DEZ JOGOS PARA O FIM

O "balé" da NBA: Al-Farouq Aminu e Michael Beasley, na vitória do Hornets

* Por Lucas Ottoni

A atual temporada não está sendo nada fácil para o New Orleans Hornets (15-41), vocês sabem. Após o fim da era Chris Paul/David West, a franquia entrou em um processo de reconstrução e passou por inúmeros problemas ao longo do campeonato de 2011-12, problemas esses que cansamos de expor aqui desde que o Brazilian Hornet entrou oficialmente no ar, em dezembro do ano passado: a ausência de um proprietário, as intervenções da NBA em qualquer movimento realizado pela franquia, a dificuldade em negociar com outras equipes, a inexperiência e falta de entrosamento do novo time, os vários desfalques e contusões, as deficiências técnicas (sobretudo ofensivas) do elenco, etc. Enfim, percalços de uma temporada que acabou sendo cruel conosco, mas que serviu também para que começássemos a arrumar a “casa”. Passados quase 4 meses, estamos a apenas 10 jogos do fim dessa caminhada. Afinal, das 66 partidas previstas no calendário, o Hornets cumpriu 56, e o técnico Monty Williams certamente já tirou algumas conclusões de tudo aquilo que foi vivido ao longo desse período. Isso é bom, pois passa a sensação de que não começaremos do zero. Algo positivo foi construído, avaliações foram feitas, e nós vamos seguir a partir daí. Que esses 10 jogos restantes sejam o princípio de um futuro promissor que está a caminho. É o que todos os fãs dos zangões esperam, estou correto? Vamos, então, falar sobre o nosso último back-to-back…

Eric Gordon encara Manu Ginobili

O New Orleans Hornets vem de duas partidas emblemáticas, tanto pelos rivais quanto pelos resultados em quadra. Ok, vamos por partes: na última sexta-feira (06/04), o nosso time foi até o Texas para enfrentar o poderoso San Antonio Spurs (40-14), novo líder da Conferência Oeste, que curte uma sequência de “apenas” 11 vitórias consecutivas! “Molezinha”, não é mesmo? Pois bem, aconteceu aquilo que a gente já esperava, mas não queria: uma derrota. E não foi qualquer derrota. Ao fim do primeiro tempo, o placar indicava 72 a 45 em favor dos texanos! É isso mesmo, nós sofremos 72 pontos na etapa inicial, certamente um recorde negativo na nossa temporada. Precisamos reconhecer que o time do Spurs é “cascudo” e vive um grande momento, o banco de reservas dos caras teve cinco jogadores com 10 pontos ou mais, o veterano Tim Duncan continua desfilando toda a sua categoria, e eles ainda têm o técnico Gregg Popovich, um dos melhores e mais experientes da NBA. Enfim, nós perdemos para uma equipe superior e muitíssimo mais rodada que a nossa. O placar de 128 a 103 não foi exagerado, principalmente pela surra que recebemos no primeiro tempo. Apesar disso, o cestinha desse duelo foi o nosso ala-armador Eric Gordon: 31 pontos para ele! Mas vamos esquecer o Spurs e partir para o dia (e o parágrafo) seguinte…

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Spurs)

* Veja aqui o pós-jogo do site Spurs Brasil

No sábado (07/04), o Hornets voltou para casa e recebeu o Minnesota Timberwolves (25-32) – outro rival ilustre – na New Orleans Arena. O Wolves é, na verdade, um adversário muito especial. Não entendeu? Ok, então veja:

Como vocês sabem, o Hornets é detentor de duas escolhas de primeira rodada no próximo draft, que acontecerá no fim de junho. Uma delas, é a nossa escolha de direito (que deverá ser bem preciosa, tendo em vista a nossa campanha). E a outra, nós conseguimos na transação que enviou o Chris Paul para o Los Angeles Clippers. Acontece que essa escolha que o Clippers nos cedeu é originária do Minnesota Timberwolves. Portanto, o valor dessa escolha está intrinsecamente ligado ao desempenho do Wolves na atual temporada. Quanto mais derrotas os Lobos tiverem, maiores são as chances de essa escolha – que agora nos pertence – estar entre as primeiras na noite do draft. Então, com as duas escolhas, poderíamos selecionar dois dos jogadores mais promissores disponíveis no projeto, sacaram? O raciocínio é esse, e, por isso, os torcedores do Hornets estão bastante interessados na campanha (e no fracasso) do Wolves.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Wolves)

Jason Smith: uma atuação de gala

O trecho acima foi escrito em um post do BH no último dia 12/03 (clique aqui para ler) e mostra exatamente o porquê de estar aberta a temporada de caça aos lobos em New Orleans. Brincadeiras (sem graça) à parte, o Hornets encarou o Wolves – no último sábado – sabendo que uma vitória seria muitíssimo importante para as nossas pretensões no próximo draft. Como era de se esperar, o jogo foi duro. O ala-pivô Kevin Love é um monstro, e jogar contra ele nunca é tarefa das mais agradáveis. Entretanto, apesar dos 29 pontos e 12 rebotes do Mr. “Amor”, os bravos zangões não perderam a oportunidade de empurrar o Wolves cada vez mais para longe dos playoffs. Com três jogadores atingindo a marca de duplo-duplo (Jason Smith, Chris Kaman e Greivis Vasquez), o Hornets saiu de quadra com uma vitória de 99 a 90 e deixou o rival de Minneapolis praticamente sem chances de alcançar a pós-temporada. Devido a isso, aumenta demais a nossa possibilidade de conquistar duas escolhas Top 10 no draft de 2012, que deverá rolar lá no fim de junho. Então, eu só posso abrir aquele sorriso e dizer que foi um resultado fantástico, que une o útil ao agradável!

No vídeo abaixo, os highlights de Hornets vs Wolves:

OBS: Eu não poderia deixar de destacar o ala-pivô Jason Smith. Ele jogou demais contra o Wolves e foi indispensável para a nossa grande vitória. Smith anotou nada menos que 26 pontos (recorde como profissional!), apanhou 10 rebotes e ainda conseguiu 3 roubos, tudo isso em 36 minutos. Bravíssimo!

Para terminar este post, eu vou deixar um registro aqui para vocês: desde que o Eric Gordon retornou ao time, na quarta-feira passada, nós conseguimos duas vitórias em três jogos. Seria coincidência? Talvez. Mas, de qualquer forma, eu fiz uma enquete sobre esse assunto no post anterior e gostaria de convidar o pessoal (que ainda não votou) a participar. É só clicar aqui e mandar ver! Em breve, eu vou comentar as parciais, ok? Fui!

* HORNETS VS LAKERS: Nesta segunda-feira (09/04), os zangões voltarão à quadra. O adversário é o Los Angeles Lakers. O duelo acontecerá às 21h (de Brasília), na New Orleans Arena, e o Brazilian Hornet deve acompanhar, via Twitter. Siga o BH e fique por dentro de tudo o que rolará ao longo da partida. Ganhar dos amarelinhos seria muito bom!

* New Orleans Hornets Brasil: a prévia do jogo

* O FUTURO É LOGO ALI: A temporada (para o Hornets) está chegando ao fim, algumas mudanças deverão acontecer, gente nova chega, outros vão embora, etc. Olha, é só uma impressão minha, mas eu acho que Carl Landry e Trevor Ariza estão vivendo os seus últimos momentos com uniformes dos zangões. É apenas uma sensação, ok? O tempo vai dizer se eu estou certo…

UMA DÚVIDA PERTINENTE

Podem acreditar! É o Eric Gordon mesmo! Ele voltou e derrubou o Nuggets!

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Eu sei que o post está – há três jogos – atrasado, pois uma série de questões particulares me impediram de tocar o Brazilian Hornet nos últimos dias. Então, peço desculpas ao pessoal que aguardava o texto do nosso último back-to-back (Lakers e Suns), que eu havia prometido para a segunda-feira (02/04) e que acabou não aparecendo por aqui. Fiquem sossegados, que eu vou tentar recuperar o tempo perdido e falar (muito) rapidamente sobre essas duas partidas hoje. No entanto, o assunto principal deste post não pode ser outro que não o retorno do ala-armador Eric Gordon às quadras. Sim, ele voltou nesta última quarta-feira, contra o Denver Nuggets (29-25), na New Orleans Arena. E o que aconteceu? O Hornets fez 94 a 92 (ufa!) sobre a turma do Colorado e alcançou a sua 14ª vitória na temporada 2011-12 da NBA (14-40). Com o Gordon em ação, os zangões venceram dois dos três jogos em que ele atuou. E esse fato levanta uma dúvida para lá de pertinente na cabeça dos fãs da equipe da Louisiana: se o Eric Gordon estivesse saudável ao longo de todo o campeonato, a campanha do Hornets teria sido diferente? Bem, eu resolvi criar aí embaixo uma enquete sobre o assunto. Votem à vontade!


OBS:
 Se possível, expliquem o porquê da escolha lá embaixo, nos comentários. Assim, poderemos debater. A minha escolha, e o motivo, já estão explicados lá.

Todo mundo sabe que o Eric Gordon chegou ao Hornets como parte da negociação que levou o armador Chris Paul para o Los Angeles Clippers. E todo mundo sabe também que ele machucou o joelho direito na estreia dos zangões na atual temporada, diante do Phoenix Suns. De lá para cá, o Gordon jogou apenas mais uma partida (contra o Philadelphia 76ers), passou por uma cirurgia (no joelho) e ficou uns 3 meses afastado das quadras. O fato é que esse jogador tem um enorme potencial, é talentoso e poderia ter sido o grande nome do New Orleans Hornets no campeonato. Ele fez uma falta tremenda ao time nesse período em que esteve longe dos jogos, e é uma pena que tenha retornado apenas agora, restando menos de 15 compromissos para o fim da nossa campanha. Porém, antes tarde do que nunca. Como eu já havia escrito lá em cima, o Gordon voltou na quarta-feira (04/04), contra o Nuggets, na New Orleans Arena. Ele jogou por quase 34 minutos, marcou 15 pontos e – mais uma vez – foi decisivo para a vitória suada dos zangões. É só ver o vídeo:

É bom saber que nós temos novamente um jogador que não se furta de decidir os jogos e que sabe exatamente o que fazer para que o lance derradeiro seja concluído com sucesso, não é mesmo? Afinal, perdemos diversas partidas nessa temporada nos segundos finais, nos momentos de definição, e isso mostra a falta que o Mr. Gordon fez à equipe do Hornets. Tuitadas infelizes à parte, que ele seja muito bem-vindo de volta!

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Nuggets)

O "chute" certeiro de Kobe Bryant

Para terminar o post (eu não esqueci), vamos falar rapidamente sobre o back-to-back do último final de semana, que encerrou uma excursão de cinco jogos do Hornets pela Costa Oeste. No sábado passado (31/03), os zangões foram ao Staples Center e fizeram um jogo duríssimo com o Los Angeles Lakers (35-20). Eu não assisti ao duelo, mas soube que o astro Kobe Bryant esteve em um dia para (quase) se esquecer. Ele errou uma penca de arremessos e apresentou um basquete até irreconhecível. No entanto, o Kobe é o Kobe. Ele acabou fazendo isso aqui no momento decisivo, e os angelinos acabaram saindo com uma vitória sofrida: 88 a 85. Um dia depois, no último domingo, a nossa equipe parecia bastante desgastada pelo duelo em LA e acabou sendo presa tranquila para o Phoenix Suns (28-26), lá no Arizona. Steve Nash e cia. fizeram 92 a 75 e encerraram o nosso back-to-back com duas derrotas. De repente, com o Eric Gordon em quadra, as coisas poderiam ter sido bem diferentes… Alguém aí duvida?

* BACK-TO-BACK: Hoje à noite (21h30m de Brasília), o New Orleans Hornets estará em San Antonio, para o duelo contra o Spurs do bom e velho Tim Duncan. Um dia depois, neste sábado (07/04), os zangões terão pela frente o Timberwolves, na Louisiana. A bola subirá às 21h (de Brasília). O Brazilian Hornet deve passar informações, via Twitter. Siga o BH e fique por dentro de tudo o que acontecerá em quadra.

* Spurs Brasil: a prévia do jogo contra o San Antonio Spurs

GAROTADA BOA: Na última segunda-feira (02/04), a Universidade de Kentucky derrotou Kansas e conquistou o título nacional universitário lá nos EUA. Porém, isso é o que menos importa para nós. O que interessa, na verdade, são os jovens talentos que pudemos observar: Anthony Davis, Michael Kidd-Gilchrist, Thomas Robinson, Doron Lamb, Terrence Jones… Dois deles poderão estar vestindo uniformes do Hornets muito em breve. O draft vem aí!

Um ótimo feriado de Páscoa a todos!

UMA VITÓRIA PARA O FUTURO

Chris Kaman ajuda o Hornets a derrotar o Wolves

* Por Lucas Ottoni

No fim da última semana, o New Orleans Hornets (10-31) se mandou para outro back-to-back fora de casa e obteve um resultado bastante interessante. É claro que eu não estou falando do jogo de sexta-feira (09/03), quando perdemos para o Nuggets (23-19), por 110 a 97, na altitude (1.700 metros) de Denver. Na verdade, eu estou olhando é para o jogo que aconteceu no sábado (10/03), lá em Minneapolis. Os zangões derrotaram o Minnesota Timberwolves (21-21), por 95 a 89, e conseguiram uma importante vitória, que pode até influir no futuro do time para os próximos anos. Não entendeu? Certo. Então, dá só uma olhada no parágrafo abaixo…

Como vocês sabem, o Hornets é detentor de duas escolhas de primeira rodada no próximo draft, que acontecerá no fim de junho. Uma delas, é a nossa escolha de direito (que deverá ser bem preciosa, tendo em vista a nossa campanha). E a outra, nós conseguimos na transação que enviou o Chris Paul para o Los Angeles Clippers. Acontece que essa escolha que o Clippers nos cedeu é originária do Minnesota Timberwolves. Portanto, o valor dessa escolha está intrinsecamente ligado ao desempenho do Wolves na atual temporada. Quanto mais derrotas os Lobos tiverem, maiores são as chances de essa escolha – que agora nos pertence – estar entre as primeiras na noite do draft. Então, com as duas escolhas, poderíamos selecionar dois dos jogadores mais promissores disponíveis no projeto, sacaram? O raciocínio é esse, e, por isso, os torcedores do Hornets estão bastante interessados na campanha (e no fracasso) do Wolves.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Timberwolves)

A vitória que arrancamos deles, no último sábado, poderá fazer uma diferença decisiva ao fim da temporada. Se o Wolves não conseguir alcançar os playoffs (hoje eles estão fora, com a 9ª colocação no Oeste), as chances de o Hornets ver as suas duas escolhas dentro do Top 10 na noite do draft aumentam substancialmente. Olhando por esse ângulo, nós vencemos uma espécie de “confronto direto” e nos ajudamos por um futuro melhor. Futuro esse que poderá vir de duas escolhas valiosas lá em junho. É por isso que a vitória em Minneapolis foi tão importante. Nós chegamos ao 10º triunfo no campeonato (nada de espetacular, mas é um número simbólico, vai) e atrapalhamos os planos dos Lobos, que estão desesperados por uma vaguinha na pós-temporada. Diante de tal fato, eu me arrisco a dizer que essa foi a vitória mais comemorada pelos fãs dos zangões (em 2012, é claro).

Kevin Love deu trabalho aos zangões

Agora, vamos ao jogo. O Hornets entrou tão ligado na partida, que parece que o treinador Monty Williams teve uma conversinha franca com os atletas, antes de a bola subir. Algo do tipo: “Prestem atenção! Essa vitória é fundamental para o nosso futuro! Entrem lá e joguem esse jogo como se  fosse o último de suas carreiras!”. Claro, eu estou exagerando, mas o fato é que os zangões atuaram focados e não tiveram os tradicionais apagões ao longo do duelo. Obviamente, a nossa equipe teve problemas para segurar o monstro Kevin Love – e o seu fiel escudeiro Nikola Pekovic – dentro do garrafão. O Love saiu de quadra com “apenas” 31 pontos e 16 rebotes, enquanto o Pekovic conseguiu “somente” 21 pontos e 11 rebotes. Já deu para perceber que os dois fizeram a festa, não é mesmo? Por outro lado, a ausência do talentoso espanhol Ricky Rubio na armação facilitou a vida dos rapazes da Louisiana. Como vocês sabem, o Rubio sofreu uma ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo (exatamente o mesmo problema que eu tive!) no jogo contra o Los Angeles Lakers e está fora do restante da temporada. Sem dúvida alguma, é uma notícia triste para quem gosta de basquete, mas o Hornets não tem nada com isso e pensou em seus interesses. Nós controlamos a partida (com alguma dificuldade, só para variar) e contamos com as boas aparições de Chris Kaman (sempre ele!), Jarrett Jack e Greivis Vasquez para sairmos de quadra com esse importante triunfo de 95 a 89.

No vídeo abaixo, os highlights da vitória do Hornets:

O jogo contra o Nuggets? Ok, vamos a ele. Na última sexta-feira, lá no Colorado, o fim do terceiro quarto indicava um placar de 79 a 71 a favor do time de Denver. Tudo muito bem, duelo equilibrado e indefinido. Aí nós fomos para o último período, e a partida terminou com uma tranquila vitória dos anfitriões: 110 a 97. Querem saber o que aconteceu? Tivemos um apagão no ínicio do quarto derradeiro e entregamos o jogo dentro de uma bandeja para o pivô brasileiro Nenê e seus companheiros. Foi isso o que aconteceu, resumindo tudo. E então? Alguma novidade? Algo inédito? Alguém aí está perplexo ou estarrecido? Isso nem precisa de resposta.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Nuggets)

Lance Thomas encara o Nuggets

OBS: Eu me vejo obrigado a terminar o post de hoje com isso! Pois isso sim, é uma novidade, é algo inédito e que nos deixa perplexos e estarrecidos! Sabem quem foi o cestinha do Hornets no jogo contra o Nuggets? Você não acertaria essa, nem que tivesse cinco tentativas! Ok, eu vou logo ao ponto: o glorioso Lance Thomas, nosso ala-pivô reserva, teve uma noite de glória lá no Colorado. Ele anotou 18 pontos e apanhou 5 rebotes. Embora nós tenhamos perdido o jogo, ele merece um destaque só para ele aqui. Até porque, nós não sabemos quando isso irá acontecer novamente. Ainda mais com esse papo de que o mundo acabará em 2012, não é? Pronto, grande Lance. Está feita a homenagem!


 FERROADAS

* HORNETS VS BOBCATS: Sim, hoje tem jogo! Daqui a pouco, os zangões voltarão à quadra. O adversário é o fraco Charlotte Bobcats, do nosso eterno grande técnico, o mestre Paul Silas (ele não merecia treinar um time tão limitado). O duelo acontecerá às 21h (de Brasília), na New Orleans Arena, e o Brazilian Hornet deve acompanhar, via Twitter. Siga o BH e fique por dentro de tudo o que acontecerá ao longo da partida.

* PARA TREINAR O INGLÊS: Eu destaquei aqui uma matéria do site NOLA.com, do jornal The Times-Picayune, em que os armadores Greivis Vasquez e Jarrett Jack explicam como é difícil a vida de um PG do Hornets. O técnico Monty Williams também entrou na conversa e emitiu a sua opinião sobre as dificuldades da equipe. O texto é assinado pelo jornalista Jimmy Smith. Vale a pena a leitura.

* MAIS UMA NOVIDADE: O pivô Jeff Foote, que estava atuando na Liga de Desenvolvimento (NBDL), assinou um contrato de 10 dias com o Hornets. Ele estreou pelos zangões na última sexta-feira, contra o Nuggets, anotando 4 pontos e apanhando 4 rebotes, em 23 minutos. Já no sábado, contra o Wolves, ele jogou apenas 5 minutinhos e pegou 1 rebote.

* OS LESIONADOS: As últimas informações que chegam do concorrido departamento médico do Hornets apontam que o ala-pivô Carl Landry deverá estar de volta ao time durante esta semana. Ele está praticamente recuperado de uma contusão no joelho esquerdo e pode até ser a surpresa do técnico Monty Williams para o jogo de logo mais, contra o Charlotte Bobcats (embora isso seja improvável). Já o pivô Emeka Okafor, também com problemas no joelho esquerdo, ainda não tem previsão de retorno. Se trocarmos o Kaman e seguirmos com o Okafor fora do time, o nosso garrafão ficará uma “beleza”. Já imaginaram?

* ESTÁ CHEGANDO A HORA!: A trade deadline (data-limite para as transações entre equipes da NBA nessa temporada) irá expirar no fim desta quinta-feira, dia 15 de março.  Então, o Hornets tem até lá para definir o futuro do pivô Chris Kaman ou de qualquer outro atleta ou negociação que esteja por baixo dos panos. Desta quinta-feira não passa, amigos! Vamos aguardar…

SÍNTESE DA TEMPORADA

* Por Lucas Ottoni

As duas partidas mais recentes do New Orleans Hornets (9-30) na temporada 2011-12 da NBA não merecem muitos comentários, já que sintetizam exatamente o que tem sido o nosso time ao longo desse campeonato. Quer dizer, aconteceu aquilo que já estamos cansados de saber. Na segunda-feira (05/03), os zangões foram até Portland, jogaram mal, erraram muito e acabaram derrotados sem maiores problemas: 86 a 74 para o Blazers (19-20). De vez em quando, a nossa equipe entra em quadra apenas para cumprir o calendário e ir embora. Diante do rival do Oregon, foi exatamente isso o que aconteceu. Em um post recente que tivemos aqui no BH, eu dizia como o Hornets pode ser um oponente dos mais chatos para se derrotar, quando está afim de jogo. Algo que também foi escrito pelo blog Bola Presa, vocês sabem. Contudo, quando os zangões não estão focados na partida, se tornam presas fáceis. O Portland Trail Blazers conferiu isso de perto e se deu ao luxo de descansar vários titulares no último período, com o jogo totalmente sob controle.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Blazers)

Já na última quarta-feira (07/03), o Hornets resolveu novamente incorporar o espírito de time guerreiro e que não se dá por vencido. O jogo foi lá na Califórnia, contra o Sacramento Kings (13-26). Os zangões – sem Gustavo Ayon (pé esquerdo dolorido) – endureceram muito a vida dos Reis, que estavam sem o ala-pivô DeMarcus Cousins (problemas intestinais). A partida estava nas mãos da equipe da Louisiana, quando nos segundos finais… Olhem o que aconteceu no vídeo acima, pois eu simplesmente não consigo encontrar explicações para tamanha incompetência. A dupla Trevor Ariza / Marco Belinelli conseguiu a proeza de entregar um duelo ganho e fazer a alegria da torcida anfitriã! “Formidável”!

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Kings)

Pois é, esse episódio lamentável no fim do jogo lá em Sacramento também sintetiza o que é o time do Hornets nos momentos decisivos. Nessa temporada, os zangões já perderam inúmeras partidas nos minutos ou segundos finais, por total nervosismo, inexperiência, falta de talento ou mesmo por não terem um líder em quadra. Na derrota de 99 a 98 para o Kings, pudemos observar novamente essa desagradável característica da nossa amada equipe. Então, não há muito mais o que falar sobre esses dois joguinhos. Contra o Blazers, atuamos apenas por mera formalidade e perdemos facilmente. Já diante do Kings, lutamos com sangue, suor e lágrimas, para, no fim, jogarmos tudo na privada e soltarmos a descarga. São duas facetas desse nosso time, que já estamos mais carecas que o Jarrett Jack de saber.

Ah, e se serve de consolo, o pivô alemão Chris Kaman saiu com duplo-duplo nessas duas partidas. Sim, o Kaman, aquele mesmo, que o Hornets está desesperado para mandar para bem longe de New Orleans. Vá entender…


 FERROADAS

* BACK-TO-BACK: Hoje à noite (23h de Brasília) o New Orleans Hornets estará em Denver, para o duelo contra o Nuggets. Um dia depois, neste sábado, os zangões terão pela frente o Minnesota Timberwolves, lá em Minneapolis. A bola subirá às 22h (de Brasília). Duas partidas muito complicadas para nós. O Brazilian Hornet deve acompanhar ambas, via Twitter. Siga o BH e fique por dentro de tudo o que acontecerá em quadra.

* MURO DAS LAMENTAÇÕES: Após a inacreditável derrota para o Sacramento Kings, sobrou desânimo no vestiário do Hornets. O pivô Chris Kaman se viu obrigado a elogiar o saudoso ala-armador Marcus Thornton, que anotou 25 pontos contra a sua ex-equipe. Já o armador Greivis Vasquez e o técnico Monty Williams confessaram que o resultado foi muito frustrante. Mas quem melhor resumiu a noite foi o armador Jarrett Jack, que também marcou 25 pontos: “Nós jogamos bem o suficiente para perder“. É, foi perfeita a frase. Ela explica o porquê de o post de hoje ter saído meio “azedo”. Desculpem, amigos. Prometo que o próximo sairá melhor. E espero que o Ariza e o Belinelli também me ajudem. Abraços!

JOGOS DE TRÊS PERÍODOS

O Hornets não impediu os 37 pontos do Grizzlies, no segundo quarto

* Por Lucas Ottoni

O terceiro back-to-back do New Orleans Hornets (3-9) na temporada 2011-12 da NBA terminou da pior maneira possível. Na última sexta-feira, o time perdeu para o Minnesota Timberwolves (4-8), e, no sábado, caiu diante do Memphis Grizzlies (5-6). Duas derrotas que colocam os zangões na última colocação da Conferência Oeste. Dessas duas partidas, eu assisti apenas ao duelo com o Wolves, mas nem precisei conferir o tropeço sofrido ante o Grizzlies para saber que, mais uma vez, nós realizamos um jogo de três períodos. Às vezes, a equipe do Hornets parece esquecer que jogos de basquete são compostos por quatro períodos, e, nesses dois últimos resultados ruins, nós atuamos como guerreiros, com intensidade, em 75% do tempo.  Já nos outros 25%, deixamos o adversário fazer o quisesse, tanto na defesa, quanto no ataque. Pronto, esses 25% aí explicam o back-to-back desastroso. Mais abaixo, eu seguirei escrevendo sobre os apagões do time da Louisiana. Entretanto, o próximo parágrafo vai dar destaque a algo muito legal…

* O parceiro Joe Gerrity, um dos escritores do blog americano Hornets247, citou o Brazilian Hornet em seu programa (The Sworm), na rádio WGSO, 990 AM (New Orleans, Louisiana). E o mais legal disso tudo é que ele falou sobre os fãs internacionais dos zangões e incluiu os brasileiros, isto é, nós. O programa, que foi ao ar no último dia 7 de janeiro, teve duração de 52 minutos e 48 segundos. Ele destacou o nosso blog e os fãs brasucas, no fim do programa, a partir dos 47 minutos. Para ouvir, é só clicar aqui.

Muito bacana, né? Em nome dos fãs brasileiros do Hornets, eu agradeço ao Joe pela lembrança e deixo um grande abraço para ele e todo o pessoal do blog Hornets247! Thank you, Joe!

Kevin Love deu trabalho aos zangões

Agora, vamos voltar às duas últimas derrotas dos zangões. Na sexta-feira, nós perdemos um jogo muitíssimo importante. Como vocês bem sabem, o Hornets é detentor de uma valiosa (eu espero) escolha de primeira rodada do Minnesota Timberwolves, no próximo draft. Portanto, quanto mais derrotas os lobos tiverem, melhor para nós. Acontece que os zangões acabaram não se ajudando e caíram diante de Kevin Love (que monstro!) e cia., em plena New Orleans Arena: 87 a 80, para o Wolves. Na verdade, o que vimos foi um jogo tecnicamente sofrível, com as duas equipes errando bastante no ataque. Sabem o que fez a diferença a favor dos visitantes? Isso mesmo, os tais 25%. O Hornets venceu o primeiro quarto, por 21 a 16. No segundo quarto, o Wolves deu o troco: 21 a 17. Aí, vem o terceiro quarto, e o que acontece? Os zangões perdem o rumo e levam uma surra de 26 a 13! Isso mesmo, 26 a 13! Vários erros seguidos no ataque, o nervosismo batendo, e a defesa afrouxando.  No último período, o Hornets reagiu e fez 29 a 24, o que não foi suficiente para anular o desastroso quarto anterior. O resultado não poderia ter sido outro: tropeço em casa, e para um adversário que precisa perder o máximo de jogos.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Wolves)

Se tivemos algo de bom (contra o Wolves), foram as belas atuações de Emeka Okafor, Marco Belinelli e Gustavo Ayon, que já aparece muito mais solto e confiante na rotação do time.

O mexicano Gustavo Ayon foi bem, apesar do terceiro quarto sofrível do Hornets

Na noite seguinte, lá foi o Hornets para Memphis, onde enfrentou o Grizzlies. O nosso rival da pré-temporada (em que vencemos os dois jogos) fez valer o seu mando de quadra e ganhou a partida, por 108 a 99. Eu não posso tecer grandes comentários, já que não assisti ao jogo e me guiei apenas pelo que li (valeu, André Lucas!). Porém, duas coisas me incomodam, logo de cara. Primeiro, eu observo que deixamos o nosso rival ultrapassar a marca dos 100 pontos, o que não é comum para o nosso time. E, depois, novamente os tais 25% aparecem com força. No primeiro quarto, triunfo do Hornets: 24 a 20. Aí, vem o segundo quarto, e os zangões sofrem um incrível 37 a 23! Quase 40 pontos, em um mísero período! Na etapa final, volta o equilíbrio, com uma equipe vencendo cada quarto. Fim de jogo, e vitória do Grizzlies, que deve ter nos agradecido pela “forcinha” no segundo período, né?

Sobre as atuações individuais, Jarrett Jack, Jason Smith e Greivis Vasquez (que reencontrou a sua ex-equipe) parecem ter sido os nossos destaques, lá no Tennessee. E o Gustavo Ayon também fez um outro jogo consistente, pelo que pude conferir no Box Score.

* Veja aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Grizzlies)

Enfim, duas derrotas sofridas, graças a um quarto desastroso em cada jogo. Os terríveis 25%. Contra o Wolves, foi o terceiro período. Contra o Grizzlies, foi o segundo. O que acontece com o nosso time? Olhem, eu não tenho as respostas, mas posso dar pitacos. Na minha modesta opinião, nos falta um jogador para chamar a responsabilidade nos momentos críticos das partidas. Esse cara seria o Eric Gordon (lembram do que ele fez na nossa estreia?), mas o nosso SG titular ainda sente o joelho direito e só volta a jogar em um semana (pelo menos, essa é a previsão). Além disso, temos a questão psicológica. O time começa a errar, vê o adversário abrir vantagem e demora muito a se reencontrar na partida. E quando volta ao normal, já é tarde demais. Tem que tirar 16, 17 pontos de diferença, e acaba não conseguindo. Isso é algo que o treinador Monty Williams precisa resolver com os atletas. É conversa, organização, foco, auto-controle, etc. E por último, o mérito dos adversários. Afinal, a gente não entrega os pontos. Eles vão lá, aproveitam o nosso mau momento e constroem a vitória em cima do apagão do Hornets. Bem, essas foram as explicações que eu consegui encontrar para esse back-to-back horrendo. Se alguém que está lendo este post tiver mais alguma coisa a acrescentar, por favor, comente lá embaixo. Eu responderei o mais brevemente possível e poderemos debater sobre o assunto, como de praxe.

Confere aí algumas cestas do italiano Marco Belinelli, na derrota do Hornets para o Grizzlies. Pelo menos, as bolas de três pontos estão começando a cair…

OBS 1: Esse uniforme dourado e azul é muito bonito, mas dá um azar… Desde que começou a usá-lo, na temporada passada, o Hornets tem perdido muito mais jogos do que ganhado, quando o veste. Claro que isso é  uma superstição boba, mas qualquer torcedor procura se apegar a fatos como esse, quando as coisas não vão bem. Aliás, sugiro, novamente, a volta dos uniformes do New Orleans Buccaneers (para quem não lembra ou não viu, clique aqui)! Esses, sim, trazem sorte!

OBS 2: Alguém aí sabe por que o pivô Chris Kaman jogou uma média de apenas pouco mais de 16 minutos, nessas duas últimas partidas? É, no mínimo, estranho…


 FERROADAS

* HORNETS VS BLAZERS: Os zangões voltarão à quadra, nesta segunda-feira (16/01), às 18h (de Brasília), um horário terrível! O adversário é a boa equipe de Portland, e o duelo acontecerá na New Orleans Arena. O Brazilian Hornet tentará acompanhar, via Twitter. Contudo, existe uma enorme chance de isso não acontecer. Espero que o pessoal compreenda (18h é complicado!). E espero também que, após tantas tempestades, o nosso time não tenha desaprendido a conjugar o verbo vencer.

* RETROSPECTO ASSUSTADOR: Essa é para os que gostam de dezenas. Você sabia que, dos últimos dez jogos, o New Orleans Hornets venceu apenas um? Foram nove derrotas, meus amigos! Então, o time é uma porcaria? O pior, é que não é. Porcaria é a maneira como a nossa equipe tem perdido esses jogos. Isso mesmo, os 25%, os apagões em momentos cruciais, os inúmeros erros ofensivos, etc. Mas não voltarei a me alongar sobre esses assuntos. Já está de bom tamanho por hoje, não é mesmo?