TORCEDOR, A ALMA DO ESPORTE

A capa acima reflete o sentimento de vários fãs

* Por Lucas Ottoni

Após a vitória do nosso New Orleans Hornets na loteria para o draft de 2012, quase todo o meu tempo livre nesses últimos dias foi dedicado a procurar textos e mais textos, vídeos e mais vídeos, fotos e mais fotos dele, Anthony Davis, o cara que – muito provavelmente – será selecionado pelos zangões na noite de 28 de junho. Encontrei muita coisa legal, outras nem tanto… Mas, no fundo, depois de toda essa empolgação, eu me peguei pensando: “Putz, eu poderia estar na praia, mas estou aqui, na frente de um computador, sonhando com o Anthony Davis… Por que eu estou fazendo isso?“. É incrível mesmo o que a gente faz por paixão – por mais louca que seja -, vocês concordam? E é aí que eu vejo que o esporte – seja ele basquete ou qualquer outro – não teria a menor graça se não fôssemos nós, os torcedores.

* Anthony Davis não vê a hora de enfrentar Kobe Bryant. Leia aqui!

Que me perdoem os jogadores e técnicos, mascotes e dirigentes, patrocinadores e proprietários, mas a nossa paixão, a paixão do torcedor, é que faz o esporte ser algo tão emocionante, tão único, tão rentável e tão especial. No momento em que foram anunciadas as posições de escolha das equipes no draft, vocês já imaginaram quantas pessoas ao redor do mundo riram e lamentaram, pularam de alegria e choraram de tristeza, ou se manifestaram das mais diversas formas? Isso tudo por causa de um simples sorteio! Não foi uma final de campeonato, não foi uma vitória apertada ou uma virada espetacular… Foi um sorteio. Nós – torcedores envolvidos nesse turbilhão que é o esporte – amamos o basquete, amamos a NBA e (no nosso caso específico) amamos o Hornets. Viramos noites sofrendo com os jogos, debatemos de forma acalorada as situações que estão acontecendo com a nossa amada equipe, pulamos de alegria quando uma boa notícia surge. São coisas que não têm explicação. Nós apenas somos uns bobos apaixonados e pronto! Depois do que vi na minha procura por qualquer coisa sobre o Anthony Davis, e depois do questionamento que eu mesmo me fiz depois disso, cheguei a uma questão muito mais relevante: sem os fãs apaixonados, o esporte teria qualquer história para contar?

A quem achou este post muito exagerado, eu peço desculpas. Mas é que depois de meses opinando sobre jogos, jogadores, trocas, técnicos e proprietários, eu entendi que hoje seria uma boa hora para falar sobre todos nós, pessoas tão comuns, mas – ao mesmo tempo – tão essenciais ao esporte. Você ainda duvida da força que nós, fãs, possuímos? Então, dá só uma olhada no que um simples sorteio pode acabar se transformando…

É por causa de manifestações apaixonadas como essas que o esporte é o que é. GO HORNETS!!!

* O QUE VEM POR AÍ…: Assim que terminarmos as retrospectivas do elenco do Hornets na temporada 2011-12 (até agora, temos essa e essa), começaremos a falar sobre alguns jovens que poderão estar na mira da nossa franquia para o draft do dia 28 de junho. Aguardem!

* TEORIA DA CONSPIRAÇÃO: Assim que o Hornets ganhou a loteria, começou a aparecer um monte de gente reclamando e dizendo que tudo foi uma armação da NBA para premiar o Tom Benson (que comprou a franquia) com a 1ª escolha do draft de 2012. Há pessoas que nunca se conformam com a sorte ou a fortuna do próximo. Estão sempre buscando uma explicação para tentar diminuir ou mesmo denegrir o sucesso alheio. A esses, eu só digo uma coisa: o choro é livre, e o Anthony Davis irá para New Orleans. Ponto final.

UMA VITÓRIA NO DIA CERTO

Todos os parceiros estão convidados a repartir este fantástico bolo!

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Antes de qualquer coisa, eu gostaria de agradecer a todos vocês, visitantes ilustres do Brazilian Hornet, pelas lembranças destinadas ao aniversariante aqui. Muito obrigado mesmo, por cada palavra. Como vocês sabem, eu acabei de completar 31 anos (no último dia 11 de abril). Uma idade boa, em que você já não se sente mais tão garoto, mas também não se considera velho e acabado. Fica-se ali, perto do meio-termo, e isso está de bom tamanho para mim. Ok, chega de egocentrismo. Vamos “hablar” de Hornets? O nosso time abriu a semana na segunda-feira, 09/04, encarando o Los Angeles Lakers (37-22) e perdendo para os angelinos na New Orleans Arena: 93 a 91 (e lá se foi o meu presente de aniversário antecipado). Pelo placar, vocês puderam perceber que a partida foi duríssima. No entanto, falaremos dela mais abaixo. Eu quero começar este post com um resultado positivo no dia certo. Ontem, 11/04 (essa data não me é estranha), os zangões enfrentaram o Sacramento Kings (19-40) e me presentearam (só mais um pouco de egocentrismo, vai?) com um belo resultado na Colmeia: 105 a 96. Que me desculpem os outros fãs do Hornets, mas essa vitória foi para mim! Bem, agora que eu já estou começando a me sentir importante, vamos refletir um pouquinho no parágrafo abaixo…

Após os jogos contra Lakers e Kings, apenas 8 duelos separam o New Orleans Hornets (16-42) do fim da linha na temporada 2011-12 da NBA. A nossa equipe segue na lanterna da Conferência Oeste e já não possui qualquer chance de alcançar os playoffs. Portanto, essas partidas restantes não mudarão a situação dos zangões no campeonato, mas podem servir para que o técnico Monty Williams faça as últimas observações e conclua algumas ideias a respeito do atual elenco. Então, vale a pena conferir o comportamento dos nossos jogadores nessa reta final de temporada regular. Devemos encarar esses 8 jogos como uma espécie de início do processo de formação do time para 2012-13. E isso, acreditem, pode ser muito interessante daqui para frente. Vejam o que falta para nós (horários de Brasília):

Abril

Adversário Horário
 Sex 13  vs Utah    21:00
 Dom 15  vs Memphis    20:00
 Seg 16  @ Charlotte    20:00
 Qua 18  @ Memphis    21:00
 Qui 19  vs Houston    21:00
 Dom 22  @ LA Clippers    22:30
 Ter 24  @ Golden State    23:30
 Qui 26  @ Houston    21:00

Essas partidas poderão representar o começo de uma nova equipe para o basquete profissional de New Orleans, mais competitiva, forte e entrosada. Eu sugiro aos amigos que acompanhem os 8 jogos restantes. O calendário está aí em cima. Não tem erro. Agora, vamos entrar rapidamente na vitória em homenagem a mim (eu acredito!) e na derrota para o Lakers…

Marco Belinelli foi bem contra o Kings

Ontem à noite, quando eu soprei 31 velinhas, o Jason Smith e o Marco Belinelli resolveram comandar a festa, e quem acabou pagando a conta foi o Sacramento Kings (eles vêm de 6 derrotas seguidas!). Com 22 pontos e enterradas chocantes, o nosso ala-pivô branquelo mostrou que vive uma ótima fase e que merece fazer parte do futuro do nosso time. E vocês, o que acham? Já o ala-armador italiano anotou 21 pontos e também vem jogando muito bem (ele se apresenta muito melhor quando atua ao lado do armador Greivis Vasquez). É impressionante como o Belinelli parece mais confiante do que no início da temporada, e eu tenho a impressão de que ele conseguirá estender o seu contrato com os zangões. Se isso realmente acontecer, méritos para ele. Outro atleta que me causou boa impressão foi o jovem ala Al-Farouq Aminu. Ele vem mostrando uma capacidade defensiva muito boa e aproveitando os minutos a mais que vem recebendo, já que o técnico Monty Williams resolveu poupar o Trevor Ariza. Mais um jovem, o ala-armador Xavier Henry, também apareceu bem contra os Reis: ele anotou 14 pontos e mostrou intensidade. No lado adversário, o ala-armador Marcus Thornton – um velho conhecido – foi quem nos deu mais trabalho (só para variar): foram 25 pontos. Enfim, foi com boas atuações de jogadores menos cotados que o Hornets conseguiu me presentear com uma bela vitória. Após um primeiro quarto ruim, os zangões se acertaram e conseguiram bater a turma de Sacramento: 105 a 96.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Kings)

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Lakers)

Greivis "Davi" Vasquez vs Pau "Golias"

Voltando lá para a segunda-feira (09/04), o Hornets também jogou na New Orleans Arena, mas acabou perdendo. O duelo com o tradicional Los Angeles Lakers foi equilibradíssimo e decidido nos segundos finais. Os angelinos estavam sem o astro Kobe Bryant (lesão na canela esquerda), e os zangões não contaram com o ótimo Eric Gordon (dores na parte inferior das costas). Dentro de quadra, as grandes atuações do trio Greivis Vasquez (18 pontos e 11 assistências), Carl Landry (20 pontos e 11 rebotes) e Marco Belinelli (20 pontos) não foram suficientes para conter a dupla de garrafão mais poderosa da NBA. O ala-pivô espanhol Pau Gasol saiu de quadra com 25 pontos e 9 rebotes, enquanto o pivô Andrew Bynum conseguiu 18 pontos e 11 rebotes. Nada mal, não é mesmo? Apesar disso, foram dois arremessos certeiros – um do ala Metta World Peace, e outro do armador Ramon Sessions – da linha dos três pontos que definiram o confronto a favor dos visitantes. Fim de jogo: 93 para o Lakers, 91 para o Hornets. Perder por míseros dois pontinhos de diferença é sempre ruim. E para o Lakers é ainda pior, concordam? Mas tudo bem, não tem problema. O meu presente de aniversário não foi antecipado (por muito pouco!), mas acabou chegando no dia exato: 11 de abril. Portanto, eu não tenho do que me queixar. Obrigado, Hornets!

No vídeo abaixo, os highlights de Hornets vs Lakers:

Para terminar, vocês viram no parágrafo acima que o Eric Gordon se lesionou novamente. Ele sentiu um problema nas costas na partida do último sábado (07/04), contra o Minnesota Timberwolves, e acabou desfalcando o Hornets contra Lakers e Kings. Não parece ser nada sério, mas é muito chato ver o cara que deveria ser o nosso principal jogador não conseguindo ter uma sequência na temporada. Por falar nisso, o resultado parcial da nossa última enquete indica que apenas 2 pessoas (6.9%) acham que o Hornets seria um dos líderes do Oeste, caso o Gordon estivesse sempre saudável. Já 7 participantes (24.14%) acreditam que o time chegaria aos playoffs com dificuldade. A maioria absoluta – 17 votos (58.62%) – colocou o Hornets fora dos playoffs, mas com uma campanha bem melhor que a atual. E 3 ilustres companheiros (10.34%) determinaram que nada mudaria, mesmo com o Gordon comandando a equipe. No total, 29 votos foram computados (será que alguém votou mais de uma vez?). Bem, quem ainda não votou, é só clicar aqui. A enquete não tem data de término. Votem à vontade!

* JARRETT JACK: O armador titular do Hornets está fora do restante da temporada 2011-12 da NBA. Ele se encontra com uma fratura no pé direito causada por stress (leia-se excesso de esforço). E é a palavra ESFORÇO que define bem o que foi o Jack para os zangões nesse campeonato. Quem torce pelo time de New Orleans deve aplaudir de pé o JJ. Acertando ou errando, ele jogou duro todas as noites em que esteve em quadra. O comprometimento com a equipe e o espírito de liderança foram as marcas registradas dele. Valeu, Jack!

* JEROME DYSON: Com o afastamento do JJ, o Hornets contratou o armador Jerome Dyson por dez dias. Ele havia participado dos treinamentos de pré-temporada com o time, mas acabou dispensado pouco antes de o campeonato começar. Dyson, de 24 anos, estreou (na NBA) ontem, contra o Kings, e saiu de quadra com 3 pontos, 5 assistências, 3 rebotes e 1 roubo, em 23 minutos. Nada mal para um marinheiro de primeira viagem, hein?

* PERGUNTAR NÃO OFENDE: Alguém aí sabe por que o Gustavo Ayon tem jogado tão pouquinho? A franquia da Louisiana pretende continuar com ele, mas o mexicano quase não tem aparecido nos jogos. Dá para entender?

UMA DÚVIDA PERTINENTE

Podem acreditar! É o Eric Gordon mesmo! Ele voltou e derrubou o Nuggets!

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Eu sei que o post está – há três jogos – atrasado, pois uma série de questões particulares me impediram de tocar o Brazilian Hornet nos últimos dias. Então, peço desculpas ao pessoal que aguardava o texto do nosso último back-to-back (Lakers e Suns), que eu havia prometido para a segunda-feira (02/04) e que acabou não aparecendo por aqui. Fiquem sossegados, que eu vou tentar recuperar o tempo perdido e falar (muito) rapidamente sobre essas duas partidas hoje. No entanto, o assunto principal deste post não pode ser outro que não o retorno do ala-armador Eric Gordon às quadras. Sim, ele voltou nesta última quarta-feira, contra o Denver Nuggets (29-25), na New Orleans Arena. E o que aconteceu? O Hornets fez 94 a 92 (ufa!) sobre a turma do Colorado e alcançou a sua 14ª vitória na temporada 2011-12 da NBA (14-40). Com o Gordon em ação, os zangões venceram dois dos três jogos em que ele atuou. E esse fato levanta uma dúvida para lá de pertinente na cabeça dos fãs da equipe da Louisiana: se o Eric Gordon estivesse saudável ao longo de todo o campeonato, a campanha do Hornets teria sido diferente? Bem, eu resolvi criar aí embaixo uma enquete sobre o assunto. Votem à vontade!


OBS:
 Se possível, expliquem o porquê da escolha lá embaixo, nos comentários. Assim, poderemos debater. A minha escolha, e o motivo, já estão explicados lá.

Todo mundo sabe que o Eric Gordon chegou ao Hornets como parte da negociação que levou o armador Chris Paul para o Los Angeles Clippers. E todo mundo sabe também que ele machucou o joelho direito na estreia dos zangões na atual temporada, diante do Phoenix Suns. De lá para cá, o Gordon jogou apenas mais uma partida (contra o Philadelphia 76ers), passou por uma cirurgia (no joelho) e ficou uns 3 meses afastado das quadras. O fato é que esse jogador tem um enorme potencial, é talentoso e poderia ter sido o grande nome do New Orleans Hornets no campeonato. Ele fez uma falta tremenda ao time nesse período em que esteve longe dos jogos, e é uma pena que tenha retornado apenas agora, restando menos de 15 compromissos para o fim da nossa campanha. Porém, antes tarde do que nunca. Como eu já havia escrito lá em cima, o Gordon voltou na quarta-feira (04/04), contra o Nuggets, na New Orleans Arena. Ele jogou por quase 34 minutos, marcou 15 pontos e – mais uma vez – foi decisivo para a vitória suada dos zangões. É só ver o vídeo:

É bom saber que nós temos novamente um jogador que não se furta de decidir os jogos e que sabe exatamente o que fazer para que o lance derradeiro seja concluído com sucesso, não é mesmo? Afinal, perdemos diversas partidas nessa temporada nos segundos finais, nos momentos de definição, e isso mostra a falta que o Mr. Gordon fez à equipe do Hornets. Tuitadas infelizes à parte, que ele seja muito bem-vindo de volta!

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Nuggets)

O "chute" certeiro de Kobe Bryant

Para terminar o post (eu não esqueci), vamos falar rapidamente sobre o back-to-back do último final de semana, que encerrou uma excursão de cinco jogos do Hornets pela Costa Oeste. No sábado passado (31/03), os zangões foram ao Staples Center e fizeram um jogo duríssimo com o Los Angeles Lakers (35-20). Eu não assisti ao duelo, mas soube que o astro Kobe Bryant esteve em um dia para (quase) se esquecer. Ele errou uma penca de arremessos e apresentou um basquete até irreconhecível. No entanto, o Kobe é o Kobe. Ele acabou fazendo isso aqui no momento decisivo, e os angelinos acabaram saindo com uma vitória sofrida: 88 a 85. Um dia depois, no último domingo, a nossa equipe parecia bastante desgastada pelo duelo em LA e acabou sendo presa tranquila para o Phoenix Suns (28-26), lá no Arizona. Steve Nash e cia. fizeram 92 a 75 e encerraram o nosso back-to-back com duas derrotas. De repente, com o Eric Gordon em quadra, as coisas poderiam ter sido bem diferentes… Alguém aí duvida?

* BACK-TO-BACK: Hoje à noite (21h30m de Brasília), o New Orleans Hornets estará em San Antonio, para o duelo contra o Spurs do bom e velho Tim Duncan. Um dia depois, neste sábado (07/04), os zangões terão pela frente o Timberwolves, na Louisiana. A bola subirá às 21h (de Brasília). O Brazilian Hornet deve passar informações, via Twitter. Siga o BH e fique por dentro de tudo o que acontecerá em quadra.

* Spurs Brasil: a prévia do jogo contra o San Antonio Spurs

GAROTADA BOA: Na última segunda-feira (02/04), a Universidade de Kentucky derrotou Kansas e conquistou o título nacional universitário lá nos EUA. Porém, isso é o que menos importa para nós. O que interessa, na verdade, são os jovens talentos que pudemos observar: Anthony Davis, Michael Kidd-Gilchrist, Thomas Robinson, Doron Lamb, Terrence Jones… Dois deles poderão estar vestindo uniformes do Hornets muito em breve. O draft vem aí!

Um ótimo feriado de Páscoa a todos!

MAIS DERROTAS E OLHO NO DRAFT

Os zangões perderam, mas deram bastante trabalho ao mascarado Kobe Bryant

* Por Lucas Ottoni

No post de ontem, nós falamos sobre a trade deadline e sobre o quanto o nosso GM (Dell Demps) está animado com as possibilidades do New Orleans Hornets no próximo verão norte-americano. E isso ganha cada vez mais força ao observarmos o que tem acontecido dentro de quadra. Eu estou falando de draft, amigos. Já não dá mais para negar que a nossa franquia está olhando para o evento do próximo dia 28 de junho de maneira especial. Mais para o fim da temporada, nós falaremos bastante sobre esse draft que se avizinha e sobre os jovens talentos que poderão desembarcar em New Orleans. Por agora, eu vou voltar a escrever a respeito do caminho que os zangões estão sedimentando para ficarem em posição privilegiada na aguardada loteria. Pois é, tivemos mais um back-to-back. O resultado? Mais duas derrotas. Vamos ao parágrafo seguinte…

A campanha do Hornets hoje indica um registro de 10-34. Após a terrível derrota para o Charlotte Bobcats, o time voltou à quadra para enfrentar o poderoso Los Angeles Lakers (28-16). O jogo rolou na última quarta-feira (14/03), na New Orleans Arena. Ao contrário da exibição patética que tivemos diante do Charlotte (também na Colmeia), nós endurecemos a vida de Kobe e cia., acabamos perdendo a chance de vencer no tempo normal e caímos na prorrogação: 107 a 101 para o Lakers. Um dia depois, na quinta-feira (15/03), os zangões receberam o fraco Washington Wizards (10-33). Resultado? Nova decepção. Com o jovem armador John Wall inspiradíssimo, a equipe da capital nos impôs um placar de 99 a 89. Voltando novamente ao nosso registro, podemos observar uma campanha horrorosa em casa: 4-19. Apenas 4 vitórias em 19 jogos. Fora de New Orleans, a situação é a seguinte: 6-15. Portanto, jogar na Louisiana (ou longe dela) tem sido um detalhe insignificante para o Hornets. Mas vamos falar rapidamente sobre esse último back-to-back (estou um pouco atrasado, eu sei):

Greivis Vasquez sofre forte marcação

Após o joguinho mequetrefe que fizemos diante do Bobcats, as perspectivas para o duelo contra o Lakers eram as piores possíveis. Uma derrota dolorosa era aguardada, mas eis que surge mais uma vez o Hornets para nos pregar uma peça daquelas. O nosso time jogou muito bem e fez Kobe Bryant e seus companheiros passarem por maus bocados ao longo da partida. Comandados pelo armador Jarrett Jack e pelo pivô Chris Kaman, os zangões dominaram o primeiro tempo e foram para o intervalo vencendo os californianos por 54 a 40. No terceiro período, o Lakers reagiu e fez o jogo ganhar contornos emocionantes no fim. O Hornets teve a vitória nas mãos, quando o armador Greivis Vasquez passou a bola para Chris Kaman, nos segundos finais. Só que o germânico errou o arremesso, e a partida foi para a prorrogação – após Kobe Bryant ter 2 segundos para tentar um último “chute” e também errar (93 a 93). Aí, a maior experiência e qualidade do Lakers falaram mais alto. O nosso time falhou demais, se mostrou afobado nos momentos decisivos e viu os visitantes saírem de quadra com o placar de 107 a 101.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Lakers)

Pelo lado dos zangões, Jarrett Jack esteve quase imparável: 30 pontos para ele. Já Chris Kaman anotou outro duplo-duplo: 21 pontos e 12 rebotes. Com 15 tentos e 6 assistências (em apenas 17 minutos), Greivis Vasquez também merece menção. Já o Lakers presenciou outra bela noite do ala-armador Kobe Bryant, com 33 pontos. O pivô Andrew Bynum (aquele mesmo, que esnobou o Hornets em uma entrevista) também jogou o fino e conseguiu um incrível duplo-duplo: 25 pontos e 18 rebotes. Embora com números mais modestos, o ala-pivô espanhol Pau Gasol também conseguiu o seu duplo-duplo: 18 pontos e 10 rebotes. Esses números indicam que a partida foi de alto nível, disputada por dois times que apresentaram qualidades. Então, eu realmente não consigo entender como o Hornets pôde ser derrotado pelo Bobcats. Ok, eu sei que isso é passado. Vamos para o próximo duelo…

O Hornets sofreu com John Wall

Um dia depois da boa atuação contra o Lakers, os zangões voltaram a jogar em casa, dessa vez diante do frágil Washington Wizards. E o que aconteceu? Vocês já podem imaginar, não é mesmo? Só para não perder o hábito, o Hornets voltou a jogar mal e foi derrotado pelo placar de 99 a 89. O armador John Wall deu uma canseira imensa ao Jarrett Jack e ao Greivis Vasquez e saiu de quadra com 26 pontos, 12 assistências e 3 roubos. Uma exibição de gala! Até o ala-armador reserva Roger Mason Jr. aprontou anotando 19 pontos. Na verdade, o jogo não foi bom como o da noite anterior (isso já era esperado), e os zangões não encontraram um jeito de parar o Wall. Por isso, perderam mais uma. Nem as boas atuações de Gustavo Ayon (16 pontos e 9 rebotes) e Chris Kaman (20 pontos e 7 rebotes) foram capazes de salvar a equipe da Louisiana. Então, o saldo final desse back-to-back foi o seguinte: mais duas derrotas. Eu sei que estou sendo repetitivo, mas quanto mais eu escrevo a palavra DERROTA, mais a palavra DRAFT vem à minha mente. São as tais possibilidades levantadas pelo Demps após a trade deadline. Não dá para pensar em nada muito diferente disso, concordam?

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Wizards)

No vídeo abaixo, os highlights de Hornets vs Lakers:

Ficamos por aqui hoje. Tenham um excelente fim de semana!


 FERROADAS

* HORNETS @ NETS: Eu quase ia me esquecendo… Sim, hoje tem jogo! Daqui a pouco, os zangões voltarão à quadra. O adversário é o New Jersey Nets, e o duelo acontecerá às 21h (de Brasília), no Prudential Center (NJ). Dessa vez, o Brazilian Hornet não deverá acompanhar a partida pelo Twitter. Sábado à noite, vocês sabem como é…

* A CAMINHO: Na próxima semana, deveremos ter algumas pequenas novidades aqui no BH. Coisinhas para deixar o blog visualmente mais legal e menos trabalhoso para o rapaz que vos escreve. Aguardem!

RESPONDA E GANHE UM BIOMBO!

O biombo: ele garante privacidade e bloqueia olhares indesejáveis

* Por Lucas Ottoni

Quando eu achava que já tinha visto tudo de ruim que uma noite infeliz do New Orleans Hornets (10-32) poderia nos trazer, eis que me surge o jogo de ontem, contra o fraco Charlotte Bobcats (6-34). Em primeiro lugar, foi anunciado o comparecimento de um público de 15.254 torcedores na New Orleans Arena. Mas, na verdade, o que se via na Colmeia era algo parecido com isso. Tudo bem, eu posso estar exagerando, mas a nossa arena estava com enormes espaços vazios. Talvez, os fãs já estivessem prevendo o que estaria por vir e resolveram ficar no conforto de suas casas. Tendo em vista o que aconteceu dentro de quadra, não dá para culpar os ausentes. Não dá mesmo. Eu estou com tanto desânimo para falar sobre a nossa horrível derrota de 73 a 71 para o Cats, que vou mandar logo toda a ruindade em vermelho chinês:

1) Os dois times foram para o intervalo sem alcançar sequer 40 pontos na partida. O Hornets venceu a primeira metade do jogo por 37 a 35. Isso já mostra – de forma bem clara – a falta de inspiração de ambos os “esquadrões”.

2) Tivemos nada menos que 34 turnovers em quadra. E até na ruindade, os dois times caminharam juntos: foram 17 TO para cada. Os “campeões” da noite foram os armadores Jarrett Jack (NOH), com 6 TO, e D.J. Augustin (CHA), com 5. Vendo esses PGs “inspiradíssimos”, imaginem só a beleza que foi a organização ofensiva das equipes…

3) Os cestinhas do jogo anotaram apenas 15 pontos. Sim, 15 pontos foram o suficiente para que o Jarrett Jack (NOH) e o Gerald Henderson (CHA) acabassem condecorados como os grandes artilheiros do “clássico”. Eu não estou dizendo que esses times caminharam juntos na ruindade?

4) Para não dizer que tudo foi lama, o nosso pivô Chris Kaman teve uma boa (para não chamar de razoável) atuação. Mais um duplo-duplo para o alemão: 12 pontos e 16 rebotes – além de 3 bloqueios -, em 40 minutos. Legal, né? E é justamente desse cara que o Hornets pretende se livrar até quinta-feira. Não é “formidável”?

5) E lá foi o Trevor Ariza, todo feliz, nos segundos finais, tentando igualar a ruindade também no placar e levar essa ruindade para a prorrogação. Mas eis que surge um Biyombo pela frente e nos livra de mais 5 minutos de horror! Obrigado, Bismack!

Pois é, amigos. Diante disso, eu vou mandar a pergunta que vale o prêmio, um incrível biombo! Vamos lá: “o que faz um sujeito chegar em casa à noite, sentar em frente a um computador e perder duas horas e meia de sua vida presenciando uma partida como a de ontem?”. O dono da resposta mais criativa levará um sensacional biombo para casa!

OBS: O ganhador do prêmio receberá o seu fantástico biombo no dia em que o Hornets ou o Bobcats alcançarem o título da NBA. Combinado assim?

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida

E o nosso post de hoje fica por aqui. Nada mais a declarar.


 FERROADAS

* HORNETS VS LAKERS: Nesta quarta-feira (14/03), os zangões voltarão à quadra. O adversário é o Los Angeles Lakers, do nosso querido Kobe Bryant. O duelo acontecerá às 21h (de Brasília), na New Orleans Arena, e o Brazilian Hornet deve acompanhar, via Twitter. Siga o BH e fique por dentro de tudo o que acontecerá ao longo da partida. Será que conseguiremos ultrapassar a marca de 71 pontos? A conferir…

* PAUL SILAS: Hoje no Charlotte Bobcats, ele é – em minha opinião – o maior técnico da história da franquia Hornets, até o momento. E há algum tempo eu já venho querendo escrever um post sobre o mestre Silas. Mas o que tem faltado é exatamente isso: tempo. Espero, em breve, concretizar essa ideia e escrever aqui no BH. Esse senhor comandou times nossos que me trazem ótimas recordações. Merece todas as homenagens!

* NOTA TRISTE: Dick Harter, primeiro treinador da franquia Hornets, faleceu ontem, aos 81 anos, vítima de câncer. Harter assumiu o comando técnico do Charlotte Hornets em 1988 (ano de estreia do time na NBA) e esteve com a equipe durante (aproximadamente) 1 ano e meio. Nesse período, ele colecionou 28 vitórias e 94 derrotas com os zangões.  Que esteja na paz de Deus.