ENFIM, O ÚLTIMO ATO

Greivis Vasquez e Jason Smith celebram outra vitória do Hornets na reta final

* Por Lucas Ottoni

Sem qualquer chance de alcançar os playoffs da temporada 2011-12 da NBA, o New Orleans Hornets (21-44) vai se despedir do campeonato nesta quinta-feira, às 21h (de Brasília), diante do também eliminado Houston Rockets (33-32), lá no Texas. O jogo é uma mera formalidade, assim como as partidas que os zangões encararam nos últimos dias. Afinal, a notícia da compra da franquia pelo bilionário Tom Benson e as possíveis consequências disso (aqui e aqui) acabaram colocando os acontecimentos dentro de quadra em segundo plano. Nada mais compreensível, já que esses jogos derradeiros têm servido apenas para que o técnico Monty Williams realize avaliações no elenco e coloque os jogadores mais jovens ou em fim de contrato para mostrarem serviço. Portanto, o comportamento desses caras na reta final é o principal alvo da nossa análise. Mas antes de entrarmos nisso, vamos falar rapidamente sobre os resultados que a equipe da Louisiana obteve de uma semana para cá…

* Clique aqui e confira a prévia do nosso jogo de despedida (em inglês) 

Eric Gordon bate um papo com CP3

Na quarta-feira passada (18/04), o Hornets foi até o Tennessee e perdeu para o bom time do Memphis Grizzlies (40-25): 103 a 91. Um resultado absolutamente normal, tendo em vista que atletas como Jarrett Jack (lesionado), Chris Kaman (lesionado), Eric Gordon (poupado) e Trevor Ariza (poupado) não atuaram. Como havia prometido, o Monty Williams colocou em quadra uma equipe recheada de jovens e jogadores pouco experimentados na NBA. Um dia depois, os zangões voltaram para New Orleans, enfrentaram o Houston Rockets e venceram na prorrogação: 105 a 99. O ala-armador Eric Gordon atuou, foi o destaque (com 27 pontos) e brindou o público no último jogo que fizemos em casa na temporada. Após a boa vitória, o time teve dois dias sem jogos antes de viajar para Los Angeles e bater de frente com o LA Clippers (40-26), no último domingo (22/04). O Hornets se apresentou muito bem e chegou a ir para o último período vencendo por 10 pontos de diferença. No entanto, o nosso velho conhecido Chris Paul resolveu acabar com a festa e comandou a reação dos angelinos: 107 a 98, com 33 pontos, 13 assistências e 8 roubos (!) do CP3. Creio que essa derrota foi um belo aprendizado para a nossa garotada, e acho que o técnico Monty Williams pensa exatamente como eu. E para fechar a retrospectiva semanal, os zangões deram uma passada em Oakland e conseguiram um triunfo suado sobre o Golden State Warriors, na nossa penúltima aparição na temporada: 83 a 81. Vejam o lance esquisito (um bloqueio com a bola na descendente!) que decretou a 21ª vitória do Hornets, na madrugada desta quarta-feira (25/04):

Bem, você não precisa ser fera em matemática para saber que nós saímos com 2 vitórias e 2 derrotas, nos últimos 4 jogos. Contudo, o mais importante foi o comportamento do time. O Monty testou algumas formações, deu mais tempo em quadra a alguns jogadores e – como consequência – observou qualidades e defeitos a serem trabalhados daqui para frente. O fato é que o Hornets joga duro todas as noites, não importando a situação em que se encontre. E isso é reflexo da excelente atuação do Monty Williams, não resta a menor dúvida. Mesmo tendo o seu trabalho brutalmente comprometido pelas lesões no elenco ao longo de todo o campeonato, ele soube transformar os zangões em um grupo competitivo com o que tinha em mãos. E o resultado disso virá a longo prazo, podem ter certeza. Nós temos uma equipe jovem, em evolução, e que está sendo muito bem conduzida pelo nosso treinador. Para vocês não acharem que eu estou viajando, vou tentar fundamentar o meu otimismo com algumas coisas que eu tenho observado. Lá vai…

Vasquez amadureceu

1) A maturidade do Greivis Vasquez: o armador venezuelano tem sido uma peça importante para o time nessa reta final do campeonato. Em seu segundo ano na NBA, ele praticamente triplicou as suas médias de pontos, assistências e rebotes, em relação à sua temporada de estreia na liga, onde – pouco – atuou pelo Memphis Grizzlies. No New Orleans Hornets, o Vasquez vem aproveitando bem as chances que tem recebido e está conduzindo a armação da equipe com eficiência. Essa tem sido uma temporada de bastante amadurecimento para o jogador de 25 anos, e ele vem segurando muito bem a onda na ausência do titular Jarrett Jack (lesionado).

Belinelli recebeu elogios

2) O crescimento do Marco Belinelli: o ala-armador italiano começou muito mal a temporada, tendo um baixo aproveitamento no quesito em que é especialista: os arremessos. Muitas vezes o Belinelli foi questionado e criticado, mas o técnico Monty Williams seguiu confiando no jogador de 26 anos para substituir o lesionado Eric Gordon. Hoje, além de se mostrar um artilheiro cada vez mais eficiente, o italiano tem apresentado uma melhora substancial como defensor (ele não é mais aquela “peneira” que era na temporada passada!). Nos últimos 5 jogos como titular, obteve uma média de 18.6 pontos. Inclusive, a ética de trabalho do Belinelli foi bastante elogiada pelo Monty, e o crescimento desse jogador é nítido.

Aminu: em ascensão

3) A evolução defensiva do Al-Farouq Aminu: o ala ex-Clippers é um jovem de 21 anos que chegou cedo demais à liga profissional. Há aspectos em seu jogo que precisam ser muito trabalhados. Ele ainda apresenta sérias deficiências quando tem a bola nas mãos e segue cometendo erros no ataque, onde não raramente é vítima de bloqueios e roubos fáceis (embora tenha melhorado o seu arremesso de média e longa distância). Apesar desses defeitos, o Aminu vem mostrando um enorme potencial defensivo, algo que o técnico Monty Williams aprecia bastante. Tanto que ele afastou o Trevor Ariza das últimas partidas só para observar melhor o desempenho do Aminu, e essa decisão já vem rendendo frutos. A energia para defender tem sido a marca registrada desse jogador. Além de ser um “carrapato”, o Aminu tem boa altura (2,06 metros) e ajuda o time também na luta pelos rebotes. A ideia é que ele siga em constante evolução.

Smith é um jogador melhor

4) O desenvolvimento do Jason Smith: esse ala-pivô de 26 anos é um jogador muito melhor hoje do que quando chegou no Hornets, há quase dois anos. Vocês lembram? Ele é um cara que tem um bom arremesso, mas era afobado demais na defesa e cometia diversas faltas infantis, além de não ter um bom jogo de pernas. Com o passar do tempo, o Smith foi melhorando essas deficiências, aprendendo a evitar algumas faltas por excesso de empolgação e a trabalhar melhor a bola perto da cesta. Além disso, ele tem apresentado um pacote de bloqueios e enterradas animais, algo que não era tão comum em seu jogo quando ele desembarcou na Louisiana, em 2010. Na atual temporada, o Smith possui médias de mais de 10 pontos e quase 5 rebotes por jogo. Eu me arrisco a dizer que esse rapaz é hoje um dos jogadores favoritos dos fãs do Hornets. E certamente isso não é obra do acaso.

Dos últimos 12 jogos, o Hornets venceu oito e teve uma sequência de quatro triunfos consecutivos. É óbvio que o retorno do Eric Gordon também foi fundamental para essa enorme melhora no desempenho do time, mas também é preciso lembrar que ele vem sendo poupado em algumas partidas, e jogadores como Vasquez, Belinelli, Aminu e Smith têm conduzido o Hornets a boas partidas e resultados positivos. Daqui a pouco, teremos o nosso último ato, a nossa despedida do campeonato de 2011-12. E a equipe do técnico Monty Williams encerrará a sua participação deixando o seguinte recado: “estamos começando a ganhar forma para a próxima temporada! Se preparem!”. Amigos, eu estou prevendo algo muito, muito legal vindo por aí…

OBS: Eu não esqueci do ala-pivô mexicano Gustavo Ayon. Ele está sentindo as dificuldades de sua primeira temporada na NBA, mas tem qualidades e já demonstrou isso em alguns jogos. Ele é mais uma peça que poderá ser muito útil à equipe dos zangões. Eu confio demais nisso.

* A SEGUIR: Assim que a temporada terminar, o Brazilian Hornet fará a avaliação do elenco – jogador por jogador – (quem se destacou, quem decepcionou, quem merece ficar, quem deve sair) e também começará a voltar todas as baterias para o draft de 2012 e os jovens talentos que estarão ao alcance dos zangões na noite da seleção. Aguardem!

* TRÊS PERGUNTINHAS: O ala Trevor Ariza foi afastado até do nosso banco de reservas e disse que entende a opção do técnico Monty Williams, que preferiu poupá-lo para dar chance aos jovens jogadores. Agora, vamos às interrogações…

1) Será que o clima entre Ariza e Monty é dos melhores?

2) O Ariza seguirá em New Orleans na próxima temporada?

3) O Michael Kidd-Gilchrist está cada vez mais perto dos zangões?

E então? O que vocês acham? Opinem aí…

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UMA DÚVIDA PERTINENTE

Podem acreditar! É o Eric Gordon mesmo! Ele voltou e derrubou o Nuggets!

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Eu sei que o post está – há três jogos – atrasado, pois uma série de questões particulares me impediram de tocar o Brazilian Hornet nos últimos dias. Então, peço desculpas ao pessoal que aguardava o texto do nosso último back-to-back (Lakers e Suns), que eu havia prometido para a segunda-feira (02/04) e que acabou não aparecendo por aqui. Fiquem sossegados, que eu vou tentar recuperar o tempo perdido e falar (muito) rapidamente sobre essas duas partidas hoje. No entanto, o assunto principal deste post não pode ser outro que não o retorno do ala-armador Eric Gordon às quadras. Sim, ele voltou nesta última quarta-feira, contra o Denver Nuggets (29-25), na New Orleans Arena. E o que aconteceu? O Hornets fez 94 a 92 (ufa!) sobre a turma do Colorado e alcançou a sua 14ª vitória na temporada 2011-12 da NBA (14-40). Com o Gordon em ação, os zangões venceram dois dos três jogos em que ele atuou. E esse fato levanta uma dúvida para lá de pertinente na cabeça dos fãs da equipe da Louisiana: se o Eric Gordon estivesse saudável ao longo de todo o campeonato, a campanha do Hornets teria sido diferente? Bem, eu resolvi criar aí embaixo uma enquete sobre o assunto. Votem à vontade!


OBS:
 Se possível, expliquem o porquê da escolha lá embaixo, nos comentários. Assim, poderemos debater. A minha escolha, e o motivo, já estão explicados lá.

Todo mundo sabe que o Eric Gordon chegou ao Hornets como parte da negociação que levou o armador Chris Paul para o Los Angeles Clippers. E todo mundo sabe também que ele machucou o joelho direito na estreia dos zangões na atual temporada, diante do Phoenix Suns. De lá para cá, o Gordon jogou apenas mais uma partida (contra o Philadelphia 76ers), passou por uma cirurgia (no joelho) e ficou uns 3 meses afastado das quadras. O fato é que esse jogador tem um enorme potencial, é talentoso e poderia ter sido o grande nome do New Orleans Hornets no campeonato. Ele fez uma falta tremenda ao time nesse período em que esteve longe dos jogos, e é uma pena que tenha retornado apenas agora, restando menos de 15 compromissos para o fim da nossa campanha. Porém, antes tarde do que nunca. Como eu já havia escrito lá em cima, o Gordon voltou na quarta-feira (04/04), contra o Nuggets, na New Orleans Arena. Ele jogou por quase 34 minutos, marcou 15 pontos e – mais uma vez – foi decisivo para a vitória suada dos zangões. É só ver o vídeo:

É bom saber que nós temos novamente um jogador que não se furta de decidir os jogos e que sabe exatamente o que fazer para que o lance derradeiro seja concluído com sucesso, não é mesmo? Afinal, perdemos diversas partidas nessa temporada nos segundos finais, nos momentos de definição, e isso mostra a falta que o Mr. Gordon fez à equipe do Hornets. Tuitadas infelizes à parte, que ele seja muito bem-vindo de volta!

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Nuggets)

O "chute" certeiro de Kobe Bryant

Para terminar o post (eu não esqueci), vamos falar rapidamente sobre o back-to-back do último final de semana, que encerrou uma excursão de cinco jogos do Hornets pela Costa Oeste. No sábado passado (31/03), os zangões foram ao Staples Center e fizeram um jogo duríssimo com o Los Angeles Lakers (35-20). Eu não assisti ao duelo, mas soube que o astro Kobe Bryant esteve em um dia para (quase) se esquecer. Ele errou uma penca de arremessos e apresentou um basquete até irreconhecível. No entanto, o Kobe é o Kobe. Ele acabou fazendo isso aqui no momento decisivo, e os angelinos acabaram saindo com uma vitória sofrida: 88 a 85. Um dia depois, no último domingo, a nossa equipe parecia bastante desgastada pelo duelo em LA e acabou sendo presa tranquila para o Phoenix Suns (28-26), lá no Arizona. Steve Nash e cia. fizeram 92 a 75 e encerraram o nosso back-to-back com duas derrotas. De repente, com o Eric Gordon em quadra, as coisas poderiam ter sido bem diferentes… Alguém aí duvida?

* BACK-TO-BACK: Hoje à noite (21h30m de Brasília), o New Orleans Hornets estará em San Antonio, para o duelo contra o Spurs do bom e velho Tim Duncan. Um dia depois, neste sábado (07/04), os zangões terão pela frente o Timberwolves, na Louisiana. A bola subirá às 21h (de Brasília). O Brazilian Hornet deve passar informações, via Twitter. Siga o BH e fique por dentro de tudo o que acontecerá em quadra.

* Spurs Brasil: a prévia do jogo contra o San Antonio Spurs

GAROTADA BOA: Na última segunda-feira (02/04), a Universidade de Kentucky derrotou Kansas e conquistou o título nacional universitário lá nos EUA. Porém, isso é o que menos importa para nós. O que interessa, na verdade, são os jovens talentos que pudemos observar: Anthony Davis, Michael Kidd-Gilchrist, Thomas Robinson, Doron Lamb, Terrence Jones… Dois deles poderão estar vestindo uniformes do Hornets muito em breve. O draft vem aí!

Um ótimo feriado de Páscoa a todos!

UMA SINA NADA AGRADÁVEL

Tome muito cuidado, Jason Smith! A maré está para contusões!

* Por Lucas Ottoni

Em seu passeio pelo Oeste, o New Orleans Hornets (13-38) encarou mais um back-to-back nos últimos dias e saiu dos jogos com uma vitória e uma derrota. Na quarta-feira (28/03), os zangões não tomaram conhecimento do Golden State Warriors (20-29) e conseguiram um placar de 102 a 87, lá em Oakland. Um dia depois (ontem), o time foi até o Oregon e fez uma partida bastante equilibrada com o Portland Trail Blazers (24-27), mas não resistiu às inúmeras cestas de três pontos anotadas pelos donos da casa e acabou sofrendo um revés de 99 a 93. Tendo em vista que a nossa campanha é muito ruim e que nós não temos possibilidade alguma de sonhar com os playoffs, o que mais chama a atenção nesse momento é a sina que vem acompanhando o Hornets desde que a temporada 2011-12 da NBA se iniciou: as lesões e os desfalques. Eu comentava com alguns parceiros que isso parece epidemia! É impressionante como a equipe de New Orleans sofreu com essas situações ao longo de todo o campeonato! Que o calendário da liga é sacrificante, todo mundo já sabe. Ainda mais quando temos 66 jogos em um espaço curtíssimo de tempo (por causa do locaute). O organismo – mesmo sendo o de um atleta profissional – não aguenta. É muitíssimo extenuante mesmo. Vamos, então, observar a atual condição do nosso prezado elenco:

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Warriors) 

Falar em contusões no Hornets sem começar pelo ala-armador Eric Gordon seria uma tremenda leviandade da minha parte. O cara que chegou na Louisiana para ser o principal jogador do time acabou machucando o joelho direito logo na primeira partida do campeonato e participou de apenas mais um jogo, antes de ser afastado para passar por uma intervenção cirúrgica no local. Aliás, surgiu a notícia de que ele está muito próximo de retornar às quadras. Pena que agora seja tarde demais, né? Outro que está há bastante tempo parado é o pivô Emeka Okafor. Ele sofreu uma lesão no joelho esquerdo na semana anterior ao All-Star Weekend 2012 – isto é, lá em meados de fevereiro – e segue sem previsão para retornar. O ala Trevor Ariza também tem problemas físicos. Ele sente dores no tornozelo direito e não vem participando dos últimos jogos da equipe. E já não é a primeira vez na temporada que Ariza desfalca o time por causa de lesão. Só nesse parágrafo já observamos três jogadores fundamentais para os zangões. E você acha que é tudo? Nada disso. Desgraça pouca é bobagem…

Carl Landry: ileso contra o Warriors

Vamos aos grandalhões agora? Ok. O pivô germânico Chris Kaman perdeu alguns jogos por ter sido afastado do elenco, em uma tentativa frustrada da franquia de negociá-lo. Depois voltou e passou a jogar muito bem, mas agora está sofrendo com uma forte gripe que o impossibilitou de participar dos últimos duelos dos zangões. Já o ala-pivô Jason Smith ficou mais de 1 mês parado por causa de uma concussão e só retornou no último dia 17. Outro ala-pivô nosso, o Carl Landry, que lesionou o joelho esquerdo no dia 04 de fevereiro, voltou à equipe apenas no último sábado. Querem outro ala-pivô? Pois não. O mexicano Gustavo Ayon está desfalcando os zangões nesse momento, embora seja por um bom motivo. O primeiro filho dele está para nascer. Que venha com muita saúde! Mas eu lembro que o Ayon também chegou a perder uns joguinhos por conta de lesão. Pensa que acabou? Então, olha só o parágrafo aí embaixo…

No jogo de ontem, contra o Portland Trail Blazers, o nosso técnico Monty Williams teve apenas 8 jogadores à disposição! O desfalque da vez foi o armador Jarrett Jack, que torceu o tornozelo direito na noite anterior, diante do Warriors. Que sina! E também não é a primeira ocasião em que o Jack se ausenta da equipe por conta de lesões.  É difícil resistir a tantas situações adversas. E olha que eu nem falei sobre as suspensões sofridas pelo mesmo JJ e pelo Jason Smith (não me recordo de outras). Eu tenho certeza que o Monty Williams ainda não conseguiu escalar o seu quinteto ideal em jogo nenhum dessa temporada. Pois não há treinador (e torcedor!) que resista a tantas intempéries. Essa “epidemia”, é claro, também explica muito bem a nossa campanha ruim.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Blazers)

Para terminar este post, eu tenho que parabenizar os senhores Greivis Vasquez, Marco Belinelli e Al-Farouq Aminu. Os três foram participantes assíduos dos nossos jogos. Tiveram uma frequência excelente ao longo do campeonato e não deixaram o tio Monty na mão – bom, pelo menos até agora. Eu, honestamente, não me lembro de alguma partida em que um dos três estivesse ausente. Quem se lembrar, favor escrever lá embaixo, nos comentários. Sobre os jogos contra Warriors e Blazers, não há muito o que falar. Nós tivemos boas atuações, sobretudo em Oakland, onde conseguimos uma grande vitória (102 a 87). E a derrota em Portland (99 a 93) aconteceu apenas no fim, como de praxe. O duelo foi equilibradíssimo, mesmo com os nossos inúmeros desfalques. Ah, e que fase a do Belinelli, hein! O italiano vem jogando o fino! Ele anotou 22 pontos contra o Warriors, e 27 diante do Blazers! Até que enfim!

OBS: Eu quase ia me esquecendo do ala-armador Xavier Henry, que chegou ao Hornets já lesionado e perdeu vários jogos antes de estar totalmente à disposição do técnico Monty Williams. É ou não é “epidemia”?

No vídeo abaixo, os highlights de Hornets @ Warriors:


* MAIS UM BACK-TO-BACK: Amanhã à tarde (16h30m de Brasília), o New Orleans Hornets estará no Staples Center, para o duelo contra o Los Angeles Lakers. Um dia depois, no domingo, os zangões terão pela frente o Suns, lá em Phoenix, encerrando a excursão pelo Oeste. A bola subirá às 22h (de Brasília). O Brazilian Hornet não deve acompanhar os jogos pelo Twitter. Fim de semana é complicado, vocês entendem, né?

* FIQUE DE OLHO: Neste fim de semana, vai rolar o NCAA Final Four, lá em New Orleans. É uma bela oportunidade para acompanharmos futuros talentos que poderão estar vestindo a camiseta do Hornets na próxima temporada. Amanhã, a partir das 19h (de Brasília), irão acontecer as duas semifinais (Kentucky vs Louisville e Ohio State vs Kansas). Os vencedores decidirão o título universitário na próxima segunda-feira (02/04). No Brasil, os canais ESPN e BandSports devem transmitir os duelos.

* O FIM DOS ZANGÕES?: Um texto do jornalista Ian Thomsen, do site Sports Illustrated, aponta para a possibilidade de a franquia de New Orleans trocar o nome “HORNETS” por um outro que tenha mais relação com a cidade. Principalmente após a chegada de um novo proprietário, o que estaria em vias de acontecer. Caso isso realmente se concretize, a equipe de Charlotte – o Bobcats – teria o caminho aberto para se transformar novamente no Charlotte Hornets, nome original da franquia da Carolina do Norte. Querem saber o que eu acho? Prefiro não comentar, a não ser que isso se torne realidade. Eu só sei de uma coisa: eu sou torcedor do HORNETS. Esteja o time onde estiver.

TUDO IGUAL: HORNETS 1 X 1 CP3

Chris Paul tenta defender Blake Griffin da fúria de Trevor Ariza

* Por Lucas Ottoni

Na última segunda-feira (26/03), o New Orleans Hornets foi até o Staples Center, em LA, e não resistiu ao Los Angeles Clippers (28-21) de Chris Paul. O placar de 97 a 85 acabou servindo como uma espécie de revanche para CP3, que havia sido derrotado pelos zangões na semana anterior. Agora, o duelo entre o Hornets e seu ex-principal jogador está empatado em 1 a 1. Porém, o registro que nos interessa aqui é esse: 12-37. Essa é a campanha da equipe da Louisiana na temporada 2011-12 da NBA. Tais números indicam que o Hornets segue amargando a lanterna isolada da Conferência Oeste e – é claro – já não possui a menor chance de lutar por uma vaga aos playoffs. Restando apenas 17 partidas para o fim da nossa participação no campeonato, a palavra “draft” ganha cada vez mais força entre os fãs dos zangões. Mas ainda é cedo para entrarmos de cabeça nesse assunto. Por ora, vamos falar sobre o nosso segundo encontro com o (rival) Chris Paul…

Blake Griffin enfrenta Carl Landry

Assim que a bola foi para o alto, o Clippers mostrou que não havia digerido bem a derrota para o Hornets, na última quinta-feira, lá em New Orleans. Jogando com muita vontade – e contando com os inúmeros erros e desperdícios do time visitante -, os angelinos abriram logo 18 a 2 nos minutos iniciais. Apesar da boa reação dos zangões, que chegaram a empatar a partida (28 a 28) no segundo quarto, o Clippers esteve em uma noite muito feliz e comandou o placar durante o restante do duelo. Chris Paul jogou o fino, e Blake Griffin dominou as ações dentro do garrafão. Já o time do Hornets não teve uma grande performance, e muitos jogadores nossos renderam abaixo do habitual, como Jarrett Jack, Trevor Ariza, Gustavo Ayon e Greivis Vasquez. Os anfitriões chegaram a abrir quase 30 pontos de vantagem, mas aí o ameaçado técnico Vinny Del Negro resolveu colocar reservas em quadra no último período e viu o Hornets diminuir a tunda sofrida. No fim, vitória de CP3 e cia., por 12 pontos de diferença. Pronto, o jogo está resumido. O Clippers atuou bem e contou com os seus principais jogadores em noite inspirada. Já o Hornets não fez uma boa partida e saiu de quadra derrotado.  Nada mais a comentar, a não ser algumas pequenas coisinhas no próximo parágrafo…

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida

Sem o pivô Chris Kaman (gripado) e o ala-pivô Jason Smith (suspenso), o garrafão do Hornets sofreu nas mãos de Blake Griffin. Gustavo Ayon, Carl Landry (apesar do duplo-duplo, com 14 pontos e 10 rebotes), Lance Thomas e Chris Johnson até que se esforçaram, mas não fizeram um bom trabalho defensivo. Isso quer dizer que, mais uma vez, os desfalques prejudicaram o Hornets. Essa será a grande marca da nossa campanha: lesões, doenças, suspensões, etc. Mas há um outro fator a se lamentar nessa partida: o Hornets cometeu 27 TO (!) contra 14 do Clippers. Quase o dobro de erros! Isso só mostra que a noite da equipe de New Orleans realmente não foi das melhores. Para terminar, um fã do Clippers atirou um amendoim no técnico Monty Williams e acabou convidado a se retirar do Staples Center (lá nos EUA essas coisas também acontecem durante os jogos, meus caros). E o Blake Griffin fez isso aqui com o Trevor Ariza, que aliás não gostou nada:

Seria algum tipo de vingança pela falta que ele sofreu do Jason Smith (e que rendeu uma suspensão de dois jogos ao nosso ala-pivô) no jogo da semana passada? Olha, eu prefiro acreditar que não. Pois descontar a raiva em um outro jogador que nada teve a ver com o episódio anterior é coisa de covarde. E, honestamente, eu espero que esse não seja o caso do sr. Griffin.

Ok, vamos ficar por aqui? Vamos. Com os seus 25 pontos e 10 assistências, o Chris Paul conseguiu dar o troco nos zangões, e o técnico dele, Vinny Del Negro, deve ter respirado aliviado. Já eu – que não estou nem aí para o Clippers – ficarei ligadinho no NCAA Final Four, que começará neste próximo fim de semana, em New Orleans. Preciso explicar o motivo?

* BACK-TO-BACK: Hoje à noite (23h30m de Brasília), o New Orleans Hornets estará em Oakland, para o duelo contra o Golden State Warriors. Um dia depois, nesta quinta-feira, os zangões terão pela frente o Blazers, lá em Portland. A bola subirá às 23h (de Brasília). O Brazilian Hornet deve passar informações, via Twitter. Siga o BH e fique por dentro de tudo o que acontecerá em quadra.

* New Orleans Hornets Brasil: a prévia do jogo (contra o Warriors)

* PASSEIO PELO VELHO OESTE: Os zangões estão em uma dura sequência de 5 jogos longe de casa. Após a derrota para o Clippers e os jogos contra Warriors e Blazers, o nosso time voltará a Los Angeles para encarar o Lakers (no sábado) e depois seguirá para Phoenix, onde baterá de frente com o Suns (no domingo). Outro back-to-back, e tudo isso em menos de uma semana. Loucura total! É aquilo: jogador da NBA ganha muito bem, mas tem que suar por cada centavo. Não há como negar isso.

TROPEÇANDO NOS DETALHES

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Hoje o tempo está curto, então o post será breve (ou vice-versa). No último sábado (24/03), o Hornets (12-36) recebeu o forte San Antonio Spurs (33-14), na New Orleans Arena, e fez um jogo de igual para igual até os segundos finais. Aí aconteceu o que quase sempre acontece com o nosso amado time quando chegam esses momentos decisivos: erros, precipitações e jogadas extremamente mal planejadas. O resultado da partida? Vitória do Spurs, é claro: 89 a 86. Primeiramente, eu gostaria de dizer que os zangões sofreram com os desfalques – só para variar. Sem o pivô Chris Kaman (gripado) e o ala Trevor Ariza (lesão no tornozelo direito), o Hornets iniciou o duelo contra o rival de divisão com a seguinte escalação: Jarrett Jack, Greivis Vasquez, Marco Belinelli, Lance Thomas e Gustavo Ayon. Quer dizer, uma formação muito modificada e que tinha tudo para dar errado. Mas o fato é que o trabalho do técnico Monty Williams é muito bom, e o time jogou bem e fez jus à fama de adversário indigesto para qualquer um. Porém, isso não foi o suficiente para conquistarmos a almejada vitória. E por que não vencemos? Vejam vocês mesmos no vídeo lá em cima…

Observaram os highlights do jogo? Pois é, amigos. Restando menos de 8 segundos no relógio, o Spurs vencia por 89 a 86, e o Monty Williams pediu um tempo técnico para organizar a nossa última jogada, a que teoricamente nos daria o empate. Até aí tudo correto. Só que a execução foi completamente equivocada! O Jarrett Jack pegou a bola, tentou uma infiltração que ninguém entendeu e errou! Será que o Monty e os jogadores acharam que a gente estivesse apenas 2 pontos atrás no placar? Por que não foi armada uma jogada para o “chute” de três pontos que nos salvaria? Não entendi patavina! Após o erro do Jack (que fez uma partida estupenda, é verdade), o Spurs ficou com a bola, o Danny Green recebeu a falta e errou os dois lances livres. Essa generosidade ainda nos rendeu 2 míseros segundos para o arremesso de três que deveria ter sido executado no lance anterior. Por fim, o Marco Belinelli tentou a salvação todo desequilibrado e errou. Um desastre! O vídeo lá em cima não mente. E, mais uma vez, nós tropeçamos nos detalhes.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida

* Clique aqui e veja o pós-jogo do blog Spurs Brasil

OBS: Apesar dos desfalques, o Hornets teve o retorno do ala-pivô Carl Landry. Ele não jogava desde o dia 04 de fevereiro, quando lesionou o joelho esquerdo  na partida contra o Detroit Pistons. E o Landry voltou cumprindo boa atuação diante do Spurs: 15 pontos, 5 rebotes, 1 assistência e 1 roubo, em 29 minutos.

* REVANCHE?: Daqui a pouquinho, Chris Paul e o Hornets estarão frente a frente pela segunda vez, em menos de uma semana. Os zangões irão encarar novamente o Los Angeles Clippers, só que agora no famoso Staples Center. A bola subirá logo mais, às 23h30m (de Brasília). No jogo da última quinta-feira, CP3 amargou a derrota em New Orleans. Cheiro de vingança no ar? Sei lá… O que eu sei é que um novo tropeço para o Hornets poderá custar o emprego do técnico angelino Vinny Del Negro, que está “balançando” no cargo. O Brazilian Hornet irá acompanhar tudinho e jogar informações sobre a partida no nosso Twitter. Não percam!

* New Orleans Hornets Brasil: a prévia do jogo

* New Orleans Hornets Brasil: Caso Eric Gordon – opinem!

* A FÓRMULA DO MONTY: O técnico do Hornets explicou como o time tem que fazer para superar Chris Paul pela segunda vez e buscar uma vitória lá em Los Angeles. “Obviamente, quando você está jogando contra Chris, você tem que jogar por 48 minutos, você tem que ser fundamentalmente sólido“, disse o nosso treinador. E, de preferência, sem vacilar nos segundos finais. Que o passado recente sirva de exemplo, né?