FATO OU MERA COINCIDÊNCIA?

Sem Anthony Davis por perto, o Robin Lopez quase tomou um “tocaço” do Lin

* Por Lucas Ottoni

O feriado acabou, mas nós voltaremos até a última sexta-feira (12/10) para falarmos sobre a primeira derrota do New Orleans Hornets na pré-temporada 2012 da NBA. Os zangões foram ao Texas e realizaram uma partida repleta de erros. Resultado: vitória do Houston Rockets de Jeremy Lin, por 95 a 75. Essa diferença de 20 pontos no placar pode ser fruto do péssimo 2º tempo apresentado pelo time da Louisiana, como também pode indicar o quão ruim nós fomos nos arremessos de quadra. Anotem e pasmem: 28-83 em FG, um aproveitamento canhestro de apenas 33.7%. Querem saber como os atletas do Hornets se saíram nos “chutes” de três pontos? Pois não: 8-30 (26.7%). Tais números falam por si só, e eu poderia terminar o post por aqui. Afinal, todos já entenderam que a derrota lá em Houston não aconteceu por obra do acaso. Contudo, é necessário salientar que o Hornets atuou sem um dos principais responsáveis pela (até então) campanha invicta da equipe – agora nós somos 3-1. O nome dele está logo aí, no parágrafo abaixo…

Anthony Davis, o nosso talentoso “monocelha”. Ele sentiu um incômodo na região da virilha e acabou poupado pelo técnico Monty Williams. Mas vamos fazer o seguinte? Deixemos o Davis para o fim do post, ok? Eu quero falar rapidamente sobre o duelo com o Rockets e a tunda que levamos:

Brian Roberts ficou entre os reservas

Diferentemente do que havia acontecido diante do Charlotte Bobcats (aqui e aqui), dessa vez o jogo do New Orleans Hornets foi transmitido. Satisfeito, eu logo reparei no nosso quinteto inicial, mais uma vez modificado pelo “coach” Monty Williams: Austin Rivers, Greivis Vasquez, Al-Farouq Aminu, Ryan Anderson e Robin Lopez. O filho do Doc começou a partida como PG, e o Vasquez passou para a posição 2. Aminu manteve-se na ala, com o Anderson substituindo o Anthony Davis no garrafão e fazendo dupla com o Lopez. Os zangões até que não foram tão mal e perderam o 1º quarto por apenas 4 pontinhos (20 a 24). No 2º período, os reservas entraram e mantiveram o nível. Sendo assim, o Rockets foi para o intevalo vencendo por 48 a 41. E é agora que começam os problemas…

O Hornets voltou muitíssimo mal para o 3º quarto, errando demais no ataque e permitindo pontos fáceis ao time texano. As mexidas do técnico Monty Williams não deram certo, o armador reserva Brian Roberts não brilhou dessa vez, e os zangões anotaram apenas 10 pontos e sofreram 22. Com isso, o Rockets entrou no período derradeiro vencendo por 70 a 51 e só teve o trabalho de administrar o resultado. O cestinha da contenda foi o ala-armador Kevin Martin, da equipe de Houston, com 17 pontos. Do nosso lado, o ala Al-Farouq Aminu foi o destaque: 15 pontos e 5 rebotes, em 30 minutos. O pivô Robin Lopez, com 11 pontos e 8 rebotes, também apareceu razoavelmente bem. Já o restante do time foi horrível nos arremessos de quadra. Não dá para citar mais ninguém. O Jeremy Lin? Ok, 9 pontos e 7 assistências (em 23 minutos) para o armador do Rockets. Apenas razoável.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida

Anthony Davis não jogou

Agora sim, vamos voltar a falar sobre o Anthony Davis. Bem, nos três jogos em que participou, o jovem e talentoso ala-pivô obteve 14.0 ppg e 8.7 rpg atuando 27.6 minutos (em média). São ótimos números, principalmente se levarmos em conta que o time de New Orleans venceu todas as três partidas. Você, que costuma ler o Brazilian Hornet, sabe que eu não tenho por hábito valorizar resultados de jogos da pré-temporada, é verdade. Só que a comparação se torna inevitável, não tem jeito. Foi só o Davis não jogar, que o Hornets levou uma sova – errando muito no ataque e batendo cabeça na defesa (tomamos vários pontos bobos, alguns em jogadas de contragolpe). Ah, mas é preciso deixar bem claro que eu não estou querendo colocar nas costas desse rapaz de 19 anos a responsabilidade pelo nosso sucesso (ou não) no campeonato que se avizinha. Eu apenas apresento um fato e um questionamento: “ele não jogou; o time perdeu feio. Mas e se ele tivesse jogado?” Pois é, a derrota para o Rockets me afundou em dúvidas (eu disse dúvidas, e não dívidas). Será que o Anthony Davis já faz tanta falta assim? Ou tudo o que aconteceu no Texas não passa de mera coincidência? Aguardo os comentários de vocês.

No vídeo abaixo, os highlights da derrota do Hornets:

OBS: O armador – filho de brasileiros – Scott Machado, do Rockets, jogou apenas 6 minutos e distribuiu 5 assistências contra o Hornets! Só como comparação, o nosso melhor passador no jogo foi o Greivis Vasquez, que teve as mesmas 5 assistências que o Machado, mas passou muito mais tempo em quadra: 30 minutos.

* ERIC GORDON: De acordo com o técnico Monty Williams, o Hornets segue apostando no habilidoso (e polêmico) ala-armador para ser o líder do time dentro de quadra. Só resta saber se é isso o que o atleta deseja. Sinceramente? Eu já nem sei mais o que pensar.

* OUTROS DESFALQUES: O ala-pivô Jason Smith (dores nas costas) e o ala-armador Xavier Henry (joelho direito) não atuaram nas últimas três partidas do Hornets na pré-temporada. Smith deverá reaparecer nesta quinta-feira (18/10), contra o Atlanta Hawks, mas Henry ainda não tem previsão de retorno. Boa recuperação a ambos.

* AVISO: Alguns torcedores de outras equipes têm aparecido aqui no BH e deixado comentários, o que é muito bacana. O problema é que nem todos se apresentam com boas intenções. Portanto, eu informo aos que comentam no intuito de participar, debater ou até mesmo criticar (desde que com o respeito que nós, fãs do Hornets, merecemos), que a visita de vocês é extremamente bem-vinda e nos enche de alegria. Já a galerinha que vem para tumultuar não terá os comentários publicados no blog. Portanto, nem tentem. Obrigado.

E O FILME SE REPETE…

Anthony Davis vestiu o uniforme Away dos zangões

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Adivinhem só? Ontem à noite, o New Orleans Hornets bateu novamente o Charlotte  Bobcats e segue invicto na pré-temporada 2012 da NBA. Com a suada vitória por 90 a 87, lá no North Charleston Coliseum, em Charleston, os zangões somam agora 3 triunfos em 3 jogos. E adivinhem só? Pois é, como havíamos alertado no post anterior, a partida diante do Cats novamente foi ignorada pelas câmeras da “dona” NBA. É isso mesmo. Novo duelo contra o time de Charlotte; nova ausência de imagens em vídeo. Quem tentou assistir ao jogo na NBA TV, por exemplo, recebeu o singelo recado: “Preseason Game Not Televised” (jogo de pré-temporada não televisionado). Século XXI, pessoal! Sem comentários…

Brian Roberts: cestinha outra vez

Infelizmente, não dá para falar sobre a partida ou destacar alguma evolução no nosso time, já que é impossível analisar aquilo que não se viu (embora muitos jornalistas sejam mestres nessa prática). Então, vamos ter de recorrer novamente ao nosso amigo Box Score, que jeito? Através dele, uma coisa interessante já pôde ser percebida. Sim, o treinador Monty Williams resolveu começar a contenda com o Brian Roberts armando a equipe no lugar do Greivis Vasquez (que, aliás, jogou apenas 15 minutos). O restante dos titulares é o mesmo que já vinha atuando nos duelos anteriores. Roberts, Rivers, Aminu, Davis e Lopez. Esse foi o quinteto inicial que nos rendeu um primeiro quarto animador: 23 a 7. Só que o Bobcats reagiu, e o jogo parecia bastante equilibrado até o último período, quando então os zangões novamente dispararam no placar, com um 36 a 23 que nos rendeu a vitória.

* Confira aqui o Box Score (sem vídeos) da partida

Voltando a falar no Brian Roberts, os números de ontem indicam que ele foi novamente muito bem (a exemplo do que havia ocorrido no último domingo, contra o Orlando Magic). O armador “achado” no basquete alemão anotou 16 pontos (cestinha) e distribuiu 8 assistências, em 29 minutos diante do Cats. Outro atleta com algo a mostrar foi o ala-pivô Anthony Davis (alguma novidade?): 12 pontos e 9 rebotes. Ryan Anderson e Lance Thomas, ambos com 14 pontos, também contribuíram para a nossa vitória. Do lado oposto, o ala-armador Ben Gordon e o ala-pivô Byron Mullens apareceram com 15 pontinhos cada um. E é isso. Eu gostaria de seguir falando sobre o jogo, mas não tenho subsídios – leia-se imagens em vídeo – para empreender tal façanha (clique aqui e boa sorte). A “dona” NBA não colaborou e deixou os fãs de Hornets e Bobcats chupando o dedo. Uma vez mais.

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* HORNETS @ ROCKETS: Joguinho ontem; joguinho hoje. É exatamente isso. O Hornets estará de volta à quadra logo mais, lá em Houston, para realizar a sua quarta partida na pré-temporada. Um back-to-back, meus amigos. A bola está prevista para subir às 21h (de Brasília). O Jeremy Lin que se cuide, pois o Davis vem aí!

* O QUE FALTA…: Confiram – no quadrinho abaixo – os jogos que restam para o fim da pré-temporada dos zangões (horários de Brasília):

Outubro Rival Hora
Sex 12 Houston 21:00
Qui 18 Atlanta 20:30
Seg 22 Dallas 21:30
Qua 24 vs Houston 21:00
Sex 26 Miami 21:00

* VOLTAREMOS NA SEGUNDA (15/10): Bom feriado a todos!

BEM LONGE DO IDEAL

O pivô Robin Lopez teve uma estreia modesta na vitória do Hornets sobre o Magic

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Há poucas horas, o New Orleans Hornets estreou na pré-temporada de 2012 da NBA. O embate foi com o Orlando Magic, lá na Cidade do México. Quem não assistiu ao jogo e leu o título deste post deve estar pensando que tomamos uma “traulitada” daquelas, não é mesmo? Negativo. O Hornets venceu o duelo: 85 a 80. Estrear com vitória é sempre bom, mas o mais importante foi a constatação de que o nosso time ainda está bem longe do ideal e que precisará trabalhar bastante para acertar os ponteiros antes do grande campeonato que se avizinha. Mas vamos agora falar sobre o jogo, e aí vocês verão aonde eu quero chegar…

A Arena da Cidade do México recebeu um grande público (18.133 presentes) para o amistoso entre Hornets e Magic. A maioria esmagadora, claro, estava apoiando a turma de Orlando, novo time do mexicano (e nosso ex-ala-pivô) Gustavo Ayon. Mas esse foi o menor dos problemas do técnico Monty Williams. Assim que a bola subiu, o Magic fez rapidamente 10 a 0 no placar. Com uma equipe totalmente reformulada (e sem Eric Gordon, poupado), o Hornets sofreu com a falta de entrosamento e errou demais no primeiro período. Os zangões iniciaram com: Greivis Vasquez, Austin Rivers, Al-Farouq Aminu, Anthony Davis e Robin Lopez. O que se via em solo mexicano era a indecisão da dupla Vasquez e Rivers, que parecia não saber quem armava o jogo e quem abria para o “chute”, um Aminu burocrático (que logo deu lugar a um Ryan Anderson que amassou o aro, 1-11 em FG!) e um Lopez errando tudo o que tentava. Anthony Davis? Sim, o Top 1 do draft de 2012 finalmente estreou com a camiseta do Hornets e sentiu dificuldades, sobretudo no ataque. Do outro lado, o Magic contava com um quinteto que já se conhece há um bom tempo (Nelson, Redick, Turkoglu…), e isso fez toda a diferença ao longo do duelo. Jogando mal, os zangões foram para o intervalo 15 pontos atrás do rival da Florida (31 a 46).

Brian Roberts foi o “cara” dos zangões

Vale destacar que a vantagem do Magic chegou a 21 pontos de diferença, e tudo parecia estar perdido para o Hornets. No entanto, após um tempo técnico pedido pelo treinador Monty Williams, o time da Louisiana melhorou a defesa e passou a organizar melhor as suas jogadas de ataque na segunda metade do jogo. Reagindo no momento certo, os zangões foram para o último quarto “apenas” 12 pontinhos atrás do adversário. E como em jogo de pré-temporada o resultado final é o que menos interessa, os técnicos de ambas as equipes resolveram colocar os seus reservas para assumirem a responsabilidade na hora “H”, nos minutos derradeiros. E foi logo aí que brilhou a estrela do armador Brian Roberts (lembra dele?), que comandou a virada dos zangões anotando 17 pontos (cestinha da partida, 3-4 em bolas de três pontos), com 4 assistências, 4 rebotes e 2 roubos, em 27 minutos. Enfim, a grande reação do New Orleans Hornets é digna de aplausos, mas as dificuldades que o time apresentou ficaram evidenciadas lá no México.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida

* Clique aqui e veja outras fotos de Hornets vs Magic

Além da juventude e da falta de entrosamento dos jogadores (foram 9 os que atuaram com a camiseta do Hornets pela primeira vez), alguns equívocos frequentes que o time já vinha apresentando no passado retornaram como fantasmas para atormentar o técnico Monty Williams: inúmeros arremessos forçados, baixo aproveitamento na linha de lances livres (61.8% contra 78.6% do Magic) e desperdícios infantis da posse de bola. Individualmente, alguns jogadores renderam abaixo do que podem, o que também indica que um longo trabalho precisa ser feito para que todo o elenco atinja o nível desejado. Estrear com a vitória no México foi agradável, mas ficou no ar a sensação de que o Hornets ainda tem muito a melhorar antes do início da temporada 2012-13. Manos a la obra, Sr. Monty!

No vídeo abaixo, os highlights da vitória do Hornets:

OBS 1O Anthony Davis é tão bom, mas tão bom, que mesmo sem brilhar e jogando apenas 23 minutos, ele quase conseguiu um duplo-duplo em sua estreia pelo Hornets: foram 8 pontos, 8 rebotes e 2 bloqueios contra o Magic. E isso é só o começo…

Anthony Davis ficou perto de obter um duplo-duplo no México

OBS 2: Se o Brian Roberts mantiver esse nível atual ao longo da temporada, ele poderá se tornar um dos maiores achados da NBA nos últimos anos. Eu posso estar me apressando demais, eu sei. Mas o que ele nos mostrou hoje – e também na Summer League de Las Vegas – só me dá motivos para estar bastante otimista. Ponto para o GM Dell Demps!

* HORNETS VS BOBCATS: Nesta terça-feira (09/10), o Hornets voltará à quadra para a sua segunda partida na pré-temporada. Os zangões vão encarar o Charlotte Bobcats, na New Orleans Arena, a partir das 21h (de Brasília).

* VASQUEZ EM ALTA: Lembram da nossa última enquete? O BH perguntou qual foi o melhor comércio realizado pelo GM Dell Demps no Hornets, e a resposta vencedora (até o momento) foi “Quincy Pondexter por Greivis Vasquez (2011)”, que obteve 28 votos (36.84%) de um total de 76. Na segunda colocação, com 16 votos (21.05%), ficou a opção “Gustavo Ayon por Ryan Anderson – sign and trade (2012)”. Clique aqui e confira os demais resultados (e vote também, se quiser! A enquete segue aberta).

* FUNDO NOVO: Conforme havíamos postado no nosso Twitter, tiramos do blog aquela “parte” do “finado” Chris Paul e resolvemos prestigiar os nossos calouros Austin Rivers e Anthony Davis. Agora sim, o BH está mais com cara de Hornets versão 2012-13, concordam?

E O TRABALHO CONTINUA!

Monty Williams segue firme e forte no comando do New Orleans Hornets

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Eu sei que estamos chegando em época de eleições, e o título deste post parece slogan de campanha política. No entanto, eu não quero enojar ninguém falando sobre os engravatados que tanto envergonham a nação. É óbvio que este título nos remete a uma coisa boa. Aliás, muito boa! Se você não sabe, o New Orleans Hornets acertou a extensão do contrato do técnico Monty Williams até 2016. O acordo de mais 4 temporadas (valores não revelados) foi anunciado na manhã do último domingo (19/08) e é motivo de celebração para quem torce pela franquia da Louisiana. Calma, eu vou justificar o porquê do meu entusiasmo. Vamos voltar um pouquinho no tempo…

Desde que chegou no Hornets, em junho de 2010, o Monty implantou uma filosofia defensiva que deu muito certo e levou a equipe aos playoffs em sua primeira temporada como treinador principal na NBA. Em 2011-12, após perder os astros Chris Paul e David West, ele iniciou um complicadíssimo processo de reconstrução do elenco e conseguiu incutir nos jovens atletas uma mentalidade competitiva. Mesmo devastado por lesões, o Hornets foi um time que jogou duro todas as noites, vendeu caro as derrotas e perdeu a maioria dos seus jogos nos minutos finais, seja por falta de talento, seja por inexperiência. O Monty Williams mostrou ser o tipo de técnico que o grupo de jogadores gosta e respeita. É sério, franco, trabalhador e sempre procura tirar o melhor dos seus comandados. Ah, e exige aplicação defensiva, disso ele não abre mão. O fato é que o trabalho do Monty nesses dois anos em New Orleans foi excelente, e a extensão do seu contrato pela franquia foi mais que merecida (e necessária). Após sacramentado o acordo, o nosso técnico não escondeu a felicidade por ter garantido um longo tempo no comando dos zangões. Vejam o que ele disse:

Eu sou abençoado porque faço o que amo e ainda recebo por isso. Trabalho em uma cidade que me apoia de norte a sul. Estou consciente do trabalho que nos aguarda e ansioso para fazer a comunidade de New Orleans orgulhosa do Hornets. Obviamente, eu quero começar da mesma maneira que eu fiz quando cheguei aqui“.

Técnico chegou no Hornets em 2010

Tais palavras demonstram humildade e sinceridade naquilo que ele faz e acredita. Não apenas o espetacular trabalho, mas também a postura do Monty Williams o torna um cara querido pelos jogadores, dirigentes e fãs do Hornets. O nosso comandante tem somente 40 anos de idade,  e eu não tenho dúvidas em afirmar que ele é o treinador mais promissor da NBA na atualidade. À frente da equipe dos zangões, o grande Monty acumula 67 vitórias e 81 derrotas em partidas de temporada regular (são 45.3% de aproveitamento), com registros de 46-36 em 2010-11 (perdendo para o Los Angeles Lakers, por 4 a 2, na primeira fase dos playoffs) e 21-45 em 2011-12. Os números acima ainda não retratam a excepcional atuação do nosso técnico nesses dois anos. Mas nada que o talento de um Eric Gordon ou de um Anthony Davis não possa ajudar.

* Clique aqui e saiba mais sobre o técnico Monty Williams

E veja também o vídeo com o nosso treinador…

Será que teremos em Monty Williams algo parecido com o que foi Jerry Sloan no Utah Jazz (23 anos como técnico) ou Sir Alex Ferguson no Manchester United (prestes a completar 26 anos no comando)? Eu torço muito para isso…

BOA SORTE, MONTY! E SUCESSO NESSA CAMINHADA!

* BRIAN ROBERTS: Vocês lembram que eu o citei aqui como um dos desconhecidos do Hornets que se destacaram na Summer League de Las Vegas? Pois é, ele acabou de assinar contrato com a franquia da Louisiana (valores e período não divulgados) e irá integrar o elenco dos zangões na próxima temporada. Armador americano que estava jogando no basquete alemão, o Roberts recebeu a grande chance de sua carreira. Tem que agarrar e aproveitar!

* Experiência olímpica aumenta confiança de Anthony Davis

* NO BH: O link com o calendário do Hornets para 2012-13 (inclusive com os jogos de pré-temporada) já está no ícone à direita da nossa página. É só clicar na imagem das três folhas com as datas, que aparece acima de “Autor do Blog:”. Confiram lá!

AS LIÇÕES DA SUMMER LEAGUE

O ala-pivô Lance Thomas foi o destaque do Hornets em Las Vegas

* Por Lucas Ottoni

A Summer League de Las Vegas 2012 acabou no último domingo (22/07), e os fãs do New Orleans Hornets (1-4) definitivamente não têm muitos motivos para celebração. Sob o comando do auxiliar técnico James Borrego (lá vem o sobrenome esquisito!), a jovem equipe dos zangões jogou cinco partidas e venceu apenas uma. Mas isso não é o pior. Como nós havíamos comentado no post anterior, resultado de jogo em Summer League não merece grande importância, pois o principal é a avaliação individual da molecada. E foi justamente aí que o negócio não foi nada legal. A verdade é que o Hornets montou um time bem fraquinho para essa Summer League, e a ausência do astro da companhia, o ala-pivô Anthony Davis, também foi muito sentida. Davis irá disputar os Jogos Olímpicos com a seleção americana, e será o segundo representante do Hornets em Londres (o outro é o ala Al-Farouq Aminu, da Nigéria), mas isso já é uma outra história. Voltando ao torneio de verão em Las Vegas, os nossos resultados foram os seguintes:

Dia e hora (de Brasília)

Jogo

Resultado

15 de julho, às 23h30m

vs Portland Trail Blazers

82 – 85 (derrota)

16 de julho, às 23h30m

vs Milwaukee Bucks

68 – 76 (derrota)

18 de julho, às 21h30m

vs Phoenix Suns

78 – 61 (vitória)

20 de julho, às 23h30m

vs Dallas Mavericks

 65  78 (derrota)

21 de julho, às 19h30m

vs Golden State Warriors

 72  80 (derrota)

Chato, né? Afinal, ninguém gosta de perder. Mas o objetivo aqui não é analisar tais jogos, e sim os desempenhos dos nossos principais jovens nesses jogos – já projetando o que eles vão precisar fazer para ajudarem a equipe quando a temporada realmente começar para valer. Então, a partir de agora, nós vamos falar sobre alguns nomes do Hornets no torneio de verão e discutir as atuações individuais dessa turma, correto? Aliás, no post anterior, eu já tinha colocado quais eram os jogadores mais importantes do jovem elenco, vocês lembram? Aqui está o trecho que mostra isso:

Como os resultados não são o mais importante aqui, nós vamos direcionar a atenção aos nossos principais jogadores que estão participando do torneio. São eles: Austin Rivers e Darius Miller, recém-escolhidos pela franquia da Louisiana no último draft, e Jerome DysonXavier Henry e Lance Thomas, que fizeram parte do elenco dos zangões na última temporada.

Além dos cinco, há mais dois jogadores que merecem menção neste post. São eles: Brian Roberts e Denzel Bowles. Sem mais delongas, vamos começar a analisar cada um dos mancebos nessa Summer League e entender por que o desempenho, no geral, não foi dos melhores:

– Austin Rivers: O jovem ala-armador é uma das grandes apostas do Hornets para os próximos anos. Contudo, os primeiros jogos na Summer League não foram nada fáceis para o rapaz. Como a ideia do técnico Monty Williams é transformá-lo em PG (já falamos sobre isso), o filho do Doc está tendo que se adaptar a uma posição nova, com funções diferentes para ele – armar o jogo e envolver os companheiros, e não apenas pontuar. Dessa forma, ficou nítida a dificuldade do Austin em carregar o piano como armador nas duas partidas em que atuou (contra Blazers e Bucks) – ele, aliás, machucou o tornozelo diante do time de Milwaukee e acabou poupado do restante do torneio. O garoto tem apenas 19 anos, está aprendendo a jogar como PG, e vai levar algum tempo até que possa render – na posição – tudo o que se espera dele. Nessa fase de aprendizado, ele cometeu alguns turnovers, forçou muitos arremessos (errando a grande maioria deles) e se complicou na defesa. Mas como o Austin é talentoso, a tendência é que evolua com o passar do tempo e esteja mais seguro para atuar como PG do Hornets. As suas médias na Summer League (duas partidas) foram bem modestas: 10.0 ppg, 3.5 apg e 2.5 rpg, em 32 minutos. Vamos combinar? Como armador, ele não mandou bem e precisa trabalhar muito duro para vir a ocupar um papel importante no elenco dos zangões.

– Darius Miller: Uma Summer League burocrática, é o que se pode dizer a respeito do jovem ala de 22 anos dos zangões. É um rapaz forte e atlético, que apresentou disposição defensiva, mas foi bastante inconsistente e “se escondeu” do jogo em vários momentos. Faltou intensidade, sobretudo em termos ofensivos. Pessoalmente, eu esperava um pouco mais do Darius Miller, só que ele nem de longe lembrou aquele jogador dedicado e participativo dos tempos de Kentucky. As suas médias na liga de verão foram absolutamente pífias: 4.4 ppg, 2.4 rpg e 0.4 apg, em 18 minutos. Bem discreto, não acham? Pois é, o Miller precisa se envolver mais nos jogos e igualmente trabalhar muito duro, caso queira o mínimo de espaço na equipe do Hornets para 2012-13.

– Jerome Dyson: Não há muito o que falar. Ele sai do banco, joga um pouquinho, comete erros e volta para o banco. O Dyson atuou – até de forma razoável – pelo Hornets no fim da última temporada e acabou ganhando essa oportunidade de mostrar serviço na Summer League de 2012. No entanto, o armador não entusiasmou muito e começa a ver um novo contrato com os zangões ficar cada vez mais distante. Após duas apresentações fraquíssimas (contra Blazers e Bucks), ele até que foi bem na vitória sobre o Suns (anotou 13 pontinhos e pegou 7 rebotes), mas voltou a decepcionar nas partidas derradeiras (diante de Mavericks e Warriors). As suas médias na liga de verão também não foram nada legais: 4.6 ppg, 2.6 rpg e 0.6 apg, em 14 minutos. Diante de tal panorama, fica difícil acreditar que o armador de 25 anos marcará presença em New Orleans na próxima temporada.

– Xavier Henry: Frustração? Talvez. O jovem ala-armador já vai para o seu terceiro ano na NBA, mas continua com o mesmo joguinho de sempre e uma dificuldade absurda para evoluir. Honestamente? Eu esperava que o Henry fosse ser o comandante da equipe do Hornets nessa Summer League, mais até do que o próprio Austin Rivers. Entretanto, o que se vê é o oposto. Algumas boas jogadas aqui, outros erros infantis ali, arremessos sem muito critério, e só. Onde estão os sinais de melhora em seu jogo? Eu vejo muito pouco. O Henry tem apenas 21 anos, mas vai chegar uma hora em que esse papo de “é jovem demais” não vai colar. Repito: ele já vai para a sua terceira temporada na NBA. Se serve de consolo, o rapaz fez um jogo de 21 pontos (contra o Warriors) nessa liga de verão e se saiu melhor do que os recém-selecionados Rivers e Miller (o que não quer dizer grande coisa). As suas médias foram as seguintes: 12.2 ppg, 4.8 rpg e 2.2 apg, em 29 minutos. Um desastre? Até que não. Mas ficou novamente no ar a sensação de que o Henry (leiam mais sobre ele) perdeu outra excelente oportunidade de fazer o seu jogo desabrochar.

– Lance Thomas: Aí está o MVP (Most Valuable Player) do Hornets na Summer League de Las Vegas 2012. Por mais incrível que possa parecer, o ala-pivô de 24 anos foi o grande comandante dos jovens zangões nas cinco partidas da liga de verão. Foi muito interessante acompanhar o desempenho do bravo Thomas dentro de quadra e constatar as melhoras substanciais (!) que ele apresentou em seu jogo, sobretudo no ataque. Ótimos arremessos de média distância (!), eficiência embaixo da cesta (onde ele conseguiu pontuar bem) e uma movimentação que incomodou as defesas adversárias. Além disso, ele também conseguiu pegar muitos rebotes, algo que sempre agrada. O cara obteve médias de 14.0 ppg e 7.2 rpg, e acertou nada menos que 93.3% de seus arremessos na linha de lances livres (28-30). Uma insanidade! Pode-se dizer que o Thomas fez um belo trabalho e deixou encaminhada a sua situação. Eu acho que o Hornets vai mantê-lo no grupo para 2012-13. No entanto, há uma diferença enorme entre Summer League e os grandes jogos da temporada regular. No último ano, o Thomas mostrou limitações e não entusiasmou com o uniforme do Hornets (leiam mais sobre o atleta). Mas ele é um rapaz trabalhador, que aproveitou bem o torneio de verão e fez por merecer uma nova chance na Louisiana.

Os highlights da única vitória do Hornets na Summer League:

* Clique aqui e saiba mais sobre a Summer League de Las Vegas 2012

Agora que analisamos os cinco principais jogadores do nosso jovem elenco, vale destacar dois sujeitos desconhecidos que vieram de fora dos EUA e chamaram a atenção ao longo da Summer League:

– Brian Roberts: Ele é um armador de 26 anos que estava jogando na liga germânica (vídeo), após passagem pelo basquete de Israel. Revelado pela Universidade de Dayton (Ohio, EUA), Roberts esteve com o New Orleans Hornets nessa Summer League de Las Vegas e acabou se tornando o PG mais consistente da nossa equipe (principalmente após a lesão de Austin Rivers). O carinha apresentou uma boa mecânica de arremesso, facilidade para pontuar e também alguns passes bem legaizinhos. O problema é o físico franzino, algo que sempre compromete em uma liga forte como a NBA. Conseguiu médias de 13.8 ppg e 2.2 apg, manteve uma regularidade ao longo dos cinco jogos e deixou uma boa impressão. Tem tudo para ganhar a vaga de Jerome Dyson e compor o banco de reservas dos zangões em 2012-13. Quem sabe?

– Denzel Bowles: Apesar dos 23 anos, esse ala-pivô gordinho já possui alguma rodagem na carreira. Produto da James Madison University (Virginia, EUA), o cara chegou a jogar no basquete lituano e também nas Filipinas, e é mais um a sonhar com um contrato na NBA (vídeo). Convidado pelo Hornets a integrar o time na Summer League de Las Vegas, Bowles impressionou logo em sua primeira partida: foram 18 pontos e 12 rebotes diante do Portland Trail Blazers. Após a estreia impactante, ele caiu um pouco de rendimento, mas mostrou que sabe apanhar rebotes e distribuir alguns bloqueios. Terminou a competição com médias de 7.2 ppg e 6.6 rpg. É um nome a ser observado (pelo menos, para participar dos treinos de pré-temporada).

Após todas as análises feitas acima, algumas lições tiradas em Las Vegas ficaram bem nítidas, e eu vou descrevê-las aqui:

1) Os nossos recém-escolhidos (Austin Rivers e Darius Miller) são inexperientes e precisam trabalhar muito duro. Austin terá um longo caminho até se tornar um PG confiável, e Darius precisa ser mais participativo em quadra, caso queira um espaço no elenco do Hornets.

2) O processo de evolução do jovem Xavier Henry continua bem devagar, devagarinho. Eu, se fosse ele, trabalharia demais nas férias. Treinaria de forma exaustiva, a fim de mostrar algum upgrade na pré-temporada.

3) Treinar forte e ser um cara aplicado e trabalhador vale muito a pena. O Lance Thomas deixou claro que pretende permanecer na NBA, e demonstrou isso no melhor lugar possível: em quadra.

4) Alguns jogadores pouco conhecidos podem ser bem úteis, caso recebam uma chance. Brian Roberts mostrou muito mais serviço do que Jerome Dyson, e o gordinho Denzel Bowles também fez um bom trabalho.

5) O Anthony Davis faz uma falta danada!

Enfim, a Summer League de 2012 pode ter sido um pouquinho cruel com o Hornets, mas é nas dificuldades e derrotas que se cresce e aprende, não é verdade? Independentemente dos resultados dos jogos, a experiência em Las Vegas nos deixou uma certeza: a caminhada é longa e penosa. Motivos para desânimo? Que nada! Se fosse fácil, que graça teria?

* CONTRATOS ASSINADOS: Os fãs do Hornets já podem comemorar. Anthony Davis e Austin Rivers são, oficialmente, jogadores profissionais da franquia de New Orleans. Que essa dupla faça muito sucesso!

* MARCO BELINELLI: O ala-armador italiano, que jogou as duas últimas temporadas da NBA com o uniforme do Hornets, é o novo reforço do Chicago Bulls. Ele era agente livre irrestrito, e os zangões acabaram optando por não mantê-lo no elenco. Enquanto esteve conosco, o Belinelli foi irregular, mas esforçado. Ao menos, honrou a franquia da Louisiana. Boa sorte para ele na Cidade dos Ventos.

* ROBIN LOPEZ?: Olha, eu sei que o Hornets necessita de um pivô. Mas tudo tem um limite, né? Esse cara é fraquíssimo, e eu espero honestamente que ele não desembarque em New Orleans. De qualquer forma, os zangões parecem interessados nele. Fazer o quê?