MUITO CABELO E POUCO BASQUETE

O “estiloso” Robin Lopez será o novo pivô do Hornets

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Vivemos um clima olímpico, e todo (o) mundo está ligado nos Jogos de Londres – o que é absolutamente normal. Por isso, demos uma paradinha necessária no Brazilian Hornet nesses últimos dias (afinal, não há mesmo nenhuma notícia muito relevante no momento). Depois da participação da molecada do Hornets na Summer League, tivemos apenas uma novidade (agora, nem tão novidade assim): os zangões já arrumaram um pivô. Sim, após uma negociação envolvendo três franquias, o cabeludo Robin Lopez foi adquirido pela nossa equipe. Além dele, o ala-pivô Hakim Warrick também desembarcará em New Orleans. Vejam aqui os detalhes da transação, que ocorreu no dia 25 de julho, vulgo semana passada.

Nos EUA, muitos fãs do Hornets estão elogiando o GM Dell Demps pelas movimentações que têm deixado a equipe, digamos, flexível para o futuro. Ok, eu concordo com isso e acho que o Demps, de fato, está realizando um belo trabalho. Na NBA, muitas vezes você adquire um jogador pensando no amanhã, olhando para cifras e tempo de contrato. Há casos em que o ponto de vista técnico fica relegado a segundo plano. E eu creio que é justamente isso o que ocorre nessa contratação do Robin Lopez. O Demps trouxe um pivô jovem (24 anos), barato (U$ 5 milhões por temporada) e com um contrato de 3 anos, que pode ser facilmente trocado no futuro. Até aí, tudo bem. O problema é que o Lopez é um jogador limitadíssimo, medíocre, que faz o “trabalho sujo”, e olhe lá. Se formos para dentro de quadra e pensarmos exclusivamente na (falta de) qualidade do atleta, foi uma contratação a se lamentar. Claro, o Hornets necessitava de um pivô de ofício, mas o cabeludo ex-Phoenix Suns está longe de ser aquele grandalhão que a torcida dos zangões tanto sonha. Enfim, tudo pelo futuro. Tudo pela flexibilidade. O planejamento do Demps está corretíssimo, mas aturar coisas como essa – do vídeo abaixo – será dureza…

O Lopez é um cara que está na NBA desde 2008 e possui médias pífias em sua carreira profissional: 5.8 ppg, 3.3 rpg, 0.2 apg, 0.2 spg e 0.8 bpg, em pouco mais de 14 minutos. É um jogador de pouquíssima técnica e que estará em quadra para tentar defender o nosso garrafão e atrapalhar os pivôs adversários. Não esperem mais nada além disso, combinado?

* Clique aqui e saiba mais a respeito do pivô Robin Lopez (em inglês)

Warrick será um zangão

Sobre o glorioso Hakim Warrick, não há muito a se dizer, mas vamos lá: é um ala-pivô experiente (30 anos), de qualidade bem mediana e que possui um contrato com duração de duas temporadas. O cara joga em uma posição na qual o Hornets conta com um leque de opções (Anthony Davis, Jason Smith, Ryan Anderson e – muito possivelmente – Lance Thomas). Justamente por causa disso, eu não acredito que ele vá ter minutos consideráveis. Resumindo: estará em New Orleans apenas para compor elenco. Em seu último campeonato – com o Phoenix Suns -, obteve médias modestíssimas: 6.4 ppg, 2.6 rpg, 0.9 apg, 0.2 spg e 0.1 bpg, em pouco mais de 14 minutos dentro de quadra. E isso não deverá mudar para melhor na Louisiana.

* Clique aqui e saiba mais sobre o ala-pivô Hakim Warrick (em inglês)

* Veja aqui a atual folha de pagamentos do New Orleans Hornets

Para finalizarmos o papo, eu vi gente do meio basquetebolístico dizendo que esse comércio foi positivo para o Hornets, pois a franquia perdeu apenas duas escolhas de 2ª rodada no draft + o fraco Jerome Dyson para conseguir o Lopez e o Warrick. Sim, é verdade. Perdemos quase nada e fizemos movimentos pensando na tal flexibilidade para o futuro. Portanto, o elogio está aí – e para por aí. Dentro de quadra? Muito pouco a acrescentar. Literalmente.

* ROGER MASON JR.: O experiente ala-armador de 31 anos chegou a um acordo com o Hornets para defender os zangões em 2012-13. Especula-se que o contrato terá a duração de apenas uma temporada (graças a Deus). Com passagens não muito felizes em times como San Antonio Spurs, New York Knicks e Washington Wizards, Mason Jr. é mais um que irá para New Orleans compor elenco. Vejam aqui mais detalhes sobre a contratação do atleta.

Anthony Davis: garantia de show

* ANTHONY DAVIS: Está dando gosto de ver o jovem ala-pivô do Hornets atuar nas Olimpíadas de Londres. É cada enterrada impressionante, de tirar o fôlego mesmo! O melhor de tudo é a experiência que o garoto está adquirindo, ao conviver e aprender com feras como Kobe Bryant, LeBron James, Chris Paul, Kevin Durant, Carmelo Anthony, etc. O Davis está aproveitando cada segundo, e os zangões, claro, têm muito a ganhar com isso!

* CARL LANDRY: O bom ala-pivô, ex-Hornets, é o novo reforço do Golden State Warriors. Ele assinou um contrato de duas temporadas com a franquia de Oakland. Eu só posso desejar sucesso para ele.

* NÃO ESQUECEMOS: Eu sei, eu sei… Nós estamos devendo a última retrospectiva do elenco do Hornets na temporada 2011-12 (pivôs), além de um post sobre a “novela” do Eric Gordon na agência livre. Fiquem tranquilos, pois ambas irão ao ar muito em breve!

* UMA PERGUNTINHA: Será que o Anthony Davis pensava em ter Robin Lopez como parceiro de garrafão, logo em sua primeira temporada na NBA? Pois é, nem tudo é sonho olímpico, caro Davis… Você aprenderá isso assim que desembarcar nos EUA – com a medalha de ouro no peito, provavelmente.

OS ZANGÕES E A SUMMER LEAGUE

Jovens do Hornets procuram mostrar serviço em Las Vegas

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Hojé é dia de falarmos rapidamente sobre a garotada do New Orleans Hornets na Sumer League de Las Vegas 2012. Para quem não sabe, a Summer League (como o próprio nome indica) é uma espécie de liga de verão (nos EUA) que a NBA promove a cada ano – geralmente, no mês de julho. E qual o objetivo desse torneio? Melhor definição que a do excelente blog Bola Presa, impossível…

As famosas Summer Leagues são campeonatos organizados durantes as férias da NBA, a offseason, e servem para dar ritmo de jogo aos recém-draftados, colocar para jogar atletas jovens que tiveram pouco tempo de quadra na temporada anterior e também para dar chance a jovens que sonham em jogar na NBA.

Sim, é basicamente isso. O legal das Summer Leagues é ver em ação os jovens que acabaram de ser escolhidos no draft. Mas não é só isso… De vez em quando, algum jogador que não foi selecionado e que ninguém conhece acaba roubando a cena, impressionando olheiros e treinadores e ganhando um contrato na NBA. O exemplo mais famoso é o do armador Jeremy Lin, hoje no Houston Rockets. Pode-se dizer que o Lin foi “revelado” pela Summer League. As boas atuações que ele teve na liga de verão (em 2010) lhe abriram portas, e agora o garoto de origem asiática acaba de se tornar um milionário do basquete. Portanto, a Summer League é importante e pode ser o primeiro passo de muitos atletas rumo à fama e ao estrelato.

Austin Rivers é uma atração do Hornets

Atualmente, existem duas Summer Leagues: a de Orlando e a de Las Vegas. Como o New Orleans Hornets está disputando a de Las Vegas, é nela que nós iremos nos concentrar (mas se você quiser saber sobre a Summer League de Orlando, é só clicar aqui). Então, a liga de verão de Las Vegas começou há uma semana (13/07) e irá terminar neste domingo (22/07). Ela está sendo disputada por 24 times da NBA atuando com os seus uniformes de treinamento (afinal, são jovens e aprendizes em quadra), e os duelos acontecem em dois ginásios: o COX Pavilion e o Thomas & Mack Center. É importante destacar que o que se olha mesmo nessas partidas são as atuações individuais dos jogadores, e não o time que foi melhor. Claro, todo mundo quer vencer, mas os resultados desses jogos são o que menos importa. As franquias estão de olho é no rendimento de seus jovens e na possibilidade (mesmo que pequena) de encontrarem um “novo Jeremy Lin”.  Bem, feita essa rápida explicação sobre o torneio, vamos agora falar sobre os zangões…

* Clique aqui e siga o Austin Rivers no Twitter!

A garotada do New Orleans Hornets já disputou 3 partidas nessa Summer League de Las Vegas, com 1 vitória (sobre o Phoenix Suns) e 2 derrotas (para Portland Trail Blazers e Milwaukee Bucks). Como os resultados não são o mais importante aqui, nós vamos direcionar a atenção aos nossos principais jogadores que estão participando do torneio. São eles: Austin Rivers e Darius Miller, recém-escolhidos pela franquia da Louisiana no último draft, e Jerome Dyson, Xavier Henry e Lance Thomas, que fizeram parte do elenco dos zangões na última temporada. Na imagem abaixo, observamos a lista dos atletas inscritos pelo Hornets:

Como vocês puderam reparar, o nome do ala-pivô Anthony Davis consta na lista para a Summer League, mas ele está com a seleção dos EUA e, por isso, desfalca o jovem elenco dos zangões. Outro nome mais conhecido que está na relação e não participa da liga de verão é o do pivô Darryl Watkins, que acabou transferido para o Philadelphia 76ers – e já foi dispensado. Então, as principais atrações do Hornets no torneio são mesmo os novatos (Rivers e Miller), além de Dyson, Henry e Thomas. E o cara que está no banco de reservas comandando essa pirralhada é o James Borrego (eita, sobrenome esquisito!), um dos auxiliares do técnico Monty Williams. Assim que a competição acabar (neste domingo, 22/07), nós iremos publicar um post comentando os destaques (positivos e negativos) da equipe e as atuações dos principais atletas desse grupo. Confiram agora o calendário do Hornets na Summer League de Las Vegas (com as três partidas já cumpridas – todas no Thomas & Mack Center):

Dia e hora (de Brasília)

Jogo

Resultado

15 de julho, às 23h30m

vs Portland Trail Blazers

82 – 85 (derrota)

16 de julho, às 23h30m

vs Milwaukee Bucks

68 – 76 (derrota)

18 de julho, às 21h30m

vs Phoenix Suns

78 – 61 (vitória)

20 de julho, às 23h30m

vs Dallas Mavericks

21 de julho, às 19h30m

vs Golden State Warriors

Deu para perceber que hoje tem jogo, não é mesmo? Pois é, a partir das 23h30m (horário de Brasília), os zangões entram em quadra e enfrentam o Dallas Mavericks, no nosso quarto duelo nessa liga de verão. Vale a pena ficar de olho na garotada e torcer para que eles nos brindem com um futuro promissor. GO HORNETS!!!

* ANTHONY DAVIS: E não é que o jovem ala-pivô do Hornets andou aprontando novamente das suas? No amistoso de ontem, entre EUA e Grã-Bretanha, lá em Manchester (ING), ele anotou 11 pontos, apanhou 3 rebotes e distribuiu nada menos que 4 bloqueios, em 13 minutos! Além disso, deu um show de enterradas (veja aqui)! É simplesmente impossível não se empolgar com o rapaz. E como é bom saber que ele é um zangão!

* ARRIBA, HORNETS!: A NBA confirmou que os zangões farão um jogo de pré-temporada na Cidade do México. O adversário será o Orlando Magic (nova equipe do nosso ex-ala-pivô mexicano Gustavo Ayon), e a partida está marcada para o próximo dia 07 de outubro. Quer mais informações (em português) a respeito do assunto? É só ler aqui.

* CARL LANDRY: Sem espaço para permanecer no Hornets, o ala-pivô – que é um agente livre irrestrito – estaria negociando com o Golden State Warriors e o Charlotte Bobcats. A definição quanto ao futuro do atleta deverá sair nas próximas horas. É mais um que vai se despedindo de New Orleans.

RETROSPECTIVA 2011-12 # 4

Os alas-pivôs: Carl Landry, Jason Smith, Gustavo Ayon e Lance Thomas

* Por Lucas Ottoni

Após a loucura do draft (We got Anthony Davis!), estamos de volta com a nossa avaliação do elenco do New Orleans Hornets (21-45, último colocado da Conferência Oeste) na temporada 2011-12 da NBA. Até o momento, já analisamos os ARMADORES, os ALAS-ARMADORES e os ALAS da equipe dos zangões. Então, hoje é um ótimo dia para falarmos sobre os ALAS-PIVÔS, aqueles caras altos que atuam na posição 4 – mais perto da cesta – e gostam de dar umas trombadas, apanhar rebotes, enterrar e mostrar que também sabem arremessar de média distância, quando preciso for. No caso do Hornets, quatro jogadores desse setor acabaram tendo alguma história para contar no último campeonato. Vamos a eles? Ok…

* CARL LANDRY #24

Médias: 24.4 mpg / 12.5 ppg / 0.9 apg / 5.2 rpg / 0.3 spg / 0.3 bpg

Número de jogos: 41 (8 como titular)

No fim do ano passado, o bom ala-pivô Carl Landry recebeu do Hornets um vantajoso contrato de U$ 9 milhões para jogar a última temporada. Uma verdadeira bolada! O fato é que ele teve um ótimo desempenho na primeira fase dos playoffs de 2011 (quando os zangões perderam para o Los Angeles Lakers, em seis partidas), o que acabou motivando a franquia da Louisiana a oferecer esse montão de dinheiro para contar com os seus serviços por mais um campeonato. Honestamente, amigos? Eu posso conviver com isso. Afinal, o Hornets foi coerente e apostou as fichas em um jogador que havia rendido muito bem e deixado uma impressão positiva. Mas então a bola subiu para 2011-12, e não demorou muito para que o Carl Landry começasse a não justificar o acordo milionário. O atleta de 28 anos iniciou a temporada como titular e obteve minutos consideráveis do treinador Monty Williams. Porém, com o passar dos jogos, ele foi perdendo espaço e acabou relegado ao banco de reservas. O que o fez cair em desgraça com o sr. Monty teria sido a sua falta de aplicação e comprometimento ao longo das partidas e treinos. O técnico dos zangões deixou de ver o Landry como uma liderança dentro do elenco, vamos colocar assim. E além do mais, o ala-pivô também sofreu uma contusão no joelho esquerdo no início de fevereiro e ficou afastado do time por quase 2 meses. Voltou e alternou belas partidas com atuações discretas. E foi isso. Resumo da ópera: não ajudou o Hornets como poderia (e deveria). Tecnicamente, o Landry é um ótimo jogador e possui inúmeros recursos ofensivos, não há dúvidas quanto a isso. Tem um bom arremesso, se movimenta bem e sabe jogar embaixo da cesta.  Porém, a sua ética de trabalho duvidosa indica que ele não vale o que recebeu na última temporada.

PONTO POSITIVO: O Landry chegou a fazer algumas partidas muito boas. Estando focado e comprometido, ele pode representar um verdadeiro tormento para as defesas adversárias. O seu arsenal ofensivo é bem completinho (veja uma bela enterrada dele no vídeo abaixo), e ele conseguiu alguns duplos-duplos em 2011-12.

PONTO NEGATIVO: Foi a falta de aplicação e comprometimento do ala-pivô em determinados momentos da temporada. Algo que rendeu, inclusive, críticas públicas – ainda que indiretas – do técnico Monty Williams. A postura do Landry, principalmente fora de quadra, teria deixado o treinador do Hornets bastante incomodado.

O FUTURO: Com a chegada do promissor Anthony Davis e a contratação do eficiente Ryan Anderson, tudo leva a crer que o Carl Landry não estará em um uniforme do Hornets em 2012-13. O ala-pivô é agente livre irrestrito e pode se transferir para onde bem entender, basta que haja ofertas. E os zangões não deverão apresentar uma a ele.

* JASON SMITH #14

Médias: 23.7 mpg / 9.9 ppg / 0.8 apg / 4.9 rpg / 0.5 spg / 1.0 bpg

Número de jogos: 40 (29 como titular)

Aí está um jogador que eu gostei demais de assistir na última temporada. O Jason Smith parece ter melhorado absolutamente todos os aspectos do seu jogo, principalmente em relação ao seu ano de estreia no Hornets (2010). As médias de pontos, assistências, rebotes, roubos, bloqueios e minutos por partida que ele apresentou em 2011-12 são as melhores de sua carreira (ele está na NBA desde 2007), e isso não é somente um festival de números e dados que você olha, compara e logo depois esquece. Saindo das estatísticas e observando as atuações dele, dá para notar que o sujeito mostrou uma ótima evolução em quadra. Ele sempre teve muita energia e um bom arremesso de média distância, e só. Mas o que vimos no campeonato que passou foi um Jason Smith defendendo com muito mais consciência e consistência (aquelas faltinhas infantis diminuíram demais), se notabilizando por bloquear grandes jogadores e apresentando alguns dunks (enterradas) bem legais – algo que ele não fazia com tanta frequência. O ala-pivô de 26 anos melhorou o seu tempo de bola e principalmente a sua movimentação na quadra e o trabalho de pernas. E o arremesso continua ali, eficiente. É claro que o Jason Smith não virou o “novo Tim Duncan” da noite para o dia, não é isso. Eu o vejo como uma peça para compor o elenco e ajudar saindo do banco de reservas. Mas é muito legal quando a gente nota que um atleta trabalhou duro e mostrou evoluções. E é justamente esse o caso do Jason Smith. Não é um jogador brilhante, mas é esforçado e – graças a isso – consegue ter lapsos de brilho no seu jogo. O Hornets “ganhou” um bom nome.

PONTO POSITIVO: Em uma temporada nada vitoriosa para o Hornets, o desempenho do Jason Smith foi um dos poucos motivos que os fãs dos zangões tiveram para celebrar. Os bloqueios maravilhosos e os dunks animais do nosso ala-pivô merecem ser lembrados (no vídeo abaixo, um pouco do arsenal ofensivo do Smith).

PONTO NEGATIVO: Eu posso destacar dois aqui. O primeiro foi uma concussão que ele sofreu no início de fevereiro, que o afastou dos jogos por mais de 1 mês. O segundo foi uma suspensão de duas partidas, após ter cometido uma falta um pouco mais forte em cima do ala-pivô Blake Griffin, do Los Angeles Clippers. Enfim, coisas que acontecem em um campeonato longo e disputado como a NBA, não é mesmo?

O FUTURO: Eu não vejo o Smith jogando em outro lugar que não seja New Orleans – pelo menos, na próxima temporada (ele tem mais 2 anos de contrato com o Hornets). Claro, na NBA tudo pode acontecer, e nunca dá para descartar uma troca surpreendente ou algo do tipo. Todavia, nós temos aqui um atleta que apresentou uma bela evolução, e eu estou bastante curioso para saber como ele irá se apresentar em 2012-13. Esperamos que ele continue conosco, correto?

* GUSTAVO AYON #15

Médias: 20.1 mpg / 5.9 ppg / 1.4 apg / 4.9 rpg / 1.0 spg / 0.8 bpg

Número de jogos: 54 (24 como titular)

É estranho estar aqui escrevendo a respeito do Gustavo Ayon, quando ele nem é mais jogador do Hornets (aliás, boa sorte para ele em Orlando). Porém, como o que vale neste espaço é a análise do que o cara fez em 2011-12, nós vamos ter de falar sobre o ala-pivô mexicano. Afinal, o Ayon jogou a sua temporada de estreia na NBA com um uniforme dos zangões e não decepcionou. Para princípio de conversa, o bravo atleta já chegou nos EUA tendo que superar uma enorme barreira: ele não falava quase nada de inglês e deve ter sofrido um bocado nos primeiros treinamentos, viagens e partidas do Hornets. Aos 27 anos de idade e com boa experiência no basquete espanhol, o Ayon teve de se adaptar minimamente ao estilo de jogo da NBA e também ao idioma e modo de vida dos americanos. Complicado, não é mesmo? Pois é, mas o rapaz não correu do desafio e fez jogos bem interessantes (alguns até como titular) quando foi solicitado pelo técnico Monty Williams. É preciso dizer que a adaptação do Ayon à NBA ainda não está concluída (mas isso agora é um problema do Orlando Magic), e a primeira temporada que ele teve com o Hornets deve ter sido um bom aprendizado para o mexicano. O que eu mais gostei de ver no “Goose” (apelido inventado pelo armador Jarrett Jack) foi a sua energia e vontade em quadra, tanto para defender quanto para atacar a cesta. Digamos que ele seja aquele jogador voluntarioso, que se esmera para aprender um pouquinho a cada noite. Ele cometeu um monte de erros, é claro, mas também mostrou algumas qualidades. É um bom reboteiro, é ágil para o tamanho que tem (2,08m) e possui um arremesso decente e um trabalho de pernas adequado, além de defender com disposição. Enfim, o Ayon é o tipo de atleta que ainda precisa pegar um pouco mais de cancha na NBA para render tudo o que sabe. Eu não acredito que ele chegue a ser um nome muito relevante na liga algum dia, mas tem tudo para se tornar um reserva dos mais eficientes para muitos times. O Hornets deu apenas o primeiro empurrãozinho, e ele não se saiu tão mal. Mis mejores deseos en la Florida, estimado Gustavo!

PONTO POSITIVO: O “Goose” conseguiu anotar duplos-duplos em duas partidas na última temporada. No dia 15 de fevereiro, ele obteve 12 pontos e 12 rebotes no jogo contra o Milwaukee Bucks. Dois dias depois, foram 13 pontos e 11 rebotes diante do New York Knicks. Detalhe: o Hornets venceu ambos os duelos atuando fora de casa (no vídeo abaixo, outra boa partida do Ayon pelos zangões).

PONTO NEGATIVO: As dificuldades de adaptação ao estilo de jogo da NBA e ao idioma inglês acabaram representando um entrave para o Ayon em sua temporada de estreia. Mesmo aos 27 anos, ele é um atleta inexperiente dentro da liga e dificilmente mostrará grandes evoluções em 2012-13.

O FUTURO: Será na Disney. O Gustavo Ayon acabou incluído na transação que enviou o ala-pivô Ryan Anderson de Orlando para New Orleans. O negócio foi concretizado nesta quarta-feira e ganhará – em breve – um post exclusivo aqui no BH (ver na sessão Ferroadas). Portanto, o Anderson se torna jogador do Hornets, enquanto o mexicano atuará pelo Magic.

* LANCE THOMAS #42

Médias: 15.0 mpg / 4.0 ppg / 0.3 apg / 3.0 rpg / 0.2 spg / 0.2 bpg

Número de jogos: 42 (10 como titular)

Eu sei que alguns aí irão “torcer o nariz” para uma análise sobre o Lance Thomas, mas é preciso dizer que o cara jogou 42 jogos com o uniforme do Hornets na última temporada regular, ou seja, mais da metade das partidas que os  zangões realizaram no campeonato (um total de 66). Então, meus amigos, falemos sobre o glorioso Thomas: ele é um ala-pivô de 24 anos que teve passagens pela Liga de Desenvolvimento da NBA (NBDL) e acabou recebendo uma chance de mostrar serviço no nosso time. O fato é que o Lance Thomas parece aquele tipo de jogador que você contrata para ficar ali, compondo o seu elenco, ajudando nos treinos e entrando em quadra o menos possível. Se houver um eventual desfalque, ele vai lá e tenta se virar com os minutinhos que receber. E foi exatamente isso o que ele fez para o Hornets em 2011-12. Foi uma espécie de “tapador de buracos”, sem querer desmerecer o rapaz. E o mais estranho de tudo é que ele iniciou a temporada com os zangões, foi dispensado no dia 31 de dezembro de 2011 e recontratado pouco mais de 1 mês depois. Uma verdadeira loucura, não é mesmo? Enfim, ele voltou e foi ficando na equipe até o término do campeonato. Obviamente, as lesões sofridas pelo Carl Landry e pelo Jason Smith (que renderam semanas de inatividade a ambos) foram decisivas para que o Lance Thomas fosse permanecendo em New Orleans. Dentro de quadra, ele mostrou ser um atleta esforçado, porém limitado tecnicamente. Fez uma ou duas partidas interessantes e nada mais. Logo, dizer que ele decepcionou nem seria correto, pois já não se esperava muita coisa mesmo.

PONTO POSITIVO: No dia 09 de março, contra o Denver Nuggets, o Lance Thomas fez a sua melhor partida com o uniforme do Hornets. Ele saiu do banco de reservas para anotar 18 pontos (cestinha do time) e apanhar 5 rebotes, em 30 minutos de ação. Os zangões acabaram perdendo o jogo no Colorado (veja o vídeo com os melhores momentos), mas o ala-pivô teve a sua noite de fama em 2011-12.

PONTO NEGATIVO: Infelizmente, o jogo do nosso parceiro Lance Thomas carece de inúmeros recursos. Ele é um cara batalhador, mas possui falhas gritantes do ponto de vista técnico. Não tem grande habilidade na condução da bola – o que torna a sua movimentação previsível -, apresenta uma defesa apenas razoável, raramente consegue criar o próprio arremesso e é baixo para a posição de ala-pivô (2,03m), fato que dificulta bastante o seu trabalho perto da cesta. Enfim, o Thomas é o típico atleta para compor o elenco, caso não haja opções melhores.

O FUTURO: Por ser um jogador que trabalha duro e possui experiência em seleções de base, o Thomas participou de alguns treinamentos da equipe americana que se prepara para as Olimpíadas de Londres. E o cara segue batalhando… Ele também jogará a Summer League de Las Vegas com o Hornets sabendo que um bom desempenho poderá significar um novo contrato. Vale lembrar que o ala-pivô é um agente livre irrestrito e não tem vínculo com qualquer franquia.

* CORTES: Isso é da semana passada, mas vale o registro. O ala-armador Eric Gordon e o ala-pivô Anthony Davis foram convocados para os treinamentos da seleção americana em Las Vegas, mas acabaram não entrando na lista final do grupo que disputará as Olimpíadas de Londres. O Davis se apresentou com um tornozelo machucado (nada grave), e o Gordon perdeu a vaga – provavelmente – para o ótimo James Harden, do Oklahoma City Thunder.

* TANTA COISA PARA FALAR…: Ryan Anderson chegando, Jarrett Jack e Chris Kaman saindo, Eric Gordon querendo sair, Summer League com Anthony Davis, etc. Nesta Sexta-feira 13 (sugestivo?), teremos um post que reunirá todos esses assuntos aqui no Brazilian Hornet. Não percam!

UM MOVIMENTO NECESSÁRIO

Emeka Okafor e Trevor Ariza foram enviados para o Washington Wizards

* Por Lucas Ottoni

Bom, eu sei que isso tem cheiro de semana passada, mas como foi um acontecimento importante para o futuro da franquia, a gente vai falar um pouquinho sobre a troca envolvendo o nosso querido New Orleans Hornets e o Washington Wizards. A minha demora tem uma explicação: eu estive viajando por uns dias e sobrou muito pouco tempo para me dedicar ao BH, então é hora de correr atrás do prejuízo e analisar o que as saídas de Trevor Ariza e Emeka Okafor poderão representar para os zangões. O surpreendente (eu não esperava) comércio entre Hornets e Wizards foi sacramentado na última quarta-feira (20/06) e consiste no seguinte:

– O Wizards recebe: Trevor Ariza + Emeka Okafor

– O Hornets recebe: Rashard Lewis + a 46ª escolha no draft de 2012

Vocês, parceiros que acompanham o Brazilian Hornet há algum tempo, sabem que eu sempre fui a favor de trocarmos o Okafor (Aleluia!). E também sabem que eu nunca considerei o Trevor Ariza um jogador essencial ao elenco do Hornets, embora ele seja um defensor de perímetro dos mais eficientes. Isto posto, eu só posso dizer que a troca foi maravilhosa para a franquia da Louisiana! Quanto ao Wizards, eles receberam dois atletas que certamente irão tornar o time muito melhor defensivamente e com chances de lutar por um lugarzinho entre os Top 8 do Leste. Mas voltemos ao Hornets…

* Veja aqui a retrospectiva de Trevor Ariza em 2011-12

Agora que vocês já sabem que eu gostei demais da troca, vou explicar os motivos do meu entusiasmo. Em primeiro lugar, o Emeka Okafor iria comer U$ 13,5 milhões da folha salarial do Hornets na próxima temporada – e mais U$ 14,5 milhões em 2013-14.  São ganhos altíssimos para um pivô que esteve por 3 anos em New Orleans e nunca mostrou a consistência que dele se esperava. Em segundo lugar, vem o ala Trevor Ariza e o seu salário de U$ 7,3 milhões. Honestamente? Eu não acho que os vencimentos do Ariza sejam tão absurdos assim. No entanto, (repetindo) ele não é um jogador essencial aos zangões, e é muito melhor ceder ele do que uma escolha nº 10 (como se especulava) no comércio com a turma de Washington, concordam? Então, ao realizar essa jogada, o Hornets estaria liberando uma nota preta de sua folha de pagamentos. Calma, eu disse ESTARIA

Rashard Lewis deverá ser dispensado

Sim, chegou o momento de olharmos para o decadente ala Rashard Lewis e o seu absurdo contrato expirante de U$ 23,8 milhões a serem pagos em 2012-13. Um disparate, não é mesmo? Pois bem, ao receber o jogador do Wizards, o Hornets teria de arcar com essa enormidade de dinheiro na próxima temporada. Ah, mas eu disse TERIA… E é aí que entra o detalhe que deixa essa transação ainda melhor para a galera da Louisiana: na NBA, é possível se utilizar de uma prática conhecida pelo nome de Buyout. Ok, mas que diabos é isso? Eu explico: o Buyout acontece quando um jogador e o seu time entram em um acordo para que uma certa quantia do salário dele seja paga de uma vez. Dessa forma, o atleta seria dispensado da equipe sem mais nenhuma obrigação contratual, sacaram? Então, sanada a dúvida, é praticamente certo que deverá rolar um Buyout entre o Hornets e o Lewis. Os zangões se comprometeriam a pagar uma quantia de U$ 13,7 milhões do salário do jogador e o dispensariam até o dia 1º de julho. Com essa economia, a franquia de New Orleans terá uns U$ 10 milhões de dólares a mais disponíveis na folha salarial – além do alívio financeiro com as saídas dos contratos de Okafor e Ariza!

* Clique aqui e veja a atual folha de pagamentos do Hornets

Imaginem só: além de não arcar mais com os pesadíssimos valores da dupla Mek e Trevor, o Hornets pagará ao Lewis “apenas” 13,7 dos U$ 23,8 milhões estipulados em contrato e o dispensará. Isso é uma economia tremenda e abre uma flexibilidade enorme para os zangões “atacarem” o mercado de agentes livres! Foi uma excelente jogada do nosso GM, o Dell Demps. Pois o Hornets não apenas se livrou do contrato horrível do Okafor (sem precisar se desfazer da nossa 10ª escolha para isso), como também economizará uma bela grana e receberá ainda a escolha nº 46 (quem sabe não pinta alguém útil aí?). É impossível não gostar do que foi feito! Na verdade, eu considerei essa troca como um movimento necessário para que a franquia obtenha sucesso nos próximos anos. Pense em se livrar dos contratos ruins e conseguir uma boa flexibilidade na folha salarial para reforçar o elenco. E o mais importante: ter tranquilidade (e dinheiro) para igualar qualquer proposta pelo Eric Gordon na agência livre e mantê-lo em New Orleans.  Quer algo mais necessário que isso?

OBS: Não podemos deixar de agradecer a Trevor Ariza e Emeka Okafor pelos anos de serviços prestados ao New Orleans Hornets. Eu desejo que eles tenham sucesso em Washington e sigam as suas carreiras da melhor forma possível. Boa sorte a ambos!

* PROMESSA É DÍVIDA: Ainda falaremos sobre os jovens que poderão ser agraciados com a 10ª escolha (e agora a 46ª também) no draft de 2012, o aguardado evento que ocorrerá na noite desta quinta-feira (28/06). Até lá o post sai, podem ficar sossegados.

* ALGUMAS SITUAÇÕES: O pivô Chris Kaman se tornará agente livre irrestrito, e o Hornets não deverá reassinar com ele. Já o ala-pivô Carl Landry – que também será agente livre irrestrito – disse que gostaria de permanecer em New Orleans. Mas eu, pessoalmente, não acredito na possibilidade.

* FOX SPORTS NEW ORLEANS: O Hornets acaba de fechar um acordo com o canal a cabo Fox Sports para a transmissão de 75 jogos (número que pode variar) do time na próxima temporada. Pela parceria, a franquia deverá receber cerca de U$ 10 milhões por ano. A ideia é aumentar o número de telespectadores americanos que possam ter acesso aos jogos dos zangões (inclusive, via satélite). Para mais informações, clique aqui.

* HEAT CAMPEÃO: A equipe de Miami conquistou o título da temporada 2011-12 da NBA de forma merecidíssima, diga-se de passagem. Com LeBron James jogando o fino, o Oklahoma City Thunder não deu nem para a saída. Eu confesso que esperava uma série final mais equilibrada. Mas o placar de 4 a 1 indica que o troféu está em muito boas mãos.

* TYLER ZELLER: Você é fã do Hornets? Então, é bom guardar o nome dele…

LEITURAS RECOMENDADAS # 2

Carl Landry se sente feliz em New Orleans e pretende ficar no Hornets

* Por Lucas Ottoni

Eu sei que a NBA está respirando playoffs, mas o Brazilian Hornet não vai parar por causa disso. Então, eu coletei algumas informações e curiosidades interessantes relacionadas ao nosso time nesse período de entressafra e postei aí embaixo para vocês. Deem uma olhada:

Veja quais são as chances de o Hornets obter a 1ª escolha no draft

Hornets: jovens, espaço salarial e picks para o futuro (em inglês)

Monty Williams é 12º na eleição para Coach of the Year (em inglês)

Dicas para o Hornets: playoffs da Conferência Leste (em inglês)

Dicas para o Hornets: playoffs da Conferência Oeste (em inglês)

Eric Gordon bate um papo com os fãs do Hornets (em inglês)

Carl Landry deseja permanecer em New Orleans (em inglês)

Al-Farouq Aminu prestes a tirar o passaporte nigeriano (em inglês)

Ok, eu sei que ninguém aqui é obrigado a entender o idioma inglês. É para isso que existe o tradutor do Google. É só jogar o texto nele e passar para o português. Boa leitura!

* SWARM & STING: O antigo blog está cheio de novidades e se transformou definitivamente em um site (em inglês). Vale a pena dar uma conferida e prestigiar o trabalho do Christian Blanks. Clique aqui!

* VIDA NOVA: Amigos, eu estou de mudança. Após quase 21 anos no mesmo apartamento, vou trocar de endereço ainda essa semana. Isso pode atrasar um pouquinho as postagens no BH, mas nada que comprometa o andamento do nosso blog, ok? Até a próxima!