A EXPIAÇÃO DOS PECADOS

Eric Gordon: dívidas a quitar com o New Orleans Hornets e seus fãs

* Por Lucas Ottoni

No dia 14 de dezembro de 2011, o ótimo ala-armador Eric Gordon se tornava oficialmente jogador do New Orleans Hornets. Parte (principal) da troca que enviou o astro Chris Paul para o Los Angeles Clippers, Gordon desembarcou na Louisiana com aquela “cara de pouquíssimos amigos”. Sorrisos? Quase nenhum. Palavras? Escassas. Entusiasmo? Inexistente. Pois é, foi dessa forma que começou um casamento que, por ironia do destino ($$$), promete ser duradouro (e feliz?), tanto para a franquia quanto para o jogador. Nove meses após a “apresentação mais desanimada dos últimos tempos“, o que vemos é um Eric Gordon em dívida com o Hornets. Não apenas pelo baixo aproveitamento em quadra (míseros 9 jogos), mas também pelas atitudes longe dela. Se você está totalmente por fora do assunto, não se aflija. A partir de agora, o BH vai falar sobre essa relação – até certo ponto – conturbada entre Eric Gordon e New Orleans Hornets. E cabe dizer que a salvação de tal matrimônio (se é que irá acontecer) depende muito mais do atleta do que do time. Mas vamos voltar naquele 14 de dezembro…

Como eu dizia, o Eric Gordon se tornou jogador do Hornets e – pela fisionomia mostrada em sua apresentação – parece não ter ficado nada feliz com a mudança para New Orleans. Naquele momento, a franquia estava à deriva, sem um dono, controlada pela NBA e com a sua autonomia totalmente limitada dentro da liga. Realmente, não era um dos cenários mais animadores. Ok, não dava para obrigar o cara a sorrir para as câmeras e nem a amar a cidade e os fãs. Ele é um profissional, que está lá para jogar basquete e honrar a camiseta da organização que o paga. Eu não sei se vocês lembram, mas no primeiro jogo da última temporada, o Gordon acertou um arremesso quase no estouro do cronômetro que garantiu uma estreia vitoriosa ao Hornets, lá em Phoenix, contra o Suns (a ironia é que o mesmo Suns irá aparecer novamente no fim da nossa historinha, dessa vez com um papel bem mais relevante). Quando aquela bola caiu dentro da cesta, eu lembrei do Chris Paul e logo pensei: “O Hornets encontrou um novo líder!“. Animado com a estreia, fiquei ansioso para conferir a atuação do Eric Gordon no segundo jogo dos zangões. Só que ele não compareceu.

* Clique aqui e leia mais sobre o ala-armador Eric Gordon

Uma misteriosa lesão no joelho direito mudou completamente os rumos de um casamento que havia se iniciado de maneira promissora. A partir daí, o ex-jogador do Clippers reforçou ainda mais a sua fama de “jogador bichado”. Se vocês não sabem, apesar de ter apenas 23 anos, o Eric Gordon já possui um pequeno histórico de lesões em sua carreira e nunca conseguiu jogar uma temporada inteira e saudável. Ok, esse tipo de coisa acontece e não dá para culpar o cara por causa disso. Mas o fato é que foi justamente com essa lesão que os problemas entre Gordon e o Hornets começaram.

Imagem recorrente em 2011-12

Eu costumo dizer que um verdadeiro líder precisa ter espírito de liderança tanto dentro quanto fora de quadra. Sim, eu realmente pensava que o jovem Gordon fosse assumir um papel de liderança dentro do time do Hornets. Primeiro, por ser o jogador mais talentoso e decisivo do elenco. E segundo, para apagar a má impressão deixada em sua apática (ou seria antipática?) apresentação. Mas voltando à fatídica lesão no joelho, o Gordon até tentou jogar, só que as dores no local se intensificaram. Aí ele ficou fora de combate por umas semanas, até que alguém chegou à brilhante conclusão de que o ala-armador necessitava de uma intervenção cirúrgica para resolver de vez o problema. A operação de “limpeza” do joelho foi realizada com êxito, embora tenha custado ao Gordon 57 das 66 partidas da temporada regular. É isso mesmo, ele participou de apenas 9 joguinhos dos zangões em 2011-12, e essa ausência comprometeu seriamente a campanha da equipe. Eu não vou me alongar sobre o assunto, pois na nossa retrospectiva dos alas-armadores do Hornets a questão da lesão do Eric Gordon foi bem abordada. É só vocês lerem aqui.

Durante o período em que o Gordon passou afastado dos jogos, convém salientar algumas atitudes do jogador que deixaram os fãs, de certo modo, decepcionados. Não raras foram as vezes em que ele esteve em casa (ou em qualquer outro lugar) tuitando sobre basquete universitário, futebol americano e afins, enquanto os jogos do Hornets aconteciam. Uma dessas situações até ganhou destaque aqui no Brazilian Hornet, e eu vou relembrar um trecho só para vocês:

“Como eu escrevi, o Mr. Gordon estava em casa, repousando para a cirurgia, enquanto os seus companheiros suavam as camisetas para evitarem a nona derrota consecutiva do time no campeonato. Eis que, durante a partida, o Mr. Gordon resolveu usar o seu Twitter, isso mesmo, dar aquelas tuitadas! E ele mostrou um enorme entusiasmo com o jogo! Vejam só o que ele escreveu:

“Syracuse é um time de basquete divertido de assistir”.

Peraí? Syracuse? Isso mesmo. Basquete universitário, parceiro. O Eric Gordon estava usando a sua conta no Twitter para falar sobre o quanto ele estava gostando de assistir ao jogo entre Syracuse e Louisville, na TV. Enquanto isso, o time dele (que talvez não seja tão divertido de assistir quanto Syracuse) estava jogando e encontrando uma maneira de superar os desfalques (essa palavra, o Mr. Gordon conhece bem: desfalque) para voltar a vencer na NBA. Depois, provavelmente importunado (no Twitter) por alguns torcedores que não entendiam o que ele fazia vendo basquete universitário em meio ao jogo do seu próprio time, o Mr. Gordon resolveu postar um elogio ao seu companheiro de longa data, Chris Kaman, que estava arrasando com o Jazz”.

Eric Gordon: apenas 9 participações

Quem quiser conferir o post na íntegra, é só clicar aqui.  Então, as infelicidades do Eric Gordon em 2011-12 não ficaram restritas à quadra. Também é necessário lembrar que ele recusou uma bela oferta de extensão de contrato proposta pelo Hornets lá em janeiro – algo em torno de U$ 50 milhões por 4 temporadas. Essa negativa poderia ser encarada (na época) como um indício de que o jogador não queria permanecer em New Orleans (ou então, iria pedir bem mais dinheiro para atuar em uma franquia que não era de sua preferência). Durante o tempo em que ficou longe dos jogos, o Gordon passou a seguinte imagem para muitos fãs do Hornets: um jogador pouco comprometido com o time, infeliz em New Orleans e que só estava afim de faturar uma bolada, mesmo sem jogar. Um quadro nada legal, concordam? Pois é, só que a vida é engraçada e muda de minuto a minuto…

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Após longo e tenebroso inverno, o Eric Gordon finalmente se recuperou e retornou ao time na reta final da temporada, já em abril. Lembram que eu havia escrito que ele jogou apenas 9 partidas em 2011-12? Pois é, e desses 9 jogos, o Hornets ganhou nada menos que 6. A melhora da equipe com o retorno do Gordon foi tão grande que parece que todos os pecados foram esquecidos, e os fãs viram de perto a importância desse atleta para o sucesso dos zangões. Assim que o campeonato terminou, a pergunta que ficou no ar foi a seguinte: “Se o Eric Gordon estivesse saudável durante toda a competição, a campanha 21-45 do Hornets se transformaria em playoffs?“. Aí está uma pergunta de difícil resposta. Fácil mesmo é elogiar os 20.6 ppg que o Gordon obteve enquanto esteve em quadra e reconhecer que a presença dele foi fundamental (veja o vídeo abaixo) para que o time da Louisiana tivesse deixado uma bela impressão nas últimas partidas da temporada regular. A partir daí, a manutenção do Eric Gordon em New Orleans virou prioridade absoluta, e todos o viram como peça fundamental para o sucesso do Hornets nos anos vindouros.

Ao deixar bem claro que não pretendia abrir mão do atleta, mesmo estando ciente do seu histórico de contusões, a franquia de New Orleans lançou um recado para os possíveis interessados no Gordon. Explica-se: assim que a temporada 2011-12 terminou, o Eric Gordon se tornou um agente livre restrito, ou seja, o Hornets teria o direito de igualar qualquer oferta que o jogador recebesse de outra equipe no mercado. Portanto, o destino do jogador estaria, de um jeito ou de outro, nas mãos dos zangões. Como o GM do Hornets, Dell Demps, já havia dito que manteria o jogador a qualquer custo, os demais times não se animaram a negociar com o Gordon. Só que em toda regra há uma exceção, e é aí que surge novamente o Phoenix Suns. Vocês lembram que eu disse que a turma do Arizona voltaria no fim da nossa historinha? Pois é, o Suns apareceu no início de julho e resolveu oferecer uma fortuna ao Eric Gordon (U$ 58 milhões por 4 temporadas) cruzando os dedos para que o Hornets desistisse do jogador. Pensa que parou por aí? Antes fosse. Deram uma recepção especial para o cara, estenderam até tapete vermelho (ou seria laranja?) para ele, o “colocaram” com o uniforme do time e tentaram seduzi-lo de todas as formas (no vídeo abaixo). O Gordon realmente deve ter se sentido “a última bolacha do pacote” em Phoenix. Ah, mas vocês acham que essa tática poderia ter dado certo? Sim, poderia. E como deu.

O fato é que, assim que terminou o seu agradável encontro com o Suns, o Gordon foi imediatamente à imprensa declarar que “o seu coração agora estava em Phoenix” e pediu para que o Hornets desistisse da ideia de igualar a oferta. Não satisfeito, ele avisou que não se sentia valorizado em New Orleans e que a franquia não o tratava como ele merecia. Reclamou publicamente do fato de os zangões terem escolhido o ala-armador Austin Rivers no draft (pois ambos teoricamente atuam na mesma posição), e foi além: bradou que se o Hornets o mantivesse no elenco, ele permaneceria na Louisiana contra a sua vontade e se tornaria um funcionário infeliz. Uau! Evidentemente, tudo isso aí gerou um enorme mal-estar dentro da organização e, principalmente, entre os fãs. Aliás, se observarmos o histórico do Eric Gordon em New Orleans desde a sua chegada, nada do que aconteceu é capaz de nos causar estranheza, correto? Mas é no parágrafo abaixo que vem o “X” da questão…

As várias atitudes condenáveis e a baixíssima frequência na última temporada seriam motivos mais que suficientes para o GM Dell Demps mandar o Eric Gordon “ir plantar batatas”. Contudo, o Demps não é bobo. Ele sabe que o ala-armador é dono de um grande talento e que certamente ajudará demais o Hornets nos próximos anos. Então, nesse caso, só havia uma coisa a se fazer: engolir em seco as palavras que foram proferidas, igualar a oferta milionária do Suns e manter o jogador em New Orleans de qualquer maneira. E foi exatamente isso o que aconteceu. Apesar dos pesares, o Hornets não poderia abrir mão de um dos jovens mais talentosos da NBA. Os fãs têm todo o direito de cobrar (de forma pacífica) e até vaiar o Eric Gordon, mas a franquia não poderia cometer erros aí. Ao “segurar” o atleta, o Hornets agiu com sabedoria.

O jovem ala-armador está “preso” ao Hornets pelas próximas 4 temporadas

* Clique aqui e siga o Eric Gordon no Twitter!

Para terminar este longo post, eu não posso deixar de registrar a repentina metamorfose no discurso do Eric Gordon. Quando viu que não tinha jeito e que o seu futuro estaria atrelado ao Hornets, ele logo tratou de correr atrás do prejuízo e foi se explicar junto aos fãs. Disse que negócios são negócios, que agora está feliz e empolgado em New Orleans, que não vê a hora de a nova temporada começar, que pretende se tornar All-Star em 2013, elogiou o Austin Rivers, começou a distribuir sorrisos, etc. Isso é legal, mas está longe de ser o suficiente. Principalmente para quem jogou pouco e polemizou muito. O talentoso Eric Gordon tem os seus pecados a expiar. Ele não precisa amar a nossa franquia ou fingir o que não sente. Basta ser profissional, se manter saudável e agir como um jogador comprometido com os objetivos do time (afinal, ele será muito bem pago para isso). Esse é o único caminho para conquistar a confiança dos fãs e apagar as manchas do passado. A partir de 31 de outubro, contra o San Antonio Spurs, ele terá a oportunidade de começar a obter o perdão. Aí, talvez um dia possamos chamá-lo de “o líder do Hornets”. Agora é com ele. E com mais ninguém.

* AL-FAROUQ AMINU: Tudo leva a crer que o ala de origem nigeriana terá uma maior importância no elenco dos zangões para 2012-13. Prestes a iniciar a sua terceira temporada na NBA, o jogador vem recebendo atenção especial do técnico Monty Williams. “Al-Farouq terá um papel diferente este ano, e é importante que ele entenda que eu não estou mais olhando para ele como um jogador de primeiro ou segundo ano. Eu estou olhando para ele como um dos principais contribuintes (do elenco) este ano“, disse o treinador do Hornets ao site NOLA.COM (do jornal The Times-Picayune). Que responsabilidade, hein?

* SIGA NBA: Surge outro blog brasileiro muito legal sobre a maior liga de basquete do planeta. Até análise da offseason do New Orleans Hornets eles já fizeram. Confiram aqui.

* FORÇA TOTAL: Como vocês puderam perceber, o BH deu uma paradinha nas últimas semanas e teve pouquíssimos posts em setembro. Pois bem, eu estava com inúmeros problemas particulares para resolver e não pude me dedicar a mais nada. Mas após colocar as coisas em dia, haverá sempre um tempo livre para o nosso amado blog. Com a temporada 2012-13 chegando, vários posts e novidades estão na pauta. Não mudem de canal, ok?

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MUITO CABELO E POUCO BASQUETE

O “estiloso” Robin Lopez será o novo pivô do Hornets

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Vivemos um clima olímpico, e todo (o) mundo está ligado nos Jogos de Londres – o que é absolutamente normal. Por isso, demos uma paradinha necessária no Brazilian Hornet nesses últimos dias (afinal, não há mesmo nenhuma notícia muito relevante no momento). Depois da participação da molecada do Hornets na Summer League, tivemos apenas uma novidade (agora, nem tão novidade assim): os zangões já arrumaram um pivô. Sim, após uma negociação envolvendo três franquias, o cabeludo Robin Lopez foi adquirido pela nossa equipe. Além dele, o ala-pivô Hakim Warrick também desembarcará em New Orleans. Vejam aqui os detalhes da transação, que ocorreu no dia 25 de julho, vulgo semana passada.

Nos EUA, muitos fãs do Hornets estão elogiando o GM Dell Demps pelas movimentações que têm deixado a equipe, digamos, flexível para o futuro. Ok, eu concordo com isso e acho que o Demps, de fato, está realizando um belo trabalho. Na NBA, muitas vezes você adquire um jogador pensando no amanhã, olhando para cifras e tempo de contrato. Há casos em que o ponto de vista técnico fica relegado a segundo plano. E eu creio que é justamente isso o que ocorre nessa contratação do Robin Lopez. O Demps trouxe um pivô jovem (24 anos), barato (U$ 5 milhões por temporada) e com um contrato de 3 anos, que pode ser facilmente trocado no futuro. Até aí, tudo bem. O problema é que o Lopez é um jogador limitadíssimo, medíocre, que faz o “trabalho sujo”, e olhe lá. Se formos para dentro de quadra e pensarmos exclusivamente na (falta de) qualidade do atleta, foi uma contratação a se lamentar. Claro, o Hornets necessitava de um pivô de ofício, mas o cabeludo ex-Phoenix Suns está longe de ser aquele grandalhão que a torcida dos zangões tanto sonha. Enfim, tudo pelo futuro. Tudo pela flexibilidade. O planejamento do Demps está corretíssimo, mas aturar coisas como essa – do vídeo abaixo – será dureza…

O Lopez é um cara que está na NBA desde 2008 e possui médias pífias em sua carreira profissional: 5.8 ppg, 3.3 rpg, 0.2 apg, 0.2 spg e 0.8 bpg, em pouco mais de 14 minutos. É um jogador de pouquíssima técnica e que estará em quadra para tentar defender o nosso garrafão e atrapalhar os pivôs adversários. Não esperem mais nada além disso, combinado?

* Clique aqui e saiba mais a respeito do pivô Robin Lopez (em inglês)

Warrick será um zangão

Sobre o glorioso Hakim Warrick, não há muito a se dizer, mas vamos lá: é um ala-pivô experiente (30 anos), de qualidade bem mediana e que possui um contrato com duração de duas temporadas. O cara joga em uma posição na qual o Hornets conta com um leque de opções (Anthony Davis, Jason Smith, Ryan Anderson e – muito possivelmente – Lance Thomas). Justamente por causa disso, eu não acredito que ele vá ter minutos consideráveis. Resumindo: estará em New Orleans apenas para compor elenco. Em seu último campeonato – com o Phoenix Suns -, obteve médias modestíssimas: 6.4 ppg, 2.6 rpg, 0.9 apg, 0.2 spg e 0.1 bpg, em pouco mais de 14 minutos dentro de quadra. E isso não deverá mudar para melhor na Louisiana.

* Clique aqui e saiba mais sobre o ala-pivô Hakim Warrick (em inglês)

* Veja aqui a atual folha de pagamentos do New Orleans Hornets

Para finalizarmos o papo, eu vi gente do meio basquetebolístico dizendo que esse comércio foi positivo para o Hornets, pois a franquia perdeu apenas duas escolhas de 2ª rodada no draft + o fraco Jerome Dyson para conseguir o Lopez e o Warrick. Sim, é verdade. Perdemos quase nada e fizemos movimentos pensando na tal flexibilidade para o futuro. Portanto, o elogio está aí – e para por aí. Dentro de quadra? Muito pouco a acrescentar. Literalmente.

* ROGER MASON JR.: O experiente ala-armador de 31 anos chegou a um acordo com o Hornets para defender os zangões em 2012-13. Especula-se que o contrato terá a duração de apenas uma temporada (graças a Deus). Com passagens não muito felizes em times como San Antonio Spurs, New York Knicks e Washington Wizards, Mason Jr. é mais um que irá para New Orleans compor elenco. Vejam aqui mais detalhes sobre a contratação do atleta.

Anthony Davis: garantia de show

* ANTHONY DAVIS: Está dando gosto de ver o jovem ala-pivô do Hornets atuar nas Olimpíadas de Londres. É cada enterrada impressionante, de tirar o fôlego mesmo! O melhor de tudo é a experiência que o garoto está adquirindo, ao conviver e aprender com feras como Kobe Bryant, LeBron James, Chris Paul, Kevin Durant, Carmelo Anthony, etc. O Davis está aproveitando cada segundo, e os zangões, claro, têm muito a ganhar com isso!

* CARL LANDRY: O bom ala-pivô, ex-Hornets, é o novo reforço do Golden State Warriors. Ele assinou um contrato de duas temporadas com a franquia de Oakland. Eu só posso desejar sucesso para ele.

* NÃO ESQUECEMOS: Eu sei, eu sei… Nós estamos devendo a última retrospectiva do elenco do Hornets na temporada 2011-12 (pivôs), além de um post sobre a “novela” do Eric Gordon na agência livre. Fiquem tranquilos, pois ambas irão ao ar muito em breve!

* UMA PERGUNTINHA: Será que o Anthony Davis pensava em ter Robin Lopez como parceiro de garrafão, logo em sua primeira temporada na NBA? Pois é, nem tudo é sonho olímpico, caro Davis… Você aprenderá isso assim que desembarcar nos EUA – com a medalha de ouro no peito, provavelmente.

UNS CHEGAM, OUTROS VÃO…

O sorridente Anderson está U$ 36 milhões mais rico

* Por Lucas Ottoni

O mês de julho chegou, e o mercado de agentes livres vem agitando o mundo da NBA. As equipes correm atrás de reforços e apresentam ofertas aos jogadores sem contrato que buscam enriquecer as suas contas bancárias. É o momento mágico das especulações, das cifras sobre a mesa, das trocas entre as franquias  e até dos leilões (quem dá mais?). Enfim, coisa que americano adora…  Como o que interessa para nós são os movimentos feitos pelo New Orleans Hornets, já há algum material para discutirmos a respeito da Free Agency. O primeiro deles chama-se Ryan Anderson. Isso, é o rapaz branquelo e contente da foto aí de cima. Ele é a principal contratação dos zangões – até o momento – para a temporada 2012-13. No parágrafo abaixo, eu vou falar rapidamente sobre essa chegada do Anderson em New Orleans…

O ala-pivô de 24 anos vem de uma temporada excelente, que lhe rendeu, inclusive, o prêmio de atleta que mais evoluiu, o MIP (Most Improved Player). Atuando (e bem) pelo Orlando Magic, o Ryan Anderson obteve algumas médias e aproveitamentos muito interessantes. Anotem aí: 16.1 ppg e 7.7 rpg, com 87.7% na linha dos lances livres, 43.9% nos arremessos de quadra e 39.3% nos três pontos. Legal, né? Porém, como nem tudo são flores (meio gay, eu acho), é preciso registrar que os seus números sofreram forte queda nos playoffs: 9.6 ppg e 4.6 rpg, com 34.1% de acerto nas tentativas de quadra. Mas, nesse momento, isso pouco importa para nós. Vamos esquecer o passado, combinado? O principal aqui é analisar o que esse sujeito poderá fazer para ajudar o time do Hornets em 2012-13. E ele tem requisitos de sobra para tornar a nossa equipe melhor, acreditem.

O nosso novo PF brilhou no Magic

Em primeiro lugar, o Ryan Anderson é um jogador alto (2,08m) e que possui um arremesso muito bom. Ele sabe “matar” bolas de três pontos, tem uma dinâmica bem razoável embaixo da cesta e também pega os seus rebotes. Só por causa disso, já dá para dizer que ele se encaixa dentro daquilo que o nosso Hornets tanto precisa: altura, mas com capacidade de pontuação – principalmente de longa distância. E eu creio que foi justamente para isso que ele veio, e não há muito mais a se destacar. Foi uma excelente aquisição, pois preenche algumas carências do elenco e é um ajuste que definitivamente poderá nos ajudar a vencer uns jogos. Ah, e não esperem ver o nosso novo ala-pivô enterrando nas cabeças adversárias ou distribuindo tocos, ok? Deixemos isso para o garoto Anthony Davis. O lance do Anderson é – a princípio – aparecer nos arremessos e ajudar nos rebotes. E isso já é algo que soa bem demais para os zangões.

Outra coisa a se pensar: onde o Anderson entraria nesse time? Ele é ala-pivô, assim como o Anthony Davis, e eu não acredito que tenha vindo para ser reserva. Então, o técnico Monty Williams tem duas opções aí: passar o Davis para a posição de pivô (isso não me agrada), ou colocar o Anderson como ala (não é o ideal, mas vá lá…). Enfim, o Monty que se vire! O fato é que botar o ex-jogador do Magic para atuar como pivozão seria o mesmo que “assassinar” a sua característica mais legal: os arremessos de longa distância. E isso o Hornets não vai fazer (eu acho). “Quebre” a cabeça aí, sr. Monty!

No vídeo, a maior pontuação do Ryan Anderson na carreira:

A gente já vinha falando sobre a contratação do Ryan Anderson ao longo dos últimos posts aqui no BH. A negociação que o trouxe ao Hornets foi a seguinte:  ele era um agente livre restrito, e o Magic poderia igualar qualquer proposta que fizessem para mantê-lo. Contudo, o jogador recebeu dos zangões uma ótima oferta de aproximadamente U$ 36 milhões por 4 temporadas  e entrou em um acordo com a franquia de Orlando para ser negociado, o famoso sign-and-trade. Por esse acordo, a equipe da Florida obteve do Hornets o bom ala-pivô mexicano Gustavo Ayon, e o comércio acabou sendo concretizado na última quarta-feira (11/07).

Pois é, o Ryan Anderson vai faturar o equivalente a U$ 9 milhões por cada uma das quatro temporadas em New Orleans. É muito dinheiro! Será que ele vale tudo isso? Bem, agora cabe a ele responder e provar que cada centavo foi bem investido. E que as respostas venham, de preferência, dentro de quadra! SEJA MUITO BEM-VINDO À FAMÍLIA HORNETS, RYAN ANDERSON!!!

* Clique aqui e saiba mais sobre o novo jogador do Hornets

Jarrett Jack foi para o Warriors

Peraí… Está pensando que acabou? Nada disso. No mesmo dia em que o sr. Ryan Anderson se apresentou ao Hornets, a franquia da Louisiana realizou outro negócio. Vocês se lembram do armador Jarrett Jack? Pois é, ele agora é o novo reforço do Golden State Warriors. Com o objetivo de abrir mais espaço na folha salarial do nosso time, o GM Dell Demps mandou o Jack para Oakland, em troca de… nada! Quer dizer, o Hornets ganhou os direitos sobre um misterioso ala-pivô bósnio chamado Edin Bavcic, que foi selecionado pelo Toronto Raptors no draft de 2006 (56ª escolha), mas que nem sequer jogou uma partida na NBA. O cara já tem 28 anos de idade, e as últimas informações sobre ele dão conta de que o seu desempenho no basquete europeu tem sido bem modesto. Enfim, o Hornets – naturalmente – não contará com os serviços do tal Bavcic. A troca foi fechada exclusivamente para economizar na folha de pagamentos e dar mais espaço ao jovem Austin Rivers, que deverá atuar como PG em 2012-13 (já discutimos isso, né?). O que me desagradou nesse comércio foi o fato de o Jarrett Jack ter sido trocado apenas por alívio salarial. O Hornets não recebeu nenhum ativo interessante, nem uma escolhazinha de draft. Ora essa, o JJ vem de uma temporada com 15.6 ppg, 3.9 rpg, 6.3 apg e 45.6% de aproveitamento nos arremessos de quadra. Valia mais, vocês não acham?

Antes de encerrarmos o post, vamos destacar a transação mais recente feita pelo Hornets. Nesta Sexta-feira 13, a franquia da Louisiana recebeu do Minnesota Timberwolves o contrato – de aproximadamente U$ 5 milhões para 2012-13 – do pivô aposentado Brad Miller, além de duas escolhas de segunda rodada no draft (2013 e 2016) e algum dinheiro. Em troca, o Wolves ganhou uma escolha de segunda rodada (2017) dos zangões. O comércio serviu basicamente para aliviar a folha de pagamentos da equipe de Minneapolis. Com isso, o Hornets obteve uma graninha e também escolhas de draft para usar ou negociar no futuro. E aí? Será que foi uma boa jogada? Creio que sim.

Hoje o post fica por aqui. Mas vai a dica: acompanhem o nosso Twitter, pois a gente sempre está postando novidades e notícias sobre o Hornets lá. Abraços e bom fim de semana a todos!

* SUMMER LEAGUE 2012: Assim que for possível, faremos um post sobre o torneio de verão. Algumas mudanças ocorreram, e não há como explicar isso na sessão Ferroadas. O importante é que a garotada do Hornets estreará em Las Vegas, neste domingo (15/07), contra o Portland Trail Blazers, às 23h30m (de Brasília). O horário é ruim, eu sei, mas vale a pena dar uma conferida. Alguém se habilita?

* ANTHONY DAVIS: No post anterior, nós dissemos que ele havia sido cortado da seleção americana que irá às Olimpíadas, correto? Pois é, mas a sorte parece caminhar bem ao lado do nosso jovem ala-pivô. Ele está cada vez mais perto da vaga em Londres, e nós também falaremos sobre isso em breve.

* ERIC GORDON: Ele assinou um contrato com o Phoenix Suns, e o Hornets tem até o fim deste sábado (14/07) para igualar a oferta da franquia do Arizona e manter o ala-armador em New Orleans. Suspense total…

UMA OUTRA VERSÃO DOS 10 +

* Por Lucas Ottoni

No dia 28 de abril, ou seja, há pouco mais de 2 meses, eu criei um post agradecendo aos leitores do Brazilian Hornet por terem nos prestigiado ao longo da temporada 2011-12 da NBA. E dentro do mesmo post eu inseri 10 vídeos com as melhores jogadas (escolhidas por mim) do nosso querido New Orleans Hornets, que tinha acabado de encerrar a sua participação no último campeonato. Vocês lembram disso? Pois é, aqui está o post em questão… Acontece que a própria NBA resolveu lançar os seus 10 + dos zangões, e eu não perdi a chance de colocar aí em cima para o pessoal curtir. Afinal, as coisas boas sempre devem ser rememoradas, concordam? Enjoy!

PARABÉNS!: Conforme já havíamos destacado no nosso Twitter, o ala Al-Farouq Aminu será o representante único do New Orleans Hornets nos Jogos Olímpicos de 2012, que acontecerão (a partir do dia 27 de julho) em Londres. Ele ajudou a seleção da Nigéria a surpreender as favoritas Grécia e República Dominicana, e carimbar o passaporte rumo a terras inglesas. Então, a minha torcida no torneio de basquete masculino das Olimpíadas irá para as seleções do Brasil e também da Nigéria. É preciso explicar os motivos? Claro que não, né?

REFORÇO: O Hornets está prestes a conseguir a sua primeira aquisição na agência livre. Trata-se do bom ala-pivô Ryan Anderson, do Orlando Magic. Anderson foi o vencedor do prêmio de atleta que mais evoluiu na última temporada, o MIP (Most Improved Player). Quando o negócio estiver 100% concretizado, a gente terá um post só para falar sobre o assunto. Por enquanto, aqui estão os detalhes e valores da provável contratação.

UMA PERGUNTINHA: Digamos que você trabalhe em uma determinada empresa. De repente, uma organização concorrente aparece e te faz uma mega proposta de U$ 58 milhões de salário para contar com os seus serviços pelos próximos 4 anos. Contudo, a sua atual empresa resolve reconhecer o seu valor e se prontifica a igualar a baita oferta da concorrência para que você permaneça onde está. Diante de tudo isso, você teria algum motivo para se sentir decepcionado ou desprestigiado? Sem mais perguntas, Meritíssimo.

A ESCOLHA DE AUSTIN RIVERS

O ala-armador de Duke foi mesmo a melhor opção para o Hornets?

* Por Lucas Ottoni

A poeira do draft já baixou, e todos estamos olhando para as movimentações das equipes da NBA em busca de reforços no mercado de agentes livres, isto é, aqueles jogadores cujos contratos venceram e que, por isso, estão aptos a assinar com qualquer franquia. Contudo, eu ainda me sinto obrigado a falar sobre o jovem Austin Rivers, ala-armador selecionado pelo New Orleans Hornets na noite de 28 de junho. Assim que o comissário da liga, David Stern, anunciou o nome do garoto de 19 anos na escolha de número 10, eu me peguei pensando: “Puxa, será que foi a melhor opção?”. É óbvio que a aquisição do Rivers não chegou a me surpreender, mas me causou um certo receio, confesso. Nos parágrafos abaixo, eu vou tentar explicar o porquê desse meu ceticismo em relação ao talentoso Austin Rivers…

Bom, em primeiro lugar, é preciso dizer que o Rivers é um jogador dos mais promissores. Medindo 1,93m de altura, ele é bastante ágil, possui uma enorme capacidade para pontuar e atacar a defesa adversária, e não costuma se omitir nos momentos decisivos das partidas. É o tipo de atleta que – por um lado – encaixa bem no Hornets, já que o nosso elenco mostrou carências ofensivas gritantes na última temporada. No entanto, o Rivers traz com ele um pacote que pode ser dos mais arriscados para um time como o nosso, que busca uma afirmação. Eu explico: ele parece ter um ego enorme, sempre foi o centro das atenções por onde passou, possui uma necessidade quase doentia de ter a bola nas mãos e não é o tipo de cara que se contenta em jogar para fazer a equipe dele melhor. Pegando tudo isso, todo esse talento e todas essas questões que ele pode vir a apresentar, não dá para dizer que a escolha dele vai agradar a todos. É aquilo: ame-o ou odeie-o. No meu caso, eu prefiro analisar o Austin Rivers no Hornets de uma maneira mais profunda, sem amor e nem ódio no coração. Senão vejamos…

Austin Rivers: talento e estrelismo?

Assim que o Rivers foi selecionado, o treinador do Hornets, Monty Williams, disse que a ideia dele era lançar o jovem produto da Universidade de Duke como um armador. Sim, uma espécie de combo guard (um mix de PG e SG). Dessa forma, o Austin “Rios” e o Eric Gordon (caso permaneça em New Orleans) poderiam coexistir em quadra. Uau! Eu só gostaria de saber o seguinte: como é que um jogador que nitidamente não possui a menor característica de armação – e que obteve média de apenas 2 assistências por jogo na universidade – poderá atuar como armador logo em sua primeira temporada na NBA? Se Rivers e Gordon jogarem juntos, quem terá a bola nas mãos? E quem é que irá armar, se é que alguém irá armar alguma coisa? Essa ideia do Monty Williams não ficou muito clara para mim. Na minha cabeça, o Austin Rivers foi selecionado justamente para ser o reserva do Eric Gordon. Um Sexto Homem, para entrar e colocar faísca nos jogos. Ele teria vindo para desempenhar um papel que poderia ser cumprido por qualquer atleta que possua o mínimo de talento ofensivo (Jamal Crawford? Marcus Thornton? Jason Terry?). Um backup (reserva) legal que sabe marcar pontos. E só. Honestamente, alguém aí acha que o Rivers pode jogar como armador principal do Hornets? Eu não consigo imaginar isso de forma alguma, e espero que o Monty Williams esteja só brincando, afinal os técnicos também merecem se distrair de vez em quando, não é mesmo?

* New Orleans Hornets Brasil: o Hornets e o draft de 2012

Um outro fato interessante – e que deve ter pesado para que o jovem Rivers fosse escolhido – é a proximidade entre Monty Williams e Doc Rivers, o técnico do Boston Celtics. Todo mundo sabe que o Austin é filho do Doc, que, por sua vez, foi companheiro do Monty na época em que ambos eram jogadores da NBA. E não é só isso. Doc chegou também a ser treinador do atual coach do Hornets entre 1999 e 2002. É pouca coisa? Claro que não. Vale dizer, inclusive, que o Monty Williams convive com o Austin Rivers desde que o ex-jogador de Duke era uma criança. É uma relação de longa data que reforça ainda mais essa opção que o Hornets fez com a sua 10ª escolha. Ah, eu não estou querendo ser maldoso aqui, hein? Não dá para afirmar que os zangões pegaram o Austin só por causa da relação antiga que ele possui com o técnico da franquia de New Orleans. O garoto é talentoso e sabe fazer belas cestas, mas essa proximidade pode ter influenciado na escolha sim, e como nós estamos tentando entender os motivos que levaram o Hornets a selecionar o Austin Rivers, não dá para omitir isso aí. O fator talento não foi o único a ser levado em consideração no momento em que o ala-armador foi anunciado como jogador do nosso time. Não mesmo.

O técnico Doc Rivers, do Boston Celtics, é pai do jovem jogador do Hornets

Durante o período de Workouts (treinos realizados pelas franquias com os atletas inscritos no draft), o Monty Williams cansou de falar que o Hornets necessitava de altura, tamanho e capacidade de pontuação embaixo da cesta. Inclusive, boa parte da imprensa de New Orleans apostava que a franquia fosse utilizar a 10ª escolha para selecionar um jovem pivô (Tyler Zeller? Andre Drummond? Meyers Leonard?), posição carente dentro do elenco dos zangões – principalmente após a saída do Emeka Okafor. Acontece que o Rivers teria impressionado nos treinos promovidos pelo Hornets, e aí houve o seguinte consenso dentro da organização: vamos pegar o maior talento disponível, independentemente das características do jogador ou das necessidades da equipe. Na minha modesta opinião, isso é um erro. Eu não concordo com a ideia de colocar o entusiasmo de um treino ou o grau de relação com um determinado jogador (sem querer ser maldoso) acima das necessidades ou carências de um elenco. Isso é o mesmo que se deixar levar pelas doces águas da emoção e esquecer completamente da tal razão. Resumo da ópera: para mim, está mais do que claro que a melhor opção para o Hornets com a 10ª escolha teria sido um pivô. É questão de necessidade, de ajuste. E o Austin Rivers não foi o melhor ajuste que o time poderia conseguir, principalmente em um draft que teve como principal atrativo a ótima qualidade dos homens de garrafão.

Austin Rivers e Anthony Davis

Com a escolha do Austin Rivers, o Hornets perdeu uma bela oportunidade de formar um garrafão de muito futuro, com dois jovens talentosos que teriam tudo para evoluir juntos e também dominar as ações embaixo da cesta – lembrando (realmente precisa?) que pegamos o inquestionável ala-pivô Anthony Davis, com a 1ª escolha do draft. Agora, inevitavelmente, os zangões terão de buscar um pivô no mercado de agentes livres. E pivôs com experiência na NBA costumam cobrar muito caro por seus serviços, mesmo os mais medianos – que é o que deveremos conseguir. Enfim, teremos que abrir os cofres – diminuindo o nosso espaço salarial -, quando poderíamos ter simplesmente escolhido um pivô jovem, promissor e muito mais barato no draft. Isso seria olhar para o futuro e para o melhor ajuste. Supriria uma grave carência do elenco sem sangrar na folha de pagamentos. Todavia, o Hornets preferiu seguir os caminhos da emoção e trocar o melhor ajuste (um pivô) pelo melhor talento, coloquemos assim. Para ser mais claro: a franquia selecionou um jogador com características similares às do Eric Gordon, que não tem o menor cacoete de armador, que possui um certo ego e a necessidade de ter a bola nas mãos, e que, a princípio, funcionaria melhor como um Sexto Homem. Em vez disso, poderia ter apanhado um jogador em falta no elenco, para complementar o jogo do Anthony Davis e formar com ele uma dupla de garrafão muito promissora e dominante para o futuro. E então? Diante desse panorama, é preciso dizer qual das duas situações se encaixaria melhor para o Hornets? Eu acho que não.

* Spurs Brasil: A nova potência da Conferência Oeste (sobre o Hornets)

Ok, é claro que este post reflete apenas a minha opinião, e ninguém é obrigado a concordar com ela. Além do mais, o Austin Rivers pode muito bem “calar a minha boca” e se tornar um jogador de grupo, essencial ao time, um parceiro excelente para o Eric Gordon, um armador talentoso, um futuro All-Star, um dos grandes nomes da liga. E depois eu serei obrigado a reconhecer que o Hornets acertou em cheio ao escolher o filho do Doc no draft. É justamente isso o que torna a NBA tão especial e imprevisível. Você simplesmente não sabe o que poderá acontecer. No fim das contas, não existe uma lógica ou uma certeza para absolutamente nada. Principalmente quando estamos falando de um jovem talentoso que está prestes a debutar como profissional. Hoje, a minha opinião é exatamente a que está postada aqui. Para mim, o Rivers acabou não sendo a melhor opção para o Hornets (com a 10ª escolha). Mas e daí? Dentro de alguns meses, eu poderei estar mudando de ideia. Isso é a NBA. De qualquer forma, seja muito bem-vindo à família, Austin Rivers. E “cale a minha boca”, se puder. Eu vou adorar isso!

OBS: O ala-armador Eric Gordon – que é um agente livre restrito – teria demonstrado forte interesse em se transferir para o Phoenix Suns. Inclusive, a franquia do Arizona fez a ele uma ótima proposta de U$ 58 milhões por quatro temporadas, que foi prontamente aceita. O Hornets, no entanto, está no direito de igualar a oferta para manter o jogador em New Orleans. Ok, mas será que vale a pena segurar um cara que não parece muito afim de jogar para a nossa franquia? Talvez, já pensando nesse risco, os zangões tenham escolhido o Austin Rivers no draft. Aí, tal opção pode fazer muito mais sentido, pois o Rivers seria um substituto imediato para o Eric Gordon. Então, só nos resta aguardar o desenrolar do caso para saber onde e como o Rivers entrará no nosso time. Mas se o Gordon permanecer, eu vou continuar achando que a escolha do Austin foi um tiro n’água. Até que ele me prove o contrário.

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* AGÊNCIA LIVRE: A partir do dia 1º de julho, os jogadores que não estão sob contrato se tornaram os principais alvos das equipes da NBA em busca de reforços. O momento é de muita negociação, ofertas e até mesmo trocas. O nosso querido New Orleans Hornets ainda não contratou nenhum agente livre. Mas isso poderá acontecer de uma hora para outra. Fiquem ligados!

* New Orleans Hornets Brasil: Hornets e a matemática da Free Agency

* CHRIS KAMAN: O bom pivô alemão é um agente livre irrestrito e pode se transferir para onde bem entender. Carente de pivôs, o Hornets deveria tentar pegá-lo de volta. Experiente, ele tem tudo para ser um ótimo tutor para o Anthony Davis.  O que vocês acham?

* RETROSPECTIVAS: Ainda temos duas delas para postar (PF e C). Em breve, elas irão aparecer aqui no BH. Não se preocupem. Para quem ainda não conferiu as nossas análises anteriores, é só clicar em PG, SG e SF. Boa leitura.