RETROSPECTIVA 2011-12 # 5

Chris Kaman e Emeka Okafor não jogarão pelo Hornets em 2012-13

* Por Lucas Ottoni

Hoje é o dia de encerrarmos as avaliações do elenco do New Orleans Hornets na última temporada. A posição restante é a de pivô, e é até estranho fazer uma análise dos grandalhões do Hornets, pois eles já estão assinados com outras equipes e não fazem mais parte do novo plantel dos zangões. Mas, enfim, se defenderam as nossas belas cores em 2011-12, merecem entrar na retrospectiva. Só que antes de falarmos sobre eles, eu vou listar abaixo as posições que já foram avaliadas aqui no Brazilian Hornet:

ARMADORES (Jarrett Jack / Greivis Vasquez)

ALAS-ARMADORES (Eric Gordon / Marco Belinelli / Xavier Henry)

ALAS (Trevor Ariza / Al-Farouq Aminu)

ALAS-PIVÔS (Carl Landry / Jason Smith / Gustavo Ayon / Lance Thomas)

Agora sim, podemos falar sobre os pivôs do nosso querido Hornets na última temporada:

* CHRIS KAMAN #35

Médias: 29.2 mpg / 13.1 ppg / 2.1 apg / 7.7 rpg / 0.5 spg / 1.6 bpg

Número de jogos: 47 (33 como titular)

Reza a lenda que o pivô germânico teria ficado bastante chateado quando soube que iria para New Orleans, após ter sido trocado para o Hornets (no negócio que enviou o armador Chris Paul para o Los Angeles Clippers, em dezembro de 2011). Assim que desembarcou na Louisiana, Kaman teria pedido uma transferência para algum outro time imediatamente, mas não foi atendido. Contrariado, o pivozão teve que cumprir o contrato (aliás, um belo contrato!), mas a sua atitude inicial não passou despercebida e acabou desagradando alguns executivos da franquia. Mesmo atuando normalmente no início da temporada 2011-12, o alemão (nascido nos EUA) parecia sem clima na terra do jazz, tanto que acabou afastado da equipe no fim de janeiro para ser negociado no mês seguinte. Como as propostas pelo ótimo pivô não foram satisfatórias, o Hornets resolveu reintegrá-lo ao elenco e contar com os seus serviços até o fim do campeonato. De volta à quadra, o Kaman foi nada menos que profissional. Jogou, deu o seu máximo, fez algumas excelentes partidas e mostrou a sua qualidade aos fãs dos zangões. Após o término da competição, ele viu que jogar em New Orleans não foi tão ruim e deixou no ar até a possibilidade de renovar o seu contrato com a equipe e permanecer na cidade, mas a franquia não teria mostrado interesse em um novo acordo. Aos 30 anos de idade, Kaman não se encaixa dentro do atual projeto do Hornets e do técnico Monty Williams: desenvolver jogadores jovens e com energia defensiva. Aliados ao desgaste ocorrido no início da temporada passada, esses fatores acabaram afastando o habilidoso pivô da Louisiana.

PONTO POSITIVO: Ex-All-Star (2010), o Kaman é um pivô muito técnico e com inúmeros recursos ofensivos, além de ser bom apanhando rebotes. Sabe jogar embaixo da cesta, tem um ótimo jogo de pernas e também é eficiente nos arremessos de média distância (veja o vídeo). No Hornets, ele mostrou algumas dessas qualidades e obteve 15 duplos-duplos.

PONTO NEGATIVO: Os seus primeiros meses em New Orleans não foram dos mais agradáveis, já que ele parecia contrariado com a troca que o enviou para o Hornets (o que culminou no seu afastamento do elenco). Além disso, não é um defensor dos mais aplicados, e isso o teria feito cair em desgraça com o técnico Monty Williams.

O FUTURO: Não será em New Orleans. O contrato do Kaman se encerrou no fim do último campeonato, e o Hornets não se interessou em um novo acordo com o jogador. Diante disso, o alemão acabou acertando a sua ida para o Dallas Mavericks, no mês passado. No Texas, ele formará dupla com o seu compatriota Dirk Nowitzki e receberá U$ 8 milhões por 1 temporada.

* EMEKA OKAFOR #50

Médias: 28.9 mpg / 9.9 ppg / 0.9 apg / 7.9 rpg / 0.6 spg / 1.0 bpg

Número de jogos: 27 (todos como titular)

Você pagaria mais de U$ 1 milhão por mês pelos serviços do Emeka Okafor? Pois é, era exatamente isso o que o Hornets estava fazendo há pouco tempo atrás. Um enorme desperdício de “verdinhas”, concordam? E o Okafor na Louisiana foi isso aí: produziu pouco para a fortuna que recebia e nunca se tornou aquele grande pivô que os torcedores esperavam. Em três temporadas atuando com o uniforme dos zangões, o Mek não conseguiu repetir o sucesso do Tyson Chandler e acabou não tendo uma passagem das mais marcantes – mesmo com médias próximas às de um duplo-duplo. Só para resumir: boa postura defensiva, alguns rebotes, um toco aqui e ali, e só. No ataque? Quase nada. Falando mais especificamente da temporada 2011-12, aí é que a coisa foi ainda pior. Por causa de uma misteriosa lesão no joelho esquerdo, o pivô de 29 anos ficou fora de mais da metade da competição e perdeu os últimos meses de disputa. Todos no Hornets sabiam que era preciso dar um jeito de se livrar do Emeka e de seu oneroso contrato, e parece que a franquia já havia tentado negociar o atleta ao longo da última temporada, mas sem sucesso. Então, no dia 20 de junho, o Washington Wizards apareceu e levou o Okafor e o Trevor Ariza para a capital americana, em troca da escolha de draft que nos rendeu o jovem ala Darius Miller. E, honestamente, eu nem me lembro do jogo derradeiro do nosso ex-pivô com o uniforme do Hornets. Como eu havia dito antes, o Emeka teve uma passagem que – definitivamente – não foi das mais marcantes.

PONTO POSITIVO: É a defesa. O Emeka Okafor é um cara atlético e com uma disposição defensiva enorme. É bom para distribuir bloqueios (confira o vídeo) e apanhar rebotes. No entanto, essas qualidades não supriram a sua falta de talento ofensivo nesses três anos de Hornets. Quando o time mais precisou de poder de fogo lá embaixo da cesta, ele pouco apareceu. Contudo, a sua participação na defesa foi positiva.

PONTO NEGATIVO: Um pivô titular que pontua de forma tão modesta não pode resolver os problemas do Hornets. E o Okafor é esse tipo de jogador. Além de não possuir um bom arsenal ofensivo, é fraco na linha de lances livres e ineficiente longe da cesta. Também costuma cometer aquelas infrações de 3 segundos plantado no garrafão, seja na defesa ou no ataque – e isso irrita muito. Em 2011-12, mais uma vez acabou não se destacando.

O FUTURO: Será em Washington, DC. O Hornets precisava se livrar do contrato ruim do Okafor, e acabou conseguindo isso ao enviá-lo para o Wizards. O casamento entre o Emeka e os zangões definitivamente não deu certo, e já era hora de se colocar um ponto final nessa relação. Eu acho que foi bom para ambas as partes.

– Outros pivôs que passaram pelo Hornets (sem grande repercussão) na temporada 2011-12: Jeff Foote, Chris Johnson, Solomon Jones e Darryl Watkins.

* BAIXA NO BANCO: O assistente James Borrego (o do sobrenome esquisito, lembram?), um dos homens de confiança do treinador Monty Williams, aceitou um convite do Orlando Magic e não deverá fazer parte da equipe técnica do Hornets para a temporada 2011-12. Vale lembrar que Borrego foi o comandante dos zangões (1-4) na Summer League de Las Vegas 2012.

* OTIMISMO: O recém-contratado Robin Lopez mal chegou em New Orleans e já mostrou uma enorme animação com o fato de poder formar uma dupla de garrafão com o jovem Anthony Davis. O pivô, ex-Phoenix Suns, elogiou o time do Hornets e garantiu que está saudável e pronto para ajudar os zangões em 2012-13. Só que para nos ajudar, ele precisará fazer melhor do que fez no Arizona. Aliás, muito melhor.

* GAROTO AMBICIOSO: Vejam aqui o que o Anthony Davis andou dizendo nos últimos dias. É disso que eu gosto! Uma ambição que há tempos eu não via lá pelos lados de New Orleans. Pensando desse jeito, parece que o céu é o limite para esse rapaz!

UM MOVIMENTO NECESSÁRIO

Emeka Okafor e Trevor Ariza foram enviados para o Washington Wizards

* Por Lucas Ottoni

Bom, eu sei que isso tem cheiro de semana passada, mas como foi um acontecimento importante para o futuro da franquia, a gente vai falar um pouquinho sobre a troca envolvendo o nosso querido New Orleans Hornets e o Washington Wizards. A minha demora tem uma explicação: eu estive viajando por uns dias e sobrou muito pouco tempo para me dedicar ao BH, então é hora de correr atrás do prejuízo e analisar o que as saídas de Trevor Ariza e Emeka Okafor poderão representar para os zangões. O surpreendente (eu não esperava) comércio entre Hornets e Wizards foi sacramentado na última quarta-feira (20/06) e consiste no seguinte:

– O Wizards recebe: Trevor Ariza + Emeka Okafor

– O Hornets recebe: Rashard Lewis + a 46ª escolha no draft de 2012

Vocês, parceiros que acompanham o Brazilian Hornet há algum tempo, sabem que eu sempre fui a favor de trocarmos o Okafor (Aleluia!). E também sabem que eu nunca considerei o Trevor Ariza um jogador essencial ao elenco do Hornets, embora ele seja um defensor de perímetro dos mais eficientes. Isto posto, eu só posso dizer que a troca foi maravilhosa para a franquia da Louisiana! Quanto ao Wizards, eles receberam dois atletas que certamente irão tornar o time muito melhor defensivamente e com chances de lutar por um lugarzinho entre os Top 8 do Leste. Mas voltemos ao Hornets…

* Veja aqui a retrospectiva de Trevor Ariza em 2011-12

Agora que vocês já sabem que eu gostei demais da troca, vou explicar os motivos do meu entusiasmo. Em primeiro lugar, o Emeka Okafor iria comer U$ 13,5 milhões da folha salarial do Hornets na próxima temporada – e mais U$ 14,5 milhões em 2013-14.  São ganhos altíssimos para um pivô que esteve por 3 anos em New Orleans e nunca mostrou a consistência que dele se esperava. Em segundo lugar, vem o ala Trevor Ariza e o seu salário de U$ 7,3 milhões. Honestamente? Eu não acho que os vencimentos do Ariza sejam tão absurdos assim. No entanto, (repetindo) ele não é um jogador essencial aos zangões, e é muito melhor ceder ele do que uma escolha nº 10 (como se especulava) no comércio com a turma de Washington, concordam? Então, ao realizar essa jogada, o Hornets estaria liberando uma nota preta de sua folha de pagamentos. Calma, eu disse ESTARIA

Rashard Lewis deverá ser dispensado

Sim, chegou o momento de olharmos para o decadente ala Rashard Lewis e o seu absurdo contrato expirante de U$ 23,8 milhões a serem pagos em 2012-13. Um disparate, não é mesmo? Pois bem, ao receber o jogador do Wizards, o Hornets teria de arcar com essa enormidade de dinheiro na próxima temporada. Ah, mas eu disse TERIA… E é aí que entra o detalhe que deixa essa transação ainda melhor para a galera da Louisiana: na NBA, é possível se utilizar de uma prática conhecida pelo nome de Buyout. Ok, mas que diabos é isso? Eu explico: o Buyout acontece quando um jogador e o seu time entram em um acordo para que uma certa quantia do salário dele seja paga de uma vez. Dessa forma, o atleta seria dispensado da equipe sem mais nenhuma obrigação contratual, sacaram? Então, sanada a dúvida, é praticamente certo que deverá rolar um Buyout entre o Hornets e o Lewis. Os zangões se comprometeriam a pagar uma quantia de U$ 13,7 milhões do salário do jogador e o dispensariam até o dia 1º de julho. Com essa economia, a franquia de New Orleans terá uns U$ 10 milhões de dólares a mais disponíveis na folha salarial – além do alívio financeiro com as saídas dos contratos de Okafor e Ariza!

* Clique aqui e veja a atual folha de pagamentos do Hornets

Imaginem só: além de não arcar mais com os pesadíssimos valores da dupla Mek e Trevor, o Hornets pagará ao Lewis “apenas” 13,7 dos U$ 23,8 milhões estipulados em contrato e o dispensará. Isso é uma economia tremenda e abre uma flexibilidade enorme para os zangões “atacarem” o mercado de agentes livres! Foi uma excelente jogada do nosso GM, o Dell Demps. Pois o Hornets não apenas se livrou do contrato horrível do Okafor (sem precisar se desfazer da nossa 10ª escolha para isso), como também economizará uma bela grana e receberá ainda a escolha nº 46 (quem sabe não pinta alguém útil aí?). É impossível não gostar do que foi feito! Na verdade, eu considerei essa troca como um movimento necessário para que a franquia obtenha sucesso nos próximos anos. Pense em se livrar dos contratos ruins e conseguir uma boa flexibilidade na folha salarial para reforçar o elenco. E o mais importante: ter tranquilidade (e dinheiro) para igualar qualquer proposta pelo Eric Gordon na agência livre e mantê-lo em New Orleans.  Quer algo mais necessário que isso?

OBS: Não podemos deixar de agradecer a Trevor Ariza e Emeka Okafor pelos anos de serviços prestados ao New Orleans Hornets. Eu desejo que eles tenham sucesso em Washington e sigam as suas carreiras da melhor forma possível. Boa sorte a ambos!

* PROMESSA É DÍVIDA: Ainda falaremos sobre os jovens que poderão ser agraciados com a 10ª escolha (e agora a 46ª também) no draft de 2012, o aguardado evento que ocorrerá na noite desta quinta-feira (28/06). Até lá o post sai, podem ficar sossegados.

* ALGUMAS SITUAÇÕES: O pivô Chris Kaman se tornará agente livre irrestrito, e o Hornets não deverá reassinar com ele. Já o ala-pivô Carl Landry – que também será agente livre irrestrito – disse que gostaria de permanecer em New Orleans. Mas eu, pessoalmente, não acredito na possibilidade.

* FOX SPORTS NEW ORLEANS: O Hornets acaba de fechar um acordo com o canal a cabo Fox Sports para a transmissão de 75 jogos (número que pode variar) do time na próxima temporada. Pela parceria, a franquia deverá receber cerca de U$ 10 milhões por ano. A ideia é aumentar o número de telespectadores americanos que possam ter acesso aos jogos dos zangões (inclusive, via satélite). Para mais informações, clique aqui.

* HEAT CAMPEÃO: A equipe de Miami conquistou o título da temporada 2011-12 da NBA de forma merecidíssima, diga-se de passagem. Com LeBron James jogando o fino, o Oklahoma City Thunder não deu nem para a saída. Eu confesso que esperava uma série final mais equilibrada. Mas o placar de 4 a 1 indica que o troféu está em muito boas mãos.

* TYLER ZELLER: Você é fã do Hornets? Então, é bom guardar o nome dele…

LEITURAS RECOMENDADAS # 4

Ele ainda não foi escolhido, mas já é parte do nosso noticiário

* Por Lucas Ottoni

A NBA está em clima de decisão – com Miami Heat e Oklahoma City Thunder iniciando a disputa pelo título nesta terça-feira (12/06) -, mas como o BH é um blog feito com todo o carinho e amor (meio gay isso?) para falar sobre o nosso New Orleans Hornets, a gente segue em frente garimpando algumas notícias interessantes que vocês podem ler a respeito dos zangões. Após a vitória da franquia da Louisiana no sorteio para o draft do próximo dia 28 de junho, choveram textos e mais textos sobre um tal de Anthony Davis. Além disso, separamos outras coisinhas (especulações?) que valem destaque. Divirtam-se!

Com a 1ª escolha do draft, Hornets não deve manter Chris Kaman

Zangões poderão negociar a 10ª escolha do draft

Anthony Davis prevê sucesso na NBA: “Céu é o limite”

Família queria Anthony Davis no Charlotte Bobcats

Eric Gordon fala sobre o seu futuro (em inglês)

Hornets vê Okafor como um bom mentor para Davis (em inglês)

– Trevor Ariza e/ou Emeka Okafor podem ser trocados (em inglês)

Anthony Davis já é alvo de comparações (em inglês)

Tom Benson não é um “novato” na NBA (em inglês)

Ok, eu sei que ninguém aqui é obrigado a entender o idioma inglês. É para isso que existe o tradutor do Google. É só jogar o texto nele e passar para o português. Boa leitura!

* DERON WILLIAMS: O espetacular armador do Brooklyn Nets já avisou que poderá se tornar agente livre irrestrito no verão americano que vem aí. E também disse que está atrás de um contrato que justifique a sua qualidade. E então? Quem dá mais? Na minha modesta opinião, ele seria um jogador para resolver de vez as questões do Hornets no setor de armação. Inteligente, técnico, atlético e dono de um arsenal de passes, infiltrações e arremessos certeiros. Além disso, possui boa experiência na NBA, foi 3 vezes All-Star na liga, é campeão olímpico com a seleção americana (2008) e completará apenas 28 anos neste mês de junho. Já o Hornets possui contratos importantes se encerrando (Chris Kaman, Carl Landry e Marco Belinelli) e deverá ter espaço à vontade na folha salarial para tentar a contratação de um atleta do calibre do Deron. E aí? O que vocês acham? Não seria um nome a se pensar? Opinem aí nos comentários…

LEITURAS RECOMENDADAS # 3

Feliz na Louisiana, Monty Williams já planeja o futuro do Hornets

* Por Lucas Ottoni

Já faz um tempinho que o New Orleans Hornets entrou de férias, e as notícias acerca da equipe são cada vez mais escassas. É o famoso período de entressafra dos zangões. No entanto, como eu sou um cara chato e persistente, acabei catando algumas informações interessantes para vocês. Confiram aí:

Los Angeles Clippers teria interesse no técnico Monty Williams

Monty mantém os “pés no chão” em relação ao draft (em inglês)

Hornets segue em busca de novos talentos (em inglês)

Lance Thomas treinará com a seleção olímpica (em inglês)

Hornets participará da NBA Summer League 2012 (em inglês)

Satisfeito em New Orleans, Monty Williams não entra em polêmica sobre a mudança do nome da franquia (em inglês)

Hornets foi o segundo time mais afetado por lesões (em inglês)

Ok, eu sei que ninguém aqui é obrigado a entender o idioma inglês. É para isso que existe o tradutor do Google. É só jogar o texto nele e passar para o português. Boa leitura!

* DRAFT 2012: Ainda falaremos muito sobre isso nas próximas semanas. Sorteio, prospectos, prováveis escolhas, o efeito dessas escolhas sobre a equipe do Hornets, a possibilidade de troca dessas escolhas, etc. Tudo está bem guardadinho na nossa pauta. Aguardem!

* SUGESTÃO: De acordo com o site HoopsWorld, o Philadelphia 76ers estaria disposto a negociar o bom ala Andre Iguodala no próximo verão americano. Eu acredito que ele seria um encaixe bem interessante para o time do Hornets. Temos Jarrett Jack, Trevor Ariza e Emeka Okafor como possíveis moedas de troca. E aí? O que vocês acham? Dá para pensar em algo? Opinem lá nos comentários…

UMA SINA NADA AGRADÁVEL

Tome muito cuidado, Jason Smith! A maré está para contusões!

* Por Lucas Ottoni

Em seu passeio pelo Oeste, o New Orleans Hornets (13-38) encarou mais um back-to-back nos últimos dias e saiu dos jogos com uma vitória e uma derrota. Na quarta-feira (28/03), os zangões não tomaram conhecimento do Golden State Warriors (20-29) e conseguiram um placar de 102 a 87, lá em Oakland. Um dia depois (ontem), o time foi até o Oregon e fez uma partida bastante equilibrada com o Portland Trail Blazers (24-27), mas não resistiu às inúmeras cestas de três pontos anotadas pelos donos da casa e acabou sofrendo um revés de 99 a 93. Tendo em vista que a nossa campanha é muito ruim e que nós não temos possibilidade alguma de sonhar com os playoffs, o que mais chama a atenção nesse momento é a sina que vem acompanhando o Hornets desde que a temporada 2011-12 da NBA se iniciou: as lesões e os desfalques. Eu comentava com alguns parceiros que isso parece epidemia! É impressionante como a equipe de New Orleans sofreu com essas situações ao longo de todo o campeonato! Que o calendário da liga é sacrificante, todo mundo já sabe. Ainda mais quando temos 66 jogos em um espaço curtíssimo de tempo (por causa do locaute). O organismo – mesmo sendo o de um atleta profissional – não aguenta. É muitíssimo extenuante mesmo. Vamos, então, observar a atual condição do nosso prezado elenco:

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Warriors) 

Falar em contusões no Hornets sem começar pelo ala-armador Eric Gordon seria uma tremenda leviandade da minha parte. O cara que chegou na Louisiana para ser o principal jogador do time acabou machucando o joelho direito logo na primeira partida do campeonato e participou de apenas mais um jogo, antes de ser afastado para passar por uma intervenção cirúrgica no local. Aliás, surgiu a notícia de que ele está muito próximo de retornar às quadras. Pena que agora seja tarde demais, né? Outro que está há bastante tempo parado é o pivô Emeka Okafor. Ele sofreu uma lesão no joelho esquerdo na semana anterior ao All-Star Weekend 2012 – isto é, lá em meados de fevereiro – e segue sem previsão para retornar. O ala Trevor Ariza também tem problemas físicos. Ele sente dores no tornozelo direito e não vem participando dos últimos jogos da equipe. E já não é a primeira vez na temporada que Ariza desfalca o time por causa de lesão. Só nesse parágrafo já observamos três jogadores fundamentais para os zangões. E você acha que é tudo? Nada disso. Desgraça pouca é bobagem…

Carl Landry: ileso contra o Warriors

Vamos aos grandalhões agora? Ok. O pivô germânico Chris Kaman perdeu alguns jogos por ter sido afastado do elenco, em uma tentativa frustrada da franquia de negociá-lo. Depois voltou e passou a jogar muito bem, mas agora está sofrendo com uma forte gripe que o impossibilitou de participar dos últimos duelos dos zangões. Já o ala-pivô Jason Smith ficou mais de 1 mês parado por causa de uma concussão e só retornou no último dia 17. Outro ala-pivô nosso, o Carl Landry, que lesionou o joelho esquerdo no dia 04 de fevereiro, voltou à equipe apenas no último sábado. Querem outro ala-pivô? Pois não. O mexicano Gustavo Ayon está desfalcando os zangões nesse momento, embora seja por um bom motivo. O primeiro filho dele está para nascer. Que venha com muita saúde! Mas eu lembro que o Ayon também chegou a perder uns joguinhos por conta de lesão. Pensa que acabou? Então, olha só o parágrafo aí embaixo…

No jogo de ontem, contra o Portland Trail Blazers, o nosso técnico Monty Williams teve apenas 8 jogadores à disposição! O desfalque da vez foi o armador Jarrett Jack, que torceu o tornozelo direito na noite anterior, diante do Warriors. Que sina! E também não é a primeira ocasião em que o Jack se ausenta da equipe por conta de lesões.  É difícil resistir a tantas situações adversas. E olha que eu nem falei sobre as suspensões sofridas pelo mesmo JJ e pelo Jason Smith (não me recordo de outras). Eu tenho certeza que o Monty Williams ainda não conseguiu escalar o seu quinteto ideal em jogo nenhum dessa temporada. Pois não há treinador (e torcedor!) que resista a tantas intempéries. Essa “epidemia”, é claro, também explica muito bem a nossa campanha ruim.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Blazers)

Para terminar este post, eu tenho que parabenizar os senhores Greivis Vasquez, Marco Belinelli e Al-Farouq Aminu. Os três foram participantes assíduos dos nossos jogos. Tiveram uma frequência excelente ao longo do campeonato e não deixaram o tio Monty na mão – bom, pelo menos até agora. Eu, honestamente, não me lembro de alguma partida em que um dos três estivesse ausente. Quem se lembrar, favor escrever lá embaixo, nos comentários. Sobre os jogos contra Warriors e Blazers, não há muito o que falar. Nós tivemos boas atuações, sobretudo em Oakland, onde conseguimos uma grande vitória (102 a 87). E a derrota em Portland (99 a 93) aconteceu apenas no fim, como de praxe. O duelo foi equilibradíssimo, mesmo com os nossos inúmeros desfalques. Ah, e que fase a do Belinelli, hein! O italiano vem jogando o fino! Ele anotou 22 pontos contra o Warriors, e 27 diante do Blazers! Até que enfim!

OBS: Eu quase ia me esquecendo do ala-armador Xavier Henry, que chegou ao Hornets já lesionado e perdeu vários jogos antes de estar totalmente à disposição do técnico Monty Williams. É ou não é “epidemia”?

No vídeo abaixo, os highlights de Hornets @ Warriors:


* MAIS UM BACK-TO-BACK: Amanhã à tarde (16h30m de Brasília), o New Orleans Hornets estará no Staples Center, para o duelo contra o Los Angeles Lakers. Um dia depois, no domingo, os zangões terão pela frente o Suns, lá em Phoenix, encerrando a excursão pelo Oeste. A bola subirá às 22h (de Brasília). O Brazilian Hornet não deve acompanhar os jogos pelo Twitter. Fim de semana é complicado, vocês entendem, né?

* FIQUE DE OLHO: Neste fim de semana, vai rolar o NCAA Final Four, lá em New Orleans. É uma bela oportunidade para acompanharmos futuros talentos que poderão estar vestindo a camiseta do Hornets na próxima temporada. Amanhã, a partir das 19h (de Brasília), irão acontecer as duas semifinais (Kentucky vs Louisville e Ohio State vs Kansas). Os vencedores decidirão o título universitário na próxima segunda-feira (02/04). No Brasil, os canais ESPN e BandSports devem transmitir os duelos.

* O FIM DOS ZANGÕES?: Um texto do jornalista Ian Thomsen, do site Sports Illustrated, aponta para a possibilidade de a franquia de New Orleans trocar o nome “HORNETS” por um outro que tenha mais relação com a cidade. Principalmente após a chegada de um novo proprietário, o que estaria em vias de acontecer. Caso isso realmente se concretize, a equipe de Charlotte – o Bobcats – teria o caminho aberto para se transformar novamente no Charlotte Hornets, nome original da franquia da Carolina do Norte. Querem saber o que eu acho? Prefiro não comentar, a não ser que isso se torne realidade. Eu só sei de uma coisa: eu sou torcedor do HORNETS. Esteja o time onde estiver.