UMA DÚVIDA PERTINENTE

Podem acreditar! É o Eric Gordon mesmo! Ele voltou e derrubou o Nuggets!

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Eu sei que o post está – há três jogos – atrasado, pois uma série de questões particulares me impediram de tocar o Brazilian Hornet nos últimos dias. Então, peço desculpas ao pessoal que aguardava o texto do nosso último back-to-back (Lakers e Suns), que eu havia prometido para a segunda-feira (02/04) e que acabou não aparecendo por aqui. Fiquem sossegados, que eu vou tentar recuperar o tempo perdido e falar (muito) rapidamente sobre essas duas partidas hoje. No entanto, o assunto principal deste post não pode ser outro que não o retorno do ala-armador Eric Gordon às quadras. Sim, ele voltou nesta última quarta-feira, contra o Denver Nuggets (29-25), na New Orleans Arena. E o que aconteceu? O Hornets fez 94 a 92 (ufa!) sobre a turma do Colorado e alcançou a sua 14ª vitória na temporada 2011-12 da NBA (14-40). Com o Gordon em ação, os zangões venceram dois dos três jogos em que ele atuou. E esse fato levanta uma dúvida para lá de pertinente na cabeça dos fãs da equipe da Louisiana: se o Eric Gordon estivesse saudável ao longo de todo o campeonato, a campanha do Hornets teria sido diferente? Bem, eu resolvi criar aí embaixo uma enquete sobre o assunto. Votem à vontade!


OBS:
 Se possível, expliquem o porquê da escolha lá embaixo, nos comentários. Assim, poderemos debater. A minha escolha, e o motivo, já estão explicados lá.

Todo mundo sabe que o Eric Gordon chegou ao Hornets como parte da negociação que levou o armador Chris Paul para o Los Angeles Clippers. E todo mundo sabe também que ele machucou o joelho direito na estreia dos zangões na atual temporada, diante do Phoenix Suns. De lá para cá, o Gordon jogou apenas mais uma partida (contra o Philadelphia 76ers), passou por uma cirurgia (no joelho) e ficou uns 3 meses afastado das quadras. O fato é que esse jogador tem um enorme potencial, é talentoso e poderia ter sido o grande nome do New Orleans Hornets no campeonato. Ele fez uma falta tremenda ao time nesse período em que esteve longe dos jogos, e é uma pena que tenha retornado apenas agora, restando menos de 15 compromissos para o fim da nossa campanha. Porém, antes tarde do que nunca. Como eu já havia escrito lá em cima, o Gordon voltou na quarta-feira (04/04), contra o Nuggets, na New Orleans Arena. Ele jogou por quase 34 minutos, marcou 15 pontos e – mais uma vez – foi decisivo para a vitória suada dos zangões. É só ver o vídeo:

É bom saber que nós temos novamente um jogador que não se furta de decidir os jogos e que sabe exatamente o que fazer para que o lance derradeiro seja concluído com sucesso, não é mesmo? Afinal, perdemos diversas partidas nessa temporada nos segundos finais, nos momentos de definição, e isso mostra a falta que o Mr. Gordon fez à equipe do Hornets. Tuitadas infelizes à parte, que ele seja muito bem-vindo de volta!

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Nuggets)

O "chute" certeiro de Kobe Bryant

Para terminar o post (eu não esqueci), vamos falar rapidamente sobre o back-to-back do último final de semana, que encerrou uma excursão de cinco jogos do Hornets pela Costa Oeste. No sábado passado (31/03), os zangões foram ao Staples Center e fizeram um jogo duríssimo com o Los Angeles Lakers (35-20). Eu não assisti ao duelo, mas soube que o astro Kobe Bryant esteve em um dia para (quase) se esquecer. Ele errou uma penca de arremessos e apresentou um basquete até irreconhecível. No entanto, o Kobe é o Kobe. Ele acabou fazendo isso aqui no momento decisivo, e os angelinos acabaram saindo com uma vitória sofrida: 88 a 85. Um dia depois, no último domingo, a nossa equipe parecia bastante desgastada pelo duelo em LA e acabou sendo presa tranquila para o Phoenix Suns (28-26), lá no Arizona. Steve Nash e cia. fizeram 92 a 75 e encerraram o nosso back-to-back com duas derrotas. De repente, com o Eric Gordon em quadra, as coisas poderiam ter sido bem diferentes… Alguém aí duvida?

* BACK-TO-BACK: Hoje à noite (21h30m de Brasília), o New Orleans Hornets estará em San Antonio, para o duelo contra o Spurs do bom e velho Tim Duncan. Um dia depois, neste sábado (07/04), os zangões terão pela frente o Timberwolves, na Louisiana. A bola subirá às 21h (de Brasília). O Brazilian Hornet deve passar informações, via Twitter. Siga o BH e fique por dentro de tudo o que acontecerá em quadra.

* Spurs Brasil: a prévia do jogo contra o San Antonio Spurs

GAROTADA BOA: Na última segunda-feira (02/04), a Universidade de Kentucky derrotou Kansas e conquistou o título nacional universitário lá nos EUA. Porém, isso é o que menos importa para nós. O que interessa, na verdade, são os jovens talentos que pudemos observar: Anthony Davis, Michael Kidd-Gilchrist, Thomas Robinson, Doron Lamb, Terrence Jones… Dois deles poderão estar vestindo uniformes do Hornets muito em breve. O draft vem aí!

Um ótimo feriado de Páscoa a todos!

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UMA VITÓRIA PARA O FUTURO

Chris Kaman ajuda o Hornets a derrotar o Wolves

* Por Lucas Ottoni

No fim da última semana, o New Orleans Hornets (10-31) se mandou para outro back-to-back fora de casa e obteve um resultado bastante interessante. É claro que eu não estou falando do jogo de sexta-feira (09/03), quando perdemos para o Nuggets (23-19), por 110 a 97, na altitude (1.700 metros) de Denver. Na verdade, eu estou olhando é para o jogo que aconteceu no sábado (10/03), lá em Minneapolis. Os zangões derrotaram o Minnesota Timberwolves (21-21), por 95 a 89, e conseguiram uma importante vitória, que pode até influir no futuro do time para os próximos anos. Não entendeu? Certo. Então, dá só uma olhada no parágrafo abaixo…

Como vocês sabem, o Hornets é detentor de duas escolhas de primeira rodada no próximo draft, que acontecerá no fim de junho. Uma delas, é a nossa escolha de direito (que deverá ser bem preciosa, tendo em vista a nossa campanha). E a outra, nós conseguimos na transação que enviou o Chris Paul para o Los Angeles Clippers. Acontece que essa escolha que o Clippers nos cedeu é originária do Minnesota Timberwolves. Portanto, o valor dessa escolha está intrinsecamente ligado ao desempenho do Wolves na atual temporada. Quanto mais derrotas os Lobos tiverem, maiores são as chances de essa escolha – que agora nos pertence – estar entre as primeiras na noite do draft. Então, com as duas escolhas, poderíamos selecionar dois dos jogadores mais promissores disponíveis no projeto, sacaram? O raciocínio é esse, e, por isso, os torcedores do Hornets estão bastante interessados na campanha (e no fracasso) do Wolves.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Timberwolves)

A vitória que arrancamos deles, no último sábado, poderá fazer uma diferença decisiva ao fim da temporada. Se o Wolves não conseguir alcançar os playoffs (hoje eles estão fora, com a 9ª colocação no Oeste), as chances de o Hornets ver as suas duas escolhas dentro do Top 10 na noite do draft aumentam substancialmente. Olhando por esse ângulo, nós vencemos uma espécie de “confronto direto” e nos ajudamos por um futuro melhor. Futuro esse que poderá vir de duas escolhas valiosas lá em junho. É por isso que a vitória em Minneapolis foi tão importante. Nós chegamos ao 10º triunfo no campeonato (nada de espetacular, mas é um número simbólico, vai) e atrapalhamos os planos dos Lobos, que estão desesperados por uma vaguinha na pós-temporada. Diante de tal fato, eu me arrisco a dizer que essa foi a vitória mais comemorada pelos fãs dos zangões (em 2012, é claro).

Kevin Love deu trabalho aos zangões

Agora, vamos ao jogo. O Hornets entrou tão ligado na partida, que parece que o treinador Monty Williams teve uma conversinha franca com os atletas, antes de a bola subir. Algo do tipo: “Prestem atenção! Essa vitória é fundamental para o nosso futuro! Entrem lá e joguem esse jogo como se  fosse o último de suas carreiras!”. Claro, eu estou exagerando, mas o fato é que os zangões atuaram focados e não tiveram os tradicionais apagões ao longo do duelo. Obviamente, a nossa equipe teve problemas para segurar o monstro Kevin Love – e o seu fiel escudeiro Nikola Pekovic – dentro do garrafão. O Love saiu de quadra com “apenas” 31 pontos e 16 rebotes, enquanto o Pekovic conseguiu “somente” 21 pontos e 11 rebotes. Já deu para perceber que os dois fizeram a festa, não é mesmo? Por outro lado, a ausência do talentoso espanhol Ricky Rubio na armação facilitou a vida dos rapazes da Louisiana. Como vocês sabem, o Rubio sofreu uma ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo (exatamente o mesmo problema que eu tive!) no jogo contra o Los Angeles Lakers e está fora do restante da temporada. Sem dúvida alguma, é uma notícia triste para quem gosta de basquete, mas o Hornets não tem nada com isso e pensou em seus interesses. Nós controlamos a partida (com alguma dificuldade, só para variar) e contamos com as boas aparições de Chris Kaman (sempre ele!), Jarrett Jack e Greivis Vasquez para sairmos de quadra com esse importante triunfo de 95 a 89.

No vídeo abaixo, os highlights da vitória do Hornets:

O jogo contra o Nuggets? Ok, vamos a ele. Na última sexta-feira, lá no Colorado, o fim do terceiro quarto indicava um placar de 79 a 71 a favor do time de Denver. Tudo muito bem, duelo equilibrado e indefinido. Aí nós fomos para o último período, e a partida terminou com uma tranquila vitória dos anfitriões: 110 a 97. Querem saber o que aconteceu? Tivemos um apagão no ínicio do quarto derradeiro e entregamos o jogo dentro de uma bandeja para o pivô brasileiro Nenê e seus companheiros. Foi isso o que aconteceu, resumindo tudo. E então? Alguma novidade? Algo inédito? Alguém aí está perplexo ou estarrecido? Isso nem precisa de resposta.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Nuggets)

Lance Thomas encara o Nuggets

OBS: Eu me vejo obrigado a terminar o post de hoje com isso! Pois isso sim, é uma novidade, é algo inédito e que nos deixa perplexos e estarrecidos! Sabem quem foi o cestinha do Hornets no jogo contra o Nuggets? Você não acertaria essa, nem que tivesse cinco tentativas! Ok, eu vou logo ao ponto: o glorioso Lance Thomas, nosso ala-pivô reserva, teve uma noite de glória lá no Colorado. Ele anotou 18 pontos e apanhou 5 rebotes. Embora nós tenhamos perdido o jogo, ele merece um destaque só para ele aqui. Até porque, nós não sabemos quando isso irá acontecer novamente. Ainda mais com esse papo de que o mundo acabará em 2012, não é? Pronto, grande Lance. Está feita a homenagem!


 FERROADAS

* HORNETS VS BOBCATS: Sim, hoje tem jogo! Daqui a pouco, os zangões voltarão à quadra. O adversário é o fraco Charlotte Bobcats, do nosso eterno grande técnico, o mestre Paul Silas (ele não merecia treinar um time tão limitado). O duelo acontecerá às 21h (de Brasília), na New Orleans Arena, e o Brazilian Hornet deve acompanhar, via Twitter. Siga o BH e fique por dentro de tudo o que acontecerá ao longo da partida.

* PARA TREINAR O INGLÊS: Eu destaquei aqui uma matéria do site NOLA.com, do jornal The Times-Picayune, em que os armadores Greivis Vasquez e Jarrett Jack explicam como é difícil a vida de um PG do Hornets. O técnico Monty Williams também entrou na conversa e emitiu a sua opinião sobre as dificuldades da equipe. O texto é assinado pelo jornalista Jimmy Smith. Vale a pena a leitura.

* MAIS UMA NOVIDADE: O pivô Jeff Foote, que estava atuando na Liga de Desenvolvimento (NBDL), assinou um contrato de 10 dias com o Hornets. Ele estreou pelos zangões na última sexta-feira, contra o Nuggets, anotando 4 pontos e apanhando 4 rebotes, em 23 minutos. Já no sábado, contra o Wolves, ele jogou apenas 5 minutinhos e pegou 1 rebote.

* OS LESIONADOS: As últimas informações que chegam do concorrido departamento médico do Hornets apontam que o ala-pivô Carl Landry deverá estar de volta ao time durante esta semana. Ele está praticamente recuperado de uma contusão no joelho esquerdo e pode até ser a surpresa do técnico Monty Williams para o jogo de logo mais, contra o Charlotte Bobcats (embora isso seja improvável). Já o pivô Emeka Okafor, também com problemas no joelho esquerdo, ainda não tem previsão de retorno. Se trocarmos o Kaman e seguirmos com o Okafor fora do time, o nosso garrafão ficará uma “beleza”. Já imaginaram?

* ESTÁ CHEGANDO A HORA!: A trade deadline (data-limite para as transações entre equipes da NBA nessa temporada) irá expirar no fim desta quinta-feira, dia 15 de março.  Então, o Hornets tem até lá para definir o futuro do pivô Chris Kaman ou de qualquer outro atleta ou negociação que esteja por baixo dos panos. Desta quinta-feira não passa, amigos! Vamos aguardar…

SÍNTESE DA TEMPORADA

* Por Lucas Ottoni

As duas partidas mais recentes do New Orleans Hornets (9-30) na temporada 2011-12 da NBA não merecem muitos comentários, já que sintetizam exatamente o que tem sido o nosso time ao longo desse campeonato. Quer dizer, aconteceu aquilo que já estamos cansados de saber. Na segunda-feira (05/03), os zangões foram até Portland, jogaram mal, erraram muito e acabaram derrotados sem maiores problemas: 86 a 74 para o Blazers (19-20). De vez em quando, a nossa equipe entra em quadra apenas para cumprir o calendário e ir embora. Diante do rival do Oregon, foi exatamente isso o que aconteceu. Em um post recente que tivemos aqui no BH, eu dizia como o Hornets pode ser um oponente dos mais chatos para se derrotar, quando está afim de jogo. Algo que também foi escrito pelo blog Bola Presa, vocês sabem. Contudo, quando os zangões não estão focados na partida, se tornam presas fáceis. O Portland Trail Blazers conferiu isso de perto e se deu ao luxo de descansar vários titulares no último período, com o jogo totalmente sob controle.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Blazers)

Já na última quarta-feira (07/03), o Hornets resolveu novamente incorporar o espírito de time guerreiro e que não se dá por vencido. O jogo foi lá na Califórnia, contra o Sacramento Kings (13-26). Os zangões – sem Gustavo Ayon (pé esquerdo dolorido) – endureceram muito a vida dos Reis, que estavam sem o ala-pivô DeMarcus Cousins (problemas intestinais). A partida estava nas mãos da equipe da Louisiana, quando nos segundos finais… Olhem o que aconteceu no vídeo acima, pois eu simplesmente não consigo encontrar explicações para tamanha incompetência. A dupla Trevor Ariza / Marco Belinelli conseguiu a proeza de entregar um duelo ganho e fazer a alegria da torcida anfitriã! “Formidável”!

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Kings)

Pois é, esse episódio lamentável no fim do jogo lá em Sacramento também sintetiza o que é o time do Hornets nos momentos decisivos. Nessa temporada, os zangões já perderam inúmeras partidas nos minutos ou segundos finais, por total nervosismo, inexperiência, falta de talento ou mesmo por não terem um líder em quadra. Na derrota de 99 a 98 para o Kings, pudemos observar novamente essa desagradável característica da nossa amada equipe. Então, não há muito mais o que falar sobre esses dois joguinhos. Contra o Blazers, atuamos apenas por mera formalidade e perdemos facilmente. Já diante do Kings, lutamos com sangue, suor e lágrimas, para, no fim, jogarmos tudo na privada e soltarmos a descarga. São duas facetas desse nosso time, que já estamos mais carecas que o Jarrett Jack de saber.

Ah, e se serve de consolo, o pivô alemão Chris Kaman saiu com duplo-duplo nessas duas partidas. Sim, o Kaman, aquele mesmo, que o Hornets está desesperado para mandar para bem longe de New Orleans. Vá entender…


 FERROADAS

* BACK-TO-BACK: Hoje à noite (23h de Brasília) o New Orleans Hornets estará em Denver, para o duelo contra o Nuggets. Um dia depois, neste sábado, os zangões terão pela frente o Minnesota Timberwolves, lá em Minneapolis. A bola subirá às 22h (de Brasília). Duas partidas muito complicadas para nós. O Brazilian Hornet deve acompanhar ambas, via Twitter. Siga o BH e fique por dentro de tudo o que acontecerá em quadra.

* MURO DAS LAMENTAÇÕES: Após a inacreditável derrota para o Sacramento Kings, sobrou desânimo no vestiário do Hornets. O pivô Chris Kaman se viu obrigado a elogiar o saudoso ala-armador Marcus Thornton, que anotou 25 pontos contra a sua ex-equipe. Já o armador Greivis Vasquez e o técnico Monty Williams confessaram que o resultado foi muito frustrante. Mas quem melhor resumiu a noite foi o armador Jarrett Jack, que também marcou 25 pontos: “Nós jogamos bem o suficiente para perder“. É, foi perfeita a frase. Ela explica o porquê de o post de hoje ter saído meio “azedo”. Desculpem, amigos. Prometo que o próximo sairá melhor. E espero que o Ariza e o Belinelli também me ajudem. Abraços!

E SEGUE O CALVÁRIO…

A fisionomia do Marco Belinelli diz tudo: o Hornets não sabe como vencer os jogos

* Por Lucas Ottoni

Ninguém pode dizer que o time do New Orleans Hornets não está batalhando com todas as suas forças dentro de quadra. Os jogadores lutam, se sacrificam e até mostram união e vibração durante as partidas, mesmo com os resultados ruins ocorrendo em sequência, uma noite após a outra. O fato é que nada vem dando certo para os zangões, nesse momento. Além dos desfalques (estou olhando para você, Eric Gordon), a equipe vem mostrando uma série de limitações em seu jogo (tanto coletivas, quanto individuais) e não tem conseguido buscar as vitórias. Alguns jogadores vivem uma péssima fase, não estão rendendo o que podem, e isso vem se refletindo na nossa campanha: 3 -12 (com 1 triunfo e 12 derrotas, nos últimos 13 jogos!). Nesta madrugada, fomos ao Toyota Center e fizemos uma partida equilibradíssima com o Houston Rockets (8-7). Levamos para a prorrogação e chegamos a estar vencendo, por 88 a 83, com menos de 2 minutos no relógio. Entretanto, sofremos a virada, e os donos da casa festejaram: 90 a 88. Na noite anterior, outro tropeço. Dessa vez, foi o Memphis Grizzlies (7-6) quem nos superou, dentro da New Orleans Arena: 93 a 87. Quer dizer, mais um back-to-back terrível. E segue o calvário…

No vídeo abaixo, os highlights da derrota sofrida na prorrogação:

Das 66 partidas dessa temporada regular, 15 já foram disputadas. Vamos voltar no tempo e relembrar rapidamente a caminhada do Hornets até aqui: começamos o campeonato com duas vitórias (uau!), e depois perdemos seis partidas consecutivas. Aí, vencemos o Denver Nuggets e, em seguida, acabamos de perder mais seis jogos.  Se der a lógica sequencial, venceremos a próxima peleja, diante do campeão Dallas Mavericks, em New Orleans. Ok, claro que isso é bobagem. Mas o que eu quero dizer é que, em todos esses duelos, eu não me lembro de ter visto o Hornets sofrer sequer uma derrota acachapante, humilhante. E olhem que eu assisti a 14 desses 15 jogos! Vi um time lutador, vibrante, que não desiste. Um time que sofreu poucos pontos na maioria dessas partidas, que vendeu caro muitas dessas derrotas. Os adversários tiveram que correr para nos arrancar os resultados positivos. Sim, eu estou olhando para tudo o que nos aconteceu até o momento e procurando analisar isso por um prisma otimista. Só que as vitórias não estão vindo, a falta de qualidade do nosso elenco (principalmente no ataque) começa a saltar aos olhos e todo o esforço em quadra não tem sido suficiente. E segue o calvário…

Derrota dolorosa de um time brigador

Não vou me alongar sobre essas derrotas para Grizzlies e Rockets, pois os motivos que as ocasionaram são, basicamente, os mesmos de sempre: erros infantis no ataque, desentrosamento, imaturidade, falta de uma referência nos momentos decisivos, aproveitamentos baixíssimos em determinados fundamentos, e por aí vai. O Hornets tem um time brigador e valente, disso eu não tenho a menor dúvida. Contudo, ainda me parece um pouco inseguro, em busca de um rumo dentro do campeonato. Estamos lutando contra as nossas limitações em quase todas as noites, estamos procurando descobrir meios de melhorar e acertar dentro das próprias partidas. Também vale lembrar que, dos 15 atletas que compõem o nosso roster, nove chegaram há apenas dois meses (ou menos). Não temos uma equipe pronta, entendem? E a NBA é uma liga onde só os elencos prontos, “cascudos”, conseguem se sobressair. Times em formação, geralmente, sofrem bastante. E o técnico Monty Williams (eu continuo fã desse cara!) sabe muito bem disso. Ele parece buscar algo (um padrão para a sua equipe) que ele ainda não sabe direito como encontrar. A gente tem visto muitas mudanças na rotação, substituições que não surtem o efeito desejado (algumas vezes, na hora errada), mexidas aqui e ali que acabam prejudicando o entrosamento do time, e até apostas salvadoras que não se concretizam. O fato é que o nosso treinador demonstra que ainda está descobrindo essa equipe, e como tirar o melhor dela. O Kaio Kleinhans, do blog Hornets Brasil, uma vez escreveu que tudo isso faz parte de um processo (e eu concordo totalmente). Os zangões perderam as suas referências de anos (estou olhando para vocês, Chris Paul e David West) e começam um novo trabalho, com pouquíssimo tempo de preparação. E todo mundo sabia que não seria fácil. Estamos aprendendo na base da pancada, em meio aos jogos mesmo. É uma oportunidade de crescer, de ganhar maturidade (como time), e isso é bom. Por outro lado, as derrotas acabam se sucedendo. É o preço a ser pago. E segue o calvário…

Ariza retornou contra o Grizzlies

Não estou aqui para crucificar os nossos jogadores (quando eu os critico, é no calor das partidas) e nem, tampouco, o trabalho do técnico Monty Williams. Como o amigo Kaio disse, isso é um processo. E estamos no início dessa nova caminhada. Tudo o que está acontecendo – embora eu pense que já podíamos ter melhorado em alguns aspectos do jogo, como o setor ofensivo – faz parte desse processo. Uma campanha 3-12 obviamente é muito ruim, mas o nosso time não tem jogado tão mal e não tem sido vencido com tanta facilidade assim, apesar de suas limitações técnicas. Falta qualidade, falta entrosamento e até um pouco de padrão, concordo. Mas estamos iniciando um trabalho, e eu acho legal nos segurarmos naquilo que temos mostrado de bom (a luta, a garra, a vontade, a união e, sobretudo, a defesa sólida). Eu sei que isso não é o suficiente, mas é um começo. No dia em que conseguirmos nos acertar e descobrirmos o jeito de buscar vitórias com mais frequência (e eu acredito que isso acontecerá ainda nessa temporada), começaremos a perceber que o início doloroso já apresentará alguns resultados compensadores. E seguindo nessa linha, a tendência é crescer com o passar do tempo. Aliás, por falar nisso, ainda há 51 jogos pela frente. Provavelmente, sofreremos mais um pouco, faz parte do processo. E o calvário seguirá…

* Box Score (com vídeos): contra o Grizzlies / contra o Rockets

Ah, mas um dia nós vamos pegar ele (o tal calvário), encará-lo de frente (como o time já vem fazendo) e bloqueá-lo, no melhor estilo Emeka Okafor! Brincadeiras à parte, o mau momento não vai durar para sempre. Principalmente, quando o trabalho é sério (estou olhando para você, Monty Williams). Por isso, eu continuo otimista e confiando na evolução dessa jovem equipe do New Orleans Hornets. Pode demorar um pouco, e a gente ainda vai ver aqueles problemas e defeitos em quadra. Mas não se desanime agora: algo muito bom está a caminho. Eu acredito. E você?


 FERROADAS

* HORNETS VS MAVERICKS: Os zangões voltarão à quadra, neste sábado (21/01), às 23h (de Brasília). O adversário é o forte Dallas (atual campeão da NBA), e o duelo acontecerá na New Orleans Arena. O Brazilian Hornet só será atualizado no domingo (22/01), e nós não acompanharemos a partida, via Twitter. Tenham um bom fim de semana!

* CONTINUE VOTANDO…: A eleição dos quintetos do Oeste e do Leste para o All-Star Game 2012 segue firme e forte. Clique aqui e dê aquela força aos jogadores do Hornets!

SEM ESSA DE PENSAR EM DRAFT!

Chris Kaman jogou bem e levou a melhor sobre o brasileiro Nenê

* Por Lucas Ottoni

Até que enfim! O New Orleans Hornets (3-6) interrompeu a série de seis derrotas consecutivas, ao vencer o Denver Nuggets (6-4), em pleno Pepsi Center, na última madrugada. O placar de 94 a 81 foi fruto de um belo trabalho defensivo e uma evolução considerável no ataque. O Marco Belinelli terminou o jogo com 19 pontos, amigos! Não dava para perder mesmo. Com o resultado, o Hornets alcança a sua terceira vitória na temporada 2011-12 da NBA, e o técnico Monty Williams volta a respirar aliviado. Afinal, nada vinha dando certo para os zangões. E é exatamente sobre isso que eu gostaria de falar neste post. Quando as coisas não estão dando certo, muitos pensamentos e preocupações logo vêm à mente. Conversando com uma turma que também curte o Hornets, eu pude constatar que 95% desse pessoal já decretou que a nossa temporada será um retumbante fracasso e até torce para que o time continue perdendo, pois assim estaríamos bem cotados para o draft de 2012, que promete estar recheado de grandes talentos. É aquele lance: quanto mais você perde, maiores são as suas chances de estar entre os primeiros a escolher os melhores prospectos, não é? Ok, só que os zangões jogaram apenas nove partidas (e com desfalques importantes em todas elas), nessa temporada. Diante disso, eu pergunto:  já é hora de pensarmos em draft?

* Veja o pós-jogo do blog New Orleans Hornets Brasil

Na minha opinião, é claro que não! Em primeiro lugar, ainda há 57 partidas a serem disputadas na temporada regular. Muita coisa pode acontecer. Além disso, quem assistiu aos jogos do Hornets sabe que o time entregou alguns resultados por total imaturidade, principalmente nos momentos decisivos. Se o Hornets estivesse com uma campanha 6-3 ou 5-4, não seria absurdo algum. E  o que dizer dos desfalques importantes? O Eric Gordon, por exemplo, participou de apenas dois jogos em nove disputados. O Trevor Ariza está fora do time há mais de uma semana. O Jason Smith não atuou nas duas últimas partidas. O desentrosamento também é algo que, certamente, será resolvido ao longo do campeonato. Os zangões ainda podem cumprir uma boa campanha, ainda podem sonhar com os playoffs e construir um núcleo forte para o futuro. Será que vale a pena jogar todo um trabalho para o alto esperando por uma “salvação” no draft? Sinceramente, eu acho que não vale. Na minha visão, o Hornets tem que seguir batalhando e procurando vencer o máximo de partidas. Tem que seguir desenvolvendo os seus talentos (Greivis Vasquez, Al-Farouq Aminu, Gustavo Ayon, Xavier Henry, DaJuan Summers, Jason Smith, até o Eric Gordon) e pensar em draft como complemento, e não como “salvação”.

Cavaliers e LeBron: uma parceria sem títulos

Vamos observar o famoso caso do Cleveland Cavaliers. Muita gente afirma que a equipe perdeu jogos de forma proposital para ter o privilégio de escolher o craque LeBron James, no draft de 2003. Quantos títulos da NBA o Cavs ganhou, de lá para cá? Pois é, nenhum. Viveu em função de uma escolha de draft, de um jogador, não desenvolveu um elenco e não se planejou a longo prazo. De uma hora para outra, o LeBron se mandou de Cleveland e deixou a franquia a ver navios. E lá vai o Cavs para uma outra reconstrução, embalado pelo sonho do draft. E tem mais: uma boa escolha no draft não é certeza de que você irá ter o jogador ideal para o seu time, e não significa que esse jogador é garantia de sucesso. Casos bizarros como os de Kwame Brown e Darko Milicic estão aí para provar. Olha, não pensem que eu estou minimizando a importância do draft, não é por aí.  Eu só acho que é muito arriscado jogar todas as fichas nisso e achar que, de uma hora para outra, todos os problemas da franquia estarão resolvidos. Na minha opinião, o Hornets precisa manter aquilo que vem sendo feito: desenvolver um trabalho sério, formar um núcleo jovem e talentoso e utilizar as suas escolhas de draft para melhorar algo que já é bom, que já está se formando com uma cara, uma identidade. Se essas escolhas culminarem em futuras estrelas, ótimo,  maravilha! Mas esse lance de perder propositalmente (ou não dar o máximo em quadra) para ser a “sensação” do draft, para mim, é um tremendo atestado de incapacidade e incompetência.

* O Kaio Kleinhans, do blog New Orleans Hornets Brasil, tem uma opinião diferente da minha: leia aqui!

Então, vamos jogar, vamos batalhar por cada vitória e dar tempo ao tempo. O importante é valorizar o nosso elenco, que, eu repito, não é ruim. Ainda não estamos prontos para um título, isso é muito óbvio. Os inúmeros erros cometidos e a falta de entrosamento e maturidade em algumas situações ainda precisam ser bem trabalhados. Contudo, temos para onde crescer, possuímos jovens promissores. E que as escolhas de draft venham para agregar, e não para “salvar”.

Monty Williams: um trabalho sólido

Ah, e se alguém quiser torcer por derrotas, não seja por isso: “seque” o Minnesota Timberwolves, pois nós possuímos uma escolha de primeira rodada que virá deles, no draft de 2012. Torcer contra o Hornets é torcer contra um trabalho que tem tudo para dar certo, na minha humilde opinião. O próximo draft acontecerá lá em junho. Portanto, eu ainda não vejo motivos para pensarmos nesse tipo de “salvação”. Assim, entre aspas mesmo.

É, me alonguei tanto nesse assunto do draft, que mal falei sobre a nossa ótima vitória em cima do Nuggets, lá em Denver. Teve show do Carl Landry, recordes de pontos do Chris Kaman e do contestado Marco Belinelli na temporada, um toco cinematográfico do Al-Farouq Aminu para cima do brasileiro Nenê e uma boa estreia do DaJuan Summers (outro que estava machucado). O ótimo trabalho defensivo, com a marca do Monty Williams, e o aproveitamento de 52% em FG também complementaram essa bela atuação dos zangões. Pronto, agora só me resta deixar aí o Box Score e o vídeo com os highlights (não necessariamente nessa ordem). Aproveitem!


* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida


 FERROADAS

* HORNETS VS THUNDER: O time da Louisiana voltará à quadra para enfrentar a forte equipe de Oklahoma City, da fera Kevin Durant, às 23h (de Brasília) desta quarta-feira (11/01), na New Orleans Arena. Mais um jogo complicadíssimo para os zangões, e um belo teste para os nossos jovens promissores. Rumo ao 4-6!

* CONTINUE VOTANDO…: A eleição dos quintetos do Oeste e do Leste para o All-Star Game 2012 segue firme e forte. Clique aqui e dê aquela força aos jogadores do Hornets!