O QUE VEREMOS NO DIA 31?

Anthony Davis acabou com o Heat! Mas como será na estreia?

* Por Lucas Ottoni

Saudações, pessoal. Eu acabei atrasando as análises dos últimos três jogos do New Orleans Hornets na pré-temporada de 2012, pois tive compromissos importantes e não consegui atualizar o BH com a constância que gostaria. Mas agora estou aqui para falar sobre essa reta final do nosso time, antes de a bola subir para valer. Sem mais delongas, vamos lá…

Na última segunda-feira (22/10), o Hornets foi até o Texas e não realizou uma boa apresentação. O time da Louisiana acabou derrotado pelo Dallas Mavericks, por 87 a 74, em um jogo fraco tecnicamente. Se os anfitriões (sem o craque alemão Dirk Nowitzki) não empolgaram, o Hornets tampouco. Dessa forma, acabou vencendo a contenda aquele que errou menos. Senão vejamos: 28-84 nos arremessos de quadra (33.3%). Arremessos de 3 pontos? Foram 7-25 (28.0%).  Aí estão alguns números (terríveis) do Hornets. Pronto, eis o motivo da nossa derrota – além do 1º quarto horroroso que tivemos (10 a 25). Já o Mavs teve um aproveitamento muito parecido com o nosso (que joguinho, hein!), mas se desempenhou bem melhor na defesa e administrou o placar que havia construído nos minutos iniciais. O destaque dos zangões acabou sendo o elogiado ala-pivô Anthony Davis, que – apesar dos míseros 6 pontos – apanhou 17 rebotes. Foi bom, mas foi pouco.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida contra o Mavs

Hornets vs Rockets: nova derrota

Dois dias após o revés em Dallas, o Hornets voltou para o seu doce lar e enfrentou o Houston Rockets, lá na New Orleans Arena. Vale lembrar que os dois times já haviam se encarado nessa pré-temporada, e os texanos levaram a melhor (relembre aqui). Portanto, os zangões teriam a chance de dar o troco (embora isso não seja tão relevante assim. Estamos falando de pré-temporada, né?). Só que o revide não aconteceu, pois o trio Kevin Martin, Chandler Parsons e Carlos Delfino estava em noite inspirada e nos pulverizou com arremessos da linha dos 3 pontos. Os três combinaram 11-21 em “chutes” de longa distância, um bom aproveitamento de 50%. O nosso ala-pivô Ryan Anderson (cestinha do jogo, com 23 pontos) também mostrou que sabe atirar de longe (5-7 em arremessos de três), mas isso não foi o suficiente para evitar o triunfo do Rockets: 97 a 90. Outro destaque (positivo e negativo) do Hornets foi o armador Greivis Vasquez. Ele conseguiu um duplo-duplo (13 pontos e 11 assistências), mas cometeu 8 turnovers!  E, mais uma vez, a nossa defesa não funcionou bem.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida contra o Rockets

Vindo de uma sequência de quatro derrotas (contando com as duas da semana anterior, para Atlanta Hawks e o próprio Rockets) e jogando mal, o Hornets teve de encerrar a sua pré-temporada “dançando com a mais feia”. É isso mesmo, o nosso time viajou até a Florida para encarar o atual campeão da NBA, o poderoso Miami Heat, de LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh. A bola subiu na última sexta-feira (26/10), e nem o mais otimista torcedor dos zangões poderia imaginar o que estava para acontecer…

LeBron James foi bem marcado

Jogando muito bem (e com bastante vontade), o Hornets colocou a forte equipe de Miami para correr e atuou em ritmo de temporada. Com belos lances de ambos os lados, a partida foi para o intervalo empatada em 47 a 47. Se Chris Bosh causava problemas à defesa dos zangões, ou LeBron James conseguia jogadas de efeito, a resposta vinha com o monstruoso (no bom sentido) Anthony Davis em grande noite. O nosso jovem e promissor ala-pivô anotou nada menos que 24 pontos e apanhou 11 rebotes, com 3 roubos e 1 bloqueio. Nada mal, hein? O armador Greivis Vasquez e o ala Al-Farouq Aminu (!) também conseguiram números de duplo-duplo, e os grandões Ryan Anderson e Robin Lopez completaram a atuação sólida dos visitantes. O resultado disso foi um último período eletrizante, em que os dois times se revezavam na liderança do placar. O fato de LeBron James ter sido poupado nos minutos derradeiros facilitou a vida dos zangões, mas não diminuiu o valor da nossa vitória por 96 a 89. Mais importante que o resultado, foi a atuação vibrante do Hornets. A equipe da Louisiana apresentou uma defesa eficiente e melhorou demais o seu aproveitamento ofensivo. E fez tudo isso contra o atual campeão da liga e em rede nacional (a partida foi transmitida na TV para todo o território americano). Bem animador, não é mesmo?

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida contra o Heat

Enfim, o Hornets terminou a sua pré-temporada com uma campanha 4-4 e acabou deixando na mente dos fãs outra dúvida cruel. Afinal, a gente não sabe qual Hornets nós veremos no dia 31 de outubro, data da estreia dos zangões no campeonato de 2012-13 (vs Spurs, na New Orleans Arena). Será o das derrotas, apagões e baixo aproveitamento? Ou será o que derrotou o atual campeão da liga –  dentro do ginásio dos caras – jogando muitíssimo bem? Teremos a resposta na próxima quarta-feira. A conferir…

No vídeo abaixo, os highlights da vitória em Miami:

OBS 1: O jovem ala-armador Austin Rivers lesionou o mesmo tornozelo direito em duas partidas diferentes na última semana, contra Mavericks e Heat (vejam aqui e aqui). Apesar disso, o caso não parece ser grave. Ainda bem, né?

OBS 2: No post desta segunda-feira (29/10), amanhã, eu farei uma análise individual de cada jogador do nosso time na pré-temporada, e o que esperar deles em 2012-13. Não percam!

* O ADEUS DE DAVID STERN: O comissário da NBA anunciou que irá deixar o cargo em 2014. Ok, ele pode ser polêmico e, por vezes, impopular. Pode ter apresentado atitudes que não agradaram ou aparecido com declarações para lá de controversas. Mas uma coisa é inegável. O cara fez um trabalho espetacular no comando da liga. Ele está no cargo desde meados da década de 1980, e, de lá para cá, a NBA se transformou em um negócio absolutamente rentável e de dimensões globais. Merece, no mínimo, uma salva de palmas de todos os que amam esse esporte chamado basquete. Obrigado, Stern!

* AT THE HIVE: O blog americano especializado em New Orleans Hornets está com cara nova (vejam aqui). Eu achei muito legal! E vocês?

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* JAMES HARDEN NO ROCKETS: Saindo um pouco do nosso time, fui só eu quem achou essa troca excelente para o Oklahoma City Thunder? O que vocês pensam a respeito? Opinem aí embaixo, nos nossos comentários!

VAI SAIR…: Sim, nós temos algumas coisinhas a serem atualizadas aqui no BH (História, Elenco, Calouros…), e o problema é a falta de tempo mesmo. Mas até o início da temporada, eu verei se consigo ajeitar tudo. Prometo.

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OS CALOUROS E O PÚBLICO

* Por Lucas Ottoni

No último sábado (20/10), a New Orleans Arena recebeu os torcedores do Hornets para um treinamento aberto ao público (open practice). Os fãs tiraram fotos com os atletas, observaram de perto os caras batendo uma bolinha e “entrevistaram” os três calouros da nossa equipe (Anthony Davis, Austin Rivers e Darius Miller). E foram justamente as perguntas dos espectadores que arrancaram os maiores sorrisos, tanto da plateia quanto dos jogadores (confiram no vídeo acima).

* Clique aqui e veja várias fotos do open practice do Hornets

Para quem não entende muito bem o inglês, eu farei um resuminho rápido desse contato entre fãs e atletas dos zangões: O ala-pivô Anthony Davis foi o mais aplaudido e parecia o mais animado dentre os três “entrevistados”. O cara tem um carisma natural e ficou bem à vontade, tanto que logo provocou o ala-armador Austin Rivers. Sem dó do novo companheiro, Davis falou sobre a Universidade de Duke. Foi a deixa para que o locutor perguntasse: “Quem aqui já ganhou um título nacional (universitário)?“. Davis e Miller levantaram as mãos, e Rivers nada pôde fazer. O público caiu na gargalhada. Logo depois, foi a vez de Davis brincar com Darius Miller ao dizer que o amigo só aprendeu a jogar basquete quando foi para a Universidade de Kentucky. Mas dessa vez, Miller não deixou barato: “Pelo menos, eu saí de lá formado (graduado)“, respondeu o ala. Mais gargalhadas, e um Davis desconcertado. Os três também responderam sobre os atletas que eles mais gostam, e Davis logo mandou um “Michael Jordan“. Depois, emendou os nomes de Kevin Garnett e LeBron James. Rivers falou em Allen Iverson e Dwyane Wade, que também foi citado por Miller. Eles disseram os nomes de seus restaurantes preferidos em New Orleans e, no fim, mostraram comprometimento em levar o Hornets a uma trajetória de sucesso. Aplausos da plateia. E também de Davis, o mais animado da turma.

OBS 1: Os amigos Anthony Davis e Darius Miller foram campeões nacionais universitários com Kentucky, em 2012. Já Austin Rivers atuou por Duke e não conseguiu o título.

OBS 2: Darius Miller cumpriu 4 anos na Universidade de Kentucky e se formou (tentei achar o curso, mas não encontrei) em 2012. Já Anthony Davis foi para a NBA após somente 1 ano de faculdade.

* HORNETS @ MAVERICKS: Nesta segunda-feira (22/10), o Hornets voltará à quadra para a sua sexta partida na pré-temporada – mais uma fora de casa. Os zangões vão encarar o time de Dallas, no American Airlines Center, a partir das 22h30m (horário de verão – Brasília). GO HORNETS!!!

* ERIC GORDON: De acordo com o técnico Monty Williams, o ala-armador não deverá participar de nenhum jogo do Hornets na pré-temporada. Monty disse que o atleta mais bem pago do elenco (U$ 58 milhões por 4 anos!) ainda não está nas condições físicas ideais. Haja paciência…

UM MOVIMENTO NECESSÁRIO

Emeka Okafor e Trevor Ariza foram enviados para o Washington Wizards

* Por Lucas Ottoni

Bom, eu sei que isso tem cheiro de semana passada, mas como foi um acontecimento importante para o futuro da franquia, a gente vai falar um pouquinho sobre a troca envolvendo o nosso querido New Orleans Hornets e o Washington Wizards. A minha demora tem uma explicação: eu estive viajando por uns dias e sobrou muito pouco tempo para me dedicar ao BH, então é hora de correr atrás do prejuízo e analisar o que as saídas de Trevor Ariza e Emeka Okafor poderão representar para os zangões. O surpreendente (eu não esperava) comércio entre Hornets e Wizards foi sacramentado na última quarta-feira (20/06) e consiste no seguinte:

– O Wizards recebe: Trevor Ariza + Emeka Okafor

– O Hornets recebe: Rashard Lewis + a 46ª escolha no draft de 2012

Vocês, parceiros que acompanham o Brazilian Hornet há algum tempo, sabem que eu sempre fui a favor de trocarmos o Okafor (Aleluia!). E também sabem que eu nunca considerei o Trevor Ariza um jogador essencial ao elenco do Hornets, embora ele seja um defensor de perímetro dos mais eficientes. Isto posto, eu só posso dizer que a troca foi maravilhosa para a franquia da Louisiana! Quanto ao Wizards, eles receberam dois atletas que certamente irão tornar o time muito melhor defensivamente e com chances de lutar por um lugarzinho entre os Top 8 do Leste. Mas voltemos ao Hornets…

* Veja aqui a retrospectiva de Trevor Ariza em 2011-12

Agora que vocês já sabem que eu gostei demais da troca, vou explicar os motivos do meu entusiasmo. Em primeiro lugar, o Emeka Okafor iria comer U$ 13,5 milhões da folha salarial do Hornets na próxima temporada – e mais U$ 14,5 milhões em 2013-14.  São ganhos altíssimos para um pivô que esteve por 3 anos em New Orleans e nunca mostrou a consistência que dele se esperava. Em segundo lugar, vem o ala Trevor Ariza e o seu salário de U$ 7,3 milhões. Honestamente? Eu não acho que os vencimentos do Ariza sejam tão absurdos assim. No entanto, (repetindo) ele não é um jogador essencial aos zangões, e é muito melhor ceder ele do que uma escolha nº 10 (como se especulava) no comércio com a turma de Washington, concordam? Então, ao realizar essa jogada, o Hornets estaria liberando uma nota preta de sua folha de pagamentos. Calma, eu disse ESTARIA

Rashard Lewis deverá ser dispensado

Sim, chegou o momento de olharmos para o decadente ala Rashard Lewis e o seu absurdo contrato expirante de U$ 23,8 milhões a serem pagos em 2012-13. Um disparate, não é mesmo? Pois bem, ao receber o jogador do Wizards, o Hornets teria de arcar com essa enormidade de dinheiro na próxima temporada. Ah, mas eu disse TERIA… E é aí que entra o detalhe que deixa essa transação ainda melhor para a galera da Louisiana: na NBA, é possível se utilizar de uma prática conhecida pelo nome de Buyout. Ok, mas que diabos é isso? Eu explico: o Buyout acontece quando um jogador e o seu time entram em um acordo para que uma certa quantia do salário dele seja paga de uma vez. Dessa forma, o atleta seria dispensado da equipe sem mais nenhuma obrigação contratual, sacaram? Então, sanada a dúvida, é praticamente certo que deverá rolar um Buyout entre o Hornets e o Lewis. Os zangões se comprometeriam a pagar uma quantia de U$ 13,7 milhões do salário do jogador e o dispensariam até o dia 1º de julho. Com essa economia, a franquia de New Orleans terá uns U$ 10 milhões de dólares a mais disponíveis na folha salarial – além do alívio financeiro com as saídas dos contratos de Okafor e Ariza!

* Clique aqui e veja a atual folha de pagamentos do Hornets

Imaginem só: além de não arcar mais com os pesadíssimos valores da dupla Mek e Trevor, o Hornets pagará ao Lewis “apenas” 13,7 dos U$ 23,8 milhões estipulados em contrato e o dispensará. Isso é uma economia tremenda e abre uma flexibilidade enorme para os zangões “atacarem” o mercado de agentes livres! Foi uma excelente jogada do nosso GM, o Dell Demps. Pois o Hornets não apenas se livrou do contrato horrível do Okafor (sem precisar se desfazer da nossa 10ª escolha para isso), como também economizará uma bela grana e receberá ainda a escolha nº 46 (quem sabe não pinta alguém útil aí?). É impossível não gostar do que foi feito! Na verdade, eu considerei essa troca como um movimento necessário para que a franquia obtenha sucesso nos próximos anos. Pense em se livrar dos contratos ruins e conseguir uma boa flexibilidade na folha salarial para reforçar o elenco. E o mais importante: ter tranquilidade (e dinheiro) para igualar qualquer proposta pelo Eric Gordon na agência livre e mantê-lo em New Orleans.  Quer algo mais necessário que isso?

OBS: Não podemos deixar de agradecer a Trevor Ariza e Emeka Okafor pelos anos de serviços prestados ao New Orleans Hornets. Eu desejo que eles tenham sucesso em Washington e sigam as suas carreiras da melhor forma possível. Boa sorte a ambos!

* PROMESSA É DÍVIDA: Ainda falaremos sobre os jovens que poderão ser agraciados com a 10ª escolha (e agora a 46ª também) no draft de 2012, o aguardado evento que ocorrerá na noite desta quinta-feira (28/06). Até lá o post sai, podem ficar sossegados.

* ALGUMAS SITUAÇÕES: O pivô Chris Kaman se tornará agente livre irrestrito, e o Hornets não deverá reassinar com ele. Já o ala-pivô Carl Landry – que também será agente livre irrestrito – disse que gostaria de permanecer em New Orleans. Mas eu, pessoalmente, não acredito na possibilidade.

* FOX SPORTS NEW ORLEANS: O Hornets acaba de fechar um acordo com o canal a cabo Fox Sports para a transmissão de 75 jogos (número que pode variar) do time na próxima temporada. Pela parceria, a franquia deverá receber cerca de U$ 10 milhões por ano. A ideia é aumentar o número de telespectadores americanos que possam ter acesso aos jogos dos zangões (inclusive, via satélite). Para mais informações, clique aqui.

* HEAT CAMPEÃO: A equipe de Miami conquistou o título da temporada 2011-12 da NBA de forma merecidíssima, diga-se de passagem. Com LeBron James jogando o fino, o Oklahoma City Thunder não deu nem para a saída. Eu confesso que esperava uma série final mais equilibrada. Mas o placar de 4 a 1 indica que o troféu está em muito boas mãos.

* TYLER ZELLER: Você é fã do Hornets? Então, é bom guardar o nome dele…

COLEÇÃO: CAMISETA MARDI GRAS

Camiseta swingman do New Orleans Hornets, modelo Mardi Gras

* Por Lucas Ottoni

O quinto back-to-back do New Orleans Hornets na temporada 2011-12 da NBA foi um desastre, com duas derrotas acachapantes. Mas disso, falaremos mais abaixo. Agora, eu vou seguir com a apresentação de mais um item do acervo do Brazilian Hornet. Pela fotografia aí em cima, vocês já perceberam que se trata de uma camiseta diferente, eu diria. E, na verdade, é. Essa armadura aí faz parte da linha Mardi Gras, que o Hornets lançou em homenagem ao famoso carnaval da cidade de New Orleans. A apresentação desses uniformes aconteceu no fim do ano de 2009, e eles foram utilizados pelo time dos zangões em alguns jogos nas duas últimas temporadas. A nossa camiseta traz o número 41, do James Posey. Alguém aí lembra dele? Abaixo, eu falarei rapidamente sobre esse jogador. Confiram os slides, amigos:

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Eu adquiri essa peça na loja oficial do Hornets, na New Orleans Arena, em março de 2010. Aí vocês me perguntam: “Mas por que logo a do James Posey, Lucas? Por que você não pegou uma do Chris Paul ou do David West?”. Simples, meus caros. As do Chris Paul, nesse modelo Mardi Gras, eram todas do tamanho pequeno (e eu meço quase 1,90 m de altura). E as do David West estavam em falta. Aí eu resolvi ficar com essa do Posey, que também jogava pelo Hornets na época. Afinal, o cara tem moral, né? Bicampeão da NBA. Então, foi assim que eu me apoderei dessa camiseta no modelo Mardi Gras, a única que tenho no acervo do BH (por enquanto).

James Posey: ex-Hornets

Bom, vou falar um pouquinho sobre o James Posey. Bicampeão da NBA (em 2006, pelo Miami Heat, e em 2008, pelo Boston Celtics), esse ala jogou pelo New Orleans Hornets entre 2008 e 2010, e depois foi trocado (junto com o armador Darren Collison) para o Indiana Pacers. Nesse movimento, o Hornets recebeu o ala Trevor Ariza, que segue com a equipe da Louisiana. Ah, o Posey não deixa saudades na torcida dos zangões. Jogador relativamente caro e que não produziu metade do que se esperava dele. Atualmente, possui 35 anos de idade e está sem clube.

Então, essa bela camiseta ilustrou o nosso quarto post sobre o acervo do BH. Veja também o primeiro, o segundo e o terceiro itens da nossa coleção. Em breve, eu seguirei postando outros objetos.

OBS: Você tem algum objeto ou relíquia dos zangões? Mande imagens para o Brazilian Hornet, através do nosso e-mail: br_hornet@hotmail.com. Assim que possível, eu postarei aqui no blog.

Para fechar este post, vamos falar rapidamente sobre o nosso quinto (e desastroso) back-to-back. Na verdade, não há muito o que falar. Após uma vitória maiúscula sobre o capenga Orlando Magic, o Hornets apanhou feio em seus dois últimos jogos. No domingo (29/01), os zangões levaram um sonoro 94 a 72 do Atlanta Hawks, em plena New Orleans Arena. Um dia depois, na segunda-feira (30/01), foi a vez do forte Miami Heat nos derrotar, lá na Florida: 109 a 95. Com esses resultados, o Hornets cumpre uma campanha 4-17 e segue na lanterna da Conferência Oeste. Diante disso, há algumas coisinhas que eu gostaria de saber:

LeBron James encara Jason Smith

1) Por que os ótimos Gustavo Ayon e Carl Landry têm jogado tão pouco tempo?

2) O Greivis Vasquez não arma melhor a equipe do que o Jarrett Jack?

3) Por que alterar completamente um time que está ganhando por 12 pontos?

4) Será que Trevor Ariza e Al-Farouq Aminu podem jogar tanto tempo juntos?

5) Quem é melhor? Dwyane Wade ou LeBron James?

Aí estão algumas perguntinhas que eu deixo para os amigos debaterem aqui. Ah, e não insistam. Eu ainda não vou falar em draft. Pelo menos, por enquanto.

* Box Score (com vídeos): contra o Hawks / contra o Heat


 FERROADAS

* ESPECULAÇÕES: Assim que o Hornets resolveu colocar o pivô Chris Kaman disponível no mercado, surgiram boatos de todos os tipos e interessados de vários lugares da América. Estão falando até em Monta Ellis nos zangões. Vamos aguardar as novidades e, principalmente, os fatos concretos.

* EM BREVE: Dentro de alguns dias, o acervo do Brazilian Hornet receberá um novo item. Ah, não é a camiseta do Hugo Chávez, hein…

SEM ESSA DE PENSAR EM DRAFT!

Chris Kaman jogou bem e levou a melhor sobre o brasileiro Nenê

* Por Lucas Ottoni

Até que enfim! O New Orleans Hornets (3-6) interrompeu a série de seis derrotas consecutivas, ao vencer o Denver Nuggets (6-4), em pleno Pepsi Center, na última madrugada. O placar de 94 a 81 foi fruto de um belo trabalho defensivo e uma evolução considerável no ataque. O Marco Belinelli terminou o jogo com 19 pontos, amigos! Não dava para perder mesmo. Com o resultado, o Hornets alcança a sua terceira vitória na temporada 2011-12 da NBA, e o técnico Monty Williams volta a respirar aliviado. Afinal, nada vinha dando certo para os zangões. E é exatamente sobre isso que eu gostaria de falar neste post. Quando as coisas não estão dando certo, muitos pensamentos e preocupações logo vêm à mente. Conversando com uma turma que também curte o Hornets, eu pude constatar que 95% desse pessoal já decretou que a nossa temporada será um retumbante fracasso e até torce para que o time continue perdendo, pois assim estaríamos bem cotados para o draft de 2012, que promete estar recheado de grandes talentos. É aquele lance: quanto mais você perde, maiores são as suas chances de estar entre os primeiros a escolher os melhores prospectos, não é? Ok, só que os zangões jogaram apenas nove partidas (e com desfalques importantes em todas elas), nessa temporada. Diante disso, eu pergunto:  já é hora de pensarmos em draft?

* Veja o pós-jogo do blog New Orleans Hornets Brasil

Na minha opinião, é claro que não! Em primeiro lugar, ainda há 57 partidas a serem disputadas na temporada regular. Muita coisa pode acontecer. Além disso, quem assistiu aos jogos do Hornets sabe que o time entregou alguns resultados por total imaturidade, principalmente nos momentos decisivos. Se o Hornets estivesse com uma campanha 6-3 ou 5-4, não seria absurdo algum. E  o que dizer dos desfalques importantes? O Eric Gordon, por exemplo, participou de apenas dois jogos em nove disputados. O Trevor Ariza está fora do time há mais de uma semana. O Jason Smith não atuou nas duas últimas partidas. O desentrosamento também é algo que, certamente, será resolvido ao longo do campeonato. Os zangões ainda podem cumprir uma boa campanha, ainda podem sonhar com os playoffs e construir um núcleo forte para o futuro. Será que vale a pena jogar todo um trabalho para o alto esperando por uma “salvação” no draft? Sinceramente, eu acho que não vale. Na minha visão, o Hornets tem que seguir batalhando e procurando vencer o máximo de partidas. Tem que seguir desenvolvendo os seus talentos (Greivis Vasquez, Al-Farouq Aminu, Gustavo Ayon, Xavier Henry, DaJuan Summers, Jason Smith, até o Eric Gordon) e pensar em draft como complemento, e não como “salvação”.

Cavaliers e LeBron: uma parceria sem títulos

Vamos observar o famoso caso do Cleveland Cavaliers. Muita gente afirma que a equipe perdeu jogos de forma proposital para ter o privilégio de escolher o craque LeBron James, no draft de 2003. Quantos títulos da NBA o Cavs ganhou, de lá para cá? Pois é, nenhum. Viveu em função de uma escolha de draft, de um jogador, não desenvolveu um elenco e não se planejou a longo prazo. De uma hora para outra, o LeBron se mandou de Cleveland e deixou a franquia a ver navios. E lá vai o Cavs para uma outra reconstrução, embalado pelo sonho do draft. E tem mais: uma boa escolha no draft não é certeza de que você irá ter o jogador ideal para o seu time, e não significa que esse jogador é garantia de sucesso. Casos bizarros como os de Kwame Brown e Darko Milicic estão aí para provar. Olha, não pensem que eu estou minimizando a importância do draft, não é por aí.  Eu só acho que é muito arriscado jogar todas as fichas nisso e achar que, de uma hora para outra, todos os problemas da franquia estarão resolvidos. Na minha opinião, o Hornets precisa manter aquilo que vem sendo feito: desenvolver um trabalho sério, formar um núcleo jovem e talentoso e utilizar as suas escolhas de draft para melhorar algo que já é bom, que já está se formando com uma cara, uma identidade. Se essas escolhas culminarem em futuras estrelas, ótimo,  maravilha! Mas esse lance de perder propositalmente (ou não dar o máximo em quadra) para ser a “sensação” do draft, para mim, é um tremendo atestado de incapacidade e incompetência.

* O Kaio Kleinhans, do blog New Orleans Hornets Brasil, tem uma opinião diferente da minha: leia aqui!

Então, vamos jogar, vamos batalhar por cada vitória e dar tempo ao tempo. O importante é valorizar o nosso elenco, que, eu repito, não é ruim. Ainda não estamos prontos para um título, isso é muito óbvio. Os inúmeros erros cometidos e a falta de entrosamento e maturidade em algumas situações ainda precisam ser bem trabalhados. Contudo, temos para onde crescer, possuímos jovens promissores. E que as escolhas de draft venham para agregar, e não para “salvar”.

Monty Williams: um trabalho sólido

Ah, e se alguém quiser torcer por derrotas, não seja por isso: “seque” o Minnesota Timberwolves, pois nós possuímos uma escolha de primeira rodada que virá deles, no draft de 2012. Torcer contra o Hornets é torcer contra um trabalho que tem tudo para dar certo, na minha humilde opinião. O próximo draft acontecerá lá em junho. Portanto, eu ainda não vejo motivos para pensarmos nesse tipo de “salvação”. Assim, entre aspas mesmo.

É, me alonguei tanto nesse assunto do draft, que mal falei sobre a nossa ótima vitória em cima do Nuggets, lá em Denver. Teve show do Carl Landry, recordes de pontos do Chris Kaman e do contestado Marco Belinelli na temporada, um toco cinematográfico do Al-Farouq Aminu para cima do brasileiro Nenê e uma boa estreia do DaJuan Summers (outro que estava machucado). O ótimo trabalho defensivo, com a marca do Monty Williams, e o aproveitamento de 52% em FG também complementaram essa bela atuação dos zangões. Pronto, agora só me resta deixar aí o Box Score e o vídeo com os highlights (não necessariamente nessa ordem). Aproveitem!


* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida


 FERROADAS

* HORNETS VS THUNDER: O time da Louisiana voltará à quadra para enfrentar a forte equipe de Oklahoma City, da fera Kevin Durant, às 23h (de Brasília) desta quarta-feira (11/01), na New Orleans Arena. Mais um jogo complicadíssimo para os zangões, e um belo teste para os nossos jovens promissores. Rumo ao 4-6!

* CONTINUE VOTANDO…: A eleição dos quintetos do Oeste e do Leste para o All-Star Game 2012 segue firme e forte. Clique aqui e dê aquela força aos jogadores do Hornets!