O QUE VEREMOS NO DIA 31?

Anthony Davis acabou com o Heat! Mas como será na estreia?

* Por Lucas Ottoni

Saudações, pessoal. Eu acabei atrasando as análises dos últimos três jogos do New Orleans Hornets na pré-temporada de 2012, pois tive compromissos importantes e não consegui atualizar o BH com a constância que gostaria. Mas agora estou aqui para falar sobre essa reta final do nosso time, antes de a bola subir para valer. Sem mais delongas, vamos lá…

Na última segunda-feira (22/10), o Hornets foi até o Texas e não realizou uma boa apresentação. O time da Louisiana acabou derrotado pelo Dallas Mavericks, por 87 a 74, em um jogo fraco tecnicamente. Se os anfitriões (sem o craque alemão Dirk Nowitzki) não empolgaram, o Hornets tampouco. Dessa forma, acabou vencendo a contenda aquele que errou menos. Senão vejamos: 28-84 nos arremessos de quadra (33.3%). Arremessos de 3 pontos? Foram 7-25 (28.0%).  Aí estão alguns números (terríveis) do Hornets. Pronto, eis o motivo da nossa derrota – além do 1º quarto horroroso que tivemos (10 a 25). Já o Mavs teve um aproveitamento muito parecido com o nosso (que joguinho, hein!), mas se desempenhou bem melhor na defesa e administrou o placar que havia construído nos minutos iniciais. O destaque dos zangões acabou sendo o elogiado ala-pivô Anthony Davis, que – apesar dos míseros 6 pontos – apanhou 17 rebotes. Foi bom, mas foi pouco.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida contra o Mavs

Hornets vs Rockets: nova derrota

Dois dias após o revés em Dallas, o Hornets voltou para o seu doce lar e enfrentou o Houston Rockets, lá na New Orleans Arena. Vale lembrar que os dois times já haviam se encarado nessa pré-temporada, e os texanos levaram a melhor (relembre aqui). Portanto, os zangões teriam a chance de dar o troco (embora isso não seja tão relevante assim. Estamos falando de pré-temporada, né?). Só que o revide não aconteceu, pois o trio Kevin Martin, Chandler Parsons e Carlos Delfino estava em noite inspirada e nos pulverizou com arremessos da linha dos 3 pontos. Os três combinaram 11-21 em “chutes” de longa distância, um bom aproveitamento de 50%. O nosso ala-pivô Ryan Anderson (cestinha do jogo, com 23 pontos) também mostrou que sabe atirar de longe (5-7 em arremessos de três), mas isso não foi o suficiente para evitar o triunfo do Rockets: 97 a 90. Outro destaque (positivo e negativo) do Hornets foi o armador Greivis Vasquez. Ele conseguiu um duplo-duplo (13 pontos e 11 assistências), mas cometeu 8 turnovers!  E, mais uma vez, a nossa defesa não funcionou bem.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida contra o Rockets

Vindo de uma sequência de quatro derrotas (contando com as duas da semana anterior, para Atlanta Hawks e o próprio Rockets) e jogando mal, o Hornets teve de encerrar a sua pré-temporada “dançando com a mais feia”. É isso mesmo, o nosso time viajou até a Florida para encarar o atual campeão da NBA, o poderoso Miami Heat, de LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh. A bola subiu na última sexta-feira (26/10), e nem o mais otimista torcedor dos zangões poderia imaginar o que estava para acontecer…

LeBron James foi bem marcado

Jogando muito bem (e com bastante vontade), o Hornets colocou a forte equipe de Miami para correr e atuou em ritmo de temporada. Com belos lances de ambos os lados, a partida foi para o intervalo empatada em 47 a 47. Se Chris Bosh causava problemas à defesa dos zangões, ou LeBron James conseguia jogadas de efeito, a resposta vinha com o monstruoso (no bom sentido) Anthony Davis em grande noite. O nosso jovem e promissor ala-pivô anotou nada menos que 24 pontos e apanhou 11 rebotes, com 3 roubos e 1 bloqueio. Nada mal, hein? O armador Greivis Vasquez e o ala Al-Farouq Aminu (!) também conseguiram números de duplo-duplo, e os grandões Ryan Anderson e Robin Lopez completaram a atuação sólida dos visitantes. O resultado disso foi um último período eletrizante, em que os dois times se revezavam na liderança do placar. O fato de LeBron James ter sido poupado nos minutos derradeiros facilitou a vida dos zangões, mas não diminuiu o valor da nossa vitória por 96 a 89. Mais importante que o resultado, foi a atuação vibrante do Hornets. A equipe da Louisiana apresentou uma defesa eficiente e melhorou demais o seu aproveitamento ofensivo. E fez tudo isso contra o atual campeão da liga e em rede nacional (a partida foi transmitida na TV para todo o território americano). Bem animador, não é mesmo?

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida contra o Heat

Enfim, o Hornets terminou a sua pré-temporada com uma campanha 4-4 e acabou deixando na mente dos fãs outra dúvida cruel. Afinal, a gente não sabe qual Hornets nós veremos no dia 31 de outubro, data da estreia dos zangões no campeonato de 2012-13 (vs Spurs, na New Orleans Arena). Será o das derrotas, apagões e baixo aproveitamento? Ou será o que derrotou o atual campeão da liga –  dentro do ginásio dos caras – jogando muitíssimo bem? Teremos a resposta na próxima quarta-feira. A conferir…

No vídeo abaixo, os highlights da vitória em Miami:

OBS 1: O jovem ala-armador Austin Rivers lesionou o mesmo tornozelo direito em duas partidas diferentes na última semana, contra Mavericks e Heat (vejam aqui e aqui). Apesar disso, o caso não parece ser grave. Ainda bem, né?

OBS 2: No post desta segunda-feira (29/10), amanhã, eu farei uma análise individual de cada jogador do nosso time na pré-temporada, e o que esperar deles em 2012-13. Não percam!

* O ADEUS DE DAVID STERN: O comissário da NBA anunciou que irá deixar o cargo em 2014. Ok, ele pode ser polêmico e, por vezes, impopular. Pode ter apresentado atitudes que não agradaram ou aparecido com declarações para lá de controversas. Mas uma coisa é inegável. O cara fez um trabalho espetacular no comando da liga. Ele está no cargo desde meados da década de 1980, e, de lá para cá, a NBA se transformou em um negócio absolutamente rentável e de dimensões globais. Merece, no mínimo, uma salva de palmas de todos os que amam esse esporte chamado basquete. Obrigado, Stern!

* AT THE HIVE: O blog americano especializado em New Orleans Hornets está com cara nova (vejam aqui). Eu achei muito legal! E vocês?

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* JAMES HARDEN NO ROCKETS: Saindo um pouco do nosso time, fui só eu quem achou essa troca excelente para o Oklahoma City Thunder? O que vocês pensam a respeito? Opinem aí embaixo, nos nossos comentários!

VAI SAIR…: Sim, nós temos algumas coisinhas a serem atualizadas aqui no BH (História, Elenco, Calouros…), e o problema é a falta de tempo mesmo. Mas até o início da temporada, eu verei se consigo ajeitar tudo. Prometo.

OS CANDIDATOS À 10ª ESCOLHA

O mistério para os fãs do Hornets chega ao fim hoje à noite

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Hoje é o grande dia! O dia em que saberemos quem serão os jovens que o New Orleans Hornets escolherá no NBA draft de 2012. O evento imperdível acontece logo mais, às 20h (de Brasília), em New Jersey. Como vocês já devem saber, a franquia da Louisiana possui a 1ª, a 10ª e a 46ª (fruto da transação com o Washington Wizards) escolhas. Ao olharmos para elas, temos apenas uma certeza: o talentosíssimo ala-pivô Anthony Davis será o primeiro jogador chamado pelo comissário David Stern, ou seja, ele se tornará um zangão com a 1ª escolha da noite. Portanto, o grande mistério para nós reside na pick number 10.  Quem o Hornets irá escolher?  Dúvida cruel essa, não é mesmo? Bem, se a equipe selecionar com sabedoria, teremos uma dupla de jovens que poderá causar um enorme impacto para o futuro da franquia. Por outro lado, a 46ª escolha não tem a mesma importância, embora possa nos trazer um jogador útil. Mas vamos focar as nossas atenções naquilo que realmente interessa no momento, isto é, o 10º jogador que o Stern irá chamar na noite de hoje…

Primeiramente, vale dizer que o Hornets realizou treinamentos com 27 jovens (quase todos universitários) no Alario Center – as observações começaram no dia 4 de junho e terminaram na tarde de ontem, véspera do draft. Esses treinos pré-draft, conhecidos pelo nome de Workouts, servem para que a franquia elimine as suas últimas dúvidas a respeito de um ou outro jogador e possa estar segura em relação a quem escolher na noite de hoje. Ao que parece, a ideia do técnico Monty Williams e do GM Dell Demps é mesmo selecionar dois desses 27 atletas observados usando as escolhas de número 10 e 46. Então, cabe a nós destacar aqui os principais nomes dos Workouts realizados pelos zangões em busca do candidato ideal à 10ª escolha. Muito provavelmente, um dos mancebos listados abaixo será o agraciado com um boné do Hornets.

Antes de começar a apresentar os nossos ilustres candidatos, eu gostaria de dar um crédito ao ótimo site nacional Jumper Brasil. Eles realizaram um trabalho magnífico analisando os principais prospectos do draft de 2012, e eu vou usar e abusar de tais análises para deixar o nosso post o mais objetivo possível, ok? Feita a consideração, vamos ao que interessa…

– Candidatos à nossa 10ª escolha:

* Tyler Zeller: O pivô da Universidade de North Carolina é um jogador pronto para a NBA e seríssimo candidato a essa nossa 10ª escolha. Após passar quatro longos anos se desenvolvendo em um dos sistemas mais fortes do basquete universitário americano, Zeller adquiriu uma série de qualidades, sobretudo ofensivas – com destaque para os rebotes, o jogo de costas para a cesta e os ganchos. Possui também um bom arremesso (inclusive nos lances livres) e tem ótima mobilidade para um jogador da posição 5. No entanto, não é muito atlético e precisa urgentemente ganhar mais força física para bater de frente com os pivôs profissionais. Confira a ficha técnica e o vídeo.

Médias em 2011-12: 16.3 pontos, 9.6 rebotes, 0.9 assistência, 0.9 roubo, 1.5 bloqueio, 1.9 TO, 55.3% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 80.8% de acerto nos lances livres.

Opinião do BH: Eu vejo o Zeller como um ajuste muito bom para o nosso time. Inclusive, é o cara que eu escolheria, caso fosse o GM do Hornets. Um pivô com a maturidade e as qualidades ofensivas que ele possui não é algo que se encontre em qualquer esquina. E o Hornets carece demais de talento ali embaixo da cesta.  Além disso, o Zeller tem um jogo que pode muito bem se complementar ao do nosso futuro ala-pivô Anthony Davis, que é um defensor nato. Aposta segura.

* Austin Rivers: Esse ala-armador da Universidade de Duke foi um dos jogadores que mais teriam agradado nos Workouts promovidos pelo Hornets. Filho do técnico Doc Rivers (Boston Celtics), ele compensa a baixa estatura para a posição (1,93m) com uma combinação de velocidade, condição atlética e boa envergadura. É insinuante, muito agressivo atacando a cesta e sabe criar o próprio arremesso. Contudo, não é um excepcional defensor e também possui um “chute”, por vezes, inconsistente. Confira a ficha técnica e o vídeo.

Médias em 2011-12: 15.5 pontos, 3.4 rebotes, 2.1 assistências, 1.0 roubo, 2.3 TO, 43.3% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 36.5% de acerto nos tiros de 3 pontos, 65.8% de acerto nos lances livres.

Opinião do BH: O fato de o Rivers poder jogar em duas posições (1 e 2) o torna um jogador bastante interessante para o Hornets. Eu vejo ele como um reserva muito bom para o Eric Gordon, além de um cara que poderia eventualmente ajudar na armação, embora não seja a sua especialidade. A agressividade no ataque é algo que faz do Rivers um nome a ser considerado, pois é bem nítido que o atual elenco dos zangões carece de talento ofensivo.

* Meyers Leonard: Aí está mais um pivô observado pelo nosso Hornets. Produto da Universidade de Illinois, Leonard é um jogador com boa estatura, envergadura e condição atlética. Além disso, possui um arsenal ofensivo bem interessante e tem como marca registrada um gancho eficaz com a mão direita. Não chega a ser um desastre arremessando de média distância e tem um controle de bola incomum para atletas da posição 5. O problema é a sua defesa, que individualmente deixa muito a desejar, e a sua dificuldade em apanhar rebotes. Precisa de paciência para desenvolver o seu jogo. Confira a ficha técnica e o vídeo.

Médias em 2011-12: 13.6 pontos, 8.2 rebotes, 1.3 assistência, 0.5 roubo, 1.9 bloqueio, 2.1 TO, 58.4% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 73.2% de acerto nos lances livres.

Opinião do BH: Eu acredito que o Leonard está alguns degraus abaixo do Tyler Zeller. Apesar de ser mais atlético – algo que é importante na NBA -, ele não possui o conjunto de habilidades do pivô de North Carolina. Diante desse panorama, o Leonard seria uma espécie de plano B, caso o Hornets queira muito um pivô, e o Zeller não esteja mais disponível na 10ª escolha. Mas isso é apenas a minha opinião, ok?

* John Henson: Mais um prospecto da Universidade de North Carolina, o ala-pivô John Henson é um defensor bastante ágil e eficiente. Bloqueia muito bem e utiliza o seu tamanho e a sua ótima envergadura para apanhar rebotes. No entanto, a sua magreza é deveras preocupante, ainda mais em se tratando de uma liga como a NBA, que exige fisicamente do atleta. Além disso, precisa aperfeiçoar o arremesso de média distância e melhorar o aproveitamento na linha de lance livre, que deixa a desejar. Confira a ficha técnica e o vídeo.

Médias em 2011-12: 13.7 pontos, 9.9 rebotes, 1.3 assistência, 0.6 roubo, 2.9 bloqueios, 1.3 TO, 50.0% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 51.1% de acerto nos lances livres.

Opinião do BH: O Henson deverá ser um reserva na NBA, e não mais que isso. É um bom defensor, mas carece de habilidade ofensiva e precisa ganhar corpo com urgência. Honestamente? Ele é o tipo de jogador que eu não escolheria, ainda mais sabendo que o Anthony Davis será um zangão.

* Jeremy Lamb: O talentoso ala-armador da Universidade de Connecticut também marcou presença nos Workouts promovidos pelo Hornets. Ele é um jogador bastante promissor, bem completo, com uma ótima defesa e agressividade no ataque. Possui um bom arremesso (embora não seja excelente) e grande facilidade para encontrar a cesta. No entanto, tem fama de ser preguiçoso e não muito profissional.  Além disso, não é o tipo de jogador que costuma criar para os companheiros. Temos aqui uma aposta de risco. Confira a ficha técnica e o vídeo.

Médias em 2011-12: 17.7 pontos, 4.9 rebotes, 1.7 assistência, 1.2 roubo, 0.6 bloqueio, 2.0 TO, 47.8% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 33.6% de acerto nos tiros de 3 pontos, 81.0% de acerto nos lances livres.

Opinião do BH: O problema aí é a cabeça. Apesar do talento, o Lamb não me parece ser o tipo de cara com espírito de equipe. Além disso, essa fama de preguiçoso e pouco comprometido é algo preocupante e que não combina com o alto profissionalismo da NBA. Mesmo tendo um potencial enorme, é um jogador que – infelizmente – levanta sérias suspeitas quanto ao seu futuro entre os profissionais. Eu não o escolheria.

* Kendall Marshall: Temos aqui outro jovem da Universidade de North Carolina. Pode-se dizer que Marshall é uma espécie rara: um armador puro, que prioriza o passe e detém excepcional visão de quadra e inteligência. Costuma ditar o ritmo do time, sempre buscando um companheiro melhor posicionado. Suas decisões dentro dos jogos são nada menos que excelentes. Além disso, ele é alto para a posição (1,93m) e possui um corpo forte, capaz de suportar o contato físico do basquete profissional. Todavia, o seu atletismo é abaixo da média. Não possui a explosão e a velocidade comuns a muitos jogadores da posição, o que dificulta demais as suas atuações, principalmente como defensor. Também não é dono de um arremesso dos mais certeiros. Confira a ficha técnica e o vídeo.

Médias em 2011-12: 8.1 pontos, 2.6 rebotes, 9.8 assistências, 1.2 roubo, 2.8 TO, 46.7% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 35.4% de acerto nos tiros de 3 pontos, 69.6% de acerto nos lances livres.

Opinião do BH: Eu gosto muito desse jogador e penso que ele cairia bem na armação do Hornets. Apesar de os combo guards (atletas explosivos que atuam nas posições 1 e 2) estarem ganhando um enorme espaço na NBA, não há nada mais legal do que ver um armador puro ditando o ritmo dos jogos. Integrante dessa espécie em extinção, o Marshall é o cara que eu escolheria, caso o Zeller não mais esteja disponível.

* Clique aqui e veja quem são os principais prospectos do draft de 2012

– Casos especiais:

OBS: Vamos listar abaixo dois atletas que não participaram dos Workouts promovidos pelo Hornets, mas que poderão ser selecionados, caso estejam disponíveis para a 10ª escolha.

* Damian Lillard: O armador da pouco conhecida Universidade de Weber State vem sendo bastante badalado nos últimos dias. E motivos não faltam: é um pontuador nato e possui uma combinação de atributos físicos e versatilidade ofensiva. Só para resumir, o Lillard é dono de um arsenal vasto quando se trata de atacar a cesta, além de apresentar um arremesso muito eficiente. E isso tem impressionado algumas equipes. Por outro lado, a sua capacidade de armação de jogo é bem limitada. Ele não é o tipo de jogador que envolve a equipe e torna os companheiros melhores – o que pode ser considerado um defeito grave. No mais, é um defensor apenas razoável. Confira a ficha técnica e o vídeo.

Médias em 2011-12: 24.5 pontos, 5.0 rebotes, 4.0 assistências, 1.5 roubo, 2.3 TO, 46.7% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 40.9% de acerto nos tiros de 3 pontos, 88.7% de acerto nos lances livres.

Opinião do BH: É bem provável que o Lillard seja selecionado antes da 10ª escolha, mas isso não é uma certeza. Se ele sobrar até lá, eu acredito que o Hornets pense seriamente em pegá-lo, mesmo sem tê-lo observado no Alario Center. Na minha visão, esse é o tipo de jogador imprevisível, que poderá se tornar uma sensação ou uma decepção dentro da NBA. A linha aí parece tênue. Entre ele e o Marshall, eu ficaria com o armador de North Carolina.

* Andre Drummond: O enorme pivô da Universidade de Connecticut é a principal aposta de risco do draft desta noite. Dono de um invejável atletismo, o jovem Drummond possui todos os atributos físicos para reinar por muitas temporadas dentro do garrafão na NBA. Aliás, ele provou ser um ótimo defensor, utilizando o seu corpo e os braços longos para proteger bem a cesta e distribuir tocos. Entretanto, quando o assunto passa a ser o ataque, o grandalhão é quase que uma negação. Vamos lá: movimentos de costas para uma cesta? Inexistentes. Coordenação?  Nenhuma. Trabalho de pernas? Pouco desenvolvido. O fato é que a maior parte de sua pontuação vem da imposição física e atlética sobre os oponentes (algo que tende a funcionar em escala muito menor no basquete profissional). Resumo da ópera: a franquia que o selecionar precisará ter muita paciência para desenvolver todo o seu potencial. E não há garantia alguma de que ele se tornará o colosso dominante que alguns imaginam que possa vir a ser. Risco, risco e mais risco aqui. Confira a ficha técnica e o vídeo.

Médias em 2011-12: 10.0 pontos, 7.6 rebotes, 0.4 assistência, 0.8 roubo, 2.7 bloqueios, 1.5 TO, 53.8% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 29.5% de acerto nos lances livres.

Opinião do BH: É um jogador muito cru em termos ofensivos e não teve uma temporada de sucesso em Connecticut. Vai precisar de alguns anos de trabalho duro na NBA para mostrar do que é capaz. Há alguns meses, era absolutamente impensável encontrar o Drummond disponível na 10ª escolha. Porém, a falta de capacidade técnica do jovem poderá fazer com que ele despenque no evento desta noite. E se isso ocorrer, cabe ao Hornets avaliar se vale a pena esperar temporadas e mais temporadas até que o Drummond esteja pronto para deslanchar (e isso pode nem sequer acontecer). Eu acho arriscado demais.

– Os azarões:

* Vamos listar aqui alguns jogadores que treinaram com o Hornets, mas (segundo se especula) possuem chances muito reduzidas de serem agraciados com a nossa 10ª escolha: Terrence Jones, Arnett Moultrie, Jared Sullinger, Perry Jones III, Evan Fournier, Tony Wroten Jr.Terrence Ross.

Opinião do BH: Honestamente? Não vejo aí nenhum atleta que tenha o que o Hornets precisa em uma escolha Top 10. Talvez, o promissor ala-pivô Jared Sullinger fosse um nome interessante. Entretanto, ele sofre com uma persistente lesão nas costas, além de ser um jogador pesado e pouco atlético. Inevitavelmente, cairá nas projeções.

– Candidatos à nossa 46ª escolha:

* Vamos listar aqui alguns jogadores observados pelo Hornets e que (teoricamente) concorrem à escolha de número 46: Matt PresseyNihad Djedovic, Justin Hamilton, Marcus DenmonTornike Shengelia, Robert Sacre, Dee Bost, Dusan Cantekin, Henry Sims e Quincy Roberts.

Opinião do BH: Sinceramente, eu não conheço muito a turma aí de cima e não faço a menor ideia de quem poderá despontar como a nossa 46ª escolha. Na verdade, eu gostaria que pegássemos o armador Scott Machado, da Universidade de Iona. Filho de brasileiros, ele tem uma enorme qualidade como passador e é muito bom atuando em transição. Poderia ser um belo roubo nosso. Contudo, eu acho que ele será selecionado um pouco antes da pick number 46. Uma pena.

Prontinho. Agora vocês já sabem mais ou menos o que o New Orleans Hornets tem em mente (ou não) para o draft de logo mais. Só nos resta ficar na torcida para que os zangões escolham sabiamente e possam adquirir jogadores que deem um significado positivo ao futuro da franquia. E que a noite de hoje seja o início de uma caminhada rumo ao título da NBA. Eu acredito! E você?

O NOVO DONO, ENFIM, CHEGOU!

Tom Benson e David Stern: a NBA passa a bola (e o Hornets) para o dono do Saints

* Por Lucas Ottoni

Na última sexta-feira (13/04), a NBA fez o anúncio que todos os fãs do New Orleans Hornets aguardavam há tempos. A nossa franquia, enfim, tem um novo proprietário: o bilionário Tom Benson, de 84 anos. Essa notícia é para ser bastante comemorada por quem torce pelos zangões, pois agora muita coisa vai mudar (para melhor) no basquete profissional de New Orleans. Quem acompanha o Brazilian Hornet desde as primeiras linhas do blog sabe o quanto eu destacava a importância de o nosso time ter um dono e de quão prejudicial era estar sendo controlado pela NBA. O Hornets era uma franquia sem autonomia nenhuma e mal vista pela imprensa, torcedores e profissionais da liga, incluindo aí os jogadores. No entanto, a aquisição da equipe pelo Tom Benson é um indicativo de que dias melhores estão a caminho para quem veste e quem torce pela nossa camiseta. Nos parágrafos abaixo, nós vamos conhecer um pouco mais o Tom Benson e os objetivos dele como proprietário dos zangões…

Nascido em New Orleans, no ano de 1927, Tom Benson construiu um império no ramo automobilístico, pode-se assim dizer. Atualmente, ele é proprietário de várias concessionárias de automóveis em New Orleans e San Antonio, no Texas. Ficou rico investindo os lucros de suas concessionárias em bancos locais, e depois partiu para a compra de pequenos bancos expandindo assim os seus negócios. Formou a Benson Financial, que ele vendeu para a Wells Fargo (multinacional americana que presta serviços financeiros em todo o mundo), no ano de 1996. Hoje em dia, Benson tem uma fortuna avaliada em U$ 1,1 bilhão e está entre as 400 personalidades mais ricas dos EUA.

Tom Benson: campeão com o Saints

Apaixonado por esportes desde muito jovem, Benson comprou o New Orleans Saints (franquia da NFL – futebol americano profissional) em 1985 e passou por períodos de altos e baixos com o time e os torcedores. Contudo, a consagração veio no dia 7 de fevereiro de 2010, quando o Saints derrotou o Indianapolis Colts e conquistou o inédito Super Bowl XLIV (título mais importante dos esportes americanos). O triunfo fez com que o bilionário se tornasse uma figura muito querida e popular para os fãs de esportes e entretenimento em New Orleans. Após o sucesso com o Saints, o próximo passo de Benson foi a aquisição da equipe de basquete profissional da cidade, o Hornets, fato que aconteceu na última sexta-feira. Por U$ 338 milhões, ele tirou os zangões das mãos da NBA e agora é o proprietário das duas grandes equipes de sua cidade natal (Saints e Hornets). Bom, e o que isso acarreta para o futuro do nosso time? Essa é uma boa pergunta, que eu tentarei responder (em parte) no parágrafo seguinte…

* Clique aqui e leia um excelente texto do site Jumper Brasil sobre o futuro do New Orleans Hornets

Como vocês devem lembrar, o antigo proprietário (e fundador do Hornets) George Shinn se declarou impossibilitado de seguir conduzindo a franquia e acabou vendendo o time para a NBA, em dezembro de 2010. Com isso, a própria liga passou a controlar o Hornets. De lá para cá, uma tempestade de indefinições fez parte do cotidiano dos zangões. Houve de tudo: risco de a equipe se mover de cidade, saída de jogadores importantes receosos quanto ao futuro da franquia, várias especulações envolvendo possíveis donos para o time (Gary Chouest, Raj Bhathal, Jamal Mashburn), etc. Durante todo esse período, o Hornets foi alvo de matérias pessimistas e muito desdém. Portanto, o primeiro efeito que eu posso notar com o surgimento de um novo dono é a modificação da imagem da franquia. Com o Tom Benson no comando, todos passam a ver os zangões com outros olhos, um pouco mais otimistas e um pouco menos brutais. Isso já é muito bom, principalmente se levarmos em conta que o Hornets está em pleno processo de reconstrução, com jovens jogadores evoluindo e duas prováveis escolhas Top 10 no próximo draft. Vale lembrar também que temos um cara talentoso como o Eric Gordon inserido nesse projeto, além do trabalho competente da dupla Dell Demps (GM) e Monty Williams (treinador). O que faltava, então, era o suporte de um dono, e o Tom Benson assumiu o leme justamente em um momento tão importante para o futuro dos zangões.

Com Tom Benson à frente, New Orleans sediará o All-Star Game de 2014

* Veja também o post do jornalista Fábio Sormani sobre a venda do Hornets  

Nos últimos três dias, eu li uma enormidade de matérias a respeito da chegada do Tom Benson e o que isso traria de bom para o Hornets. Eu procurei me informar bastante antes de escrever sobre o assunto aqui no Brazilian Hornet. Ao ser anunciado como novo proprietário do time, o Benson disse algumas coisas muito interessantes. Eu separei o principal. Vejam só…

Ambições para o time: “Meu objetivo será trazer um campeonato aqui (para o Hornets). Eu quero ganhar campeonatos e colocar multidões de 19 mil pessoas na nossa arena. Temos uma grande oportunidade. New Orleans mostrou que uma cidade de pequeno mercado torna-se grande quando se trata de esportes. Agora temos que seguir provando isso. Basta assistir. O sucesso da nossa equipe de futebol (americano) vai ajudar o nosso time de basquete a construir patrocínios corporativos. O céu é o limite“.

Investimento em estrutura: “Com a ajuda do Estado (da Louisiana), nós esperamos construir uma nova instalação para os treinamentos. Eu não gosto da idéia de treinar em um ginásio de escola (o polivalente Alario Center, em Westwego). Os jogadores não gostam disso. Nós vamos ter algo que todo mundo pode se orgulhar, assim como com os Saints. Vai ser muito emocionante… tempos excitantes. Eu adoro isso. Minha família poderia pensar que eu gasto muito dinheiro e todas essas coisas, mas eu não“.

Mudança do nome da franquia: “Precisamos encontrar um nome como Jazz. Queremos conseguir isso ou vamos usar isso, você tem que saber que estamos trabalhando nisso. Nós gostaríamos de mudar o nome amanhã. Nós não tivemos aprovação (para modificar o nome), mas não estamos deixando isso de lado, de forma alguma. Pois nós temos um bom relacionamento com o comissário (David Stern) e as pessoas em torno dele, e nós vamos estar com eles diariamente para fazer alguma coisa (a respeito do nome)“.

Benson promete investir no time

Além do que foi dito acima, o Benson enviou um recado otimista aos fãs de New Orleans e outro aos executivos da franquia, Hugh Weber e Jac Sperling. O novo dono também teria garantido as permanências de Dell Demps e Monty Williams em seus cargos (o que é ótimo!) e prometido investir em um time vencedor. Portanto, diante de tudo o que eu li e escrevi aqui a respeito desses novos rumos que o Hornets deverá tomar sob o comando do octogenário Tom Benson, a primeira palavra que me vem à mente é OTIMISMO. À exceção da tentativa de mudança no nome (ainda vamos falar sobre isso), eu gostei demais do fato de termos um proprietário disposto a transformar os zangões em algo grandioso. É claro que não dá para ter 100% de certeza sobre o que pode acontecer daqui para frente, mas, para quem tinha o futuro completamente indefinido, o panorama atual é bastante animador, concordam? O dono que todos nós tanto queríamos foi apresentado oficialmente ontem (16/04) e já pode se considerar, desde então, parte da família Hornets. Seja bem-vindo, Tom Benson!

OBS 1: A chegada do Benson já rendeu os primeiros frutos práticos para New Orleans. Na apresentação dele como novo dono do Hornets – na última segunda-feira -, a NBA anunciou que a cidade sediará o All-Star Game de 2014. Além disso, reformas para a modernização da New Orleans Arena também estão previstas.

OBS 2: Sobre a polêmica mudança de nome que o Benson quer na equipe, eu deixarei para falar nos nossos próximos posts, pois isso é um assunto que rende e merece uma atenção exclusiva, não é mesmo?

OBS 3: Este post foi escrito com uma ajuda fundamental do sites Wikipedia e NOLA.com (do jornal The Times-Picayune).

Marco Belinelli encara o Bobcats

* SÉRIE DE VITÓRIAS: Nos últimos dias, o Tom Benson ganhou praticamente todos os noticiários envolvendo o Hornets, mas o nosso time não deixou de jogar por causa disso. E não é que a fase é excelente? Já são quatro vitórias consecutivas nessa reta final de temporada, o que significa um recorde de triunfos seguidos (quem diria!) para nós, no atual campeonato. Além daquele duelo em homenagem ao meu 31º aniversário (não entendeu a brincadeirinha? Clique aqui), os zangões derrotaram o Utah Jazz (96 a 85), o Memphis Grizzlies (88 a 75) e o Charlotte Bobcats (75 a 67), em um jogo que rolou ontem à noite.

* APESAR DISSO…: O Hornets segue na lanterna da Conferência Oeste, mas esse fato pouco importa. O principal é que o técnico Monty Williams está usando essas partidas derradeiras para observar o elenco e dar chances aos mais jovens. E, pelo visto, a estratégia vem surtindo o efeito desejado. Agora, teremos apenas mais 5 jogos antes do fim da temporada 2011-12. E que o Monty continue realizando as suas observações…

* CHRIS KAMAN: A temporada 2011-12 chegou ao fim para o pivô alemão. Com uma lesão na tíbia esquerda, ele não deve mais entrar em quadra nos 5 jogos restantes do Hornets no campeonato. Com o contrato perto de expirar, Kaman mostrou o seu valor nas partidas em que vestiu a nossa camiseta. Suas médias foram de 13.1 pontos, 7.7 rebotes e 1.6 bloqueios (melhor marca do time) por jogo. Honestamente, eu espero que os zangões o mantenham para 2012-13. É um excelente jogador, técnico, experiente e profissional, que poderá ajudar muito o nosso jovem elenco.

UMA DOSE DE HUMOR

"Não dê atenção àqueles proprietários por trás das cortinas!"

* Por Lucas Ottoni

Fantástico esse cartoon! O comércio que envolve o Chris Paul, passando pelo crivo da NBA, já está virando uma novela daquelas bem dramáticas. Parece que o Los Angeles Clippers também desistiu do negócio. Segundo a imprensa norte-americana, para enviar o CP3 ao “primo pobre” da Califórnia, o New Orleans Hornets (leia-se NBA) pediu o Eric Gordon, além de um pacote envolvendo Eric Bledsoe, Al-Farouq Aminu, Chris Kaman e uma escolha no draft de 2012, via Minnesota Timberwolves. Quando o nome do Gordon entrou na mesa de negociações, o Clippers disse NÃO. E a saga continua…

OBS: Essa imagem sensacional do CP3 com o David Stern eu peguei emprestada do blog Swarm & Sting. O autor da obra chama-se Gary Finkler, cartunista de mão cheia do blog 7th Inning Sketch, especializado em cartoons sobre os esportes americanos.

PROCURA-SE UM DONO

E não é que eu ainda espero que ele compre a franquia Hornets?

* Por Lucas Ottoni

Quem passou a última madrugada acompanhando o desfecho da negociação do Chris Paul com o Los Angeles Lakers (envolvendo o Houston Rockets) já sabe  que o comércio foi vetado pela NBA (pelo menos até segunda ordem). A matéria do Rodrigo Goulart, no blog New Orleans Hornets Brasil, explica bem a troca que seria realizada, o que o Hornets ganharia com ela, os jogadores que desembarcariam em New Orleans e a opinião dos blogueiros a respeito da transação. Resumindo rapidamente, o Hornets entregaria o Chris Paul para o Lakers, que mandaria o Pau  Gasol para o Rockets, via Hornets. Na Louisiana, chegariam três jogadores de Houston (Goran Dragic, Luis Scola e Kevin Martin), além do Lamar Odom, vindo de LA, e uma escolha no draft de 2012. Até aí, tudo certo. Do ponto de vista técnico, o Lakers teria o melhor armador da NBA, o Rockets ganharia um ala-pivô de primeiríssima qualidade e o Hornets receberia um time praticamente novo, com jogadores de categoria (embora sem o pedigree de um Chris Paul), além da tal escolha no draft. Legal, né? Mas perceberam os verbos no modo condicional? Chegariam, mandaria, ganharia, receberia… Pois é, o tal veto entrou na parada e tudo virou fumaça!

Eu poderia ficar aqui opinando sobre como ficaria o elenco do Hornets após essa troca, o que eu achei da negociação para o nosso time, se eu gostaria de algo melhor ou não (lá vem os verbos na condicional novamente). Mas é uma perda de tempo danada usar o Brazilian Hornet para discorrer sobre algo que simplesmente foi e não é mais. O que resta disso tudo é a certeza de que o Chris Paul realmente pretende sair de New Orleans, e que o Hornets precisa fazer alguma coisa para não perdê-lo ao fim do contrato sem receber nadica de nada em troca. Ok, o Dell Demps, nosso bravo GM, sabe disso e já mexeu os pauzinhos. Mas acontece que a pior coisa para um profissional é trabalhar com as mãos atadas. O que ele faz hoje não vale de nada amanhã. Deve ser muito frustrante. Sim, estou falando do tal veto. E por que essa transação foi vetada? Vou jogar alguns motivos no parágrafo seguinte, mas o principal deles está na ponta da língua: o Hornets não possui um proprietário, e por isso está nas mãos da NBA e refém da vontade dos donos das outras 29 franquias da liga.

O Chris Paul certamente não é o único que está p... da vida com essa situação

Vamos falar sobre esse veto. Assim que a negociação envolvendo Hornets, Lakers e Rockets foi concluída, os donos de outras franquias (principalmente as de menor mercado) ficaram indignados, achando que a equipe de Los Angeles iria ser amplamente beneficiada (é o Chris Paul, né?) e que a competição ficaria desigual dentro de quadra. Chiaram, reclamaram, o débil mental do Dan Gilbert (aquele mesmo, o dono do Cleveland Cavaliers, o homem que perdeu o LeBron James por um pirulito e duas balas Juquinha) enviou mensagem à NBA e a pressão deu resultado: comércio vetado. Além disso, é muito mais conveniente ver um jogador como o Chris Paul se tornar agente livre e ficar disponível para qualquer um no mercado, não é mesmo Knicks? Pois é, mas e o Hornets? Como é que fica diante disso tudo? Bem, o Hornets nada pode fazer. O Dell Demps deve estar fulo da vida, os torcedores estão em pânico e o futuro é um baita ponto de interrogação. Recapitulando: a franquia de New Orleans é controlada pela NBA, isto é, pelos donos das outras 29 equipes, os senhores que pagam as contas da brincadeira. Então, é óbvio que eles vão usar a prerrogativa de serem todos “proprietários” do Hornets para proibir qualquer movimento da equipe da Louisiana que vá contra os interesses da maioria. Sacou?

O Stern adora ver o circo pegando fogo

Portanto, a moral dessa história é bem simples: o nosso amado Hornets precisa desesperadamente de alguma boa alma (bilionária, de preferência) disposta a comprar a franquia e entrar na festa da NBA. Só assim, os zangões terão autonomia para fazerem seus movimentos sem correrem o risco de perder uma fera como o Chris Paul por um pirulito e duas balas Juquinha. É fundamental para o futuro do basquete profissional em New Orleans que o Hornets tenha um proprietário, alguém disposto a bancar o time, lutar por seus direitos e acabar com as falácias do David Stern, o comissário da liga, que antes havia prometido não interferir na gestão da equipe. O importante é que o público está junto do time, a marca de mais de 10 mil bilhetes vendidos por jogo para a temporada 2011-12 foi alcançada, o nosso GM é um cara competente e que trabalha dia e noite. E então? Quem se habilita a comprar os zangões e evitar dissabores como o de ontem? Eu ouvi “Gary Chouest“??? (para quem não sabe, é o cara da foto lá em cima, o bilionário do petróleo na Louisiana, que ama basquete e já foi detentor de 25% da franquia Hornets)

OBS: New Orleans Hornets, Los Angeles Lakers e Houston Rockets apelaram contra a decisão da NBA de vetar a transferência do armador Chris Paul ao Lakers. As franquias desejam que David Stern volte atrás em sua decisão e libere o acordo. A decisão do comissário será conhecida nas próximas horas. E mesmo que o comércio seja liberado, a necessidade de um dono se faz urgente em New Orleans. Ninguém quer passar por isso novamente, não é?