mas aturar coisas como essa – do vídeo abaixo – será dureza…

O Lopez é um cara que está na NBA desde 2008 e possui médias pífias em sua carreira profissional: 5.8 ppg, 3.3 rpg, 0.2 apg, 0.2 spg e 0.8 bpg, em pouco mais de 14 minutos. É um jogador de pouquíssima técnica e que estará em quadra para tentar defender o nosso garrafão e atrapalhar os pivôs adversários. Não esperem mais nada além disso, combinado?

* Clique aqui e saiba mais a respeito do pivô Robin Lopez (em inglês)

Warrick será um zangão

Sobre o glorioso Hakim Warrick, não há muito a se dizer, mas vamos lá: é um ala-pivô experiente (30 anos), de qualidade bem mediana e que possui um contrato com duração de duas temporadas. O cara joga em uma posição na qual o Hornets conta com um leque de opções (Anthony Davis, Jason Smith, Ryan Anderson e – muito possivelmente – Lance Thomas). Justamente por causa disso, eu não acredito que ele vá ter minutos consideráveis. Resumindo: estará em New Orleans apenas para compor elenco. Em seu último campeonato – com o Phoenix Suns -, obteve médias modestíssimas: 6.4 ppg, 2.6 rpg, 0.9 apg, 0.2 spg e 0.1 bpg, em pouco mais de 14 minutos dentro de quadra. E isso não deverá mudar para melhor na Louisiana.

* Clique aqui e saiba mais sobre o ala-pivô Hakim Warrick (em inglês)

* Veja aqui a atual folha de pagamentos do New Orleans Hornets

Para finalizarmos o papo, eu vi gente do meio basquetebolístico dizendo que esse comércio foi positivo para o Hornets, pois a franquia perdeu apenas duas escolhas de 2ª rodada no draft + o fraco Jerome Dyson para conseguir o Lopez e o Warrick. Sim, é verdade. Perdemos quase nada e fizemos movimentos pensando na tal flexibilidade para o futuro. Portanto, o elogio está aí – e para por aí. Dentro de quadra? Muito pouco a acrescentar. Literalmente.

* ROGER MASON JR.: O experiente ala-armador de 31 anos chegou a um acordo com o Hornets para defender os zangões em 2012-13. Especula-se que o contrato terá a duração de apenas uma temporada (graças a Deus). Com passagens não muito felizes em times como San Antonio Spurs, New York Knicks e Washington Wizards, Mason Jr. é mais um que irá para New Orleans compor elenco. Vejam aqui mais detalhes sobre a contratação do atleta.

Anthony Davis: garantia de show

* ANTHONY DAVIS: Está dando gosto de ver o jovem ala-pivô do Hornets atuar nas Olimpíadas de Londres. É cada enterrada impressionante, de tirar o fôlego mesmo! O melhor de tudo é a experiência que o garoto está adquirindo, ao conviver e aprender com feras como Kobe Bryant, LeBron James, Chris Paul, Kevin Durant, Carmelo Anthony, etc. O Davis está aproveitando cada segundo, e os zangões, claro, têm muito a ganhar com isso!

* CARL LANDRY: O bom ala-pivô, ex-Hornets, é o novo reforço do Golden State Warriors. Ele assinou um contrato de duas temporadas com a franquia de Oakland. Eu só posso desejar sucesso para ele.

* NÃO ESQUECEMOS: Eu sei, eu sei… Nós estamos devendo a última retrospectiva do elenco do Hornets na temporada 2011-12 (pivôs), além de um post sobre a “novela” do Eric Gordon na agência livre. Fiquem tranquilos, pois ambas irão ao ar muito em breve!

* UMA PERGUNTINHA: Será que o Anthony Davis pensava em ter Robin Lopez como parceiro de garrafão, logo em sua primeira temporada na NBA? Pois é, nem tudo é sonho olímpico, caro Davis… Você aprenderá isso assim que desembarcar nos EUA – com a medalha de ouro no peito, provavelmente.

UM JOGADOR DIFERENCIADO

* Por Lucas Ottoni

dois posts atrás, o Brazilian Hornet noticiou que o ala-armador Eric Gordon e o ala-pivô Anthony Davis haviam sido cortados da lista final da estelar seleção americana que irá aos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. Enquanto Gordon parecia mais preocupado com cifras e discursos queixosos, o jovem Davis não escondeu a decepção por ter ficado fora do grupo comandado pelo técnico Mike Krzyzewski, o “Coach K”, em Las Vegas. Mas eis que o destino acabou conspirando a favor do nosso “monocelha” e o colocando novamente entre os astros do USA Team

Após o corte, Davis permaneceu em Las Vegas, onde esperava disputar a Summer League com o Hornets. No entanto, na última quarta-feira (11/07), o ala-pivô Blake Griffin, do Los Angeles Clippers, sofreu uma grave lesão nos treinos da seleção olímpica dos EUA, e veio a notícia de que ele ficaria fora de combate em terras inglesas. E então, quem é que foi chamado para o lugar de Griffin? Ele mesmo, Anthony Davis! E o jovem de apenas 19 anos fez bonito em sua primeira aparição com as feras da NBA. No amistoso da última quinta-feira (12/07), os americanos arrasaram a República Dominicana: 113 a 59. Davis jogou praticamente o último período inteiro, marcou 9 pontos e fez isso aí que você viu no vídeo acima. E, pela imagem abaixo, nem é preciso dizer que ele caiu nas graças do público americano…

Já no amistoso de ontem, contra a seleção brasileira, lá em Washington, a coisa foi mais complicada. O jogo acabou sendo difícil para os americanos, e o “Coach K” preferiu poupar o Davis e deixar que os mais experientes resolvessem a parada. Portanto, o ala-pivô do Hornets não atuou na vitória do USA Team sobre a nossa amada pátria: 80 a 69. Algum problema? Nenhum! O fato é que o Anthony Davis é um privilegiado. Ele é o único calouro da NBA que está tendo a oportunidade de conviver com astros consagrados do basquetebol mundial. Certamente, é uma experiência única e muito mais edificante do que disputar uma Summer League – com todo o respeito que esse importante torneio merece. Mas estar dentro de um grupo com Kobe Bryant, LeBron James, Kevin Durant, Chris Paul, Deron Williams, Kevin Love, etc., e aprender com esses caras é um diferencial que outros jovens atletas que estão entrando na liga profissional americana não terão. E isso também mostra o quão diferenciado é o Anthony Davis. Ele atingiu esse patamar de jogador da equipe olímpica americana sem ter disputado sequer um único jogo de NBA.

* Clique aqui e siga o Anthony Davis no Twitter!

Pelo visto, ainda não há uma confirmação de que o Davis irá para Londres com as estrelas do USA Team, mas tudo leva a crer que isso realmente aconteça. Então, nós, fãs do Hornets, só podemos ficar felizes por ele e desejar que ele aproveite bastante e também aprenda com os melhores. Enjoy, Anthony!

OBS: Mais para frente, nós faremos posts sobre cada um dos calouros (de 2012) do New Orleans Hornets. A ideia é contar um pouco das histórias dos caras, o que eles fizeram até chegarem na NBA, as dificuldades que passaram, etc. Então, teremos muito mais sobre Anthony Davis. Aguardem…

* ERIC GORDON: A novela sobre o destino do ala-armador finalmente chegou ao fim. Como era esperado, o Hornets igualou a oferta do Phoenix Suns (U$ 58 milhões por 4 temporadas) e manteve o atleta na Louisiana. É um cara talentoso e que será importante para o nosso time, desde que se mantenha saudável e apresente uma atitude minimamente profissional. Nós ainda vamos publicar um post sobre o caso do Gordon – que deverá ir ao ar em breve.

* CHRIS KAMAN: O pivô alemão – que era um agente livre irrestrito – acertou a sua transferência para o Dallas Mavericks, onde jogará ao lado de seu compatriota Dirk Nowitzki. Pois é, vai fazer falta ao Hornets. Mas, de qualquer forma, boa sorte para ele lá no Texas.

* SUMMER LEAGUE 2012: A garotada do Hornets já realizou dois jogos em Las Vegas. Perdeu ambos. Motivo para preocupação? Nem tanto. Se tudo der certo, o post sobre o torneio de verão vai sair aqui no BH até o fim da semana. GO RIVERS!!!

UNS CHEGAM, OUTROS VÃO…

O sorridente Anderson está U$ 36 milhões mais rico

* Por Lucas Ottoni

O mês de julho chegou, e o mercado de agentes livres vem agitando o mundo da NBA. As equipes correm atrás de reforços e apresentam ofertas aos jogadores sem contrato que buscam enriquecer as suas contas bancárias. É o momento mágico das especulações, das cifras sobre a mesa, das trocas entre as franquias  e até dos leilões (quem dá mais?). Enfim, coisa que americano adora…  Como o que interessa para nós são os movimentos feitos pelo New Orleans Hornets, já há algum material para discutirmos a respeito da Free Agency. O primeiro deles chama-se Ryan Anderson. Isso, é o rapaz branquelo e contente da foto aí de cima. Ele é a principal contratação dos zangões – até o momento – para a temporada 2012-13. No parágrafo abaixo, eu vou falar rapidamente sobre essa chegada do Anderson em New Orleans…

O ala-pivô de 24 anos vem de uma temporada excelente, que lhe rendeu, inclusive, o prêmio de atleta que mais evoluiu, o MIP (Most Improved Player). Atuando (e bem) pelo Orlando Magic, o Ryan Anderson obteve algumas médias e aproveitamentos muito interessantes. Anotem aí: 16.1 ppg e 7.7 rpg, com 87.7% na linha dos lances livres, 43.9% nos arremessos de quadra e 39.3% nos três pontos. Legal, né? Porém, como nem tudo são flores (meio gay, eu acho), é preciso registrar que os seus números sofreram forte queda nos playoffs: 9.6 ppg e 4.6 rpg, com 34.1% de acerto nas tentativas de quadra. Mas, nesse momento, isso pouco importa para nós. Vamos esquecer o passado, combinado? O principal aqui é analisar o que esse sujeito poderá fazer para ajudar o time do Hornets em 2012-13. E ele tem requisitos de sobra para tornar a nossa equipe melhor, acreditem.

O nosso novo PF brilhou no Magic

Em primeiro lugar, o Ryan Anderson é um jogador alto (2,08m) e que possui um arremesso muito bom. Ele sabe “matar” bolas de três pontos, tem uma dinâmica bem razoável embaixo da cesta e também pega os seus rebotes. Só por causa disso, já dá para dizer que ele se encaixa dentro daquilo que o nosso Hornets tanto precisa: altura, mas com capacidade de pontuação – principalmente de longa distância. E eu creio que foi justamente para isso que ele veio, e não há muito mais a se destacar. Foi uma excelente aquisição, pois preenche algumas carências do elenco e é um ajuste que definitivamente poderá nos ajudar a vencer uns jogos. Ah, e não esperem ver o nosso novo ala-pivô enterrando nas cabeças adversárias ou distribuindo tocos, ok? Deixemos isso para o garoto Anthony Davis. O lance do Anderson é – a princípio – aparecer nos arremessos e ajudar nos rebotes. E isso já é algo que soa bem demais para os zangões.

Outra coisa a se pensar: onde o Anderson entraria nesse time? Ele é ala-pivô, assim como o Anthony Davis, e eu não acredito que tenha vindo para ser reserva. Então, o técnico Monty Williams tem duas opções aí: passar o Davis para a posição de pivô (isso não me agrada), ou colocar o Anderson como ala (não é o ideal, mas vá lá…). Enfim, o Monty que se vire! O fato é que botar o ex-jogador do Magic para atuar como pivozão seria o mesmo que “assassinar” a sua característica mais legal: os arremessos de longa distância. E isso o Hornets não vai fazer (eu acho). “Quebre” a cabeça aí, sr. Monty!

No vídeo, a maior pontuação do Ryan Anderson na carreira:

A gente já vinha falando sobre a contratação do Ryan Anderson ao longo dos últimos posts aqui no BH. A negociação que o trouxe ao Hornets foi a seguinte:  ele era um agente livre restrito, e o Magic poderia igualar qualquer proposta que fizessem para mantê-lo. Contudo, o jogador recebeu dos zangões uma ótima oferta de aproximadamente U$ 36 milhões por 4 temporadas  e entrou em um acordo com a franquia de Orlando para ser negociado, o famoso sign-and-trade. Por esse acordo, a equipe da Florida obteve do Hornets o bom ala-pivô mexicano Gustavo Ayon, e o comércio acabou sendo concretizado na última quarta-feira (11/07).

Pois é, o Ryan Anderson vai faturar o equivalente a U$ 9 milhões por cada uma das quatro temporadas em New Orleans. É muito dinheiro! Será que ele vale tudo isso? Bem, agora cabe a ele responder e provar que cada centavo foi bem investido. E que as respostas venham, de preferência, dentro de quadra! SEJA MUITO BEM-VINDO À FAMÍLIA HORNETS, RYAN ANDERSON!!!

* Clique aqui e saiba mais sobre o novo jogador do Hornets

Jarrett Jack foi para o Warriors

Peraí… Está pensando que acabou? Nada disso. No mesmo dia em que o sr. Ryan Anderson se apresentou ao Hornets, a franquia da Louisiana realizou outro negócio. Vocês se lembram do armador Jarrett Jack? Pois é, ele agora é o novo reforço do Golden State Warriors. Com o objetivo de abrir mais espaço na folha salarial do nosso time, o GM Dell Demps mandou o Jack para Oakland, em troca de… nada! Quer dizer, o Hornets ganhou os direitos sobre um misterioso ala-pivô bósnio chamado Edin Bavcic, que foi selecionado pelo Toronto Raptors no draft de 2006 (56ª escolha), mas que nem sequer jogou uma partida na NBA. O cara já tem 28 anos de idade, e as últimas informações sobre ele dão conta de que o seu desempenho no basquete europeu tem sido bem modesto. Enfim, o Hornets – naturalmente – não contará com os serviços do tal Bavcic. A troca foi fechada exclusivamente para economizar na folha de pagamentos e dar mais espaço ao jovem Austin Rivers, que deverá atuar como PG em 2012-13 (já discutimos isso, né?). O que me desagradou nesse comércio foi o fato de o Jarrett Jack ter sido trocado apenas por alívio salarial. O Hornets não recebeu nenhum ativo interessante, nem uma escolhazinha de draft. Ora essa, o JJ vem de uma temporada com 15.6 ppg, 3.9 rpg, 6.3 apg e 45.6% de aproveitamento nos arremessos de quadra. Valia mais, vocês não acham?

Antes de encerrarmos o post, vamos destacar a transação mais recente feita pelo Hornets. Nesta Sexta-feira 13, a franquia da Louisiana recebeu do Minnesota Timberwolves o contrato – de aproximadamente U$ 5 milhões para 2012-13 – do pivô aposentado Brad Miller, além de duas escolhas de segunda rodada no draft (2013 e 2016) e algum dinheiro. Em troca, o Wolves ganhou uma escolha de segunda rodada (2017) dos zangões. O comércio serviu basicamente para aliviar a folha de pagamentos da equipe de Minneapolis. Com isso, o Hornets obteve uma graninha e também escolhas de draft para usar ou negociar no futuro. E aí? Será que foi uma boa jogada? Creio que sim.

Hoje o post fica por aqui. Mas vai a dica: acompanhem o nosso Twitter, pois a gente sempre está postando novidades e notícias sobre o Hornets lá. Abraços e bom fim de semana a todos!

* SUMMER LEAGUE 2012: Assim que for possível, faremos um post sobre o torneio de verão. Algumas mudanças ocorreram, e não há como explicar isso na sessão Ferroadas. O importante é que a garotada do Hornets estreará em Las Vegas, neste domingo (15/07), contra o Portland Trail Blazers, às 23h30m (de Brasília). O horário é ruim, eu sei, mas vale a pena dar uma conferida. Alguém se habilita?

* ANTHONY DAVIS: No post anterior, nós dissemos que ele havia sido cortado da seleção americana que irá às Olimpíadas, correto? Pois é, mas a sorte parece caminhar bem ao lado do nosso jovem ala-pivô. Ele está cada vez mais perto da vaga em Londres, e nós também falaremos sobre isso em breve.

* ERIC GORDON: Ele assinou um contrato com o Phoenix Suns, e o Hornets tem até o fim deste sábado (14/07) para igualar a oferta da franquia do Arizona e manter o ala-armador em New Orleans. Suspense total…

RETROSPECTIVA 2011-12 # 4

Os alas-pivôs: Carl Landry, Jason Smith, Gustavo Ayon e Lance Thomas

* Por Lucas Ottoni

Após a loucura do draft (We got Anthony Davis!), estamos de volta com a nossa avaliação do elenco do New Orleans Hornets (21-45, último colocado da Conferência Oeste) na temporada 2011-12 da NBA. Até o momento, já analisamos os ARMADORES, os ALAS-ARMADORES e os ALAS da equipe dos zangões. Então, hoje é um ótimo dia para falarmos sobre os ALAS-PIVÔS, aqueles caras altos que atuam na posição 4 – mais perto da cesta – e gostam de dar umas trombadas, apanhar rebotes, enterrar e mostrar que também sabem arremessar de média distância, quando preciso for. No caso do Hornets, quatro jogadores desse setor acabaram tendo alguma história para contar no último campeonato. Vamos a eles? Ok…

* CARL LANDRY #24

Médias: 24.4 mpg / 12.5 ppg / 0.9 apg / 5.2 rpg / 0.3 spg / 0.3 bpg

Número de jogos: 41 (8 como titular)

No fim do ano passado, o bom ala-pivô Carl Landry recebeu do Hornets um vantajoso contrato de U$ 9 milhões para jogar a última temporada. Uma verdadeira bolada! O fato é que ele teve um ótimo desempenho na primeira fase dos playoffs de 2011 (quando os zangões perderam para o Los Angeles Lakers, em seis partidas), o que acabou motivando a franquia da Louisiana a oferecer esse montão de dinheiro para contar com os seus serviços por mais um campeonato. Honestamente, amigos? Eu posso conviver com isso. Afinal, o Hornets foi coerente e apostou as fichas em um jogador que havia rendido muito bem e deixado uma impressão positiva. Mas então a bola subiu para 2011-12, e não demorou muito para que o Carl Landry começasse a não justificar o acordo milionário. O atleta de 28 anos iniciou a temporada como titular e obteve minutos consideráveis do treinador Monty Williams. Porém, com o passar dos jogos, ele foi perdendo espaço e acabou relegado ao banco de reservas. O que o fez cair em desgraça com o sr. Monty teria sido a sua falta de aplicação e comprometimento ao longo das partidas e treinos. O técnico dos zangões deixou de ver o Landry como uma liderança dentro do elenco, vamos colocar assim. E além do mais, o ala-pivô também sofreu uma contusão no joelho esquerdo no início de fevereiro e ficou afastado do time por quase 2 meses. Voltou e alternou belas partidas com atuações discretas. E foi isso. Resumo da ópera: não ajudou o Hornets como poderia (e deveria). Tecnicamente, o Landry é um ótimo jogador e possui inúmeros recursos ofensivos, não há dúvidas quanto a isso. Tem um bom arremesso, se movimenta bem e sabe jogar embaixo da cesta.  Porém, a sua ética de trabalho duvidosa indica que ele não vale o que recebeu na última temporada.

PONTO POSITIVO: O Landry chegou a fazer algumas partidas muito boas. Estando focado e comprometido, ele pode representar um verdadeiro tormento para as defesas adversárias. O seu arsenal ofensivo é bem completinho (veja uma bela enterrada dele no vídeo abaixo), e ele conseguiu alguns duplos-duplos em 2011-12.

PONTO NEGATIVO: Foi a falta de aplicação e comprometimento do ala-pivô em determinados momentos da temporada. Algo que rendeu, inclusive, críticas públicas – ainda que indiretas – do técnico Monty Williams. A postura do Landry, principalmente fora de quadra, teria deixado o treinador do Hornets bastante incomodado.

O FUTURO: Com a chegada do promissor Anthony Davis e a contratação do eficiente Ryan Anderson, tudo leva a crer que o Carl Landry não estará em um uniforme do Hornets em 2012-13. O ala-pivô é agente livre irrestrito e pode se transferir para onde bem entender, basta que haja ofertas. E os zangões não deverão apresentar uma a ele.

* JASON SMITH #14

Médias: 23.7 mpg / 9.9 ppg / 0.8 apg / 4.9 rpg / 0.5 spg / 1.0 bpg

Número de jogos: 40 (29 como titular)

Aí está um jogador que eu gostei demais de assistir na última temporada. O Jason Smith parece ter melhorado absolutamente todos os aspectos do seu jogo, principalmente em relação ao seu ano de estreia no Hornets (2010). As médias de pontos, assistências, rebotes, roubos, bloqueios e minutos por partida que ele apresentou em 2011-12 são as melhores de sua carreira (ele está na NBA desde 2007), e isso não é somente um festival de números e dados que você olha, compara e logo depois esquece. Saindo das estatísticas e observando as atuações dele, dá para notar que o sujeito mostrou uma ótima evolução em quadra. Ele sempre teve muita energia e um bom arremesso de média distância, e só. Mas o que vimos no campeonato que passou foi um Jason Smith defendendo com muito mais consciência e consistência (aquelas faltinhas infantis diminuíram demais), se notabilizando por bloquear grandes jogadores e apresentando alguns dunks (enterradas) bem legais – algo que ele não fazia com tanta frequência. O ala-pivô de 26 anos melhorou o seu tempo de bola e principalmente a sua movimentação na quadra e o trabalho de pernas. E o arremesso continua ali, eficiente. É claro que o Jason Smith não virou o “novo Tim Duncan” da noite para o dia, não é isso. Eu o vejo como uma peça para compor o elenco e ajudar saindo do banco de reservas. Mas é muito legal quando a gente nota que um atleta trabalhou duro e mostrou evoluções. E é justamente esse o caso do Jason Smith. Não é um jogador brilhante, mas é esforçado e – graças a isso – consegue ter lapsos de brilho no seu jogo. O Hornets “ganhou” um bom nome.

PONTO POSITIVO: Em uma temporada nada vitoriosa para o Hornets, o desempenho do Jason Smith foi um dos poucos motivos que os fãs dos zangões tiveram para celebrar. Os bloqueios maravilhosos e os dunks animais do nosso ala-pivô merecem ser lembrados (no vídeo abaixo, um pouco do arsenal ofensivo do Smith).

PONTO NEGATIVO: Eu posso destacar dois aqui. O primeiro foi uma concussão que ele sofreu no início de fevereiro, que o afastou dos jogos por mais de 1 mês. O segundo foi uma suspensão de duas partidas, após ter cometido uma falta um pouco mais forte em cima do ala-pivô Blake Griffin, do Los Angeles Clippers. Enfim, coisas que acontecem em um campeonato longo e disputado como a NBA, não é mesmo?

O FUTURO: Eu não vejo o Smith jogando em outro lugar que não seja New Orleans – pelo menos, na próxima temporada (ele tem mais 2 anos de contrato com o Hornets). Claro, na NBA tudo pode acontecer, e nunca dá para descartar uma troca surpreendente ou algo do tipo. Todavia, nós temos aqui um atleta que apresentou uma bela evolução, e eu estou bastante curioso para saber como ele irá se apresentar em 2012-13. Esperamos que ele continue conosco, correto?

* GUSTAVO AYON #15

Médias: 20.1 mpg / 5.9 ppg / 1.4 apg / 4.9 rpg / 1.0 spg / 0.8 bpg

Número de jogos: 54 (24 como titular)

É estranho estar aqui escrevendo a respeito do Gustavo Ayon, quando ele nem é mais jogador do Hornets (aliás, boa sorte para ele em Orlando). Porém, como o que vale neste espaço é a análise do que o cara fez em 2011-12, nós vamos ter de falar sobre o ala-pivô mexicano. Afinal, o Ayon jogou a sua temporada de estreia na NBA com um uniforme dos zangões e não decepcionou. Para princípio de conversa, o bravo atleta já chegou nos EUA tendo que superar uma enorme barreira: ele não falava quase nada de inglês e deve ter sofrido um bocado nos primeiros treinamentos, viagens e partidas do Hornets. Aos 27 anos de idade e com boa experiência no basquete espanhol, o Ayon teve de se adaptar minimamente ao estilo de jogo da NBA e também ao idioma e modo de vida dos americanos. Complicado, não é mesmo? Pois é, mas o rapaz não correu do desafio e fez jogos bem interessantes (alguns até como titular) quando foi solicitado pelo técnico Monty Williams. É preciso dizer que a adaptação do Ayon à NBA ainda não está concluída (mas isso agora é um problema do Orlando Magic), e a primeira temporada que ele teve com o Hornets deve ter sido um bom aprendizado para o mexicano. O que eu mais gostei de ver no “Goose” (apelido inventado pelo armador Jarrett Jack) foi a sua energia e vontade em quadra, tanto para defender quanto para atacar a cesta. Digamos que ele seja aquele jogador voluntarioso, que se esmera para aprender um pouquinho a cada noite. Ele cometeu um monte de erros, é claro, mas também mostrou algumas qualidades. É um bom reboteiro, é ágil para o tamanho que tem (2,08m) e possui um arremesso decente e um trabalho de pernas adequado, além de defender com disposição. Enfim, o Ayon é o tipo de atleta que ainda precisa pegar um pouco mais de cancha na NBA para render tudo o que sabe. Eu não acredito que ele chegue a ser um nome muito relevante na liga algum dia, mas tem tudo para se tornar um reserva dos mais eficientes para muitos times. O Hornets deu apenas o primeiro empurrãozinho, e ele não se saiu tão mal. Mis mejores deseos en la Florida, estimado Gustavo!

PONTO POSITIVO: O “Goose” conseguiu anotar duplos-duplos em duas partidas na última temporada. No dia 15 de fevereiro, ele obteve 12 pontos e 12 rebotes no jogo contra o Milwaukee Bucks. Dois dias depois, foram 13 pontos e 11 rebotes diante do New York Knicks. Detalhe: o Hornets venceu ambos os duelos atuando fora de casa (no vídeo abaixo, outra boa partida do Ayon pelos zangões).

PONTO NEGATIVO: As dificuldades de adaptação ao estilo de jogo da NBA e ao idioma inglês acabaram representando um entrave para o Ayon em sua temporada de estreia. Mesmo aos 27 anos, ele é um atleta inexperiente dentro da liga e dificilmente mostrará grandes evoluções em 2012-13.

O FUTURO: Será na Disney. O Gustavo Ayon acabou incluído na transação que enviou o ala-pivô Ryan Anderson de Orlando para New Orleans. O negócio foi concretizado nesta quarta-feira e ganhará – em breve – um post exclusivo aqui no BH (ver na sessão Ferroadas). Portanto, o Anderson se torna jogador do Hornets, enquanto o mexicano atuará pelo Magic.

* LANCE THOMAS #42

Médias: 15.0 mpg / 4.0 ppg / 0.3 apg / 3.0 rpg / 0.2 spg / 0.2 bpg

Número de jogos: 42 (10 como titular)

Eu sei que alguns aí irão “torcer o nariz” para uma análise sobre o Lance Thomas, mas é preciso dizer que o cara jogou 42 jogos com o uniforme do Hornets na última temporada regular, ou seja, mais da metade das partidas que os  zangões realizaram no campeonato (um total de 66). Então, meus amigos, falemos sobre o glorioso Thomas: ele é um ala-pivô de 24 anos que teve passagens pela Liga de Desenvolvimento da NBA (NBDL) e acabou recebendo uma chance de mostrar serviço no nosso time. O fato é que o Lance Thomas parece aquele tipo de jogador que você contrata para ficar ali, compondo o seu elenco, ajudando nos treinos e entrando em quadra o menos possível. Se houver um eventual desfalque, ele vai lá e tenta se virar com os minutinhos que receber. E foi exatamente isso o que ele fez para o Hornets em 2011-12. Foi uma espécie de “tapador de buracos”, sem querer desmerecer o rapaz. E o mais estranho de tudo é que ele iniciou a temporada com os zangões, foi dispensado no dia 31 de dezembro de 2011 e recontratado pouco mais de 1 mês depois. Uma verdadeira loucura, não é mesmo? Enfim, ele voltou e foi ficando na equipe até o término do campeonato. Obviamente, as lesões sofridas pelo Carl Landry e pelo Jason Smith (que renderam semanas de inatividade a ambos) foram decisivas para que o Lance Thomas fosse permanecendo em New Orleans. Dentro de quadra, ele mostrou ser um atleta esforçado, porém limitado tecnicamente. Fez uma ou duas partidas interessantes e nada mais. Logo, dizer que ele decepcionou nem seria correto, pois já não se esperava muita coisa mesmo.

PONTO POSITIVO: No dia 09 de março, contra o Denver Nuggets, o Lance Thomas fez a sua melhor partida com o uniforme do Hornets. Ele saiu do banco de reservas para anotar 18 pontos (cestinha do time) e apanhar 5 rebotes, em 30 minutos de ação. Os zangões acabaram perdendo o jogo no Colorado (veja o vídeo com os melhores momentos), mas o ala-pivô teve a sua noite de fama em 2011-12.

PONTO NEGATIVO: Infelizmente, o jogo do nosso parceiro Lance Thomas carece de inúmeros recursos. Ele é um cara batalhador, mas possui falhas gritantes do ponto de vista técnico. Não tem grande habilidade na condução da bola – o que torna a sua movimentação previsível -, apresenta uma defesa apenas razoável, raramente consegue criar o próprio arremesso e é baixo para a posição de ala-pivô (2,03m), fato que dificulta bastante o seu trabalho perto da cesta. Enfim, o Thomas é o típico atleta para compor o elenco, caso não haja opções melhores.

O FUTURO: Por ser um jogador que trabalha duro e possui experiência em seleções de base, o Thomas participou de alguns treinamentos da equipe americana que se prepara para as Olimpíadas de Londres. E o cara segue batalhando… Ele também jogará a Summer League de Las Vegas com o Hornets sabendo que um bom desempenho poderá significar um novo contrato. Vale lembrar que o ala-pivô é um agente livre irrestrito e não tem vínculo com qualquer franquia.

* CORTES: Isso é da semana passada, mas vale o registro. O ala-armador Eric Gordon e o ala-pivô Anthony Davis foram convocados para os treinamentos da seleção americana em Las Vegas, mas acabaram não entrando na lista final do grupo que disputará as Olimpíadas de Londres. O Davis se apresentou com um tornozelo machucado (nada grave), e o Gordon perdeu a vaga – provavelmente – para o ótimo James Harden, do Oklahoma City Thunder.

* TANTA COISA PARA FALAR…: Ryan Anderson chegando, Jarrett Jack e Chris Kaman saindo, Eric Gordon querendo sair, Summer League com Anthony Davis, etc. Nesta Sexta-feira 13 (sugestivo?), teremos um post que reunirá todos esses assuntos aqui no Brazilian Hornet. Não percam!