UM MOVIMENTO NECESSÁRIO

Emeka Okafor e Trevor Ariza foram enviados para o Washington Wizards

* Por Lucas Ottoni

Bom, eu sei que isso tem cheiro de semana passada, mas como foi um acontecimento importante para o futuro da franquia, a gente vai falar um pouquinho sobre a troca envolvendo o nosso querido New Orleans Hornets e o Washington Wizards. A minha demora tem uma explicação: eu estive viajando por uns dias e sobrou muito pouco tempo para me dedicar ao BH, então é hora de correr atrás do prejuízo e analisar o que as saídas de Trevor Ariza e Emeka Okafor poderão representar para os zangões. O surpreendente (eu não esperava) comércio entre Hornets e Wizards foi sacramentado na última quarta-feira (20/06) e consiste no seguinte:

– O Wizards recebe: Trevor Ariza + Emeka Okafor

– O Hornets recebe: Rashard Lewis + a 46ª escolha no draft de 2012

Vocês, parceiros que acompanham o Brazilian Hornet há algum tempo, sabem que eu sempre fui a favor de trocarmos o Okafor (Aleluia!). E também sabem que eu nunca considerei o Trevor Ariza um jogador essencial ao elenco do Hornets, embora ele seja um defensor de perímetro dos mais eficientes. Isto posto, eu só posso dizer que a troca foi maravilhosa para a franquia da Louisiana! Quanto ao Wizards, eles receberam dois atletas que certamente irão tornar o time muito melhor defensivamente e com chances de lutar por um lugarzinho entre os Top 8 do Leste. Mas voltemos ao Hornets…

* Veja aqui a retrospectiva de Trevor Ariza em 2011-12

Agora que vocês já sabem que eu gostei demais da troca, vou explicar os motivos do meu entusiasmo. Em primeiro lugar, o Emeka Okafor iria comer U$ 13,5 milhões da folha salarial do Hornets na próxima temporada – e mais U$ 14,5 milhões em 2013-14.  São ganhos altíssimos para um pivô que esteve por 3 anos em New Orleans e nunca mostrou a consistência que dele se esperava. Em segundo lugar, vem o ala Trevor Ariza e o seu salário de U$ 7,3 milhões. Honestamente? Eu não acho que os vencimentos do Ariza sejam tão absurdos assim. No entanto, (repetindo) ele não é um jogador essencial aos zangões, e é muito melhor ceder ele do que uma escolha nº 10 (como se especulava) no comércio com a turma de Washington, concordam? Então, ao realizar essa jogada, o Hornets estaria liberando uma nota preta de sua folha de pagamentos. Calma, eu disse ESTARIA

Rashard Lewis deverá ser dispensado

Sim, chegou o momento de olharmos para o decadente ala Rashard Lewis e o seu absurdo contrato expirante de U$ 23,8 milhões a serem pagos em 2012-13. Um disparate, não é mesmo? Pois bem, ao receber o jogador do Wizards, o Hornets teria de arcar com essa enormidade de dinheiro na próxima temporada. Ah, mas eu disse TERIA… E é aí que entra o detalhe que deixa essa transação ainda melhor para a galera da Louisiana: na NBA, é possível se utilizar de uma prática conhecida pelo nome de Buyout. Ok, mas que diabos é isso? Eu explico: o Buyout acontece quando um jogador e o seu time entram em um acordo para que uma certa quantia do salário dele seja paga de uma vez. Dessa forma, o atleta seria dispensado da equipe sem mais nenhuma obrigação contratual, sacaram? Então, sanada a dúvida, é praticamente certo que deverá rolar um Buyout entre o Hornets e o Lewis. Os zangões se comprometeriam a pagar uma quantia de U$ 13,7 milhões do salário do jogador e o dispensariam até o dia 1º de julho. Com essa economia, a franquia de New Orleans terá uns U$ 10 milhões de dólares a mais disponíveis na folha salarial – além do alívio financeiro com as saídas dos contratos de Okafor e Ariza!

* Clique aqui e veja a atual folha de pagamentos do Hornets

Imaginem só: além de não arcar mais com os pesadíssimos valores da dupla Mek e Trevor, o Hornets pagará ao Lewis “apenas” 13,7 dos U$ 23,8 milhões estipulados em contrato e o dispensará. Isso é uma economia tremenda e abre uma flexibilidade enorme para os zangões “atacarem” o mercado de agentes livres! Foi uma excelente jogada do nosso GM, o Dell Demps. Pois o Hornets não apenas se livrou do contrato horrível do Okafor (sem precisar se desfazer da nossa 10ª escolha para isso), como também economizará uma bela grana e receberá ainda a escolha nº 46 (quem sabe não pinta alguém útil aí?). É impossível não gostar do que foi feito! Na verdade, eu considerei essa troca como um movimento necessário para que a franquia obtenha sucesso nos próximos anos. Pense em se livrar dos contratos ruins e conseguir uma boa flexibilidade na folha salarial para reforçar o elenco. E o mais importante: ter tranquilidade (e dinheiro) para igualar qualquer proposta pelo Eric Gordon na agência livre e mantê-lo em New Orleans.  Quer algo mais necessário que isso?

OBS: Não podemos deixar de agradecer a Trevor Ariza e Emeka Okafor pelos anos de serviços prestados ao New Orleans Hornets. Eu desejo que eles tenham sucesso em Washington e sigam as suas carreiras da melhor forma possível. Boa sorte a ambos!

* PROMESSA É DÍVIDA: Ainda falaremos sobre os jovens que poderão ser agraciados com a 10ª escolha (e agora a 46ª também) no draft de 2012, o aguardado evento que ocorrerá na noite desta quinta-feira (28/06). Até lá o post sai, podem ficar sossegados.

* ALGUMAS SITUAÇÕES: O pivô Chris Kaman se tornará agente livre irrestrito, e o Hornets não deverá reassinar com ele. Já o ala-pivô Carl Landry – que também será agente livre irrestrito – disse que gostaria de permanecer em New Orleans. Mas eu, pessoalmente, não acredito na possibilidade.

* FOX SPORTS NEW ORLEANS: O Hornets acaba de fechar um acordo com o canal a cabo Fox Sports para a transmissão de 75 jogos (número que pode variar) do time na próxima temporada. Pela parceria, a franquia deverá receber cerca de U$ 10 milhões por ano. A ideia é aumentar o número de telespectadores americanos que possam ter acesso aos jogos dos zangões (inclusive, via satélite). Para mais informações, clique aqui.

* HEAT CAMPEÃO: A equipe de Miami conquistou o título da temporada 2011-12 da NBA de forma merecidíssima, diga-se de passagem. Com LeBron James jogando o fino, o Oklahoma City Thunder não deu nem para a saída. Eu confesso que esperava uma série final mais equilibrada. Mas o placar de 4 a 1 indica que o troféu está em muito boas mãos.

* TYLER ZELLER: Você é fã do Hornets? Então, é bom guardar o nome dele…

LEITURAS RECOMENDADAS # 4

Ele ainda não foi escolhido, mas já é parte do nosso noticiário

* Por Lucas Ottoni

A NBA está em clima de decisão – com Miami Heat e Oklahoma City Thunder iniciando a disputa pelo título nesta terça-feira (12/06) -, mas como o BH é um blog feito com todo o carinho e amor (meio gay isso?) para falar sobre o nosso New Orleans Hornets, a gente segue em frente garimpando algumas notícias interessantes que vocês podem ler a respeito dos zangões. Após a vitória da franquia da Louisiana no sorteio para o draft do próximo dia 28 de junho, choveram textos e mais textos sobre um tal de Anthony Davis. Além disso, separamos outras coisinhas (especulações?) que valem destaque. Divirtam-se!

Com a 1ª escolha do draft, Hornets não deve manter Chris Kaman

Zangões poderão negociar a 10ª escolha do draft

Anthony Davis prevê sucesso na NBA: “Céu é o limite”

Família queria Anthony Davis no Charlotte Bobcats

Eric Gordon fala sobre o seu futuro (em inglês)

Hornets vê Okafor como um bom mentor para Davis (em inglês)

– Trevor Ariza e/ou Emeka Okafor podem ser trocados (em inglês)

Anthony Davis já é alvo de comparações (em inglês)

Tom Benson não é um “novato” na NBA (em inglês)

Ok, eu sei que ninguém aqui é obrigado a entender o idioma inglês. É para isso que existe o tradutor do Google. É só jogar o texto nele e passar para o português. Boa leitura!

* DERON WILLIAMS: O espetacular armador do Brooklyn Nets já avisou que poderá se tornar agente livre irrestrito no verão americano que vem aí. E também disse que está atrás de um contrato que justifique a sua qualidade. E então? Quem dá mais? Na minha modesta opinião, ele seria um jogador para resolver de vez as questões do Hornets no setor de armação. Inteligente, técnico, atlético e dono de um arsenal de passes, infiltrações e arremessos certeiros. Além disso, possui boa experiência na NBA, foi 3 vezes All-Star na liga, é campeão olímpico com a seleção americana (2008) e completará apenas 28 anos neste mês de junho. Já o Hornets possui contratos importantes se encerrando (Chris Kaman, Carl Landry e Marco Belinelli) e deverá ter espaço à vontade na folha salarial para tentar a contratação de um atleta do calibre do Deron. E aí? O que vocês acham? Não seria um nome a se pensar? Opinem aí nos comentários…

RETROSPECTIVA 2011-12 # 3

Trevor Ariza e Al-Farouq Aminu: alas com potencial defensivo

* Por Lucas Ottoni

Dando prosseguimento ao nosso trabalho de avaliação do elenco do New Orleans Hornets na temporada 2011-12 da NBA, chegou a hora de falarmos sobre os ALAS da equipe. Já analisamos os ARMADORES e os ALAS-ARMADORES, e agora vamos destacar os jogadores da posição 3, aqueles que costumam jogar abertos, pelas laterais da quadra. Geralmente, os alas possuem inúmeras funções dentro de um time de basquete. Eles defendem o perímetro e atacam a cesta adversária – seja “chutando” ou infiltrando – sem concentrar o jogo dentro do garrafão, como também podem se movimentar abrindo espaços para outros jogadores encontrarem a cesta com mais facilidade. De fato, essa é uma posição que exige muito do atleta. E então? Será que os alas do Hornets mandaram bem? É isso o que iremos avaliar agora…

* TREVOR ARIZA #1

Médias: 32.9 mpg / 10.8 ppg / 3.3 apg / 5.2 rpg / 1.7 spg / 0.6 bpg

Número de jogos: 41 (todos como titular)

A temporada 2011-12 acabou não sendo das mais marcantes para o ala Trevor Ariza. Resumindo: alguns problemas físicos, as habituais dificuldades (técnicas) no setor ofensivo, uma defesa – até certo ponto – eficiente e raras atuações de destaque. Essa combinação de fatores aponta para uma carência importante dentro do elenco do Hornets. Pois é, está muitíssimo claro que a franquia da Louisiana necessita de um ala mais gabaritado tecnicamente. Não que o Ariza seja um mau jogador, longe disso. Ele é um ala com uma energia defensiva e uma entrega tremenda dentro de quadra. Além disso, é um atleta que não costuma se esconder ou se omitir durante os jogos. Porém, o Hornets é uma equipe sedenta por talento ofensivo, algo que é justamente o ponto fraco do Ariza. Na verdade, ele não possui um arremesso dos mais confiáveis e também mostra enormes dificuldades técnicas no controle da bola e na execução das jogadas. E para piorar a situação do Ariza, o técnico Monty Williams o afastou da reta final do campeonato para poder observar melhor o desempenho do seu reserva, o jovem Al-Farouq Aminu. E o que fez o Aminu? Bem, ele apresentou uma grande energia defensiva e algumas deficiências ofensivas. Isso te lembra alguém? Pois é… Então, o dilema que cabe aqui é o seguinte: o que é melhor para a franquia? manter um jogador de quase 27 anos que não é essencial ao elenco, ou investir em um jovem de 21 anos, com potencial de crescimento e características similares às de seu titular, além de um contrato bem mais barato? Enfim, essa temporada deu todos os indicativos de que o Trevor Ariza poderá estar vestindo um outro uniforme em 2012-13.

PONTO POSITIVO: O Ariza é um cara trabalhador, além de um bom defensor. O grande valor dele está em sua energia para a marcação e sua entrega em quadra (veja um belo roubo dele no vídeo abaixo). E é exatamente por causa disso que o ala do Hornets sempre terá mercado na NBA – enquanto tiver condições físicas, é claro. Muitas equipes admiram a disposição defensiva do Ariza, que, inclusive, já foi campeão da liga com o Los Angeles Lakers (na temporada 2008-09).

PONTO NEGATIVO: Se você procura por um ala talentoso, que possa marcar pontos e se tornar um dos condutores do seu time dentro de quadra, então risque o Trevor Ariza da sua lista de compras. Ele não pode (de jeito algum!) ser o ala titular de uma equipe que careça de poder ofensivo – como o Hornets. As dificuldades técnicas desse jogador são bem nítidas, e ele demonstrou isso novamente em 2011-12. No fim das contas, o Ariza seria o nome ideal para franquias que precisam de um bom reserva para entrar e defender o perímetro. E nada mais.

O FUTURO: Honestamente, eu não vejo a menor necessidade de se manter o Ariza no elenco do Hornets. A equipe já conta com o Aminu para ser reserva e desempenhar um papel bem similar recebendo muito menos dinheiro por isso. Além do mais, os zangões necessitam de um ala titular com mais poder ofensivo, algo que está muito claro. Então, o Ariza poderia até ser envolvido em uma troca que nos traga o jogador que tanto precisamos. Quem sabe?

* AL-FAROUQ AMINU #0

Médias: 22.4 mpg / 6.0 ppg / 1.0 apg / 4.7 rpg / 0.9 spg / 0.5 bpg

Número de jogos: 66 (21 como titular)

Temos um longo caminho a ser percorrido aqui. A temporada 2011-12 mostrou que o Al-Farouq Aminu é um jogador ainda em formação, que precisa trabalhar muito para alcançar o mínimo de consistência dentro de uma quadra da NBA. Como vocês devem lembrar, ele chegou ao Hornets como parte daquela negociação que enviou o nosso ex-armador Chris Paul ao Los Angeles Clippers. Assim sendo, logo nos primeiros jogos com o time dos zangões, o Aminu deu mostras de que é um atleta “cru” para atuar entre os profissionais. Eu acho que ele acabou indo para a NBA antes da hora (aos 19 anos) e está pagando o preço por ter adiantado o seu processo de desenvolvimento como jogador. Talvez, mais um ou dois anos jogando na universidade (Wake Forest) poderiam ter feito muito bem ao ala de descendência nigeriana. Ele tem apenas 21 anos, acabou de cumprir a sua segunda temporada na liga (a primeira com o Hornets) e vem apresentando alguns defeitos em seu jogo, principalmente quando tem a bola nas mãos. No ataque – onde não raramente foi vítima de bloqueios e roubos fáceis -, ficou evidente a sua falta de maturidade. Além disso, ele possui um arremesso que precisa ser trabalhado, embora não seja tão ruim. Apesar dessas deficiências, o Aminu é um jogador com algum potencial, principalmente no setor defensivo. Ele é atlético, longilíneo, tem muita energia para marcar o perímetro e consegue apanhar rebotes com alguma facilidade, devido à sua estatura (2,06 metros) e boa impulsão. Na reta final da temporada – quando recebeu chances como titular -, mostrou qualidades (sobretudo defensivas) para se tornar um reserva útil. Se bem trabalhado, o Aminu pode vir a ser uma peça interessante para compor o nosso elenco a longo prazo. Mas vale repetir: há um longo caminho a ser percorrido aqui.

PONTO POSITIVO: É jovem, atlético, bom para apanhar rebotes e apresenta potencial defensivo (veja um bloqueio dele no vídeo abaixo). Com um pouco mais de maturidade e lapidação em seu jogo, o Aminu tem tudo para ser um jogador muito legal de se assistir nos próximos anos. Se ele conseguir aliar alguma técnica ao seu atletismo, o New Orleans Hornets ganhará um ala verdadeiramente capaz de fazer a diferença em suas partidas, mesmo que saindo do banco de reservas.

PONTO NEGATIVO: Imaturidade, inexperiência e pouca técnica com a bola nas mãos. Existem jovens jogadores que já entram na NBA com um QI fora do normal e possuem uma facilidade extrema para evoluir e causar impacto com alguma rapidez. Exemplos? Chris Paul, LeBron James, Kevin Durant, Kobe Bryant, etc. Só que esse – obviamente – não é o caso do Aminu. Ele é “cru” demais e precisa ser trabalhado de forma intensa para desenvolver o seu jogo. Além disso, não há garantia alguma de que ele se tornará um grande atleta no futuro. Chegou na NBA de forma precoce (escolhido pelo Clippers, em 2010) e teve dificuldades em sua temporada de estreia com o Hornets.

O FUTURO: Com a provável saída do Trevor Ariza, é muito seguro afirmar que o Aminu seguirá em New Orleans como um ala reserva dentro do elenco dos zangões. Ele é mais uma aposta do técnico Monty Williams, que pretende transformá-lo em um defensor eficiente, além de desenvolver o seu jogo como um todo. Portanto, eu creio que a Louisiana deve ser a casa do atleta pelas próximas temporadas.

– Outros alas que passaram pelo Hornets (sem grande repercussão) na temporada 2011-12: DaJuan Summers.

* PRÉ-DRAFT: O New Orleans Hornets já está começando a avaliar alguns jovens atletas que poderão ser candidatos à escolha de número 10 da franquia da Louisiana. Nomes como John Henson, Jeremy Lamb, Austin Rivers, Tyler Zeller e Terrence Jones estiveram no Alario Center esta semana e realizaram treinos sob as vistas do técnico Monty Williams e do GM Dell Demps. Nos próximos dias, o BH falará um pouco sobre cada um desses rapazes (e também sobre outros) – e o que eles poderão fazer pelo Hornets. Aguardem!

* PLAYOFFS: E não é que o San Antonio Spurs acabou eliminado pelo Oklahoma City Thunder? Com isso, o meu palpite (Spurs vs Heat na final) virou fumaça. Acontece que o Kevin Durant é um jogador impressionante. Jogar basquete parece algo facílimo para ele, e o Thunder agora pinta como um forte candidato ao título da temporada. Contudo, eu prefiro não palpitar mais. Vamos deixar a coisa rolar… O certo mesmo é que teremos  excelentes jogos na decisão, seja contra Miami Heat ou Boston Celtics.

LEITURAS RECOMENDADAS # 3

Feliz na Louisiana, Monty Williams já planeja o futuro do Hornets

* Por Lucas Ottoni

Já faz um tempinho que o New Orleans Hornets entrou de férias, e as notícias acerca da equipe são cada vez mais escassas. É o famoso período de entressafra dos zangões. No entanto, como eu sou um cara chato e persistente, acabei catando algumas informações interessantes para vocês. Confiram aí:

Los Angeles Clippers teria interesse no técnico Monty Williams

Monty mantém os “pés no chão” em relação ao draft (em inglês)

Hornets segue em busca de novos talentos (em inglês)

Lance Thomas treinará com a seleção olímpica (em inglês)

Hornets participará da NBA Summer League 2012 (em inglês)

Satisfeito em New Orleans, Monty Williams não entra em polêmica sobre a mudança do nome da franquia (em inglês)

Hornets foi o segundo time mais afetado por lesões (em inglês)

Ok, eu sei que ninguém aqui é obrigado a entender o idioma inglês. É para isso que existe o tradutor do Google. É só jogar o texto nele e passar para o português. Boa leitura!

* DRAFT 2012: Ainda falaremos muito sobre isso nas próximas semanas. Sorteio, prospectos, prováveis escolhas, o efeito dessas escolhas sobre a equipe do Hornets, a possibilidade de troca dessas escolhas, etc. Tudo está bem guardadinho na nossa pauta. Aguardem!

* SUGESTÃO: De acordo com o site HoopsWorld, o Philadelphia 76ers estaria disposto a negociar o bom ala Andre Iguodala no próximo verão americano. Eu acredito que ele seria um encaixe bem interessante para o time do Hornets. Temos Jarrett Jack, Trevor Ariza e Emeka Okafor como possíveis moedas de troca. E aí? O que vocês acham? Dá para pensar em algo? Opinem lá nos comentários…

ENFIM, O ÚLTIMO ATO

Greivis Vasquez e Jason Smith celebram outra vitória do Hornets na reta final

* Por Lucas Ottoni

Sem qualquer chance de alcançar os playoffs da temporada 2011-12 da NBA, o New Orleans Hornets (21-44) vai se despedir do campeonato nesta quinta-feira, às 21h (de Brasília), diante do também eliminado Houston Rockets (33-32), lá no Texas. O jogo é uma mera formalidade, assim como as partidas que os zangões encararam nos últimos dias. Afinal, a notícia da compra da franquia pelo bilionário Tom Benson e as possíveis consequências disso (aqui e aqui) acabaram colocando os acontecimentos dentro de quadra em segundo plano. Nada mais compreensível, já que esses jogos derradeiros têm servido apenas para que o técnico Monty Williams realize avaliações no elenco e coloque os jogadores mais jovens ou em fim de contrato para mostrarem serviço. Portanto, o comportamento desses caras na reta final é o principal alvo da nossa análise. Mas antes de entrarmos nisso, vamos falar rapidamente sobre os resultados que a equipe da Louisiana obteve de uma semana para cá…

* Clique aqui e confira a prévia do nosso jogo de despedida (em inglês) 

Eric Gordon bate um papo com CP3

Na quarta-feira passada (18/04), o Hornets foi até o Tennessee e perdeu para o bom time do Memphis Grizzlies (40-25): 103 a 91. Um resultado absolutamente normal, tendo em vista que atletas como Jarrett Jack (lesionado), Chris Kaman (lesionado), Eric Gordon (poupado) e Trevor Ariza (poupado) não atuaram. Como havia prometido, o Monty Williams colocou em quadra uma equipe recheada de jovens e jogadores pouco experimentados na NBA. Um dia depois, os zangões voltaram para New Orleans, enfrentaram o Houston Rockets e venceram na prorrogação: 105 a 99. O ala-armador Eric Gordon atuou, foi o destaque (com 27 pontos) e brindou o público no último jogo que fizemos em casa na temporada. Após a boa vitória, o time teve dois dias sem jogos antes de viajar para Los Angeles e bater de frente com o LA Clippers (40-26), no último domingo (22/04). O Hornets se apresentou muito bem e chegou a ir para o último período vencendo por 10 pontos de diferença. No entanto, o nosso velho conhecido Chris Paul resolveu acabar com a festa e comandou a reação dos angelinos: 107 a 98, com 33 pontos, 13 assistências e 8 roubos (!) do CP3. Creio que essa derrota foi um belo aprendizado para a nossa garotada, e acho que o técnico Monty Williams pensa exatamente como eu. E para fechar a retrospectiva semanal, os zangões deram uma passada em Oakland e conseguiram um triunfo suado sobre o Golden State Warriors, na nossa penúltima aparição na temporada: 83 a 81. Vejam o lance esquisito (um bloqueio com a bola na descendente!) que decretou a 21ª vitória do Hornets, na madrugada desta quarta-feira (25/04):

Bem, você não precisa ser fera em matemática para saber que nós saímos com 2 vitórias e 2 derrotas, nos últimos 4 jogos. Contudo, o mais importante foi o comportamento do time. O Monty testou algumas formações, deu mais tempo em quadra a alguns jogadores e – como consequência – observou qualidades e defeitos a serem trabalhados daqui para frente. O fato é que o Hornets joga duro todas as noites, não importando a situação em que se encontre. E isso é reflexo da excelente atuação do Monty Williams, não resta a menor dúvida. Mesmo tendo o seu trabalho brutalmente comprometido pelas lesões no elenco ao longo de todo o campeonato, ele soube transformar os zangões em um grupo competitivo com o que tinha em mãos. E o resultado disso virá a longo prazo, podem ter certeza. Nós temos uma equipe jovem, em evolução, e que está sendo muito bem conduzida pelo nosso treinador. Para vocês não acharem que eu estou viajando, vou tentar fundamentar o meu otimismo com algumas coisas que eu tenho observado. Lá vai…

Vasquez amadureceu

1) A maturidade do Greivis Vasquez: o armador venezuelano tem sido uma peça importante para o time nessa reta final do campeonato. Em seu segundo ano na NBA, ele praticamente triplicou as suas médias de pontos, assistências e rebotes, em relação à sua temporada de estreia na liga, onde – pouco – atuou pelo Memphis Grizzlies. No New Orleans Hornets, o Vasquez vem aproveitando bem as chances que tem recebido e está conduzindo a armação da equipe com eficiência. Essa tem sido uma temporada de bastante amadurecimento para o jogador de 25 anos, e ele vem segurando muito bem a onda na ausência do titular Jarrett Jack (lesionado).

Belinelli recebeu elogios

2) O crescimento do Marco Belinelli: o ala-armador italiano começou muito mal a temporada, tendo um baixo aproveitamento no quesito em que é especialista: os arremessos. Muitas vezes o Belinelli foi questionado e criticado, mas o técnico Monty Williams seguiu confiando no jogador de 26 anos para substituir o lesionado Eric Gordon. Hoje, além de se mostrar um artilheiro cada vez mais eficiente, o italiano tem apresentado uma melhora substancial como defensor (ele não é mais aquela “peneira” que era na temporada passada!). Nos últimos 5 jogos como titular, obteve uma média de 18.6 pontos. Inclusive, a ética de trabalho do Belinelli foi bastante elogiada pelo Monty, e o crescimento desse jogador é nítido.

Aminu: em ascensão

3) A evolução defensiva do Al-Farouq Aminu: o ala ex-Clippers é um jovem de 21 anos que chegou cedo demais à liga profissional. Há aspectos em seu jogo que precisam ser muito trabalhados. Ele ainda apresenta sérias deficiências quando tem a bola nas mãos e segue cometendo erros no ataque, onde não raramente é vítima de bloqueios e roubos fáceis (embora tenha melhorado o seu arremesso de média e longa distância). Apesar desses defeitos, o Aminu vem mostrando um enorme potencial defensivo, algo que o técnico Monty Williams aprecia bastante. Tanto que ele afastou o Trevor Ariza das últimas partidas só para observar melhor o desempenho do Aminu, e essa decisão já vem rendendo frutos. A energia para defender tem sido a marca registrada desse jogador. Além de ser um “carrapato”, o Aminu tem boa altura (2,06 metros) e ajuda o time também na luta pelos rebotes. A ideia é que ele siga em constante evolução.

Smith é um jogador melhor

4) O desenvolvimento do Jason Smith: esse ala-pivô de 26 anos é um jogador muito melhor hoje do que quando chegou no Hornets, há quase dois anos. Vocês lembram? Ele é um cara que tem um bom arremesso, mas era afobado demais na defesa e cometia diversas faltas infantis, além de não ter um bom jogo de pernas. Com o passar do tempo, o Smith foi melhorando essas deficiências, aprendendo a evitar algumas faltas por excesso de empolgação e a trabalhar melhor a bola perto da cesta. Além disso, ele tem apresentado um pacote de bloqueios e enterradas animais, algo que não era tão comum em seu jogo quando ele desembarcou na Louisiana, em 2010. Na atual temporada, o Smith possui médias de mais de 10 pontos e quase 5 rebotes por jogo. Eu me arrisco a dizer que esse rapaz é hoje um dos jogadores favoritos dos fãs do Hornets. E certamente isso não é obra do acaso.

Dos últimos 12 jogos, o Hornets venceu oito e teve uma sequência de quatro triunfos consecutivos. É óbvio que o retorno do Eric Gordon também foi fundamental para essa enorme melhora no desempenho do time, mas também é preciso lembrar que ele vem sendo poupado em algumas partidas, e jogadores como Vasquez, Belinelli, Aminu e Smith têm conduzido o Hornets a boas partidas e resultados positivos. Daqui a pouco, teremos o nosso último ato, a nossa despedida do campeonato de 2011-12. E a equipe do técnico Monty Williams encerrará a sua participação deixando o seguinte recado: “estamos começando a ganhar forma para a próxima temporada! Se preparem!”. Amigos, eu estou prevendo algo muito, muito legal vindo por aí…

OBS: Eu não esqueci do ala-pivô mexicano Gustavo Ayon. Ele está sentindo as dificuldades de sua primeira temporada na NBA, mas tem qualidades e já demonstrou isso em alguns jogos. Ele é mais uma peça que poderá ser muito útil à equipe dos zangões. Eu confio demais nisso.

* A SEGUIR: Assim que a temporada terminar, o Brazilian Hornet fará a avaliação do elenco – jogador por jogador – (quem se destacou, quem decepcionou, quem merece ficar, quem deve sair) e também começará a voltar todas as baterias para o draft de 2012 e os jovens talentos que estarão ao alcance dos zangões na noite da seleção. Aguardem!

* TRÊS PERGUNTINHAS: O ala Trevor Ariza foi afastado até do nosso banco de reservas e disse que entende a opção do técnico Monty Williams, que preferiu poupá-lo para dar chance aos jovens jogadores. Agora, vamos às interrogações…

1) Será que o clima entre Ariza e Monty é dos melhores?

2) O Ariza seguirá em New Orleans na próxima temporada?

3) O Michael Kidd-Gilchrist está cada vez mais perto dos zangões?

E então? O que vocês acham? Opinem aí…