A EXPIAÇÃO DOS PECADOS

Eric Gordon: dívidas a quitar com o New Orleans Hornets e seus fãs

* Por Lucas Ottoni

No dia 14 de dezembro de 2011, o ótimo ala-armador Eric Gordon se tornava oficialmente jogador do New Orleans Hornets. Parte (principal) da troca que enviou o astro Chris Paul para o Los Angeles Clippers, Gordon desembarcou na Louisiana com aquela “cara de pouquíssimos amigos”. Sorrisos? Quase nenhum. Palavras? Escassas. Entusiasmo? Inexistente. Pois é, foi dessa forma que começou um casamento que, por ironia do destino ($$$), promete ser duradouro (e feliz?), tanto para a franquia quanto para o jogador. Nove meses após a “apresentação mais desanimada dos últimos tempos“, o que vemos é um Eric Gordon em dívida com o Hornets. Não apenas pelo baixo aproveitamento em quadra (míseros 9 jogos), mas também pelas atitudes longe dela. Se você está totalmente por fora do assunto, não se aflija. A partir de agora, o BH vai falar sobre essa relação – até certo ponto – conturbada entre Eric Gordon e New Orleans Hornets. E cabe dizer que a salvação de tal matrimônio (se é que irá acontecer) depende muito mais do atleta do que do time. Mas vamos voltar naquele 14 de dezembro…

Como eu dizia, o Eric Gordon se tornou jogador do Hornets e – pela fisionomia mostrada em sua apresentação – parece não ter ficado nada feliz com a mudança para New Orleans. Naquele momento, a franquia estava à deriva, sem um dono, controlada pela NBA e com a sua autonomia totalmente limitada dentro da liga. Realmente, não era um dos cenários mais animadores. Ok, não dava para obrigar o cara a sorrir para as câmeras e nem a amar a cidade e os fãs. Ele é um profissional, que está lá para jogar basquete e honrar a camiseta da organização que o paga. Eu não sei se vocês lembram, mas no primeiro jogo da última temporada, o Gordon acertou um arremesso quase no estouro do cronômetro que garantiu uma estreia vitoriosa ao Hornets, lá em Phoenix, contra o Suns (a ironia é que o mesmo Suns irá aparecer novamente no fim da nossa historinha, dessa vez com um papel bem mais relevante). Quando aquela bola caiu dentro da cesta, eu lembrei do Chris Paul e logo pensei: “O Hornets encontrou um novo líder!“. Animado com a estreia, fiquei ansioso para conferir a atuação do Eric Gordon no segundo jogo dos zangões. Só que ele não compareceu.

* Clique aqui e leia mais sobre o ala-armador Eric Gordon

Uma misteriosa lesão no joelho direito mudou completamente os rumos de um casamento que havia se iniciado de maneira promissora. A partir daí, o ex-jogador do Clippers reforçou ainda mais a sua fama de “jogador bichado”. Se vocês não sabem, apesar de ter apenas 23 anos, o Eric Gordon já possui um pequeno histórico de lesões em sua carreira e nunca conseguiu jogar uma temporada inteira e saudável. Ok, esse tipo de coisa acontece e não dá para culpar o cara por causa disso. Mas o fato é que foi justamente com essa lesão que os problemas entre Gordon e o Hornets começaram.

Imagem recorrente em 2011-12

Eu costumo dizer que um verdadeiro líder precisa ter espírito de liderança tanto dentro quanto fora de quadra. Sim, eu realmente pensava que o jovem Gordon fosse assumir um papel de liderança dentro do time do Hornets. Primeiro, por ser o jogador mais talentoso e decisivo do elenco. E segundo, para apagar a má impressão deixada em sua apática (ou seria antipática?) apresentação. Mas voltando à fatídica lesão no joelho, o Gordon até tentou jogar, só que as dores no local se intensificaram. Aí ele ficou fora de combate por umas semanas, até que alguém chegou à brilhante conclusão de que o ala-armador necessitava de uma intervenção cirúrgica para resolver de vez o problema. A operação de “limpeza” do joelho foi realizada com êxito, embora tenha custado ao Gordon 57 das 66 partidas da temporada regular. É isso mesmo, ele participou de apenas 9 joguinhos dos zangões em 2011-12, e essa ausência comprometeu seriamente a campanha da equipe. Eu não vou me alongar sobre o assunto, pois na nossa retrospectiva dos alas-armadores do Hornets a questão da lesão do Eric Gordon foi bem abordada. É só vocês lerem aqui.

Durante o período em que o Gordon passou afastado dos jogos, convém salientar algumas atitudes do jogador que deixaram os fãs, de certo modo, decepcionados. Não raras foram as vezes em que ele esteve em casa (ou em qualquer outro lugar) tuitando sobre basquete universitário, futebol americano e afins, enquanto os jogos do Hornets aconteciam. Uma dessas situações até ganhou destaque aqui no Brazilian Hornet, e eu vou relembrar um trecho só para vocês:

“Como eu escrevi, o Mr. Gordon estava em casa, repousando para a cirurgia, enquanto os seus companheiros suavam as camisetas para evitarem a nona derrota consecutiva do time no campeonato. Eis que, durante a partida, o Mr. Gordon resolveu usar o seu Twitter, isso mesmo, dar aquelas tuitadas! E ele mostrou um enorme entusiasmo com o jogo! Vejam só o que ele escreveu:

“Syracuse é um time de basquete divertido de assistir”.

Peraí? Syracuse? Isso mesmo. Basquete universitário, parceiro. O Eric Gordon estava usando a sua conta no Twitter para falar sobre o quanto ele estava gostando de assistir ao jogo entre Syracuse e Louisville, na TV. Enquanto isso, o time dele (que talvez não seja tão divertido de assistir quanto Syracuse) estava jogando e encontrando uma maneira de superar os desfalques (essa palavra, o Mr. Gordon conhece bem: desfalque) para voltar a vencer na NBA. Depois, provavelmente importunado (no Twitter) por alguns torcedores que não entendiam o que ele fazia vendo basquete universitário em meio ao jogo do seu próprio time, o Mr. Gordon resolveu postar um elogio ao seu companheiro de longa data, Chris Kaman, que estava arrasando com o Jazz”.

Eric Gordon: apenas 9 participações

Quem quiser conferir o post na íntegra, é só clicar aqui.  Então, as infelicidades do Eric Gordon em 2011-12 não ficaram restritas à quadra. Também é necessário lembrar que ele recusou uma bela oferta de extensão de contrato proposta pelo Hornets lá em janeiro – algo em torno de U$ 50 milhões por 4 temporadas. Essa negativa poderia ser encarada (na época) como um indício de que o jogador não queria permanecer em New Orleans (ou então, iria pedir bem mais dinheiro para atuar em uma franquia que não era de sua preferência). Durante o tempo em que ficou longe dos jogos, o Gordon passou a seguinte imagem para muitos fãs do Hornets: um jogador pouco comprometido com o time, infeliz em New Orleans e que só estava afim de faturar uma bolada, mesmo sem jogar. Um quadro nada legal, concordam? Pois é, só que a vida é engraçada e muda de minuto a minuto…

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Após longo e tenebroso inverno, o Eric Gordon finalmente se recuperou e retornou ao time na reta final da temporada, já em abril. Lembram que eu havia escrito que ele jogou apenas 9 partidas em 2011-12? Pois é, e desses 9 jogos, o Hornets ganhou nada menos que 6. A melhora da equipe com o retorno do Gordon foi tão grande que parece que todos os pecados foram esquecidos, e os fãs viram de perto a importância desse atleta para o sucesso dos zangões. Assim que o campeonato terminou, a pergunta que ficou no ar foi a seguinte: “Se o Eric Gordon estivesse saudável durante toda a competição, a campanha 21-45 do Hornets se transformaria em playoffs?“. Aí está uma pergunta de difícil resposta. Fácil mesmo é elogiar os 20.6 ppg que o Gordon obteve enquanto esteve em quadra e reconhecer que a presença dele foi fundamental (veja o vídeo abaixo) para que o time da Louisiana tivesse deixado uma bela impressão nas últimas partidas da temporada regular. A partir daí, a manutenção do Eric Gordon em New Orleans virou prioridade absoluta, e todos o viram como peça fundamental para o sucesso do Hornets nos anos vindouros.

Ao deixar bem claro que não pretendia abrir mão do atleta, mesmo estando ciente do seu histórico de contusões, a franquia de New Orleans lançou um recado para os possíveis interessados no Gordon. Explica-se: assim que a temporada 2011-12 terminou, o Eric Gordon se tornou um agente livre restrito, ou seja, o Hornets teria o direito de igualar qualquer oferta que o jogador recebesse de outra equipe no mercado. Portanto, o destino do jogador estaria, de um jeito ou de outro, nas mãos dos zangões. Como o GM do Hornets, Dell Demps, já havia dito que manteria o jogador a qualquer custo, os demais times não se animaram a negociar com o Gordon. Só que em toda regra há uma exceção, e é aí que surge novamente o Phoenix Suns. Vocês lembram que eu disse que a turma do Arizona voltaria no fim da nossa historinha? Pois é, o Suns apareceu no início de julho e resolveu oferecer uma fortuna ao Eric Gordon (U$ 58 milhões por 4 temporadas) cruzando os dedos para que o Hornets desistisse do jogador. Pensa que parou por aí? Antes fosse. Deram uma recepção especial para o cara, estenderam até tapete vermelho (ou seria laranja?) para ele, o “colocaram” com o uniforme do time e tentaram seduzi-lo de todas as formas (no vídeo abaixo). O Gordon realmente deve ter se sentido “a última bolacha do pacote” em Phoenix. Ah, mas vocês acham que essa tática poderia ter dado certo? Sim, poderia. E como deu.

O fato é que, assim que terminou o seu agradável encontro com o Suns, o Gordon foi imediatamente à imprensa declarar que “o seu coração agora estava em Phoenix” e pediu para que o Hornets desistisse da ideia de igualar a oferta. Não satisfeito, ele avisou que não se sentia valorizado em New Orleans e que a franquia não o tratava como ele merecia. Reclamou publicamente do fato de os zangões terem escolhido o ala-armador Austin Rivers no draft (pois ambos teoricamente atuam na mesma posição), e foi além: bradou que se o Hornets o mantivesse no elenco, ele permaneceria na Louisiana contra a sua vontade e se tornaria um funcionário infeliz. Uau! Evidentemente, tudo isso aí gerou um enorme mal-estar dentro da organização e, principalmente, entre os fãs. Aliás, se observarmos o histórico do Eric Gordon em New Orleans desde a sua chegada, nada do que aconteceu é capaz de nos causar estranheza, correto? Mas é no parágrafo abaixo que vem o “X” da questão…

As várias atitudes condenáveis e a baixíssima frequência na última temporada seriam motivos mais que suficientes para o GM Dell Demps mandar o Eric Gordon “ir plantar batatas”. Contudo, o Demps não é bobo. Ele sabe que o ala-armador é dono de um grande talento e que certamente ajudará demais o Hornets nos próximos anos. Então, nesse caso, só havia uma coisa a se fazer: engolir em seco as palavras que foram proferidas, igualar a oferta milionária do Suns e manter o jogador em New Orleans de qualquer maneira. E foi exatamente isso o que aconteceu. Apesar dos pesares, o Hornets não poderia abrir mão de um dos jovens mais talentosos da NBA. Os fãs têm todo o direito de cobrar (de forma pacífica) e até vaiar o Eric Gordon, mas a franquia não poderia cometer erros aí. Ao “segurar” o atleta, o Hornets agiu com sabedoria.

O jovem ala-armador está “preso” ao Hornets pelas próximas 4 temporadas

* Clique aqui e siga o Eric Gordon no Twitter!

Para terminar este longo post, eu não posso deixar de registrar a repentina metamorfose no discurso do Eric Gordon. Quando viu que não tinha jeito e que o seu futuro estaria atrelado ao Hornets, ele logo tratou de correr atrás do prejuízo e foi se explicar junto aos fãs. Disse que negócios são negócios, que agora está feliz e empolgado em New Orleans, que não vê a hora de a nova temporada começar, que pretende se tornar All-Star em 2013, elogiou o Austin Rivers, começou a distribuir sorrisos, etc. Isso é legal, mas está longe de ser o suficiente. Principalmente para quem jogou pouco e polemizou muito. O talentoso Eric Gordon tem os seus pecados a expiar. Ele não precisa amar a nossa franquia ou fingir o que não sente. Basta ser profissional, se manter saudável e agir como um jogador comprometido com os objetivos do time (afinal, ele será muito bem pago para isso). Esse é o único caminho para conquistar a confiança dos fãs e apagar as manchas do passado. A partir de 31 de outubro, contra o San Antonio Spurs, ele terá a oportunidade de começar a obter o perdão. Aí, talvez um dia possamos chamá-lo de “o líder do Hornets”. Agora é com ele. E com mais ninguém.

* AL-FAROUQ AMINU: Tudo leva a crer que o ala de origem nigeriana terá uma maior importância no elenco dos zangões para 2012-13. Prestes a iniciar a sua terceira temporada na NBA, o jogador vem recebendo atenção especial do técnico Monty Williams. “Al-Farouq terá um papel diferente este ano, e é importante que ele entenda que eu não estou mais olhando para ele como um jogador de primeiro ou segundo ano. Eu estou olhando para ele como um dos principais contribuintes (do elenco) este ano“, disse o treinador do Hornets ao site NOLA.COM (do jornal The Times-Picayune). Que responsabilidade, hein?

* SIGA NBA: Surge outro blog brasileiro muito legal sobre a maior liga de basquete do planeta. Até análise da offseason do New Orleans Hornets eles já fizeram. Confiram aqui.

* FORÇA TOTAL: Como vocês puderam perceber, o BH deu uma paradinha nas últimas semanas e teve pouquíssimos posts em setembro. Pois bem, eu estava com inúmeros problemas particulares para resolver e não pude me dedicar a mais nada. Mas após colocar as coisas em dia, haverá sempre um tempo livre para o nosso amado blog. Com a temporada 2012-13 chegando, vários posts e novidades estão na pauta. Não mudem de canal, ok?

MUITO CABELO E POUCO BASQUETE

O “estiloso” Robin Lopez será o novo pivô do Hornets

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Vivemos um clima olímpico, e todo (o) mundo está ligado nos Jogos de Londres – o que é absolutamente normal. Por isso, demos uma paradinha necessária no Brazilian Hornet nesses últimos dias (afinal, não há mesmo nenhuma notícia muito relevante no momento). Depois da participação da molecada do Hornets na Summer League, tivemos apenas uma novidade (agora, nem tão novidade assim): os zangões já arrumaram um pivô. Sim, após uma negociação envolvendo três franquias, o cabeludo Robin Lopez foi adquirido pela nossa equipe. Além dele, o ala-pivô Hakim Warrick também desembarcará em New Orleans. Vejam aqui os detalhes da transação, que ocorreu no dia 25 de julho, vulgo semana passada.

Nos EUA, muitos fãs do Hornets estão elogiando o GM Dell Demps pelas movimentações que têm deixado a equipe, digamos, flexível para o futuro. Ok, eu concordo com isso e acho que o Demps, de fato, está realizando um belo trabalho. Na NBA, muitas vezes você adquire um jogador pensando no amanhã, olhando para cifras e tempo de contrato. Há casos em que o ponto de vista técnico fica relegado a segundo plano. E eu creio que é justamente isso o que ocorre nessa contratação do Robin Lopez. O Demps trouxe um pivô jovem (24 anos), barato (U$ 5 milhões por temporada) e com um contrato de 3 anos, que pode ser facilmente trocado no futuro. Até aí, tudo bem. O problema é que o Lopez é um jogador limitadíssimo, medíocre, que faz o “trabalho sujo”, e olhe lá. Se formos para dentro de quadra e pensarmos exclusivamente na (falta de) qualidade do atleta, foi uma contratação a se lamentar. Claro, o Hornets necessitava de um pivô de ofício, mas o cabeludo ex-Phoenix Suns está longe de ser aquele grandalhão que a torcida dos zangões tanto sonha. Enfim, tudo pelo futuro. Tudo pela flexibilidade. O planejamento do Demps está corretíssimo, mas aturar coisas como essa – do vídeo abaixo – será dureza…

O Lopez é um cara que está na NBA desde 2008 e possui médias pífias em sua carreira profissional: 5.8 ppg, 3.3 rpg, 0.2 apg, 0.2 spg e 0.8 bpg, em pouco mais de 14 minutos. É um jogador de pouquíssima técnica e que estará em quadra para tentar defender o nosso garrafão e atrapalhar os pivôs adversários. Não esperem mais nada além disso, combinado?

* Clique aqui e saiba mais a respeito do pivô Robin Lopez (em inglês)

Warrick será um zangão

Sobre o glorioso Hakim Warrick, não há muito a se dizer, mas vamos lá: é um ala-pivô experiente (30 anos), de qualidade bem mediana e que possui um contrato com duração de duas temporadas. O cara joga em uma posição na qual o Hornets conta com um leque de opções (Anthony Davis, Jason Smith, Ryan Anderson e – muito possivelmente – Lance Thomas). Justamente por causa disso, eu não acredito que ele vá ter minutos consideráveis. Resumindo: estará em New Orleans apenas para compor elenco. Em seu último campeonato – com o Phoenix Suns -, obteve médias modestíssimas: 6.4 ppg, 2.6 rpg, 0.9 apg, 0.2 spg e 0.1 bpg, em pouco mais de 14 minutos dentro de quadra. E isso não deverá mudar para melhor na Louisiana.

* Clique aqui e saiba mais sobre o ala-pivô Hakim Warrick (em inglês)

* Veja aqui a atual folha de pagamentos do New Orleans Hornets

Para finalizarmos o papo, eu vi gente do meio basquetebolístico dizendo que esse comércio foi positivo para o Hornets, pois a franquia perdeu apenas duas escolhas de 2ª rodada no draft + o fraco Jerome Dyson para conseguir o Lopez e o Warrick. Sim, é verdade. Perdemos quase nada e fizemos movimentos pensando na tal flexibilidade para o futuro. Portanto, o elogio está aí – e para por aí. Dentro de quadra? Muito pouco a acrescentar. Literalmente.

* ROGER MASON JR.: O experiente ala-armador de 31 anos chegou a um acordo com o Hornets para defender os zangões em 2012-13. Especula-se que o contrato terá a duração de apenas uma temporada (graças a Deus). Com passagens não muito felizes em times como San Antonio Spurs, New York Knicks e Washington Wizards, Mason Jr. é mais um que irá para New Orleans compor elenco. Vejam aqui mais detalhes sobre a contratação do atleta.

Anthony Davis: garantia de show

* ANTHONY DAVIS: Está dando gosto de ver o jovem ala-pivô do Hornets atuar nas Olimpíadas de Londres. É cada enterrada impressionante, de tirar o fôlego mesmo! O melhor de tudo é a experiência que o garoto está adquirindo, ao conviver e aprender com feras como Kobe Bryant, LeBron James, Chris Paul, Kevin Durant, Carmelo Anthony, etc. O Davis está aproveitando cada segundo, e os zangões, claro, têm muito a ganhar com isso!

* CARL LANDRY: O bom ala-pivô, ex-Hornets, é o novo reforço do Golden State Warriors. Ele assinou um contrato de duas temporadas com a franquia de Oakland. Eu só posso desejar sucesso para ele.

* NÃO ESQUECEMOS: Eu sei, eu sei… Nós estamos devendo a última retrospectiva do elenco do Hornets na temporada 2011-12 (pivôs), além de um post sobre a “novela” do Eric Gordon na agência livre. Fiquem tranquilos, pois ambas irão ao ar muito em breve!

* UMA PERGUNTINHA: Será que o Anthony Davis pensava em ter Robin Lopez como parceiro de garrafão, logo em sua primeira temporada na NBA? Pois é, nem tudo é sonho olímpico, caro Davis… Você aprenderá isso assim que desembarcar nos EUA – com a medalha de ouro no peito, provavelmente.

UMA DÚVIDA PERTINENTE

Podem acreditar! É o Eric Gordon mesmo! Ele voltou e derrubou o Nuggets!

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Eu sei que o post está – há três jogos – atrasado, pois uma série de questões particulares me impediram de tocar o Brazilian Hornet nos últimos dias. Então, peço desculpas ao pessoal que aguardava o texto do nosso último back-to-back (Lakers e Suns), que eu havia prometido para a segunda-feira (02/04) e que acabou não aparecendo por aqui. Fiquem sossegados, que eu vou tentar recuperar o tempo perdido e falar (muito) rapidamente sobre essas duas partidas hoje. No entanto, o assunto principal deste post não pode ser outro que não o retorno do ala-armador Eric Gordon às quadras. Sim, ele voltou nesta última quarta-feira, contra o Denver Nuggets (29-25), na New Orleans Arena. E o que aconteceu? O Hornets fez 94 a 92 (ufa!) sobre a turma do Colorado e alcançou a sua 14ª vitória na temporada 2011-12 da NBA (14-40). Com o Gordon em ação, os zangões venceram dois dos três jogos em que ele atuou. E esse fato levanta uma dúvida para lá de pertinente na cabeça dos fãs da equipe da Louisiana: se o Eric Gordon estivesse saudável ao longo de todo o campeonato, a campanha do Hornets teria sido diferente? Bem, eu resolvi criar aí embaixo uma enquete sobre o assunto. Votem à vontade!


OBS:
 Se possível, expliquem o porquê da escolha lá embaixo, nos comentários. Assim, poderemos debater. A minha escolha, e o motivo, já estão explicados lá.

Todo mundo sabe que o Eric Gordon chegou ao Hornets como parte da negociação que levou o armador Chris Paul para o Los Angeles Clippers. E todo mundo sabe também que ele machucou o joelho direito na estreia dos zangões na atual temporada, diante do Phoenix Suns. De lá para cá, o Gordon jogou apenas mais uma partida (contra o Philadelphia 76ers), passou por uma cirurgia (no joelho) e ficou uns 3 meses afastado das quadras. O fato é que esse jogador tem um enorme potencial, é talentoso e poderia ter sido o grande nome do New Orleans Hornets no campeonato. Ele fez uma falta tremenda ao time nesse período em que esteve longe dos jogos, e é uma pena que tenha retornado apenas agora, restando menos de 15 compromissos para o fim da nossa campanha. Porém, antes tarde do que nunca. Como eu já havia escrito lá em cima, o Gordon voltou na quarta-feira (04/04), contra o Nuggets, na New Orleans Arena. Ele jogou por quase 34 minutos, marcou 15 pontos e – mais uma vez – foi decisivo para a vitória suada dos zangões. É só ver o vídeo:

É bom saber que nós temos novamente um jogador que não se furta de decidir os jogos e que sabe exatamente o que fazer para que o lance derradeiro seja concluído com sucesso, não é mesmo? Afinal, perdemos diversas partidas nessa temporada nos segundos finais, nos momentos de definição, e isso mostra a falta que o Mr. Gordon fez à equipe do Hornets. Tuitadas infelizes à parte, que ele seja muito bem-vindo de volta!

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Nuggets)

O "chute" certeiro de Kobe Bryant

Para terminar o post (eu não esqueci), vamos falar rapidamente sobre o back-to-back do último final de semana, que encerrou uma excursão de cinco jogos do Hornets pela Costa Oeste. No sábado passado (31/03), os zangões foram ao Staples Center e fizeram um jogo duríssimo com o Los Angeles Lakers (35-20). Eu não assisti ao duelo, mas soube que o astro Kobe Bryant esteve em um dia para (quase) se esquecer. Ele errou uma penca de arremessos e apresentou um basquete até irreconhecível. No entanto, o Kobe é o Kobe. Ele acabou fazendo isso aqui no momento decisivo, e os angelinos acabaram saindo com uma vitória sofrida: 88 a 85. Um dia depois, no último domingo, a nossa equipe parecia bastante desgastada pelo duelo em LA e acabou sendo presa tranquila para o Phoenix Suns (28-26), lá no Arizona. Steve Nash e cia. fizeram 92 a 75 e encerraram o nosso back-to-back com duas derrotas. De repente, com o Eric Gordon em quadra, as coisas poderiam ter sido bem diferentes… Alguém aí duvida?

* BACK-TO-BACK: Hoje à noite (21h30m de Brasília), o New Orleans Hornets estará em San Antonio, para o duelo contra o Spurs do bom e velho Tim Duncan. Um dia depois, neste sábado (07/04), os zangões terão pela frente o Timberwolves, na Louisiana. A bola subirá às 21h (de Brasília). O Brazilian Hornet deve passar informações, via Twitter. Siga o BH e fique por dentro de tudo o que acontecerá em quadra.

* Spurs Brasil: a prévia do jogo contra o San Antonio Spurs

GAROTADA BOA: Na última segunda-feira (02/04), a Universidade de Kentucky derrotou Kansas e conquistou o título nacional universitário lá nos EUA. Porém, isso é o que menos importa para nós. O que interessa, na verdade, são os jovens talentos que pudemos observar: Anthony Davis, Michael Kidd-Gilchrist, Thomas Robinson, Doron Lamb, Terrence Jones… Dois deles poderão estar vestindo uniformes do Hornets muito em breve. O draft vem aí!

Um ótimo feriado de Páscoa a todos!

COLEÇÃO: CARDS IMPORTADOS

Grandes jogadores do Charlotte Hornets na década de 1990 aparecem nos cards

* Por Lucas Ottoni

Após um longo período, estamos de volta com a apresentação do acervo do Brazilian Hornet. Eu sei que é em meio a um back-to-back do nosso time, mas falaremos sobre os dois jogos no post de amanhã, eu prometo. Aliás, hoje o New Orleans Hornets vai enfrentar o Phoenix Suns, lá no Arizona, às 22h (de Brasília), e o BH deve passar informações durante a partida, via Twitter (contrariando o post anterior). Não percam!

* New Orleans Hornets Brasil: a prévia do jogo

Voltemos então ao assunto principal deste post aqui, mais um item (na verdade, itens) da nossa coleção. Apresento aos amigos alguns cards importados da década de 1990, com jogadores do Charlotte Hornets. Quem acompanhou o nosso time naquele período sabe muito bem que nomes como Larry Johnson, Alonzo Mourning e Vlade Divac se destacaram com a camiseta dos zangões. Além dos cards deles, temos também o do Scott Burrell, ala que foi draftado pelo Hornets em 1993, mas que não teve tanto sucesso quanto os três citados anteriormente. Portanto, são quatro cards, todos importados dos EUA. Os de Johnson, Mourning e Burrell pertencem à temporada 1995-96 da NBA, e o do sérvio Divac é do campeonato de 1997-98. Confiram os slides abaixo:

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Observando as imagens, vocês puderam perceber um “estranho no ninho” entre os cards, eu sei. É uma figurinha do ala-armador Dell Curry, um dos jogadores simbólicos da franquia Hornets. Curry atuou por dez anos com uma camiseta dos zangões e atingiu recordes (número de jogos, pontuação e cestas de três pontos) em Charlotte. Nada mal, não é mesmo? Essa figurinha é de fabricação nacional e pertence à temporada 1996-97. É a única que tenho até o momento, então resolvi colocá-la neste post. Enfim, espero que tenham curtido!

Então, esses cards (e a figurinha) ilustraram o nosso sexto post sobre o acervo do BH. Veja também o primeiro, o segundoterceiroo quarto e o quinto itens da nossa coleção. Em breve, eu seguirei postando outros objetos.

OBS: Você tem algum objeto ou relíquia dos zangões? Mande imagens para o Brazilian Hornet, através do nosso e-mail: br_hornet@hotmail.com. Assim que possível, eu postarei aqui no blog.

Hoje nós não teremos a tradicional sessão Ferroadas, pois não há nada muito importante a se relatar neste domingão. Contudo, amanhã teremos alguns pequenos destaques. Tenham um ótimo fim de semana!

UMA SINA NADA AGRADÁVEL

Tome muito cuidado, Jason Smith! A maré está para contusões!

* Por Lucas Ottoni

Em seu passeio pelo Oeste, o New Orleans Hornets (13-38) encarou mais um back-to-back nos últimos dias e saiu dos jogos com uma vitória e uma derrota. Na quarta-feira (28/03), os zangões não tomaram conhecimento do Golden State Warriors (20-29) e conseguiram um placar de 102 a 87, lá em Oakland. Um dia depois (ontem), o time foi até o Oregon e fez uma partida bastante equilibrada com o Portland Trail Blazers (24-27), mas não resistiu às inúmeras cestas de três pontos anotadas pelos donos da casa e acabou sofrendo um revés de 99 a 93. Tendo em vista que a nossa campanha é muito ruim e que nós não temos possibilidade alguma de sonhar com os playoffs, o que mais chama a atenção nesse momento é a sina que vem acompanhando o Hornets desde que a temporada 2011-12 da NBA se iniciou: as lesões e os desfalques. Eu comentava com alguns parceiros que isso parece epidemia! É impressionante como a equipe de New Orleans sofreu com essas situações ao longo de todo o campeonato! Que o calendário da liga é sacrificante, todo mundo já sabe. Ainda mais quando temos 66 jogos em um espaço curtíssimo de tempo (por causa do locaute). O organismo – mesmo sendo o de um atleta profissional – não aguenta. É muitíssimo extenuante mesmo. Vamos, então, observar a atual condição do nosso prezado elenco:

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Warriors) 

Falar em contusões no Hornets sem começar pelo ala-armador Eric Gordon seria uma tremenda leviandade da minha parte. O cara que chegou na Louisiana para ser o principal jogador do time acabou machucando o joelho direito logo na primeira partida do campeonato e participou de apenas mais um jogo, antes de ser afastado para passar por uma intervenção cirúrgica no local. Aliás, surgiu a notícia de que ele está muito próximo de retornar às quadras. Pena que agora seja tarde demais, né? Outro que está há bastante tempo parado é o pivô Emeka Okafor. Ele sofreu uma lesão no joelho esquerdo na semana anterior ao All-Star Weekend 2012 – isto é, lá em meados de fevereiro – e segue sem previsão para retornar. O ala Trevor Ariza também tem problemas físicos. Ele sente dores no tornozelo direito e não vem participando dos últimos jogos da equipe. E já não é a primeira vez na temporada que Ariza desfalca o time por causa de lesão. Só nesse parágrafo já observamos três jogadores fundamentais para os zangões. E você acha que é tudo? Nada disso. Desgraça pouca é bobagem…

Carl Landry: ileso contra o Warriors

Vamos aos grandalhões agora? Ok. O pivô germânico Chris Kaman perdeu alguns jogos por ter sido afastado do elenco, em uma tentativa frustrada da franquia de negociá-lo. Depois voltou e passou a jogar muito bem, mas agora está sofrendo com uma forte gripe que o impossibilitou de participar dos últimos duelos dos zangões. Já o ala-pivô Jason Smith ficou mais de 1 mês parado por causa de uma concussão e só retornou no último dia 17. Outro ala-pivô nosso, o Carl Landry, que lesionou o joelho esquerdo no dia 04 de fevereiro, voltou à equipe apenas no último sábado. Querem outro ala-pivô? Pois não. O mexicano Gustavo Ayon está desfalcando os zangões nesse momento, embora seja por um bom motivo. O primeiro filho dele está para nascer. Que venha com muita saúde! Mas eu lembro que o Ayon também chegou a perder uns joguinhos por conta de lesão. Pensa que acabou? Então, olha só o parágrafo aí embaixo…

No jogo de ontem, contra o Portland Trail Blazers, o nosso técnico Monty Williams teve apenas 8 jogadores à disposição! O desfalque da vez foi o armador Jarrett Jack, que torceu o tornozelo direito na noite anterior, diante do Warriors. Que sina! E também não é a primeira ocasião em que o Jack se ausenta da equipe por conta de lesões.  É difícil resistir a tantas situações adversas. E olha que eu nem falei sobre as suspensões sofridas pelo mesmo JJ e pelo Jason Smith (não me recordo de outras). Eu tenho certeza que o Monty Williams ainda não conseguiu escalar o seu quinteto ideal em jogo nenhum dessa temporada. Pois não há treinador (e torcedor!) que resista a tantas intempéries. Essa “epidemia”, é claro, também explica muito bem a nossa campanha ruim.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida (contra o Blazers)

Para terminar este post, eu tenho que parabenizar os senhores Greivis Vasquez, Marco Belinelli e Al-Farouq Aminu. Os três foram participantes assíduos dos nossos jogos. Tiveram uma frequência excelente ao longo do campeonato e não deixaram o tio Monty na mão – bom, pelo menos até agora. Eu, honestamente, não me lembro de alguma partida em que um dos três estivesse ausente. Quem se lembrar, favor escrever lá embaixo, nos comentários. Sobre os jogos contra Warriors e Blazers, não há muito o que falar. Nós tivemos boas atuações, sobretudo em Oakland, onde conseguimos uma grande vitória (102 a 87). E a derrota em Portland (99 a 93) aconteceu apenas no fim, como de praxe. O duelo foi equilibradíssimo, mesmo com os nossos inúmeros desfalques. Ah, e que fase a do Belinelli, hein! O italiano vem jogando o fino! Ele anotou 22 pontos contra o Warriors, e 27 diante do Blazers! Até que enfim!

OBS: Eu quase ia me esquecendo do ala-armador Xavier Henry, que chegou ao Hornets já lesionado e perdeu vários jogos antes de estar totalmente à disposição do técnico Monty Williams. É ou não é “epidemia”?

No vídeo abaixo, os highlights de Hornets @ Warriors:


* MAIS UM BACK-TO-BACK: Amanhã à tarde (16h30m de Brasília), o New Orleans Hornets estará no Staples Center, para o duelo contra o Los Angeles Lakers. Um dia depois, no domingo, os zangões terão pela frente o Suns, lá em Phoenix, encerrando a excursão pelo Oeste. A bola subirá às 22h (de Brasília). O Brazilian Hornet não deve acompanhar os jogos pelo Twitter. Fim de semana é complicado, vocês entendem, né?

* FIQUE DE OLHO: Neste fim de semana, vai rolar o NCAA Final Four, lá em New Orleans. É uma bela oportunidade para acompanharmos futuros talentos que poderão estar vestindo a camiseta do Hornets na próxima temporada. Amanhã, a partir das 19h (de Brasília), irão acontecer as duas semifinais (Kentucky vs Louisville e Ohio State vs Kansas). Os vencedores decidirão o título universitário na próxima segunda-feira (02/04). No Brasil, os canais ESPN e BandSports devem transmitir os duelos.

* O FIM DOS ZANGÕES?: Um texto do jornalista Ian Thomsen, do site Sports Illustrated, aponta para a possibilidade de a franquia de New Orleans trocar o nome “HORNETS” por um outro que tenha mais relação com a cidade. Principalmente após a chegada de um novo proprietário, o que estaria em vias de acontecer. Caso isso realmente se concretize, a equipe de Charlotte – o Bobcats – teria o caminho aberto para se transformar novamente no Charlotte Hornets, nome original da franquia da Carolina do Norte. Querem saber o que eu acho? Prefiro não comentar, a não ser que isso se torne realidade. Eu só sei de uma coisa: eu sou torcedor do HORNETS. Esteja o time onde estiver.