UNS CHEGAM, OUTROS VÃO…

O sorridente Anderson está U$ 36 milhões mais rico

* Por Lucas Ottoni

O mês de julho chegou, e o mercado de agentes livres vem agitando o mundo da NBA. As equipes correm atrás de reforços e apresentam ofertas aos jogadores sem contrato que buscam enriquecer as suas contas bancárias. É o momento mágico das especulações, das cifras sobre a mesa, das trocas entre as franquias  e até dos leilões (quem dá mais?). Enfim, coisa que americano adora…  Como o que interessa para nós são os movimentos feitos pelo New Orleans Hornets, já há algum material para discutirmos a respeito da Free Agency. O primeiro deles chama-se Ryan Anderson. Isso, é o rapaz branquelo e contente da foto aí de cima. Ele é a principal contratação dos zangões – até o momento – para a temporada 2012-13. No parágrafo abaixo, eu vou falar rapidamente sobre essa chegada do Anderson em New Orleans…

O ala-pivô de 24 anos vem de uma temporada excelente, que lhe rendeu, inclusive, o prêmio de atleta que mais evoluiu, o MIP (Most Improved Player). Atuando (e bem) pelo Orlando Magic, o Ryan Anderson obteve algumas médias e aproveitamentos muito interessantes. Anotem aí: 16.1 ppg e 7.7 rpg, com 87.7% na linha dos lances livres, 43.9% nos arremessos de quadra e 39.3% nos três pontos. Legal, né? Porém, como nem tudo são flores (meio gay, eu acho), é preciso registrar que os seus números sofreram forte queda nos playoffs: 9.6 ppg e 4.6 rpg, com 34.1% de acerto nas tentativas de quadra. Mas, nesse momento, isso pouco importa para nós. Vamos esquecer o passado, combinado? O principal aqui é analisar o que esse sujeito poderá fazer para ajudar o time do Hornets em 2012-13. E ele tem requisitos de sobra para tornar a nossa equipe melhor, acreditem.

O nosso novo PF brilhou no Magic

Em primeiro lugar, o Ryan Anderson é um jogador alto (2,08m) e que possui um arremesso muito bom. Ele sabe “matar” bolas de três pontos, tem uma dinâmica bem razoável embaixo da cesta e também pega os seus rebotes. Só por causa disso, já dá para dizer que ele se encaixa dentro daquilo que o nosso Hornets tanto precisa: altura, mas com capacidade de pontuação – principalmente de longa distância. E eu creio que foi justamente para isso que ele veio, e não há muito mais a se destacar. Foi uma excelente aquisição, pois preenche algumas carências do elenco e é um ajuste que definitivamente poderá nos ajudar a vencer uns jogos. Ah, e não esperem ver o nosso novo ala-pivô enterrando nas cabeças adversárias ou distribuindo tocos, ok? Deixemos isso para o garoto Anthony Davis. O lance do Anderson é – a princípio – aparecer nos arremessos e ajudar nos rebotes. E isso já é algo que soa bem demais para os zangões.

Outra coisa a se pensar: onde o Anderson entraria nesse time? Ele é ala-pivô, assim como o Anthony Davis, e eu não acredito que tenha vindo para ser reserva. Então, o técnico Monty Williams tem duas opções aí: passar o Davis para a posição de pivô (isso não me agrada), ou colocar o Anderson como ala (não é o ideal, mas vá lá…). Enfim, o Monty que se vire! O fato é que botar o ex-jogador do Magic para atuar como pivozão seria o mesmo que “assassinar” a sua característica mais legal: os arremessos de longa distância. E isso o Hornets não vai fazer (eu acho). “Quebre” a cabeça aí, sr. Monty!

No vídeo, a maior pontuação do Ryan Anderson na carreira:

A gente já vinha falando sobre a contratação do Ryan Anderson ao longo dos últimos posts aqui no BH. A negociação que o trouxe ao Hornets foi a seguinte:  ele era um agente livre restrito, e o Magic poderia igualar qualquer proposta que fizessem para mantê-lo. Contudo, o jogador recebeu dos zangões uma ótima oferta de aproximadamente U$ 36 milhões por 4 temporadas  e entrou em um acordo com a franquia de Orlando para ser negociado, o famoso sign-and-trade. Por esse acordo, a equipe da Florida obteve do Hornets o bom ala-pivô mexicano Gustavo Ayon, e o comércio acabou sendo concretizado na última quarta-feira (11/07).

Pois é, o Ryan Anderson vai faturar o equivalente a U$ 9 milhões por cada uma das quatro temporadas em New Orleans. É muito dinheiro! Será que ele vale tudo isso? Bem, agora cabe a ele responder e provar que cada centavo foi bem investido. E que as respostas venham, de preferência, dentro de quadra! SEJA MUITO BEM-VINDO À FAMÍLIA HORNETS, RYAN ANDERSON!!!

* Clique aqui e saiba mais sobre o novo jogador do Hornets

Jarrett Jack foi para o Warriors

Peraí… Está pensando que acabou? Nada disso. No mesmo dia em que o sr. Ryan Anderson se apresentou ao Hornets, a franquia da Louisiana realizou outro negócio. Vocês se lembram do armador Jarrett Jack? Pois é, ele agora é o novo reforço do Golden State Warriors. Com o objetivo de abrir mais espaço na folha salarial do nosso time, o GM Dell Demps mandou o Jack para Oakland, em troca de… nada! Quer dizer, o Hornets ganhou os direitos sobre um misterioso ala-pivô bósnio chamado Edin Bavcic, que foi selecionado pelo Toronto Raptors no draft de 2006 (56ª escolha), mas que nem sequer jogou uma partida na NBA. O cara já tem 28 anos de idade, e as últimas informações sobre ele dão conta de que o seu desempenho no basquete europeu tem sido bem modesto. Enfim, o Hornets – naturalmente – não contará com os serviços do tal Bavcic. A troca foi fechada exclusivamente para economizar na folha de pagamentos e dar mais espaço ao jovem Austin Rivers, que deverá atuar como PG em 2012-13 (já discutimos isso, né?). O que me desagradou nesse comércio foi o fato de o Jarrett Jack ter sido trocado apenas por alívio salarial. O Hornets não recebeu nenhum ativo interessante, nem uma escolhazinha de draft. Ora essa, o JJ vem de uma temporada com 15.6 ppg, 3.9 rpg, 6.3 apg e 45.6% de aproveitamento nos arremessos de quadra. Valia mais, vocês não acham?

Antes de encerrarmos o post, vamos destacar a transação mais recente feita pelo Hornets. Nesta Sexta-feira 13, a franquia da Louisiana recebeu do Minnesota Timberwolves o contrato – de aproximadamente U$ 5 milhões para 2012-13 – do pivô aposentado Brad Miller, além de duas escolhas de segunda rodada no draft (2013 e 2016) e algum dinheiro. Em troca, o Wolves ganhou uma escolha de segunda rodada (2017) dos zangões. O comércio serviu basicamente para aliviar a folha de pagamentos da equipe de Minneapolis. Com isso, o Hornets obteve uma graninha e também escolhas de draft para usar ou negociar no futuro. E aí? Será que foi uma boa jogada? Creio que sim.

Hoje o post fica por aqui. Mas vai a dica: acompanhem o nosso Twitter, pois a gente sempre está postando novidades e notícias sobre o Hornets lá. Abraços e bom fim de semana a todos!

* SUMMER LEAGUE 2012: Assim que for possível, faremos um post sobre o torneio de verão. Algumas mudanças ocorreram, e não há como explicar isso na sessão Ferroadas. O importante é que a garotada do Hornets estreará em Las Vegas, neste domingo (15/07), contra o Portland Trail Blazers, às 23h30m (de Brasília). O horário é ruim, eu sei, mas vale a pena dar uma conferida. Alguém se habilita?

* ANTHONY DAVIS: No post anterior, nós dissemos que ele havia sido cortado da seleção americana que irá às Olimpíadas, correto? Pois é, mas a sorte parece caminhar bem ao lado do nosso jovem ala-pivô. Ele está cada vez mais perto da vaga em Londres, e nós também falaremos sobre isso em breve.

* ERIC GORDON: Ele assinou um contrato com o Phoenix Suns, e o Hornets tem até o fim deste sábado (14/07) para igualar a oferta da franquia do Arizona e manter o ala-armador em New Orleans. Suspense total…

RETROSPECTIVA 2011-12 # 4

Os alas-pivôs: Carl Landry, Jason Smith, Gustavo Ayon e Lance Thomas

* Por Lucas Ottoni

Após a loucura do draft (We got Anthony Davis!), estamos de volta com a nossa avaliação do elenco do New Orleans Hornets (21-45, último colocado da Conferência Oeste) na temporada 2011-12 da NBA. Até o momento, já analisamos os ARMADORES, os ALAS-ARMADORES e os ALAS da equipe dos zangões. Então, hoje é um ótimo dia para falarmos sobre os ALAS-PIVÔS, aqueles caras altos que atuam na posição 4 – mais perto da cesta – e gostam de dar umas trombadas, apanhar rebotes, enterrar e mostrar que também sabem arremessar de média distância, quando preciso for. No caso do Hornets, quatro jogadores desse setor acabaram tendo alguma história para contar no último campeonato. Vamos a eles? Ok…

* CARL LANDRY #24

Médias: 24.4 mpg / 12.5 ppg / 0.9 apg / 5.2 rpg / 0.3 spg / 0.3 bpg

Número de jogos: 41 (8 como titular)

No fim do ano passado, o bom ala-pivô Carl Landry recebeu do Hornets um vantajoso contrato de U$ 9 milhões para jogar a última temporada. Uma verdadeira bolada! O fato é que ele teve um ótimo desempenho na primeira fase dos playoffs de 2011 (quando os zangões perderam para o Los Angeles Lakers, em seis partidas), o que acabou motivando a franquia da Louisiana a oferecer esse montão de dinheiro para contar com os seus serviços por mais um campeonato. Honestamente, amigos? Eu posso conviver com isso. Afinal, o Hornets foi coerente e apostou as fichas em um jogador que havia rendido muito bem e deixado uma impressão positiva. Mas então a bola subiu para 2011-12, e não demorou muito para que o Carl Landry começasse a não justificar o acordo milionário. O atleta de 28 anos iniciou a temporada como titular e obteve minutos consideráveis do treinador Monty Williams. Porém, com o passar dos jogos, ele foi perdendo espaço e acabou relegado ao banco de reservas. O que o fez cair em desgraça com o sr. Monty teria sido a sua falta de aplicação e comprometimento ao longo das partidas e treinos. O técnico dos zangões deixou de ver o Landry como uma liderança dentro do elenco, vamos colocar assim. E além do mais, o ala-pivô também sofreu uma contusão no joelho esquerdo no início de fevereiro e ficou afastado do time por quase 2 meses. Voltou e alternou belas partidas com atuações discretas. E foi isso. Resumo da ópera: não ajudou o Hornets como poderia (e deveria). Tecnicamente, o Landry é um ótimo jogador e possui inúmeros recursos ofensivos, não há dúvidas quanto a isso. Tem um bom arremesso, se movimenta bem e sabe jogar embaixo da cesta.  Porém, a sua ética de trabalho duvidosa indica que ele não vale o que recebeu na última temporada.

PONTO POSITIVO: O Landry chegou a fazer algumas partidas muito boas. Estando focado e comprometido, ele pode representar um verdadeiro tormento para as defesas adversárias. O seu arsenal ofensivo é bem completinho (veja uma bela enterrada dele no vídeo abaixo), e ele conseguiu alguns duplos-duplos em 2011-12.

PONTO NEGATIVO: Foi a falta de aplicação e comprometimento do ala-pivô em determinados momentos da temporada. Algo que rendeu, inclusive, críticas públicas – ainda que indiretas – do técnico Monty Williams. A postura do Landry, principalmente fora de quadra, teria deixado o treinador do Hornets bastante incomodado.

O FUTURO: Com a chegada do promissor Anthony Davis e a contratação do eficiente Ryan Anderson, tudo leva a crer que o Carl Landry não estará em um uniforme do Hornets em 2012-13. O ala-pivô é agente livre irrestrito e pode se transferir para onde bem entender, basta que haja ofertas. E os zangões não deverão apresentar uma a ele.

* JASON SMITH #14

Médias: 23.7 mpg / 9.9 ppg / 0.8 apg / 4.9 rpg / 0.5 spg / 1.0 bpg

Número de jogos: 40 (29 como titular)

Aí está um jogador que eu gostei demais de assistir na última temporada. O Jason Smith parece ter melhorado absolutamente todos os aspectos do seu jogo, principalmente em relação ao seu ano de estreia no Hornets (2010). As médias de pontos, assistências, rebotes, roubos, bloqueios e minutos por partida que ele apresentou em 2011-12 são as melhores de sua carreira (ele está na NBA desde 2007), e isso não é somente um festival de números e dados que você olha, compara e logo depois esquece. Saindo das estatísticas e observando as atuações dele, dá para notar que o sujeito mostrou uma ótima evolução em quadra. Ele sempre teve muita energia e um bom arremesso de média distância, e só. Mas o que vimos no campeonato que passou foi um Jason Smith defendendo com muito mais consciência e consistência (aquelas faltinhas infantis diminuíram demais), se notabilizando por bloquear grandes jogadores e apresentando alguns dunks (enterradas) bem legais – algo que ele não fazia com tanta frequência. O ala-pivô de 26 anos melhorou o seu tempo de bola e principalmente a sua movimentação na quadra e o trabalho de pernas. E o arremesso continua ali, eficiente. É claro que o Jason Smith não virou o “novo Tim Duncan” da noite para o dia, não é isso. Eu o vejo como uma peça para compor o elenco e ajudar saindo do banco de reservas. Mas é muito legal quando a gente nota que um atleta trabalhou duro e mostrou evoluções. E é justamente esse o caso do Jason Smith. Não é um jogador brilhante, mas é esforçado e – graças a isso – consegue ter lapsos de brilho no seu jogo. O Hornets “ganhou” um bom nome.

PONTO POSITIVO: Em uma temporada nada vitoriosa para o Hornets, o desempenho do Jason Smith foi um dos poucos motivos que os fãs dos zangões tiveram para celebrar. Os bloqueios maravilhosos e os dunks animais do nosso ala-pivô merecem ser lembrados (no vídeo abaixo, um pouco do arsenal ofensivo do Smith).

PONTO NEGATIVO: Eu posso destacar dois aqui. O primeiro foi uma concussão que ele sofreu no início de fevereiro, que o afastou dos jogos por mais de 1 mês. O segundo foi uma suspensão de duas partidas, após ter cometido uma falta um pouco mais forte em cima do ala-pivô Blake Griffin, do Los Angeles Clippers. Enfim, coisas que acontecem em um campeonato longo e disputado como a NBA, não é mesmo?

O FUTURO: Eu não vejo o Smith jogando em outro lugar que não seja New Orleans – pelo menos, na próxima temporada (ele tem mais 2 anos de contrato com o Hornets). Claro, na NBA tudo pode acontecer, e nunca dá para descartar uma troca surpreendente ou algo do tipo. Todavia, nós temos aqui um atleta que apresentou uma bela evolução, e eu estou bastante curioso para saber como ele irá se apresentar em 2012-13. Esperamos que ele continue conosco, correto?

* GUSTAVO AYON #15

Médias: 20.1 mpg / 5.9 ppg / 1.4 apg / 4.9 rpg / 1.0 spg / 0.8 bpg

Número de jogos: 54 (24 como titular)

É estranho estar aqui escrevendo a respeito do Gustavo Ayon, quando ele nem é mais jogador do Hornets (aliás, boa sorte para ele em Orlando). Porém, como o que vale neste espaço é a análise do que o cara fez em 2011-12, nós vamos ter de falar sobre o ala-pivô mexicano. Afinal, o Ayon jogou a sua temporada de estreia na NBA com um uniforme dos zangões e não decepcionou. Para princípio de conversa, o bravo atleta já chegou nos EUA tendo que superar uma enorme barreira: ele não falava quase nada de inglês e deve ter sofrido um bocado nos primeiros treinamentos, viagens e partidas do Hornets. Aos 27 anos de idade e com boa experiência no basquete espanhol, o Ayon teve de se adaptar minimamente ao estilo de jogo da NBA e também ao idioma e modo de vida dos americanos. Complicado, não é mesmo? Pois é, mas o rapaz não correu do desafio e fez jogos bem interessantes (alguns até como titular) quando foi solicitado pelo técnico Monty Williams. É preciso dizer que a adaptação do Ayon à NBA ainda não está concluída (mas isso agora é um problema do Orlando Magic), e a primeira temporada que ele teve com o Hornets deve ter sido um bom aprendizado para o mexicano. O que eu mais gostei de ver no “Goose” (apelido inventado pelo armador Jarrett Jack) foi a sua energia e vontade em quadra, tanto para defender quanto para atacar a cesta. Digamos que ele seja aquele jogador voluntarioso, que se esmera para aprender um pouquinho a cada noite. Ele cometeu um monte de erros, é claro, mas também mostrou algumas qualidades. É um bom reboteiro, é ágil para o tamanho que tem (2,08m) e possui um arremesso decente e um trabalho de pernas adequado, além de defender com disposição. Enfim, o Ayon é o tipo de atleta que ainda precisa pegar um pouco mais de cancha na NBA para render tudo o que sabe. Eu não acredito que ele chegue a ser um nome muito relevante na liga algum dia, mas tem tudo para se tornar um reserva dos mais eficientes para muitos times. O Hornets deu apenas o primeiro empurrãozinho, e ele não se saiu tão mal. Mis mejores deseos en la Florida, estimado Gustavo!

PONTO POSITIVO: O “Goose” conseguiu anotar duplos-duplos em duas partidas na última temporada. No dia 15 de fevereiro, ele obteve 12 pontos e 12 rebotes no jogo contra o Milwaukee Bucks. Dois dias depois, foram 13 pontos e 11 rebotes diante do New York Knicks. Detalhe: o Hornets venceu ambos os duelos atuando fora de casa (no vídeo abaixo, outra boa partida do Ayon pelos zangões).

PONTO NEGATIVO: As dificuldades de adaptação ao estilo de jogo da NBA e ao idioma inglês acabaram representando um entrave para o Ayon em sua temporada de estreia. Mesmo aos 27 anos, ele é um atleta inexperiente dentro da liga e dificilmente mostrará grandes evoluções em 2012-13.

O FUTURO: Será na Disney. O Gustavo Ayon acabou incluído na transação que enviou o ala-pivô Ryan Anderson de Orlando para New Orleans. O negócio foi concretizado nesta quarta-feira e ganhará – em breve – um post exclusivo aqui no BH (ver na sessão Ferroadas). Portanto, o Anderson se torna jogador do Hornets, enquanto o mexicano atuará pelo Magic.

* LANCE THOMAS #42

Médias: 15.0 mpg / 4.0 ppg / 0.3 apg / 3.0 rpg / 0.2 spg / 0.2 bpg

Número de jogos: 42 (10 como titular)

Eu sei que alguns aí irão “torcer o nariz” para uma análise sobre o Lance Thomas, mas é preciso dizer que o cara jogou 42 jogos com o uniforme do Hornets na última temporada regular, ou seja, mais da metade das partidas que os  zangões realizaram no campeonato (um total de 66). Então, meus amigos, falemos sobre o glorioso Thomas: ele é um ala-pivô de 24 anos que teve passagens pela Liga de Desenvolvimento da NBA (NBDL) e acabou recebendo uma chance de mostrar serviço no nosso time. O fato é que o Lance Thomas parece aquele tipo de jogador que você contrata para ficar ali, compondo o seu elenco, ajudando nos treinos e entrando em quadra o menos possível. Se houver um eventual desfalque, ele vai lá e tenta se virar com os minutinhos que receber. E foi exatamente isso o que ele fez para o Hornets em 2011-12. Foi uma espécie de “tapador de buracos”, sem querer desmerecer o rapaz. E o mais estranho de tudo é que ele iniciou a temporada com os zangões, foi dispensado no dia 31 de dezembro de 2011 e recontratado pouco mais de 1 mês depois. Uma verdadeira loucura, não é mesmo? Enfim, ele voltou e foi ficando na equipe até o término do campeonato. Obviamente, as lesões sofridas pelo Carl Landry e pelo Jason Smith (que renderam semanas de inatividade a ambos) foram decisivas para que o Lance Thomas fosse permanecendo em New Orleans. Dentro de quadra, ele mostrou ser um atleta esforçado, porém limitado tecnicamente. Fez uma ou duas partidas interessantes e nada mais. Logo, dizer que ele decepcionou nem seria correto, pois já não se esperava muita coisa mesmo.

PONTO POSITIVO: No dia 09 de março, contra o Denver Nuggets, o Lance Thomas fez a sua melhor partida com o uniforme do Hornets. Ele saiu do banco de reservas para anotar 18 pontos (cestinha do time) e apanhar 5 rebotes, em 30 minutos de ação. Os zangões acabaram perdendo o jogo no Colorado (veja o vídeo com os melhores momentos), mas o ala-pivô teve a sua noite de fama em 2011-12.

PONTO NEGATIVO: Infelizmente, o jogo do nosso parceiro Lance Thomas carece de inúmeros recursos. Ele é um cara batalhador, mas possui falhas gritantes do ponto de vista técnico. Não tem grande habilidade na condução da bola – o que torna a sua movimentação previsível -, apresenta uma defesa apenas razoável, raramente consegue criar o próprio arremesso e é baixo para a posição de ala-pivô (2,03m), fato que dificulta bastante o seu trabalho perto da cesta. Enfim, o Thomas é o típico atleta para compor o elenco, caso não haja opções melhores.

O FUTURO: Por ser um jogador que trabalha duro e possui experiência em seleções de base, o Thomas participou de alguns treinamentos da equipe americana que se prepara para as Olimpíadas de Londres. E o cara segue batalhando… Ele também jogará a Summer League de Las Vegas com o Hornets sabendo que um bom desempenho poderá significar um novo contrato. Vale lembrar que o ala-pivô é um agente livre irrestrito e não tem vínculo com qualquer franquia.

* CORTES: Isso é da semana passada, mas vale o registro. O ala-armador Eric Gordon e o ala-pivô Anthony Davis foram convocados para os treinamentos da seleção americana em Las Vegas, mas acabaram não entrando na lista final do grupo que disputará as Olimpíadas de Londres. O Davis se apresentou com um tornozelo machucado (nada grave), e o Gordon perdeu a vaga – provavelmente – para o ótimo James Harden, do Oklahoma City Thunder.

* TANTA COISA PARA FALAR…: Ryan Anderson chegando, Jarrett Jack e Chris Kaman saindo, Eric Gordon querendo sair, Summer League com Anthony Davis, etc. Nesta Sexta-feira 13 (sugestivo?), teremos um post que reunirá todos esses assuntos aqui no Brazilian Hornet. Não percam!

LEITURAS RECOMENDADAS # 3

Feliz na Louisiana, Monty Williams já planeja o futuro do Hornets

* Por Lucas Ottoni

Já faz um tempinho que o New Orleans Hornets entrou de férias, e as notícias acerca da equipe são cada vez mais escassas. É o famoso período de entressafra dos zangões. No entanto, como eu sou um cara chato e persistente, acabei catando algumas informações interessantes para vocês. Confiram aí:

Los Angeles Clippers teria interesse no técnico Monty Williams

Monty mantém os “pés no chão” em relação ao draft (em inglês)

Hornets segue em busca de novos talentos (em inglês)

Lance Thomas treinará com a seleção olímpica (em inglês)

Hornets participará da NBA Summer League 2012 (em inglês)

Satisfeito em New Orleans, Monty Williams não entra em polêmica sobre a mudança do nome da franquia (em inglês)

Hornets foi o segundo time mais afetado por lesões (em inglês)

Ok, eu sei que ninguém aqui é obrigado a entender o idioma inglês. É para isso que existe o tradutor do Google. É só jogar o texto nele e passar para o português. Boa leitura!

* DRAFT 2012: Ainda falaremos muito sobre isso nas próximas semanas. Sorteio, prospectos, prováveis escolhas, o efeito dessas escolhas sobre a equipe do Hornets, a possibilidade de troca dessas escolhas, etc. Tudo está bem guardadinho na nossa pauta. Aguardem!

* SUGESTÃO: De acordo com o site HoopsWorld, o Philadelphia 76ers estaria disposto a negociar o bom ala Andre Iguodala no próximo verão americano. Eu acredito que ele seria um encaixe bem interessante para o time do Hornets. Temos Jarrett Jack, Trevor Ariza e Emeka Okafor como possíveis moedas de troca. E aí? O que vocês acham? Dá para pensar em algo? Opinem lá nos comentários…

RETROSPECTIVA 2011-12 # 1

Jarrett Jack e Greivis Vasquez: armadores com estilos diferentes

* Por Lucas Ottoni

Conforme prometido (e mesmo que com atraso), vamos iniciar agora a análise do elenco do New Orleans Hornets na temporada 2011-12 da NBA. A primeira parte da nossa retrospectiva será dedicada aos ARMADORES, essa posição tão essencial para o sucesso de qualquer equipe de basquete. Os armadores geralmente são os cérebros de seus times, os caras que armam o jogo e ditam o ritmo em quadra. Será que os armadores do Hornets deram conta do recado? Ou acabaram decepcionando? Vamos falar um pouquinho sobre eles…

* JARRETT JACK #2

Médias: 34.0 mpg / 15.6 ppg / 6.3 apg / 3.9 rpg / 0.7 spg / 0.2 bpg

Número de jogos: 45 (39 como titular)

A temporada 2011-12 da NBA acabou nos mostrando dois lados bem distintos do armador Jarrett Jack. Primeiro, ficou bastante claro que ele não é o PG que o New Orleans Hornets precisa para ser mais consistente e lutar por voos mais altos. No entanto, ele é tão bom, mas tão bom atacando a cesta que fica até difícil criticar o cara. Também é preciso dizer que o Jack foi o armador titular do time enquanto esteve saudável e fez algumas partidas individualmente muito boas. Além disso, ele foi o principal cestinha dos zangões no campeonato – com mais de 15 pontos por partida – e mostrou facilidade para pontuar e perturbar as defesas rivais. É óbvio que o JJ é um jogador com algum talento ofensivo e que pode ser muito útil à maioria das equipes da NBA. Afinal, ele tem velocidade, um bom arremesso e sabe infiltrar. Contudo, a pergunta que cabe aqui é a seguinte: pode o Jack permanecer como PG titular do Hornets para a próxima temporada? Na minha modesta opinião, apesar das boas atuações individuais, ele definitivamente não é o tipo de armador que faz o time ser melhor. O JJ não é o jogador cerebral para atuar ao lado do Eric Gordon, ele tem um cheiro de Sexto Homem, aquele cara que sai do banco para colocar faísca nos jogos. Muitas vezes, ele enfiou a bola debaixo do braço e tentou decidir as partidas, sem grande sucesso. Falta ao Jack um melhor QI de basquete e saber que a função de um armador é muito mais do que atacar a cesta e pontuar. Embora tenha distribuído mais de 6 assistências por jogo (atuando 34 minutos em média), ele sempre colocou o passe em segundo plano. Em 2011-12, ele mostrou que é um jogador capaz de marcar pontos, mas incapaz de armar com eficiência ou de fazer a coisa certa nos momentos decisivos das partidas. A campanha ruim do Hornets (21-45) também é reflexo disso. Portanto, a temporada do JJ foi ótima INDIVIDUALMENTE, mas não tão prodigiosa COLETIVAMENTE.

PONTO POSITIVO: Sem dúvida, foi o triplo-duplo que ele obteve na partida contra o Golden State Warriors, no último dia 21 de março: 17 pontos, 11 assistências e 10 rebotes (veja o vídeo abaixo). Foi o único TD de um jogador do Hornets na temporada e o primeiro do Jack como profissional. Além disso, ele atingiu as médias mais altas da carreira em minutos jogados, pontos, assistências, rebotes e bloqueios. Individualmente, um rendimento espetacular.

PONTO NEGATIVO: Além da pouca eficiência na armação do time, o Jack sofreu uma fratura por stress no pé direito que o tirou da reta final da temporada regular. Quase não jogou ao lado do ala-armador Eric Gordon, jogador mais talentoso do Hornets.

O FUTURO: Eu acho pouco provável que o Jarrett Jack siga como PG titular do Hornets. Então, ou ele continuará no elenco como um Sexto Homem, ou ele será negociado. O Jack é um jogador de 28 anos que se valorizou e que pode ser interessante para muitas equipes que precisam essencialmente de pontuadores. Além do mais, tem um contrato que será expirante. É uma moeda de troca bem atrativa que o Hornets possui. Querem a minha opinião? Eu acho que ele será envolvido em alguma negociação…

* GREIVIS VASQUEZ #21

Médias: 25.8 mpg / 8.9 ppg / 5.4 apg / 2.6 rpg / 0.9 spg / 0.1 bpg

Número de jogos: 66 (26 como titular)

Foi o meu jogador favorito do elenco do Hornets na temporada 2011-12. Em seu segundo ano na NBA, o Vasquez mostrou que pode ser um cara bastante útil aos zangões daqui para frente. O estilo de jogo do armador venezuelano me agrada em cheio e é exatamente o oposto do titular Jarrett Jack. Ao contrário do JJ, o Greivis Vasquez prioriza o conjunto e joga essencialmente para o time. Ele tem um passe extremamente bom, costuma ditar o ritmo do jogo e procura sempre um companheiro melhor colocado em posição de “chute”. Além disso, não é o tipo de jogador que persegue a cesta desesperadamente. Não ficou fora de nenhuma partida do time no campeonato e é – muito provavelmente – o atleta mais vibrante do elenco. O fato é que o Hornets foi uma equipe muito mais competitiva quando o Vasquez esteve responsável pela armação, e é isso o que mais me agrada nesse jogador. Ele não apareceu tanto no Box Score como o Jarrett Jack, mas a sua presença em quadra foi extremamente benéfica para os zangões, coletivamente falando. Para completar, tem uma boa envergadura para a posição 1 e é dono de uma ótima leitura do jogo com a bola nas mãos. A pergunta que eu faço aqui é a seguinte: estaria o Vasquez pronto para assumir a função de PG titular do Hornets? O fato é que o venezuelano tem defeitos relevantes para corrigir em seu jogo. Ele possui deficiências na defesa – principalmente para marcar armadores mais velozes -, não apresenta um arremesso tão preciso quanto o do Jack e, vez por outra, comete alguns turnovers desnecessários e até irritantes. O jogo do Vasquez ainda precisa ser lapidado, e ele tem que ter em mente que é um atleta em evolução. Colocá-lo de vez como titular do time é uma aposta de risco que pode dar muito certo (ou não). No entanto, ele ainda precisa melhorar demais para ser aquele armador confiável e inquestionável dentro do Hornets. Por enquanto, o Vasquez conquistou a simpatia e a admiração dos fãs por ser um cara vibrante, habilidoso e que ajuda o time. Aos 25 anos, ele vai para a sua terceira temporada na NBA com a missão de ser um jogador ainda melhor. E é o Hornets quem tem a ganhar com isso.

PONTO POSITIVO: O Vasquez manteve uma boa regularidade ao longo de toda a temporada (no vídeo, ele em ação contra o New York Knicks), mas foi na reta final que ficou clara a sua eficiência na armação do time. Com o Jarrett Jack afastado por lesão, o venezuelano assumiu de vez a titularidade, e o Hornets venceu 8 de suas últimas 13 partidas – com alguns duplos-duplos e belas assistências do Vasquez. Ele também praticamente triplicou as suas médias de pontos, assistências, rebotes e roubos, em relação a seu ano de estreia na NBA (pelo Memphis Grizzlies, em 2010).

PONTO NEGATIVO: Armadores de excelente nível – como Chris Paul, Tony Parker, Steve Nash e John Wall – expuseram as graves deficiências do Vasquez na defesa. Muitas vezes, ele careceu de agilidade para acompanhar o PG adversário e não conseguiu fazer uma boa leitura do ataque rival, sendo facilmente surpreendido. Isso é algo que o técnico Monty Williams certamente trabalhará com o venezuelano antes de o próximo campeonato começar.

O FUTURO: Precisa ser em New Orleans. O Vasquez é um jogador que tem um potencial enorme e está em processo de evolução. Ele é um dos jogadores favoritos da torcida do Hornets e deve permanecer na equipe para 2012-13. Antes disso, ele jogará o Torneio Pré-Olímpico Mundial com a seleção da Venezuela, entre os dias 02 e 08 de julho. Vale a pena conferi-lo em ação.

– Outros armadores que passaram pelo Hornets (sem grande repercussão) na temporada 2011-12: Carldell “Squeaky” Johnson, Donald Sloan e Jerome Dyson.

* PLAYOFFS: A pós-temporada 2011-12 segue rolando, e algumas equipes importantes caíram fora da disputa. Los Angeles Lakers, Chicago Bulls, Orlando Magic, Los Angeles Clippers e o atual campeão Dallas Mavericks já estão de férias. Bem, o meu palpite segue o mesmo, Spurs vs Heat na grande decisão. E vocês? O que acham?

* BOATARIA: Já tem gente falando sobre Goran Dragic, Raymond Felton, Omer Asik e Ersan Ilyasova no Hornets. Só esqueceram de avisar isso para o gerente-geral Dell Demps…

UMA VITÓRIA NO DIA CERTO

Todos os parceiros estão convidados a repartir este fantástico bolo!

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Antes de qualquer coisa, eu gostaria de agradecer a todos vocês, visitantes ilustres do Brazilian Hornet, pelas lembranças destinadas ao aniversariante aqui. Muito obrigado mesmo, por cada palavra. Como vocês sabem, eu acabei de completar 31 anos (no último dia 11 de abril). Uma idade boa, em que você já não se sente mais tão garoto, mas também não se considera velho e acabado. Fica-se ali, perto do meio-termo, e isso está de bom tamanho para mim. Ok, chega de egocentrismo. Vamos “hablar” de Hornets? O nosso time abriu a semana na segunda-feira, 09/04, encarando o Los Angeles Lakers (37-22) e perdendo para os angelinos na New Orleans Arena: 93 a 91 (e lá se foi o meu presente de aniversário antecipado). Pelo placar, vocês puderam perceber que a partida foi duríssima. No entanto, falaremos dela mais abaixo. Eu quero começar este post com um resultado positivo no dia certo. Ontem, 11/04 (essa data não me é estranha), os zangões enfrentaram o Sacramento Kings (19-40) e me presentearam (só mais um pouco de egocentrismo, vai?) com um belo resultado na Colmeia: 105 a 96. Que me desculpem os outros fãs do Hornets, mas essa vitória foi para mim! Bem, agora que eu já estou começando a me sentir importante, vamos refletir um pouquinho no parágrafo abaixo…

Após os jogos contra Lakers e Kings, apenas 8 duelos separam o New Orleans Hornets (16-42) do fim da linha na temporada 2011-12 da NBA. A nossa equipe segue na lanterna da Conferência Oeste e já não possui qualquer chance de alcançar os playoffs. Portanto, essas partidas restantes não mudarão a situação dos zangões no campeonato, mas podem servir para que o técnico Monty Williams faça as últimas observações e conclua algumas ideias a respeito do atual elenco. Então, vale a pena conferir o comportamento dos nossos jogadores nessa reta final de temporada regular. Devemos encarar esses 8 jogos como uma espécie de início do processo de formação do time para 2012-13. E isso, acreditem, pode ser muito interessante daqui para frente. Vejam o que falta para nós (horários de Brasília):

Abril

Adversário Horário
 Sex 13  vs Utah    21:00
 Dom 15  vs Memphis    20:00
 Seg 16  @ Charlotte    20:00
 Qua 18  @ Memphis    21:00
 Qui 19  vs Houston    21:00
 Dom 22  @ LA Clippers    22:30
 Ter 24  @ Golden State    23:30
 Qui 26  @ Houston    21:00

Essas partidas poderão representar o começo de uma nova equipe para o basquete profissional de New Orleans, mais competitiva, forte e entrosada. Eu sugiro aos amigos que acompanhem os 8 jogos restantes. O calendário está aí em cima. Não tem erro. Agora, vamos entrar rapidamente na vitória em homenagem a mim (eu acredito!) e na derrota para o Lakers…

Marco Belinelli foi bem contra o Kings

Ontem à noite, quando eu soprei 31 velinhas, o Jason Smith e o Marco Belinelli resolveram comandar a festa, e quem acabou pagando a conta foi o Sacramento Kings (eles vêm de 6 derrotas seguidas!). Com 22 pontos e enterradas chocantes, o nosso ala-pivô branquelo mostrou que vive uma ótima fase e que merece fazer parte do futuro do nosso time. E vocês, o que acham? Já o ala-armador italiano anotou 21 pontos e também vem jogando muito bem (ele se apresenta muito melhor quando atua ao lado do armador Greivis Vasquez). É impressionante como o Belinelli parece mais confiante do que no início da temporada, e eu tenho a impressão de que ele conseguirá estender o seu contrato com os zangões. Se isso realmente acontecer, méritos para ele. Outro atleta que me causou boa impressão foi o jovem ala Al-Farouq Aminu. Ele vem mostrando uma capacidade defensiva muito boa e aproveitando os minutos a mais que vem recebendo, já que o técnico Monty Williams resolveu poupar o Trevor Ariza. Mais um jovem, o ala-armador Xavier Henry, também apareceu bem contra os Reis: ele anotou 14 pontos e mostrou intensidade. No lado adversário, o ala-armador Marcus Thornton – um velho conhecido – foi quem nos deu mais trabalho (só para variar): foram 25 pontos. Enfim, foi com boas atuações de jogadores menos cotados que o Hornets conseguiu me presentear com uma bela vitória. Após um primeiro quarto ruim, os zangões se acertaram e conseguiram bater a turma de Sacramento: 105 a 96.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Kings)

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Lakers)

Greivis "Davi" Vasquez vs Pau "Golias"

Voltando lá para a segunda-feira (09/04), o Hornets também jogou na New Orleans Arena, mas acabou perdendo. O duelo com o tradicional Los Angeles Lakers foi equilibradíssimo e decidido nos segundos finais. Os angelinos estavam sem o astro Kobe Bryant (lesão na canela esquerda), e os zangões não contaram com o ótimo Eric Gordon (dores na parte inferior das costas). Dentro de quadra, as grandes atuações do trio Greivis Vasquez (18 pontos e 11 assistências), Carl Landry (20 pontos e 11 rebotes) e Marco Belinelli (20 pontos) não foram suficientes para conter a dupla de garrafão mais poderosa da NBA. O ala-pivô espanhol Pau Gasol saiu de quadra com 25 pontos e 9 rebotes, enquanto o pivô Andrew Bynum conseguiu 18 pontos e 11 rebotes. Nada mal, não é mesmo? Apesar disso, foram dois arremessos certeiros – um do ala Metta World Peace, e outro do armador Ramon Sessions – da linha dos três pontos que definiram o confronto a favor dos visitantes. Fim de jogo: 93 para o Lakers, 91 para o Hornets. Perder por míseros dois pontinhos de diferença é sempre ruim. E para o Lakers é ainda pior, concordam? Mas tudo bem, não tem problema. O meu presente de aniversário não foi antecipado (por muito pouco!), mas acabou chegando no dia exato: 11 de abril. Portanto, eu não tenho do que me queixar. Obrigado, Hornets!

No vídeo abaixo, os highlights de Hornets vs Lakers:

Para terminar, vocês viram no parágrafo acima que o Eric Gordon se lesionou novamente. Ele sentiu um problema nas costas na partida do último sábado (07/04), contra o Minnesota Timberwolves, e acabou desfalcando o Hornets contra Lakers e Kings. Não parece ser nada sério, mas é muito chato ver o cara que deveria ser o nosso principal jogador não conseguindo ter uma sequência na temporada. Por falar nisso, o resultado parcial da nossa última enquete indica que apenas 2 pessoas (6.9%) acham que o Hornets seria um dos líderes do Oeste, caso o Gordon estivesse sempre saudável. Já 7 participantes (24.14%) acreditam que o time chegaria aos playoffs com dificuldade. A maioria absoluta – 17 votos (58.62%) – colocou o Hornets fora dos playoffs, mas com uma campanha bem melhor que a atual. E 3 ilustres companheiros (10.34%) determinaram que nada mudaria, mesmo com o Gordon comandando a equipe. No total, 29 votos foram computados (será que alguém votou mais de uma vez?). Bem, quem ainda não votou, é só clicar aqui. A enquete não tem data de término. Votem à vontade!

* JARRETT JACK: O armador titular do Hornets está fora do restante da temporada 2011-12 da NBA. Ele se encontra com uma fratura no pé direito causada por stress (leia-se excesso de esforço). E é a palavra ESFORÇO que define bem o que foi o Jack para os zangões nesse campeonato. Quem torce pelo time de New Orleans deve aplaudir de pé o JJ. Acertando ou errando, ele jogou duro todas as noites em que esteve em quadra. O comprometimento com a equipe e o espírito de liderança foram as marcas registradas dele. Valeu, Jack!

* JEROME DYSON: Com o afastamento do JJ, o Hornets contratou o armador Jerome Dyson por dez dias. Ele havia participado dos treinamentos de pré-temporada com o time, mas acabou dispensado pouco antes de o campeonato começar. Dyson, de 24 anos, estreou (na NBA) ontem, contra o Kings, e saiu de quadra com 3 pontos, 5 assistências, 3 rebotes e 1 roubo, em 23 minutos. Nada mal para um marinheiro de primeira viagem, hein?

* PERGUNTAR NÃO OFENDE: Alguém aí sabe por que o Gustavo Ayon tem jogado tão pouquinho? A franquia da Louisiana pretende continuar com ele, mas o mexicano quase não tem aparecido nos jogos. Dá para entender?