UM TIME RESIGNADO?

Trevor Ariza e Greivis Vasquez batalham, mas perdem mais uma

* Por Lucas Ottoni

Na última madrugada (de Brasília), o New Orleans Hornets conheceu a sua 23ª derrota (oitava consecutiva), em 27 jogos. O time caiu diante do Portland Trail Blazers (15-12), que fez 94 a 86, em plena New Orleans Arena.  A impressão que eu tive foi a seguinte: os zangões equilibraram a partida até onde foi possível. Cedo ou tarde, o Blazers iria dar a arrancada para a vitória, e foi exatamente isso o que aconteceu. Com os recentes desfalques de Jarrett Jack (lesão no joelho esquerdo) e Jason Smith (concussão), o Hornets entrou em quadra com o seguinte quinteto: Greivis Vasquez, Marco Belinelli, Trevor Ariza, Gustavo Ayon e Emeka Okafor. À exceção de Ariza, que esteve ótimo, os demais titulares deixaram a desejar. Vasquez foi muito bem marcado e não conseguiu repetir as boas exibições de jogos anteriores. Belinelli teve uma atuação sem brilho, mesclando boas jogadas com momentos de total inconsistência. Ayon ainda está aprendendo a ser titular de um time da NBA e, portanto, não dá para cobrar uma atuação de gala desse jogador. E, por fim, Okafor. Esse cara vem evoluindo no ataque (já era tempo!), mas ainda comete erros demais, sobretudo em momentos decisivos dos jogos. Comandados por Al-Farouq Aminu, os reservas até trouxeram alguma pontuação do banco (foram 30), mas nada tão bom que impedisse o tropeço. No fim do jogo, o técnico Monty Williams  disse (ao site NOLA.com, do jornal The Times-Picayune):

Vejo caras que lutaram, que competiram, que foram colocados em uma situação difícil e batalharam toda a noite. Agora, eu tenho orgulho de ser parte de um grupo de rapazes que lutam, não importa qual seja a situação“.

Gustavo Ayon não teve uma noite feliz

Eu acho esse discurso agregador muito legal, sério mesmo. E eu não só gosto, como concordo com o treinador. O Hornets é um time que tem lutado todas as noites. Entretanto, eu também vejo uma certa resignação nessas palavras do Monty Williams. Algo do tipo: “Já que nós não temos condições de ganhar, vamos, pelo menos, lutar”. É isso aí o que eu penso. Estamos satisfeitos em, simplesmente, lutar. É claro que o nosso técnico sabe das limitações e das condições do atual elenco. Afinal, é muito difícil você jogar sempre desfalcado, mudando constantemente o seu quinteto titular, mexendo na estrutura e na rotação da equipe. Não é mole, amigo. Além disso, os zangões têm muitos jogadores jovens, que estão em processo de evolução.  Diante desse quadro, o Monty Williams está mostrando sabedoria e serenidade, usando as palavras certas para levantar o astral do seu grupo. Só que vencer, de vez em quando, também é importante. É a melhor demonstração de força que podemos ter, nesse momento. Ganhar jogos, para nós, é o mesmo que dizer: “Olha aí. Estamos mal, mas estamos vivos, evoluindo”. E o que me preocupa é justamente esse ar de resignação, de achar que a luta é o máximo que podemos conseguir. Isso não é nada bom. Eu posso até estar enganado (e espero estar enganado), mas é o que eu enxergo hoje.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida

Por outro lado, o Blazers contou com a bela atuação do ala-armador reserva Jamal Crawford (cestinha do jogo, com 31 pontos), além das exibições sólidas do armador Raymond Felton, do ala Gerald Wallace e do ala-pivô All-Star LaMarcus Aldridge. É um time mais experiente, mais talentoso e mais pronto que o nosso. Por isso, venceu. Para o Hornets, sobrou a luta e a doação em quadra. Isso é louvável, mas não pode ser nunca o suficiente. Ainda temos 39 jogos para mostrar que podemos avançar e superar adversários mais qualificados. É difícil? Sim, ninguém disse que seria fácil. Mas não podemos nos resignar, nos conformar. Jamais.

No vídeo abaixo, os highlights da derrota do Hornets:

OBS: Em homenagem ao famoso carnaval de New Orleans, que rola no mês de fevereiro, o Hornets atuou com o uniforme versão Mardi Gras pela primeira vez nessa temporada. Eu não tenho nada contra, mas conheço gente que o acha simplesmente horrível. É aquilo: gosto não se discute, não é mesmo?


 FERROADAS

* A SITUAÇÃO DE KAMAN: O pivô alemão, que está (ou estava) para ser trocado pelo Hornets, acabou torcendo o tornozelo esquerdo, na última quarta-feira, no jogo contra o Chicago Bulls. Os zangões têm até o dia 14 de fevereiro (próxima terça-feira) para fecharem um comércio envolvendo o jogador. Contudo, essa lesão pode complicar os planos da franquia. Afinal, quem fará ofertas por um atleta contundido? O jeito é torcer por uma pronta recuperação dele. Para o bem do Hornets e do próprio Kaman.

* NOVIDADE: No post de amanhã, traremos as opiniões de uma turma da pesada, a respeito do atual momento do New Orleans Hornets. Seis perguntas serão respondidas por essa galera que acompanha o nosso time. Não percam!

9 pensamentos sobre “UM TIME RESIGNADO?

  1. nao tenho conseguido ver os jogos. mas pelo q tenho lido, o hornets entrega os resultados nos fins de jogos, falta profundidade ao time pra ganhar , guri,. perder o tempo todo é mto ruim

    mais eu ainda tenjho fé em kras como vasques, ariza e okafor. e quando gordon jack e landry voltarem o time irá melhorar d+. nao somos tao ruins, mais as coizas nao tem dado certo. é a fase né?

    um abraco luke!!

  2. Fala, Bruno. Pois é, rapaz. Você disse tudo: falta profundidade. Nosso time está muito mexido, muito desfalcado. Fica muito complicado ganhar jogos assim. Perder faz parte. Só não podemos nos conformar com as derrotas. Esse papo de que “estou orgulhoso, por que o time lutou” me preocupa.

    Abço!

  3. É verdade,o time tem lutado mas não tem qualidade,não dá para tirar leite(agua) de pedra.Perdemos o Chris Paul e David West,e ficamos sem ninguem para decidir uma partida.É horrivel ver o nosso time em ultimo.Vamos torcer contra o Wolves e começar a proxima temporada com 2 boas escolhas no draft!!
    Parabéns pelo site!!
    abraços

    • Bem-vindo ao Brazilian Hornet, Fabio! E obrigado pelas palavras!

      Pois é. Não temos aquele jogador decisivo que eu pedi no início da temporada. O Eric Gordon seria esse jogador. Mas eu nem conto com ele mais. É um rapaz de 23 anos com pernas de um senhor de 70. Aí, complica. Estamos passando por um período traumático, de reconstrução. E as lesões constantes no elenco também estão dificultando muito o trabalho do técnico Monty Williams.

      E eu adorei a derrota do Wolves para o Knicks, ontem. rs

      Valeu, Jeremy Lin! rs

      Abço!

    • Valeu, Rodrigo. Eu também acho que dias melhores virão. O jeito é seguir torcendo e aguardando a evolução desse time. E eu sigo confiando no trabalho que foi iniciado. Creio que vamos melhorar.

      Abço!

  4. Lendo as ultimas declarações de eric gordon,o hornets tinha que igualar a proposta de outra franquia e troca-lo.Ele saiu de um time mediano para ser a estrela dos hornets,com varios problemas,franquia está dando um grande valor para ele.Enfim essa é a minha opiniao!!!
    e outra,trocaria OKAFOR E JACK por uma boa escolha do draft ,tipo Top5 !!!
    Além disso,ficariamos a folha salarial baixa para assinar com 1 ou 2 jogadores all-star !!
    Abraços a todos!!

    • Então, Fabio. Eu acho que o Hornets não pode é sair prejudicado nessa situação do Gordon. Se ele não quiser renovar, a gente iguala a proposta e vê no que vai dar. Só não podemos sair de mãos abanando.

      Sobre as trocas, eu não sei se conseguiremos um pivô melhor que o Okafor, embora eu não seja um grande fã do Emeka. Temos que pensar bem nisso. O Jack, eu trocaria sem problemas. Nessa nossa temporada, tudo pode acontecer… rs

      Abço!

  5. Pingback: PERGUNTAS E RESPOSTAS # 1 | Brazilian Hornet

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