BRINCANDO DE “FAZ DE CONTA”

Jarrett Jack derrota Vince Carter e o Mavs. Ué, teve outro jogo?

* Por Lucas Ottoni

Olá, caros amigos. O nosso querido Hornets acaba de sair de mais um back-to-back, com ambos os jogos sendo disputados na New Orleans Arena. Na sexta-feira (02/03), o time conseguiu uma excelente vitória sobre o atual campeão da NBA, o Dallas Mavericks (22-16), por 97 a 92. Um resultado expressivo e animador, não é mesmo? Ok, mas não se animem, que lá vem a tijolada! Ontem, os zangões fizeram um jogo horrível e perderam facilmente para o Indiana Pacers (23-12), que vem de seis triunfos consecutivos. Sim, os visitantes deitaram os cabelos: 102 a 84. Esse jogo foi tão ruim, mas tão ruim, que a vontade que dá é de apagar ele do calendário, brincar de “faz de conta” e fingir que ele nunca existiu. É a nossa velha e conhecida gangorra, que nos coloca lá em cima para depois nos mandar lá para baixo. Aliás, é lá embaixo que nós estamos mesmo. Depois desses dois jogos, o Hornets segue na lanterna da Conferência Oeste, com uma campanha 9-28. Mas falemos de coisas boas…

Após o ótimo triunfo sobre o Mavs, eu fiquei que nem um maluco procurando notícias sobre essa partida. Afinal, os zangões derrotaram ninguém menos que o atual campeão da liga e rival de divisão (Sudoeste). O engraçado é que, nos EUA, há uma certa rivalidade entre as duas equipes, principalmente depois da surra que Chris Paul e cia. aplicaram nos texanos na primeira fase dos playoffs de 2008: um sonoro 4 a 1. O fato é que os torcedores do Hornets não gostam nem um pouco do Dallas Mavericks e não fazem a menor questão de esconder isso. Mas voltando à minha busca desenfreada por notícias acerca do jogo, eu encontrei algo muito interessante no excelente blog nacional Bola Presa. Eles escreveram sobre o quanto o Hornets pode ser um adversário indigesto para qualquer um (quando quer). Olhem só:

Outra equipe que complica a vida de qualquer um, mesmo fedendo, é o Hornets. Já faz um bom tempo que qualquer jogo do Hornets é brigado, sofrido e suado mesmo que acabem tomando uma surra nos 2 minutos finais de alguns jogos. Times ruins que se acham bons, como o Wizards, só tomam porrada. Times bons que se acham ruins não possuem confiança pra nada e acabam tomando porrada. Mas o Hornets é um dos raros times que são ruins, sabem que são ruins, e não acham que isso vai impedí-los de jogar basquete. Pessoalmente sou muito fã de jogadores ruins que sabem que são ruins, como o Chuck Hayes, por exemplo, porque eles dão a vida em quadra e acabam sendo muito úteis. O Hornets é inteiro assim e quem bobear contra eles sai não apenas com a derrota, mas também com a humilhação de perder para um dos piores elencos dos últimos anos“.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Mavs)

Chris Kaman superou Dirk Nowitzki

Uau… Como torcedor do Hornets, eu não sei se me sinto lisonjeado ou desiludido. Ok, brincadeiras à parte, o pessoal do Bola Presa destacou algo que eu já vinha escrevendo por aqui há algum tempinho: o Hornets é um time batalhador, que se entrega bastante e complica mesmo a vida dos rivais. Isso, quando quer. Raríssimos foram os jogos em que os bravos zangões saíram de quadra atropelados. Normalmente, a equipe da Louisiana realiza duros combates e vende caro as suas derrotas. Por outro lado, as críticas (sempre bem humoradas, diga-se de passagem) do Bola Presa quanto à qualidade do nosso elenco procedem em parte. Estamos muito longe de ter um esquadrão de grandes craques, isso é verdade. Mas há de se levar em conta que o Hornets é um time destruído pelas lesões e nunca – eu disse NUNCA – conseguiu ter todos os seus principais jogadores à disposição para um joguinho sequer nessa atual temporada. Querem a lista dos que estão contundidos hoje? Vamos lá: Eric Gordon, Trevor Ariza, Emeka Okafor, Jason Smith e Carl Landry. Sendo que o Gordon, que veio para ser o astro da companhia, atuou em apenas duas partidas. Portanto, eu creio que não dá para medir com exatidão a qualidade do elenco do New Orleans Hornets. Alguém aí duvida? Ok, então tirem os dois ou três principais jogadores do Miami Heat e vejam o que o timaço deles fará em quadra…

Certo, mas voltemos a Hornets vs Mavericks e ao Bola Presa, que falou rapidamente sobre a vitória dos zangões (97 a 92) diante da turma de Dallas. Confiram:

Ontem foi a vez do Mavs descobrir essa assustadora verdade. Nowitzki teve problemas o jogo todo, o Mavs está sem Lamar Odom que tem quatrocentos problemas pessoais e agora talvez jogue na D-League para recuperar o ritmo depois de tantas paradas, e o jogo chegou no último quarto com o Mavs atrás no placar. Em geral é nessa hora que o Hornets começa a fazer merda e foi exatamente o que aconteceu, Roddy Beaubois aproveitou as falhas e acelerou o jogo, terminou a partida com 25 pontos e 4 roubos, e encostou o placar. Mas aí o Jarrett Jack mostrou que não tem medo de ser ruim e venceu o jogo num arremesso certeiro. Chris Kaman também está jogando muito desde que voltou de contusão, dessa vez foram 20 pontos e 13 rebotes contra um Mavs que ainda não sabe como compensar a falta de marcação individual no miolo do garrafão. São agora 4 derrotas seguidas para o Mavs, mas essa vale por quarenta“.

Ok, tirando a parte do “mas essa vale por quarenta” (pegaram pesado demais), o texto exprime exatamente o que foi o jogo da última sexta-feira: um Mavericks com uma série de problemas perdendo para um Hornets guerreiro, que compensa as suas limitações e desfalques com muita vontade e personalidade. Bravíssimo! Então, satisfeito da vida, eu posso parar este post por aqui…

David West? Isso não aconteceu...

É, amigos. Eu adoraria que o post tivesse realmente acabado, mas pensei e resolvi não continuar com essa brincadeira do “faz de conta”, em respeito aos nossos poucos mas preciosos leitores. Sim, vocês já sabem. Ontem, o Hornets jogou (?) contra o Pacers e levou uma surra de 102 a 84. Ah, e poderia ter sido de muito mais, se os visitantes não tivessem poupado os titulares no último período, tamanha foi a facilidade com que derrotaram os zangões. O nosso time foi horrível durante quase todo o jogo e simplesmente aceitou a derrota “fazendo beicinho”. Aquilo foi uma das piores coisas que eu já vi dentro de uma quadra de basquete. É por isso que eu disse mais acima: o Hornets complica a vida dos adversários QUANDO QUER. Pois quando não quer, é algo terrível de se ver. Nem quero mais falar sobre isso. A cara de desânimo do Jarrett Jack no banco de reservas no fim da partida disse tudo (vocês viram?). Foi um jogo que simplesmente não precisava ter existido. Vamos fazer de conta que não aconteceu? Ok!

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Pacers)

Ah, só para não deixar de fazer o registro: o ala-pivô David West, hoje no Pacers, pisou na New Orleans Arena pela primeira vez como um ex-Hornets e recebeu aplausos do público (ok, algumas vaias também). É o reconhecimento pelos anos de bons serviços prestados. Como forma de “retribuição”, ele brindou os espectadores com um duplo-duplo: 14 pontos e 13 rebotes. Pois é, mesmo estando do outro lado, alguém precisava praticar um pouco de basquete. Já que o Hornets não apareceu para jogar na noite de ontem…

E hoje não tem vídeo e nem a sessão Ferroadas. O ferrão está na lanternagem, após o vexame diante do Pacers. Um ótimo domingão a todos!

DO QUASE CÉU AO QUASE INFERNO

Lembra do Aaron Gray? Não deixou a menor saudade

* Por Lucas Ottoni

Mais um back-to-back, e mais duas derrotas. A semana pós-All-Star Weekend não começou bem para o New Orleans Hornets (8-27). Os zangões foram até Chicago – na última terça-feira (28/02) – e perderam para o Bulls (29-8), por 99 a 95. Um dia depois, o time retornou a New Orleans e viu o Toronto Raptors (11-24) sair de quadra com a vitória: 95 a 84. Foram dois resultados ruins, embora o Hornets tenha se apresentado de formas distintas nessas duas partidas. Contra o forte Bulls, a equipe quase chegou ao céu, com uma atuação sólida e convincente. Já contra o Raptors, a exibição foi muito fraca. Quase o inferno. Uma das piores partidas da franquia da Louisiana na temporada 2011-12. Enfim, em um dia quase agarramos as nuvens. Já no outro, flertamos com o capiroto. Coisas da NBA. Coisas do Hornets. Mas vamos falar rapidamente sobre essas duas partidas:

Ayon não conseguiu parar Derrick Rose

No jogo da última terça-feira, lá no United Center, em Chicago, o Hornets se aproveitou do fato de o Bulls não estar em uma de suas melhores noites. Os donos da casa erravam demais no ataque e não conseguiam parar as jogadas de Chris Kaman e Trevor Ariza. O pivô alemão saiu de quadra com um duplo-duplo: 17 pontos e 11 rebotes. Já o ala de origem dominicana meteu 16 pontos e apanhou 8 rebotes. Com o banco de reservas funcionando bem (Jarrett Jack, Solomon Jones e Xavier Henry combinaram 32 pontos), os zangões equilibraram a partida o tempo todo e chegaram a estar muito próximos da vitória. Aliás, o triunfo só não veio por que o Bulls tem um armador genial chamado Derrick Rose: 32 pontos e 9 assistências, em 40 minutos. Rose – que é quem melhor infiltra em toda a NBA (minha opinião) – desequilibrou o duelo no segundo tempo e não permitiu que o Hornets aprontasse em Chicago. E foi exatamente por isso que perdemos. Por causa de Derrick Rose. A nossa equipe fez uma excelente partida, soube explorar os erros dos anfitriões e quase arrancou um belo resultado. Fim de jogo: 99 a 95 para o Bulls. Os favoritos venceram, mas tomaram aquele sufoco!

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Bulls)

DeRozan leva vantagem sobre Belinelli

Na noite seguinte, o Hornets, enfim, voltou para casa após seis partidas na estrada. O jogo – vocês já sabem – foi contra o limitado Toronto Raptors, do brasileiro Leandro Barbosa. Após a boa exibição diante do poderoso Bulls, eu esperava que o nosso time passasse por cima do rival canadense, sem maiores problemas. No entanto, lá estava o Hornets para nos pregar uma peça daquelas. Jogando muito mal (sobretudo no último período), a equipe da Louisiana viu o ala reserva do Raptors, o lituano Linas Kleiza, fazer a festa da linha dos três pontos (5-7) e cravar 21 tentos (mesma pontuação do jovem ala-armador DeMar DeRozan). Individualmente, alguns caras nossos até que apareceram bem, como o pivô Chris Kaman (outro duplo-duplo, com 17 pontos e 10 rebotes) e o ala-armador Marco Belinelli (20 pontos). Contudo, coletivamente o Hornets apresentou um basquete sem um pingo de inspiração. Com Greivis Vasquez apagado e Jarrett Jack errando bastante no ataque, a criação das jogadas ficou totalmente comprometida, e os jogadores do banco de reservas também foram mal e não repetiram o bom desempenho da noite anterior. O último período foi um desastre, o Hornets levou uma surra de 33 a 15 e acabou perdendo o confronto por 95 a 84. Como eu disse antes, não fossem algumas boas aparições individuais, a noite teria sido infernal. Ah, o Leandrinho ficou em quadra por praticamente 23 minutos e saiu com 15 pontos.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Raptors)

Independente dos altos e baixos, o fato é que o Hornets acumulou mais duas derrotas nessa brincadeira e já começa a olhar para o draft de 2012 de maneira bastante especial, é preciso admitir. Eu continuo com a mesma opinião que tinha há alguns meses: nosso time não é tão ruim e, completo, poderia fazer uma campanha muitíssimo melhor. Daria até para sonhar com playoffs, sendo otimista. No entanto, a inexperiência do elenco e as diversas lesões em jogadores importantes arrasaram com a nossa caminhada. Isso faz parte e pode acontecer com qualquer time. E que essa temporada sirva para que possamos entrar mais fortes na próxima. Com o novo proprietário que está por vir, não há motivos para pessimismo. O jeito é seguir jogando e se preparando para um futuro promissor. É isso o que eu penso.

No vídeo abaixo, os highlights do duelo entre Hornets e Bulls:

E hoje já começa outro back-t0-back para o Hornets. O time voltará à quadra logo mais, às 22h (de Brasília). O adversário é o Dallas Mavericks, e o duelo acontecerá na New Orleans Arena. Amanhã, também na Colmeia, os zangões enfrentarão o Indiana Pacers, também às 22h (de Brasília). Ah, o Brazilian Hornet deve acompanhar o jogão contra os meninos do tio Mark Cuban, via Twitter. Siga o BH e fique por dentro de tudo o que acontecerá ao longo da partida.

* New Orleans Hornets Brasil: a prévia do jogo (contra o Mavs)

Na contagem regressiva por um novo dono! 10, 9, 8…

 
 FERROADAS

* PROVÁVEL DESFALQUE: Com febre e mal-estar, o ala Trevor Ariza não deverá estar em quadra, daqui a pouco, contra o Dallas Mavericks. A ausência será bastante sentida, pois ele vem sendo um dos jogadores mais eficientes do Hornets nos últimos jogos. Dessa forma, o jovem Al-Farouq Aminu deverá herdar a vaga de Ariza. Apertem os cintos…

* RESULTADO DA ENQUETE: Há dois posts, nós abrimos uma votação sobre qual jogador nosso o torcedor do Hornets gostaria de ver no All-Star Weekend que acabou de acabar. Até o momento, tivemos 34 votos e um grande equilíbrio. Eric Gordon (Jogo das Estrelas) e Gustavo Ayon (Jogo dos Calouros) lideram, com 8 votos cada (23.53%). Logo depois, com 7 votos (20.59%), temos Marco Belinelli (Torneio de três pontos) e Greivis Vasquez (Desafio de habilidades). Trevor Ariza (Concurso de enterradas) teve 3 votos (8.82%), e a opção Outro jogador contabilizou apenas 1 voto (2.94%). A enquete continua aberta para quem quiser votar. É só clicar aqui e mandar ver!

* FORA DOS PLANOS: O armador Donald Sloan, que havia assinado um contrato de dez dias com o Hornets, não faz mais parte do elenco. A franquia da Louisiana não renovou o contrato do atleta, que está oficialmente dispensado. Boa sorte para ele em uma próxima oportunidade.

O QUE FAZER COM CHRIS KAMAN?

O New Orleans Hornets tem até o dia 15 de março para definir o futuro do pivô

* Por Lucas Ottoni

Salve! Após esse feriadão do carnaval, o Brazilian Hornet está de volta à ativa. Enquanto eu estava dando um tempo dessa vida virtual e me divertindo um pouquinho na região serrana do Rio de Janeiro, o New Orleans Hornets (8-25) teve o seu primeiro back-to-back-to-back na temporada 2011-12 da NBA. Isso mesmo, três jogos em três dias. E todos fora de casa. Uma insanidade! Os resultados não foram lá grandes coisas, embora o time tenha se apresentado relativamente bem nessas partidas. Na última segunda-feira (20/02), derrota para o fortíssimo Oklahoma City Thunder: 101 a 93. Um dia depois, viagem até Indianápolis e derrota para o Indiana Pacers, na prorrogação: 117 a 108. Por fim, ontem nós enfrentamos o Cleveland Cavaliers e conseguimos uma vitória, por 89 a 84. Nos últimos seis jogos, os zangões conquistaram quatro triunfos, o que é uma boa marca. Claro, isso não vai mudar muito a nossa posição no campeonato (lanterna do Oeste), mas serve como um belo incentivo para esse grupo de jogadores que trabalham duro todas as noites. Além do mais, parece que o técnico Monty Williams encontrou um quinteto titular que vem dando conta do recado, mesmo com as contusões de peças importantes, como Eric Gordon, Carl Landry, Jason Smith e Emeka Okafor. Vamos falar um pouquinho desses cinco senhores que não deixaram a peteca cair:

PG – Greivis Vasquez: Eu já discorri bastante sobre esse jogador no nosso penúltimo post. Ele ainda tem defeitos a desenvolver no seu jogo, mas é inegável que o Hornets é uma equipe bem melhor quando o venezuelano tem a bola nas mãos. Vasquez é inteligente, joga para o time e vem conseguindo envolver seus companheiros no ataque. Somos mais competitivos com ele na armação, embora Jarrett Jack seja um pontuador mais eficiente. Aliás, creio que os dois podem jogar perfeitamente juntos, com Jack na posição 2.

SG – Marco Belinelli: O tão criticado ala-armador italiano vem melhorando consideravelmente os seus números, principalmente na pontuação. Parece que o Belinelli, enfim, pegou no tranco. Os seus arremessos têm caído com mais frequência, ele não tem forçado tanto os “chutes”, a sua marcação também tem melhorado e ele parece muito mais confiante em quadra. Com o Vasquez na armação, o desempenho do Marco tem crescido bastante nas últimas partidas. Eles têm se entendido muito bem em quadra, por sinal.

SF – Trevor Ariza: Esse é outro jogador que tem feito belas partidas. A sua intensidade defensiva já é conhecida por todos, mas o desempenho ofensivo do Ariza é que tem surpreendido. Assim como o Belinelli, ele melhorou demais a sua produção no ataque e tem sido peça fundamental para as últimas vitórias dos zangões no campeonato.

PF – Gustavo Ayon: O ala-pivô mexicano é uma bela surpresa para os fãs do Hornets. Com as contusões de Carl Landry e Jason Smith, o Ayon recebeu a sua chance como titular e está se desempenhando muito bem. Além de conseguir alguns duplos-duplos, ele vem se mostrando um ótimo reboteiro e tem feito uma dobradinha bastante eficiente com o pivozão Chris Kaman. Esse jogador ainda vai dar o que falar, amigos…

C – Chris Kaman: Ele é a estrela deste post. Vou comentar sobre o excelente pivô alemão mais abaixo. Afinal, o New Orleans Hornets está com um verdadeiro “pepino” nas mãos.

Enfim, com esse quinteto titular (monopolizando os minutos em quadra), o time do Hornets vem conseguindo render o que jamais rendeu na temporada, até o momento. As quatro vitórias nos últimos seis jogam provam isso. Eu só quero saber o que o Monty Williams irá fazer quando Landry, Smith e Okafor estiverem de volta. Que “dor de cabeça”, hein coach?

Kaman teve ótima atuação contra o Cavs

Vocês já perceberam que o título deste post é uma pergunta, né? O que fazer com Chris Kaman? Pois é, o destino do pivô alemão é uma tremenda incógnita neste momento. Tudo leva a crer que ele será mesmo trocado para uma equipe que possui grandes pretensões nessa temporada. Além do mais, a passagem do Kaman por New Orleans tem sido uma verdadeira gangorra, de altos e baixos. No fim de janeiro, ele chegou a ser afastado do elenco dos zangões para ser negociado, mas nada aconteceu e ele acabou reintegrado semanas depois. Nesse meio tempo, ocorreu algo que mudou totalmente (ou não) o rumo das coisas para o Kaman dentro do Hornets: o pivô Emeka Okafor machucou o joelho esquerdo e foi afastado da equipe, por contusão. Diante desse quadro, o técnico Monty Williams teve de escalar o alemão como titular. E aí vocês já sabem o que aconteceu, né? O Kaman começou a jogar maravilhosamente bem, tem sido mortal no ataque e eficiente na defesa, vem colecionando duplos-duplos e – ao lado do Gustavo Ayon – está fazendo do Hornets uma equipe muito mais forte e competitiva. No último jogo, contra o Cavaliers, o alemão anotou 21 pontos e agarrou 13 rebotes, uma belíssima exibição. E agora? O que a franquia deve fazer?

No vídeo abaixo, os highlights da vitória do Hornets sobre o Cavs:

Eu ainda acho que o Hornets está colocando o Kaman “na vitrine”, com o intuito de valorizar o jogador para uma futura troca. A cada boa atuação do alemão, o seu valor (teoricamente) cresce no mercado. E o GM Dell Demps, capitaneado pela NBA, está em busca do melhor negócio possível para a franquia de New Orleans. Contudo, se sairmos dessa área dos negócios e olharmos sob a perspectiva esportiva, eu encontro uma série de questões pertinentes (creio eu): será que vale a pena trocar um pivô com a qualidade do Kaman? Achar um outro pivô com essa mesma qualidade é tarefa fácil? Temos, no nosso elenco, um pivô melhor que o alemão? Não haveria a possibilidade de trocarmos o nosso outro pivô (o Okafor) e mantermos o Kaman no time? Do jeito que o germânico vem jogando, não dá para simplesmente aceitar a sua saída e não questionar nada, a não ser que o negócio seja fantástico para o Hornets (algo que eu duvido). Eu gostaria muito que houvesse tempo de se pensar bem e voltar atrás, pois o Kaman – jogando tudo o que sabe – é mais jogador que o Okafor. E eu sempre quero os melhores jogadores no meu time. Mas aí há um outro problema: o contrato do Chris Kaman expira no fim dessa temporada, e, se não o trocarmos até a trade deadline, no dia 15 de março, ele poderá se tornar um agente livre irrestrito e ir para onde quiser. Nesse caso, o Hornets perderia o atleta sem receber nada em troca. Situação bastante complicada…

* Confira aqui uma entrevista com o pivô Chris Kaman (em inglês)

O Kaman, certamente, não deve ter ficado nem um pouco satisfeito por ter sido afastado do time há um mês. Ele mesmo já disse que ficou confuso com toda essa situação, sem saber se vai ou se fica, para onde vai e quando vai, etc. Portanto, voltar atrás agora e estender o contrato do jogador parece uma tarefa bem complicada. Improvável, eu diria. O alemão está sendo muito profissional, vem jogando o fino e ajudando o Hornets a vencer jogos. No entanto, ele pode ter se sentido desprestigiado pela direção dos zangões e ele próprio já visualiza a troca como a única alternativa sobre a mesa. Além disso, o Hornets corre contra o tempo para fechar negócio e não sair de mãos abanando. Portanto, afastar o Kaman e tratá-lo como uma moeda de troca pode ter sido um grande erro. O cara tem apenas 29 anos, está jogando muito, encaixou no time, é um dos melhores pivôs da liga e poderia ser parte de uma era vencedora no futuro dos zangões. Será que há volta? Eu acho que não. A sua saída de New Orleans parece inevitável. Tarde demais.

E você? O que faria com o Chris Kaman? Aguardo respostas nos comentários…


 FERROADAS

* FUTURO DONO?: Eu tenho lido aí algumas especulações de que o Hornets terá um novo proprietário já no início de março. Fala-se em, pelo menos, seis ou sete interessados na compra da franquia, e as conversas estariam muito avançadas. Tomara que, enfim, essa questão se concretize e a novela tenha um final feliz para os zangões.

NEW ORLEANS POR INDIANÁPOLIS

Não há imagem melhor do que essa para retratar o grande David West

* Por Lucas Ottoni

David West não é mais jogador do Hornets. Eu levei apenas cinco segundos para escrever essa frase, muitíssimo menos tempo que os oito anos em que esse cara honrou a camiseta dos zangões e se tornou um ídolo para os torcedores da equipe da Louisiana. Recrutado na 18ª escolha do draft de  2003, West é o tipo de jogador que veste literalmente a camisa, que sofre a cada derrota, que compra briga pelos companheiros e que dá as melhores entrevistas, pois é de uma sinceridade ímpar. E, fora de quadra, sempre me passou a impressão de ser uma pessoa serena, tranquila, que nunca fez questão de aparecer para as câmeras. E some-se a tudo isso o fato de ele ser um excelente jogador de basquete. Quantos e quantos jogos ele já decidiu a favor do Hornets? Foram inúmeros. West nunca fugiu da responsabilidade de ter que definir a última jogada, sempre foi o cara em que o Chris Paul olhava para o lado e sabia que podia contar. Enfim, fez uma história que jamais será apagada em New Orleans.

O sonho de ver ele atuar somente no Hornets e encerrar sua carreira para ter a camiseta de número 30 aposentada em grande estilo chegou ao fim. D-West, que tem 31 anos de idade, se tornou agente livre após a última temporada e resolveu se transferir para o Indiana Pacers, assinando um contrato de U$ 20 milhões por 2 anos. Eu não vou julgar a escolha do nosso ex-ala-pivô, que poderia ter retornado ao Hornets. E nem me interessa analisar o elenco do Pacers após a chegada dele. Por tudo o que ele representou para o nosso time e pelas madrugadas de alegria que tive com suas cestas e jogadas ao longo desses anos, eu só posso agradecer e desejar boa sorte.

David West, duas vezes All-Star (2008 e 2009), encerra a sua passagem pelo Hornets tendo realizado 530 partidas com a camiseta dos zangões (apenas Dell Curry e Muggsy Bogues, já aposentados, atuaram mais que ele pela equipe). Também é o segundo maior cestinha da história da franquia, com 8.690 pontos (Dell Curry, com 9.839, é o primeiro), e o segundo maior reboteiro, com 3.853 rebotes (PJ Brown, também aposentado, lidera, com 4.203). Se permanecesse em New Orleans, West provavelmente quebraria todos esses recordes. Mas quem disse que a vida é um conto de fadas? Não é. Ele abriu mão de tudo isso para buscar aquilo que julgou melhor para si e sua família. Contudo, o D-West do Hornets é eterno, esse nunca sairá de nossas memórias. Esse daqui é o nosso grande David West! Para todo o sempre…

OBS: As informações contidas no parágrafo anterior, eu peguei do site Basketball-Reference.com. Quem estiver interessado em outros números e estatísticas do David West, é só clicar aqui.


 FERROADAS

* SERÁ QUE FECHA?: Parece que a troca do Chris Paul para o Los Angeles Clippers vai mesmo sair. As duas franquias ainda negociam o que o Hornets receberá pelo armador. Atletas como Eric Bledsoe, Eric Gordon e Chris Kaman estão na pauta. Vamos ver se, dessa vez, a NBA não mela a brincadeira, né?

REFLEXOS DO VETO

A montagem está mal feita, eu sei, mas não é de minha autoria!

* Por Lucas Ottoni

A ida do Chris Paul para o Los Angeles Lakers parece ter melado de vez. Após a NBA ter vetado a transação da franquia da Califórnia com Hornets e Rockets, houve muita reclamação, indignação e até uma nova tentativa de comércio entre as partes. E agora, a notícia que surge é a de que os angelinos resolveram tirar o time de campo e desistir da aquisição do CP3. Ok, para o Lakers é vida que segue. Eles simplesmente passarão a concentrar suas atenções em outros alvos, exatamente o mesmo que o Houston Rockets deverá fazer. Acontece que os reflexos desse veto ameaçam ser danosos para o New Orleans Hornets, que volta a correr o risco de não receber nada em troca de seu valioso armador. A questão aí não é encontrar rapidamente outra equipe interessada no Chris Paul, afinal quem não quer o Chris Paul? O problema, na verdade, é realizar outro comércio sabendo que a NBA pode entrar a qualquer momento com sua foice e mandar tudo para o espaço. No post anterior, nós falamos sobre as reclamações das outras equipes, que acabaram pressionando o David Stern a cancelar a troca tripla. Analisando a negociação do ponto de vista técnico, os três envolvidos poderiam sair favorecidos. Além disso, a ideia de ver o CP3 vestido de amarelo e azul fez com que os rivais entrassem em pânico. Mas vamos observar esse veto sob uma outra perspectiva…

Do ponto de vista financeiro, o Lakers receberia o melhor armador da liga e economizaria uma nota preta sem ter que arcar com os altos salários de Pau Gasol e Lamar Odom, trocados para o Hornets. Só nessa temporada, o espanhol irá faturar mais de U$ 18 milhões, e Odom receberá quase U$ 9 milhões. Enquanto isso, Chris Paul recheará a conta bancária com pouco mais de U$ 16 milhões. Sacou? Além disso, mesmo mandando o Gasol para o Rockets, os zangões teriam que bancar os salários dos três jogadores enviados à Louisiana pelo time de Houston (Dragic, Martin e Scola), que somados aos ganhos do Odom giram em torno de US$ 31 milhões! E vale lembrar que, recebendo apenas o Pau Gasol em troca do trio endereçado ao Hornets, a franquia do Texas também economizaria umas boas doletas. Diante disso, podemos concluir que esse mega-comércio seria financeiramente péssimo para apenas um dos três envolvidos. Advinhem quem? A NBA, que controla o Hornets, observou essa disparidade nas cifras e resolveu vetar o negócio. E, com certeza, os donos das demais equipes também se ligaram nisso e bateram o pé. Como a franquia de New Orleans pertence à liga, a folha salarial dos zangões cairia no colo desses mesmos proprietários. Aí, o Dan Gilbert logo pensou: “Eu não vou pagar os salários do Hornets para o Chris Paul ir bater bola com o Kobe!”. E foi aquela choradeira toda que culminou no veto. (Os salários dos jogadores da NBA podem ser conferidos aqui)

Pelo visto, o poderoso Big Three de LA não sairá dessa linda montagem

Portanto, a questão financeira abriu uma bela prerrogativa para que a NBA cancelasse a brincadeira. Muitos donos reclamaram da malandragem do Lakers, que conseguiria o Paul e economizaria na folha para tentar a contratação do Dwight Howard. O pivô, astro do Orlando Magic, teria manifestado o desejo de jogar com a camiseta amarela e azul, e os angelinos poderiam tentar unir o útil ao agradável. Mas voltando ao Hornets, ficou a seguinte questão: como uma franquia sem dono e de menor mercado realiza um comércio em que perderia sua maior estrela e ainda teria de arcar com U$ 31 milhões em salários? Pois é, para tentar responder, a gente volta ao segundo post do Brazilian Hornet: Com que time nós vamos? O Hornets tinha apenas seis ou sete jogadores sob contrato, faltando menos de uma semana para o início dos jogos da pré-temporada. O GM Dell Demps tentou trocar o Chris Paul por quantidade e, se possível, qualidade. E seria um bom negócio do ponto de vista técnico, se o Hornets tivesse um dono para bancar os movimentos do seu GM. Pronto, agora já estamos no terceiro post

Como a troca foi cancelada e o Hornets não tem um dono, o Chris Paul continua vinculado à franquia da Louisiana. E aí? O jogador já avisou que não seguirá como um zangão ao fim de seu contrato (que vai até o meio de 2012), e o Dell Demps precisa dar um jeito nessa situação sem que a NBA interfira de forma decisiva. Caso contrário, poderemos perder a nossa estrela sem receber um centavo. Os reflexos do veto se anunciam catastróficos para o nosso amado time. Trocar o CP3 por jogadores jovens e mais baratos pode ser uma solução, pois isso seria menos oneroso para os cofres da NBA. É o momento do Demps quebrar a cabeça e colocar o Chris Paul em uma franquia que o agrade, em troca de alguns jogadores que possam dar um alento aos zangões e que, ao mesmo tempo, não inflacionem a folha de pagamento. A situação é bem complicada. É melhor perder em qualidade ou perder o CP3 sem nenhum tipo de ressarcimento? Pois para uma franquia sem dono como o Hornets, quantidade e qualidade dificilmente poderão caminhar juntas.

OBS: A montagem lá em cima eu peguei emprestada do blog At the Hive.

Uma musiquinha sugestiva para encerrar o texto…



 FERROADAS

* CP3 E BLAKE GRIFFIN?: Após a desistência do Lakers, a imprensa noticia que o Hornets estaria tentando negociar o Chris Paul com o Los Angeles Clippers. Uma dupla com o rei das enterradas seria sensacional. E se o Eric Gordon desembarcar em New Orleans, melhor ainda!  

* O FIM DE UMA ERA: Parece que agora é oficial. O ala-pivô David West, um dos ídolos do Hornets, acertou sua transferência para o Indiana Pacers. O acordo é de U$ 20 milhões por duas temporadas. D-West, que se tornou agente livre ao fim do último campeonato, foi recrutado pelo Hornets em 2003 e nunca havia jogado por outra equipe. No próximo post, falaremos sobre ele…

* CORRENDO CONTRA O TEMPO: Os treinos das equipes da NBA já começaram, e para que o técnico Monty Williams tivesse um elenco à disposição, Dell Demps contratou nove agentes livres para integrarem o time provisoriamente. São eles: Brian Butch, Justin Dentmon, Jerome Dyson, Moses Ehambe, Carldell Johnson, Trey Johnson, DaJuan Summers, Lance Thomas e Terrico White.

* RUMO AO CANADÁ: O pivozão Aaron Gray, que jogou as duas últimas temporadas pelo Hornets, acertou sua ida para o Toronto Raptors, do brasileiro Leandro Barbosa.  O contrato é de 1 ano, e os termos do acordo não foram divulgados.