“I’M IN, ARE YOU?”

100 eventos em 100 dias: campanha obteve êxito

* Por Lucas Ottoni

Como eu havia prometido há alguns posts atrás, hoje nós vamos falar um pouquinho sobre a campanha “I’m In”, que foi lançada ao longo da temporada 2010-11, com o objetivo de atingir a marca de 10 mil bilhetes vendidos para cada jogo (em casa) do New Orleans Hornets em 2011-12. Esse trecho tirado do blog Jumper Brasil resume bem a situação:

O New Orleans Hornets teve uma das piores médias de público da NBA na temporada 2010-2011. Com pouco mais de 6.300 adeptos que adquiriram os season tickets – ingressos para todos os jogos da temporada – a equipe esteve apenas na 26ª posição entre as 30 equipes da Liga em média de público em seu ginásio (14.307 pessoas por jogo). Para aumentar o número de associados anuais e, conseqüentemente, o número de fãs por partida, a equipe lançou a campanha “I’m in, are you?”, que irá contar com 100 eventos no período de 100 dias para elevar o número de season ticket holders para 10.000. A ideia é bem simples: os atuais associados e parceiros da equipe promoverão eventos e convidarão amigos, sócios e clientes que ainda não garantiram seus ingressos para a temporada, a fim de convencê-los a entrar para o “time de freqüentadores assíduos”. Vale lembrar que a própria NBA assumiu o controle da equipe no final de 2010 e agora procura um novo comprador para assumir a franquia.

Portanto, a meta era estimular os torcedores de New Orleans e localidades mais próximas a adquirirem bilhetes para toda a atual temporada e ajudarem o Hornets a ter uma maior estabilidade na cidade. A campanha, que contou com a presença de políticos, artistas e outras personalidades locais, foi veiculada na televisão e apareceu em outdoors na área metropolitana, destacando o papel do Hornets na recuperação da região após o Furacão Katrina e pedindo para que os fãs vissem a franquia não apenas como um time de basquete, mas também como um bem da comunidade, que aumenta o perfil global da cidade. Como vocês sabem, o Hornets atualmente é de propriedade da NBA, que comprou a equipe em dezembro de 2011, com a intenção de torná-la mais viável financeiramente e, em seguida, revendê-la.

Adesivos também foram utilizados na divulgação da campanha “I’m In”

Após o fim da temporada 2010-11, veio o locaute da NBA, mas isso não impediu que a campanha “I’m In” seguisse firme com seu propósito. Os tais 100 eventos em 100 dias foram acontecendo, e a população foi “comprando” a ideia e demonstrando claramente que não queria que uma franquia da NBA saísse novamente de New Orleans para outra cidade (como aconteceu com o New Orleans Jazz, que, após apenas cinco temporadas, se mudou para Salt Lake City, Utah, no fim da década de 1970).

Bobby Jindal e Mitch Landrieu (aplaudindo)

O resultado do esforço conjunto foi divulgado no último dia 08/12: a campanha obteve êxito, e a marca de mais de 10 mil bilhetes vendidos por jogo (em casa) para a temporada 2011-12 foi atingida. O governador da Louisiana, Bobby Jindal, assim como o prefeito de New Orleans, Mitch Landrieu, celebraram o fato afirmando que a população local abraçou o time e não o deixará sair da cidade. Além disso, ambos se mostraram confiantes em ver o Hornets com um novo proprietário, rumo à conquista de um título da NBA em um futuro próximo. Jac Sperling, escolhido pela NBA para supervisionar o Hornets após a aquisição da franquia pela liga, e Hugh Weber, presidente dos zangões, também comemoraram o sucesso da campanha e agradeceram o apoio dos torcedores.

Na minha opinião, um passo significativo foi dado. Tendo em vista a presença pífia de público nos jogos do Hornets na temporada anterior (mesmo quando o time chegou a liderar o Oeste), a garantia de, pelo menos, 10 mil fãs em todas as partidas dos zangões na New Orleans Arena já é uma demonstração de força. O objetivo maior é deixar claro que a franquia é viável e, com isso, atrair um comprador disposto a investir e mantê-la na Louisiana. Esse é o passo seguinte. Montar um bom time, encontrar novos ídolos e até buscar uma base de fãs em outras cidades ou países são medidas que, a meu ver, devem ser prioritárias. O sucesso da campanha “I’m In” é para ser encarado apenas como o começo de uma virada positiva nos rumos do New Orleans Hornets. I’m in, are you?

Aqui, alguns vídeos legais acerca da campanha “I’m in”:

OBS: No lado direito do nosso blog, há a logomarca “I’m In”. É só clicar e entrar no site oficial da campanha. Lá vocês encontram fotos, eventos e informações a respeito do assunto.


 FERROADAS

* HORNETS VS GRIZZLIES 2: As duas equipes se enfrentam (mais uma vez) hoje, às 23h (de Brasília). O jogo, que acontecerá na New Orleans Arena, é o último de ambos os times na pré-temporada. No primeiro duelo, vitória dos zangões: 97 a 90, em Memphis. Para a partida desta noite, o Hornets deverá ter as estreias de Eric Gordon, Chris Kaman e Al-Farouq Aminu, bem como os retornos de Carl Landry e Jason Smith, que reassinaram com a franquia. Portanto, vale a pena dar uma conferida!

* MADE IN MÉXICO: Ontem, o Brazilian Hornet falou sobre a possibilidade de a franquia da Louisiana contratar o ala-pivô mexicano Gustavo Ayón, que atua no Baloncesto Fuenlabrada, da Liga Espanhola. Pelo visto, o negócio deve mesmo sair. O jogador está praticamente acertado com o Hornets, é a notícia que corre. Como eu já escrevi antes, não o conheço. Tomara que me surpreenda. Positivamente, é claro.

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10 comentários sobre ““I’M IN, ARE YOU?”

  1. Segundo Jonathan Givony, especialista em recrutamento e basquete internacional do site DraftExpress, o pivô de 26 anos é o jogador mais produtivo do basquete espanhol. Ele está entre os cinco melhores da competição em média de pontos (15.9), rebotes (8.2) e aproveitamento de arremessos de dois pontos (66.3%). Givony ainda disse que Ayon estava sendo sondado discretamente por diversas franquias, mas todos queriam mantê-lo em segredo. “É um achado. Inteligente, joga duro, atlético. Claramente, um jogador com nível de NBA”, avaliou o recrutador. Espero ter ajudado. Abs.

    • Obrigado, André. O DraftExpress é um site excelente, e eu não duvido que esse mexicano tenha qualidade. Porém, jogar na NBA é diferente. Veja o caso do nosso brasuca Tiago Splitter: era o grande destaque do basquete espanhol. Chegou no Spurs e não vem conseguindo se firmar. Nem na seleção brasileira ele tem jogado bem. Então, ainda não dá para se empolgar com a contratação do Ayón. O interesse de outras equipes e o aval do DraftExpress são um excelente sinal. Vamos ver como o Ayón se comportará, se ele vai se adaptar ao estilo de jogo defensivo do Hornets, se ele terá problemas em se comunicar (algo que eu duvido, pois o cara veio de um país que fica colado nos EUA… rs). Enfim, espero que dê certo. Torcerei muito por ele, um jogador latino-americano brilhando no Hornets seria legal.

  2. Se o Gustavo Ayón der certo, pode ser o substituto imediato do Okafor, e o Hornets pode abrir mão de Kaman (contrato $12,200,000) ao fim da temporada e abrir ainda mais espaço no teto salarial. Hornets teria quase 28 milhões pra gastar com Free Agents.

    • Olha, eu creio que o Ayón seja um ala-pivô mais do que qualquer outra coisa. Claro, ele pode jogar eventualmente de pivô. Mas 2.06 metros é um tamanho relativamente baixo para pivô na NBA. O Carl Landry, nosso PF, por exemplo, também mede 2.06. Então, eu vejo o Ayón mais como um jogador da posição 4. Vamos ver como o Monty Williams irá utilizá-lo. Aliás, existe a possibilidade de ele nem vir para o Hornets nessa temporada. Vamos aguardar. Abraço!

  3. A campanha “Im in, are you?” está dando certo pelo visto, o púlblico nesse jogo de pré temporada contra o Grizzlies foi de 11,985.

    • É, André. Um público de 12 mil pessoas é pequeno em se tratando de NBA. Mas temos que levar em conta que foi um jogo de pré-temporada, que não vale nada em termos de resultado. Então, pode-se dizer que foi um bom público. Quando a temporada começar, teremos mais de 10 mil torcedores por jogo já garantidos. E isso é um alento. A campanha teve êxito sim.

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