NOITE DE ESTREIA E DE NOVIDADE!

O Hornets está pronto para as travessuras em pleno Halloween. Te cuida, Spurs!

* Por Lucas Ottoni

E aí? Vocês repararam em algo diferente aqui no Brazilian Hornet? Pois é… Estamos de cara nova! O blog está visualmente mais bonito, com novo banner, novas cores e muito mais interativo, vocês não acham? O projeto de mudança já vinha sendo idealizado há algum tempo, mas faltava justamente isso (tempo!) para que a coisa se concretizasse. E não há dia melhor para uma novidade do que hoje, não é mesmo? Afinal, daqui a pouco, às 22h (horário de verão – Brasília), lá na New Orleans Arena, o nosso Hornets realizará a sua tão aguardada estreia na temporada 2012-13 da NBA (em noite de Halloween nos EUA). E o adversário será ninguém menos que o fortíssimo e velho conhecido San Antonio Spurs. Um jogão! E o melhor de tudo é que a peleja terá transmissão para o Brasil através do canal ESPN. Então, eu não preciso nem dizer (mas digo mesmo assim): lugar de fã do Hornets hoje à noite é em frente à telinha! Rumo ao 1-0!!!

* Clique aqui e leia o pré-jogo do site Spurs Brasil

Bem, como o tempo (sempre ele!) anda curto, eu vou colocar aí embaixo o roster dos zangões que iniciará o campeonato e – para não dizerem que eu fico em cima do muro – dar os meus palpites em relação ao futuro do nosso time nessa longa jornada que começa logo mais. E ficaremos nisso. Confiram o nosso roster:


OBS: Desconsiderem os gloriosos Solomon Alabi, Dominique Morrison e Chris Wright. Eles foram dispensados e não fazem mais parte do elenco do Hornets.

* Veja aqui o calendário de jogos do New Orleans Hornets

Bem, agora eu vou dar os meus pitacos a respeito da nossa equipe para a temporada 2012-13. Aliás, eu observei algumas previsões de outros sites e blogs, e o pessoal realmente não está levando muita fé no Hornets. Então, é aquilo: “se eu não me valorizar, quem é que irá?“. Confiram aí os palpites e previsões do BH:

– Campanha na temporada regular: entre 35 e 45 vitórias (de um total de 82 jogos)

– Melhor das hipóteses: 8º lugar do Oeste (playoffs)

– Pior das hipóteses: 13º lugar do Oeste

– MVP do time: Anthony Davis

– MIP do time: Greivis Vasquez

– “Bust” do time: Eric Gordon

– All-Star Weekend: Anthony Davis e Austin Rivers (calouros)

– ROY: Anthony Davis receberá o prêmio

– COY: Monty Williams será um dos cinco melhores técnicos em 2012-13

– Executivo do Ano: Dell Demps receberá o prêmio

OBS: Para quem não sabe, MVP é o jogador mais valioso, MIP é o jogador que mais evoluiu, “Bust” é a decepção, ROY é o calouro do ano e COY é o treinador do ano.

Pronto, eu creio que já está de ótimo tamanho. E aí, amigos? Vocês concordam ou discordam dos meus pitacos? Eu esqueci de destacar alguém em especial? Opinem aí embaixo, nos comentários! Vamos debater!

Um bom jogo para todos nós! E que a estreia seja vitoriosa! GO HORNETS!!!

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BEM LONGE DO IDEAL

O pivô Robin Lopez teve uma estreia modesta na vitória do Hornets sobre o Magic

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Há poucas horas, o New Orleans Hornets estreou na pré-temporada de 2012 da NBA. O embate foi com o Orlando Magic, lá na Cidade do México. Quem não assistiu ao jogo e leu o título deste post deve estar pensando que tomamos uma “traulitada” daquelas, não é mesmo? Negativo. O Hornets venceu o duelo: 85 a 80. Estrear com vitória é sempre bom, mas o mais importante foi a constatação de que o nosso time ainda está bem longe do ideal e que precisará trabalhar bastante para acertar os ponteiros antes do grande campeonato que se avizinha. Mas vamos agora falar sobre o jogo, e aí vocês verão aonde eu quero chegar…

A Arena da Cidade do México recebeu um grande público (18.133 presentes) para o amistoso entre Hornets e Magic. A maioria esmagadora, claro, estava apoiando a turma de Orlando, novo time do mexicano (e nosso ex-ala-pivô) Gustavo Ayon. Mas esse foi o menor dos problemas do técnico Monty Williams. Assim que a bola subiu, o Magic fez rapidamente 10 a 0 no placar. Com uma equipe totalmente reformulada (e sem Eric Gordon, poupado), o Hornets sofreu com a falta de entrosamento e errou demais no primeiro período. Os zangões iniciaram com: Greivis Vasquez, Austin Rivers, Al-Farouq Aminu, Anthony Davis e Robin Lopez. O que se via em solo mexicano era a indecisão da dupla Vasquez e Rivers, que parecia não saber quem armava o jogo e quem abria para o “chute”, um Aminu burocrático (que logo deu lugar a um Ryan Anderson que amassou o aro, 1-11 em FG!) e um Lopez errando tudo o que tentava. Anthony Davis? Sim, o Top 1 do draft de 2012 finalmente estreou com a camiseta do Hornets e sentiu dificuldades, sobretudo no ataque. Do outro lado, o Magic contava com um quinteto que já se conhece há um bom tempo (Nelson, Redick, Turkoglu…), e isso fez toda a diferença ao longo do duelo. Jogando mal, os zangões foram para o intervalo 15 pontos atrás do rival da Florida (31 a 46).

Brian Roberts foi o “cara” dos zangões

Vale destacar que a vantagem do Magic chegou a 21 pontos de diferença, e tudo parecia estar perdido para o Hornets. No entanto, após um tempo técnico pedido pelo treinador Monty Williams, o time da Louisiana melhorou a defesa e passou a organizar melhor as suas jogadas de ataque na segunda metade do jogo. Reagindo no momento certo, os zangões foram para o último quarto “apenas” 12 pontinhos atrás do adversário. E como em jogo de pré-temporada o resultado final é o que menos interessa, os técnicos de ambas as equipes resolveram colocar os seus reservas para assumirem a responsabilidade na hora “H”, nos minutos derradeiros. E foi logo aí que brilhou a estrela do armador Brian Roberts (lembra dele?), que comandou a virada dos zangões anotando 17 pontos (cestinha da partida, 3-4 em bolas de três pontos), com 4 assistências, 4 rebotes e 2 roubos, em 27 minutos. Enfim, a grande reação do New Orleans Hornets é digna de aplausos, mas as dificuldades que o time apresentou ficaram evidenciadas lá no México.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida

* Clique aqui e veja outras fotos de Hornets vs Magic

Além da juventude e da falta de entrosamento dos jogadores (foram 9 os que atuaram com a camiseta do Hornets pela primeira vez), alguns equívocos frequentes que o time já vinha apresentando no passado retornaram como fantasmas para atormentar o técnico Monty Williams: inúmeros arremessos forçados, baixo aproveitamento na linha de lances livres (61.8% contra 78.6% do Magic) e desperdícios infantis da posse de bola. Individualmente, alguns jogadores renderam abaixo do que podem, o que também indica que um longo trabalho precisa ser feito para que todo o elenco atinja o nível desejado. Estrear com a vitória no México foi agradável, mas ficou no ar a sensação de que o Hornets ainda tem muito a melhorar antes do início da temporada 2012-13. Manos a la obra, Sr. Monty!

No vídeo abaixo, os highlights da vitória do Hornets:

OBS 1O Anthony Davis é tão bom, mas tão bom, que mesmo sem brilhar e jogando apenas 23 minutos, ele quase conseguiu um duplo-duplo em sua estreia pelo Hornets: foram 8 pontos, 8 rebotes e 2 bloqueios contra o Magic. E isso é só o começo…

Anthony Davis ficou perto de obter um duplo-duplo no México

OBS 2: Se o Brian Roberts mantiver esse nível atual ao longo da temporada, ele poderá se tornar um dos maiores achados da NBA nos últimos anos. Eu posso estar me apressando demais, eu sei. Mas o que ele nos mostrou hoje – e também na Summer League de Las Vegas – só me dá motivos para estar bastante otimista. Ponto para o GM Dell Demps!

* HORNETS VS BOBCATS: Nesta terça-feira (09/10), o Hornets voltará à quadra para a sua segunda partida na pré-temporada. Os zangões vão encarar o Charlotte Bobcats, na New Orleans Arena, a partir das 21h (de Brasília).

* VASQUEZ EM ALTA: Lembram da nossa última enquete? O BH perguntou qual foi o melhor comércio realizado pelo GM Dell Demps no Hornets, e a resposta vencedora (até o momento) foi “Quincy Pondexter por Greivis Vasquez (2011)”, que obteve 28 votos (36.84%) de um total de 76. Na segunda colocação, com 16 votos (21.05%), ficou a opção “Gustavo Ayon por Ryan Anderson – sign and trade (2012)”. Clique aqui e confira os demais resultados (e vote também, se quiser! A enquete segue aberta).

* FUNDO NOVO: Conforme havíamos postado no nosso Twitter, tiramos do blog aquela “parte” do “finado” Chris Paul e resolvemos prestigiar os nossos calouros Austin Rivers e Anthony Davis. Agora sim, o BH está mais com cara de Hornets versão 2012-13, concordam?

A EXPIAÇÃO DOS PECADOS

Eric Gordon: dívidas a quitar com o New Orleans Hornets e seus fãs

* Por Lucas Ottoni

No dia 14 de dezembro de 2011, o ótimo ala-armador Eric Gordon se tornava oficialmente jogador do New Orleans Hornets. Parte (principal) da troca que enviou o astro Chris Paul para o Los Angeles Clippers, Gordon desembarcou na Louisiana com aquela “cara de pouquíssimos amigos”. Sorrisos? Quase nenhum. Palavras? Escassas. Entusiasmo? Inexistente. Pois é, foi dessa forma que começou um casamento que, por ironia do destino ($$$), promete ser duradouro (e feliz?), tanto para a franquia quanto para o jogador. Nove meses após a “apresentação mais desanimada dos últimos tempos“, o que vemos é um Eric Gordon em dívida com o Hornets. Não apenas pelo baixo aproveitamento em quadra (míseros 9 jogos), mas também pelas atitudes longe dela. Se você está totalmente por fora do assunto, não se aflija. A partir de agora, o BH vai falar sobre essa relação – até certo ponto – conturbada entre Eric Gordon e New Orleans Hornets. E cabe dizer que a salvação de tal matrimônio (se é que irá acontecer) depende muito mais do atleta do que do time. Mas vamos voltar naquele 14 de dezembro…

Como eu dizia, o Eric Gordon se tornou jogador do Hornets e – pela fisionomia mostrada em sua apresentação – parece não ter ficado nada feliz com a mudança para New Orleans. Naquele momento, a franquia estava à deriva, sem um dono, controlada pela NBA e com a sua autonomia totalmente limitada dentro da liga. Realmente, não era um dos cenários mais animadores. Ok, não dava para obrigar o cara a sorrir para as câmeras e nem a amar a cidade e os fãs. Ele é um profissional, que está lá para jogar basquete e honrar a camiseta da organização que o paga. Eu não sei se vocês lembram, mas no primeiro jogo da última temporada, o Gordon acertou um arremesso quase no estouro do cronômetro que garantiu uma estreia vitoriosa ao Hornets, lá em Phoenix, contra o Suns (a ironia é que o mesmo Suns irá aparecer novamente no fim da nossa historinha, dessa vez com um papel bem mais relevante). Quando aquela bola caiu dentro da cesta, eu lembrei do Chris Paul e logo pensei: “O Hornets encontrou um novo líder!“. Animado com a estreia, fiquei ansioso para conferir a atuação do Eric Gordon no segundo jogo dos zangões. Só que ele não compareceu.

* Clique aqui e leia mais sobre o ala-armador Eric Gordon

Uma misteriosa lesão no joelho direito mudou completamente os rumos de um casamento que havia se iniciado de maneira promissora. A partir daí, o ex-jogador do Clippers reforçou ainda mais a sua fama de “jogador bichado”. Se vocês não sabem, apesar de ter apenas 23 anos, o Eric Gordon já possui um pequeno histórico de lesões em sua carreira e nunca conseguiu jogar uma temporada inteira e saudável. Ok, esse tipo de coisa acontece e não dá para culpar o cara por causa disso. Mas o fato é que foi justamente com essa lesão que os problemas entre Gordon e o Hornets começaram.

Imagem recorrente em 2011-12

Eu costumo dizer que um verdadeiro líder precisa ter espírito de liderança tanto dentro quanto fora de quadra. Sim, eu realmente pensava que o jovem Gordon fosse assumir um papel de liderança dentro do time do Hornets. Primeiro, por ser o jogador mais talentoso e decisivo do elenco. E segundo, para apagar a má impressão deixada em sua apática (ou seria antipática?) apresentação. Mas voltando à fatídica lesão no joelho, o Gordon até tentou jogar, só que as dores no local se intensificaram. Aí ele ficou fora de combate por umas semanas, até que alguém chegou à brilhante conclusão de que o ala-armador necessitava de uma intervenção cirúrgica para resolver de vez o problema. A operação de “limpeza” do joelho foi realizada com êxito, embora tenha custado ao Gordon 57 das 66 partidas da temporada regular. É isso mesmo, ele participou de apenas 9 joguinhos dos zangões em 2011-12, e essa ausência comprometeu seriamente a campanha da equipe. Eu não vou me alongar sobre o assunto, pois na nossa retrospectiva dos alas-armadores do Hornets a questão da lesão do Eric Gordon foi bem abordada. É só vocês lerem aqui.

Durante o período em que o Gordon passou afastado dos jogos, convém salientar algumas atitudes do jogador que deixaram os fãs, de certo modo, decepcionados. Não raras foram as vezes em que ele esteve em casa (ou em qualquer outro lugar) tuitando sobre basquete universitário, futebol americano e afins, enquanto os jogos do Hornets aconteciam. Uma dessas situações até ganhou destaque aqui no Brazilian Hornet, e eu vou relembrar um trecho só para vocês:

“Como eu escrevi, o Mr. Gordon estava em casa, repousando para a cirurgia, enquanto os seus companheiros suavam as camisetas para evitarem a nona derrota consecutiva do time no campeonato. Eis que, durante a partida, o Mr. Gordon resolveu usar o seu Twitter, isso mesmo, dar aquelas tuitadas! E ele mostrou um enorme entusiasmo com o jogo! Vejam só o que ele escreveu:

“Syracuse é um time de basquete divertido de assistir”.

Peraí? Syracuse? Isso mesmo. Basquete universitário, parceiro. O Eric Gordon estava usando a sua conta no Twitter para falar sobre o quanto ele estava gostando de assistir ao jogo entre Syracuse e Louisville, na TV. Enquanto isso, o time dele (que talvez não seja tão divertido de assistir quanto Syracuse) estava jogando e encontrando uma maneira de superar os desfalques (essa palavra, o Mr. Gordon conhece bem: desfalque) para voltar a vencer na NBA. Depois, provavelmente importunado (no Twitter) por alguns torcedores que não entendiam o que ele fazia vendo basquete universitário em meio ao jogo do seu próprio time, o Mr. Gordon resolveu postar um elogio ao seu companheiro de longa data, Chris Kaman, que estava arrasando com o Jazz”.

Eric Gordon: apenas 9 participações

Quem quiser conferir o post na íntegra, é só clicar aqui.  Então, as infelicidades do Eric Gordon em 2011-12 não ficaram restritas à quadra. Também é necessário lembrar que ele recusou uma bela oferta de extensão de contrato proposta pelo Hornets lá em janeiro – algo em torno de U$ 50 milhões por 4 temporadas. Essa negativa poderia ser encarada (na época) como um indício de que o jogador não queria permanecer em New Orleans (ou então, iria pedir bem mais dinheiro para atuar em uma franquia que não era de sua preferência). Durante o tempo em que ficou longe dos jogos, o Gordon passou a seguinte imagem para muitos fãs do Hornets: um jogador pouco comprometido com o time, infeliz em New Orleans e que só estava afim de faturar uma bolada, mesmo sem jogar. Um quadro nada legal, concordam? Pois é, só que a vida é engraçada e muda de minuto a minuto…

* Clique aqui e siga o Brazilian Hornet no Twitter!

Após longo e tenebroso inverno, o Eric Gordon finalmente se recuperou e retornou ao time na reta final da temporada, já em abril. Lembram que eu havia escrito que ele jogou apenas 9 partidas em 2011-12? Pois é, e desses 9 jogos, o Hornets ganhou nada menos que 6. A melhora da equipe com o retorno do Gordon foi tão grande que parece que todos os pecados foram esquecidos, e os fãs viram de perto a importância desse atleta para o sucesso dos zangões. Assim que o campeonato terminou, a pergunta que ficou no ar foi a seguinte: “Se o Eric Gordon estivesse saudável durante toda a competição, a campanha 21-45 do Hornets se transformaria em playoffs?“. Aí está uma pergunta de difícil resposta. Fácil mesmo é elogiar os 20.6 ppg que o Gordon obteve enquanto esteve em quadra e reconhecer que a presença dele foi fundamental (veja o vídeo abaixo) para que o time da Louisiana tivesse deixado uma bela impressão nas últimas partidas da temporada regular. A partir daí, a manutenção do Eric Gordon em New Orleans virou prioridade absoluta, e todos o viram como peça fundamental para o sucesso do Hornets nos anos vindouros.

Ao deixar bem claro que não pretendia abrir mão do atleta, mesmo estando ciente do seu histórico de contusões, a franquia de New Orleans lançou um recado para os possíveis interessados no Gordon. Explica-se: assim que a temporada 2011-12 terminou, o Eric Gordon se tornou um agente livre restrito, ou seja, o Hornets teria o direito de igualar qualquer oferta que o jogador recebesse de outra equipe no mercado. Portanto, o destino do jogador estaria, de um jeito ou de outro, nas mãos dos zangões. Como o GM do Hornets, Dell Demps, já havia dito que manteria o jogador a qualquer custo, os demais times não se animaram a negociar com o Gordon. Só que em toda regra há uma exceção, e é aí que surge novamente o Phoenix Suns. Vocês lembram que eu disse que a turma do Arizona voltaria no fim da nossa historinha? Pois é, o Suns apareceu no início de julho e resolveu oferecer uma fortuna ao Eric Gordon (U$ 58 milhões por 4 temporadas) cruzando os dedos para que o Hornets desistisse do jogador. Pensa que parou por aí? Antes fosse. Deram uma recepção especial para o cara, estenderam até tapete vermelho (ou seria laranja?) para ele, o “colocaram” com o uniforme do time e tentaram seduzi-lo de todas as formas (no vídeo abaixo). O Gordon realmente deve ter se sentido “a última bolacha do pacote” em Phoenix. Ah, mas vocês acham que essa tática poderia ter dado certo? Sim, poderia. E como deu.

O fato é que, assim que terminou o seu agradável encontro com o Suns, o Gordon foi imediatamente à imprensa declarar que “o seu coração agora estava em Phoenix” e pediu para que o Hornets desistisse da ideia de igualar a oferta. Não satisfeito, ele avisou que não se sentia valorizado em New Orleans e que a franquia não o tratava como ele merecia. Reclamou publicamente do fato de os zangões terem escolhido o ala-armador Austin Rivers no draft (pois ambos teoricamente atuam na mesma posição), e foi além: bradou que se o Hornets o mantivesse no elenco, ele permaneceria na Louisiana contra a sua vontade e se tornaria um funcionário infeliz. Uau! Evidentemente, tudo isso aí gerou um enorme mal-estar dentro da organização e, principalmente, entre os fãs. Aliás, se observarmos o histórico do Eric Gordon em New Orleans desde a sua chegada, nada do que aconteceu é capaz de nos causar estranheza, correto? Mas é no parágrafo abaixo que vem o “X” da questão…

As várias atitudes condenáveis e a baixíssima frequência na última temporada seriam motivos mais que suficientes para o GM Dell Demps mandar o Eric Gordon “ir plantar batatas”. Contudo, o Demps não é bobo. Ele sabe que o ala-armador é dono de um grande talento e que certamente ajudará demais o Hornets nos próximos anos. Então, nesse caso, só havia uma coisa a se fazer: engolir em seco as palavras que foram proferidas, igualar a oferta milionária do Suns e manter o jogador em New Orleans de qualquer maneira. E foi exatamente isso o que aconteceu. Apesar dos pesares, o Hornets não poderia abrir mão de um dos jovens mais talentosos da NBA. Os fãs têm todo o direito de cobrar (de forma pacífica) e até vaiar o Eric Gordon, mas a franquia não poderia cometer erros aí. Ao “segurar” o atleta, o Hornets agiu com sabedoria.

O jovem ala-armador está “preso” ao Hornets pelas próximas 4 temporadas

* Clique aqui e siga o Eric Gordon no Twitter!

Para terminar este longo post, eu não posso deixar de registrar a repentina metamorfose no discurso do Eric Gordon. Quando viu que não tinha jeito e que o seu futuro estaria atrelado ao Hornets, ele logo tratou de correr atrás do prejuízo e foi se explicar junto aos fãs. Disse que negócios são negócios, que agora está feliz e empolgado em New Orleans, que não vê a hora de a nova temporada começar, que pretende se tornar All-Star em 2013, elogiou o Austin Rivers, começou a distribuir sorrisos, etc. Isso é legal, mas está longe de ser o suficiente. Principalmente para quem jogou pouco e polemizou muito. O talentoso Eric Gordon tem os seus pecados a expiar. Ele não precisa amar a nossa franquia ou fingir o que não sente. Basta ser profissional, se manter saudável e agir como um jogador comprometido com os objetivos do time (afinal, ele será muito bem pago para isso). Esse é o único caminho para conquistar a confiança dos fãs e apagar as manchas do passado. A partir de 31 de outubro, contra o San Antonio Spurs, ele terá a oportunidade de começar a obter o perdão. Aí, talvez um dia possamos chamá-lo de “o líder do Hornets”. Agora é com ele. E com mais ninguém.

* AL-FAROUQ AMINU: Tudo leva a crer que o ala de origem nigeriana terá uma maior importância no elenco dos zangões para 2012-13. Prestes a iniciar a sua terceira temporada na NBA, o jogador vem recebendo atenção especial do técnico Monty Williams. “Al-Farouq terá um papel diferente este ano, e é importante que ele entenda que eu não estou mais olhando para ele como um jogador de primeiro ou segundo ano. Eu estou olhando para ele como um dos principais contribuintes (do elenco) este ano“, disse o treinador do Hornets ao site NOLA.COM (do jornal The Times-Picayune). Que responsabilidade, hein?

* SIGA NBA: Surge outro blog brasileiro muito legal sobre a maior liga de basquete do planeta. Até análise da offseason do New Orleans Hornets eles já fizeram. Confiram aqui.

* FORÇA TOTAL: Como vocês puderam perceber, o BH deu uma paradinha nas últimas semanas e teve pouquíssimos posts em setembro. Pois bem, eu estava com inúmeros problemas particulares para resolver e não pude me dedicar a mais nada. Mas após colocar as coisas em dia, haverá sempre um tempo livre para o nosso amado blog. Com a temporada 2012-13 chegando, vários posts e novidades estão na pauta. Não mudem de canal, ok?

DOIS ANOS DE PURO XADREZ

A imagem bem legal aí foi achada no blog Hornets247

* Por Lucas Ottoni

Como eu havia prometido no post anterior, nós traremos agora uma enquete para os leitores do Brazilian Hornet. Contratado no dia 21 de julho de 2010, o nosso General Manager Dell Demps completou 2 anos de New Orleans Hornets no mês passado. De lá para cá, ele já fechou inúmeros negócios para tentar melhorar o plantel dos zangões, e não raramente tem sido alvo de muitos elogios por parte dos fãs do time da Louisiana. Alguns o chamam até de “Chessmaster” (o mestre de xadrez)! Diante disso, o BH quer saber qual foi a melhor transação que o sr. Demps fechou para o Hornets nesses 2 anos de trabalho. Estão prontos para a nossa enquete? Aí vai…

OBS 1: Foram consideradas apenas as negociações mais relevantes feitas pelo Dell Demps entre 2010 e 2012. Trocas apenas por escolhas de draft e/ou dinheiro não fazem parte da nossa enquete.

OBS 2: O comércio que levou o armador Chris Paul para o Los Angeles Clippers não foi considerado na enquete por ter sofrido intervenção decisiva da NBA, que até então detinha o controle sobre a franquia Hornets.

OBS 3: Se for possível, expliquem o porquê da escolha lá embaixo, nos comentários. Assim, poderemos debater. A minha escolha, e o motivo, já estão explicados lá.

* Veja aqui a linha do tempo de Dell Demps no Hornets

Para terminar, o BH também gostaria de saber qual foi a pior negociação realizada pelo Dell Demps como GM do Hornets. Opinem e escrevam aí embaixo, nos comentários. O espaço é de vocês!

MUITO CABELO E POUCO BASQUETE

O “estiloso” Robin Lopez será o novo pivô do Hornets

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Vivemos um clima olímpico, e todo (o) mundo está ligado nos Jogos de Londres – o que é absolutamente normal. Por isso, demos uma paradinha necessária no Brazilian Hornet nesses últimos dias (afinal, não há mesmo nenhuma notícia muito relevante no momento). Depois da participação da molecada do Hornets na Summer League, tivemos apenas uma novidade (agora, nem tão novidade assim): os zangões já arrumaram um pivô. Sim, após uma negociação envolvendo três franquias, o cabeludo Robin Lopez foi adquirido pela nossa equipe. Além dele, o ala-pivô Hakim Warrick também desembarcará em New Orleans. Vejam aqui os detalhes da transação, que ocorreu no dia 25 de julho, vulgo semana passada.

Nos EUA, muitos fãs do Hornets estão elogiando o GM Dell Demps pelas movimentações que têm deixado a equipe, digamos, flexível para o futuro. Ok, eu concordo com isso e acho que o Demps, de fato, está realizando um belo trabalho. Na NBA, muitas vezes você adquire um jogador pensando no amanhã, olhando para cifras e tempo de contrato. Há casos em que o ponto de vista técnico fica relegado a segundo plano. E eu creio que é justamente isso o que ocorre nessa contratação do Robin Lopez. O Demps trouxe um pivô jovem (24 anos), barato (U$ 5 milhões por temporada) e com um contrato de 3 anos, que pode ser facilmente trocado no futuro. Até aí, tudo bem. O problema é que o Lopez é um jogador limitadíssimo, medíocre, que faz o “trabalho sujo”, e olhe lá. Se formos para dentro de quadra e pensarmos exclusivamente na (falta de) qualidade do atleta, foi uma contratação a se lamentar. Claro, o Hornets necessitava de um pivô de ofício, mas o cabeludo ex-Phoenix Suns está longe de ser aquele grandalhão que a torcida dos zangões tanto sonha. Enfim, tudo pelo futuro. Tudo pela flexibilidade. O planejamento do Demps está corretíssimo, mas aturar coisas como essa – do vídeo abaixo – será dureza…

O Lopez é um cara que está na NBA desde 2008 e possui médias pífias em sua carreira profissional: 5.8 ppg, 3.3 rpg, 0.2 apg, 0.2 spg e 0.8 bpg, em pouco mais de 14 minutos. É um jogador de pouquíssima técnica e que estará em quadra para tentar defender o nosso garrafão e atrapalhar os pivôs adversários. Não esperem mais nada além disso, combinado?

* Clique aqui e saiba mais a respeito do pivô Robin Lopez (em inglês)

Warrick será um zangão

Sobre o glorioso Hakim Warrick, não há muito a se dizer, mas vamos lá: é um ala-pivô experiente (30 anos), de qualidade bem mediana e que possui um contrato com duração de duas temporadas. O cara joga em uma posição na qual o Hornets conta com um leque de opções (Anthony Davis, Jason Smith, Ryan Anderson e – muito possivelmente – Lance Thomas). Justamente por causa disso, eu não acredito que ele vá ter minutos consideráveis. Resumindo: estará em New Orleans apenas para compor elenco. Em seu último campeonato – com o Phoenix Suns -, obteve médias modestíssimas: 6.4 ppg, 2.6 rpg, 0.9 apg, 0.2 spg e 0.1 bpg, em pouco mais de 14 minutos dentro de quadra. E isso não deverá mudar para melhor na Louisiana.

* Clique aqui e saiba mais sobre o ala-pivô Hakim Warrick (em inglês)

* Veja aqui a atual folha de pagamentos do New Orleans Hornets

Para finalizarmos o papo, eu vi gente do meio basquetebolístico dizendo que esse comércio foi positivo para o Hornets, pois a franquia perdeu apenas duas escolhas de 2ª rodada no draft + o fraco Jerome Dyson para conseguir o Lopez e o Warrick. Sim, é verdade. Perdemos quase nada e fizemos movimentos pensando na tal flexibilidade para o futuro. Portanto, o elogio está aí – e para por aí. Dentro de quadra? Muito pouco a acrescentar. Literalmente.

* ROGER MASON JR.: O experiente ala-armador de 31 anos chegou a um acordo com o Hornets para defender os zangões em 2012-13. Especula-se que o contrato terá a duração de apenas uma temporada (graças a Deus). Com passagens não muito felizes em times como San Antonio Spurs, New York Knicks e Washington Wizards, Mason Jr. é mais um que irá para New Orleans compor elenco. Vejam aqui mais detalhes sobre a contratação do atleta.

Anthony Davis: garantia de show

* ANTHONY DAVIS: Está dando gosto de ver o jovem ala-pivô do Hornets atuar nas Olimpíadas de Londres. É cada enterrada impressionante, de tirar o fôlego mesmo! O melhor de tudo é a experiência que o garoto está adquirindo, ao conviver e aprender com feras como Kobe Bryant, LeBron James, Chris Paul, Kevin Durant, Carmelo Anthony, etc. O Davis está aproveitando cada segundo, e os zangões, claro, têm muito a ganhar com isso!

* CARL LANDRY: O bom ala-pivô, ex-Hornets, é o novo reforço do Golden State Warriors. Ele assinou um contrato de duas temporadas com a franquia de Oakland. Eu só posso desejar sucesso para ele.

* NÃO ESQUECEMOS: Eu sei, eu sei… Nós estamos devendo a última retrospectiva do elenco do Hornets na temporada 2011-12 (pivôs), além de um post sobre a “novela” do Eric Gordon na agência livre. Fiquem tranquilos, pois ambas irão ao ar muito em breve!

* UMA PERGUNTINHA: Será que o Anthony Davis pensava em ter Robin Lopez como parceiro de garrafão, logo em sua primeira temporada na NBA? Pois é, nem tudo é sonho olímpico, caro Davis… Você aprenderá isso assim que desembarcar nos EUA – com a medalha de ouro no peito, provavelmente.