REFLEXOS DO VETO

A montagem está mal feita, eu sei, mas não é de minha autoria!

* Por Lucas Ottoni

A ida do Chris Paul para o Los Angeles Lakers parece ter melado de vez. Após a NBA ter vetado a transação da franquia da Califórnia com Hornets e Rockets, houve muita reclamação, indignação e até uma nova tentativa de comércio entre as partes. E agora, a notícia que surge é a de que os angelinos resolveram tirar o time de campo e desistir da aquisição do CP3. Ok, para o Lakers é vida que segue. Eles simplesmente passarão a concentrar suas atenções em outros alvos, exatamente o mesmo que o Houston Rockets deverá fazer. Acontece que os reflexos desse veto ameaçam ser danosos para o New Orleans Hornets, que volta a correr o risco de não receber nada em troca de seu valioso armador. A questão aí não é encontrar rapidamente outra equipe interessada no Chris Paul, afinal quem não quer o Chris Paul? O problema, na verdade, é realizar outro comércio sabendo que a NBA pode entrar a qualquer momento com sua foice e mandar tudo para o espaço. No post anterior, nós falamos sobre as reclamações das outras equipes, que acabaram pressionando o David Stern a cancelar a troca tripla. Analisando a negociação do ponto de vista técnico, os três envolvidos poderiam sair favorecidos. Além disso, a ideia de ver o CP3 vestido de amarelo e azul fez com que os rivais entrassem em pânico. Mas vamos observar esse veto sob uma outra perspectiva…

Do ponto de vista financeiro, o Lakers receberia o melhor armador da liga e economizaria uma nota preta sem ter que arcar com os altos salários de Pau Gasol e Lamar Odom, trocados para o Hornets. Só nessa temporada, o espanhol irá faturar mais de U$ 18 milhões, e Odom receberá quase U$ 9 milhões. Enquanto isso, Chris Paul recheará a conta bancária com pouco mais de U$ 16 milhões. Sacou? Além disso, mesmo mandando o Gasol para o Rockets, os zangões teriam que bancar os salários dos três jogadores enviados à Louisiana pelo time de Houston (Dragic, Martin e Scola), que somados aos ganhos do Odom giram em torno de US$ 31 milhões! E vale lembrar que, recebendo apenas o Pau Gasol em troca do trio endereçado ao Hornets, a franquia do Texas também economizaria umas boas doletas. Diante disso, podemos concluir que esse mega-comércio seria financeiramente péssimo para apenas um dos três envolvidos. Advinhem quem? A NBA, que controla o Hornets, observou essa disparidade nas cifras e resolveu vetar o negócio. E, com certeza, os donos das demais equipes também se ligaram nisso e bateram o pé. Como a franquia de New Orleans pertence à liga, a folha salarial dos zangões cairia no colo desses mesmos proprietários. Aí, o Dan Gilbert logo pensou: “Eu não vou pagar os salários do Hornets para o Chris Paul ir bater bola com o Kobe!”. E foi aquela choradeira toda que culminou no veto. (Os salários dos jogadores da NBA podem ser conferidos aqui)

Pelo visto, o poderoso Big Three de LA não sairá dessa linda montagem

Portanto, a questão financeira abriu uma bela prerrogativa para que a NBA cancelasse a brincadeira. Muitos donos reclamaram da malandragem do Lakers, que conseguiria o Paul e economizaria na folha para tentar a contratação do Dwight Howard. O pivô, astro do Orlando Magic, teria manifestado o desejo de jogar com a camiseta amarela e azul, e os angelinos poderiam tentar unir o útil ao agradável. Mas voltando ao Hornets, ficou a seguinte questão: como uma franquia sem dono e de menor mercado realiza um comércio em que perderia sua maior estrela e ainda teria de arcar com U$ 31 milhões em salários? Pois é, para tentar responder, a gente volta ao segundo post do Brazilian Hornet: Com que time nós vamos? O Hornets tinha apenas seis ou sete jogadores sob contrato, faltando menos de uma semana para o início dos jogos da pré-temporada. O GM Dell Demps tentou trocar o Chris Paul por quantidade e, se possível, qualidade. E seria um bom negócio do ponto de vista técnico, se o Hornets tivesse um dono para bancar os movimentos do seu GM. Pronto, agora já estamos no terceiro post

Como a troca foi cancelada e o Hornets não tem um dono, o Chris Paul continua vinculado à franquia da Louisiana. E aí? O jogador já avisou que não seguirá como um zangão ao fim de seu contrato (que vai até o meio de 2012), e o Dell Demps precisa dar um jeito nessa situação sem que a NBA interfira de forma decisiva. Caso contrário, poderemos perder a nossa estrela sem receber um centavo. Os reflexos do veto se anunciam catastróficos para o nosso amado time. Trocar o CP3 por jogadores jovens e mais baratos pode ser uma solução, pois isso seria menos oneroso para os cofres da NBA. É o momento do Demps quebrar a cabeça e colocar o Chris Paul em uma franquia que o agrade, em troca de alguns jogadores que possam dar um alento aos zangões e que, ao mesmo tempo, não inflacionem a folha de pagamento. A situação é bem complicada. É melhor perder em qualidade ou perder o CP3 sem nenhum tipo de ressarcimento? Pois para uma franquia sem dono como o Hornets, quantidade e qualidade dificilmente poderão caminhar juntas.

OBS: A montagem lá em cima eu peguei emprestada do blog At the Hive.

Uma musiquinha sugestiva para encerrar o texto…



 FERROADAS

* CP3 E BLAKE GRIFFIN?: Após a desistência do Lakers, a imprensa noticia que o Hornets estaria tentando negociar o Chris Paul com o Los Angeles Clippers. Uma dupla com o rei das enterradas seria sensacional. E se o Eric Gordon desembarcar em New Orleans, melhor ainda!  

* O FIM DE UMA ERA: Parece que agora é oficial. O ala-pivô David West, um dos ídolos do Hornets, acertou sua transferência para o Indiana Pacers. O acordo é de U$ 20 milhões por duas temporadas. D-West, que se tornou agente livre ao fim do último campeonato, foi recrutado pelo Hornets em 2003 e nunca havia jogado por outra equipe. No próximo post, falaremos sobre ele…

* CORRENDO CONTRA O TEMPO: Os treinos das equipes da NBA já começaram, e para que o técnico Monty Williams tivesse um elenco à disposição, Dell Demps contratou nove agentes livres para integrarem o time provisoriamente. São eles: Brian Butch, Justin Dentmon, Jerome Dyson, Moses Ehambe, Carldell Johnson, Trey Johnson, DaJuan Summers, Lance Thomas e Terrico White.

* RUMO AO CANADÁ: O pivozão Aaron Gray, que jogou as duas últimas temporadas pelo Hornets, acertou sua ida para o Toronto Raptors, do brasileiro Leandro Barbosa.  O contrato é de 1 ano, e os termos do acordo não foram divulgados.

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