UMA NOITE PARA ESQUECER

Essa imagem sintetiza claramente a exibição dos zangões

* Por Lucas Ottoni

Olá, amigos. Dessa vez, o post será um pouquinho mais curto, ok? Eu explico: o sujeito que vos escreve vai curtir o Ano Novo na praia de Copacabana, no Rio, vendo todos aqueles fogos estourarem na passagem de 2011 para 2012. Por isso, esse mesmo sujeito não terá como se dedicar ao blog nas próximas horas. Agora que a situação está esclarecida, eu gostaria que alguém me explicasse o que aconteceu há pouco, na New Orleans Arena. Confesso que ainda estou atordoado com a cipoada que o Hornets levou do Phoenix Suns, em plena Louisiana. O placar de 93 a 78 construído pela equipe do Arizona nos mostra dados alarmantes de uma noite para esquecer. Apertem os cintos e anotem aí alguns números do nosso time:

– Field Goal (os tiros de quadra): 26-90. Isso mesmo. De 90 arremessos, acertamos apenas 26! Quer o percentual de acertos? Aí está: 28.9%! Sabem o que isso significa? De acordo com a ESPN (fonte mais confiável que eu achei), é O SEGUNDO PIOR APROVEITAMENTO DE ARREMESSOS DA HISTÓRIA DA FRANQUIA!!! Assustador, pavoroso, embaraçoso!

– Arremessos da linha dos 3 pontos: 3-14. Podes crer. De 14 “chutes”, apenas 3 com endereço certo. O percentual? 21.4%! Doloroso, não é mesmo?

– Assistências: 14. O time inteiro do Hornets computou isso aí, 14. Pelo Suns, o Steve Nash, sozinho, distribuiu 12 passes que culminaram em pontos! E o jogador dos zangões que mais assistiu os companheiros, Greivis Vasquez, ficou em quadra por míseros 17 minutos. Você entendeu? Eu também não.

– Pontos vindos do banco: 24. Essa foi a contribuição do nosso banco de reservas. A do Suns? Pois não: 38. Uma diferença considerável.

A marcação de Aminu não funcionou

Está de “bom” tamanho, não é? Esses números e percentuais desagradáveis mostram como o ataque do Hornets funcionou (?) terrivelmente mal nessa partida. Saindo das estatísticas e olhando para o que aconteceu dentro de quadra, eu pude observar um time que acabou expondo as suas deficiências técnicas das mais variadas formas. Erros bizarros embaixo da cesta, arremessos tortos e imprecisos, desperdícios de todos os tipos e mudanças que não surtiram efeito. Foi isso o que eu vi. Não, eu não estou dizendo que os jogadores do New Orleans Hornets são umas porcarias. Nada disso. O que eu quero dizer é que a nossa última atuação não condiz com a realidade da nossa equipe. O time do Hornets tem seus defeitos evidentes, mas pode (e deve) se apresentar muito melhor do que o que vimos nesse terceiro jogo da temporada. E defensivamente, não fomos nem sombra do esquadrão que esmagou o Boston Celtics, há apenas dois dias. Sofremos 93 pontos, e poderia ter sido mais. Repito: uma noite para esquecer.

O Phoenix Suns é uma equipe previsível, muito dependente das jogadas do velho Steve Nash e dos arremessos de longa distância. Jogo de garrafão? Quase nenhum. Defesa? Decente seria muito. Mas, dessa vez, as bolas caíram. E foi justamente isso o que fez a diferença. As deles, caíram. As nossas, não. Até o Monty Williams, técnico de quem eu sou fã declarado, acabou tendo uma noite infeliz. Suas mudanças não surtiram o efeito esperado, e ele mexeu mal em alguns momentos da partida. No último quarto, com Jack e Vasquez juntos em quadra, o Hornets começava a esboçar uma reação. E o que o Monty fez? Tirou o Vasquez e colocou o Belinelli. Eu, sinceramente, não entendi. Julgar as ações do treinador pode até ser pretensão de minha parte. Afinal, o Monty Williams é extremamente competente (eu não canso de elogiá-lo aqui) e conhece o elenco dele melhor do que ninguém. No entanto, a mexida não surtiu o menor efeito, e acabamos vendo o Suns retomar as rédeas do jogo até garantir a vitória (e a revanche), de forma confortável. São infelicidades que acontecem, é claro. Se tudo tivesse dado certo, esse chato aqui não estaria cornetando, não é mesmo?

FG: 26-90. Provavelmente, o Jason Smith errou esse arremesso

Para terminar, não vou falar sobre quintetos, atuações individuais, nem sobre os 18 pontos do Hakim Warrick e, muito menos, sobre o joelho do Eric Gordon (que tanto nos fez falta). Eu quero é dizer que jogos como o de ontem (para hoje) acontecem. Noites para se esquecer são inevitáveis, e todos os times passam por isso. Vejam os casos do Dallas, do Boston, do próprio Lakers. Viram só? O Hornets perdeu jogando mal, mas isso não é motivo para desespero ou para acharmos que, a partir de agora, iniciaremos nossa caminhada rumo ao 2-64. Muita calma nessa hora. Não podemos jogar fora tudo o que foi feito de bom, por causa desse tropeço (mesmo que tenha sido um tropeço feio, com uma marca negativa). Nossa campanha é 2-1, um início melhor do que muitos esperavam. Portanto, confiar no belo trabalho do Monty e no potencial da nossa equipe é o melhor que devemos fazer. E rezar pelo retorno do Eric Gordon também não cairia mal…

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida

Ah, e se serve de consolo, o Marco Belinelli bateu o seu recorde de rebotes na carreira, em um jogo de NBA: foram 10. Melhor que isso, só o cross over desmoralizante que o Jarrett Jack aplicou para cima do pobre Steve Nash. Uma queda cinematográfica do armador do Suns. Valeu o ingresso. Dá só uma olhada:

OBS: O próximo adversário do Hornets será o Sacramento Kings. As duas equipes se enfrentarão à meia-noite (de Brasília) de domingo (01/01) para segunda (02/01), no Power Balance Pavilion, em Sacramento. O Brazilian Hornet acompanhará a partida e mandará informações, via Twitter.

Só mais um recado: o BH volta com força total nesta segunda-feira (02/01)!

Feliz Ano Novo! Muita prosperidade e um 2012 cheio de alegrias!

8 pensamentos sobre “UMA NOITE PARA ESQUECER

  1. Há dias assim. Ontem correu tudo mal! Mesmo ganhando 24 ressaltos ofensivos, os Hornets não conseguiram transformar isso em muitos pontos. A selecção de lançamentos tambem não foi a melhor e o JJack esteve desinspiradissimo (tal como toda a equipa). O Kaman também decidiu dar barraca. Enfim, foi apenas uma derrota. Como já disse a meus amigos, esta temporada será engraçada, pois a equipa não tem qualquer tipo de pressão para chegar aos playoffs. Caso fique mal classificada, ainda poderá ganhar a sorte na lotaria (esperando a ajuda dos Wolves tambem). Cumprimentos.

    • Perfeita a análise, Sergio. Eu tinha até me esquecido de falar do Chris Kaman, que entrou muito mal na partida. Fez um de seus piores jogos da carreira, provavelmente. E é verdade. Não temos a pressão por playoffs. O time pode jogar mais à vontade. Eu só temo uma coisa: se as derrotas começarem a acontecer, o público de New Orleans pode abandonar o time. E isso é a pior coisa que pode ocorrer para a franquia nesse momento. Vamos torcer para que eu esteja enganado nessa minha hipótese. Mas ontem deu tudo errado mesmo. O Hornets pode jogar bem mais do que jogou. Agora é recuperar a boa defesa e acertar o alvo.

      E o Wolves está em 0-3. Isso é uma bela notícia!… rs

      Feliz Ano Novo, amigo!

  2. Pingback: RESUMO – Hornets 78 vs 93 Suns | NOHORNETSBRASIL

  3. Belo resumo Lucas.
    Aproveitamento ridiculo dos arremessos, pior da Historia da Franquia. Ae nao tem como ganhar de ninguem msm.
    Monty totalmente apatico tbm, se acomodou no banco, e nao tentou nada diferente pra mudar a equipe. Decepçao total ontem com o time e o tecnico. Nem Gordon nos teria salvo ontem.

    Mas domingo tem mais.
    GO HORNETS

    • É verdade, Kaio. Ontem não foi legal. De acordo com a ESPN, foi o nosso segundo pior aproveitamento de tiros na história. De qualquer maneira, a coisa foi feia mesmo… rs

      Também concordo que o Monty foi infeliz nesse jogo, mas isso acontece. Deixou o Jason Smith em quadra, num momento em que precisávamos defender (e o Smith não é um bom defensor). E tirou o Vasquez quando o time apresentava o seu melhor basquete no último quarto, esboçando uma reação. Eu também não entendi. Olha, o Monty é um técnico muito promissor, mas que ainda está aprendendo também, vai levar umas pancadas. Isso é inevitável. Na quarta-feira, ele foi sensacional. Ontem, já não foi tão bem. Mas uma coisa você pode ter certeza. Trabalho para melhorar não vai faltar. Estamos falando de Monty Williams. Por isso, eu tenho a certeza de que iremos evoluir, meu caro.

      Agora, olha essa: “Mantê-los (o Hornets) com menos de 30 por cento de disparo, é algo que foi realmente bom para nós”, disse o técnico do Suns, Alvin Gentry. ” Não foi nosso ataque, foi a nossa defesa que ganhou o jogo”. Eu acho que o treinador do Suns (esse é fraquíssimo, na minha opinião) viu um outro jogo. Claro, a defesa dele até foi um pouco melhor que a nossa (sobretudo na área pintada), mas o Suns ganhou esse jogo foi no ataque! Os jogadores do Hornets erraram arremessos completamente livres, e vários embaixo da cesta, inclusive. Falhas técnicas mesmo. Enquanto o Suns, foi, pelo menos, decente no ataque. As bolas foram caindo. Mérito dos caras. Portanto, a nossa derrota foi muito mais por incompetência nossa do que pela grande defesa do Suns. Eu discordo dessa visão do Alvin Gentry. Mas, enfim…

      Domingo tem mais! rs… Feliz Ano Novo, amigo!

  4. É eu não entendi os poucos minutos do vasquez vinha jogando bem e parecia q ja jogava faz tempo no hornets,ontem foi um dia pra esquecer eu até lembro q a equipe conseguiu deixar o suns sem pontuar em 4,5 ataques e em não conseguiu aproveitar isso forçando jogadas bobas,e com esse aproveitamento não ganha nem partida amadora

    e sinceramente se for pra ir para os playoffs sendo esmagado na primeira fase prefiro ir mal e conseguir uma top pick no proximo ano,e tomara q a torcida continue apoiando o time mesmo perdendo para q mantenha o hornets em new orleans,igual os torcedores do kings fizeram pra manter eles em sacramento

    e queria desejar um feliz ano novo pra vc lucas e pra todos torcedores dos zangões

    • Sim, Daniel. Eu também acho que o Vasquez merecia mais minutos. O Monty, talvez, considerou ele inexperiente para os momentos decisivos e preferiu colocar uma formação mais rodada. É a única explicação que eu encontro. De qualquer forma, não deu certo, pois o Suns passou a dominar novamente a partida. O Vasquez conseguiu 5 assistências em 17 minutos, e em um jogo em que o nosso FG foi irrisório! Quer dizer, o venezuelano foi muito bem! Então, não concordei com o fato de ele ter sido retirado da rotação no último quarto. Mas confio plenamente no trabalho do Monty Williams. Nosso time irá reagir.

      Sobre a questão torcida, concordo plenamente. Vi o jogo do Kings contra o Lakers, e a torcida de Sacramento deu um verdadeiro show. Que isso sirva de exemplo para os torcedores de New Orleans. Mas acho que a torcida do Hornets abraçará o time. Aliás, já vem abraçando. Sobre a ida (ou não) aos playoffs, eu vou torcer para que o Hornets vença sempre. Se não vencer, aí a gente pensa em draft (e espero que o Wolves siga perdendo, né?… isso seria o melhor para nós no draft… rs)

      E obrigado pelas palavras, amigo. Também desejo um Feliz Ano Novo para você e sua família! Felicidades!

  5. Pingback: ANO NOVO, VELHAS DEFICIÊNCIAS | Brazilian Hornet

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