COMEÇA A TEMPORADA 2011-12!

Paixão, propósito e orgulho: três belas palavras para um novo tempo

* Por Lucas Ottoni

Após muitos meses de espera, o New Orleans Hornets finalmente irá estrear na temporada 2011-12 da NBA. O time da Louisiana vai abrir sua participação no campeonato, logo mais, à meia-noite (de Brasília) do dia 26 para o dia 27/12, contra o Phoenix Suns, no US Airways Center, em Phoenix (Arizona). Vale lembrar que, por conta do locaute que assolou a liga nos últimos tempos, a temporada regular foi reduzida de 82 para 66 partidas e será disputada até o fim do mês de abril do ano que vem. A caminhada do Hornets será longa e árdua. O elenco perdeu seus astros, está se reconstruindo aos poucos e vem apostando na juventude. Antes de passar rapidamente pela nossa estreia, vamos analisar o atual “roster” dos zangões:


Olhando para esses nomes, de cara eu já posso apontar algo evidente: falta uma estrela a esse time. Na NBA, dificilmente uma equipe sem um grande “franchise-player” consegue obter sucesso. A ausência desse jogador diferenciado pode nos custar alguns resultados ao longo da temporada. Claro, o elenco do Hornets tem vários jogadores jovens, e o próprio Eric Gordon pode vir a ser uma estrela algum dia. Contudo, as saídas de Chris Paul e David West deixaram uma lacuna importante a ser preenchida.

Podemos perceber também a presença de alguns jogadores sem muita (ou nenhuma) experiência em jogos de NBA. Carldell Johnson, Trey Johnson, Lance Thomas, DaJuan Summers e Gustavo Ayón são alguns exemplos claros disso. Os próprios Greivis Vasquez e Al-Farouq Aminu irão apenas para a sua segunda temporada na liga. Certamente terão dificuldades contra atletas mais rodados, e isso é um motivo de preocupação para os zangões. Portanto, o núcleo formado por Jarrett Jack, Eric Gordon, Marco Belinelli, Trevor Ariza, Carl Landry, Jason Smith, Emeka Okafor e Chris Kaman será fundamental nessa transição. Essa turma terá que segurar as pontas, enquanto o pessoal menos rodado busca desenvolver seu jogo e ganhar cancha. É assim que as coisas funcionam. Às vezes, a gente apanha bastante para crescer, não é mesmo?

Sobre o núcleo ao qual eu me referi, observamos alguns jogadores bem interessantes. O Jarrett Jack não é um armador cerebral como o Chris Paul, longe disso. Mas sua personalidade e experiência podem ser úteis. Ele é um cara que não se intimida e parte para cima da marcação adversária sem medo de ser feliz. Em um dia inspirado, pode meter 25 ou 30 pontos  e anotar 10 assistências. Ou então, errar tudo e sair de quadra com 4 pontos e 3 assistências. Não é o armador dos meus sonhos para o Hornets, mas é o melhor que temos disponível no momento. Então, vamos com ele…

Jarrett Jack (#2) e Eric Gordon (#10) serão importantes para o time

Chegamos no Eric Gordon, que é um artilheiro de mão cheia, com capacidade para se tornar All-Star. Fazia tempo que o Hornets não possuía um SG com tanto potencial (apesar de eu ser fã do Marcus Thornton até hoje) e com tanta precisão nos “chutes” de média e longa distância. Mas o Gordon não é só isso. Ele é um jogador atlético, tem boa mobilidade, cria seu próprio arremesso e é um defensor para lá de decente. Será fundamental nessa temporada.

Na ala, o Trevor Ariza dará a consistência defensiva de sempre e, quando for ao ataque, pode contribuir com uns 10 pontinhos por jogo. Não é pedir muito.   Ariza tem suas limitações ofensivas, às vezes seleciona mal os arremessos e tem um percentual de acertos relativamente medíocre. Contudo, sua intensidade na marcação compensa eventuais falhas com a bola nas mãos.

Os bloqueios de Okafor serão bem-vindos

Agora, o garrafão. A adição do Chris Kaman dá ao técnico Monty Williams um leque de opções. O pivozão germânico é excepcional atuando ali embaixo da cesta. Experiente, bom no ataque e bom para apanhar uns rebotes, ele se complementa com o nosso outro pivô, o Emeka Okafor, que é um ótimo defensor e PF de origem. Os dois podem jogar juntos, embora o Okafor não me agrade atuando na posição 4, já que ele é limitado ofensivamente. Para isso, temos o Carl Landry, que é um jogador que deu certo com os zangões na temporada passada. Tem um bom arremesso, tem intensidade na defesa e no ataque e pode se tornar uma máquina de pontuar, caso não receba a devida atenção dos adversários. É um bom trio. Com a chegada do Kaman, os três poderiam até atuar juntos, eventualmente, no caso de o Monty Williams precisar de uma formação mais alta e com qualidade durante as partidas. Se o técnico preferir começar com o Landry atuando ao lado do Okafor, sem problemas. O Kaman viria do banco e poderia jogar com qualquer um dos dois, ou até mesmo com os dois, sacou?

Então, eu acredito que o nosso quinteto titular deve ser o seguinte:

PG: Jarrett Jack
SG: Eric Gordon
SF: Trevor Ariza
PF: Carl Landry (Emeka Okafor)
C: Emeka Okafor (Chris Kaman)

E no banco, além dos jogadores menos experientes já citados, aparecem o ala-armador Marco Belinelli e o ala-pivô Jason Smith. São os “role players”, aqueles suplentes que entram e podem contribuir de forma substancial (ou não) para a vitória do time. Os dois estão longe de serem primores, mas têm a confiança do Monty Williams, que pediu o retorno de ambos ao elenco, após seus contratos terem expirado. O italiano Belinelli é limitado tecnicamente, embora tenha um arremesso razoável. Já o Smith é igualmente limitado, mas apresenta uma garra sem igual, além de ter um “chute” bem decente. São atletas que complementam a equipe e dão um maior peso ao nosso inexperiente banco de reservas.

Monty Williams: um técnico promissor

E para terminar, a grande força do Hornets pode estar na figura de seu técnico, de apenas 40 anos de idade. Na temporada passada, o jovem Monty Williams chegou em New Orleans, estreou como treinador principal e implantou uma mentalidade defensiva na equipe dos zangões, conseguindo alcançar os playoffs logo em seu primeiro campeonato no comando de um time da NBA. Eu  acho que esse cara tem tudo para alcançar sucesso em sua carreira de técnico. É disciplinado, parece ser muito discreto, trabalha exaustivamente (sobretudo a defesa) e conquista o grupo de jogadores com sua filosofia de basquete. É bom saber que ele está conduzindo os zangões. Creio que, com o Monty Williams, essa fase de transição será bem menos dolorosa do que aparenta.

Conclusão: temos um time com bons jogadores, mas até certo ponto jovem e inexperiente (os atletas mais velhos do Hornets, Chris Kaman e Emeka Okafor, nem chegaram aos 30 anos de idade). Falta o peso de um grande astro e um banco de reservas de mais qualidade. Contudo, temos um núcleo que pode nos render bons momentos nessa temporada que está para começar. Os americanos adoram esse lance de fazer previsão, arriscar palpites, prever o número de vitórias e derrotas de determinado time, etc, etc, etc. Eu não curto nada disso. Afinal, se tem algo que deixa o esporte muito emocionante, são as “zebras”, as surpresas, os azarões. Deixa rolar e vê o que acontece… Esse é o meu lema, nesse momento.

Veja, abaixo, algumas previsões para o Hornets na temporada:

New Orleans Hornets Brasil

Jumper Brasil

Hornets247 (em inglês)

Fox 8 Live (em inglês)

ESPN (em inglês)

Sobre o rival da estreia, o Phoenix Suns é o oposto do nosso time. Experiente, com jogadores veteranos e com um astro consagrado, o Steve Nash (apesar da idade avançada, o cara já foi duas vezes MVP da NBA e merece muito respeito). É uma partida difícil, também pelo fato de que jogaremos na casa do adversário. No entanto, eu acho que é possível o Hornets estrear com um bom resultado. O Suns já não assusta como antes, tem um estilo de jogo até certo ponto previsível (bola nas mãos do Steve Nash e todo mundo se posicionando para arremessar) e não reforçou muito o elenco que fracassou na última temporada.  Mas, além do talentoso Nash, possui jogadores perigosos, como o rodadíssimo Grant Hill, o Jared Dudley, o Channing Frye e o recém-contratado Shannon Brown. Então, todo o cuidado é pouco…

Na pré-temporada, o Suns sofreu duas derrotas acachapantes para o Denver Nuggets. Ao contrário do Hornets, que venceu por duas vezes o Memphis Grizzlies. Contudo, a gente sabe que pré-temporada não quer dizer muita coisa. O que conta é a hora em que a bola subir para valer! Dentro de instantes, os zangões iniciarão a longa caminhada pelo campeonato de 2011-12. Que a sorte e o sucesso estejam ao lado dos nossos jogadores!

Essa imagem aí já diz tudo, não é mesmo?

OBS: Durante a partida, é provável que o Brazilian Hornet solte alguma coisa no Twitter. Quem não tiver condições de assistir ao jogo, é só ficar ligado nas nossas tuitadas, ok?

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