UM DETALHE CHAMADO DURANT

A ótima performance do cracaço Kevin Durant complicou a vida do Hornets

* Por Lucas Ottoni

O New Orleans Hornets (3-7) até que jogou bem, mas não resistiu ao forte Oklahoma City Thunder (10-2). A vitória dos visitantes, por 95 a 85, em plena New Orleans Arena, teve a marca de um jogador cada vez mais decisivo dentro da NBA: Kevin Durant. Esse nome foi o detalhe que tirou o triunfo das mãos dos zangões, na última madrugada. O Thunder vem de cinco vitórias consecutivas e é o líder da Conferência Oeste e de todo o campeonato (ao lado do Chicago Bulls). Um time forte e preparado para disputar o título da temporada 2011-12. E eu tenho certeza que muitos imaginaram que o Hornets seria massacrado dentro de casa, mas não foi isso o que aconteceu. O terceiro quarto terminou com o placar de 73 a 70, a favor do Thunder, e a vantagem poderia ter sido ainda menor, se Carldell “Squeaky” Johnson não errasse dois lances livres, com o cronômetro praticamente zerado. Coisas que acontecem. Aí, no último período, a turma de Oklahoma apertou a marcação, forçou o Hornets a alguns erros nos minutos finais e saiu de quadra com o resultado positivo. Venceu a equipe mais preparada, mais pronta, eu diria. E, principalmente, venceu a equipe que tinha Kevin Durant em seu quinteto. Esse foi o detalhe primordial.

* Veja aqui as avaliações (em inglês) dos jogadores do Hornets e algumas imagens da partida contra o Thunder – blog Hornets247

A estrela do Thunder, de apenas 23 anos, jogou uma barbaridade. Foram 29 pontos, 10 rebotes, 3 assistências, 1 roubo e 4 bloqueios, em 38 minutos. Durant mostrou o seu repertório completo, diante do Hornets. Mesmo bem marcado, ele conseguiu dar um jeito de criar os seus arremessos e colocar a bola dentro da cesta (das mais variadas maneiras, diga-se de passagem). Tentou quatro “chutes” da linha dos três pontos, e errou apenas um. Terminou com um 11-17, em FG. Claro,  ele foi muito bem assessorado pelo ótimo armador Russell Westbrook, que terminou a partida com 22 pontos e 7 assistências. Contudo, foi Kevin Durant o responsável direto pela derrota do Hornets. Se KD não fosse o jogador que é, os zangões certamente teriam saído de quadra com a sua quarta vitória na competição.

Carl Landry teve outra bela atuação

Já o time do Hornets não me surpreendeu. Fez mais uma boa partida, cometeu alguns erros bem conhecidos (mas, dessa vez, em menor escala), marcou muito bem (em 10 partidas, levou mais de 100 pontos em apenas uma), mostrou um melhor conjunto e jogou de igual para igual contra um dos favoritos ao título da NBA. Não se engane. Os zangões não são tão ruins quanto você pensa, apesar da campanha 3-7. Fizemos um outro jogo equilibrado e perdemos nos detalhes, ou melhor, no detalhe: Kevin Durant, ele mesmo. Amigos, o rapaz esteve imparável. Quase tudo o que ele jogava para o alto, caía. Enfim, perdemos, mas eu gostei da atuação da equipe de New Orleans. Podemos não ter um KD, mas temos um time em evolução. Eu sigo confiando nesse trabalho implantado pelo técnico Monty Williams. Agora, é seguir em frente. E de cabeça erguida.

* Confira aqui o Box Score (com vídeos) da partida

Passando os olhos rapidamente pelos números do Hornets na partida, podemos observar aspectos positivos e negativos. Vejam só, que coisa legal: cinco jogadores dos zangões marcaram 10 ou mais pontos (Chris Kaman, Carl Landry, Marco Belinelli, Emeka Okafor e DaJuan Summers). Kaman e Landry, mais uma vez, se destacaram e foram fundamentais no nosso ataque (cada um marcou 17 pontos). Por outro lado, e mais uma vez, o time nos “brindou” com um dado assustador: 1-16, na linha de três pontos. Quer dizer, de 16 arremessos, apenas um teve endereço certo. O felizardo da bola única? DaJuan Summers! Palmas para ele! Bem, ironias à parte, o Hornets ainda sofre com as suas deficiências ofensivas. Se conseguíssemos um 5-16 nos três pontos (o que não é nenhum exagero), teríamos derrotado o Thunder, com KD e tudo. Pois é, essa limitação não chega a ser novidade, e o Monty Williams precisa dar um jeito de fazer a equipe encestar mais bolas. Eu acho até que já melhoramos nesse sentido, mas não tanto. Afinal, 1-16 é de fazer chorar!

Um dos melhores em quadra, Kaman acertou belos arremessos

Ah, e os desfalques foram os de sempre: Eric Gordon, Trevor Ariza, Xavier Henry (lesionados) e Jason Smith (com problemas familiares). Ausências importantes, é verdade, mas que não chegaram a tirar a competitividade dos zangões. E isso é bem legal, né?

No vídeo abaixo, alguns highlights da derrota dos zangões:

Para terminar, eu queria explicar o motivo de não termos acompanhado essa partida pelo nosso Twitter. É que eu assisti ao jogo pela TV (SKY) e estava sem internet, na ocasião. Sempre que possível, o BH acompanhará as atuações do Hornets, via Twitter. Mas isso não é regra, ok? E hoje não encontrei nada muito relevante para colocar na sessão Ferroadas. Então… Aquele abraço!

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6 comentários sobre “UM DETALHE CHAMADO DURANT

  1. Eu vi seu post sobre o assunto do draft só agora. Então se vc me permite, vou dar minha opinião. Pegue os exemplos de Oklahoma City e Chicago Bulls. As estrelas de ambos os times vieram do draft. Você citou o exemplo do Cavs, que apostou suas fichas no draft, pegou o LeBron e mesmo assim não foi campeão. Mas acho que o Cleveland, cometeu um grande erro, não montou um time descente em torno de sua estrela. Olhe o time de 2007, o melhor da era LeBron, chegou na final da NBA. Mas não tinha um jogador descente pra ajuda-lo. O time era: Daniel Gibson, Sasha Pavlovic, Ilgauskas e Drew Gooden. Mas no caso do Hornets seria diferente, o “craque” que viria do draft, já teria a ajuda do Gordon e do outro calouro, pois provavelmente o Hornets vai ter duas escolhas no Top 10 e os dois calouros deverão ser de qualidade. Eu vou torcer pro Hornets ganhar todos os jogos, mas se perder, saberemos que será uma derrota que ajudará no nosso futuro. Desculpe-me pelo texto grande e por ter comentado sobre isso só agora. Abs.

    • Fala, grande André! É bom tê-lo de volta aqui neste espaço!

      Olha, é exatamente isso. O Cavaliers tinha o LeBron, mas não tinha um time forte o bastante para conseguir ser campeão. Passou perto, mas faltou o algo mais. Nos casos de Thunder e Bulls, eles conseguiram suas estrelas via draft, mas também se preocuparam em montar um bom time para assessorar essas estrelas. Por isso, hoje são candidatos. Eles têm time. E é isso o que o Hornets tenta formar: um bom time. Temos talentos a serem desenvolvidos e tempo para isso.

      Ah, é claro que é importante buscar talentos no draft. Podemos ter o nosso Derrick Rose ou o nosso Kevin Durant, e isso seria ótimo. Mas precisamos, acima de tudo, montar um time competitivo. E temos uma base que, a meu ver, é talentosa. Então, não acho que vale a pena jogar uma temporada inteira para o alto só para apostar na loteria do draft. Vamos desenvolver essa turma, apanhar agora, mas tentar ganhar os jogos e fazer um bom trabalho. Draft é consequência. Deixamos simplesmente acontecer. Só acho que não podemos transformar isso em obsessão e jogar todo um trabalho por água abaixo.

      Mas eu concordo com a sua opinião. Se perdermos os jogos não será um desastre, pois há a possibilidade do draft. Mas temos que trabalhar esse time e tentar ganhar o máximo de jogos. Colocar uma estrela em um time que é um saco de pancadas, é um risco muito grande. Formemos a nossa base, e depois pensemos em draft.

      O Hornets hoje é 3-7, mas quem acompanha os jogos do time sabe que fizemos muitas partidas bem equilibradas. Se fôssemos 5-5 ou 6-4 hoje, não seria absurdo. Agora é seguir com isso aí.

      E sobre você escrever muito, não se incomode… Afinal, eu escrevo mais que todo mundo aqui… rsrsrs

      Abraço!

      • O Ariza e o Gordon voltam quando? Ta loco, ta dificil de ver esse time jogando completo. Sorte que o Aminu e o Vasquez estão fazendo boas partidas e amenizando um pouco.

  2. E o publico foi de 13,565 torcedores. É pouco, pois quem foi até New Orleans não foi qualquer time e sim o Oklahoma City, que como vc bem citou, é canditatissímo ao titulo. Abs

    • O Thunder é uma ótima equipe, mas ainda não tem a tradição e o número de torcedores de um Lakers, um Bulls, um Knicks, etc. Acho que foi por isso que a arena não esteve mais cheia. É claro que poderíamos ter um público maior, mas nessa época de decisões na NFL, a galera de New Orleans escolhe o Saints e deixa o Hornets para depois. Por isso, 13,5 mil torcedores nem foi tão ruim assim. Acredite, já tivemos números bem piores. rs

      Abço!

  3. O Gordon, acho que em 1 semana e meia. O Ariza, talvez, um pouco antes. O time está competitivo, mesmo sem eles. Mas, sem dúvida, ambos fazem falta. Nós ainda não conseguimos ver o time do Hornets completo, nessa temporada. Espero que isso aconteça logo.

    Abraço!

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