AS LIÇÕES DA SUMMER LEAGUE

O ala-pivô Lance Thomas foi o destaque do Hornets em Las Vegas

* Por Lucas Ottoni

A Summer League de Las Vegas 2012 acabou no último domingo (22/07), e os fãs do New Orleans Hornets (1-4) definitivamente não têm muitos motivos para celebração. Sob o comando do auxiliar técnico James Borrego (lá vem o sobrenome esquisito!), a jovem equipe dos zangões jogou cinco partidas e venceu apenas uma. Mas isso não é o pior. Como nós havíamos comentado no post anterior, resultado de jogo em Summer League não merece grande importância, pois o principal é a avaliação individual da molecada. E foi justamente aí que o negócio não foi nada legal. A verdade é que o Hornets montou um time bem fraquinho para essa Summer League, e a ausência do astro da companhia, o ala-pivô Anthony Davis, também foi muito sentida. Davis irá disputar os Jogos Olímpicos com a seleção americana, e será o segundo representante do Hornets em Londres (o outro é o ala Al-Farouq Aminu, da Nigéria), mas isso já é uma outra história. Voltando ao torneio de verão em Las Vegas, os nossos resultados foram os seguintes:

Dia e hora (de Brasília)

Jogo

Resultado

15 de julho, às 23h30m

vs Portland Trail Blazers

82 – 85 (derrota)

16 de julho, às 23h30m

vs Milwaukee Bucks

68 – 76 (derrota)

18 de julho, às 21h30m

vs Phoenix Suns

78 – 61 (vitória)

20 de julho, às 23h30m

vs Dallas Mavericks

 65  78 (derrota)

21 de julho, às 19h30m

vs Golden State Warriors

 72  80 (derrota)

Chato, né? Afinal, ninguém gosta de perder. Mas o objetivo aqui não é analisar tais jogos, e sim os desempenhos dos nossos principais jovens nesses jogos – já projetando o que eles vão precisar fazer para ajudarem a equipe quando a temporada realmente começar para valer. Então, a partir de agora, nós vamos falar sobre alguns nomes do Hornets no torneio de verão e discutir as atuações individuais dessa turma, correto? Aliás, no post anterior, eu já tinha colocado quais eram os jogadores mais importantes do jovem elenco, vocês lembram? Aqui está o trecho que mostra isso:

Como os resultados não são o mais importante aqui, nós vamos direcionar a atenção aos nossos principais jogadores que estão participando do torneio. São eles: Austin Rivers e Darius Miller, recém-escolhidos pela franquia da Louisiana no último draft, e Jerome DysonXavier Henry e Lance Thomas, que fizeram parte do elenco dos zangões na última temporada.

Além dos cinco, há mais dois jogadores que merecem menção neste post. São eles: Brian Roberts e Denzel Bowles. Sem mais delongas, vamos começar a analisar cada um dos mancebos nessa Summer League e entender por que o desempenho, no geral, não foi dos melhores:

– Austin Rivers: O jovem ala-armador é uma das grandes apostas do Hornets para os próximos anos. Contudo, os primeiros jogos na Summer League não foram nada fáceis para o rapaz. Como a ideia do técnico Monty Williams é transformá-lo em PG (já falamos sobre isso), o filho do Doc está tendo que se adaptar a uma posição nova, com funções diferentes para ele – armar o jogo e envolver os companheiros, e não apenas pontuar. Dessa forma, ficou nítida a dificuldade do Austin em carregar o piano como armador nas duas partidas em que atuou (contra Blazers e Bucks) – ele, aliás, machucou o tornozelo diante do time de Milwaukee e acabou poupado do restante do torneio. O garoto tem apenas 19 anos, está aprendendo a jogar como PG, e vai levar algum tempo até que possa render – na posição – tudo o que se espera dele. Nessa fase de aprendizado, ele cometeu alguns turnovers, forçou muitos arremessos (errando a grande maioria deles) e se complicou na defesa. Mas como o Austin é talentoso, a tendência é que evolua com o passar do tempo e esteja mais seguro para atuar como PG do Hornets. As suas médias na Summer League (duas partidas) foram bem modestas: 10.0 ppg, 3.5 apg e 2.5 rpg, em 32 minutos. Vamos combinar? Como armador, ele não mandou bem e precisa trabalhar muito duro para vir a ocupar um papel importante no elenco dos zangões.

– Darius Miller: Uma Summer League burocrática, é o que se pode dizer a respeito do jovem ala de 22 anos dos zangões. É um rapaz forte e atlético, que apresentou disposição defensiva, mas foi bastante inconsistente e “se escondeu” do jogo em vários momentos. Faltou intensidade, sobretudo em termos ofensivos. Pessoalmente, eu esperava um pouco mais do Darius Miller, só que ele nem de longe lembrou aquele jogador dedicado e participativo dos tempos de Kentucky. As suas médias na liga de verão foram absolutamente pífias: 4.4 ppg, 2.4 rpg e 0.4 apg, em 18 minutos. Bem discreto, não acham? Pois é, o Miller precisa se envolver mais nos jogos e igualmente trabalhar muito duro, caso queira o mínimo de espaço na equipe do Hornets para 2012-13.

– Jerome Dyson: Não há muito o que falar. Ele sai do banco, joga um pouquinho, comete erros e volta para o banco. O Dyson atuou – até de forma razoável – pelo Hornets no fim da última temporada e acabou ganhando essa oportunidade de mostrar serviço na Summer League de 2012. No entanto, o armador não entusiasmou muito e começa a ver um novo contrato com os zangões ficar cada vez mais distante. Após duas apresentações fraquíssimas (contra Blazers e Bucks), ele até que foi bem na vitória sobre o Suns (anotou 13 pontinhos e pegou 7 rebotes), mas voltou a decepcionar nas partidas derradeiras (diante de Mavericks e Warriors). As suas médias na liga de verão também não foram nada legais: 4.6 ppg, 2.6 rpg e 0.6 apg, em 14 minutos. Diante de tal panorama, fica difícil acreditar que o armador de 25 anos marcará presença em New Orleans na próxima temporada.

– Xavier Henry: Frustração? Talvez. O jovem ala-armador já vai para o seu terceiro ano na NBA, mas continua com o mesmo joguinho de sempre e uma dificuldade absurda para evoluir. Honestamente? Eu esperava que o Henry fosse ser o comandante da equipe do Hornets nessa Summer League, mais até do que o próprio Austin Rivers. Entretanto, o que se vê é o oposto. Algumas boas jogadas aqui, outros erros infantis ali, arremessos sem muito critério, e só. Onde estão os sinais de melhora em seu jogo? Eu vejo muito pouco. O Henry tem apenas 21 anos, mas vai chegar uma hora em que esse papo de “é jovem demais” não vai colar. Repito: ele já vai para a sua terceira temporada na NBA. Se serve de consolo, o rapaz fez um jogo de 21 pontos (contra o Warriors) nessa liga de verão e se saiu melhor do que os recém-selecionados Rivers e Miller (o que não quer dizer grande coisa). As suas médias foram as seguintes: 12.2 ppg, 4.8 rpg e 2.2 apg, em 29 minutos. Um desastre? Até que não. Mas ficou novamente no ar a sensação de que o Henry (leiam mais sobre ele) perdeu outra excelente oportunidade de fazer o seu jogo desabrochar.

– Lance Thomas: Aí está o MVP (Most Valuable Player) do Hornets na Summer League de Las Vegas 2012. Por mais incrível que possa parecer, o ala-pivô de 24 anos foi o grande comandante dos jovens zangões nas cinco partidas da liga de verão. Foi muito interessante acompanhar o desempenho do bravo Thomas dentro de quadra e constatar as melhoras substanciais (!) que ele apresentou em seu jogo, sobretudo no ataque. Ótimos arremessos de média distância (!), eficiência embaixo da cesta (onde ele conseguiu pontuar bem) e uma movimentação que incomodou as defesas adversárias. Além disso, ele também conseguiu pegar muitos rebotes, algo que sempre agrada. O cara obteve médias de 14.0 ppg e 7.2 rpg, e acertou nada menos que 93.3% de seus arremessos na linha de lances livres (28-30). Uma insanidade! Pode-se dizer que o Thomas fez um belo trabalho e deixou encaminhada a sua situação. Eu acho que o Hornets vai mantê-lo no grupo para 2012-13. No entanto, há uma diferença enorme entre Summer League e os grandes jogos da temporada regular. No último ano, o Thomas mostrou limitações e não entusiasmou com o uniforme do Hornets (leiam mais sobre o atleta). Mas ele é um rapaz trabalhador, que aproveitou bem o torneio de verão e fez por merecer uma nova chance na Louisiana.

Os highlights da única vitória do Hornets na Summer League:

* Clique aqui e saiba mais sobre a Summer League de Las Vegas 2012

Agora que analisamos os cinco principais jogadores do nosso jovem elenco, vale destacar dois sujeitos desconhecidos que vieram de fora dos EUA e chamaram a atenção ao longo da Summer League:

– Brian Roberts: Ele é um armador de 26 anos que estava jogando na liga germânica (vídeo), após passagem pelo basquete de Israel. Revelado pela Universidade de Dayton (Ohio, EUA), Roberts esteve com o New Orleans Hornets nessa Summer League de Las Vegas e acabou se tornando o PG mais consistente da nossa equipe (principalmente após a lesão de Austin Rivers). O carinha apresentou uma boa mecânica de arremesso, facilidade para pontuar e também alguns passes bem legaizinhos. O problema é o físico franzino, algo que sempre compromete em uma liga forte como a NBA. Conseguiu médias de 13.8 ppg e 2.2 apg, manteve uma regularidade ao longo dos cinco jogos e deixou uma boa impressão. Tem tudo para ganhar a vaga de Jerome Dyson e compor o banco de reservas dos zangões em 2012-13. Quem sabe?

– Denzel Bowles: Apesar dos 23 anos, esse ala-pivô gordinho já possui alguma rodagem na carreira. Produto da James Madison University (Virginia, EUA), o cara chegou a jogar no basquete lituano e também nas Filipinas, e é mais um a sonhar com um contrato na NBA (vídeo). Convidado pelo Hornets a integrar o time na Summer League de Las Vegas, Bowles impressionou logo em sua primeira partida: foram 18 pontos e 12 rebotes diante do Portland Trail Blazers. Após a estreia impactante, ele caiu um pouco de rendimento, mas mostrou que sabe apanhar rebotes e distribuir alguns bloqueios. Terminou a competição com médias de 7.2 ppg e 6.6 rpg. É um nome a ser observado (pelo menos, para participar dos treinos de pré-temporada).

Após todas as análises feitas acima, algumas lições tiradas em Las Vegas ficaram bem nítidas, e eu vou descrevê-las aqui:

1) Os nossos recém-escolhidos (Austin Rivers e Darius Miller) são inexperientes e precisam trabalhar muito duro. Austin terá um longo caminho até se tornar um PG confiável, e Darius precisa ser mais participativo em quadra, caso queira um espaço no elenco do Hornets.

2) O processo de evolução do jovem Xavier Henry continua bem devagar, devagarinho. Eu, se fosse ele, trabalharia demais nas férias. Treinaria de forma exaustiva, a fim de mostrar algum upgrade na pré-temporada.

3) Treinar forte e ser um cara aplicado e trabalhador vale muito a pena. O Lance Thomas deixou claro que pretende permanecer na NBA, e demonstrou isso no melhor lugar possível: em quadra.

4) Alguns jogadores pouco conhecidos podem ser bem úteis, caso recebam uma chance. Brian Roberts mostrou muito mais serviço do que Jerome Dyson, e o gordinho Denzel Bowles também fez um bom trabalho.

5) O Anthony Davis faz uma falta danada!

Enfim, a Summer League de 2012 pode ter sido um pouquinho cruel com o Hornets, mas é nas dificuldades e derrotas que se cresce e aprende, não é verdade? Independentemente dos resultados dos jogos, a experiência em Las Vegas nos deixou uma certeza: a caminhada é longa e penosa. Motivos para desânimo? Que nada! Se fosse fácil, que graça teria?

* CONTRATOS ASSINADOS: Os fãs do Hornets já podem comemorar. Anthony Davis e Austin Rivers são, oficialmente, jogadores profissionais da franquia de New Orleans. Que essa dupla faça muito sucesso!

* MARCO BELINELLI: O ala-armador italiano, que jogou as duas últimas temporadas da NBA com o uniforme do Hornets, é o novo reforço do Chicago Bulls. Ele era agente livre irrestrito, e os zangões acabaram optando por não mantê-lo no elenco. Enquanto esteve conosco, o Belinelli foi irregular, mas esforçado. Ao menos, honrou a franquia da Louisiana. Boa sorte para ele na Cidade dos Ventos.

* ROBIN LOPEZ?: Olha, eu sei que o Hornets necessita de um pivô. Mas tudo tem um limite, né? Esse cara é fraquíssimo, e eu espero honestamente que ele não desembarque em New Orleans. De qualquer forma, os zangões parecem interessados nele. Fazer o quê?

OS ZANGÕES E A SUMMER LEAGUE

Jovens do Hornets procuram mostrar serviço em Las Vegas

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Hojé é dia de falarmos rapidamente sobre a garotada do New Orleans Hornets na Sumer League de Las Vegas 2012. Para quem não sabe, a Summer League (como o próprio nome indica) é uma espécie de liga de verão (nos EUA) que a NBA promove a cada ano – geralmente, no mês de julho. E qual o objetivo desse torneio? Melhor definição que a do excelente blog Bola Presa, impossível…

As famosas Summer Leagues são campeonatos organizados durantes as férias da NBA, a offseason, e servem para dar ritmo de jogo aos recém-draftados, colocar para jogar atletas jovens que tiveram pouco tempo de quadra na temporada anterior e também para dar chance a jovens que sonham em jogar na NBA.

Sim, é basicamente isso. O legal das Summer Leagues é ver em ação os jovens que acabaram de ser escolhidos no draft. Mas não é só isso… De vez em quando, algum jogador que não foi selecionado e que ninguém conhece acaba roubando a cena, impressionando olheiros e treinadores e ganhando um contrato na NBA. O exemplo mais famoso é o do armador Jeremy Lin, hoje no Houston Rockets. Pode-se dizer que o Lin foi “revelado” pela Summer League. As boas atuações que ele teve na liga de verão (em 2010) lhe abriram portas, e agora o garoto de origem asiática acaba de se tornar um milionário do basquete. Portanto, a Summer League é importante e pode ser o primeiro passo de muitos atletas rumo à fama e ao estrelato.

Austin Rivers é uma atração do Hornets

Atualmente, existem duas Summer Leagues: a de Orlando e a de Las Vegas. Como o New Orleans Hornets está disputando a de Las Vegas, é nela que nós iremos nos concentrar (mas se você quiser saber sobre a Summer League de Orlando, é só clicar aqui). Então, a liga de verão de Las Vegas começou há uma semana (13/07) e irá terminar neste domingo (22/07). Ela está sendo disputada por 24 times da NBA atuando com os seus uniformes de treinamento (afinal, são jovens e aprendizes em quadra), e os duelos acontecem em dois ginásios: o COX Pavilion e o Thomas & Mack Center. É importante destacar que o que se olha mesmo nessas partidas são as atuações individuais dos jogadores, e não o time que foi melhor. Claro, todo mundo quer vencer, mas os resultados desses jogos são o que menos importa. As franquias estão de olho é no rendimento de seus jovens e na possibilidade (mesmo que pequena) de encontrarem um “novo Jeremy Lin”.  Bem, feita essa rápida explicação sobre o torneio, vamos agora falar sobre os zangões…

* Clique aqui e siga o Austin Rivers no Twitter!

A garotada do New Orleans Hornets já disputou 3 partidas nessa Summer League de Las Vegas, com 1 vitória (sobre o Phoenix Suns) e 2 derrotas (para Portland Trail Blazers e Milwaukee Bucks). Como os resultados não são o mais importante aqui, nós vamos direcionar a atenção aos nossos principais jogadores que estão participando do torneio. São eles: Austin Rivers e Darius Miller, recém-escolhidos pela franquia da Louisiana no último draft, e Jerome Dyson, Xavier Henry e Lance Thomas, que fizeram parte do elenco dos zangões na última temporada. Na imagem abaixo, observamos a lista dos atletas inscritos pelo Hornets:

Como vocês puderam reparar, o nome do ala-pivô Anthony Davis consta na lista para a Summer League, mas ele está com a seleção dos EUA e, por isso, desfalca o jovem elenco dos zangões. Outro nome mais conhecido que está na relação e não participa da liga de verão é o do pivô Darryl Watkins, que acabou transferido para o Philadelphia 76ers – e já foi dispensado. Então, as principais atrações do Hornets no torneio são mesmo os novatos (Rivers e Miller), além de Dyson, Henry e Thomas. E o cara que está no banco de reservas comandando essa pirralhada é o James Borrego (eita, sobrenome esquisito!), um dos auxiliares do técnico Monty Williams. Assim que a competição acabar (neste domingo, 22/07), nós iremos publicar um post comentando os destaques (positivos e negativos) da equipe e as atuações dos principais atletas desse grupo. Confiram agora o calendário do Hornets na Summer League de Las Vegas (com as três partidas já cumpridas – todas no Thomas & Mack Center):

Dia e hora (de Brasília)

Jogo

Resultado

15 de julho, às 23h30m

vs Portland Trail Blazers

82 – 85 (derrota)

16 de julho, às 23h30m

vs Milwaukee Bucks

68 – 76 (derrota)

18 de julho, às 21h30m

vs Phoenix Suns

78 – 61 (vitória)

20 de julho, às 23h30m

vs Dallas Mavericks

21 de julho, às 19h30m

vs Golden State Warriors

Deu para perceber que hoje tem jogo, não é mesmo? Pois é, a partir das 23h30m (horário de Brasília), os zangões entram em quadra e enfrentam o Dallas Mavericks, no nosso quarto duelo nessa liga de verão. Vale a pena ficar de olho na garotada e torcer para que eles nos brindem com um futuro promissor. GO HORNETS!!!

* ANTHONY DAVIS: E não é que o jovem ala-pivô do Hornets andou aprontando novamente das suas? No amistoso de ontem, entre EUA e Grã-Bretanha, lá em Manchester (ING), ele anotou 11 pontos, apanhou 3 rebotes e distribuiu nada menos que 4 bloqueios, em 13 minutos! Além disso, deu um show de enterradas (veja aqui)! É simplesmente impossível não se empolgar com o rapaz. E como é bom saber que ele é um zangão!

* ARRIBA, HORNETS!: A NBA confirmou que os zangões farão um jogo de pré-temporada na Cidade do México. O adversário será o Orlando Magic (nova equipe do nosso ex-ala-pivô mexicano Gustavo Ayon), e a partida está marcada para o próximo dia 07 de outubro. Quer mais informações (em português) a respeito do assunto? É só ler aqui.

* CARL LANDRY: Sem espaço para permanecer no Hornets, o ala-pivô – que é um agente livre irrestrito – estaria negociando com o Golden State Warriors e o Charlotte Bobcats. A definição quanto ao futuro do atleta deverá sair nas próximas horas. É mais um que vai se despedindo de New Orleans.

UM JOGADOR DIFERENCIADO

* Por Lucas Ottoni

dois posts atrás, o Brazilian Hornet noticiou que o ala-armador Eric Gordon e o ala-pivô Anthony Davis haviam sido cortados da lista final da estelar seleção americana que irá aos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. Enquanto Gordon parecia mais preocupado com cifras e discursos queixosos, o jovem Davis não escondeu a decepção por ter ficado fora do grupo comandado pelo técnico Mike Krzyzewski, o “Coach K”, em Las Vegas. Mas eis que o destino acabou conspirando a favor do nosso “monocelha” e o colocando novamente entre os astros do USA Team

Após o corte, Davis permaneceu em Las Vegas, onde esperava disputar a Summer League com o Hornets. No entanto, na última quarta-feira (11/07), o ala-pivô Blake Griffin, do Los Angeles Clippers, sofreu uma grave lesão nos treinos da seleção olímpica dos EUA, e veio a notícia de que ele ficaria fora de combate em terras inglesas. E então, quem é que foi chamado para o lugar de Griffin? Ele mesmo, Anthony Davis! E o jovem de apenas 19 anos fez bonito em sua primeira aparição com as feras da NBA. No amistoso da última quinta-feira (12/07), os americanos arrasaram a República Dominicana: 113 a 59. Davis jogou praticamente o último período inteiro, marcou 9 pontos e fez isso aí que você viu no vídeo acima. E, pela imagem abaixo, nem é preciso dizer que ele caiu nas graças do público americano…

Já no amistoso de ontem, contra a seleção brasileira, lá em Washington, a coisa foi mais complicada. O jogo acabou sendo difícil para os americanos, e o “Coach K” preferiu poupar o Davis e deixar que os mais experientes resolvessem a parada. Portanto, o ala-pivô do Hornets não atuou na vitória do USA Team sobre a nossa amada pátria: 80 a 69. Algum problema? Nenhum! O fato é que o Anthony Davis é um privilegiado. Ele é o único calouro da NBA que está tendo a oportunidade de conviver com astros consagrados do basquetebol mundial. Certamente, é uma experiência única e muito mais edificante do que disputar uma Summer League – com todo o respeito que esse importante torneio merece. Mas estar dentro de um grupo com Kobe Bryant, LeBron James, Kevin Durant, Chris Paul, Deron Williams, Kevin Love, etc., e aprender com esses caras é um diferencial que outros jovens atletas que estão entrando na liga profissional americana não terão. E isso também mostra o quão diferenciado é o Anthony Davis. Ele atingiu esse patamar de jogador da equipe olímpica americana sem ter disputado sequer um único jogo de NBA.

* Clique aqui e siga o Anthony Davis no Twitter!

Pelo visto, ainda não há uma confirmação de que o Davis irá para Londres com as estrelas do USA Team, mas tudo leva a crer que isso realmente aconteça. Então, nós, fãs do Hornets, só podemos ficar felizes por ele e desejar que ele aproveite bastante e também aprenda com os melhores. Enjoy, Anthony!

OBS: Mais para frente, nós faremos posts sobre cada um dos calouros (de 2012) do New Orleans Hornets. A ideia é contar um pouco das histórias dos caras, o que eles fizeram até chegarem na NBA, as dificuldades que passaram, etc. Então, teremos muito mais sobre Anthony Davis. Aguardem…

* ERIC GORDON: A novela sobre o destino do ala-armador finalmente chegou ao fim. Como era esperado, o Hornets igualou a oferta do Phoenix Suns (U$ 58 milhões por 4 temporadas) e manteve o atleta na Louisiana. É um cara talentoso e que será importante para o nosso time, desde que se mantenha saudável e apresente uma atitude minimamente profissional. Nós ainda vamos publicar um post sobre o caso do Gordon – que deverá ir ao ar em breve.

* CHRIS KAMAN: O pivô alemão – que era um agente livre irrestrito – acertou a sua transferência para o Dallas Mavericks, onde jogará ao lado de seu compatriota Dirk Nowitzki. Pois é, vai fazer falta ao Hornets. Mas, de qualquer forma, boa sorte para ele lá no Texas.

* SUMMER LEAGUE 2012: A garotada do Hornets já realizou dois jogos em Las Vegas. Perdeu ambos. Motivo para preocupação? Nem tanto. Se tudo der certo, o post sobre o torneio de verão vai sair aqui no BH até o fim da semana. GO RIVERS!!!

UNS CHEGAM, OUTROS VÃO…

O sorridente Anderson está U$ 36 milhões mais rico

* Por Lucas Ottoni

O mês de julho chegou, e o mercado de agentes livres vem agitando o mundo da NBA. As equipes correm atrás de reforços e apresentam ofertas aos jogadores sem contrato que buscam enriquecer as suas contas bancárias. É o momento mágico das especulações, das cifras sobre a mesa, das trocas entre as franquias  e até dos leilões (quem dá mais?). Enfim, coisa que americano adora…  Como o que interessa para nós são os movimentos feitos pelo New Orleans Hornets, já há algum material para discutirmos a respeito da Free Agency. O primeiro deles chama-se Ryan Anderson. Isso, é o rapaz branquelo e contente da foto aí de cima. Ele é a principal contratação dos zangões – até o momento – para a temporada 2012-13. No parágrafo abaixo, eu vou falar rapidamente sobre essa chegada do Anderson em New Orleans…

O ala-pivô de 24 anos vem de uma temporada excelente, que lhe rendeu, inclusive, o prêmio de atleta que mais evoluiu, o MIP (Most Improved Player). Atuando (e bem) pelo Orlando Magic, o Ryan Anderson obteve algumas médias e aproveitamentos muito interessantes. Anotem aí: 16.1 ppg e 7.7 rpg, com 87.7% na linha dos lances livres, 43.9% nos arremessos de quadra e 39.3% nos três pontos. Legal, né? Porém, como nem tudo são flores (meio gay, eu acho), é preciso registrar que os seus números sofreram forte queda nos playoffs: 9.6 ppg e 4.6 rpg, com 34.1% de acerto nas tentativas de quadra. Mas, nesse momento, isso pouco importa para nós. Vamos esquecer o passado, combinado? O principal aqui é analisar o que esse sujeito poderá fazer para ajudar o time do Hornets em 2012-13. E ele tem requisitos de sobra para tornar a nossa equipe melhor, acreditem.

O nosso novo PF brilhou no Magic

Em primeiro lugar, o Ryan Anderson é um jogador alto (2,08m) e que possui um arremesso muito bom. Ele sabe “matar” bolas de três pontos, tem uma dinâmica bem razoável embaixo da cesta e também pega os seus rebotes. Só por causa disso, já dá para dizer que ele se encaixa dentro daquilo que o nosso Hornets tanto precisa: altura, mas com capacidade de pontuação – principalmente de longa distância. E eu creio que foi justamente para isso que ele veio, e não há muito mais a se destacar. Foi uma excelente aquisição, pois preenche algumas carências do elenco e é um ajuste que definitivamente poderá nos ajudar a vencer uns jogos. Ah, e não esperem ver o nosso novo ala-pivô enterrando nas cabeças adversárias ou distribuindo tocos, ok? Deixemos isso para o garoto Anthony Davis. O lance do Anderson é – a princípio – aparecer nos arremessos e ajudar nos rebotes. E isso já é algo que soa bem demais para os zangões.

Outra coisa a se pensar: onde o Anderson entraria nesse time? Ele é ala-pivô, assim como o Anthony Davis, e eu não acredito que tenha vindo para ser reserva. Então, o técnico Monty Williams tem duas opções aí: passar o Davis para a posição de pivô (isso não me agrada), ou colocar o Anderson como ala (não é o ideal, mas vá lá…). Enfim, o Monty que se vire! O fato é que botar o ex-jogador do Magic para atuar como pivozão seria o mesmo que “assassinar” a sua característica mais legal: os arremessos de longa distância. E isso o Hornets não vai fazer (eu acho). “Quebre” a cabeça aí, sr. Monty!

No vídeo, a maior pontuação do Ryan Anderson na carreira:

A gente já vinha falando sobre a contratação do Ryan Anderson ao longo dos últimos posts aqui no BH. A negociação que o trouxe ao Hornets foi a seguinte:  ele era um agente livre restrito, e o Magic poderia igualar qualquer proposta que fizessem para mantê-lo. Contudo, o jogador recebeu dos zangões uma ótima oferta de aproximadamente U$ 36 milhões por 4 temporadas  e entrou em um acordo com a franquia de Orlando para ser negociado, o famoso sign-and-trade. Por esse acordo, a equipe da Florida obteve do Hornets o bom ala-pivô mexicano Gustavo Ayon, e o comércio acabou sendo concretizado na última quarta-feira (11/07).

Pois é, o Ryan Anderson vai faturar o equivalente a U$ 9 milhões por cada uma das quatro temporadas em New Orleans. É muito dinheiro! Será que ele vale tudo isso? Bem, agora cabe a ele responder e provar que cada centavo foi bem investido. E que as respostas venham, de preferência, dentro de quadra! SEJA MUITO BEM-VINDO À FAMÍLIA HORNETS, RYAN ANDERSON!!!

* Clique aqui e saiba mais sobre o novo jogador do Hornets

Jarrett Jack foi para o Warriors

Peraí… Está pensando que acabou? Nada disso. No mesmo dia em que o sr. Ryan Anderson se apresentou ao Hornets, a franquia da Louisiana realizou outro negócio. Vocês se lembram do armador Jarrett Jack? Pois é, ele agora é o novo reforço do Golden State Warriors. Com o objetivo de abrir mais espaço na folha salarial do nosso time, o GM Dell Demps mandou o Jack para Oakland, em troca de… nada! Quer dizer, o Hornets ganhou os direitos sobre um misterioso ala-pivô bósnio chamado Edin Bavcic, que foi selecionado pelo Toronto Raptors no draft de 2006 (56ª escolha), mas que nem sequer jogou uma partida na NBA. O cara já tem 28 anos de idade, e as últimas informações sobre ele dão conta de que o seu desempenho no basquete europeu tem sido bem modesto. Enfim, o Hornets – naturalmente – não contará com os serviços do tal Bavcic. A troca foi fechada exclusivamente para economizar na folha de pagamentos e dar mais espaço ao jovem Austin Rivers, que deverá atuar como PG em 2012-13 (já discutimos isso, né?). O que me desagradou nesse comércio foi o fato de o Jarrett Jack ter sido trocado apenas por alívio salarial. O Hornets não recebeu nenhum ativo interessante, nem uma escolhazinha de draft. Ora essa, o JJ vem de uma temporada com 15.6 ppg, 3.9 rpg, 6.3 apg e 45.6% de aproveitamento nos arremessos de quadra. Valia mais, vocês não acham?

Antes de encerrarmos o post, vamos destacar a transação mais recente feita pelo Hornets. Nesta Sexta-feira 13, a franquia da Louisiana recebeu do Minnesota Timberwolves o contrato – de aproximadamente U$ 5 milhões para 2012-13 – do pivô aposentado Brad Miller, além de duas escolhas de segunda rodada no draft (2013 e 2016) e algum dinheiro. Em troca, o Wolves ganhou uma escolha de segunda rodada (2017) dos zangões. O comércio serviu basicamente para aliviar a folha de pagamentos da equipe de Minneapolis. Com isso, o Hornets obteve uma graninha e também escolhas de draft para usar ou negociar no futuro. E aí? Será que foi uma boa jogada? Creio que sim.

Hoje o post fica por aqui. Mas vai a dica: acompanhem o nosso Twitter, pois a gente sempre está postando novidades e notícias sobre o Hornets lá. Abraços e bom fim de semana a todos!

* SUMMER LEAGUE 2012: Assim que for possível, faremos um post sobre o torneio de verão. Algumas mudanças ocorreram, e não há como explicar isso na sessão Ferroadas. O importante é que a garotada do Hornets estreará em Las Vegas, neste domingo (15/07), contra o Portland Trail Blazers, às 23h30m (de Brasília). O horário é ruim, eu sei, mas vale a pena dar uma conferida. Alguém se habilita?

* ANTHONY DAVIS: No post anterior, nós dissemos que ele havia sido cortado da seleção americana que irá às Olimpíadas, correto? Pois é, mas a sorte parece caminhar bem ao lado do nosso jovem ala-pivô. Ele está cada vez mais perto da vaga em Londres, e nós também falaremos sobre isso em breve.

* ERIC GORDON: Ele assinou um contrato com o Phoenix Suns, e o Hornets tem até o fim deste sábado (14/07) para igualar a oferta da franquia do Arizona e manter o ala-armador em New Orleans. Suspense total…

RETROSPECTIVA 2011-12 # 4

Os alas-pivôs: Carl Landry, Jason Smith, Gustavo Ayon e Lance Thomas

* Por Lucas Ottoni

Após a loucura do draft (We got Anthony Davis!), estamos de volta com a nossa avaliação do elenco do New Orleans Hornets (21-45, último colocado da Conferência Oeste) na temporada 2011-12 da NBA. Até o momento, já analisamos os ARMADORES, os ALAS-ARMADORES e os ALAS da equipe dos zangões. Então, hoje é um ótimo dia para falarmos sobre os ALAS-PIVÔS, aqueles caras altos que atuam na posição 4 – mais perto da cesta – e gostam de dar umas trombadas, apanhar rebotes, enterrar e mostrar que também sabem arremessar de média distância, quando preciso for. No caso do Hornets, quatro jogadores desse setor acabaram tendo alguma história para contar no último campeonato. Vamos a eles? Ok…

* CARL LANDRY #24

Médias: 24.4 mpg / 12.5 ppg / 0.9 apg / 5.2 rpg / 0.3 spg / 0.3 bpg

Número de jogos: 41 (8 como titular)

No fim do ano passado, o bom ala-pivô Carl Landry recebeu do Hornets um vantajoso contrato de U$ 9 milhões para jogar a última temporada. Uma verdadeira bolada! O fato é que ele teve um ótimo desempenho na primeira fase dos playoffs de 2011 (quando os zangões perderam para o Los Angeles Lakers, em seis partidas), o que acabou motivando a franquia da Louisiana a oferecer esse montão de dinheiro para contar com os seus serviços por mais um campeonato. Honestamente, amigos? Eu posso conviver com isso. Afinal, o Hornets foi coerente e apostou as fichas em um jogador que havia rendido muito bem e deixado uma impressão positiva. Mas então a bola subiu para 2011-12, e não demorou muito para que o Carl Landry começasse a não justificar o acordo milionário. O atleta de 28 anos iniciou a temporada como titular e obteve minutos consideráveis do treinador Monty Williams. Porém, com o passar dos jogos, ele foi perdendo espaço e acabou relegado ao banco de reservas. O que o fez cair em desgraça com o sr. Monty teria sido a sua falta de aplicação e comprometimento ao longo das partidas e treinos. O técnico dos zangões deixou de ver o Landry como uma liderança dentro do elenco, vamos colocar assim. E além do mais, o ala-pivô também sofreu uma contusão no joelho esquerdo no início de fevereiro e ficou afastado do time por quase 2 meses. Voltou e alternou belas partidas com atuações discretas. E foi isso. Resumo da ópera: não ajudou o Hornets como poderia (e deveria). Tecnicamente, o Landry é um ótimo jogador e possui inúmeros recursos ofensivos, não há dúvidas quanto a isso. Tem um bom arremesso, se movimenta bem e sabe jogar embaixo da cesta.  Porém, a sua ética de trabalho duvidosa indica que ele não vale o que recebeu na última temporada.

PONTO POSITIVO: O Landry chegou a fazer algumas partidas muito boas. Estando focado e comprometido, ele pode representar um verdadeiro tormento para as defesas adversárias. O seu arsenal ofensivo é bem completinho (veja uma bela enterrada dele no vídeo abaixo), e ele conseguiu alguns duplos-duplos em 2011-12.

PONTO NEGATIVO: Foi a falta de aplicação e comprometimento do ala-pivô em determinados momentos da temporada. Algo que rendeu, inclusive, críticas públicas – ainda que indiretas – do técnico Monty Williams. A postura do Landry, principalmente fora de quadra, teria deixado o treinador do Hornets bastante incomodado.

O FUTURO: Com a chegada do promissor Anthony Davis e a contratação do eficiente Ryan Anderson, tudo leva a crer que o Carl Landry não estará em um uniforme do Hornets em 2012-13. O ala-pivô é agente livre irrestrito e pode se transferir para onde bem entender, basta que haja ofertas. E os zangões não deverão apresentar uma a ele.

* JASON SMITH #14

Médias: 23.7 mpg / 9.9 ppg / 0.8 apg / 4.9 rpg / 0.5 spg / 1.0 bpg

Número de jogos: 40 (29 como titular)

Aí está um jogador que eu gostei demais de assistir na última temporada. O Jason Smith parece ter melhorado absolutamente todos os aspectos do seu jogo, principalmente em relação ao seu ano de estreia no Hornets (2010). As médias de pontos, assistências, rebotes, roubos, bloqueios e minutos por partida que ele apresentou em 2011-12 são as melhores de sua carreira (ele está na NBA desde 2007), e isso não é somente um festival de números e dados que você olha, compara e logo depois esquece. Saindo das estatísticas e observando as atuações dele, dá para notar que o sujeito mostrou uma ótima evolução em quadra. Ele sempre teve muita energia e um bom arremesso de média distância, e só. Mas o que vimos no campeonato que passou foi um Jason Smith defendendo com muito mais consciência e consistência (aquelas faltinhas infantis diminuíram demais), se notabilizando por bloquear grandes jogadores e apresentando alguns dunks (enterradas) bem legais – algo que ele não fazia com tanta frequência. O ala-pivô de 26 anos melhorou o seu tempo de bola e principalmente a sua movimentação na quadra e o trabalho de pernas. E o arremesso continua ali, eficiente. É claro que o Jason Smith não virou o “novo Tim Duncan” da noite para o dia, não é isso. Eu o vejo como uma peça para compor o elenco e ajudar saindo do banco de reservas. Mas é muito legal quando a gente nota que um atleta trabalhou duro e mostrou evoluções. E é justamente esse o caso do Jason Smith. Não é um jogador brilhante, mas é esforçado e – graças a isso – consegue ter lapsos de brilho no seu jogo. O Hornets “ganhou” um bom nome.

PONTO POSITIVO: Em uma temporada nada vitoriosa para o Hornets, o desempenho do Jason Smith foi um dos poucos motivos que os fãs dos zangões tiveram para celebrar. Os bloqueios maravilhosos e os dunks animais do nosso ala-pivô merecem ser lembrados (no vídeo abaixo, um pouco do arsenal ofensivo do Smith).

PONTO NEGATIVO: Eu posso destacar dois aqui. O primeiro foi uma concussão que ele sofreu no início de fevereiro, que o afastou dos jogos por mais de 1 mês. O segundo foi uma suspensão de duas partidas, após ter cometido uma falta um pouco mais forte em cima do ala-pivô Blake Griffin, do Los Angeles Clippers. Enfim, coisas que acontecem em um campeonato longo e disputado como a NBA, não é mesmo?

O FUTURO: Eu não vejo o Smith jogando em outro lugar que não seja New Orleans – pelo menos, na próxima temporada (ele tem mais 2 anos de contrato com o Hornets). Claro, na NBA tudo pode acontecer, e nunca dá para descartar uma troca surpreendente ou algo do tipo. Todavia, nós temos aqui um atleta que apresentou uma bela evolução, e eu estou bastante curioso para saber como ele irá se apresentar em 2012-13. Esperamos que ele continue conosco, correto?

* GUSTAVO AYON #15

Médias: 20.1 mpg / 5.9 ppg / 1.4 apg / 4.9 rpg / 1.0 spg / 0.8 bpg

Número de jogos: 54 (24 como titular)

É estranho estar aqui escrevendo a respeito do Gustavo Ayon, quando ele nem é mais jogador do Hornets (aliás, boa sorte para ele em Orlando). Porém, como o que vale neste espaço é a análise do que o cara fez em 2011-12, nós vamos ter de falar sobre o ala-pivô mexicano. Afinal, o Ayon jogou a sua temporada de estreia na NBA com um uniforme dos zangões e não decepcionou. Para princípio de conversa, o bravo atleta já chegou nos EUA tendo que superar uma enorme barreira: ele não falava quase nada de inglês e deve ter sofrido um bocado nos primeiros treinamentos, viagens e partidas do Hornets. Aos 27 anos de idade e com boa experiência no basquete espanhol, o Ayon teve de se adaptar minimamente ao estilo de jogo da NBA e também ao idioma e modo de vida dos americanos. Complicado, não é mesmo? Pois é, mas o rapaz não correu do desafio e fez jogos bem interessantes (alguns até como titular) quando foi solicitado pelo técnico Monty Williams. É preciso dizer que a adaptação do Ayon à NBA ainda não está concluída (mas isso agora é um problema do Orlando Magic), e a primeira temporada que ele teve com o Hornets deve ter sido um bom aprendizado para o mexicano. O que eu mais gostei de ver no “Goose” (apelido inventado pelo armador Jarrett Jack) foi a sua energia e vontade em quadra, tanto para defender quanto para atacar a cesta. Digamos que ele seja aquele jogador voluntarioso, que se esmera para aprender um pouquinho a cada noite. Ele cometeu um monte de erros, é claro, mas também mostrou algumas qualidades. É um bom reboteiro, é ágil para o tamanho que tem (2,08m) e possui um arremesso decente e um trabalho de pernas adequado, além de defender com disposição. Enfim, o Ayon é o tipo de atleta que ainda precisa pegar um pouco mais de cancha na NBA para render tudo o que sabe. Eu não acredito que ele chegue a ser um nome muito relevante na liga algum dia, mas tem tudo para se tornar um reserva dos mais eficientes para muitos times. O Hornets deu apenas o primeiro empurrãozinho, e ele não se saiu tão mal. Mis mejores deseos en la Florida, estimado Gustavo!

PONTO POSITIVO: O “Goose” conseguiu anotar duplos-duplos em duas partidas na última temporada. No dia 15 de fevereiro, ele obteve 12 pontos e 12 rebotes no jogo contra o Milwaukee Bucks. Dois dias depois, foram 13 pontos e 11 rebotes diante do New York Knicks. Detalhe: o Hornets venceu ambos os duelos atuando fora de casa (no vídeo abaixo, outra boa partida do Ayon pelos zangões).

PONTO NEGATIVO: As dificuldades de adaptação ao estilo de jogo da NBA e ao idioma inglês acabaram representando um entrave para o Ayon em sua temporada de estreia. Mesmo aos 27 anos, ele é um atleta inexperiente dentro da liga e dificilmente mostrará grandes evoluções em 2012-13.

O FUTURO: Será na Disney. O Gustavo Ayon acabou incluído na transação que enviou o ala-pivô Ryan Anderson de Orlando para New Orleans. O negócio foi concretizado nesta quarta-feira e ganhará – em breve – um post exclusivo aqui no BH (ver na sessão Ferroadas). Portanto, o Anderson se torna jogador do Hornets, enquanto o mexicano atuará pelo Magic.

* LANCE THOMAS #42

Médias: 15.0 mpg / 4.0 ppg / 0.3 apg / 3.0 rpg / 0.2 spg / 0.2 bpg

Número de jogos: 42 (10 como titular)

Eu sei que alguns aí irão “torcer o nariz” para uma análise sobre o Lance Thomas, mas é preciso dizer que o cara jogou 42 jogos com o uniforme do Hornets na última temporada regular, ou seja, mais da metade das partidas que os  zangões realizaram no campeonato (um total de 66). Então, meus amigos, falemos sobre o glorioso Thomas: ele é um ala-pivô de 24 anos que teve passagens pela Liga de Desenvolvimento da NBA (NBDL) e acabou recebendo uma chance de mostrar serviço no nosso time. O fato é que o Lance Thomas parece aquele tipo de jogador que você contrata para ficar ali, compondo o seu elenco, ajudando nos treinos e entrando em quadra o menos possível. Se houver um eventual desfalque, ele vai lá e tenta se virar com os minutinhos que receber. E foi exatamente isso o que ele fez para o Hornets em 2011-12. Foi uma espécie de “tapador de buracos”, sem querer desmerecer o rapaz. E o mais estranho de tudo é que ele iniciou a temporada com os zangões, foi dispensado no dia 31 de dezembro de 2011 e recontratado pouco mais de 1 mês depois. Uma verdadeira loucura, não é mesmo? Enfim, ele voltou e foi ficando na equipe até o término do campeonato. Obviamente, as lesões sofridas pelo Carl Landry e pelo Jason Smith (que renderam semanas de inatividade a ambos) foram decisivas para que o Lance Thomas fosse permanecendo em New Orleans. Dentro de quadra, ele mostrou ser um atleta esforçado, porém limitado tecnicamente. Fez uma ou duas partidas interessantes e nada mais. Logo, dizer que ele decepcionou nem seria correto, pois já não se esperava muita coisa mesmo.

PONTO POSITIVO: No dia 09 de março, contra o Denver Nuggets, o Lance Thomas fez a sua melhor partida com o uniforme do Hornets. Ele saiu do banco de reservas para anotar 18 pontos (cestinha do time) e apanhar 5 rebotes, em 30 minutos de ação. Os zangões acabaram perdendo o jogo no Colorado (veja o vídeo com os melhores momentos), mas o ala-pivô teve a sua noite de fama em 2011-12.

PONTO NEGATIVO: Infelizmente, o jogo do nosso parceiro Lance Thomas carece de inúmeros recursos. Ele é um cara batalhador, mas possui falhas gritantes do ponto de vista técnico. Não tem grande habilidade na condução da bola – o que torna a sua movimentação previsível -, apresenta uma defesa apenas razoável, raramente consegue criar o próprio arremesso e é baixo para a posição de ala-pivô (2,03m), fato que dificulta bastante o seu trabalho perto da cesta. Enfim, o Thomas é o típico atleta para compor o elenco, caso não haja opções melhores.

O FUTURO: Por ser um jogador que trabalha duro e possui experiência em seleções de base, o Thomas participou de alguns treinamentos da equipe americana que se prepara para as Olimpíadas de Londres. E o cara segue batalhando… Ele também jogará a Summer League de Las Vegas com o Hornets sabendo que um bom desempenho poderá significar um novo contrato. Vale lembrar que o ala-pivô é um agente livre irrestrito e não tem vínculo com qualquer franquia.

* CORTES: Isso é da semana passada, mas vale o registro. O ala-armador Eric Gordon e o ala-pivô Anthony Davis foram convocados para os treinamentos da seleção americana em Las Vegas, mas acabaram não entrando na lista final do grupo que disputará as Olimpíadas de Londres. O Davis se apresentou com um tornozelo machucado (nada grave), e o Gordon perdeu a vaga – provavelmente – para o ótimo James Harden, do Oklahoma City Thunder.

* TANTA COISA PARA FALAR…: Ryan Anderson chegando, Jarrett Jack e Chris Kaman saindo, Eric Gordon querendo sair, Summer League com Anthony Davis, etc. Nesta Sexta-feira 13 (sugestivo?), teremos um post que reunirá todos esses assuntos aqui no Brazilian Hornet. Não percam!