A VIRADA NO FIM DE SEMANA: 2-1

Greivis Vasquez liderou o Hornets e anotou 18 pontos na vitória sobre o Bulls

* Por Lucas Ottoni

Na última quarta-feira, o New Orleans Hornets iniciou a temporada 2012-13 da NBA jogando muito bem, mas acabou derrotado em casa pelo fortíssimo San Antonio Spurs. Só que bastou um fim de semana para que o registro de 0-1 se transformasse em 2-1. Mantendo o bom nível da estreia, os zangões superaram o Utah Jazz e o Chicago Bulls para saírem vitoriosos de seu primeiro back-to-back (jogos em dias consecutivos) no campeonato. Eu vou falar rapidamente sobre ambos os triunfos fazendo uma análise geral a respeito do time nas duas partidas. Então, vamos lá

Na última sexta-feira (02/11), o Hornets recebeu o Utah Jazz e teve de cortar um dobrado para arrancar a vitória na New Orleans Arena: 88 a 86. O jogo seguiu equilibrado até o fim, com as duas equipes se alternando no placar. Os zangões não faziam uma boa marcação no perímetro, o que possibilitava os arremessos de três pontos muitas vezes certeiros do ala Gordon Hayward e do ala-armador Randy Foye (até o ala-pivô Paul Millsap acertou um chute de longe que quase nos complicou!). Além disso, o time do Jazz apanhou alguns rebotes ofensivos que poderiam ter definido o confronto. Mesmo com as dificuldades impostas por um adversário com jogadores mais altos, o Hornets se superou e conseguiu arrancar o resultado na base da raça. A poucos segundos do fim, as equipes empatavam em 86 a 86, quando o armador venezuelano Greivis Vasquez arquitetou uma linda jogada e finalizou com precisão para nos dar o primeiro triunfo em 2012-13. Confiram – no vídeo abaixo – o lance que decidiu o duelo a nosso favor:

Além da cesta vitoriosa de Vasquez, outro fato que chamou a atenção foi a saída do ala-pivô Anthony Davis ainda no primeiro tempo da partida. Ele recebeu uma cotovelada involuntária do companheiro Austin Rivers, colocou as mãos no rosto e foi para o vestiário com suspeita de concussão. Não voltou. E o Hornets teve de arrancar a vitória sem o seu jogador mais talentoso: 1-1.

Os nossos destaques diante do adversário de Salt Lake City foram o armador Greivis Vasquez (duplo-duplo, com 13 pontos e 10 assistências), o ala-pivô Ryan Anderson (19 pontos e 6 rebotes), o pivô Robin Lopez (19 pontos e 7 rebotes) e o ala Al-Farouq Aminu (15 pontos, 8 rebotes e 2 roubos).

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida contra o Jazz

Um dia depois (03/11), lá em Chicago, o Hornets se apresentou sem Anthony Davis diante do – até então invicto – Bulls. A equipe da casa vinha de uma vitória expressiva sobre o promissor Cleveland Cavaliers na noite anterior (115 a 86), e muitos pensavam que os zangões seriam apenas a próxima vítima. Ledo engano. Atuando em um ritmo fortíssimo no início da partida, o Hornets logo abriu 10 a 2 no placar. No entanto, os pedidos de tempo técnico do treinador Tom Thibodeau surtiram efeito, o Bulls equilibrou o duelo e conseguiu virar o marcador no 2º quarto. Só que dois arremessos certeiros do armador Greivis Vasquez da linha dos três pontos deixaram o Hornets em vantagem antes do intervalo: 46 a 44.

No segundo tempo, os visitantes conseguiam se manter na frente ao longo da partida, e o Bulls não encontrava um jeito para reagir. E assim foi até o fim. O Hornets obteve uma surpreendente vitória, lá dentro de Chicago: 89 a 82. É certo que o Bulls não contou com o seu principal jogador, o armador Derrick Rose, que está lesionado. Mas a equipe da Louisiana também não tinha Anthony Davis e Eric Gordon. E então? Qual foi o segredo para a nossa vitória? Simples, uma defesa fortíssima. Conhecido por armar sistemas defensivos eficientes, o técnico do Bulls, Tom Thibodeau, provou de seu próprio veneno diante dos zangões. Dessa vez, quem brilhou foi o treinador Monty Williams, e o Hornets limitou o rival a apenas 33% de suas tentativas de arremessos. O trio de grandalhões formado por Robin Lopez, Ryan Anderson e Jason Smith se alternava defendendo o nosso garrafão com muita competência, enquanto o armador Greivis Vasquez e o ala Al-Farouq Aminu davam poucos espaços para os “chutes” de longa distância. E o mais interessante é que todos também contribuíram no ataque – como vocês podem reparar no parágrafo abaixo. Portanto, o Hornets venceu jogando um basquete muito solidário: 2-1.

No vídeo abaixo, os highlights da vitória dos zangões em Chicago:

Os nossos principais destaques diante do Chicago Bulls foram o armador Greivis Vasquez (18 pontos e 6 assistências) e o ala-pivô Ryan Anderson (duplo-duplo, com 12 pontos e 13 rebotes), além dos gigantes Robin Lopez e Jason Smith (ambos com 16 pontos – Lopez também anotou 4 bloqueios).

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida contra o Bulls

É claro que nós ainda temos uma longa jornada pela frente, e que os altos e baixos irão acontecer. Afinal, assim é a NBA. Mas o time do Hornets vem jogando muito bem e deixando uma excelente impressão nesse início de temporada. Não há vaidades, e os caras acreditam mesmo no que estão fazendo. Que continuem assim! GO HORNETS!!!

* ANTHONY DAVIS: Após deixar o jogo no primeiro tempo contra o Jazz, ele não enfrentou o Bulls e deve ficar mais alguns jogos afastado. O ala-pivô do Hornets está com suspeita de ter sofrido concussão, e a nova política da NBA para esses casos prevê que o atleta precisa passar por uma bateria de exames afim de provar que o problema não retornará. Assim sendo, Davis não está liberado para voltar a jogar e precisa do aval de especialistas da liga. O jeito é aguardar um desfecho rápido para isso, pois o craque faz muita, muita falta ao nosso time. Aliás, o técnico Monty Williams não gostou nada da notícia…

* ERIC GORDON: De 4 a 6 semanas afastado. O motivo? “Algum tipo de problema” no joelho operado. Ele disse que precisa fortalecer e reabilitar o local (ora, será que não poderia ter feito isso nas férias?), mas nada é muito claro. Enfim, o fato é que o cara está fora de ação até meados de dezembro. E o comprometimento dele com o time? É outro ponto que também não está claro. Nem um pouco.

* AUSTIN RIVERS: O garoto é talentoso e infiltra bem. Contudo, não pode jogar como armador (ainda). Ele não sabe cadenciar o jogo, se afoba em muitos lances e tem sentido enorme dificuldade ao encarar o basquete profissional. Só para resumir, o filho do Doc está cru para a NBA. Mãos à obra, sr. Monty…

NOITE DE ESTREIA E DE NOVIDADE!

O Hornets está pronto para as travessuras em pleno Halloween. Te cuida, Spurs!

* Por Lucas Ottoni

E aí? Vocês repararam em algo diferente aqui no Brazilian Hornet? Pois é… Estamos de cara nova! O blog está visualmente mais bonito, com novo banner, novas cores e muito mais interativo, vocês não acham? O projeto de mudança já vinha sendo idealizado há algum tempo, mas faltava justamente isso (tempo!) para que a coisa se concretizasse. E não há dia melhor para uma novidade do que hoje, não é mesmo? Afinal, daqui a pouco, às 22h (horário de verão – Brasília), lá na New Orleans Arena, o nosso Hornets realizará a sua tão aguardada estreia na temporada 2012-13 da NBA (em noite de Halloween nos EUA). E o adversário será ninguém menos que o fortíssimo e velho conhecido San Antonio Spurs. Um jogão! E o melhor de tudo é que a peleja terá transmissão para o Brasil através do canal ESPN. Então, eu não preciso nem dizer (mas digo mesmo assim): lugar de fã do Hornets hoje à noite é em frente à telinha! Rumo ao 1-0!!!

* Clique aqui e leia o pré-jogo do site Spurs Brasil

Bem, como o tempo (sempre ele!) anda curto, eu vou colocar aí embaixo o roster dos zangões que iniciará o campeonato e – para não dizerem que eu fico em cima do muro – dar os meus palpites em relação ao futuro do nosso time nessa longa jornada que começa logo mais. E ficaremos nisso. Confiram o nosso roster:


OBS: Desconsiderem os gloriosos Solomon Alabi, Dominique Morrison e Chris Wright. Eles foram dispensados e não fazem mais parte do elenco do Hornets.

* Veja aqui o calendário de jogos do New Orleans Hornets

Bem, agora eu vou dar os meus pitacos a respeito da nossa equipe para a temporada 2012-13. Aliás, eu observei algumas previsões de outros sites e blogs, e o pessoal realmente não está levando muita fé no Hornets. Então, é aquilo: “se eu não me valorizar, quem é que irá?“. Confiram aí os palpites e previsões do BH:

– Campanha na temporada regular: entre 35 e 45 vitórias (de um total de 82 jogos)

– Melhor das hipóteses: 8º lugar do Oeste (playoffs)

– Pior das hipóteses: 13º lugar do Oeste

– MVP do time: Anthony Davis

– MIP do time: Greivis Vasquez

– “Bust” do time: Eric Gordon

– All-Star Weekend: Anthony Davis e Austin Rivers (calouros)

– ROY: Anthony Davis receberá o prêmio

– COY: Monty Williams será um dos cinco melhores técnicos em 2012-13

– Executivo do Ano: Dell Demps receberá o prêmio

OBS: Para quem não sabe, MVP é o jogador mais valioso, MIP é o jogador que mais evoluiu, “Bust” é a decepção, ROY é o calouro do ano e COY é o treinador do ano.

Pronto, eu creio que já está de ótimo tamanho. E aí, amigos? Vocês concordam ou discordam dos meus pitacos? Eu esqueci de destacar alguém em especial? Opinem aí embaixo, nos comentários! Vamos debater!

Um bom jogo para todos nós! E que a estreia seja vitoriosa! GO HORNETS!!!

O QUE VEREMOS NO DIA 31?

Anthony Davis acabou com o Heat! Mas como será na estreia?

* Por Lucas Ottoni

Saudações, pessoal. Eu acabei atrasando as análises dos últimos três jogos do New Orleans Hornets na pré-temporada de 2012, pois tive compromissos importantes e não consegui atualizar o BH com a constância que gostaria. Mas agora estou aqui para falar sobre essa reta final do nosso time, antes de a bola subir para valer. Sem mais delongas, vamos lá…

Na última segunda-feira (22/10), o Hornets foi até o Texas e não realizou uma boa apresentação. O time da Louisiana acabou derrotado pelo Dallas Mavericks, por 87 a 74, em um jogo fraco tecnicamente. Se os anfitriões (sem o craque alemão Dirk Nowitzki) não empolgaram, o Hornets tampouco. Dessa forma, acabou vencendo a contenda aquele que errou menos. Senão vejamos: 28-84 nos arremessos de quadra (33.3%). Arremessos de 3 pontos? Foram 7-25 (28.0%).  Aí estão alguns números (terríveis) do Hornets. Pronto, eis o motivo da nossa derrota – além do 1º quarto horroroso que tivemos (10 a 25). Já o Mavs teve um aproveitamento muito parecido com o nosso (que joguinho, hein!), mas se desempenhou bem melhor na defesa e administrou o placar que havia construído nos minutos iniciais. O destaque dos zangões acabou sendo o elogiado ala-pivô Anthony Davis, que – apesar dos míseros 6 pontos – apanhou 17 rebotes. Foi bom, mas foi pouco.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida contra o Mavs

Hornets vs Rockets: nova derrota

Dois dias após o revés em Dallas, o Hornets voltou para o seu doce lar e enfrentou o Houston Rockets, lá na New Orleans Arena. Vale lembrar que os dois times já haviam se encarado nessa pré-temporada, e os texanos levaram a melhor (relembre aqui). Portanto, os zangões teriam a chance de dar o troco (embora isso não seja tão relevante assim. Estamos falando de pré-temporada, né?). Só que o revide não aconteceu, pois o trio Kevin Martin, Chandler Parsons e Carlos Delfino estava em noite inspirada e nos pulverizou com arremessos da linha dos 3 pontos. Os três combinaram 11-21 em “chutes” de longa distância, um bom aproveitamento de 50%. O nosso ala-pivô Ryan Anderson (cestinha do jogo, com 23 pontos) também mostrou que sabe atirar de longe (5-7 em arremessos de três), mas isso não foi o suficiente para evitar o triunfo do Rockets: 97 a 90. Outro destaque (positivo e negativo) do Hornets foi o armador Greivis Vasquez. Ele conseguiu um duplo-duplo (13 pontos e 11 assistências), mas cometeu 8 turnovers!  E, mais uma vez, a nossa defesa não funcionou bem.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida contra o Rockets

Vindo de uma sequência de quatro derrotas (contando com as duas da semana anterior, para Atlanta Hawks e o próprio Rockets) e jogando mal, o Hornets teve de encerrar a sua pré-temporada “dançando com a mais feia”. É isso mesmo, o nosso time viajou até a Florida para encarar o atual campeão da NBA, o poderoso Miami Heat, de LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh. A bola subiu na última sexta-feira (26/10), e nem o mais otimista torcedor dos zangões poderia imaginar o que estava para acontecer…

LeBron James foi bem marcado

Jogando muito bem (e com bastante vontade), o Hornets colocou a forte equipe de Miami para correr e atuou em ritmo de temporada. Com belos lances de ambos os lados, a partida foi para o intervalo empatada em 47 a 47. Se Chris Bosh causava problemas à defesa dos zangões, ou LeBron James conseguia jogadas de efeito, a resposta vinha com o monstruoso (no bom sentido) Anthony Davis em grande noite. O nosso jovem e promissor ala-pivô anotou nada menos que 24 pontos e apanhou 11 rebotes, com 3 roubos e 1 bloqueio. Nada mal, hein? O armador Greivis Vasquez e o ala Al-Farouq Aminu (!) também conseguiram números de duplo-duplo, e os grandões Ryan Anderson e Robin Lopez completaram a atuação sólida dos visitantes. O resultado disso foi um último período eletrizante, em que os dois times se revezavam na liderança do placar. O fato de LeBron James ter sido poupado nos minutos derradeiros facilitou a vida dos zangões, mas não diminuiu o valor da nossa vitória por 96 a 89. Mais importante que o resultado, foi a atuação vibrante do Hornets. A equipe da Louisiana apresentou uma defesa eficiente e melhorou demais o seu aproveitamento ofensivo. E fez tudo isso contra o atual campeão da liga e em rede nacional (a partida foi transmitida na TV para todo o território americano). Bem animador, não é mesmo?

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida contra o Heat

Enfim, o Hornets terminou a sua pré-temporada com uma campanha 4-4 e acabou deixando na mente dos fãs outra dúvida cruel. Afinal, a gente não sabe qual Hornets nós veremos no dia 31 de outubro, data da estreia dos zangões no campeonato de 2012-13 (vs Spurs, na New Orleans Arena). Será o das derrotas, apagões e baixo aproveitamento? Ou será o que derrotou o atual campeão da liga –  dentro do ginásio dos caras – jogando muitíssimo bem? Teremos a resposta na próxima quarta-feira. A conferir…

No vídeo abaixo, os highlights da vitória em Miami:

OBS 1: O jovem ala-armador Austin Rivers lesionou o mesmo tornozelo direito em duas partidas diferentes na última semana, contra Mavericks e Heat (vejam aqui e aqui). Apesar disso, o caso não parece ser grave. Ainda bem, né?

OBS 2: No post desta segunda-feira (29/10), amanhã, eu farei uma análise individual de cada jogador do nosso time na pré-temporada, e o que esperar deles em 2012-13. Não percam!

* O ADEUS DE DAVID STERN: O comissário da NBA anunciou que irá deixar o cargo em 2014. Ok, ele pode ser polêmico e, por vezes, impopular. Pode ter apresentado atitudes que não agradaram ou aparecido com declarações para lá de controversas. Mas uma coisa é inegável. O cara fez um trabalho espetacular no comando da liga. Ele está no cargo desde meados da década de 1980, e, de lá para cá, a NBA se transformou em um negócio absolutamente rentável e de dimensões globais. Merece, no mínimo, uma salva de palmas de todos os que amam esse esporte chamado basquete. Obrigado, Stern!

* AT THE HIVE: O blog americano especializado em New Orleans Hornets está com cara nova (vejam aqui). Eu achei muito legal! E vocês?

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* JAMES HARDEN NO ROCKETS: Saindo um pouco do nosso time, fui só eu quem achou essa troca excelente para o Oklahoma City Thunder? O que vocês pensam a respeito? Opinem aí embaixo, nos nossos comentários!

VAI SAIR…: Sim, nós temos algumas coisinhas a serem atualizadas aqui no BH (História, Elenco, Calouros…), e o problema é a falta de tempo mesmo. Mas até o início da temporada, eu verei se consigo ajeitar tudo. Prometo.

A EXPIAÇÃO DOS PECADOS

Eric Gordon: dívidas a quitar com o New Orleans Hornets e seus fãs

* Por Lucas Ottoni

No dia 14 de dezembro de 2011, o ótimo ala-armador Eric Gordon se tornava oficialmente jogador do New Orleans Hornets. Parte (principal) da troca que enviou o astro Chris Paul para o Los Angeles Clippers, Gordon desembarcou na Louisiana com aquela “cara de pouquíssimos amigos”. Sorrisos? Quase nenhum. Palavras? Escassas. Entusiasmo? Inexistente. Pois é, foi dessa forma que começou um casamento que, por ironia do destino ($$$), promete ser duradouro (e feliz?), tanto para a franquia quanto para o jogador. Nove meses após a “apresentação mais desanimada dos últimos tempos“, o que vemos é um Eric Gordon em dívida com o Hornets. Não apenas pelo baixo aproveitamento em quadra (míseros 9 jogos), mas também pelas atitudes longe dela. Se você está totalmente por fora do assunto, não se aflija. A partir de agora, o BH vai falar sobre essa relação – até certo ponto – conturbada entre Eric Gordon e New Orleans Hornets. E cabe dizer que a salvação de tal matrimônio (se é que irá acontecer) depende muito mais do atleta do que do time. Mas vamos voltar naquele 14 de dezembro…

Como eu dizia, o Eric Gordon se tornou jogador do Hornets e – pela fisionomia mostrada em sua apresentação – parece não ter ficado nada feliz com a mudança para New Orleans. Naquele momento, a franquia estava à deriva, sem um dono, controlada pela NBA e com a sua autonomia totalmente limitada dentro da liga. Realmente, não era um dos cenários mais animadores. Ok, não dava para obrigar o cara a sorrir para as câmeras e nem a amar a cidade e os fãs. Ele é um profissional, que está lá para jogar basquete e honrar a camiseta da organização que o paga. Eu não sei se vocês lembram, mas no primeiro jogo da última temporada, o Gordon acertou um arremesso quase no estouro do cronômetro que garantiu uma estreia vitoriosa ao Hornets, lá em Phoenix, contra o Suns (a ironia é que o mesmo Suns irá aparecer novamente no fim da nossa historinha, dessa vez com um papel bem mais relevante). Quando aquela bola caiu dentro da cesta, eu lembrei do Chris Paul e logo pensei: “O Hornets encontrou um novo líder!“. Animado com a estreia, fiquei ansioso para conferir a atuação do Eric Gordon no segundo jogo dos zangões. Só que ele não compareceu.

* Clique aqui e leia mais sobre o ala-armador Eric Gordon

Uma misteriosa lesão no joelho direito mudou completamente os rumos de um casamento que havia se iniciado de maneira promissora. A partir daí, o ex-jogador do Clippers reforçou ainda mais a sua fama de “jogador bichado”. Se vocês não sabem, apesar de ter apenas 23 anos, o Eric Gordon já possui um pequeno histórico de lesões em sua carreira e nunca conseguiu jogar uma temporada inteira e saudável. Ok, esse tipo de coisa acontece e não dá para culpar o cara por causa disso. Mas o fato é que foi justamente com essa lesão que os problemas entre Gordon e o Hornets começaram.

Imagem recorrente em 2011-12

Eu costumo dizer que um verdadeiro líder precisa ter espírito de liderança tanto dentro quanto fora de quadra. Sim, eu realmente pensava que o jovem Gordon fosse assumir um papel de liderança dentro do time do Hornets. Primeiro, por ser o jogador mais talentoso e decisivo do elenco. E segundo, para apagar a má impressão deixada em sua apática (ou seria antipática?) apresentação. Mas voltando à fatídica lesão no joelho, o Gordon até tentou jogar, só que as dores no local se intensificaram. Aí ele ficou fora de combate por umas semanas, até que alguém chegou à brilhante conclusão de que o ala-armador necessitava de uma intervenção cirúrgica para resolver de vez o problema. A operação de “limpeza” do joelho foi realizada com êxito, embora tenha custado ao Gordon 57 das 66 partidas da temporada regular. É isso mesmo, ele participou de apenas 9 joguinhos dos zangões em 2011-12, e essa ausência comprometeu seriamente a campanha da equipe. Eu não vou me alongar sobre o assunto, pois na nossa retrospectiva dos alas-armadores do Hornets a questão da lesão do Eric Gordon foi bem abordada. É só vocês lerem aqui.

Durante o período em que o Gordon passou afastado dos jogos, convém salientar algumas atitudes do jogador que deixaram os fãs, de certo modo, decepcionados. Não raras foram as vezes em que ele esteve em casa (ou em qualquer outro lugar) tuitando sobre basquete universitário, futebol americano e afins, enquanto os jogos do Hornets aconteciam. Uma dessas situações até ganhou destaque aqui no Brazilian Hornet, e eu vou relembrar um trecho só para vocês:

“Como eu escrevi, o Mr. Gordon estava em casa, repousando para a cirurgia, enquanto os seus companheiros suavam as camisetas para evitarem a nona derrota consecutiva do time no campeonato. Eis que, durante a partida, o Mr. Gordon resolveu usar o seu Twitter, isso mesmo, dar aquelas tuitadas! E ele mostrou um enorme entusiasmo com o jogo! Vejam só o que ele escreveu:

“Syracuse é um time de basquete divertido de assistir”.

Peraí? Syracuse? Isso mesmo. Basquete universitário, parceiro. O Eric Gordon estava usando a sua conta no Twitter para falar sobre o quanto ele estava gostando de assistir ao jogo entre Syracuse e Louisville, na TV. Enquanto isso, o time dele (que talvez não seja tão divertido de assistir quanto Syracuse) estava jogando e encontrando uma maneira de superar os desfalques (essa palavra, o Mr. Gordon conhece bem: desfalque) para voltar a vencer na NBA. Depois, provavelmente importunado (no Twitter) por alguns torcedores que não entendiam o que ele fazia vendo basquete universitário em meio ao jogo do seu próprio time, o Mr. Gordon resolveu postar um elogio ao seu companheiro de longa data, Chris Kaman, que estava arrasando com o Jazz”.

Eric Gordon: apenas 9 participações

Quem quiser conferir o post na íntegra, é só clicar aqui.  Então, as infelicidades do Eric Gordon em 2011-12 não ficaram restritas à quadra. Também é necessário lembrar que ele recusou uma bela oferta de extensão de contrato proposta pelo Hornets lá em janeiro – algo em torno de U$ 50 milhões por 4 temporadas. Essa negativa poderia ser encarada (na época) como um indício de que o jogador não queria permanecer em New Orleans (ou então, iria pedir bem mais dinheiro para atuar em uma franquia que não era de sua preferência). Durante o tempo em que ficou longe dos jogos, o Gordon passou a seguinte imagem para muitos fãs do Hornets: um jogador pouco comprometido com o time, infeliz em New Orleans e que só estava afim de faturar uma bolada, mesmo sem jogar. Um quadro nada legal, concordam? Pois é, só que a vida é engraçada e muda de minuto a minuto…

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Após longo e tenebroso inverno, o Eric Gordon finalmente se recuperou e retornou ao time na reta final da temporada, já em abril. Lembram que eu havia escrito que ele jogou apenas 9 partidas em 2011-12? Pois é, e desses 9 jogos, o Hornets ganhou nada menos que 6. A melhora da equipe com o retorno do Gordon foi tão grande que parece que todos os pecados foram esquecidos, e os fãs viram de perto a importância desse atleta para o sucesso dos zangões. Assim que o campeonato terminou, a pergunta que ficou no ar foi a seguinte: “Se o Eric Gordon estivesse saudável durante toda a competição, a campanha 21-45 do Hornets se transformaria em playoffs?“. Aí está uma pergunta de difícil resposta. Fácil mesmo é elogiar os 20.6 ppg que o Gordon obteve enquanto esteve em quadra e reconhecer que a presença dele foi fundamental (veja o vídeo abaixo) para que o time da Louisiana tivesse deixado uma bela impressão nas últimas partidas da temporada regular. A partir daí, a manutenção do Eric Gordon em New Orleans virou prioridade absoluta, e todos o viram como peça fundamental para o sucesso do Hornets nos anos vindouros.

Ao deixar bem claro que não pretendia abrir mão do atleta, mesmo estando ciente do seu histórico de contusões, a franquia de New Orleans lançou um recado para os possíveis interessados no Gordon. Explica-se: assim que a temporada 2011-12 terminou, o Eric Gordon se tornou um agente livre restrito, ou seja, o Hornets teria o direito de igualar qualquer oferta que o jogador recebesse de outra equipe no mercado. Portanto, o destino do jogador estaria, de um jeito ou de outro, nas mãos dos zangões. Como o GM do Hornets, Dell Demps, já havia dito que manteria o jogador a qualquer custo, os demais times não se animaram a negociar com o Gordon. Só que em toda regra há uma exceção, e é aí que surge novamente o Phoenix Suns. Vocês lembram que eu disse que a turma do Arizona voltaria no fim da nossa historinha? Pois é, o Suns apareceu no início de julho e resolveu oferecer uma fortuna ao Eric Gordon (U$ 58 milhões por 4 temporadas) cruzando os dedos para que o Hornets desistisse do jogador. Pensa que parou por aí? Antes fosse. Deram uma recepção especial para o cara, estenderam até tapete vermelho (ou seria laranja?) para ele, o “colocaram” com o uniforme do time e tentaram seduzi-lo de todas as formas (no vídeo abaixo). O Gordon realmente deve ter se sentido “a última bolacha do pacote” em Phoenix. Ah, mas vocês acham que essa tática poderia ter dado certo? Sim, poderia. E como deu.

O fato é que, assim que terminou o seu agradável encontro com o Suns, o Gordon foi imediatamente à imprensa declarar que “o seu coração agora estava em Phoenix” e pediu para que o Hornets desistisse da ideia de igualar a oferta. Não satisfeito, ele avisou que não se sentia valorizado em New Orleans e que a franquia não o tratava como ele merecia. Reclamou publicamente do fato de os zangões terem escolhido o ala-armador Austin Rivers no draft (pois ambos teoricamente atuam na mesma posição), e foi além: bradou que se o Hornets o mantivesse no elenco, ele permaneceria na Louisiana contra a sua vontade e se tornaria um funcionário infeliz. Uau! Evidentemente, tudo isso aí gerou um enorme mal-estar dentro da organização e, principalmente, entre os fãs. Aliás, se observarmos o histórico do Eric Gordon em New Orleans desde a sua chegada, nada do que aconteceu é capaz de nos causar estranheza, correto? Mas é no parágrafo abaixo que vem o “X” da questão…

As várias atitudes condenáveis e a baixíssima frequência na última temporada seriam motivos mais que suficientes para o GM Dell Demps mandar o Eric Gordon “ir plantar batatas”. Contudo, o Demps não é bobo. Ele sabe que o ala-armador é dono de um grande talento e que certamente ajudará demais o Hornets nos próximos anos. Então, nesse caso, só havia uma coisa a se fazer: engolir em seco as palavras que foram proferidas, igualar a oferta milionária do Suns e manter o jogador em New Orleans de qualquer maneira. E foi exatamente isso o que aconteceu. Apesar dos pesares, o Hornets não poderia abrir mão de um dos jovens mais talentosos da NBA. Os fãs têm todo o direito de cobrar (de forma pacífica) e até vaiar o Eric Gordon, mas a franquia não poderia cometer erros aí. Ao “segurar” o atleta, o Hornets agiu com sabedoria.

O jovem ala-armador está “preso” ao Hornets pelas próximas 4 temporadas

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Para terminar este longo post, eu não posso deixar de registrar a repentina metamorfose no discurso do Eric Gordon. Quando viu que não tinha jeito e que o seu futuro estaria atrelado ao Hornets, ele logo tratou de correr atrás do prejuízo e foi se explicar junto aos fãs. Disse que negócios são negócios, que agora está feliz e empolgado em New Orleans, que não vê a hora de a nova temporada começar, que pretende se tornar All-Star em 2013, elogiou o Austin Rivers, começou a distribuir sorrisos, etc. Isso é legal, mas está longe de ser o suficiente. Principalmente para quem jogou pouco e polemizou muito. O talentoso Eric Gordon tem os seus pecados a expiar. Ele não precisa amar a nossa franquia ou fingir o que não sente. Basta ser profissional, se manter saudável e agir como um jogador comprometido com os objetivos do time (afinal, ele será muito bem pago para isso). Esse é o único caminho para conquistar a confiança dos fãs e apagar as manchas do passado. A partir de 31 de outubro, contra o San Antonio Spurs, ele terá a oportunidade de começar a obter o perdão. Aí, talvez um dia possamos chamá-lo de “o líder do Hornets”. Agora é com ele. E com mais ninguém.

* AL-FAROUQ AMINU: Tudo leva a crer que o ala de origem nigeriana terá uma maior importância no elenco dos zangões para 2012-13. Prestes a iniciar a sua terceira temporada na NBA, o jogador vem recebendo atenção especial do técnico Monty Williams. “Al-Farouq terá um papel diferente este ano, e é importante que ele entenda que eu não estou mais olhando para ele como um jogador de primeiro ou segundo ano. Eu estou olhando para ele como um dos principais contribuintes (do elenco) este ano“, disse o treinador do Hornets ao site NOLA.COM (do jornal The Times-Picayune). Que responsabilidade, hein?

* SIGA NBA: Surge outro blog brasileiro muito legal sobre a maior liga de basquete do planeta. Até análise da offseason do New Orleans Hornets eles já fizeram. Confiram aqui.

* FORÇA TOTAL: Como vocês puderam perceber, o BH deu uma paradinha nas últimas semanas e teve pouquíssimos posts em setembro. Pois bem, eu estava com inúmeros problemas particulares para resolver e não pude me dedicar a mais nada. Mas após colocar as coisas em dia, haverá sempre um tempo livre para o nosso amado blog. Com a temporada 2012-13 chegando, vários posts e novidades estão na pauta. Não mudem de canal, ok?

RETROSPECTIVA 2011-12 # 5

Chris Kaman e Emeka Okafor não jogarão pelo Hornets em 2012-13

* Por Lucas Ottoni

Hoje é o dia de encerrarmos as avaliações do elenco do New Orleans Hornets na última temporada. A posição restante é a de pivô, e é até estranho fazer uma análise dos grandalhões do Hornets, pois eles já estão assinados com outras equipes e não fazem mais parte do novo plantel dos zangões. Mas, enfim, se defenderam as nossas belas cores em 2011-12, merecem entrar na retrospectiva. Só que antes de falarmos sobre eles, eu vou listar abaixo as posições que já foram avaliadas aqui no Brazilian Hornet:

ARMADORES (Jarrett Jack / Greivis Vasquez)

ALAS-ARMADORES (Eric Gordon / Marco Belinelli / Xavier Henry)

ALAS (Trevor Ariza / Al-Farouq Aminu)

ALAS-PIVÔS (Carl Landry / Jason Smith / Gustavo Ayon / Lance Thomas)

Agora sim, podemos falar sobre os pivôs do nosso querido Hornets na última temporada:

* CHRIS KAMAN #35

Médias: 29.2 mpg / 13.1 ppg / 2.1 apg / 7.7 rpg / 0.5 spg / 1.6 bpg

Número de jogos: 47 (33 como titular)

Reza a lenda que o pivô germânico teria ficado bastante chateado quando soube que iria para New Orleans, após ter sido trocado para o Hornets (no negócio que enviou o armador Chris Paul para o Los Angeles Clippers, em dezembro de 2011). Assim que desembarcou na Louisiana, Kaman teria pedido uma transferência para algum outro time imediatamente, mas não foi atendido. Contrariado, o pivozão teve que cumprir o contrato (aliás, um belo contrato!), mas a sua atitude inicial não passou despercebida e acabou desagradando alguns executivos da franquia. Mesmo atuando normalmente no início da temporada 2011-12, o alemão (nascido nos EUA) parecia sem clima na terra do jazz, tanto que acabou afastado da equipe no fim de janeiro para ser negociado no mês seguinte. Como as propostas pelo ótimo pivô não foram satisfatórias, o Hornets resolveu reintegrá-lo ao elenco e contar com os seus serviços até o fim do campeonato. De volta à quadra, o Kaman foi nada menos que profissional. Jogou, deu o seu máximo, fez algumas excelentes partidas e mostrou a sua qualidade aos fãs dos zangões. Após o término da competição, ele viu que jogar em New Orleans não foi tão ruim e deixou no ar até a possibilidade de renovar o seu contrato com a equipe e permanecer na cidade, mas a franquia não teria mostrado interesse em um novo acordo. Aos 30 anos de idade, Kaman não se encaixa dentro do atual projeto do Hornets e do técnico Monty Williams: desenvolver jogadores jovens e com energia defensiva. Aliados ao desgaste ocorrido no início da temporada passada, esses fatores acabaram afastando o habilidoso pivô da Louisiana.

PONTO POSITIVO: Ex-All-Star (2010), o Kaman é um pivô muito técnico e com inúmeros recursos ofensivos, além de ser bom apanhando rebotes. Sabe jogar embaixo da cesta, tem um ótimo jogo de pernas e também é eficiente nos arremessos de média distância (veja o vídeo). No Hornets, ele mostrou algumas dessas qualidades e obteve 15 duplos-duplos.

PONTO NEGATIVO: Os seus primeiros meses em New Orleans não foram dos mais agradáveis, já que ele parecia contrariado com a troca que o enviou para o Hornets (o que culminou no seu afastamento do elenco). Além disso, não é um defensor dos mais aplicados, e isso o teria feito cair em desgraça com o técnico Monty Williams.

O FUTURO: Não será em New Orleans. O contrato do Kaman se encerrou no fim do último campeonato, e o Hornets não se interessou em um novo acordo com o jogador. Diante disso, o alemão acabou acertando a sua ida para o Dallas Mavericks, no mês passado. No Texas, ele formará dupla com o seu compatriota Dirk Nowitzki e receberá U$ 8 milhões por 1 temporada.

* EMEKA OKAFOR #50

Médias: 28.9 mpg / 9.9 ppg / 0.9 apg / 7.9 rpg / 0.6 spg / 1.0 bpg

Número de jogos: 27 (todos como titular)

Você pagaria mais de U$ 1 milhão por mês pelos serviços do Emeka Okafor? Pois é, era exatamente isso o que o Hornets estava fazendo há pouco tempo atrás. Um enorme desperdício de “verdinhas”, concordam? E o Okafor na Louisiana foi isso aí: produziu pouco para a fortuna que recebia e nunca se tornou aquele grande pivô que os torcedores esperavam. Em três temporadas atuando com o uniforme dos zangões, o Mek não conseguiu repetir o sucesso do Tyson Chandler e acabou não tendo uma passagem das mais marcantes – mesmo com médias próximas às de um duplo-duplo. Só para resumir: boa postura defensiva, alguns rebotes, um toco aqui e ali, e só. No ataque? Quase nada. Falando mais especificamente da temporada 2011-12, aí é que a coisa foi ainda pior. Por causa de uma misteriosa lesão no joelho esquerdo, o pivô de 29 anos ficou fora de mais da metade da competição e perdeu os últimos meses de disputa. Todos no Hornets sabiam que era preciso dar um jeito de se livrar do Emeka e de seu oneroso contrato, e parece que a franquia já havia tentado negociar o atleta ao longo da última temporada, mas sem sucesso. Então, no dia 20 de junho, o Washington Wizards apareceu e levou o Okafor e o Trevor Ariza para a capital americana, em troca da escolha de draft que nos rendeu o jovem ala Darius Miller. E, honestamente, eu nem me lembro do jogo derradeiro do nosso ex-pivô com o uniforme do Hornets. Como eu havia dito antes, o Emeka teve uma passagem que – definitivamente – não foi das mais marcantes.

PONTO POSITIVO: É a defesa. O Emeka Okafor é um cara atlético e com uma disposição defensiva enorme. É bom para distribuir bloqueios (confira o vídeo) e apanhar rebotes. No entanto, essas qualidades não supriram a sua falta de talento ofensivo nesses três anos de Hornets. Quando o time mais precisou de poder de fogo lá embaixo da cesta, ele pouco apareceu. Contudo, a sua participação na defesa foi positiva.

PONTO NEGATIVO: Um pivô titular que pontua de forma tão modesta não pode resolver os problemas do Hornets. E o Okafor é esse tipo de jogador. Além de não possuir um bom arsenal ofensivo, é fraco na linha de lances livres e ineficiente longe da cesta. Também costuma cometer aquelas infrações de 3 segundos plantado no garrafão, seja na defesa ou no ataque – e isso irrita muito. Em 2011-12, mais uma vez acabou não se destacando.

O FUTURO: Será em Washington, DC. O Hornets precisava se livrar do contrato ruim do Okafor, e acabou conseguindo isso ao enviá-lo para o Wizards. O casamento entre o Emeka e os zangões definitivamente não deu certo, e já era hora de se colocar um ponto final nessa relação. Eu acho que foi bom para ambas as partes.

– Outros pivôs que passaram pelo Hornets (sem grande repercussão) na temporada 2011-12: Jeff Foote, Chris Johnson, Solomon Jones e Darryl Watkins.

* BAIXA NO BANCO: O assistente James Borrego (o do sobrenome esquisito, lembram?), um dos homens de confiança do treinador Monty Williams, aceitou um convite do Orlando Magic e não deverá fazer parte da equipe técnica do Hornets para a temporada 2011-12. Vale lembrar que Borrego foi o comandante dos zangões (1-4) na Summer League de Las Vegas 2012.

* OTIMISMO: O recém-contratado Robin Lopez mal chegou em New Orleans e já mostrou uma enorme animação com o fato de poder formar uma dupla de garrafão com o jovem Anthony Davis. O pivô, ex-Phoenix Suns, elogiou o time do Hornets e garantiu que está saudável e pronto para ajudar os zangões em 2012-13. Só que para nos ajudar, ele precisará fazer melhor do que fez no Arizona. Aliás, muito melhor.

* GAROTO AMBICIOSO: Vejam aqui o que o Anthony Davis andou dizendo nos últimos dias. É disso que eu gosto! Uma ambição que há tempos eu não via lá pelos lados de New Orleans. Pensando desse jeito, parece que o céu é o limite para esse rapaz!